Tempos atrás o Olavo comentou por alto sobre a AIDS ser trasmitida ou contraída pela depravação comportamental.
Fiz uma pequena pesquisa e escrevi a respeito.
Para quem se interessar, deixo o link:
Muita gente ainda tem dúvida sobre as formas de contágio da AIDS. Dr. Peter Duesberg, PhD, ganhador de vários prêmios importantes, virologista de renome e apoiado por outros grandes cientistas tem uma explicação intrigante. Sua teoria, chamada Hipótese Duesberg, afirma que a AIDS é causada por comportamentos depravados, pelo estilo de vida dos usuários de drogas recreativas, hábitos pervertidos entre outros. Como é impossível adentrar toda uma visão científica - com vários artigos publicados em periódicos importantes, livros escritos, teses defendidas e etc - em apenas um artigo neste blog, limito-me a introduzir o pensamento do Dr. Duesberg.
ai gente, por favor não propaguem estas coisas!
a relação HIV/AIDS está sim bem estabelecida, sou médica, qquer dúvida que tiverem podem me perguntar.
já tinha escutado este papinho há uns 10 anos atrás (aliás, escutei quando era militante de esquerda, por integrantes do PCdoB, que eram contra a indústria farmaceutica etc etc), é a maior bobagem!
Também sou médico como a colega acima. Não existem dúvidas quanto a relação nexo-causal entre HIV e AIDS.
Esse tópico é totalmente desprovido de conhecimento científico
A AIDS é um dos assuntos mais estudados pelos infectologistas e alguns se dedicam apenas a ela.
Vamos enumerar rapidamente algumas falhas GROTESCAS desta afirmação:
"1.Os testes para identificar a AIDS num indivíduo não detectam, na verdade, o HIV, mas a presença de anticorpos que o combatem."
Que absurdo! Só um exemplo: teste do antígeno p24 que identifica o vírus ANTES que o sistema imunológico crie anticorpos.
"O HIV nunca foi isolado, ou seja, nunca foi visto."
Provavelmente este "cientista" nunca ouviu falar em PCR
"Nenhum vírus se encaixa com o comportamento do HIV. Todos os vírus conhecidos levam pouco tempo (dias ou semanas) para causar alguma doença enquanto o HIV leva 10 anos ou mais."
Outro absurdo!! O HIV leva 10 anos para produzir a AIDS, mas leva dias para produzir reações como a síndrome retroviral aguda e diversas manifestações precoces. Depois fica relativamente silente até retornar com força total.
A primeira conclusão que eu tiro é que a pessoa que escreveu esse texto é uma total desconhecedora do assunto, desprovida de qualquer embasamento científica. Um oportunista, no mínimo.
Sua teoria, chamada Hipótese Duesberg, afirma que a AIDS é causada por comportamentos depravados, pelo estilo de vida dos usuários de drogas recreativas, hábitos pervertidos entre outros.
Isso é papinho de comunista contrário à indústria farmacêutica...
blablabla
*
No entanto, necessita-se de provas, não de ataques.
Tática de discussão suja bem documentada por Schopenhauer nos estratagemas da dialética erística há mais de 1 século (bem anterior a 1981, diga-se de passagem).
Duesberg explica a AIDS entre bebês desta forma: (Está no link postado)
Q9: The WHO estimates that there are 17 million healthy seropositives in the world. You say that many thousands are discovered every year in the American Army. 'When' and 'how' were they infected and 'why' most of them don't get sick?
A9: HIV, like all other retroviruses in animals and humans, is perinatally transmitted from mother to child. All viruses and microbes that are perinatally transmitted in nature are harmless for the reasons stated in A8. Thus those 17 million HIV positives who are healthy, are those who do not use recreational and/or anti-HIV drugs.
Quem tiver interesse em literatura séria sobre o assunto, esse ano recebi da Science um número com o seguinte título:
"Commemorating a Quarter Century of HIV/AIDS Research - From Cause to Care, HIV/AIDS Research at Twenty-Five", é uma compilação com o que há de mais sério e relevante nos últimos 25 anos com pesquisar envolvendo HIV/AIDS.
Consta na lista as principais publicações de autoridades no tema como:
- Robert C. Gallo
- Mikulas Popovic
- M. G. Sarngadharan
- José Esparza
Qualquer coisa é só me contactar que eu mando por e-mail esse trabalho, é um pdf com 11 artigos (talvez os 11 papers mais significativos na área HIV/AIDS).
