Para assuntos que digam respeito à aliança política, econômica e(ou) militar entre essas duas potências nucleares.
[Fixo] Aliança russo-chinesa
"09 de maio de 2011
A visita para consultas que o ministro de Relações Exteriores da China Yang Jiechi fará no final de semana a Moscou está prevista como parte da preparação para a visita que o presidente Hu Jintao fará à Rússia em junho. Mas essas consultas ganham imensa importância nas atuais circunstâncias, para a segurança internacional.
Os esforços que russos e chineses empreendem já há algum tempo para “coordenar” posições nas questões regionais e internacionais sobem de grau, em termos qualitativos, agora, em face da situação no Oriente Médio.
A agência oficial russa de notícias usou expressão pouco usual – “estreita cooperação” – para caracterizar o novo status dessa coordenação de políticas para a região. E essa coordenação pode implicar um grande desafio que o Ocidente terá de enfrentar, para fazer avançar sua agenda unilateralista no Oriente Médio.
Em tese, Hu visitará a Rússia para participar do grande evento-show previsto para São Petersburgo nos dias 16-18 de junho, e que o Kremlin vem coreografando atentamente como evento anual, de importância comparável à de um Fórum Econômico Internacional, um “Davos russo”. Vê-se muita excitação nos dois países, à espera de que a visita de Hu seja um ponto de virada na cooperação entre Rússia e China, no campo da energia.
A gigante russa Gazprom de energia espera estar bombeando 30 bilhões de metros cúbicos anuais de gás natural para a China em 2015, e as negociações sobre preço já estão em fase avançada. Os chineses garantem que as negociações, que estiveram paralisadas, estão de fato a ponto de serem concluídas e postas em acordo a ser firmado, quando Hu chegar à Rússia.
Verdade é que, quando a grande economia que mais cresce no mundo e o país maior exportador de energia chegam a algum acordo, a coisa é sempre muito mais ampla que simples questão de cooperação bilateral.
A visita para consultas que o ministro de Relações Exteriores da China Yang Jiechi fará no final de semana a Moscou está prevista como parte da preparação para a visita que o presidente Hu Jintao fará à Rússia em junho. Mas essas consultas ganham imensa importância nas atuais circunstâncias, para a segurança internacional.
Os esforços que russos e chineses empreendem já há algum tempo para “coordenar” posições nas questões regionais e internacionais sobem de grau, em termos qualitativos, agora, em face da situação no Oriente Médio.
A agência oficial russa de notícias usou expressão pouco usual – “estreita cooperação” – para caracterizar o novo status dessa coordenação de políticas para a região. E essa coordenação pode implicar um grande desafio que o Ocidente terá de enfrentar, para fazer avançar sua agenda unilateralista no Oriente Médio.
Em tese, Hu visitará a Rússia para participar do grande evento-show previsto para São Petersburgo nos dias 16-18 de junho, e que o Kremlin vem coreografando atentamente como evento anual, de importância comparável à de um Fórum Econômico Internacional, um “Davos russo”. Vê-se muita excitação nos dois países, à espera de que a visita de Hu seja um ponto de virada na cooperação entre Rússia e China, no campo da energia.
A gigante russa Gazprom de energia espera estar bombeando 30 bilhões de metros cúbicos anuais de gás natural para a China em 2015, e as negociações sobre preço já estão em fase avançada. Os chineses garantem que as negociações, que estiveram paralisadas, estão de fato a ponto de serem concluídas e postas em acordo a ser firmado, quando Hu chegar à Rússia.
Verdade é que, quando a grande economia que mais cresce no mundo e o país maior exportador de energia chegam a algum acordo, a coisa é sempre muito mais ampla que simples questão de cooperação bilateral.
Posições idênticas
O Oriente Médio e o Norte da África acabou por ser um dos temas centrais das conversações que Yang terá em Moscou com seu anfitrião Sergei Lavrov. Rússia e China decidiram trabalhar juntas sobre as questões criadas pelos levantes no Oriente Médio e Norte da África. Nas palavras de Lavrov: “Concordamos em coordenar nossas ações, usando as habilidades e competências de nossos dois países, para ajudar numa rápida estabilização e para prevenir que haja ali outras consequências negativas.”
Lavrov disse que Rússia e China têm “posições idênticas”, de que “cada nação deve poder determinar o próprio futuro, independentemente e sem interferência”. Pode-se presumir que os dois países tenham construído a posição comum de opor-se a qualquer movimento da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) que caracterize ocupação por terra, na Líbia.
Até aqui, a posição da Rússia havia sido de que Moscou não aceitaria que o Conselho de Segurança desse à OTAN qualquer tipo de mandato que autorizasse a ocupação por terra, sem “posição claramente expressa” de aprovação pela Liga Árabe e pela União Africana (da qual a Líbia é membro).
Evidentemente, há aqui um “déficit de confiança”, que se vai tornando cada dia mais insuperável, a menos que a OTAN decida por um cessar-fogo imediato na Líbia.
Dito de outro modo, mais claro: a Rússia já não confia que os EUA ou seus aliados da OTAN estejam sendo satisfatoriamente transparentes quanto às próprias intenções no que tenham a ver com a Líbia e o Oriente Médio.
O Oriente Médio e o Norte da África acabou por ser um dos temas centrais das conversações que Yang terá em Moscou com seu anfitrião Sergei Lavrov. Rússia e China decidiram trabalhar juntas sobre as questões criadas pelos levantes no Oriente Médio e Norte da África. Nas palavras de Lavrov: “Concordamos em coordenar nossas ações, usando as habilidades e competências de nossos dois países, para ajudar numa rápida estabilização e para prevenir que haja ali outras consequências negativas.”
Lavrov disse que Rússia e China têm “posições idênticas”, de que “cada nação deve poder determinar o próprio futuro, independentemente e sem interferência”. Pode-se presumir que os dois países tenham construído a posição comum de opor-se a qualquer movimento da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) que caracterize ocupação por terra, na Líbia.
Até aqui, a posição da Rússia havia sido de que Moscou não aceitaria que o Conselho de Segurança desse à OTAN qualquer tipo de mandato que autorizasse a ocupação por terra, sem “posição claramente expressa” de aprovação pela Liga Árabe e pela União Africana (da qual a Líbia é membro).
Evidentemente, há aqui um “déficit de confiança”, que se vai tornando cada dia mais insuperável, a menos que a OTAN decida por um cessar-fogo imediato na Líbia.
Dito de outro modo, mais claro: a Rússia já não confia que os EUA ou seus aliados da OTAN estejam sendo satisfatoriamente transparentes quanto às próprias intenções no que tenham a ver com a Líbia e o Oriente Médio.
Há alguns dias, Lavrov falou longamente sobre a Líbia em entrevista a um canal russo de televisão, Tsentr. Mostrou-se profundamente frustrado com a ‘fala dupla’ do Ocidente e os subterfúgios usados para interpretar unilateralmente a Resolução n. 1.973 da ONU, de modo a fazer o que desejava fazer.
Naquela entrevista, Lavrov revelou que há “relatos de que se prepara uma vasta operação na Líbia e que sugerem que os planos estejam sendo desenvolvidos na OTAN e na União Europeia”. E sugeriu bem claramente (e publicamente) que há suspeitas em Moscou de que os EUA conspiram para contornar a exigência de que o Conselho de Segurança autorize operações em terra na Líbia; que em vez de buscar obter a autorização legal, os EUA planejam aplicar uma ‘chave-de-braço’ na Secretaria Geral de Ban Ki-Moon, para que a SG apresente à aliança ocidental “um pedido” para que a OTAN dê cobertura à missão humanitária da ONU; os EUA, então, usariam esse pedido como folha de parreira para iniciar a ocupação por terra.
A divulgação da posição assumida por Rússia e China visa a impedir que a Secretaria Geral de Ban facilite subrepticiamente a operação em terra, da OTAN, na Líbia, que estaria sendo construída. Ban visitou Moscou recentemente, e relatórios russos sugerem que ele teria saído “com as orelhas cheias” de críticas ao modo como preside a ONU. Colunista moscovita sempre bem informado, escreveu, cheio de sarcasmo:
“Há vários modos de dizer politicamente a um hóspede, em nome próprio e em nome de parceiros internacionais: ‘Não estamos muito felizes com seu desempenho, estimado Mr. Ban.’ Em muitos casos, nem se precisa de palavras. É visível para todos que o secretário-geral tem uma queda pelo romantismo revolucionário das guerras civis e apóia, em geral, todos os combatentes da liberdade. Por isso, precisamente, vive de braços dados com os arquiliberais europeus e norte-americanos.
Naquela entrevista, Lavrov revelou que há “relatos de que se prepara uma vasta operação na Líbia e que sugerem que os planos estejam sendo desenvolvidos na OTAN e na União Europeia”. E sugeriu bem claramente (e publicamente) que há suspeitas em Moscou de que os EUA conspiram para contornar a exigência de que o Conselho de Segurança autorize operações em terra na Líbia; que em vez de buscar obter a autorização legal, os EUA planejam aplicar uma ‘chave-de-braço’ na Secretaria Geral de Ban Ki-Moon, para que a SG apresente à aliança ocidental “um pedido” para que a OTAN dê cobertura à missão humanitária da ONU; os EUA, então, usariam esse pedido como folha de parreira para iniciar a ocupação por terra.
A divulgação da posição assumida por Rússia e China visa a impedir que a Secretaria Geral de Ban facilite subrepticiamente a operação em terra, da OTAN, na Líbia, que estaria sendo construída. Ban visitou Moscou recentemente, e relatórios russos sugerem que ele teria saído “com as orelhas cheias” de críticas ao modo como preside a ONU. Colunista moscovita sempre bem informado, escreveu, cheio de sarcasmo:
“Há vários modos de dizer politicamente a um hóspede, em nome próprio e em nome de parceiros internacionais: ‘Não estamos muito felizes com seu desempenho, estimado Mr. Ban.’ Em muitos casos, nem se precisa de palavras. É visível para todos que o secretário-geral tem uma queda pelo romantismo revolucionário das guerras civis e apóia, em geral, todos os combatentes da liberdade. Por isso, precisamente, vive de braços dados com os arquiliberais europeus e norte-americanos.
