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"Hoje é o dia em que a América regressa a Deus"

Iniciado por klaicon em 29/08/2010 · 14 mensagens

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Ícone dos conservadores e ex-candidata à vice-presidência dos Estados Unidos, Sarah Palin, reuniu neste sábado milhares de pessoas em Washington em um comício que demonstrou o poder e a exaltação do movimento popular conservador Tea Party.

A oradora incitou a multidão, que vibrava ao longo da histórica esplanada, a "restaurar a honra da nação".

O movimento foi realizado em frente ao Lincoln Memorial, mesmo local do discurso I Have a Dream (Eu Tenho um Sonho) de Martin Luther King, exatamente 47 anos depois.

"Hoje é o dia em que a América regressa a Deus", anunciou Glenn Beck. O seu discurso andou depois à volta de fé, esperança e caridade. "Hoje vamo-nos concentrar nas coisas boas que a América tem, as coisas que conseguimos - e as coisas que podemos fazer amanhã."

A reunião do movimento, de maioria branca e cristã, foi liderada por Glenn Beck, um comentarista que conta com 6,5 milhões de espectadores todas as semanas e lidera a audiência da faixa de horário em seu programa na Fox News, desafiou os ativistas dos direitos civis.

“Nós somos um país de Deus. Olhando para os problemas no nosso país, honestamente penso que estamos a sentir na pele o bafo quente da destruição”, disse.

Já Sarah Palin falou de si como "mãe de um veterano de guerra" - o seu filho Track combateu no Iraque. O Exército, sentenciou, "é uma força do bem neste país e não tem nada por que se desculpar".
klaicon#2
Depois Palin acabou por dar uma alfinetada a Obama: "Não devemos mudar a América na sua essência, como alguns querem". "Temos de restaurar a América e a sua honra", continuou, evocando o mote da manifestação.

Os oradores também mencionaram Martin Luther King (a coincidência da data, e Beck garante ter sido mesmo coincidência, com o aniversário do discurso do sonho de King, valeu fortes críticas aos organizadores). "Vocês são americanos", exclamou Palin. "Vocês têm a mesma coluna vertebral de aço e a mesma coragem moral de Washington e Lincoln e Martin Luther King."

Uma sobrinha de Martin Luther King, a activista antiaborto Aveda King, também se dirigiu à multidão predominantemente branca. "Eu tenho um sonho de que a América vai rezar e Deus nos vai perdoar pelos nossos pecados."

As pessoas que assistiram ao discurso de Beck e convidados (os números variavam entre 500 mil e um milhão) iam indicando aos media as mais variadas razões para estarem ali (e muitas vieram de muito, muito longe): por fé, por serem fãs de Glenn Beck, por discordarem do rumo da América, por estarem contra as políticas de Barack Obama. Um casal explicava: "Estamos tristes com a percepção de que Obama está a pedir desculpa por tudo o que já fizemos", disse o casal Adams, que veio de avião do Colorado.

Não havia quase placards com slogans políticos, como Glenn tinha pedido. Mas havia mensagens em T-shirts: "Recessão: quando o teu vizinho perde o trabalho. Depressão: quando perdes o teu trabalho. Recuperação: quando Obama perde o seu trabalho". Ou ainda: "Consigo ver Novembro da minha casa". Novembro é o mês das intercalares.

No meio da multidão uniformemente branca, de todas as idades e coberta por um mar de bandeiras estreladas, manifestantes acusavam o presidente Obama de pisar nos valores da América. "Queremos que nosso país retorne a seus princípios fundadores", declarou à AFP Lou Tribus, um apossentado vindo do Tennessee (sul).
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Muitos de seus críticos, como Al Sharpton, lamentaram a escolha da data e do lugar por considerá-la uma desonra ao legado do ativista dos direitos civis assassinado em 1968.

No entanto, o apresentador disse que as coincidências não foram propositais e as explicou como um ato da "divina providência". Por causa da data, Sharpton e o filho do homenageado, Martin Luther King III, também lideraram uma manifestação que passou a poucas quadras e na mesma hora da realizada por Palin.

Mas na outra manifestação também foi ouvido o nome da figura histórica que liderou a luta contra a segregação e a discriminação racial nos Estados Unidos. "Sentimos o espírito de Martin Luther King", disse a conservadora que comparou "seu sonho" ao de King no discurso que dedicou aos "heróis de guerra" e ao patriotismo de um "país maravilhoso tocado pela graça de Deus".

Sem referências políticas diretas, Palin, que deve se candidatar nas próximas eleições presidenciais em 2012, disse a seu público que "o país está em um momento perigoso".

Terra e Publico pt
bruno_11#4
Nojenta essa tentativa do reportér de dar um ar de racismo à reunião, podre mesmo.
No mais, fico apenas triste em imaginar que no Brasil um comício igual nõ reuniria 500 pessoas...
andr_10#5
Por que será que, para um país de maioria branca, é tão necessário enfatizar que a maioria dos manifestantes era também branca?
tiago_10#6
Nojenta essa tentativa do reportér de dar um ar de racismo à reunião (2)

God save the American.
eric_2#7
Eles tentaram transformar em racismo tambem e xenofobia quando os republicanos reuniram 2 milhões na frente do governo no começo do ano ...
filipe_7#8
Eu assisti ontem pela Fox News. Tava lindo.
eric_2#9
Eles tem condição de se mobilizar e o Brasil?
Mas que porcaria, eu nunca vi isso no meu país;
Que angustia do caralho!
Seria melhor morrer ou ser morto logo do que ficar sangrando !!!!!!!!!
marcos_12#10
Em relação ao padrão de preconceito anti-direita da imprensa brasileira a reportagem nem é tão estúpida assim. Mas vejam bem: não é tão estúpida para os padrões brasileiros. Fosse nos EUA e teria protesto na frente da sede do site e reclamação pública ou formal contra o jornalista.

Como bem disseram: para variar eles têm de pincelar racismo em tudo o que é direita, ainda mais americana.
riscardo#11
Quando não ignoraram a histórica capacidade de mobilização dos americanos e pintam o dito "americano médio" como o perfeito alienado manipulado, os esquerdinhas falseiam a história.
rafael_29#12
gbschmitt#13
A maioria era branca, logo essa manifestação é racista. Típica lógica de um politicamente correto.
edson_6#14
Tanto que a manifestação não era racista que contou com a presença de Aveda King, filha de Martin Luther King.

Falando nela, ela proferiu a frase anti-aborto mais inteligente que eu ja li na minha vida:

Dr. Aveda King says, "Abortion is founded, maintained and promoted with lies."

http://thesop.org/story/usa/2008/06/13/dr-aveda-king…liesquot.php

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