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Alto Lá, Sr. Paulo Coelho!

Iniciado por wagner_8 em 11/02/2007 · 6 mensagens

wagner_8#1
Breves considerações sobre a crônica de 10.02.2007, "Por quem os sinos dobram", escrita pelo acadêmico Sr. Paulo Coelho (http://g1.globo.com/Noticias/Colunas/0,,7410,00.html).

Sr. Paulo Coelho,
Alto lá!
O que o senhor quer dizer com a frase "todos nós somos culpados" (pela trágica morte do menino João)? O senhor-acadêmico acordou com a pá virada? Andou bebendo água que passarinho não bebe ou fumando alguma coisa ilegal? Vamos lá: a criminalidade cresce na mesma proporção da impunidade, da corrupção, da mentira deslavada pregada pelos governos, da desesperança diária dos mais carentes, enfim, do descaso daqueles tantos que podem fazer algo e não fazem. Mas não de "todos", Sr. Paulo Coelho. Como exemplo, cito que há mais de seis anos sou perseguido no Banco do Brasil porque denunciei a lavagem de dinheiro da quadrilha do narcotraficante Fernandinho "Beira-Mar" naquele Instituição Financeira Federal, tanto para as autoridades públicas, como para o público em geral e, até agora, nada foi feito. Nenhum colaborador do colarinho branco da citada quadrilha está na cadeia. Alguns trabalham no BB, em altos cargos e são protegidos pelo governo LULA, o mesmo governo que no dia 07.01.2003 afastou-me dos serviços, porque se eu ficasse trabalhando onde estava iria identificar outras safadezas e irregularidades, coisa que não interessava ao "governo do mensalão, dos sangue-sugas e dos aloprados".
E, agora, vêm o senhor dizer que "todos nós somos culpados" pela tragédia que se abateu no Rio de Janeiro, com a morte da criança? O senhor pode até se sentir culpado, uma vez que escreve livros de segunda categoria, sem nenhuma aderência à realidade. Ou seja, o senhor foge da realidade do dia-a-dia e, agora vêm tentar jogar a culpa em "todos". Essa não cola, meu amigo.
Pelo menos não cola em quem têm a consciência limpa do dever cumprido para com a sociedade brasileira.
Que pode não ser o seu caso, não sei. Mas com toda a certeza esse seu papo estranho, num momento tão difícil, não deixa de ser um mau exemplo, também.
alisson#2
Muito bem dito! Virou senso comum associar a pobreza ao crime e nós, classe média à pobreza dos outros. O Estado nos sufoca com seus impostos, não nos deixa crescer, nem empregar, fomenta a barbárie moral com suas campanhas cívicas em favor do politicamente correto e nós somos os culpados. Já notaram que ninguém associa a criminalidade ao esfacelamento dos valores cristãos na sociedade, à laicização do Brasil? As pessoas perderam o norte espiritual que as guiava e hoje veneram o conforto e a ostentação, com o menor esforço possível. A salvação foi substituida pelo prêmio da Mega-Sena acumulada no anseio coletivo.
inocncio#3
Eu faço essa associação toda hora. Não sou cristão, mas reconheço a falência dos Estado laico brasileiro. Um Estado onde os valores morais estão longe das grandes decisões do país, das leis, da justiça só pode dar nisso.
O islã teria dado um show de justiça no ocidente, nesse caso. Para o islã o mal está nas pessoas e não na sociedade muçulmana. Lá os três que fizeram essa monstruosidade com o menino seriam executados da mesma forma que eles mataram o menino: arrastados pelas ruas para a multidão ver. Nada mais justo. Nada trará o menino João de volta e nada irá aplacar a dor da família desse menino.
inocncio#4
Paulo Coelho como intelectual é tão relevante quanto Emir Sadder e outras drogas. Sempre tive asco deste Sr, tudo o que ele escreve para mim não serve nem para passar o tempo e creio que o QI das pessoas que leram livros seus está comprometido em pelo menos 5 pontos para o resto da vida.
fernando_10#5
Invocaste a Lei de Godwin.
priscila#6
O Brasil tinha mesmo que ter, como "expoente literário", um sujeito como Paulo Coelho. O mundo, aliás - no qual ele parece fazer um sucesso danado - também merece tamanha grafinha.
Imbecis analfas de qualquer nacionalidade adoram sub-literatura, do naipe da do Paulo Coelho e da do mais insuportável ainda Fulustreco (cujo nome me escapa) que escreveu o "Código da Vinci", aquele primor de estupidez e chatice infantilóide e retardada.

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