Genetica 95: 5-24, 1995.
1995, edição de Kluwer Academics. Publicado na Holanda.
Uma Análise Crítica da Hipótese HIV/células T4/AIDS
Eleni PAPADOPOULOS-ELEOPOULOS (1), Valendar TURNER (2), John M. PAPADIMITRIOU (3), David CAUSER (1), Bruce HEDLAND-THOMAS (1) & Barry A. P. PAGE (1).
(1) Departamento de Física Médica, Hospital Real de Perth, Perth, Austrália Oriental;
(2) Departamento de Medicina de Emergência, Hospital Real de Perth, Austrália Oriental;
(3) Departamento de Patologia, Universidade da Austrália Oriental.
Resumo
Os dados geralmente aceitos como prova da teoria da AIDS pelo HIV, citopatia do HIV, destruição dos linfócitos CD4, e o relacionamento entre as células T4, o HIV e a síndrome clínica de imunodeficiência adquirida são criticamente avaliados. Conclui-se que estes dados não provam que o HIV destrua preferencialmente as células T4 ou que tenha quaisquer efeitos citopáticos, nem que estes efeitos demonstrem que as células T4 sejam as células preferencialmente destruídas em pacientes de AIDS, ou que a destruição das células T4 e o HIV sejam mesmo necessários ou suficientes como pré-requisitos para o desenvolvimento da síndrome clínica.
O trabalho é muito controvérso e não é leitura para leigos, é preciso conhecer o básico de imunologia, eu diria que é necessário saber "imunologues" (o "idioma" da imunologia) para uma compreensão plena.
Quem tiver interesse me comunique e eu envio também esse paper, qualquer dúvida sobre o tema tbm fico a disposição, mas desde já faço coro ao apelo do Diego e da Paty: não afirmem a inexistência dessa relação (HIV/AIDS), isso é muito complexo, vocês podem até ter um pezinho atrás quanto ao tema, mas negar a relação por A + B é assumir um risco muito grande.
Eu como leigo acho bastante improvável que a AIDS não seja causada pelo hiv, mas essa hipótese também é defendida por alguns ganhadores de Nobel em quimica e medicina e tal fato confere certa respeitabilidade a ela.
Um tópico antigo sobre o tema abordou a defesa que alguns vencedores do Nobel fizeram dessa hipótese Duesberg.
Mas eu acho que se eles estivessem certos um maior número de especialistas os apoiariam.
Eu vejo o caso do aquecimento global onde apesar de toda a manipulação da mídia existem centenas de cientistas questionando ou negando que as causas sejam humanas.
Mesmo considerando que os poucos defensores dessa hipótese possuam um currículo respeitabilissimo em áreas do conhecimento relacionadas ao tema aids e isso os autorize a falar sobre o assunto com certa autoridade, seria de se esperar que os céticos fossem mais númerosos dentro da comunidade cientifica como ocorre no caso do aquecimento global.
O trabalho mais importante da Dra. Eleni Papadopulos-Eleopulos nos últimos anos é esse:
High rates of HIV seropositivity in Africa - alternative explanation
Eleni Papadopulos-Eleopulos, Valendar F Turner, John M Papadimitriou, Helman Alfonso, Barry A P Page, David Causer, Sam Mhlongo, Christian Fiala, and Anthony Brink
Primeiro, acho sim que é possível contestar a hipótese, afinal, é uma hipótese.
Depois, são sim sérios os trabalhos que apresentam hipóteses alternativas à relação HIV/AIDS.
Por fim, o que eu acho exagero é negar a relação por A + B e assumir isso como verdade.
Eu leio sobre isso tem um bom tempo, posso ser sincero?
Acho que não sabemos quase nada sobre o HIV, estamos patinando há anos sobre esse assunto, quem conhece genética viral sabe de uma característica importante dos retrovírus: seu gênoma é altamente mutável e apresenta umas regiões ditas hipervariáveis que dificulta sobre maneira seu estudo, é uma luta/fuga constante, provavelmente as variantes do HIV que estão hoje no ambiente não tem mais qualquer traço de identidade com aquele primeiro HIV isolado pelo Dr. Roberto Gallo em 1984.
