Bem, vamos além da opinião dos membros da comunidade, e vejamos o que os bandidos pensam da pena de morte. Obviamente são favoráveis, tanto que a aplicam. Vale a pena assistir o vídeo inteiro, para que tenhamos o retrato do Brasil atual.
Eu,PARTICULARMENTE,sou contra. Mas,como cristão,reconheço que a pena de morte não é ilegal,não. Vejamos:
Se consultarmos a Escritura Sagrada , veremos que a Pena de Morte não impede e não ofusca o mandamento de amar o próximo.
Para a maioria das pessoas somente Deus pode tirar a vida. Entretanto tudo o que acontece ou deixa de acontecer depende exclusivamente da vontade soberana da Deus (Lc.12,6.7). Ora,se todas as coisas acontecem por vontade de Deus, é lógico que os crimes também só existem porque Deus os permite. Se Deus permite que o bandido mate o inocente, porque não permitiria que a justiça, que também foi criada por Ele, mate o bandido? Não cremos que Deus seja injusto a ponto de permitir a morte do inocente e não permitir a morte do assassino.
Entre os dez mandamentos inclui-se a orde "não matarás" (Ex.20,13), entretanto tal mandamento tinha o propósito de preservar a vida social, mas não impedia a aplicação da pena capital. A pena de morte era praticada entre o povo judeu, por ordem do próprio Deus, apesar da existência deste mandamento.
Este mandamento servia como um alerta para os transgressores da Lei (1ª Tm.1,9) porquanto aquele que viesse a acometer contra a vida de alguém, ficaria sujeito à pena de igual valor (Ex.21,24). A punição, para ser justa, deveria ser da mesma intensidade que a infração cometida. Assim, o ato de tirar a vida só poderia ser punido adequadamente com a sacrifício de outra vida, a vida do criminoso.
Por que razão sofrerão eternamente os perdidos? Porque cometeram ofensa ao Deus Eterno. A ofensa deles é eterna, logo a punicão deve ser eterna. Seguindo este princípio, que está de acordo com a justiça de Deus, a vida só pode ser paga com outra vida (a vida do criminoso pela vida da vítima).
Além disso a palavra hebraica usada em Êxodo 20:13 é râsah que tem o sentido de "não assassinarás". Esta mesma palavra é usada em Números 35,27.30 e em 2ª Reis 6,32. Ela indica morte violenta, e nunca é usada para assassinato em defesa própria (Ex.22,2), morte acidental (Dt.19,5) e para execução de assassinos.
PENA DE MORTE NO ANTIGO TESTAMENTO
· Por homicídio e fratricídio (Gn 9,5.6; Lv.24,17)
· Por homicídio culposo (Ex.21,12.29)
· Por homicídio doloso (Ex.21,14)
· Por patrocídio: assassinato dos pais (Ex.21,15)
· Por seqüestro ou rapto (Ex.21,16)
· Por amaldiçoar os pais (Ex.20,9; Lv.20,9)
· Por crime hediondo (Ex.21,23)
· Por pártica de feitiçaria (Ex.22,18; Lv.20,6)
· Por sacrificar aos deuses pagãos (Ex.22,20; Lv.20,2)
· Por praticar adultério (Lv.20,10-12.20.21; Dt.22,22)
· Por homossexualismo (Lv.20,13)
· Por incesto (Lv.20,14.17.19)
· Por bestialidade; sexo com animais (Lv.20,15.16)
· Por prostituição (Lv.25,1.9)
· Por blasfêmia (Lv.24,14)
· Por falsidade profética (Dt.13,1-10)
· Por fornicação e adultério feminino (Dt.22,13-21)
· Por estrupo (Dt.22,23-27)
· Por furto (Dt.24,7)
Obs. A pena de morte só deveria ser aplicada após ser comprovado o cometimento da infração (Ex.23,7; Dt.35,30). Não havia pena de morte para quem cometesse morte por acidente (Dt.19,2-6; 35,15.22-25). Ou seja , não era somente chegando e ir “matando” somente pelo fato de alguém ter visto o cabra cometer um crime hediondo. Havia sim todo um processo penal envolvido no julgamento de pena de morte.
E mais,tem gente que pensa que o mandamento de amar o próximo é um mandamento somente do “Novo Testamento” que veio através de Jesus.
Mas acontece que o mesmo Velho Testamento que severamente ordenava a Pena de Morte , conforme demonstrei e provei acima,sim,o mesmo Velho Testamento ordenava também que se AMASSE O PRÓXIMO e se PERDOASSE O INIMIGO ( Levítico 19,18 ),provando assim que a Pena de Morte numa Nação Teocrática e o mandamento de amor ao próximo NÃO SÃO INCOMPATÍVEIS. Pois uma coisa é a ofensa pessoal a uma pessoa e,outra é a ofensa a ORDEM SOCIAL VIGENTE por meio de crimes hediondos.
Ou seja,o objetivo da Pena de Morte NÃO É A VINGANÇA PESSOAL por IRA ou RANCOR pessoais , mas sim o de preservar a ORDEM SOCIAL E MORAL VIGENTES. Alguém deve valorizar a Pena de Morte não por sentimentos de “raiva” e “ódio” causados pela INVEJA ou pelo CIÚMES ,mas sim por aspirar uma ordem moral JUSTA e PIEDOSA na sociedade.
PENA DE MORTE NO NOVO TESTAMENTO
· Mateus 26,52
· Atos 25,11
· Romanos 13,1-5
· 1ª Pedro 2,13.14
· Apocalipse 13,10
A expressão espada é usada em Mateus 26,52. Este mesmo termo é usado em Romanos 13,4 onde lemos que "...a autoridade é ministro de Deus... ela traz a espada; pois é ministro de Deus, vingador, para castigar o que pratica o mal." Note que o versículo diz qe a autoridade está a serviço de Deus para trazer a espada como castigo contra aquele que praticais o mal. É óvio então meu caro, que a idéia em relevo neste versículo é a morte como castigo retributivo, pois seria absurdo supor que a espada era usada para somente “bater”. Para bater, usava-se o chicote; a espada era instrumento de guerra (Mt.10;34) ou de morte (Rm.8,35).
O mesmo pensamente é expresso em 1ª Pedro 2,14 onde lemos que as autoridades são enviadas por Deus "...tanto para castigo dos malfeitores, como para louvor dos que praticam o bem." Aqui encontramos o termo castigo, e este deve ser entendido de acordo com o contexto de Romanos 13,4.
A pena de morte é um mandamento divino, só não vê isso quem não quer: "Se alguém matar à espada, necessário é que seja morto à espada..." (Apocalipe13,10).
Ontem fui ao sepultamento de um amigo. Ele tinha vinte e oito anos de idade, e saiu de casa no dia 24/3 para ir trabalhar normalmente. No meio do caminho, um carro com bandidos interceptou o carro dele, e meu amigo, sob a mira de armas, foi obrigado a parar.
Os bandidos retiraram meu amigo de seu próprio carro e o puseram no outro, onde estavam, e dois bandidos entraram no carro da vítima. Os bandidos pararam num sinal de trânsito e meu amigo aproveitou para tentar fugir: abriu rapidamente a porta do carro (ele foi colocado no banco do carona) e correu o mais rápido que pôde, mas foi alvejado por vários tiros nas costas. Caiu, ainda vivo. Um dos bandidos saiu do carro, se aproximou dele e atirou atrás da cabeça dele, matando-o no ato. Algumas horas depois, meu celular toca, avisando-me da tragédia. O corpo foi levado ao IML, onde estive para ajudar a reconhecer o cadáver. Me levaram ao necrotério, e quando o funcionário tirou o lençol que cobria o corpo, tive um dos mais violentos choques de minha vida: o tiro que levou por trás da cabeça atravessou-lhe o rosto, desfigurando-o monstruosamente. Aquela imagem está impregnada na minha retina, é como um pesadelo do qual não consigo acordar.
Todos perguntam se a sociedade é a favor da pena de morte, mas não vejo ninguém perguntando o que os bandidos acham disso. Certamente são favoráveis, pois a aplicaram numa vítima que apenas tentou fugir de seus algozes (logo alguém dirá "que a culpa foi dele, pois tentou fugir", como se tentar fugir legitimasse um assassinato bárbaro).
Se sou a favor da pena de morte para eles? Sim.
Dirão alguns que isto é uma resposta emocional. Eu dira que é racional. Não se pode invocar a proteção do direito à vida daqueles que negam este mesmo direito aos outros. E dizer que condenar à morte é condenar a algo desconhecido não convence. Se eles matam a vítima, igualmente a condenam a algo desconhecido, e portanto é justo e proporcional que se sujeitem a este mesmo desconhecido que impuseram aos outros.
O Prof. Dr. Gilberto Callado, na sua obra Garantismo e Barbárie, focaliza a visão torpe que contagiou as mentalidades impregnadas de iluminismo e de humanismo mas afastadas de Deus: "E esse desejo ufano deu origem ao espirito da duvida, ao livre exame da lei, a um pessimismo antropológico de que a única fonte do direito só pode vir do homem" ... "que passou a conceber o direito pela via racionalista e panteísta".
A origem desse erro está expressa na visão deformada de Rousseau que nega peremptoriamente o pecado original e fornece conteúdo a toda a gama de garantias aos que defendem o abrandamento das penas em favor dos que cometem atos criminosos chegando ao paradoxo de considerá-los como "vitimas" da sociedade, ao invés de oferecer esse status às suas vitímas e respectivos familiares, essas sim as verdadeiras e únicas prejudicadas.