Fórum Olavo de CarvalhoArquivo da comunidade do Orkut · 2004–2013

Beatles x Jesus

Iniciado por marco_13 em 07/03/2007 · 96 mensagens · página 1 de 2

marco_13#1
Assisti o DVD Anthology dos Beatles e tem uma parte onde aquela declaração do Lennon que contém o fragmento "Os Beatles são mais famosos que Jesus Cristo" (que foi citado fora de contexto) caiu como uma bomba no meio dos conservadores cristãos dos EUA, e gerou protestos de Igrejas, passeatas anti-beatles, fogueiras públicas onde discos e posters dos Beatles eram queimados, o escambau, até a Klux Klux Klan entrou no meio.

Foi um treco assustador, as cenas lembravam a Alemanha Nazista dos anos 30. E por mais que Lennon explicasse o sentido da comparação (ele falava sobre o poder da mídia e do show businnes no mundo atual, e apenas usou os Beatles como exemplo por serem os astros mais famosos da época), os xiitas o pregavam como o anti-cristo e tal.

De qualquer forma eu acho que Lennon estava certíssimo, pois atualmente o que forma mais opinião atualmente é o show biz (o que inclui astros do rock, do cinema, da TV, da moda,a mídia em geral etc), mas com o pipocar de "Igrejas" como a Universal e etc, (que são praticamente um show biz à parte), ainda podemos considerar a religião uma força tão poderosa na formação do caráter e opinião das pessoas? (Claro, desconsiderem o fato da Universal e etc serem religiões fajutas forjadas por pilantras espertalhões, o que interessa é que para seus seguidores, ela é autêntica).

Ou seja, quem está levando a melhor, Beatles ou Jesus?

P.S. Da minha parte, eu prefiro os Beatles, pois afinal Jesus nunca fez música e nem gravou disco
lusafonso#2
Então para ti o melhor seria o Padre Marcelo Rossi, que já gravou disco, dvd e cinema.
Só falta ele declarar: "Sou mais famoso do que John Lennon!!"
Que tópico mais idiota, sô...
inocncio#3
Bom, os Beatles já eram, não deixaram saudades, foram-se. Eu pelo menos não vejo um fã clube dos Beatles em cada esquina. E as musiquinhas, na minha opinião, bem ruinzinhas.
Agora igrejas cristãs, só aqui em volta de casa deve ter umas 10. Quem será que é mais famoso?
O lixo que a mídia vende tem fama apenas temporária.
roger#4
.
nildo_2#5
é isso que me deixa confuso , por que nõa queiman quem tem de ser queimados? agora que se presisava de uma fogueira para queimar estas pessoas que queimavam os discos não aparece ninguem.
lucas_6#6
A frase só vale como piada ou como truque auto-promocional. Não dá para levar sério uma babaquice dessas.
marco_13#7
Achei que não precisaria explicar, mas enfim: A comparação NÃO É entre Beatles x Jesus... Apenas peguei o gancho da declaração de Lennon, que usou os Beatles exatamente como exemplo do poder da mídia, da iconização, do show business e marketing nos dias de hoje. O que a pura verdade.

Ou seja, o próprio Lennon reconhecia o PRODUTO Beatles, a força da iconização, a indústria de ídolos, e usou eles próprios como exemplo para comparar a substituição da idolatria relogiosa pela idolatria dos astros da mídia, que ditam moda, tendências, opiniões, são adorados, imitados por fãs que repetem seus comportamentos, opiniões, gírias, falas, roupas, modo de se expressar, etc etc etc, coisa que no passado, eram ditadas por ícones e organizações religiosas.

Bem, entenderam?
gerson#8
Aqui vc tem de desenhar, Marco... na maioria dos casos.
inocncio#9
Menos, menos ...
lucas_6#10
Entendi, mas é evidente que o número de cristão é gigantescamente maior do que pessoas que escutam os Beatles.

Ou seja, é exatamente no aspecto numérico que os Beatles perdem.

Aqui no Nordeste, por exemplo, nem todo mundo gosta nem de rock; e, entre os que gostam, apenas uma pequena parcela escuta os Beatles. Os ouvintes de música americana se dividem em muitas ramificações, e são apenas uma minoria dentre o grupo das pessoas que escutam música.