Entre pôr vidas em risco dizendo-lhes para abandonar seus tratamentos e pararem de usar preservativos e dizer que o HIV não faz nem cócegas no seu organismo, eu prefiro a prudência.
Eu como alimentos industrializados desde a infância e bebo Coca-Cola todo dia.
Corro regularmente, percebo o meu organismo em boa forma e meus exames médicos não acusam nenhum tipo de problema.
E também desde a infância eu vejo reportágens veículadas na grande midia afirmando que os alimentos industrializados são veneno responsáveis por milhões de mortes ao redor do mundo. Eu não me sinto envenanado e aos 29 anos tenho saúde e uma boa capacidade aeróbica.
Se esses cientistas estiverem certos o meu organismo já está totalmente envenenado e qualquer dia desses eu caio morto.
E sobre a polêmica da aids, ainda que eles estejam errados em sua hipótese central é possível terem alguma razão e isso expor algum podre da industria farmaceutica.
Recentemente o Olavo disse em um TrueOutSpeak que a indústria farmaceutica inventou uma que existia uma epidemia de aids entre heterossexuais em 1993.
Mesmo se sustentando a relação causal entre HIV e AIDS, pode ser que por trás dessa história toda exista algum podre de magnitude semelhante ao citado pelo Olavo.
"Concordo que há o hábito de alguns de negar algo apenas por ser "mainstream". Nesse caso eu não opino em nada técnico que eu não entendo, mas há muitos podres na história."
É essa a postura adequada.
veja, eu mesmo faço doutorado em bioquímica, estudie imunologia, conheço um pouquinho de farmacologia, de química médica e não me considero nem de longe apto a dar qq parecer sobre o tema. Esses caras dedicam suas vidas a isso e o mínimo que temos de fazer a respeitar a dedicação deles, que mesmo exclusivamente debruçados sobre o tema não conseguem resolver a questão.
Agora, o Dr. Gallo é um figura suspeita. O HIV-1 foi descoberto e identificado como causador da AIDS por Luc Montagnier e colaboradores no Instituto Pasteur na França. O quid por quo se instalou porque Montagnier anunciou a descoberta do vírus, chamando-o de LAV (vírus associado à linfoadenopatia) e Robert Gallo publicou a descoberta e o isolamento do HTLV-3, depois se descobriu que o vírus de Gallo era geneticamente idêntico ao de Montagnier... nascia a polêmica que chegaria aos dias de hoje!
"Quando ao que dizer às pessoas, eu prefiro ficar quieto, mas há pessoas com HIV que fazem tratamento há mais de duas décadas, sofrem absurdamente com os efeitos colaterais e resolvem desistir do tratamento quando ficam sabendo dessas coisas."
É verdade!
Inclusive a Dra. Eleni PAPADOPOULOS-ELEOPOULOS é intusiasta da idéia de que o que causa a doença, a síndrome em si mesma, é um comportamente sexual violentamente agressivo (não somente isso, mas principalmente isso), sujeitos que dão a bunda até 20 vezes por dia estão em contato com antígenos diversos, o estresse oxidativo é inevitável, não são poucos os trabalhos que mostram pessoas com todas a sintomatologia da síndrome e que são soro-negativas, isso mesmo!!!
Procure pelo documentário "House of Numbers" (é de 2008 ou 2009). Nele é apresentado tudo isso que estão falando dentre outros pontos. Existem outros documentários, inclusive no Youtube, que apresentam a relação da AIDS e o estilo de vida.
Esse tópico dispertou uma velha paixão minha, essa polêmica foi minha grande paixão por alguns anos, esqueci dela porque não faço hoje, e nunca fiz, pesquisa em virologia, mas pretendo um dia fazer...
Esse tema é fascinante, a questão clínica em si mesma é assuto pra gente grande e a questão molecular então...
Eu acredito muito em algo que diz o Olavo na sua aula introdutória dos DVDs do Curso de História Essencial da Filosofia: "...Na ciência não importa quem tem razão, mas sim quem possui mais adeptos!", no caso do HIV/AIDS essa questão merece ser refletida...
Até nisso Olavo é influente em minha vida, depois de sua obra repensei toda minha vocação/prática profissional, toda a minha postura, Olavo é muito FODA!
