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Agora é oficial :Lula insinua terceiro mandato !!!

Iniciado por wanderley_2 em 10/02/2007 · 6 mensagens

wanderley_2#1
Lula quer aprovar no Congresso uma emenda que acabe com o instituto da reeleição. Acha que vai chegar a 2010 em condições de influir na própria sucessão. Rebate com veemência a especulação de que flertaria com a idéia de alterar a legislação apenas para poder concorrer a um terceiro mandato consecutivo. Mas admite claramente a hipótese de disputar eleições presidenciais, de novo, em 2014.(será???)

As opiniões do presidente foram recolhidas dos diálogos que ele manteve durante sua passagem pela festa de aniversário de 27 anos do PT. Lula aparentemente desejava que suas idéias viessem a público. Abriu-as a mais de uma pessoa. Embora tivesse falado em reserva, longe de jornalistas, sabia, por óbvio, que suas palavras não seriam guardadas em segredo.

Na opinião do presidente, se tiver juízo, o PT ainda pode firmar-se como alternativa presidencial em 2010. Mesmo sem que ele esteja no páreo. Mencionou alguns nomes. O repórter conseguiu recolher dois: Jaques Wagner, governador da Bahia, e Marta Suplicy, potencial ministra da equipe do segundo mandato.
wanderley_2#2
Não será, porém, uma tarefa simples. Lula deu a entender que, se necessário, não hesitará em apoiar um candidato de fora de seu partido. Citou o deputado Ciro Gomes (PSB-CE). Seja quem for o candidato, petista ou não, só terá chances efetivas, acredita Lula, se for hábil o bastante para construir em torno de si uma aliança pluripartidária que inclua o PMDB.

Lula não deixou dúvidas quanto à vontade que tem de chegar a 2010 como um grande eleitor. Condicionou a capacidade de influir na própria sucessão ao comportamento da economia nos próximos quatro anos. Ele se disse convencido de que o PIB irá crescer a médias superiores às registradas na última década. Não falou em percentuais.

Uma das pessoas que ouviram o presidente animou-se a provocá-lo, em tom de brincadeira. Disse que, se o país crescesse de forma consistente, Lula seria imbatível em 2010. Foi nesse ponto, segundo relato ouvido pelo repórter, que Lula afastou a idéia. Chegou mesmo a dizer que o Brasil não é a Venezuela. Uma alusão à decisão de Hugo Chávez de instituir em seu país a reeleição perpétua.

O presidente declarou, na seqüência, que se considera bem de saúde. Disse que, derrubada a reeleição, o próximo presidente teria “apenas” quatro ou cinco anos de mandato, a depender do prazo que vier a ser fixado na hora em que a constituição for modificada. Quem o ouviu ficou com a nítida impressão de que Lula cultiva o sonho de retornar ao Planalto na sucessão do seu sucessor.

Escrito por Josias de Souza às 19h20
inocncio#3
Para não dar muito na cara um presidente biônico de 2010 a 2014.
wanderley_2#4
PT aprova resolução com crítica ‘enfática’ ao BC

Menos de 24 horas depois de Lula ter discursado pedindo ao PT que parasse de atirar em si mesmo para alvejar “os verdadeiros inimigos”, o diretório nacional do partido aprovou uma resolução contendo crítica ácida à condução da política monetária pelo Banco Central. Embora não peça explicitamente a substituição de Henrique Meireles, o texto anota que, para alcançar taxas de crescimento do PIB "que não sejam inferiores a 5%", “será necessário que equipes sintonizadas com os objetivos de mudança constituam o núcleo da área econômica”.

A resolução do diretório petista foi aprovada na tarde deste sábado (10). O partido declarou apoio ao PAC. Mas registrou que o êxito do programa “depende em boa medida da política monetária”. Acrescentou: “Entendemos que há condições para acelerar a redução da taxa de juros e criticamos, enfaticamente, o conservadorismo da mais recente decisão do Copom”. Refere-se à deliberação que podou a taxa de juros em apenas 0,25 pontos percentuais.

Não há na resolução do diretório do PT uma única linha que possa ser lida como autocrítica. Ao contrário. O partido lista os triunfos que logrou alcançar em seus 27 anos de história –do combate à ditadura à reeleição de Lula e à vitória de Arlindo Chinaglia na Câmara—, sem mencionar as crises que protagonizou. Crises como a do mensalão e a do dossiêgate.
wanderley_2#5
encrenca provocada pelas "verbas não contabilizadas" da dupla Valério/Delúbio só entrou no texto como gancho para espicaçar o senador Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA). “Em Salvador”, escreveram os petistas na resolução, “saudamos a militância, o conjunto da esquerda e setores progressistas da Bahia, pelo significado extraordinário da eleição de Jaques Wagner governador deste Estado, derrotando um dos ‘caciques políticos’ que tudo fez para aprofundar a crise de 2005”.

Como a justificar as críticas, o PT apresenta-se na resolução como uma força autônoma em relação ao governo. “O PT pautará sua atuação por dois princípios: mobilizar a sociedade para apoiar a aplicação do programa de ação do governo e manter sua autonomia em relação a esse mesmo Governo. O Partido buscará ser um elemento de conexão entre a sociedade - os movimentos sociais em particular - e o governo”, diz o documento.

O partido volta a tocar, agora de modo oficial, num tema que vem inquietando o petismo desde as eleições presidenciais do ano passado: a democratização dos meios de comunicação. Onze em cada dez petistas acusam os meios de comunicação de ter realizado uma cobertura parcial da campanha do ano passado. Na resolução, o diretório do PT anuncia a intenção de promover uma “conferência nacional de comunicação”. Não menciona datas.

“A sociedade brasileira não aceita a interdição do debate sobre a comunicação social”, anota a resolução do PT. “Não aceita, tampouco, que se tente passar a idéia de que se trata de um tema de interesse estritamente partidário e/ou do governo Lula”. Entre os pontos que o partido deseja levar a debate estão o papel da Internet, a comunicação via rádio e TV, a imprensa escrita, a publicidade estatal, a Anatel e o Ministério das Comunicações, além da ação da Radiobras.
wanderley_2#6
São quatro os objetivos listados no documento: “a construção de um sistema público de rádio e TV; a importância de uma mídia privada progressista; a qualificação de nossa produção de conteúdos; e mudanças no marco institucional da comunicação para as organizações sociais”.

No campo político, o PT declara-se disposto a “trabalhar pelo fortalecimento da coalizão” partidária que se formou a redor de Lula. Informa que tentará se reaproximar do PSB e do PC do B, legendas que apoiaram Aldo Rebelo na refrega da Câmara e, derrotadas, afastaram-se do petismo. Quanto à composição ministerial, o PT simula desprendimento: “A presença no ministério não é a única, nem necessariamente a principal plataforma de operação política do partido nos próximos quatro anos”.

Escrito por Josias de Souza às 20h21

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