É com muita tristeza que recebi a notícia que um referendo aprovou a legalização do aborto com até 10 semanas de gestação em Portugal. Mas ao mesmo tempo, questiono a credibilidade do referendo pois houve um índice de abstenção altíssimo, na casa de 56,39% dos eleitores aptos.
Mas mesmo assim, é preocupante que quase 60% dos que decidiram votar tenha optado pelo "Sim", pois representariam quase um quarto da poupulação de Portugal.
Quem será o próximo a adotar tal medida?
Como anda o assunto no Brasil?
Abraços aos amigos da comunidade.
O assunto, meu amigo, é um fantasma que me assombra.
Temo que daqui a pouco estejamos também aprovando este assassinato tão vil e tão covarde! Não faltam campanhas!
Enfim, lamento por Portugal, terra dos meus avós, e portanto um pouco minha, também...
Certa vez o Gugu, filho do Olavo me perguntou. Cometer assassinato é um crime maior do que cometer suicído? Se for o que engrandeceria a culpa seria a vítima, e ela seria culpada do crime maior. O que tornaria o crime igual é que a morte encerra todas as possibilidades de uma vida humana. Quando uma criança morre (como o menino João no Rio de Janeiro) o crime se torna mais chocante porque ele ainda não tinha tido tempo de fazer suas escolhas mais importantes suas possibilidades estavam todas em aberto.
Por este ponto de vista matar uma criança no ventre da mãe é ainda mais monstruoso.
Isso Constantino, continue seguindo o seu caminho de cristaldete.
"...isso os religiosos não dão a mínima."
Pra voce os religiosos nao dao a minima pra VIDA apos o nascimento. Esses religiosos imbecis soh se interessam pelo feto, neh? Depois, nao estao nem ai !
A responsabilidade por uma assassinato seja ele de seu filho, seja ele de seu vizinho seja ele de sua mãe é do assassino. É a pessoa que comete o assassinato que tem que responder pelo assassinato.
Não me venha dizer que uma mãe que comete aborto não acredita que ela carrega dentro dela uma vida humana no ventre, porque se ela não acreditasse não haveria razão para realizar o aborto.
"Ou seja, se virá ao mundo sem ser desejado, se viverá na rua da amargura, se a mãe será infeliz em ser mãe no momento, se for vítima de um estupro etc, isso os religiosos não dão a mínima.
Isso sempre me espantou bastante, a ponto de perguntar: a vida de QUEM realmente importa para estas pessoas? Não parece ser a dos HOMENS." Constantino,
Eu creio no Deus dos inocentes.
Não peço que você que creia em Deus nenhum.
Você já disse que não crê e pronto.
Creia, pelo menos, nos inocentes, então.
E, em nome deles, cale a sua boca.
A conversa focou até agora nas exceções a regra geral até onde eu imagino (falo sem dados) o numeros de bebes sem cerebro e filhos de estupro é bem menor que o numero de nascimentos geral, então falemos da via de regra, por questões religiosas que não qro trazer sou muito contra o aborto, como tb sou contra a pena de morte. por razões práticas acho muito perigoso a chancela ao estado de decisões sobre vida e morte, suponhamos q passe o aborto no congresso, depois se passa uma lei com limite minimo de renda pra ter filho (tudo em nome do bem-estar do menor), derrepente estamos num cenário onde até pra se ter filho eh preciso a chancela do estado.
Questão de opção e juízo individual realmente a principio isso me parece muito bom, mas como as pessoas vão dar o devido valor a vida (valor q hj muitos não dão) se por conveniencia própria se tira um filho pra poder terminar uma faculdade e tal.. ora se tem tanta maturidade pra planejar um assassinato não tem pra contraceptivos.
Agora vem a parte da minha opinião q contrasta com meu pensamento católico, acho muito dificil impor a uma mulher estuprada e q por azar engravide criar esse filho ou mesmo gerar. Ai acho q a lei como está faz certo. Nos bebes sem cerebro, pra mim se assemelha a morte assistida, não vejo pq não aliviar esse sofrimento pra familia e pra mãe de ir até o hospital dar a luz apenas pra ir ao cemitério.
Eu sou avó de Isadora, portadora no grau mais extremo da síndrome da hipoplasia do coração esquerdo, diagnosticada aos quatro meses de vida intra-uterina, nascida no ano de 2004, esperada por uma família inteira e completa, amada por uma família inteira e completa, que viveu uma curta semana, assim como de antemão sabíamos todos que seria.