Acho que isso acrescenta algo ao tópico, pensem nessa fala do Olavo!!!
É claro!!
Muito provavelmente irá gostar do House of Numbers, visto que nele são entrevistados pessoas que acreditam na relação HIV/AIDS e os que a constestam.
sinceramente não acredito que tenha gente questionando isso, pelo amor de Deus!
aos que ainda " acreditam" não haver relação HIVxAIDS , sugestão:
1) Livros de Medicina Interna
- Harrison ´s Principles of Internal Medicine
- Cecil Textbook of Internal Medicine
2) Livros de Infectologia
- Tratado de Infectologia - Ricardo Veronesi
3) pesquisa de artigos científicos na internet em sites CONFIÁVEIS
Além do artigo que o outro colega médico postou (NEJM), fiquem a vontade p/ procurar artigos em http://cochrane.bvsalud.org/portal/php/index.php (revisões sintemáticas, metanálises, ensaios clinicos etc etc)
4) visite um hospital escola em sua cidade, procure o departamento de infectologia, converse com os profissionais e PRINCIPALMENTE se conseguir com os pacientes, veja o dia-a-dia deles, compare aqueles que estão se tratando e os que não estão, etc. também pode visitar postos de saúde, CTAs (centros de testagem e aconselhamento), e laboratórios que fazem coleta de PCR (que detecta o vírus) entre outros.
5)se mesmo assim não se convencer, receba sangue contaminado por HIV e depois de 10 anos a gente conversa...
sério mesmo, concordo que este tópico deve ser deletado (afinal, já existem outros sobre o assunto), pega muito mal numa comunidade em que se debate coisas tão importantes, se propagar uma asneira destas, perde a credibilidade.
respeito sua opinião, mas não vejo uma razão concreta para o assunto não ser debatido.
Ora, por que então os revisores dos periódicos citados aceitam os publicar os artigos contrariando a hipótese?
Eles são tão especialistas no assunto quanto você, no mínimo... a comunidade científica discute esse tema desde 1984, pelo menos eu, quando colaborei aqui, não disse por A + B que não há relação e sim que é discutível, eu disse ainda que pesquisadores da mais alta qualificação e seriedade tbm pensam que é sim discutível, não há motivos para tratar a questão como definitiva.
Agora, claro que há uma maior indicação de que haja sim relação, tudo que você disse aponta em favor disso, mas, embora minoria, existem grupos de cientistas céticos quanto à existência da relação, o que dá subsídio ao tópico, não se trata de uma "invenção" do membro (se fosse o caso, o tópico deveria sim ser deletado).
No mais, cada um que faça sua pesquisa sobre o tema, principalmente se pretende afirmar algo por ai e, principalmente, se não tem conhecimento básico sobre o assunto.
Por exemplo, você Paty, pode sim dizer que há relação, você é médica e tem todas as referências para subsidiá-la, logo, quem quer crer e defender o contrário (a não relação HIV/AIDS), pelo menos estude.
PS.: Paty, esse livros ai se você os lê em português, são, no mínimo, 10 anos atrasados em relação à literatura científica. Livros texto na área de saúde são compilações dos papers mais importantes de cada área (você sabe!), a compilação em si leva um grande tempo e a tradução para o português então... quem depende de livro-texto está com 10 anos de déficit literário em biológicas e afins (veja os trabalhos citados ao fim de cada capítulo, se o livro é de, digamos, 2000, o paper mais recente citado será de 1999).
Uma das coisas que das coisas que eu aprendi com o olavo é que não existe ciência do fato concreto e ciência do particular.
Cada ser humano é um ser diferente, com um organismo muito diferente de outra pessoa.
Já fizeram estudos onde pessoas tomavam placebo e eram curadas e algumas pessoas que tomavam o remédio que supostamente curava a doença morriam.
A ciência é um recorte da realidade e muitas vezes um recorte tão especifico que torna aquele conhecimento cientifico totalmente desvinculado da realidade concreta.
A gente aprendeu a raciocionar como se a ciência fosse totalmente determinista, mas isso não é verdade, na natureza há uma série de acidentes cujo os quais só Deus pode dar conta.
Uma forma de tentar fazer ciência da realidade direta é utilizar a estatística. Ou seja voce cria grupos controle e depois analisa os dados.