Não se recomenda que o secretário-geral da ONU tome posições políticas extremistas, muito menos que se ponha ao lado da minoria dos estados-membros da ONU, como fez no caso da Líbia e da Costa do Marfim. Não foi eleito para isso. Não se trata de querer forçar Mr. Ban a mudar de posição ou de convicções, mas, apenas, de promover um pequeno ajuste no seu modo de ver as coisas, a favor de maior neutralidade.”
Moscou e Pequim parecem ver o chamado Grupo Líbia de Contato (22 países e seis organizações internacionais) com olhos altamente desconfiados. Referindo-se à decisão do Grupo, em reunião em Roma na 5ª-feira passada, para disponibilizar imediatamente um fundo temporário de US$250 milhões, como ajuda aos rebeldes líbios, Lavrov disse, em tom cáustico, que o grupo “ampliava seus esforços para assumir o papel principal na determinação da política de toda a comunidade internacional em relação à Líbia” e alertou que não deveria estar “tentando substituir o Conselho de Segurança da ONU. E que evitasse tomar posição a favor de um dos lados.”
Moscou e Pequim têm dado sinais bem claros de preocupação ante o risco de o Grupo de Contato estar aos poucos se convertendo em processo regional que estaria deslocando a ONU, no trabalho de modelar os levantes árabes na direção que mais interesse às estratégias ocidentais. Os estados do Conselho de Cooperação do Golfo (e da Liga Árabe) incluídos no Grupo de Contato permitem que o Ocidente apresente o Grupo de Contato como se fosse uma voz regional coletiva. (Ironicamente, a França convidou a Rússia a participar do Grupo de Contato.)
Moscou e Pequim parecem ver o chamado Grupo Líbia de Contato (22 países e seis organizações internacionais) com olhos altamente desconfiados. Referindo-se à decisão do Grupo, em reunião em Roma na 5ª-feira passada, para disponibilizar imediatamente um fundo temporário de US$250 milhões, como ajuda aos rebeldes líbios, Lavrov disse, em tom cáustico, que o grupo “ampliava seus esforços para assumir o papel principal na determinação da política de toda a comunidade internacional em relação à Líbia” e alertou que não deveria estar “tentando substituir o Conselho de Segurança da ONU. E que evitasse tomar posição a favor de um dos lados.”
Moscou e Pequim têm dado sinais bem claros de preocupação ante o risco de o Grupo de Contato estar aos poucos se convertendo em processo regional que estaria deslocando a ONU, no trabalho de modelar os levantes árabes na direção que mais interesse às estratégias ocidentais. Os estados do Conselho de Cooperação do Golfo (e da Liga Árabe) incluídos no Grupo de Contato permitem que o Ocidente apresente o Grupo de Contato como se fosse uma voz regional coletiva. (Ironicamente, a França convidou a Rússia a participar do Grupo de Contato.)
A ponta do iceberg
Na conferência de imprensa com Yang em Moscou, na 6ª-feira, Lavrov foi diretamente ao ponto: “O Grupo de Contato se auto-estabeleceu. E, agora, tenta puxar para si a responsabilidade sobre a política de toda a comunidade internacional em relação à Líbia. E não só isso. Também estamos ouvindo vozes que querem que o Grupo de Contato decida o que fazer em outros Estados da região.” O que preocupa a Rússia em termos imediatos é que o Grupo de Contato parece estar começando a deslocar-se em direção à Síria, para promover mudança de regime também lá.
Até aqui, a China tem sido muito diplomática na questão da Líbia e deixou com a Rússia a tarefa de pendurar o guizo no pescoço do gato ocidental; mas aos poucos, está começando a falar. Yang foi bastante direto na conferência de imprensa em Moscou, criticando a intervenção ocidental na Líbia. Há apenas três semanas, o People’s Daily [Diário do Povo] chinês comentou que a guerra na Líbia chegara a um impasse: o regime de Muammar Gaddafi mostrou-se capaz de resistir; e o Ocidente superestimou a oposição líbia. Diz o jornal:
“A guerra da Líbia converteu-se em ‘batata quente’ para o Ocidente. Primeiro, o Ocidente, em termos econômicos e estratégicos, não pode sustentar a guerra (…). A guerra é peso excessivo para os EUA e para os países europeus, que ainda não superaram completamente a crise econômica. Quanto mais tempo durar a guerra da Líbia, mais os países ocidentais ver-se-ão em desvantagem.
Em segundo lugar, o Ocidente enfrentará inúmeras dificuldades militares e legais (…). Se o Ocidente continuar a envolver-se, logo será visto como tendente a um dos lados (…). No campo das ações propriamente militares, os países ocidentais terão de despachar soldados para depor Gaddafi (…). A ONU absolutamente não tem autoridade para ordenar esse movimento, e parece estar começando a repetir os erros da Guerra do Iraque (…). Em resumo, a solução militar para o problema da Líbia está esgotada e a solução política já está na agenda.”
Na conferência de imprensa com Yang em Moscou, na 6ª-feira, Lavrov foi diretamente ao ponto: “O Grupo de Contato se auto-estabeleceu. E, agora, tenta puxar para si a responsabilidade sobre a política de toda a comunidade internacional em relação à Líbia. E não só isso. Também estamos ouvindo vozes que querem que o Grupo de Contato decida o que fazer em outros Estados da região.” O que preocupa a Rússia em termos imediatos é que o Grupo de Contato parece estar começando a deslocar-se em direção à Síria, para promover mudança de regime também lá.
Até aqui, a China tem sido muito diplomática na questão da Líbia e deixou com a Rússia a tarefa de pendurar o guizo no pescoço do gato ocidental; mas aos poucos, está começando a falar. Yang foi bastante direto na conferência de imprensa em Moscou, criticando a intervenção ocidental na Líbia. Há apenas três semanas, o People’s Daily [Diário do Povo] chinês comentou que a guerra na Líbia chegara a um impasse: o regime de Muammar Gaddafi mostrou-se capaz de resistir; e o Ocidente superestimou a oposição líbia. Diz o jornal:
“A guerra da Líbia converteu-se em ‘batata quente’ para o Ocidente. Primeiro, o Ocidente, em termos econômicos e estratégicos, não pode sustentar a guerra (…). A guerra é peso excessivo para os EUA e para os países europeus, que ainda não superaram completamente a crise econômica. Quanto mais tempo durar a guerra da Líbia, mais os países ocidentais ver-se-ão em desvantagem.
Em segundo lugar, o Ocidente enfrentará inúmeras dificuldades militares e legais (…). Se o Ocidente continuar a envolver-se, logo será visto como tendente a um dos lados (…). No campo das ações propriamente militares, os países ocidentais terão de despachar soldados para depor Gaddafi (…). A ONU absolutamente não tem autoridade para ordenar esse movimento, e parece estar começando a repetir os erros da Guerra do Iraque (…). Em resumo, a solução militar para o problema da Líbia está esgotada e a solução política já está na agenda.”
As conversações de Yang em Moscou significam que Pequim está sentindo que o Ocidente está decidido a segurar a ‘batata quente’ custe o que custar, deixá-la esfriar custe o que custar, para, no fim, devorá-la sem partilhar com ninguém. No mesmo andamento, uma recalibração da posição chinesa, que a aproxima muito da posição da Rússia (que já criticou muito mais abertamente a intervenção ocidental na Líbia) começa a deixar-se ver.
Moscou pode ter encorajado Pequim a ler o que se via escrito na parede. Mas o fator determinante da aproximação parece ser o incômodo crescente, entre chineses e russos, ante a evidência de que a intervenção ocidental na Líbia é só a ponta do iceberg – e que o que se prepara pode ser uma geoestratégia para perpetuar a dominação histórica do Oriente Médio pelo Ocidente, agora na era pós-Guerra Fria. E tecido aí, também, um precedente extremamente preocupante, de a OTAN pôr-se a agir militarmente sem mandato específico da ONU.
Lavrov e Yang participam depois, em Astana, de uma conferência dos ministros de Relações Exteriores da Organização de Cooperação de Xangai [ing. Shanghai Cooperation Organization (SCO)] que negociará a agenda para a próxima reunião de cúpula do corpo regional, que acontecerá na capital do Cazaquistão, dia 15 de junho. A grande questão é se o acordo Rússia-China, de “estreita cooperação” nas questões do Oriente Médio e Norte da África, será assumida como posição comum de toda a SCO. A probabilidade parece alta.
Moscou pode ter encorajado Pequim a ler o que se via escrito na parede. Mas o fator determinante da aproximação parece ser o incômodo crescente, entre chineses e russos, ante a evidência de que a intervenção ocidental na Líbia é só a ponta do iceberg – e que o que se prepara pode ser uma geoestratégia para perpetuar a dominação histórica do Oriente Médio pelo Ocidente, agora na era pós-Guerra Fria. E tecido aí, também, um precedente extremamente preocupante, de a OTAN pôr-se a agir militarmente sem mandato específico da ONU.
Lavrov e Yang participam depois, em Astana, de uma conferência dos ministros de Relações Exteriores da Organização de Cooperação de Xangai [ing. Shanghai Cooperation Organization (SCO)] que negociará a agenda para a próxima reunião de cúpula do corpo regional, que acontecerá na capital do Cazaquistão, dia 15 de junho. A grande questão é se o acordo Rússia-China, de “estreita cooperação” nas questões do Oriente Médio e Norte da África, será assumida como posição comum de toda a SCO. A probabilidade parece alta.
Excepcionalmente, copiei integralmente do blog do Azenha p/ que, assim, ninguém vá naquele antro chapa-branca de comunistas e petralhas. Não dêem page-views para esses canalhas.
http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/russia-e-chi…-unidos.html
http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/russia-e-chi…-unidos.html
"1o de fevereiro de 2006
Tenho dito e repetido, desde há alguns anos, que o socialismo como modelo econômico foi adiado sine die , que o movimento comunista internacional se diluiu ideologicamente de propósito para ampliar sua base de apoio e consagrar-se por inteiro ao objetivo imediato: a formação da aliança mundial anti-americana e anti-israelense. Não creio que seja uma coisa difícil de entender, nem problemática de averiguar. A idéia é simples e as fontes que a comprovam são muitas
(...)
Muita gente pensa que ainda está no tempo de Charles de Gaule, em que era viável ser conservador e anti-americano ao mesmo tempo. Naquela época, a Europa disputava com os EUA quem teria a honra de ser o protetor da civilização ocidental contra o avanço do comunismo. Os americanos achavam os europeus uns ladrões, os europeus desprezavam os americanos como bárbaros iletrados, e ambos os lados estavam de acordo num ponto: ceder à Rússia e à China, nunca. Mesmo os governos islâmicos eram uma garantia contra o comunismo. Você tinha três maneiras de ser anticomunista: era americanista, gaulista ou muçulmano.
Agora tudo mudou: a Rússia e a China não falam mais em “comunismo”. Deixaram isso para depois. Aliaram-se aos muçulmanos, ajudaram-nos a descristianizar, emascular e subjugar a Europa, e agora só têm um problema pela frente: destruir os EUA (e, de quebra, Israel). Enquanto não conseguirem isso, não voltarão a discutir “comunismo”. Para que haveriam de criar atrito com seus parceiros muçulmanos? Se o mundo será socialista, muçulmano ou socialista-muçulmano é assunto que só vai voltar à pauta quando americanos e judeus forem tirados do caminho.
Tenho dito e repetido, desde há alguns anos, que o socialismo como modelo econômico foi adiado sine die , que o movimento comunista internacional se diluiu ideologicamente de propósito para ampliar sua base de apoio e consagrar-se por inteiro ao objetivo imediato: a formação da aliança mundial anti-americana e anti-israelense. Não creio que seja uma coisa difícil de entender, nem problemática de averiguar. A idéia é simples e as fontes que a comprovam são muitas
(...)
Muita gente pensa que ainda está no tempo de Charles de Gaule, em que era viável ser conservador e anti-americano ao mesmo tempo. Naquela época, a Europa disputava com os EUA quem teria a honra de ser o protetor da civilização ocidental contra o avanço do comunismo. Os americanos achavam os europeus uns ladrões, os europeus desprezavam os americanos como bárbaros iletrados, e ambos os lados estavam de acordo num ponto: ceder à Rússia e à China, nunca. Mesmo os governos islâmicos eram uma garantia contra o comunismo. Você tinha três maneiras de ser anticomunista: era americanista, gaulista ou muçulmano.
Agora tudo mudou: a Rússia e a China não falam mais em “comunismo”. Deixaram isso para depois. Aliaram-se aos muçulmanos, ajudaram-nos a descristianizar, emascular e subjugar a Europa, e agora só têm um problema pela frente: destruir os EUA (e, de quebra, Israel). Enquanto não conseguirem isso, não voltarão a discutir “comunismo”. Para que haveriam de criar atrito com seus parceiros muçulmanos? Se o mundo será socialista, muçulmano ou socialista-muçulmano é assunto que só vai voltar à pauta quando americanos e judeus forem tirados do caminho.
Para isso, a complexa parafernália da doutrina marxista sofreu um enxugamento brutal, reduzindo-se a um só item, capaz de unificar sem discussões toda a esquerda mundial: o “anti-imperialismo”, quer dizer, anti-americanismo.
(...)"
http://www.olavodecarvalho.org/semana/060201dce.htm
(...)"
http://www.olavodecarvalho.org/semana/060201dce.htm
Por Olavo de Carvalho
"20 de dezembro de 2005
A divisão de forças no mundo nunca esteve tão nítida.
De um lado, os EUA, Israel, a Inglaterra, o Japão, Taiwan, os antigos satélites da URSS e, na América Latina, uns quantos países da América Central mais o Chile e a Colômbia. No mundo islâmico essa aliança tem um enclave no Iraque e outro no Kuwait.
Do outro lado, o aglomerado islâmico, a China, a Rússia, um punhado de ditaduras africanas e, na América Latina, todos os países governados pelos partidos do Foro de São Paulo, destacando-se Cuba e a Venezuela.
Não é impróprio chamar esses dois blocos de aliança americana e aliança anti-americana respectivamente.
Todas as nações da aliança americana têm economias de mercado em franca prosperidade, governos democráticos, eleições livres e uma intensa fiscalização do governo pela opinião pública.
Praticamente todas as nações do outro lado têm governos ditatoriais ou em vias de tornar-se ditatoriais, economias miseráveis fortemente estatizadas ou em acelerado processo de estatização (quando não de militarização) e, last not least , uma folha de realizações na área dos direitos humanos que, só na última década, não ficou abaixo dos três milhões de mortos e algumas centenas de milhares de prisioneiros políticos.
"20 de dezembro de 2005
A divisão de forças no mundo nunca esteve tão nítida.
De um lado, os EUA, Israel, a Inglaterra, o Japão, Taiwan, os antigos satélites da URSS e, na América Latina, uns quantos países da América Central mais o Chile e a Colômbia. No mundo islâmico essa aliança tem um enclave no Iraque e outro no Kuwait.
Do outro lado, o aglomerado islâmico, a China, a Rússia, um punhado de ditaduras africanas e, na América Latina, todos os países governados pelos partidos do Foro de São Paulo, destacando-se Cuba e a Venezuela.
Não é impróprio chamar esses dois blocos de aliança americana e aliança anti-americana respectivamente.
Todas as nações da aliança americana têm economias de mercado em franca prosperidade, governos democráticos, eleições livres e uma intensa fiscalização do governo pela opinião pública.
Praticamente todas as nações do outro lado têm governos ditatoriais ou em vias de tornar-se ditatoriais, economias miseráveis fortemente estatizadas ou em acelerado processo de estatização (quando não de militarização) e, last not least , uma folha de realizações na área dos direitos humanos que, só na última década, não ficou abaixo dos três milhões de mortos e algumas centenas de milhares de prisioneiros políticos.
(...)
Ideologicamente, as linhas de fronteira não coincidem com as divisões do espaço geopolítico, pois, dentro da própria aliança americana, para não falar da União Européia, a opinião dominante na mídia e nas instituições de cultura é maciçamente anti-americana. Dentro da área anti-americana, por sua vez, a opinião favorável aos EUA é minoritária, sem meios para se expressar e fortemente reprimida pelos governos ou por organizações militantes.
A composição ideológica do bloco anti-americano é heterogênea, a diversidade caótica das suas propostas contrastando singularmente com a unidade de ação estratégica que tem demonstrado. Ela abrange:
1. Comunistas e neocomunistas.
2. Radicais islâmicos.
3. Nacionalistas de direita do Terceiro Mundo fortemente impregnados de anti-americanismo.
4. Nazistas, neonazistas, fascistas e anti-semitas em geral.
5. Planejadores, financiadores, adeptos, militantes e serviçais do projeto de governo mundial já abraçado oficialmente pela ONU, subsidiado por fundações bilionárias como George Soros, Rockefeller e Ford e apoiado formal ou informalmente por toda a esquerda norte-americana, encravada especialmente no Partido Democrático mas com algumas extensões no Republicano.
Ideologicamente, as linhas de fronteira não coincidem com as divisões do espaço geopolítico, pois, dentro da própria aliança americana, para não falar da União Européia, a opinião dominante na mídia e nas instituições de cultura é maciçamente anti-americana. Dentro da área anti-americana, por sua vez, a opinião favorável aos EUA é minoritária, sem meios para se expressar e fortemente reprimida pelos governos ou por organizações militantes.
A composição ideológica do bloco anti-americano é heterogênea, a diversidade caótica das suas propostas contrastando singularmente com a unidade de ação estratégica que tem demonstrado. Ela abrange:
1. Comunistas e neocomunistas.
2. Radicais islâmicos.
3. Nacionalistas de direita do Terceiro Mundo fortemente impregnados de anti-americanismo.
4. Nazistas, neonazistas, fascistas e anti-semitas em geral.
5. Planejadores, financiadores, adeptos, militantes e serviçais do projeto de governo mundial já abraçado oficialmente pela ONU, subsidiado por fundações bilionárias como George Soros, Rockefeller e Ford e apoiado formal ou informalmente por toda a esquerda norte-americana, encravada especialmente no Partido Democrático mas com algumas extensões no Republicano.
Do outro lado encontram-se:
1. Conservadores empenhados explicitamente em defender os valores judaico-cristãos, a economia de mercado e as instituições democráticas de molde anglo-americano.
2. Nacionalistas americanos e os componentes da chamada “direita religiosa”.
3. Judeus sionistas.
4. Anticomunistas professos em geral, notadamente os foragidos de regimes comunistas ou egressos de movimentos de esquerda.
5. Liberais pragmáticos sem nenhum amor especial aos valores personificados pelas quatro últimas facções mas levados na prática a aliar-se com elas contra o intervencionismo estatal e o globalismo burocrático.
(...)"
http://www.olavodecarvalho.org/semana/051220dce.htm
1. Conservadores empenhados explicitamente em defender os valores judaico-cristãos, a economia de mercado e as instituições democráticas de molde anglo-americano.
2. Nacionalistas americanos e os componentes da chamada “direita religiosa”.
3. Judeus sionistas.
4. Anticomunistas professos em geral, notadamente os foragidos de regimes comunistas ou egressos de movimentos de esquerda.
5. Liberais pragmáticos sem nenhum amor especial aos valores personificados pelas quatro últimas facções mas levados na prática a aliar-se com elas contra o intervencionismo estatal e o globalismo burocrático.
(...)"
http://www.olavodecarvalho.org/semana/051220dce.htm
Por Olavo de Carvalho
"07 de fevereiro de 2011
(...)
O “nacional-bolchevismo” era apenas uma ideologia, mas Alexandre Duguin (um cérebro bem mais consistente que o de Limonov), acabou por superá-lo e absorvê-lo numa formidável síntese estratégica, o “eurasismo”, que hoje orienta a política internacional de Vladimir Putin e cuja primeira vitória substantiva foi a constituição do Pacto de Solidariedade de Shangai (a Organização de Cooperação de Shangai reúne Rússia, China, Cazaquistão, Quirziguistão, Tajiquistão e Uzbequistão - GRIFO MEU), destinado a ampliar-se até abranger, se possível, todas as forças anti-americanas do universo (especialmente a Irmandade Muçulmana), não somente em torno de uma vaga proposta ideológica, mas de planos de ação político-militares muito bem definidos.
Tanto Limonov quanto Duguin são filhos de oficiais da KGB, e o segundo é hoje o maître à penser do homem que mais nitidamente encarna a KGB no poder.