Ora, e nem todas as pessoas gostam de música. Tenho muito amigos que, simplismente, não gostam. Ou, no máximo, escutam quando vão para shows atrás de mulher (onde se toca forró, axé, e não Beatles).

Por outro lado, praticamente todo mundo aqui é cristão. Péssimos cristãos, certamente, mas é a grande maioria (principalmente se você considerar o espiritismo um cristianismo).

Shows de rocks ocorrem em barzinhos apertados. Os encontros de cristãos ocorrem em locais abertos, cercados de ônibus empilhados com crentes vindo do interior.

Se perguntarmos quem é John Lennon, o pessoal de classe média e classe alta saberão responder (mas provavelmente a maioria não gostará de escutar). Por outro lado, ninguém precisa perguntar quem é Jesus.
marco_13#11
Entendi, mas é evidente que o número de cristão é gigantescamente maior do que pessoas que escutam os Beatles.

Não, vc ainda não entendeu. De novo: A comparação não é Religião x Beatles ou Rock, mas: Religião x Ídolos da Mídia/Show Business, o que abrange uma coletânia muito ampla de figuras, dentre ídolos do Rock/Pop/brega/Sertanejo/Axe/etc, atores de novela, astros do cinema, apresentadores de TV e etc etc etc

Enfim: O que mais influencia as pessoas nos dias de hoje? A religião ou o os tais ídolos? Note que ambos influenciam as pessoas, são formadores de opinião, ditam modas, criam tendências, são modelos de comportamento e a maioria das pessoas os têm como referência, desde para moldar seu caráter e comportamento, até para decidir qual o carro, cerveja, remédio, roupa, música, etc etc etc vão consumir.

O que eu noto é: No caso de adeptos "religiões" como IURD & Cia, a religião ainda é o modelo mais forte. Mas nos demais casos, o show biz há muito ganhou a parada, ou seja, Lennon estava parcialmente certo. Ele só não contava com bispos Macedos e cia...
rr_orkut#12
Só faltou lembrar que NUNCA, em TEMPO ALGUM houve algum "ídolo da mídia/show business" que fosse de fato mais conhecido do que Jesus Cristo. É patente que essa frase foi um exagero narcicístico do desventurado Lennon.

Voto também pelo fim deste tópico, que infelizmente parece ser munição para o fortalecimento da Cristofobia que virou moda nesses tempos.
marco_13#13
E aonde você quer chegar, Marco? Na mídia manipuladora fascista neoliberal?

Acredito no sentido fraco da palavra "manipuladora": Se vc quer vender um produto -seja uma banda de axé, um remédio, um regime de emgrecimento, um remédio ou seus serviços a uma empresa-, é uma boa idéia usar o melhor marketing que puder, e sendo marketing a arte de convercer as pessoas a comprar seu produto, é uma manipulação no sentido fraco.

Nesse sentido fraco, não sáo a mídia, mas todos nós somos manipuladores boa parte do nosso tempo. Note que não estou dizendo que isso é ruim ou bom, apenas constatando um fato.

Agora, lendas urbanas mídia manipuladora fascista neoliberal, como diria o Bussunda.. Fala sério!
marco_13#14
Voto também pelo fim deste tópico, que infelizmente parece ser munição para o fortalecimento da Cristofobia que virou moda nesses tempos.

É Gerson... nem desenhando

E eu que ainda tento levar essa comunidade a sério...
rr_orkut#15
Pois é, Marco. Infelizmente nessa comunidade somos todos burros mesmo.

Recomendo que você se dirija a comunidades anti-cristãs, esquerdistas ou ateístas. Lá sim você vai encontrar gente inteligente.
marco_13#16
Bom, os Beatles ganharam, por absoluta falta de argumentação consistente dos defensores de Jesus e pelo fato das músicas evangélicas serem horríveis.
priscila#17
Quem não pode ser levado a sério é você, meu caro.
Sua superficialidade é tamanha, seu pensamento é tão raso, que você imagina a religião como uma espécie de agência de marqueting, indutora de gostos, modas e comportamentos baseada em nada.

A religião, pra merecer esse nome, precisa ser "internalizada", precisa ser uma fé profunda que faz parte integrante do fiel - e as manifestações externas dessa fé, todo o modo de vida do fiel, são simplesmente a face visível de uma verdade interna. Não são uma "casca" sobreposta, uma imitação de macaco, como é o caso do patetinha retardado que admira sei-lá-quem e o copia porque quer "ser ele".

Eu ando sem vontade nenhuma de debater com gente que não sabe o que diz, e se me dei ao trabalho de fazer esta observação foi por causa da arrogância dos posts.
Cresce e aparece.
Te falta muito feijão - e bota "muito" nisso - pra entrar aqui e ser "levado a sério".
priscila#18
Só um débil mental pra querer comparar Jesus e um conjunto musical.

Lennon estava fazendo o que franceses chamam de "blague" e que ingleses chamam de "punch" quando disse aquilo - estou fazendo a ele o favor de julgar assim, porque não acho que ele fosse um completo idiota como você.
priscila#19
Portanto, religião versus seja-lá-o-que-for-mercadológico, caso você não tenha ainda percebido, é uma comparação estúpida, porque envolve coisas de natureza diferente.

O que você está tentando fazer é reduzir a religião (por sacanagem manipulatória ou burrice, mesmo) à dimensão de um fenômeno de marketing: que foi a blague dos Beatles.

Só que aqui, pra meu espanto, você não está brincando: você acha mesmo isso...
lusafonso#20
O post é idiota, mas revela algo mais.
O fato de religião e cultura-pop serem completamente diferentes. Para muitos dos fanáticos os Beatler eram uma religião.
A frase de Johnn Lennon servia para dizer que muitos estavam trocando a fé em JC pela sedução da contra-cultura-trash dos anos 60.
Os Beatles nessa frase perceberam a coisa. Se foi blague, se confirmaria tempos depois, quando eles, sabendo da sua influência quase religiosa, foram gravar o Album Branco na Índia fazendo drug-fueled-meditação com o Yorishi (é este o nome da peça?).

No filme the Wall vemos outra metáfora mais verdadeira para mim: a música-pop (rock) como um discurso totalitário...

LA
priscila#21
Neste caso, a frase seria uma espécie de denúncia - o que é uma hipótese, e até inteligente.

A verdade é que a campanha anti-religiosa usa a estratégia de alinhar a religiosidade a outra qualquer coisa diversa, esvaziando o sentido do termo. Isso é, inclusive, primordial: atacar a fé em seu ambiente é impossível - TODAS as tentativas históricas resultaram em guerras sangrentas e opressão pela violência, e a fé saiu FORTALECIDA do processo.

De modo que a idéia é anular/reduzir a própria idéia de Fé: na "anulação" a fé é mostrada como um fenômeno oposto à razão, contrário à razão, prejudicador da razão, inimigo da razão.
Este é o caminho escolhido, por exemplo, pelo Cristaldo e por seu discípulo Constantino.

Na "redução", a fé é mostrada como a resposta a uma jogadinha de marquetingue, um padrãozinho de comportamento imitável e disseminável segundo as leis da propaganda, e que vale tanto (e é tão respeitável quanto) a resposta a qualquer campanha publicitária.

No caso deste tópico, reduz-se o Catolicismo à dimensão de uma campanha da Nike, na qual Jesus seria o jogador de futebol, o ator de cinema, o cantor de rock ou seja lá qual for o sujeito que aparece nos anúncios.
priscila#22
Praticamente qualquer coisa pode virar um discurso totalitário, não?
A ciência pode virar um discurso totalitário, a música pode virar um discurso totalitário...

Exceto, é claro, límpido e cristalino, aquilo que passa pela consciência, que é a fonte da fé. É impossível transformar o Cristianismo, por exemplo, num discurso totalitário: porque seu princípio é a salvação individual através da fé.