Mas que confiança cientifica podemos ter na estatistica? A eleições de 2010 que o digam. Quem garante que a amostra estudada representa com fidelidade o todo? Qual o fundamento cientifico que garante o fundamento estatistico? É possível através de uma amostra de entes tão heterogeneos representar o comportamento do todo? A ciência não responde essa pergunta. Então o que acontece as pessoas simplesmente escolhem a teoria que acham mais bonita.
No caso do HIV e Aids tem pessoas que possuem o virus por 30 anos e não desenvolveram nenhum sintoma de aids. Tem pessoas que morrem em dois anos.
Talvez o virus acelere a morte de pessoas que possuem um sistema imune fraco, como pessoas desnutridas na africa ou pessoas que usam muitas drogas e tem uma vida pouco regrada como alguns homosexuais. Mas tudo isto é especulação. Fica dificil encontrar uma causa e efeito na realidade concreta.
Parabéns ! Mais um tópico genial que será motivo de chacota na Olavo nos Odeia (2)
*última participação minha neste tópico*
aos que duvidam da relação HIV/AIDS, leiam o meu comentario anterior, principalmente onde falo sobre CONHECER a realidade dos pacientes e não ficar teorizando pela internet.
se mesmo assim não acreditam, então me desculpem, o máximo que posso sentir é vergonha alheia... mesmo assim, pensem na responsabilidade de estar divulgando tais absurdos...
se existem tais indivíduos que têm HIV e nunca desenvolveram AIDS em mais de 15 anos de infecção, me APRESENTEM, assim como aqueles com AIDS (imunodeficiência ADQUIRIDA) sem o vírus HIV.
ao Daniel:
os pacientes c/ AIDS morrem na sua maioria por infecções oportunistas (ou seja, infecções que eles jamais pegariam se não tivessem AIDS, pois o HIV destrói as células no nosso corpo responsáveis pela defesa contra estes microorganismos). Para isso é lógico precisam um dia ter se contaminado pelo HIV.
Procure pelo documentário House of Numbers (gravado em 2009). Nele são apresentados os dois lados, inclusive são entrevistados Robert Galo e Peter Duesberg.
Poxa pessoal, podiam ir pesquisar mais sobre o assunto antes de vir comentar, né? Até mesmo os médicos que vieram cheios de pompa mostrar conhecimento na área, das duas uma, ou não leram, ou não entenderam. As duas hipóteses são preocupantes.
O autor do blog não foi dos mais felizes na explicação, mas a visão de Duesberg é positiva e correta, tanto que e os únicos países do mundo que adotaram a sua visão foram também os únicos que estão efetivamente vencendo o problema da AIDS.
Duesberg, por sinal, não é voz solitária. Imagino que os médicos os conheçam - eu não trabalho com a área da saúde diretamente, somente com saúde pública e os conheço - , para citar alguns, Edward Green, catedrático de Harvard e René Ecochard, epidemiologista diretor do hospital da universidade de Lyon.
Claro que eles não dizem que HIV não tem ligação nenhuma com a AIDS. Dizem que a solução para o problema não está no vírus, mas nas relações sociais. Conter o avanço do contágio, seja por preservativos seja por coquetéis como é praticado inclusive no Brasil, não é eficaz - e realmente não é, oras! - mas sim, defendem uma sexualidade regrada, que desestimule a multiplicidade de parceiros e a relação voltada exclusivamente para o prazer.
Em outros termos: Dizem que a AIDS só será combatida se for política pública a instituição da família monogâmica, íntegra e heterossexual.
Quando o autor do tópico diz que o HIV não tem relação com a AIDS, não está excluindo a real relação, mas sim, colocando-o em segundo plano - como deveria ser - nas questões de saúde pública, pois ele é somente um ponto imediatista que não resolverá em nada se for tratado como foco principal da discussão.
P.S.: Se entendessem um pouco de mentalidade revolucionária, se lessem os estudos de Marcuse, por exemplo, ficaria fácil entender a razão de estudiosos como Duesberg são depreciados pela classe falante. Afinal, conter a sexualidade não faz parte dos planos 'progressistas'. Vale tudo, menos falar pra alguém que não pode sair dando por aí ao bel prazer.