Em nome dela e de toda a família por meu intermédio, e em nome de centenas de milhões de inocentes assassinados covardemente e vilmente, no que constitui o maior genocídio da história humana, quero dizer que vocês não sabem o que dizem.
Não há justificativa para aborto NENHUM, sob NENHUMA hipótese, e em NENHUMA circunstância.
cara pela primeira vez (pra mim pelo menos) os foruns do orkut estão servindo pra mim. Eu coloquei minha opinião individual q ainda não é formada, aborto eh espinhoso pra caramba.
Obrigado Priscila por mais um ponto de vista q ainda não tinha incluido nas conjecturas q uso pra formar opinião.
Constantino, a dualidade eh um dom maravilhoso do ser humano que não é radical. Sou uma contradição ambulante em vários assuntos, mas acho q sou novo ainda (não muleque mas com 26 eh dificil se ter certeza de tudo na vida).
Não se ofenda mas vc parece querer instigar e antagonizar qq um q se manifeste cristão dentro do modelo q vc tem de quem é e como é um cristão, talvez seu espanto derive de muitos cristãos não estarem no paradigma q vc criou pra analisar. Pode ser isso. Ou pode ser q vc goste de polemizar. Não sei o que é.
Eu tbm não tenho uma opinião formada sobre o assunto, mas vi alguns comentário aqui que me deixaram curioso sobre a resposta de alguns as seguites perguntas:
- Vcs acham errado uma mulher abortar um feto de 2 meses fruto de um estupro ?
- Vcs acham que o Estado deve proibir essa mulher estuprada de abortar esse feto ?
Constantino, minha mãe sofreu um aborto e ela ficou meio sentida, sim. De vez em qdo ela fica dizendo que é estranho pensar que "aquela alma saiu de dentro dela". É claro que a comoção pela perda de um filho que realmente nasceu seria bem maior, mas, no caso da minha mãe, foi grande, embora ela tenha encontrado logo conformação.
A conformação foi pensar que havia um grave problema na criança e era melhor não sofrer.
Obs.: O aborto foi com menos de 3 meses de gestação. Ainda não se sabia o sexo do bebê.
Por isso disse que todo o debate sobre aborto passa pela seguinte premissa: um feto é um ser humano? Se vc considerar que aquele tecido de milímetros nas primeiras semanas de gestação é sim um ser humano, exatamente como eu e vc, aí não pode ter aborto mesmo. Mas se vc considerar que é um ser humano em POTENCIAL apenas, mas que AINDA não é como eu e vc, e que a vida da mãe pode vir em primeiro lugar, aí ela deve ter o direito sobre seu próprio corpo, incluindo o tecido que será um dia um ser humano.
TODA a vida tem POTENCIAL para ser alguma coisa, a MORTE encerra todas as possibilidades. Abortar é condenar um feto a MORTE. Não tem sentido você falar de aborto sem falar de vida ou morte.
"Mas Mário, um cristão não pode abrir exceções nesse ponto! Tem que ser contra QUALQUER aborto, mesmo em caso de estupro ou feto sem cérebro. Pois partem da única premissa que o feto É uma vida humana, e tirá-lo é assassinato. Ora, vai poder matar um ser humano apenas porque foi fruto de estupro?"
Constantino
Constantino, pelo que eu entendi, vc acha incoerente um defensor da vida das crianças aceitar que elas seja mortas por terem sido fruto de estupro ou por não terem cérebro. Eu discordo, em parte.
No caso de acefalia, como o bebê vai morrer msm, não há incoerência em defender o aborto.
No caso de estupro, é realmente incoerente a postura de um "defensor da vida" que aceita o aborto.
Não aceito o aborto como pode ter parecido e relendo realmente pareceu eu acho q em caso de estupro pra mim fica numa zona cinza q não sei bem o que dizer e atual legislação deixa na mão da mãe. Tá sei q lavar as mãos é um tanto covarde em termo de posicionamento, por isso disse q minha visão sobre esse assunto não é fechada.
"Veja como não é bem assim: TODOS nós vamos morrer um dia! E nem por isso achamos razoável que pode-se assassinar alguém. Ou imagine um caso onde o doente com doença terminal recebe o diagnóstico de que tem mais 6 meses de vida. Isso dá o direito a alguém de matá-lo?"
Ok: Sabe-se que o bebê morrerá poucos dias após nascer.
Não se trata de dar ou não direito a uma vida, se trata de interromper uma vida. Condenar uma vida a morte em qualquer estágio que seja é matar uma criatura. Não se trata da vida merecer ou não ser vivida se trata de dar ou não o direito a mãe interromper a vida do filho.