Seduzidos pela promessa de destruir o “mundo moderno”, muitos tradicionalistas de periferia – católicos, ortodoxos ou muçulmanos –, acabarão provavelmente se tornando os melhores idiotas úteis que a KGB já teve à sua disposição. A nenhuma dessas inteligências brilhantes ocorreu notar que o liberalismo de Karl Popper é uma coisa e a nação americana é outra completamente diversa; que a destruição ou marginalização desta última não trará a extinção da execrável “modernidade” e o advento do Reino de Deus na Terra, mas sim o triunfo dos globalistas ocidentais (Bilderbergers e tutti quanti), para os quais a neutralização do poder nacional americano é a urgência das urgências, e cujas relações com o esquema russo-chinês são bem mais amigáveis do que toda a retórica “eurasiana” dá a entender (o próprio apoio do governo Obama à rebelião egípcia é mais uma prova disso).
(...)"
http://www.olavodecarvalho.org/semana/110207dc.html
"07 de fevereiro de 2011
(...)
O “nacional-bolchevismo” era apenas uma ideologia, mas Alexandre Duguin (um cérebro bem mais consistente que o de Limonov), acabou por superá-lo e absorvê-lo numa formidável síntese estratégica, o “eurasismo”, que hoje orienta a política internacional de Vladimir Putin e cuja primeira vitória substantiva foi a constituição do Pacto de Solidariedade de Shangai (a Organização de Cooperação de Shangai reúne Rússia, China, Cazaquistão, Quirziguistão, Tajiquistão e Uzbequistão - GRIFO MEU), destinado a ampliar-se até abranger, se possível, todas as forças anti-americanas do universo (especialmente a Irmandade Muçulmana), não somente em torno de uma vaga proposta ideológica, mas de planos de ação político-militares muito bem definidos.
Tanto Limonov quanto Duguin são filhos de oficiais da KGB, e o segundo é hoje o maître à penser do homem que mais nitidamente encarna a KGB no poder.
Seduzidos pela promessa de destruir o “mundo moderno”, muitos tradicionalistas de periferia – católicos, ortodoxos ou muçulmanos –, acabarão provavelmente se tornando os melhores idiotas úteis que a KGB já teve à sua disposição. A nenhuma dessas inteligências brilhantes ocorreu notar que o liberalismo de Karl Popper é uma coisa e a nação americana é outra completamente diversa; que a destruição ou marginalização desta última não trará a extinção da execrável “modernidade” e o advento do Reino de Deus na Terra, mas sim o triunfo dos globalistas ocidentais (Bilderbergers e tutti quanti), para os quais a neutralização do poder nacional americano é a urgência das urgências, e cujas relações com o esquema russo-chinês são bem mais amigáveis do que toda a retórica “eurasiana” dá a entender (o próprio apoio do governo Obama à rebelião egípcia é mais uma prova disso).
(...)"
http://www.olavodecarvalho.org/semana/110207dc.html
"06 de setembro de 2008
O historiador escocês Niall Ferguson, advertiu que a aliança estratégica entre a China e a Rússia é uma ameaça maior para o Ocidente do que a crise de crédito (sub-primes).
Ferguson, um autor de best-seller , radialista e professor de história na Universidade de Harvard, disse que o desenvolvimento do novo Bloco de Poder Rússia-China foi criado para colocar os dois pesos-pesados da economia no caminho da confrontação com a maior parte do resto do mundo.
Falando em dar sentido ao futuro, numa conferência organizada pelo Institute of Chartered Accountants da Escócia (CIAD), em Gleneagles, Ferguson também alertou que a menos que o Irã suspenda seu programa de armas nucleares, uma guerra em grande escala no Oriente Médio é inevitável.
"Acredito que o primeiro-ministro russo Vladimir Putin está prestes a ter seu momento de Molotov-Ribbentrop", disse Ferguson, referindo-se ao mundo pacto pré-segunda guerra não-agressão entre a Alemanha nazista ea Rússia soviética. "Ele vai perceber que Moscou e Pequim podem ter uma parceria nova e significativa."
O historiador escocês Niall Ferguson, advertiu que a aliança estratégica entre a China e a Rússia é uma ameaça maior para o Ocidente do que a crise de crédito (sub-primes).
Ferguson, um autor de best-seller , radialista e professor de história na Universidade de Harvard, disse que o desenvolvimento do novo Bloco de Poder Rússia-China foi criado para colocar os dois pesos-pesados da economia no caminho da confrontação com a maior parte do resto do mundo.
Falando em dar sentido ao futuro, numa conferência organizada pelo Institute of Chartered Accountants da Escócia (CIAD), em Gleneagles, Ferguson também alertou que a menos que o Irã suspenda seu programa de armas nucleares, uma guerra em grande escala no Oriente Médio é inevitável.
"Acredito que o primeiro-ministro russo Vladimir Putin está prestes a ter seu momento de Molotov-Ribbentrop", disse Ferguson, referindo-se ao mundo pacto pré-segunda guerra não-agressão entre a Alemanha nazista ea Rússia soviética. "Ele vai perceber que Moscou e Pequim podem ter uma parceria nova e significativa."
Pacto de Solidariedade de Shangai
Ferguson também advertiu que o Ocidente teve de se sentar e tomar nota do Pacto de Solidariedade de Shangai. A SCO (sigla em inglês para Pacto de Solidariedade de Xangai) foi fundada oficialmente em 2001 como uma contrapartida para a OTAN e a União Europeia. Além de China e Rússia os seus membros são o Cazaquistão, Quirguistão, Tadjiquistão e Uzbequistão.
Ferguson disse que a SCO opera furtivamente "fora do radar" do Ocidente, e suas atividades devem ser cuidadosamente monitorizados.
(...)
"A medida em que a Rússia e a China pereceberem que têm mais interesses comuns, que podem incluir o Irã, mais poderosa a SCO vai tornar-se", disse Ferguson.
"O fortalecimento da SCO tem profundas implicações. Se os países que pertencem a essa organização decidirem que eles vão desafiar as regras da Organização Mundial do Comércio, em seguida, uma mudança fundamental ocorrerá na natureza de nossa ordem internacional, e isso teria implicações para todos nós. A verdadeira ameaça para a globalização de hoje não é a crise dos subprime. As ameaças reais são geopolíticas. "
Ferguson também advertiu que o Ocidente teve de se sentar e tomar nota do Pacto de Solidariedade de Shangai. A SCO (sigla em inglês para Pacto de Solidariedade de Xangai) foi fundada oficialmente em 2001 como uma contrapartida para a OTAN e a União Europeia. Além de China e Rússia os seus membros são o Cazaquistão, Quirguistão, Tadjiquistão e Uzbequistão.
Ferguson disse que a SCO opera furtivamente "fora do radar" do Ocidente, e suas atividades devem ser cuidadosamente monitorizados.
(...)
"A medida em que a Rússia e a China pereceberem que têm mais interesses comuns, que podem incluir o Irã, mais poderosa a SCO vai tornar-se", disse Ferguson.
"O fortalecimento da SCO tem profundas implicações. Se os países que pertencem a essa organização decidirem que eles vão desafiar as regras da Organização Mundial do Comércio, em seguida, uma mudança fundamental ocorrerá na natureza de nossa ordem internacional, e isso teria implicações para todos nós. A verdadeira ameaça para a globalização de hoje não é a crise dos subprime. As ameaças reais são geopolíticas. "
Ferguson acredita que o maior de todos os perigos é o ressurgimento tanto da Rússia - que ele diz que tem a intenção de recriar o império da URSS após o seu recente sucesso militar na Geórgia - e da China, que é "que faz uma jogada claramente calculada pela hegemonia asiática. As ambições chinesas vão muito além de ganhar mais medalhas de ouro que os Estados Unidos - como nos Jogos Olímpicos de Berlim de 1936, isso é apenas a fase um "
"Agenda da Rússia de ressuscitar a União Soviética não pára com a Geórgia", disse Ferguson, que também é um renomado historiador que tem sido comparado com o grande erudito AJP Taylor. "Eles vão agora passar para o maior prêmio da Ucrânia e, especificamente, para o enclave da Criméia. Essa é a próxima carta que Putin vai jogar. "
Ferguson também alertou para uma conflagração que virá do Oriente Médio, que segundo ele vai ser desencadeada por determinação do Irã de desenvolver armas nucleares. "Se o Irã continuar nessa linha", disse ele, "então uma guerra importante no Oriente Médio é uma certeza. Não há como acreditar que Israel vá permitir que isso aconteça e será impossível para o próximo presidente dos EUA (o eleito foi Obama - GRIFO MEU) ficar de braços cruzados. "
Ferguson acredita que a Rússia tem interesse em alimentar tal confronto, em detrimento do Ocidente. "
http://chinaview.wordpress.com/2008/09/08/new-russia…g-historian/
"Agenda da Rússia de ressuscitar a União Soviética não pára com a Geórgia", disse Ferguson, que também é um renomado historiador que tem sido comparado com o grande erudito AJP Taylor. "Eles vão agora passar para o maior prêmio da Ucrânia e, especificamente, para o enclave da Criméia. Essa é a próxima carta que Putin vai jogar. "
Ferguson também alertou para uma conflagração que virá do Oriente Médio, que segundo ele vai ser desencadeada por determinação do Irã de desenvolver armas nucleares. "Se o Irã continuar nessa linha", disse ele, "então uma guerra importante no Oriente Médio é uma certeza. Não há como acreditar que Israel vá permitir que isso aconteça e será impossível para o próximo presidente dos EUA (o eleito foi Obama - GRIFO MEU) ficar de braços cruzados. "
Ferguson acredita que a Rússia tem interesse em alimentar tal confronto, em detrimento do Ocidente. "
http://chinaview.wordpress.com/2008/09/08/new-russia…g-historian/
Artigo do doido citado pelo Olavo no último True Outspeak, Jean Parvulesco:
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Vladimir Putin e o Império Eurasiático do Fim:
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http://www.mecanopolis.org/?p=18075
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Vladimir Putin e o Império Eurasiático do Fim:
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http://www.mecanopolis.org/?p=18075
O que eu irei postar aqui aparentemente não se encaixa no tópico, que diz respeito apenas à aliança entre Russia e China.
