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Atirador mata 13 crianças em escola no Rio

Iniciado por lucasbuzele em 07/04/2011 · 257 mensagens · página 6 de 6

priscila#251
Sim, é verdade: é possível encontrar interferências que contribuíram, sem dúvida nenhuma.
Mas me dá uma certa aflição ver que estão esperando encontrar uma "causa".

Uma CAUSA é uma determinante ÚNICA.

Mesmo um grupo do terrorismo islâmico não tem INTERESSE em mandar matar crianças numa escola pública num subúrbio carioca; pode cooptar, como coopta, psicopatas: mas não será para primariamente matar crianças no Brasil sem razão nenhuma.

Se interessa descobrir, mesmo assim, que existem células do terrorismo islâmico no Brasil, é claro que interessa. Se interessa demonstrar que o que essa gente faz tem, além dos pavorosos efeitos primários, ainda o terror de efeitos secundários - é igualmente claro que interessa.

Mas o terrorismo islâmico, por pior que ele seja, não é a "causa única" de coisas como esta.
Ele certamente é um fator convergente pelo mero fato de EXISTIR: independentemente do sujeito ser ou não membro de uma célula terrorista. O terrorismo islâmico fornece MODELOS e incentiva MÉTODOS: a intensidade com a qual este MODELO e estes MÉTODOS são percebidos pelo psicopata vão variar dependendo da proximidade da fonte que fornece ambas as coisas - mas querer medir isso, embora útil, é secundário: é medir QUANTIDADES.

MESMO que o sujeito não seja membro de nenhuma célula terrorista dessas, a EXISTÊNCIA dessas células JÁ CONSTITUI um estímulo e JÁ FORNECE um modelo - ou seja, já é o DADO QUALITATIVO.

Então não joguem todas as fichas neste número, porque não é só isso.
priscila#252
É EXATAMENTE por este motivo que o "irmãos" tem um significado nebuloso: mas, de qualquer modo, é importante - é SEMPRE importante, mesmo sem tragédia nenhuma acontecida - ir atrás de uma possível célula terrorista funcionando aqui.

Como é óbvio que NUNCA IRIAM, mas pode ser que agora eles vão devido à tragédia, longe de mim achar isso "indiferente": TEM QUE IR!!!!!

O PESO do terrorismo islâmico como fator já existe de QUALQUER JEITO, com ou sem a existência de uma célula terrorista local e independentemente do cara ser membro ou não dela: é evidente que esse peso pode ter uma "quantidade"variável num caso ou no outro, mas REPITO: a EXISTÊNCIA DO TERRORISMO FUNDAMENTALISTA ISLÂMICO JÁ É, EM SI, DADO QUALITATIVO. As outras coisas (o fato do psicopata ser "membro oficial"de uma célula terrorista) apenas intensificarão, de maneira quantitativa, esta interferência que já existe.

O fundamentalismo islâmico não pode tirar o cu desta seringa NEM MESMO se não existisse ou não existir nenhuma célula terrorista no Brasil ou, caso exista, esse sujeito nunca tenha passado perto dela.
geraldo_3#253
Intróito

Nós temos uma visão clara desta hora.

Sabemos que é de tumulto e de incerteza.
E de confusão de valores.
E de vitória do arrivismo.
E de graves ameaças para o homem.

Mas sabemos, também, que não é esta a primeira
hora de agonia e inquietude que a humanidade vive.


(...)

A arte é sempre a primeira que fala para anunciar
o que virá.
E a arte deste momento é um canto de alegria,
uma reiniciação na esperança,
uma promessa de esplendor.

Passou o profundo desconsolo romântico.
Passou o estéril ceticismo parnasiano.
Passou a angústia das incertezas simbolistas.

O artista canta agora a realidade total:
a do corpo e a do espírito,
a da natureza e a do sonho,
a do homem e a de Deus,

canta-a, porém, porque a percebe e compreende
em toda a sua múltipla beleza,
em sua profundidade e infinitude.

E por isto o seu canto
é feito de inteligência e de instinto
(porque também deve ser total)
e é feito de ritmos livres
elásticos e ágeis como músculos de atletas
velozes e altos como sutilíssimos pensamentos
e sobretudo palpitantes
do triunfo interior
que nasce das adivinhações maravilhosas...

O artista voltou a ter os olhos adolescentes
e encantou-se novamente com a Vida:

todos os homens o acompanharão!

Publicado no livro Definição do Modernismo Brasileiro (1932).
In: CACCESE, Neusa Pinsard. Festa: contribuição para o estudo do Modernismo. São Paulo: IEB, 1971. p.190-192
clvi#254
Sobre bullying, ou abuso moral e/ou fisico, não me encaixo no perfil do "bullyinado", mas durante minha vida escolar assisti a muitos episódios degradantes, onde aqueles mais frágeis e tímidos eram covardemente provocados moralmente, maltratados e tirados do sossego por pequenos grupos, cujo o comportamento nunca entendi. Percebia e assim entendo até hoje como uma maldade intrínseca, nata. Da mesma forma que nunca tive o ímpeto de matar passarinhos com estilingue, nunca tive o de provocar ou ofender os mais fracos, e isso sempre me fez pensar quando eu via algo assim, o que movia aqueles indivíduos ostensivamentes ofensivos. Oportunamente, sempre defendi e respeitei os colegas que vi sofrerem esse tipo de assédio, dando a eles o meu apoio moral que poderia ser simplesmente cumprimentá-los de forma respeitosa, demonstrando amizade, ou chamá-los para fazer parte de meu grupo de trabalho quando por ventura estivesse isolado. Também me lembro de casos de conhecidos, ou casos contados de jovens que simplismente culparam a sí próprios, e estirparam a própria vida. Não são poucos. Na verdade, até hoje me preocupo, com o que terá sido daqueles que vi sendo "bullyinados", incapazes de se defender por sua própria índole, e não sei de que forma reagiam psicologicamente, se foram capazes de superar ou sofrem com as lembranças. Não há razão em agredir pessoas de gratuítamente, nem em matar pardais ou pombas por diversão. Para mim o mistério, é entender aquela maldade intrínseca que citei acima.
geraldo_3#255
http://extra.globo.com/casos-de-policia/alem-de-arma…1593018.html

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Apenas 1% dos crimes são solucionados nefte paíf.

Entretanto, a polícia, se quiser, é eficiente na investigação. Infelizmente no Brasil é necessário um crime bárbaro de repercussões internacionais para eles apurarem decentemente.
geraldo_3#256
http://g1.globo.com/Tragedia-em-Realengo/noticia/201…-escola.html

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Mãe de uma das vítimas que processar escola (i.e, o Município do Rio).
geraldo_3#257

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