Sendo assim, totalitários de qualquer natureza ABOMINAM a religião Cristã, e sempre a abominaram. Mesmo quando se fingiram de amiguinhos, e foram lobos em pele de cordeiro.
renato_2#23
Nem tudo. Tenho aretha frankiln cantando gospel, gostava do disco mesmo qd era moleque e ateu. Blind boys of alabama tambem é muito bom. Staple singers tb são muito bons. O disco duplo do elvis só com músicas gospel é excelente.O disco do johnny cash aonde ele canta as músicas de igreja que aprendeu com a mãe é excelente. Mahalia jackson só cantava gospel, e tem uma voz maravilhosa, muita cantora de jazz venderia a alma pro diabo pra ter a voz dela. Entendo que tem muita merda. Vamos lembrar que as músicas de gospel tradicionais ajudaram na origem do blues e soul. Então calma.

Discos que recomendo para ateus e cristãos:

The Blind Boys Of Alabama - discos - Amazing Grace, atom bomb, Higher Ground, Spirit Of The Century

Mahalia jackson - Gospels, Spirituals, & Hymns (Disco duplo), 16 most requested songs

Elvis Presley - Ultimate Gospel

B.B. King - Sings Spirituals

Mavis Staples - Have A Little Faith

Aretha Franklin - Amazing Grace: The Complete Recordings

Staple singers (tudo deles é bom, grupo pouco conhecido) - Freedom Highway (esse é mais gospel)

Johnny Cash - Unearthed IV: My Mother's Hymn Book
priscila#24
Quem disse que a música Gospel é horrível?
Quem é esse sacripanta?
Ah, foi o cara da mosca no olho!
É mesmo, nem tinha visto!!!!!
lucas_6#25
Bom, se a questão então não é "Beatles x Jesus", mas sim, "meios de comunicação em massa x Jesus", então está havendo uma confusão de gêneros.

Deixe-me explicar: só pode haver comparação entre duas coisas se elas tiverem algo em comum para serem comparados: isso não ocorre nos termos citados.

O que é religião? Simplificando, para facilitar o raciocínio, é um conjunto de símbolos e preceitos morais que fornecem uma orientação existencial a uma pessoa.

O que é a mídia pop? É um sistema de comunição de massa; ou seja, é um veículo para difundar informação em grande quantidade para um grande número de pessoas.

Se você observar bem, verá que não faz o menor sentido comparar um coisa com a outra. Religião é um tipo de conteúdo, enquanto a mídia é apenas um modo de transmissão de conteúdo.

Uma coisa, portanto, não pode se opor a outra. Necessariamente, aliás, um tipo de coisa é promovido pela outra.

A mídia é, necessariamente, em si próprio ideologicamente neutra. Ela se adapta à ideologia de quem está no seu controle. A Fox News é mais conservadora; a CNN mais esquerdista. Existe jornais comunistas, existem jornais liberais, existem jornais cristãos. "Jornal", "Rádio" e "Televisão" são apenas meios de transmissão de mensagem - e podem servir para qualquer tipo de mensagem.

Portanto, a questão entre "mídia x Jesus" está simplesmente mal colocada. Como os próprios exemplos dos canais evangélicos mostram.

***

A comparação poderia ser entre "cristianismo e anti-cristianismo" ou entre "meios de comunicação modernos e meios de comunicação antigo".

No primeiro caso poderíamos discutir se a religião cristã está ganhando ou perdendo adeptos, ou ganhando e perdendo pureza em relação a sua tradição original.

No segundo caso, estaríamos discutindo se os meios de comunicação antigos (ensino direto, cartas, livros e jornais de papel) estariam perdendo espaço para os modernos (internet e televisão).
priscila#26
Claro, Lucas!
Foi isso mesmo que eu disse pro pateta lá em cima - aliás dois patetas, porque o onipresente Gerson também participou, deixando no tópico sua (inevitável) moção de apoio à estupidez.
lucas_6#27
Agora, observe o detalhe essencial: tanto os meios antigos como modernos seriviram tanto ao cristianismo quanto ao anti-cristianismo.

Antigamente, os cristão viajam e, através do contato pessoal, ensinavam o cristianismo. Hoje, o mesmo acontece: padres, pastores e estudiosos visitam novas regiões para transmitir sua mensagem.