Para quem não sabe quem é o Dr. Duesberg, vamos lá:
O Dr. Duesberg trabalha hoje na University of California Berkeley, concentra suas pesquisas em retrovírus desde os anos 1960, seu primeiro trabalho publicado foi "Isolation of the nucleic acid of Newcastle disease virus (NDV), vamos ao seu currículo:
- Total de publicações: 145 artigos científicos publicados desde 1965.
- Nature: 10 publicações
- Science: 2 publicações
- PNAS*: 37 publicações
- Virology: 23 publicações.
Fonte: Pudmed.
Obs.: Nature e Science são os dois periódicos científicos mais importantes do PLANETA, seus revisores são sérios e não aceitam publicar charlatanice, apesar da existência de alguns casos raros, ou seja, se o autor da polêmica, com seu vasto currículo, não é barrado pelo editores na hora de publicar seus trabalhos, por que é um absurdo a existência desse tópico? Se os maiores especialistas do mundo debatem plenamente isso, por que vamos ficar preocupados com o que pensa o pessoal da Olavo nos Odeia?
"pompa" é alguém que não sabe nada sobre o assunto (e talvez não conheça sequer uma pessoa com AIDS) propagar inverdades que podem prejudicar a sociedade. eu poderia ficar bem na minha quieta aqui apenas dando risada dos absurdos mas resolvi me manifestar justamente por ética, para não deixar que estas inverdades sejam espalhadas.
acho que foi vc que não leu o conteúdo do blog do Hallison. ali ele nega a relação HIVxAIDS baseado em Duesberg.
é lógico que a relação monogâmica heterossexual protege contra a AIDS, afinal, não haverá risco de contaminãção pelo HIV. mas não é isto que este " cientista" fala, ele é bem enfático quanto ao HIV não causar AIDS.
Hallison
realmente, o assunto é muito importante. eu fico realmente precupada com a propagação da desinformação. isso não é vaidade, é responsabilidade. se eu fosse vc apagava o que escreveu no seu blog.
olha aqui, diagnóstico e tratamento da AIDS (assim como acompanhamento dos HIV+) faz parte do meu DIA-A-DIA, sou médica de família, já atendi e acompanhei homem, mulher, idoso, usuário ou não de drogas, desnutridos e " nutridos", pobres ou ricos, homossexual, grávida, hemofílico, criança com AIDS. Já vi muita gente morrer, assim como muita gente levar uma vida normal com o tratamento e diagnóstico precoce, já ajudei a prevenir que muitas grávidas passassem HIV aos seus filhos, etc, etc. Se alguém estiver realmente interessado em conhecer a REALIDADE, pode me add. Se alguém também conhecer apenas UM indivíduo com AIDS que não tenha HIV, por favor me apresente.
para não ficarmos aqui polemizando, até pq considero sua postura profissional CORRETÍSSIMA nesse caso, adicionei você e estou esperando que você me diga seu e-mail para eu te mandar as referências onde estão relatados os inúmeros casos de indivíduos soro-negativos e que desenvolveram a síndrome.
Absurdo é ficar propagando na internet coisas deste tipo. No dia que me mostrarem uma pessoa que tenha AIDS sem a presença do HIV, eu acredito nesse médico.
Des Jarlais, D. C., Friedman, S. R., Marmor, M., Mildvan, D., Yancovitz, S., Sotheran, J. L., Wenston, J. & Beatrice, S., 1993. CD4 lymphocytopenia among injecting drug users in New York City. J. Acquir. Immune Defic. Syndr. 6:820 822.
Usuários de drogas injetáveis com a linfocitopenia, sem o HIV e por ai vai...
Peter Duesberg
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Peter Duesberg
Peter H Duesberg (Alemanha, 2 de dezembro de 1936) é professor de biologia molecular e celular na Universidade de Berkeley. Ph.D em química pela Universidade de Frankfurt, tornou-se pesquisador do Instituto Max Planck de Virologia, em Tübingen e, desde 1973, é professor titular da cátedra de biologia molecular e celular de Berkeley, cátedra esta que já foi ocupada por mais de um prêmio Nobel.
Especializado no estudo de vírus, demonstrou que o vírus da gripe tem o genoma segmentado, e mapeou a estrutura genética dos retrovírus. Por este e outros trabalhos ganhou vários prêmios internacionais de ciências.