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Mas, se você está falando do projeto eurasiático duguiniano, este não se resume apenas a estes dois países, mas sim a toda a Eurásia. Por isto, não deixem de conferir este site que defende o eixo Paris-Berlim-Moscou, colocado como de extrema importância por Parvulesco naquelas citações que o Olavo fez no programa desta quarta:
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http://www.paris-berlin-moscou.org/page_12.html
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Mas, se você está falando do projeto eurasiático duguiniano, este não se resume apenas a estes dois países, mas sim a toda a Eurásia. Por isto, não deixem de conferir este site que defende o eixo Paris-Berlim-Moscou, colocado como de extrema importância por Parvulesco naquelas citações que o Olavo fez no programa desta quarta:
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http://www.paris-berlin-moscou.org/page_12.html
A organização dessas correntes segue uma linha muito nítida - movimentos pré-existentes que CORVERGIRAM, num dado momento, e se aglutinaram devido a uma semelhança de objetivos.
A antiga proposta dos "clãs" que detinham o poder econômico, é bem conhecida: desde muito tempo que Rockefellers, Rothschilds e outras dinastias assemelhadas comandavam um movimento pelo domínio mundial: um movimento com agenda e com programa, ou seja - organizadinho.
O comunismo, que o Olavo insiste em que não é propriamente uma ideologia - e eu concordo, considerando-o uma "idéia de domínio", simplesmente - também nasceu internacionalista e organizado dentro deste objetivo de domínio; portanto, nada mais natural e lógico que duas correntes com um mesmo objetivo acabassem por se associar, um belo dia.
CONVÉM a esta associação a utilitarização de quaisquer outros movimentos "simpáticos" a ela, no sentido exato da palavra: movimentos que, por este ou por aquele motivo, queiram igualmente ser vistos como uma "salvação do planeta", ou "salvação da humanidade", ou qualquer tipo de "salvação" - ou seja, movimentos essencialmente revolucionários, mesmo que não obrigatoriamente "agressivos" no sentido material do termo.
Um new-agismo qualquer, que pretenda "alterar percepções", é obviamente utilíssimo, porque inerentemente imbecil e aparvalhante; tal tipo de movimento é sempre "pacífico" ao ponto da oligofrenia catatônica, e realmente LESA, mentalmente, seus seguidores, tornando-os incapazes de pensar. Um modelo civilizatório como o Islam também tem séculos de tradição dominatória, uma vez que é fundamentado na predestinação e na submissão, o que impede qualquer tipo de arbítrio; portanto também é utilíssimo.
Em suma, e para não ficar listando mais um monte de coisas: TUDO o que EXCLUA do homem sua vida individual que o liga ao Transcendente acaba, de uma forma ou de outra, sendo ÚTIL para qualquer tipo de organização ou movimento que pretenda o domínio sobre a humanidade.
A antiga proposta dos "clãs" que detinham o poder econômico, é bem conhecida: desde muito tempo que Rockefellers, Rothschilds e outras dinastias assemelhadas comandavam um movimento pelo domínio mundial: um movimento com agenda e com programa, ou seja - organizadinho.
O comunismo, que o Olavo insiste em que não é propriamente uma ideologia - e eu concordo, considerando-o uma "idéia de domínio", simplesmente - também nasceu internacionalista e organizado dentro deste objetivo de domínio; portanto, nada mais natural e lógico que duas correntes com um mesmo objetivo acabassem por se associar, um belo dia.
CONVÉM a esta associação a utilitarização de quaisquer outros movimentos "simpáticos" a ela, no sentido exato da palavra: movimentos que, por este ou por aquele motivo, queiram igualmente ser vistos como uma "salvação do planeta", ou "salvação da humanidade", ou qualquer tipo de "salvação" - ou seja, movimentos essencialmente revolucionários, mesmo que não obrigatoriamente "agressivos" no sentido material do termo.
Um new-agismo qualquer, que pretenda "alterar percepções", é obviamente utilíssimo, porque inerentemente imbecil e aparvalhante; tal tipo de movimento é sempre "pacífico" ao ponto da oligofrenia catatônica, e realmente LESA, mentalmente, seus seguidores, tornando-os incapazes de pensar. Um modelo civilizatório como o Islam também tem séculos de tradição dominatória, uma vez que é fundamentado na predestinação e na submissão, o que impede qualquer tipo de arbítrio; portanto também é utilíssimo.
Em suma, e para não ficar listando mais um monte de coisas: TUDO o que EXCLUA do homem sua vida individual que o liga ao Transcendente acaba, de uma forma ou de outra, sendo ÚTIL para qualquer tipo de organização ou movimento que pretenda o domínio sobre a humanidade.
O Judaísmo e o Cristianismo pregam que a comunicação com o Transcendente é individual, ÚNICA, pessoal e intransferível: durante séculos e séculos isto foi ensinado e valorizado, e resultou numa civilização. Num PARADIGMA CIVILIZATÓRIO que, DE CARA, se distingue do paradigma islâmico, cujo FUNDAMENTO é diferente.
É extremamente ÓBVIo que a convergência do Islam é muito mais para o lado de aceitar um modelo coletivista do que aceitar um modelo individualista. No offense meant, mas é ÓBVIO, caramba! Por isso o nazismo conseguiu cooptar forças islâmicas, e o comunismo também conseguiu a mesma coisa! É uma questão de fundamento, de princípio: a natureza do Islam permite este tipo de cooptação. Ele foi e é USADO pela via da cooptação para exatamente destruir a individualidade que é um pressuposto Judaico e Cristão, religiões que se fundam no livre arbítrio concedido por Deus aos homens.
Do que é que a NWO PRECISA? Precisa DESTRUIR, em primeiro lugar, o CONCEITO de "indivíduo" - para substituí-lo pelo de "coletivo". Só pode fazer tal coisa destruindo as duas religiões que justamente PREGAM este conceito incessantemente! E obviamente isto implica em destruir a CIVILIZAÇÃO que surgiu deste conceito, e através da qual ele é mantido!
Eu acho muito lógico que o comunismo se una, como proposta política: nunca consegui ver diferenças importantes entre o comunismo soviético e o comunismo chinês, uma vez que a essência de todos os comunismos é a mesma - o que me valeu, no tempo em que eu era comunista, inúmeras "críticas" de ser "revisionista" e outras bagaças: mas tanto é verdade que a essência é a mesma que meio século depois a Rússia e a China estão vivendo um "love affair"... Sob as bênçãos da NWO, a parceria composta entre as antigas dinastias internacionalistas e o dito cujo comunismo.
É extremamente ÓBVIo que a convergência do Islam é muito mais para o lado de aceitar um modelo coletivista do que aceitar um modelo individualista. No offense meant, mas é ÓBVIO, caramba! Por isso o nazismo conseguiu cooptar forças islâmicas, e o comunismo também conseguiu a mesma coisa! É uma questão de fundamento, de princípio: a natureza do Islam permite este tipo de cooptação. Ele foi e é USADO pela via da cooptação para exatamente destruir a individualidade que é um pressuposto Judaico e Cristão, religiões que se fundam no livre arbítrio concedido por Deus aos homens.
Do que é que a NWO PRECISA? Precisa DESTRUIR, em primeiro lugar, o CONCEITO de "indivíduo" - para substituí-lo pelo de "coletivo". Só pode fazer tal coisa destruindo as duas religiões que justamente PREGAM este conceito incessantemente! E obviamente isto implica em destruir a CIVILIZAÇÃO que surgiu deste conceito, e através da qual ele é mantido!
Eu acho muito lógico que o comunismo se una, como proposta política: nunca consegui ver diferenças importantes entre o comunismo soviético e o comunismo chinês, uma vez que a essência de todos os comunismos é a mesma - o que me valeu, no tempo em que eu era comunista, inúmeras "críticas" de ser "revisionista" e outras bagaças: mas tanto é verdade que a essência é a mesma que meio século depois a Rússia e a China estão vivendo um "love affair"... Sob as bênçãos da NWO, a parceria composta entre as antigas dinastias internacionalistas e o dito cujo comunismo.
Era praticamente INEVITÁVEL que o traço de união entre esses "modelos"um dia se manifestasse: e o traço de união é, na minha opinião pessoal, talvez a MAIOR contribuição do Olavo para a compreensão humana do fenômeno. Trata-se, é claro, da identificação e consequente definição da mentalidade revolucionária, a grande PERCEPÇÃO, a grande "sacada" olaviana.
Se se procurar qual é este traço de união - que afinal de contas FEZ CONVERGIR não apenas movimentos essencialmente iguais (o que seria compreensível), mas TAMBÉM movimentos que pelo menos superficialmente são diferentes e até opostos - SEM a ajuda da grande definição olaviana, a gente fica um tanto, digamos, "perdido".
Sem saber o que diabos fez com que esta convergência se formasse com tamanha facilidade, tamanha rapidez e tamanha FÚRIA.
Mas, ao se entender o que é a mentalidade revolucionária, ao vê-la como um fundamento, ao entendê-la como um princípio malévolo, tudo se ENCAIXA dentro de um esquema completo. Uma construção INTEGRADA, digamos: malevolamente integrada.
A essência do desafio, a pedra angular que sustenta a Nova Ordem e que quase ninguém VÊ.
A definição olaviana deve ser muito bem compreendida, a meu ver: nela está, repito, o resumo manifesto de um entendimento correto, que deve ser explicado ao máximo possível de pessoas.
Se se procurar qual é este traço de união - que afinal de contas FEZ CONVERGIR não apenas movimentos essencialmente iguais (o que seria compreensível), mas TAMBÉM movimentos que pelo menos superficialmente são diferentes e até opostos - SEM a ajuda da grande definição olaviana, a gente fica um tanto, digamos, "perdido".
Sem saber o que diabos fez com que esta convergência se formasse com tamanha facilidade, tamanha rapidez e tamanha FÚRIA.
Mas, ao se entender o que é a mentalidade revolucionária, ao vê-la como um fundamento, ao entendê-la como um princípio malévolo, tudo se ENCAIXA dentro de um esquema completo. Uma construção INTEGRADA, digamos: malevolamente integrada.
A essência do desafio, a pedra angular que sustenta a Nova Ordem e que quase ninguém VÊ.
A definição olaviana deve ser muito bem compreendida, a meu ver: nela está, repito, o resumo manifesto de um entendimento correto, que deve ser explicado ao máximo possível de pessoas.
Saulo,
Este é somente um artigo. O que o Olavo indicou foi um livro inteiro, reunindo vários artigos de Parvulesco. O nome do livro é Vladimir Poutine et l'Eurasie.
Este é somente um artigo. O que o Olavo indicou foi um livro inteiro, reunindo vários artigos de Parvulesco. O nome do livro é Vladimir Poutine et l'Eurasie.
