Fórum Olavo de CarvalhoArquivo da comunidade do Orkut · 2004–2013

a China no Wal-Mart

Iniciado por fenrir1 em 11/02/2007 · 13 mensagens

fenrir1#1
.

Olavo diz:

Setenta por cento dos produtos aí vendidos são chineses. Os dados são da revista China Business Weekly . "Se o Walmart fosse um país" – escreve Ted C. Fishman no seu recente livro China, Inc. , "seria o quinto maior mercado exportador da China, acima da Alemanha e da Inglaterra".

E não é só no Walmart: em todos os supermercados populares dos EUA, é difícil encontrar algum móvel ou eletrodoméstico barato, com marca americana, que não seja fabricado na China. Nenhum cidadão americano ignora o que isso significa: 2.900.000 vagas perdidas nas fábricas e a atrofia das velhas cidades industriais como Detroit, Cleveland, Allentown, Bethlehem e Pittsburgh.
http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=3789

Eu já vi este tipo de crítica, exatamente da esquerda anti-globalização. Ora, este fato relatado pelo Olavo é para comemorar! Justamente, o que amarra países em interesses econômicos mútuos é o que evita a guerra. Disputas geopolíticas, uma nova guerra fria entre gigantes me parece lógico, mas querer ver aí algum sinal de dependência dos EUA, unilateralmente, em relação à China é não enxergar, justamente, a recíproca como igualmente verdadeira!

O influxo de capital investidor na China para os EUA se avoluma e tende a igualar ao Japão. Isto é fantástico. E me digam leitores, se o Japão hoje representa ameaça (econômica, bem entendida) aos EUA? É de complementaridade que falamos.

Irônico será o dia em que algum capital do “império do meio” financiar a estadia do Olavo nos States. Não perdemos por esperar...
fenrir1#2
.

Martes 11 de julio, 2006
ONU proyecta crecimiento económico global de 3,6%

(http://www.americaeconomia.com/) La Organización de las Naciones Unidas (ONU), proyectó que el crecimiento de la economía mundial alcanzará un aumento de 3,6% en 2006.

La cifra representa un alza de 0,3 puntos porcentuales respecto de la estimación de crecimiento realizada en enero último y en ella, América Latina y El Caribe aparecen con una proyección de 4,6%, y se consolidan como una de las zonas de mayor expansión económica.

"Mientras varios de los principales países desarrollados han conseguido recuperar sus economías, tras una ralentización a finales de 2005, otros muchos en desarrollo han seguido por la senda del crecimiento sólido y generalizado", asegura el informe de la ONU difundido ayer en Ginebra.

En este sentido, las zonas geográficas que presentan la mayor sorpresa entre las previsiones de la ONU para 2006 son Asia y Oceanía. En especial, países como Japón, Australia y Nueva Zelanda, para los que la organización fijó en 2,8% su crecimiento para 2006. Un cálculo que superó con creces el previsión de 1,9% fijada en enero último.

Siguiendo esta tendencia, la ONU elevó en 8 décimas sus previsiones de crecimiento para el este asiático, que ahora aparece con un 7,3% de expansión económica para 2006.

Una decisión que también se mantuvo para Europa Occidental, la Comunidad de Estados Independientes (CEI) y África, donde los cálculos de crecimiento económico alcanzan un 2,7%, 6,3% y 5,9%, respectivamente.

La excepción de las proyecciones al alza se dio en el Sur de Asia, donde la ONU redujo su previsión de crecimiento en una décima para quedar en 6,3%, y en Norteamérica, donde el organismo internacional resolvió mantener su cálculo inicial de 3,1%.

A pesar de las optimistas proyecciones en la mayoría de los países mencionados, Naciones Unidas advirtió sobre riesgos capaces de "desestabilizar los mercados financieros internacionales y conducir a una recesión mundial", entre l
fenrir1#3
...

Bem, das duas uma: ou o diacho do comunismo é bom e por isto o mundo está crescendo além das expectativas globais ou a paranóia olaviana de que o comunismo existe tal e qual no leste asiático e na Rússia é que não tem sustentação empírica!

Outro que só tem nóia é o tal do Nyquist, para quem a Rússia nunca deixou de ser comunista. Este toma todas...

Mas, já sei qual será a réplica do Olavo: que isto tudo é “maquinação” da ONU para conseguir atingir seus intentos globalistas. Não sei como ele ainda não disse que a gripe aviária também não foi desenvolvida com este fim.

Haja...
renan_5#4
Caro Fenrir, não desloque um trecho do artigo de seu real contexto. Seguem abaixo, outros trechos que ajudam a compreender melhor a opinião do Olavo.