Sua experiência com os retrovírus o levou a publicar artigos em revistas científicas de reputação internacional, refutando a hipótese de que a AIDS seja causada por um vírus. Propõe como hipótese de trabalho que a AIDS é causada por abuso de drogas e comportamentos auto-degradativos, que leva o sistema imunológico ao colapso. Seus estudos sobre a participação viral na oncogênese o levaram a refutar esta relação. Sugere, como linha de pesquisa científica, que a aneuploidia esteja na origem do câncer.
Em 1996, em seu livro Inventing the AIDS Virus (Inventando o vírus da AIDS) e em inúmeros artigos para jornais e cartas para editores, Duesberg afirma que o HIV é inofensivo, e o uso de drogas ilícitas e farmacêuticas (especialmente de AZT, uma droga utilizada no tratamento da AIDS) são as causas da doença fora da África (a tão comentada Hipótese de Duesberg).
Duesberg afirma que a AIDS na África é errôneamente diagnosticada, e a epidemia é um mito, alegando que o critério de diagnóstico da AIDS na África é diferente de qualquer outro lugar e que a perda da imunidade nos pacientes africanos pode ser explicada por fatores como desnutrição, consumo de água poluída e várias outras infecções que têm os mesmos sintomas da AIDS. Duesberg também argumenta que os retrovírus como HIV sobrevivem de maneira inofensiva, e que a maneira comum de propagação é a transmissão de mãe para filho por infecção no útero.
A Hipótese de Duesberg é apoiada por vários cientistas, em sua maioria Phd's e ganhadores de prêmios Nobel, embora seja atacada massivamente por cientistas de grandes laboratórios, principalmente o GlaxoSmithKline (Burroughs Wellcome na época em que patenteou o AZT).
[editar] Cientistas que concordam com a Hipótese de Duesberg
Renomados cientistas concordam com Dr. Duesberg sobre a não-relação HIV-AIDS e sobre os efeitos nocivos dos coquetéis anti-AIDS (AZT):
* Walter Gilbert, Ph.D. - recebeu o Prêmio Nobel de Química 1980; professor de Biologia Molecular pela Universidade de Harvard (EUA).
* Kari Mullis, Dr. - recebeu o Prêmio Nobel de Química 1993 por inventar a Polymerase Chain Reaction (PCR), ferramenta vital no estudo de partículas virais e testes de cargas virais (EUA).
* Etienne de Harven, professor emérito de Patologia pela Universidade de Toronto (Canadá) e um dos Top especialistas do mundo em microscopia electrónica.
* Charles Geshekter, Ph.D. - três vezes Fulbright scholar. Professor de História Africana pela Universidade Estadual da California (EUA). Serviu como conselheiro do Departamento de Estado dos E.U.A. e de vários países africanos (onde estudou com os supostos casos de AIDS africanos).
* Rosalind Harrison, do Royal College of Surgeons, consultor oftamologista do Serviço Nacional de Saúde (Reino Unido).
* Heinz Ludwig Sänger, Ph.D. - Professor emérito do Departamento de Biologia Molecular e Virologia do Instituto Max Planck (Alemanha).
* Rudolf Werner, Ph.D. - Professor de Bioquímica da Escola de Medicina da Universidade de Miami (EUA).
* Gordon Stewart, Dr. - Professor emérito de Saúde Pública da Universidade de Glasgow (EUA).
* Phillip Johnson, Dr. - Professor Senior de Direito da Universidade da California (Berkeley).
* Rodney Richards, Ph.D. - Bioquímico e pesquisador da companhia de biotecnologia Amgen (EUA).
* Eleni Papadopulos-Eleopulos, Dra. - Professora de Física Médica do Royal Perth Hospital (Australia).
* Luc Montagnier, Nobel da Medicina 2008. [1]
Nao sou do ramo, mas entre acreditar em vaaaaarios Nobel e PHDs e uma medica de familia, fico com o primeiro grupo.
Walter
"Nao sou do ramo, mas entre acreditar em vaaaaarios Nobel e PHDs e uma medica de familia, fico com o primeiro grupo."
boa sorte pra vc!
já p/ sorte dos meus pacientes, eu estudo, pesquiso, investigo e tento resolver os problemas deles (e eles estão muito bem obrigada), não fico atrás de teorias da conspiração na internet.
sugestão: já que gosta de Wikipedia, coloque aqui também a versão em inglês, que é bem diferente desta que vc colocou.