"14/02/2011
SCO: Russia e China buscando vantagens
Por Stephen Blank, professor do Exército dos EUA War College:
(Nota do editor: as opiniões expressas neste artigo não representam de forma alguma a opinião do Exército dos EUA, Departamento de Defesa ou do Governo dos EUA)
Ultimamente, a imprensa estrangeira não tem prestado muita atenção à Organização de Cooperação de Xangai. Essa desatenção não é devido à inatividade por parte da Rússia.
Relatórios recentes sugerem que Moscou está disposta a reforçar as capacidades da SCO. Dada a crescente influência econômica e política da China na Ásia Central, no entanto, Moscou está descobrindo que seus desejos não se traduzem automaticamente em uma alteração da agenda do SCO. Assim, a meta de curto prazo de Moscou foi identificar as ameaças que ele compartilha com a China, e reforçar a cooperação conjunta para enfrentá-los. A esperança é que a cooperação conjunta irá evoluir para um SCO mais robusto.
Talvez, a maior ameaça que gera preocupação comum seja o tráfico de drogas. O homem-forte da russia no combate aos narcóticos é Viktor Ivanov, que tende a descrever a situação das drogas no país como "apocalíptica". Mas ele pode estar apenas exagerando a gravidade da situação quando se leva em consideração a crise demográfica da Rússia. Mais de 100.000 pessoas com idades entre 15-30 anos morrem anualmente por uso de narcóticos, e a infra-estrutura da Rússia na reabilitação é terrivelmente subdesenvolvida. O que Ivanov não menciona, porém, é que a corrupção generalizada na Rússia e nos serviços de segurança da Ásia Central está deixando "correrem soltas" o uso de drogas e dependência.
Autoridades e experts chineses também convegem nessa preocupação sobre o tráfico, mas eles parecem fazê-lo com um olho na geopolítica. Por exemplo, Wang Lijiu, pesquisador sênior do Instituto Chinês de Relações Internacionais Contemporâneas, disse, recentemente, que o "quanto mais cedo a SCO passar a ser a alternativa à OTAN na região, melhor.
SCO: Russia e China buscando vantagens
Por Stephen Blank, professor do Exército dos EUA War College:
(Nota do editor: as opiniões expressas neste artigo não representam de forma alguma a opinião do Exército dos EUA, Departamento de Defesa ou do Governo dos EUA)
Ultimamente, a imprensa estrangeira não tem prestado muita atenção à Organização de Cooperação de Xangai. Essa desatenção não é devido à inatividade por parte da Rússia.
Relatórios recentes sugerem que Moscou está disposta a reforçar as capacidades da SCO. Dada a crescente influência econômica e política da China na Ásia Central, no entanto, Moscou está descobrindo que seus desejos não se traduzem automaticamente em uma alteração da agenda do SCO. Assim, a meta de curto prazo de Moscou foi identificar as ameaças que ele compartilha com a China, e reforçar a cooperação conjunta para enfrentá-los. A esperança é que a cooperação conjunta irá evoluir para um SCO mais robusto.
Talvez, a maior ameaça que gera preocupação comum seja o tráfico de drogas. O homem-forte da russia no combate aos narcóticos é Viktor Ivanov, que tende a descrever a situação das drogas no país como "apocalíptica". Mas ele pode estar apenas exagerando a gravidade da situação quando se leva em consideração a crise demográfica da Rússia. Mais de 100.000 pessoas com idades entre 15-30 anos morrem anualmente por uso de narcóticos, e a infra-estrutura da Rússia na reabilitação é terrivelmente subdesenvolvida. O que Ivanov não menciona, porém, é que a corrupção generalizada na Rússia e nos serviços de segurança da Ásia Central está deixando "correrem soltas" o uso de drogas e dependência.
Autoridades e experts chineses também convegem nessa preocupação sobre o tráfico, mas eles parecem fazê-lo com um olho na geopolítica. Por exemplo, Wang Lijiu, pesquisador sênior do Instituto Chinês de Relações Internacionais Contemporâneas, disse, recentemente, que o "quanto mais cedo a SCO passar a ser a alternativa à OTAN na região, melhor.
Não será muito fácil a transferência dessas expressões de preocupação para a ação de fato. Os dois países abrigam diferentes objetivos estratégicos no SCO. Moscou quer usar a organização para aumentar sua própria influência, limitar a da China, e para minimizar, se não extirpar a presença americana na Ásia Central. Além disso, as autoridades russas também estão interessadas em ver o SCO desenvolver a sua capacidade defensiva como uma proteção contra uma falha dos EUA-OTAN no Afeganistão.
Para a China, entretanto, o SCO é visto em grande parte através da perspectiva econômica. A China, por exemplo, está pressionando para a criação de um Banco de Desenvolvimento do SCO, no qual está pronta para investir US $ 8 bilhões.
A Rússia também está de olho no papel econômico do SCO. Em novembro passado, o primeiro-ministro Vladimir Putin propôs um plano de 10 anos para o SCO voltado para o desenvolvimento do comércio e da cooperação económica entre os Estados membros. Com efeito, Putin está tentando expandir a recém-formada União Aduaneira da Eurásia para levar aos membros da SCO uma rede de transportes integrada, que facilitaria o comércio através dos corredores Leste-Oeste e Norte-Sul.
Em ambos os casos, a Rússia seria a principal beneficiária devido à sua localização geográfica. Assim, os planos da Rússia podem ser vistos como uma tentativa de deslocar o eixo da atividade económica do SCO para fora da China, através da Rússia.
Para a China, entretanto, o SCO é visto em grande parte através da perspectiva econômica. A China, por exemplo, está pressionando para a criação de um Banco de Desenvolvimento do SCO, no qual está pronta para investir US $ 8 bilhões.
A Rússia também está de olho no papel econômico do SCO. Em novembro passado, o primeiro-ministro Vladimir Putin propôs um plano de 10 anos para o SCO voltado para o desenvolvimento do comércio e da cooperação económica entre os Estados membros. Com efeito, Putin está tentando expandir a recém-formada União Aduaneira da Eurásia para levar aos membros da SCO uma rede de transportes integrada, que facilitaria o comércio através dos corredores Leste-Oeste e Norte-Sul.
Em ambos os casos, a Rússia seria a principal beneficiária devido à sua localização geográfica. Assim, os planos da Rússia podem ser vistos como uma tentativa de deslocar o eixo da atividade económica do SCO para fora da China, através da Rússia.
Para alcançar seus objetivos de ganhos, é razoável esperar que o Kremlin também dê algo em troca. No entanto, apesar de os analistas se concentrarem no esforço russo-chinês para conter o tráfico de entorpecentes, torna-se claro que as idéias de Moscou para expandir o alcance da SCO são auto-serviço. E é difícil ver como os outros membros se beneficiariam de forma equitativa de acordo com essa visão do Kremlin, no futuro do SCO. Isso dependerá em que medida Pequim irá cooperar com Moscou, a partir das iniciativas (e intenções) do Kremlin na Asia Central.
O único fator que poderia levar a uma mudança no pensamento da China e de outros membros do SCO é uma deterioração acentuada das condições de segurança no Afeganistão. O Tratado de Segurança Colectiva do SCO está despreparado para tratar até mesmo dos menores desafios estratégicos, e ficou provado que ele não passa de um tigre de papel, uma vez que nã foi capaz de resolver nem mesmo conflitos étnicos e tribais, em 2010.
Seos EUA e a OTAN retirarem-se do Afeganistão antes daquele país estar verdadeiramente estabilizado, ao invés de uma retirada à la Vietnam - "paz com honra" -, não haverá nenhuma organização capaz de enfrentar os desafios de segurança na Asia Central.
http://www.eurasianet.org/node/62893
O único fator que poderia levar a uma mudança no pensamento da China e de outros membros do SCO é uma deterioração acentuada das condições de segurança no Afeganistão. O Tratado de Segurança Colectiva do SCO está despreparado para tratar até mesmo dos menores desafios estratégicos, e ficou provado que ele não passa de um tigre de papel, uma vez que nã foi capaz de resolver nem mesmo conflitos étnicos e tribais, em 2010.
Seos EUA e a OTAN retirarem-se do Afeganistão antes daquele país estar verdadeiramente estabilizado, ao invés de uma retirada à la Vietnam - "paz com honra" -, não haverá nenhuma organização capaz de enfrentar os desafios de segurança na Asia Central.
http://www.eurasianet.org/node/62893
Achei isso. Se for verdade,é apocalíptico. Esqueçam quaisquer "profecias" e leiam este tal relatório que encontrei no site, http://espacojames.com.br/.
Isso procede??????? É verdade????? Não encontrei mais nada sobre o tema.
Deus nos ajude e nos guarde disso.
http://www.espacojames.com.br/?cat=85&id=7589
Isso procede??????? É verdade????? Não encontrei mais nada sobre o tema.
Deus nos ajude e nos guarde disso.
http://www.espacojames.com.br/?cat=85&id=7589
A divulgação de notícias sem a devida informação da fonte deveria constituir crime, cuja pena seria o enforcamento em praça pública, pois este delito enche o saco para caramba.
.
Por isso, fui pesquisar essa notícia aí de cima e, pelo que eu rastreei, ela saiu daqui:
.
http://www.whatdoesitmean.com/index1466.htm
.
E não considero a fonte confiável. A matéria apresenta vários links, que em nada confirmam a coisa principal noticiada. A única exceção é um site russo com um monte de rabisco em cirílico que eu não consigo entender.
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Por isso, fui pesquisar essa notícia aí de cima e, pelo que eu rastreei, ela saiu daqui:
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http://www.whatdoesitmean.com/index1466.htm
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E não considero a fonte confiável. A matéria apresenta vários links, que em nada confirmam a coisa principal noticiada. A única exceção é um site russo com um monte de rabisco em cirílico que eu não consigo entender.
"15 JUN 2001
A China, a Rússia, e mais quatro ex-repúblicas soviéticas, o Cazaquistão, o Quirguistão, o Tadjiquistão e o Uzbequistão assinaram em Xangai um pacto de segurança para a Ásia Central. O pacto visa defender a segurança regional e criar uma nova ordem política e internacional.
(...)
A aliança pretende criar uma «organização multilateral de cooperação para salvaguardar a paz e a estabilidade» na Ásia Central.