"Alguns estudiosos de estratégia militar, como Jeffrey Nyquist - um dos homens mais inteligentes da América - vão um pouco além: sabem que os fregueses da rede mais barateira de supermercados da América estão financiando o crescimento da máquina de guerra chinesa, cujo objetivo explícito, já reiterado mil vezes em publicações militares da República Popular da China, é a destruição dos EUA (explicarei mais sobre isto nas próximas semanas)"

"E, quando os estrategistas advertem que o gasto americano com produtos chineses fomenta o crescimento de um inimigo potencial, eles não se referem apenas ao ganho implícito que as forças armadas de qualquer país têm quando a economia nacional cresce. O Exército é o principal capitalista da China: ele lucra diretamente com a venda de cada TV, tocador de CD ou telefone celular que as fábricas chinesas vendem no exterior."
renan_5#5
"Em dobro, não: em triplo, porque, quanto mais os produtos chineses fazem sucesso nos EUA, mais investimentos americanos vão para as empresas chinesas, isto é, para o Exército chinês."

"Como foi possível que tanto dinheiro americano fluísse para alimentar essa monstruosidade?

O nome do culpado é "globalização". E é olhando as coisas desse ponto de vista que se percebe a total alienação da mídia brasileira e principalmente dos intelectuais iluminados que a freqüentam com suas lições de sabedoria. "Globalização", para essa gente, é sinônimo de Império Americano. Nos nossos debates públicos, o triunfo da doutrina do livre mercado na década de 90 é apresentado invariavelmente como um artifício maquiavélico inventado por estrategistas de Wall Street para implantar no mundo o american way of life . Alguns desses estrategistas, de fato, alegavam que a abertura das fronteiras comerciais espalharia a democracia americana no mundo. Mas outros alertavam que a simples liberdade econômica não poderia operar essa mágica, sobretudo se adotada no ar, em abstrato, fora de um enfoque geopolítico que levasse em conta, para além da concorrência empresarial, a concorrência estratégica entre os Estados."

"A relação entre liberdade de mercado e interesse nacional é ambígua, para dizer o mínimo, e se torna altamente problemática quando não há reciprocidade suficiente na abertura dos mercados de parte a parte, isto é, quando um dos Estados aposta tudo na liberdade econômica e o outro no crescimento do poder nacional, usando como arma a abertura oferecida pelo outro. A abertura econômica é fórmula boa para as relações entre povos comerciantes. Mas, entre o comerciante e o guerreiro, a vantagem a favor deste último é esmagadora."
fenrir1#6
Bruno,

o regime político chinês é abominável. Concordo contigo neste item.

Mas, crer que todos trabalhadores ou a maioria ou uma parcela expressiva seja de presidiários é tolice.
priscila#7
O menino te deu uma cacetada bonita e certeira no cocoruto.
Vá para a caverna lamber a ferida e não tenta disfarçar que eu estou te vendo...
csarkyn#8
Fenrir1 (aka Anselmo),

Eu não sei qual a parcela de nada. Mas o fato é que uma amiga minha, cujo marido é um engenheiro de automação que trabalha na implantação de plantas industriais no mundo todo, voltou da China contando barbaridades sobre a situação dos trabalhadores chineses. Ela disse que, na fábrica onde o marido trabalhou, a galera tinha 15 minutos para almoçar de pé, todo mundo tinha aparência de mendigo, e o chefe tinha a prerrogativa de espancar os seus subordinados. O cara coçou o saco ou vacilou, porrete. Ela me disse que esse negócio de bater em funcionário é garantido por lei na China. Eu duvidei, mas não fui conferir.
renato_2#9
Que rapaz simpático. Bem, ele usa a foto de um lobo, e imagina a mãe alheia praticando zoofilia. O salto freudiano é simples. O lobinho que comer a mãe. Ou dar para os cachorros. Acho que isso se chama transferência.
fenrir1#10
bom nível da comuna...

...

Bem, César. Eu não tenho dados precisos e acho que isto faz falta para sustentar adiante qualquer coisa (de minha parte).

Também acho que uma insurreição pode ocorrer se não houver reformas políticas. No entanto, o clima em uma ZEE estilo Hong Kong não é o mesmo que o que se encontra onde a presença (econômica) do estado é maior. São apenas conjecturas, pois não tenho certeza neste item, assim como em outros.

Mas, me resguardo o direito de duvidar de quem diz ter estas mesmas certezas...
fenrir1#11
Se vc entendeu isto, viajou. Eu disse que "dentro das ZEEs" há capitalismo. O que não implica em expandir o mesmo juízo para o país inteiro. Além do que, esta situação dicotômica tem bem a ver com o lema nacional da era Xiaoping, "um país dois sistemas".

Não se trata de endosso, muito menos de apologia, mas de constatação. E a questão não é se isto é bom ou ruim (na verdade, acho horrível só pensar na idéia de um partido comunista no poder), mas se existe a possibilidade - mesmo remota - de virada de mesa...

Se me acusarem de wishful thinking, reconheço meu desejo inconsciente de que o partido comunista viesse, pouco a pouco, a se extinguir no panorama chinês.
fenrir1#12
Ingenuidade... pode ser, mas me faltam dados para qualquer tentativa de esboçar um veredito.
fenrir1#13
murilo, minha ovelhinha desgarrada, dê a outra face...

Comunidade é para debate civilizado. Como vc começou isto aqui, eu respondi diretamente. Aqui é impróprio.

Não se incomoda de ser hipócrita só por que não é um pecado original?

‹ Voltar para a lista de tópicos