Por outro lado, o mesmo ocorre com os anti-cristãos: diferentes pessoas que não acreditam no cristianismo viajam para fazerem conferências divulgando sua concepção de mundo.

Portanto, nesse aspecto, a transmissão pessoal direta de um conjunto de crenças continua existindo do mesmo modo que acontecia durante a vida de Cristo.

Os meios modernos contrabaleceiam, sem excluir, este tipo de transmissão. Mas a luta entre as visões de mundo continuam do mesmo jeito: a televisão exibe documentários anti-cristãos, mas alguns cristãos também têm o seu espaço.

Na internet, há muitos sites defendendo o ateísmo, o ceticismo e até o satanismo; mas também há vários sites defendendo o cristianismo.

Ou seja, a nova tecnologia é apenas uma nova maneira de transmitir as mensagens.

Não faz sentido comparar o conteúdo da mensagem com o sistem através do qual ela é divulgada.
lucas_6#28
Você tem toda razão, Priscila. Quis apenas reforçar e deixar bem didático que a questão estava equivocada deste a base, por partir de princípios falsos.
inocncio#29
A questão é quando os meios de comunicação são utilizados como ferramenta política/ideológica (quase sempre) visando a guerra de culturas, o aniquilamento dos valores da sociedade judaico-cristã. Acho que foi isso que eu entendi.
lucas_6#30
Sim, esse é o caso mais comum, mas os mesmos meios podem ser utilizados com o objetivo inverso. O próprio Olavo é um ótimo exemplo disso. Tenho certeza que grande parte de sua influência é devido à internet. Graças a ela, ele pode disponibilizar uma quantidade gigantesca de conteúdo e atingir um público muito grande. E, depois, esse público (nós) podemos nos reunir e conversar por causa disso.

Se não fosse a internet, não existiria nem essa semente demovimento conservador, pois o isolamento geográfico impossibilitaria a comunicação.

Os anti-cristãos têm a maior parte da mídia. Mas isso pode facilmente mudar. Depende apenas que nós utilizemos os instrumentos disponíveis para mandar nossa mensagem. O pessoal do blog "Educação Liberal" já começou. Com o tempo, poderíamos fazer documentários caseiros e colocar no Youtube, montar pequenas rádios comunitárias, jornais de pequena circulação.

Basta um pouco de empreendedorismo para tudo isso acontecer. O meio é neutro, e serve a quem o utiliza.
lucas_6#31
Obrigado, cara.
marcos_8#32
Luis Afonso, acho que era Maharishi Yori...
marcos_8#33
Renato, desculpe o palavrão em ambiente tão religioso...
Que lista do caralho!
Só coisa fina...
priscila#34
Cadê o debatedor da mosca no olho, e o fiel escudeiro Gerson?
niniguitar#35
Que saco, não tem um único tópico nessa comunidade que não termine em briga. Como disse o Toth: menos, gente, menos.
marco_13#36
Sua superficialidade é tamanha, seu pensamento é tão raso, que você imagina a religião como uma espécie de agência de marqueting, indutora de gostos, modas e comportamentos baseada em nada.

Não, em momento algum eu falei que era "baseada em nada" (onde? aponte).

E pelo amor de Deus (ou dos Beatles): A proposta do tópico NÃO é discutir bases ou fundamentos da religião ou cultura pop. Se quiser discutir isso, favor abrir outro tópico ou vamos desvirtual totalmente este.

Pessoal: Quem achar o tópico sem propósito, inútil, idiota, imbecil ou etc ou não estiver entendendo nada, faça o mais fácil: Esqueça o tópico, pare de postar e deixe o tópico menos poluído, ok?
marco_13#37
A frase de Johnn Lennon servia para dizer que muitos estavam trocando a fé em JC pela sedução da contra-cultura-trash dos anos 60.

Ufa, até que enfim um para salvar a pátri. Muito embora Lennon não estivesse se referindo à contra-cultura trash ou coisa parecida, e sim ao show biz. Mas se fosse a contra-cultura trash, tb valeria a comparação.

No filme the Wall vemos outra metáfora mais verdadeira para mim: a música-pop (rock) como um discurso totalitário...

Totalitário não digo. Creio que termos como alienador, massificador ou manipulador seriam mais adequados. A partir do momento em que a música vira apenas produto de consumo de massa, e não mais a simples expressão de um artista, torna-se veículo para tudo isso.

Da mesma forma que a religião quando sai da esfera pessoal, quando extrapola aquela comunhão íntima do indivíduo com o universo, e daí vira uma instituição, um negócio, um meio de alcançar poder e etc.
marco_13#38
Agora sim você acertou na mosca Priscila (como eu digo, vc ainda tem salvação). Realmente, TUDO pode virar veículo para discruso totalitário.

É impossível transformar o Cristianismo, por exemplo, num discurso totalitário: porque seu princípio é a salvação individual através da fé.

Agora vc está contradizendo. E é claro, óbvio, nítido que pode-se transformar cristianismo num totalitarismo, basta desvirtuá-lo completamente, e foi exatamente isso que a Igreja Católica fez há tempos e as algumas das igrejas evangélicas fazem o tempo todo, aqui e agora.

Aliás, é MUITO FÁCIL transformar cristianismo em totalitarismo, pois há elementos dogmáticos e conceitos absolutos inseridos nele, prato cheio para os maipuladores de plantão. Eu até diria que não há nada mais desvirtuado, manipulado, massificado e distorcido que o cristianismo em toda a história.
priscila#39
Meu chapa, eu disse a mesma coisa - que Lennon não estava, provavelmente, falando no sentido que você deu à coisa - estava fazendo uma blague. Por algum motivo você desconsiderou o comentário, embora tenha aceitado que ele estivesse fazendo uma denúncia!

Em momento nenhum, até que eu aparecesse, você deixou de fazer o que foi acusado de fazer - ou seja, você não propôs nem que a frase fosse uma brincadeira, e nem que fosse uma denúncia - simplesmente você agiu como se ela fosse a manifestação de uma idéia lógica, possível, literal - ampliando o sentido, e incluindo toda uma pletora de influências, como se se tratasse de coisas "comparáveis".

Vai me desculpar, mas deve ser uma coisa pessoal comigo...
I couldn´t care less, mas de qualquer jeito faço questão de deixar anotado.
marco_13#40
Nem tudo. Tenho aretha frankiln cantando gospel, gostava do disco mesmo qd era moleque e ateu. Blind boys of alabama tambem é muito bom. Staple singers tb são muito bons. O disco duplo do elvis só com músicas gospel é excelente.O disco do johnny cash aonde ele canta as músicas de igreja que aprendeu com a mãe é excelente. Mahalia jackson só cantava gospel, e tem uma voz maravilhosa, muita cantora de jazz venderia a alma pro diabo pra ter a voz dela. Entendo que tem muita merda. Vamos lembrar que as músicas de gospel tradicionais ajudaram na origem do blues e soul. Então calma.

Nisso vc tem TODA a razão. Foi uma piada em relação a todo o lixo que virou a música evangélica massificada atual, mas peço desculpas mesmo assim, pois eu mesmo adoro spirituals e gospel (que inclusive, como vc mesmo comenta, foram a essência do Blues e do Soul).

O disco do Elvis já ouvi e é mesmo excelente, eu citaria os de Ray Charles, são maravilhosos, e há um monte de cantores(as) norte-americanos de gospel desconhecidos (especialmente dos anos 20 e 30, que vinha direto da linhagem dos spirituals) que fizeram coisas maravilhosas.

E também aqui vale o exemplo: A partir do momento que vira simples produto, simples massificação, perde toda a essência e qualidade, e vira, em bom português, merda mesmo.
marco_13#41
Lennon não estava, provavelmente, falando no sentido que você deu à coisa