A nova «Organização de Cooperação de Xangai» (OCX ou SCO, em inglês) está aberta à adesão de mais países e pretende «defender a segurança regional» e «criar uma nova ordem política e económica internacional».
Os líderes destes seis países assinaram ainda um pacto que se destina a «coordenar o combate ao terrorismo, separatismo e extremismo». Anunciaram ainda a criação de um «centro anti-terrorista», em Bishkek, a capital do Quirguistão. A organização afirma-se também como sendo contra o extremismo islâmico na região.
(...)
Em 1996 que os presidentes da China, a Rússia Cazaquistão, o Quirguistão e o Tadjiquistão assinaram uma declaração a favor do «estabelecimento de confiança mútua e de desarmamento» ao longo da fronteira entre a Rússia e a China.
Desde então que têm realizado uma cimeira anual, à qual se juntou este ano o Uzbequistão, passando o grupo a denominar-se Organização de Cooperação de Xangai. Entretanto, fontes chinesas adiantaram que o Paquistão já pediu para aderir.
(...)
Estas ameaças afectam mais directamente uma província chinesa, o Xinjiang, de maioria muçulmana e muito rica em petróleo e gás natural. A maior etnia desta região, os uigures, têm efectuado vários ataques violentos contra a administração chinesa."
http://www.tsf.pt/PaginaInicial/Interior.aspx?content_id=786004&page=2
A China, a Rússia, e mais quatro ex-repúblicas soviéticas, o Cazaquistão, o Quirguistão, o Tadjiquistão e o Uzbequistão assinaram em Xangai um pacto de segurança para a Ásia Central. O pacto visa defender a segurança regional e criar uma nova ordem política e internacional.
(...)
A aliança pretende criar uma «organização multilateral de cooperação para salvaguardar a paz e a estabilidade» na Ásia Central.
A nova «Organização de Cooperação de Xangai» (OCX ou SCO, em inglês) está aberta à adesão de mais países e pretende «defender a segurança regional» e «criar uma nova ordem política e económica internacional».
Os líderes destes seis países assinaram ainda um pacto que se destina a «coordenar o combate ao terrorismo, separatismo e extremismo». Anunciaram ainda a criação de um «centro anti-terrorista», em Bishkek, a capital do Quirguistão. A organização afirma-se também como sendo contra o extremismo islâmico na região.
(...)
Em 1996 que os presidentes da China, a Rússia Cazaquistão, o Quirguistão e o Tadjiquistão assinaram uma declaração a favor do «estabelecimento de confiança mútua e de desarmamento» ao longo da fronteira entre a Rússia e a China.
Desde então que têm realizado uma cimeira anual, à qual se juntou este ano o Uzbequistão, passando o grupo a denominar-se Organização de Cooperação de Xangai. Entretanto, fontes chinesas adiantaram que o Paquistão já pediu para aderir.
(...)
Estas ameaças afectam mais directamente uma província chinesa, o Xinjiang, de maioria muçulmana e muito rica em petróleo e gás natural. A maior etnia desta região, os uigures, têm efectuado vários ataques violentos contra a administração chinesa."
http://www.tsf.pt/PaginaInicial/Interior.aspx?content_id=786004&page=2
O Kremlin JÁ DEU o "algo em troca": DEU o compartilhamento da rede montada pela KGB! A monumental rede de infiltração, jamais IGUALADA por nenhuma outra, com um poder maior do que o de qualquer outra.
Já DEU, e DEU na década de 80 do século passado. Não precisa dar mais NADA senão isso: este foi seu DOTE, continua SENDO - é o CACIFE do Kremlin, o seu poder de barganha, a sua MOEDA DE TROCA!
Já DEU, e DEU na década de 80 do século passado. Não precisa dar mais NADA senão isso: este foi seu DOTE, continua SENDO - é o CACIFE do Kremlin, o seu poder de barganha, a sua MOEDA DE TROCA!
Segundo a Wikipedia (está difícil encontrar material sobre este assunto, então vou de Wiki, ao menos por enquanto), tem havido uma série de exercícios militares conjuntos da SCO. A primeira delas foi realizada em 2003, com a primeira fase, a ter lugar no Cazaquistão, ea segunda na China. Desde então, a China ea Rússia uniram-se para uma guerra de grandes jogos em 2005 (chamada de "Missão de Paz 2005"), 2007 ("Missão de Paz 2007") e 2009, sob os auspícios da Organização de Cooperação de Xangai (SCO, em inglês)
No exercícios militares conjuntos em 2007), que teve lugar em Chelyabinsk, Rússia, perto dos Montes Urais, próximo da Ásia Central,contou com mais de 4000 soldados chineses. As forças aéreas e armas guiadas de precisão foram também foram utilizadas. O ministro da Defesa russo, Sergei Ivanov, disse que os exercícios seriam transparentes e abertos à comunicação social e ao público.
A "Missão de Paz 2010", realizada em setembro de 2009, no Cazaquistão área, contou com mais de 5.000 funcionários de China, Rússia, Cazaquistão, Quirguistão e Tajiquistão realizando planejamento conjunto e manobras operacionais.
No exercícios militares conjuntos em 2007), que teve lugar em Chelyabinsk, Rússia, perto dos Montes Urais, próximo da Ásia Central,contou com mais de 4000 soldados chineses. As forças aéreas e armas guiadas de precisão foram também foram utilizadas. O ministro da Defesa russo, Sergei Ivanov, disse que os exercícios seriam transparentes e abertos à comunicação social e ao público.
A "Missão de Paz 2010", realizada em setembro de 2009, no Cazaquistão área, contou com mais de 5.000 funcionários de China, Rússia, Cazaquistão, Quirguistão e Tajiquistão realizando planejamento conjunto e manobras operacionais.
Irã
O país atualmente tem status de observador na organização, e solicitou a adesão plena em 24 de março de 2008.
No entanto, por causa das sanções em andamento cobrado pelas Nações Unidas, é impedido de admissão como novo membro. A SCO afirma que nenhum país sob sanções da ONU não pode ser admitido.
Em outubro de 2009, o Irã ofereceu-se para reforçar o seu papel como fornecedor de energia e rota de trânsito para o SCO.
"Teerã está pronta para fornecer aos membros do SCO energia e acesso livre às águas", afirmou Mohammad-Reza Rahimi, uma importante autoridade iraniana.
Rahimi disse que o Irã iria se esforçar para elevar o nível de sua cooperação com a SCO, especialmente porque o mundo está enfrentando um esforço por parte dos Estados Unidos para ganhar o controle unilateral sobre as reservas de energia global.
Em resposta às declarações do vice-presidente iraniano, Nurgaliyev descreveu o importante papel da República Islâmica no fornecimento de energia e um corredor de trânsito para os membros das organizações.
Rahimi foi na capital chinesa para participar de uma cúpula da SCO, que reuniu os enviados da China, Rússia, Cazaquistão, Quirguistão, Tadjiquistão, Uzbequistão, Mongólia, Índia, Irã, Paquistão e Afeganistão no Grande Salão do Povo.
http://www.globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=15706
O país atualmente tem status de observador na organização, e solicitou a adesão plena em 24 de março de 2008.
No entanto, por causa das sanções em andamento cobrado pelas Nações Unidas, é impedido de admissão como novo membro. A SCO afirma que nenhum país sob sanções da ONU não pode ser admitido.
Em outubro de 2009, o Irã ofereceu-se para reforçar o seu papel como fornecedor de energia e rota de trânsito para o SCO.
"Teerã está pronta para fornecer aos membros do SCO energia e acesso livre às águas", afirmou Mohammad-Reza Rahimi, uma importante autoridade iraniana.
Rahimi disse que o Irã iria se esforçar para elevar o nível de sua cooperação com a SCO, especialmente porque o mundo está enfrentando um esforço por parte dos Estados Unidos para ganhar o controle unilateral sobre as reservas de energia global.
Em resposta às declarações do vice-presidente iraniano, Nurgaliyev descreveu o importante papel da República Islâmica no fornecimento de energia e um corredor de trânsito para os membros das organizações.
Rahimi foi na capital chinesa para participar de uma cúpula da SCO, que reuniu os enviados da China, Rússia, Cazaquistão, Quirguistão, Tadjiquistão, Uzbequistão, Mongólia, Índia, Irã, Paquistão e Afeganistão no Grande Salão do Povo.
http://www.globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=15706
Paquistão
Tem atualmente o status de observador na SCO. O ex-presidente paquistanês Pervez Musharraf defendeu a qualificação do país como membro permanente, durante uma cimeira conjunta com a China, em 2006.
Contudo, a rivalidade com a India (outro país observador) tem atrapalhado o desejo expresso das autoridades paquistanesas.
A China apóia integralmente o desejo do Paquistão de alcançar o status dos estados membros da SCO. Por sua vez, Musharraf foi formalmente convidado para a sexta cimeira da SCO terá lugar em Xangai, em junho.
O primeiro-ministro do Paquistão, Yousaf Raza Gillani, defende o ingresso do país no SCO.
Tem atualmente o status de observador na SCO. O ex-presidente paquistanês Pervez Musharraf defendeu a qualificação do país como membro permanente, durante uma cimeira conjunta com a China, em 2006.
Contudo, a rivalidade com a India (outro país observador) tem atrapalhado o desejo expresso das autoridades paquistanesas.
A China apóia integralmente o desejo do Paquistão de alcançar o status dos estados membros da SCO. Por sua vez, Musharraf foi formalmente convidado para a sexta cimeira da SCO terá lugar em Xangai, em junho.
O primeiro-ministro do Paquistão, Yousaf Raza Gillani, defende o ingresso do país no SCO.
Mongolia
Foi o primeiro país a obter o status de observador do SCO.
Afeganistão
Embora não seja um observador, é atualmente parte do Grupo de Contacto do SCO. O grupo de contacto foi estabelecido em novembro de 2005, e serve como um mecanismo para os estados membros da SCO, contribuirem para a reconstrução e a estabilidade no Afeganistão.
Sri Lanka e Bielorrússia
São parceiros de diálogo
http://en.wikipedia.org/wiki/Shanghai_Cooperation_Organisation
Foi o primeiro país a obter o status de observador do SCO.
Afeganistão
Embora não seja um observador, é atualmente parte do Grupo de Contacto do SCO. O grupo de contacto foi estabelecido em novembro de 2005, e serve como um mecanismo para os estados membros da SCO, contribuirem para a reconstrução e a estabilidade no Afeganistão.