Não diga imbecilidades, Constantino!
NINGUÉM nunca foi "o espermatozóide do papai".
Pra alguém ser alguém, o espermatozóide do papai obrigatoriamente teve que se combinar com o óvulo da mamãe.
Antes da combinação, NINGUÉM era NINGUÉM.
Deus me perdoe. Isso, no meu tempo, era explicado razoavelmente no primeiro grau.
Agora é tema de discussão de gente supostamente letrada.
Daqui a pouco alguém faz uma ONG pra defender os direitos humanos dos gametas.
O problema é o seguinte, se você não tem certeza você não tem o direito de matá-la porque você não pode fazê-la voltar a viver se você estiver enganado.
Caraca, assim eu me enfureço, palavra de honra!!!!!
E desde quando, Constantino, o fato de alguém gostar ou deixar de gostar, ou qualquer medida in between, é parâmetro para decidir o direito de outro vivente, hein? Não é parâmetro pra porra de raio de coisa nenhuma, quanto mais pra definir se é justo ou não matar o inocente!!!!!
Meu argumento é que JÁ É.
Serve?
Ou vai começar a imbecilidade de dizer que só tem direito à vida quem pensa, quem "sente", quem isso, quem aquilo?
Porque essa estupidez eu não aturo, não!
A única coisa que caracteriza um ser vivente é o fato de estar vivo - o que, por qualquer critério, um embrião de um nano segundo de idade ESTÁ.
Se algum de vocÊs descobrisse que o bebÊ que espera (suponhamos que de 13 semanas) é portador da Síndrome de Down e fosse sugerido o aborto, o que fariam?
Pedro diz:
"Eu nem esperaria a sugestão. Se já acho uma crueldade colocar mais uma alma no mundo atual por causa de um orgasmo de 10 segundos, alguém com um problema assim, que pode afetar sua compreensão da realidade, seria uma crueldade maior ainda."
É muito lamentável essa sua postura. Se vocÊ colocaria uma alma no mundo "por causa de um orgasmo de dez segundos" não merece mesmo ser agraciado com filhos.
A maioria dos casos de SD só são descobertos ao nascimento, o que quer dizer que vocÊ rejeitaria um filho que chegasse a nascer com a Síndrome. Triste.
E bem se vÊ que vocÊ também não conhece nada da SD, porque não há crueldade alguma no fato de os portadores não enxergarem a realidade como nós a vemos, muito pelo contrário.
Se a minha filha fosse menino se chamaria "Pedro"...
Se você (ou qualquer pessoa) não quer ter filhos, não os tenha!
Eu não acho obrigatório que todos tenham filhos!
O que é obrigatório é saber que nos tornamos pais no momento exato em que nosso filho começa a existir - não em nenhum outro momento aleatoriamente escolhido, através de critérios cada qual mais absurdo e inválido que o outro.
Eu fico pasma com a argumentação, palavra! "Vcs acham que o pai já ama o tecido de 1 cm na barriga da mãe?"
Ninguém está perguntando se ama ou não ama, sacré bleu! Que critério parvo e imoral é esse!!!!! - Desde quando eu matei, mas é que eu "não amava"... seria justificativa que se apresentasse?????
Tenho certeza de que você há de concordar comigo!
Fico tão irritada que, relendo meus posts, estou vendo que virei uma senhora desbocada! Mas é indignação, mesmo!
A Ade, querida amiga orkutiana, me convidou pra ser moderadora na comunidade "Aborto, não!". Eu sou uma péssima moderadora! Não vejo como ser moderada quando o assunto é esse! Entro de sola, ferocíssima!
Esse nosso mundo é, sim, entristecedor, e mesmo assustador, muitas vezes. No entanto, eu creio firmemente que em cada um de nós existe uma ligação com o Bem Absoluto (não, não vou reabrir a nossa conversa do outro tópico - mesmo que esta noção tenha a ver com ela!...), e que Deus nos conhece e nos ama, o que faz uma diferença também absoluta - e faz a vida valer sempre, e muito, a pena!
Eu não tenho dúvida que nenhuma campanha a favor do aborto surtiria efeito em pessoas moralmente bem formadas.
Mas, só pra que se tome conhecimento de como foi montado nos USA o lobby pró-aborto, sigam esse link, onde está o depoimento de um dos seus manipuladores, que hoje se diz arrependido da canalhice que fez: