"What are the historical, political, ideological and economic factors and actors that now define the dynamics and configuration of power in the world and what is the U.S. position in what is known as New World Order?”
TRADUÇÃO CAPENGA:
"Quais são os fatores historicos, politicos e econômicos e os atores que hoje definem a dinâmica e a configuração do poder no mundo e o qual é a posição dos EUA no que chamamos Nova ordem Mundial?"
O DUgin abordou o tema de uma forma compatível com o que temos disponibilizado na mídia em geral . O Professo Olavo aborda alguns pontos sob uma visão própria dele, cujas fontes são menos "populares" e menos divulgadas e advindas de sua análise dos fatos no decorrer da história. Agora cabe ao Olavo solidificar seus argumentos com provas e enquadrar o barbudão.
Me parece que a visão do Dugin já é amplamente disseminada, então fica mais fácil defender dua tese.
"I count only, as far as war resources go, on my dog Big Mac and an old hunting shotgun.
This tremendous existential difference (fully illustrated by the attached photos) makes our opinions, even when their verbal expressions coincide to the letter, signify entirely different things in the framework of our respective goals. The answers to the questions that inspire this debate will show this, I hope, as clearly as the photos do. "
(foto do Olavo com sua espingarda e seu cão X foto do Dugin e seus "brinquedinhos")
Creating multilateral unipolarity where the USA would cooperate with other friendly powers (Canada, Europe, Australia, Japan, Israel – possibly other countries) in solving the regional problems and making pressure on the «rogue countries» (Iran, Venezuela, Belarus, Northern Korea) or on the hesitating counties striving to assure their own regional independence (China, Russia and so on); it seems that democrats and Obama are inclined to do so;"
Lendo esse trecho da introdução do Dugin parece que ou o cara é desinformado ou é desonesto.
Logo embaixo ele diz:
" Promoting accelerated globalization with the creation of World Government and swift desovereignization of the National States in favor of creation of United States of the World ruled by the global elite on the legal terms (that is the CFR project represented by the strategy of George Soros and his foundations; the colored revolutions are viewed here as the most effective weapon destabilizing and finally destroying States)."
Meu Deus do céu quem financiou o obama, se não foi george soros, quem diz que obama não faz parte do globalismo?
O cristão gibelino ainda tinha a cara de pau de dizer que o cara era um intelectual de 1° escalão. Repito ou ele é desinformado ou é desonesto.
"A tradução da introdução do debate, com a primeira intervenção de Duguin e a primeira intervenção de Olavo, será publicada nesta terça-feira à noite, 8 de fevereiro, até as 23:00."
O Olavo começou jogando toda a merda no ventilador! E terminou detonando também:
"It would be wonderful if each country learned how to heal its own evils before pretending to be the savior of humanity. Alexandre Dugin’s Russia seems to have taken the opposite lesson from her crimes and failures."
.
Eu tô acho que esse tal de Dugin vai desistir do debate!
Bem, o que estou entendendo é que ambos têm posição anti-globalista, cada um deles descevendo o modo como o poder está estabelecido no mundo segundo a sua própria visão. Entre essas duas visões, há dois pontos-chave de divergência, o segundo subsumido ao primeiro:
1. Olavo diz que há três grandes forças disputando o estabelecimento de um governo Global; Dugin diz que há só uma, os EUA. Neste caso, não há disputa, e sim uma resistência de diversos Estados contra a pressão Globalista dos EUA.
2. Olavo diz que os EUA, enquanto nação, são vítimas do Globalismo; Dugin diz que os EUA são O GLOBALISMO, e descreve as coisas como se alguns dos inimigos dos EUA (de acordo com Olavo) fossem, na verdade, os seus aliados.
Traduzi uma pequena parte da introdução do professor.
Olavo de Carvalho - Introdução
Palavras mudam de sentido, peso e valor de acordo com as situações de discurso. Entrando nesse debate, eu preciso deixar claro desde o começo que isso não é um debate de forma alguma. A mera idéia de um debate pressupõe a mesma simetria entre as partes em confronto, do ponto de vista de suas convicções, assim como alguma simetria direta de suas respectivas posições socio-profissionais: intelectuais discutem com intelectuais, políticos com políticos, professores com professores, pregadores de religião com pregadores de ateísmo, e assim por diante.
Sobre convicções, se nós entendemos esse termo apenas como declarações gerais sobre a estrutura da realidade, as minhas não diferem das do professor Dugin em vários pontos essenciais. Ele acredita em Deus? Eu também. Ele pensa que a metafísica do absoluto é possível? Eu também. Ele aposta em um sentido de vida? Eu também. Ele entende tradições, terra natal, e família como valores que devem ser preservados acima de supostas conveniências administrativas e econômicas? Eu também. Ele vê com horror o projeto globalista dos Rockfellers e Soros? Eu também. Não é possível organizar um debate entre duas pessoas que estão em concordância.
Minha modesta impressão: esse Dugin não sabia o que o esperava.
Veio pronto pra destilar um academês insosso e foi fuzilado pelo Olavão.
Foi superado - até aqui - em todos os aspectos passíveis de avaliação num debate (inclusive clareza e estilo).
Uma pena que o debate não seja cara a cara.
Fica a lição: jamais subestimem o Professor.
Não sei se o Olavo se sairia bem em um debate cara a cara. Aí já é outra coisa, muito diferente. Não sei vocês, mas acho que a maioria das pessoas são muito mais limitadas oralmente!
Dugin se mostrou um tanto contraditório ao colocar os EUA como o personagem mais forte por trás da ideologia da NWO, e assumir ao mesmo tempo que (via George Soros, CFR, etc) será este o primeiro país que perderá a soberania em prol de um "Estados Unidos Global" na consolidação de um cenário possível (entre outros) em desenvolvimento.
Olavo se concentrou nos aspectos conhecidos e contraditórios dessas forças e já começou a fundamentar sua posicão e as contradições de Dugin. O último foi mais abrangente na sua exposição mas trouxe à baila uma série de cenários hipotéticos para o futuro, e não se polarizou ainda no debate.
Foi perfeito o seu enfoque: eu esperava isso, com certeza - VER a VERDADE ser escolhida como caminho. Sem pretensão: a PURA, a imaculada, a mais-forte-que tudo: ELA, a VERDADE.
Foi ótimo. Está sendo.
Eu tenho a CERTEZA, como você, de que ESTE é o invencível caminho.
Nenhum Dugin deste mundo ou de quantos haja vence isto. Nenhuma "estratégia" vence isto.
Estou achando tudo uma maravilha: que era o que eu pensava que aconteceria, in the first place.
Vá em frente: nunca ninguém se lembra de usar apenas a Verdade como arma - os caras justamente se emburacam em uma série de "jogadas estratégicas". Estava mais do que na hora de alguém fazer a coisa certa. Estou divulgando ardentemente as suas palavras verdadeiras, e todos nos alegramos com o que era o esperado: uma sensação de ATÉ QUE ENFIM!
Deus te abençoe e proteja como você merece e sempre mereceu, amém.
É importante lembrar que Dugin e Olavo não são falanes nativos da língua inglesa, por isso, como já foi comentado, o inglês dos respectivos filósofos pode eventualmente parecer sofrível em alguns trechos.
Só que noto o seguinte para a tradução da Dextra. Quem traduziu optou por traduzir literalmente os erros acidentais do Dugin (o texto do Olavo está prometido para quarta-feira dia 9) como, p. ex., optando por colocar "d[a]" quando no original está "of..." em vez de "of the...". Além disso, também quando dos lapsos de artigos definidos e indefinidos do inglês ('a' e 'an'), na tradução "um" e "uma" aparecem repetidas vezes entre colchetes, como que para evidenciar o fato de que no original inglês do Dugin há esses esquecimentos. Outro aspecto do estilo do tradutor foi a opção pela utilização quase que viciada dos "sic" em cada frase que pareça mal construída.
Ora, bem, esses lapsos evidenciados no corpo do texto travam uma boa leitura. Poder-se-ia muito bem optar por salientá-las em notas de rodapé ou eventualmente em uma nota do tradutor "[N. do T]". No fundo me parece uma maneira rasteira de tentar desqualificar o Dugin através de seus erros ortográficos! Acho que, como está, a tradução peca.
Logo no começo do texto traduzido, tópico 2 "A Ordem Mundial do ponto de vista dos EUA", 3º parágrafo:
"(...) e os países hesitantes que tentam garantir sua própria independência regional (China, Rússia e assim por diante); parece que os democratas estão inclinados a fazer isto;"
Original:
"(...)or on the hesitating counties striving to assure their own regional independence (China, Russia and so on); it seems that democrats and Obama are inclined to do so;"
Achei esse Dugin muito mixa. Um desapontamento completo. Bom, melhor isso, mas eu imaginei um sujeito HÁBIL. Imaginei um Gorbachev.
Os seus admiradores devem estar rindo amarelo. Se é que estão achando graça naquele texto obviamente desconcatenado e que meramente confirma TUDO o que o Olavo disse e só tenta trocar os nomes e posições.
"Ó, gente, os EUA agora serão chamados de "projeto Transição", tá bom? E a NWO de agora em diante será chamada de "projeto resistência à Transição", tá bom?"
"Não são os EUA que representam a resistência, é a NWO que representa! Vamos todos lutar pra acabar com os EUA, porque aí a gente terá resistido, e a NWO pode ser instaladinha da silva."
Sim, claro que a idéia do Projeto Eurasiano (ou "multipolar', ou "de grandes espaços") propõe o modelo alternativo de Ordem Mundial baseado no princípio de civilizações e grandes espaços. Ele supõe a criação de diferentes entidades transnacionais políticas, econômicas e estratégicas unidas por comunidade de civilização e valores (em alguns casos, religiosos, em outros, seculares e culturais) principais. Elas deveriam consistir em Estados integrados e representar os polos do mundo multipolar. A União Européia pode ser um exemplo de tal formato. Também pode haver a União Eurasiana (projeto do presidente do Cazaquistão, N. Nazarbayev), uma União Islâmica, a União Sul-Americana, a União Chinesa, a União Indiana, a União do Pan-Pacífico e assim por diante.
Que coisa mais interessante, caramba: o cara tá o quê, DETALHANDO o que todo mundo já sabe? Nunca vi coisa mais estranha: o camarada parece ter entrado no debate pra chover no molhado e dizer a mesma coisa que já se sabe.
Bem que o Olavo disse que não era um debate: não é mesmo. É uma espécie de confirmação. A única novidade foi o cara ter feito questão de tirar a palavra "NOVA"e trocar por "ALTERNATIVA"- fiquem cientes: segundo o camarada Dugin, não é NWO, é AWO - "Alternative World Order". 😄!
Ressuscite velhas idéias anacrônicas, (ex: imperialismo/Mãe Rússia), e as rotule de "novo paradigma". A seguir, aposte suas fichas em novas retóricas, sempre embelezadas por um verniz espiritual cativante. Por fim, arranje meia dúzia de adolescentes incautos, criados a leite com pêra, como porta vozes das boas novas.
Pronto, já está justificado o velho, o medíocre e o desgastado.