Esse sentido não fiu EU que dei, mas o próprio Lennon, numa entrevista que deu à Rolling Stone em 1970 (4 anos depois do ocorrido).
priscila#42
É "tão fácil" transformar o Cristianismo em totalitarismo que nenhum regime totalitário JAMAIS conseguiu a adesão do Cristianismo: ao contrário, ele foi sempre o maior inimigo, o adversário formidável de TODOS...
priscila#43
Ele deu o sentido de quê, Marcos? Como eu fiz questão de escrever, ele "provavelmente" não estaria de fato querendo comparar coisas incomparáveis - mas não tenho nenhuma certeza disso. O nosso amigo propôs que a frase tenha sido uma denúncia carregada de sarcasmo - o que seria uma hipótese, também.
Você eu ainda não entendi qual acha que tenha sido a intenção por trás da frase.
priscila#44
Se seja lá quem for der a essa frase um sentido de "idéia lógica", não resta mais nada a não ser classificar o camarada como idiota, ora bolas!
Religião não pode ser comparado com show business, a não ser por quem não sabe o que é religião!
Depois reclamam que eu sou antipática - quando eu só estou dizendo o óbvio!!!!!
marco_13#45
Deixe-me explicar: só pode haver comparação entre duas coisas se elas tiverem algo em comum para serem comparados: isso não ocorre nos termos citados.

Ocorre, pois o objetivo é comum: Tanto uma Igreja Universal quanto uma Britney Spears querem apenas é ganhar $$$, ou seja, não tem nada de religioso ou artístico no meio, apenas produtos de massa que influeciam o pensamento e vida dos seus seguidores objetivando lucro.

O que é religião? é um conjunto de símbolos e preceitos morais que fornecem uma orientação existencial a uma pessoa.

A VERDADEIRA religião, sim. Mas não naquilo que o cristianismo ou algumas seitas evangélicas se tornaram.

O que é a mídia pop? É um sistema de comunição de massa; ou seja, é um veículo para difundar informação em grande quantidade para um grande número de pessoas.

É que estamos falando especificamente mais do show biz, que é conteúdo. Vamos evitar o termo "mídia" pois é realmente só um veículo.

A comparação poderia ser entre "cristianismo e anti-cristianismo" ou entre "meios de comunicação modernos e meios de comunicação antigo".

Não, não é isso. o show biz não é anti-cristão, está se lixando quanto a isso, apenas quer ganhar dinheiro. Claro que, se perceber que (fingir) ser anti-cristão dá dinheiro, ele vai assumir uma posição supostamente anti-cristã, mas que na verdade é apenas uma maneira de ganahr mercado e dinheiro. Não é uma posição sicera.

Exemplo: Ozzy Osborne declarou que toda aquela coisa de satanismo dos primeiros discos do Black Sabbath foi um modo de chocar e de chamar atenção para a banda, e depois, quando a coisa emplacou, virou quase uma imposição da gravadora.
marco_13#46
É "tão fácil" transformar o Cristianismo em totalitarismo que nenhum regime totalitário JAMAIS conseguiu a adesão do Cristianismo:

O Papado na idade média não foi um dos maiores totalitarismos da história? A lavagem cerebral da "igreja" do Edir Macedo não é um totalitarismo? E todos eles não se dizem cristãos e apoiados no cristianismo, e todos os seus seguidores acham que isso é verdade?
marco_13#47
Ele deu o sentido de quê, Marcos?

Ai Jisus, caramba
priscila#48
Ai, Jesus, caramba digo eu! Você enrolou pra lá e pra cá e ainda não comentou se concorda ou não com a lógica da frase.
priscila#49
Ah, quer dizer que você está comentando "aquilo em que o Cristianismo se transformou" - e não o Cristianismo?

O Cristianismo não se "transformou" em nada - é o que sempre foi. Religião não segue os preceitos do show business, repito. Se há falsos cristãos berrando por aí e cometendo atos anti-cristãos, isso não toca nem a fímbria do Cristianismo.
Sempre houve farsantes, sempre houve fariseus, sempre houve canalhas. Não misture as coisas. Sabemos que existe infiltração na Igreja, e estamos todos extremamente indignados com isso.
priscila#50
E você também não entendeu a frase"a comparação poderia ser entre "cristianismo e anti-cristianismo" ou entre "meios de comunicação modernos e meios de comunicação antigos".

Isso quer simplesmente dizer que você só pode comparar aquilo que é comparável - e comparar religião com show business ou qualquer outra coisa do gênero é meio como querer comparar uma escola filosófica com um grupo de axé.

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