Sri Lanka e Bielorrússia
São parceiros de diálogo
http://en.wikipedia.org/wiki/Shanghai_Cooperation_Organisation
Muito bom este seu esforço, Ayrton: é importantíssimo falar da SCO.
Do Ergenekon idem.
Do Ergenekon idem.
India
Após a conclusão dos "bem-sucedidos" jogos de guerra de 2007, as autoridades russas convidaram a Índia a unir-se, num futuro próximo, nesses exercícios. A intenção é reforçar militarmente o bloco.
A Índia tem atualmente o status de observador na SCO. A Rússia encorajou a Índia a aderir à organização como um membro permanente, porque a vê como um fundamental futuro parceiro estratégico.
Contudo, a Índia hesita em juntar-se ao SCO devido à sua longa rivalidade com o Paquistão, país que tem laços estreitos com China. Além disso, a India ainda guarda recentimentos da Guerra sino-indiana de 1962.
Após a conclusão dos "bem-sucedidos" jogos de guerra de 2007, as autoridades russas convidaram a Índia a unir-se, num futuro próximo, nesses exercícios. A intenção é reforçar militarmente o bloco.
A Índia tem atualmente o status de observador na SCO. A Rússia encorajou a Índia a aderir à organização como um membro permanente, porque a vê como um fundamental futuro parceiro estratégico.
Contudo, a Índia hesita em juntar-se ao SCO devido à sua longa rivalidade com o Paquistão, país que tem laços estreitos com China. Além disso, a India ainda guarda recentimentos da Guerra sino-indiana de 1962.
Obrigado a você também por ter valorizado este tópico com mais um bom comentário.
Estou meio sem tempo para fazer um coment também, por isso, por enquanto, apenas juntei algum material sobre este assunto que é praticamente desconhecido do leitor dos jornais brasileiros.
Smile (não sei postar carinha, hehe)
Estou meio sem tempo para fazer um coment também, por isso, por enquanto, apenas juntei algum material sobre este assunto que é praticamente desconhecido do leitor dos jornais brasileiros.
Smile (não sei postar carinha, hehe)
...explosivas:
2010
RUSSIA WARNS USA / ISRAEL / NATO AGAINST ATTACK ON IRAN !!! CONSEQUENCES
http://www.youtube.com/watch?v=RuVMO1u8sE4&feature=related
2010
RUSSIA WARNS USA / ISRAEL / NATO AGAINST ATTACK ON IRAN !!! CONSEQUENCES
http://www.youtube.com/watch?v=RuVMO1u8sE4&feature=related
Outro dia, um amigo me perguntou qual seria o futuro da Terra nos próximos 50 anos. Respondi que não tinha bola de cristal e que a história não pode ser predeterminada com precisão matemática, uma vez que incontáveis e imprevisíveis variantes podem entrar até mesmo na "equação' do melhor analista político do mundo, atrapalhando ou até anulando qualquer tipo de previsão.
Contudo, posso afirmar que, pelo andar da carruagem, a China tende a tornar-se a maior potência econômica mundial, e que o Pacto de Shangai (embrião de um futuro bloco Eurasiano) pode vir a equilibrar militarmente o jogo. A China, apoiada pela Russia, China, Irã, Paquistão, India, Afeganistão etc, pode passar a desempenhar o papel que hoje é dos EUA (apoiados pela OTAN) no cenário mundial.
Contudo, posso afirmar que, pelo andar da carruagem, a China tende a tornar-se a maior potência econômica mundial, e que o Pacto de Shangai (embrião de um futuro bloco Eurasiano) pode vir a equilibrar militarmente o jogo. A China, apoiada pela Russia, China, Irã, Paquistão, India, Afeganistão etc, pode passar a desempenhar o papel que hoje é dos EUA (apoiados pela OTAN) no cenário mundial.
Sendo assim, em que pé estaria a consolidação de um bloco tão heterogêneo como a aliança Eurasiana defendida por Putin e Duguin?
Como construir uma sólida aliança entre Russia e China (núcleo da aliança Eurasiana, oficializada com p Pacto de Xangai, ou SCO) tendo em conta as diferenças e interesses entre os dois países?
A resposta já foi dada pela diplomacia russa: dando o primeiro passo, encontrando inimigos comuns entre as duas grandes potências nucleares. Esses alvos iniciais selecionados pelos diplomatas russos foram (ver posts anteriores): combate ao narcotráfico, ao separatismo e ao terrorismo.
Agora, a ação militar comandada por Barak Obama, que ocasionou a morte de Osama Bin Laden, está sendo usada como um "catalisador" para acelerar a união político-econômico-militar do bloco Eurasiano.
Como construir uma sólida aliança entre Russia e China (núcleo da aliança Eurasiana, oficializada com p Pacto de Xangai, ou SCO) tendo em conta as diferenças e interesses entre os dois países?
A resposta já foi dada pela diplomacia russa: dando o primeiro passo, encontrando inimigos comuns entre as duas grandes potências nucleares. Esses alvos iniciais selecionados pelos diplomatas russos foram (ver posts anteriores): combate ao narcotráfico, ao separatismo e ao terrorismo.
Agora, a ação militar comandada por Barak Obama, que ocasionou a morte de Osama Bin Laden, está sendo usada como um "catalisador" para acelerar a união político-econômico-militar do bloco Eurasiano.
"16/05/2011
Morte de Bin Laden poderia desencadear nova onda de terror. Turma do Pacto de Shangai (SCO) está atenta
O ministro dos Negócios Estrangeiros da Organização de Cooperação de Xangai (SCO) reuniu-se sábado no Cazaquistão, para discutir as preocupações de segurança atuais e preparar uma próxima cimeira na capital do Cazaquistão, Astana.
O Ministro dos Negócios Estrangeiros do Cazaquistão, Yerzgan Kazykhanov, disse a seus homólogos da SCO que a morte de Osama bin Laden por forças especiais dos EUA foi um sucesso para Washington, mas pode resultar de uma "nova onda de terror" em toda a região SCO.
Cazaquistão detém actualmente a presidência rotativa do órgão intergovernamental de segurança, também conhecido como o Pacto de Xangai, que inclui quatro repúblicas da Ásia Central Cazaquistão, Quirguistão, Tadjiquistão e Uzbequistão, assim como a China e a Rússia.
"A recente eliminação do terrorista n º 1 Osama bin Laden não é de nenhuma maneira uma vitória sobre o terrorismo internacional", informou Kazykhanov à Reuters.
"O desejo de vingança da Al-Qaeda, do Taliban e de outras organizações terroristas e extremistas podem causar uma nova onda de terror que tentarão vingar a morte de seu líder."
"Em nossa opinião, a situação no Afeganistão vai manter a tensão alta na região, mantendo-se uma fonte de terrorismo, o extremismo e o tráfico ilícito de drogas e armas", disse Kazykhanov.
Morte de Bin Laden poderia desencadear nova onda de terror. Turma do Pacto de Shangai (SCO) está atenta
O ministro dos Negócios Estrangeiros da Organização de Cooperação de Xangai (SCO) reuniu-se sábado no Cazaquistão, para discutir as preocupações de segurança atuais e preparar uma próxima cimeira na capital do Cazaquistão, Astana.
O Ministro dos Negócios Estrangeiros do Cazaquistão, Yerzgan Kazykhanov, disse a seus homólogos da SCO que a morte de Osama bin Laden por forças especiais dos EUA foi um sucesso para Washington, mas pode resultar de uma "nova onda de terror" em toda a região SCO.
Cazaquistão detém actualmente a presidência rotativa do órgão intergovernamental de segurança, também conhecido como o Pacto de Xangai, que inclui quatro repúblicas da Ásia Central Cazaquistão, Quirguistão, Tadjiquistão e Uzbequistão, assim como a China e a Rússia.
"A recente eliminação do terrorista n º 1 Osama bin Laden não é de nenhuma maneira uma vitória sobre o terrorismo internacional", informou Kazykhanov à Reuters.
"O desejo de vingança da Al-Qaeda, do Taliban e de outras organizações terroristas e extremistas podem causar uma nova onda de terror que tentarão vingar a morte de seu líder."
"Em nossa opinião, a situação no Afeganistão vai manter a tensão alta na região, mantendo-se uma fonte de terrorismo, o extremismo e o tráfico ilícito de drogas e armas", disse Kazykhanov.
Os diplomatas da SCO também estão preparando a agenda para a cimeira de 15 de junho, que marca o 10 º aniversário do agrupamento.
A cimeira irá aprovar uma estratégia anti-drogas de 2011 a 2016, de acordo com o ministro do Exterior russo Sergei Lavrov.
O Afeganistão dilacerado pela guerra produz mais de 90 por cento da heroína consumida no mundo, que atravessa as fronteiras porosas da Central Ásia a caminho da Rússia e da Europa.
AFEGANISTÃO GANHA STAUS DE OBSERVADOS DA SCO
A cimeira terá igualmente em conta a promoção do Afeganistão para o status de observador, segundo Lavrov.
Irã, Índia, Paquistão e Mongólia mantém o status de observador na organização.
A SCO tem como objetivo construir a segurança e estabilidade, combater o terrorismo, extremismo, separatismo e tráfico de drogas, e para desenvolver laços energéticos e econômicos, junto com o aprofundamento do diálogo cultural e científico."
http://centralasianewswire.com/Regional/Australia-ch…aspx?id=4058
A cimeira irá aprovar uma estratégia anti-drogas de 2011 a 2016, de acordo com o ministro do Exterior russo Sergei Lavrov.
O Afeganistão dilacerado pela guerra produz mais de 90 por cento da heroína consumida no mundo, que atravessa as fronteiras porosas da Central Ásia a caminho da Rússia e da Europa.
AFEGANISTÃO GANHA STAUS DE OBSERVADOS DA SCO
A cimeira terá igualmente em conta a promoção do Afeganistão para o status de observador, segundo Lavrov.
Irã, Índia, Paquistão e Mongólia mantém o status de observador na organização.
A SCO tem como objetivo construir a segurança e estabilidade, combater o terrorismo, extremismo, separatismo e tráfico de drogas, e para desenvolver laços energéticos e econômicos, junto com o aprofundamento do diálogo cultural e científico."
http://centralasianewswire.com/Regional/Australia-ch…aspx?id=4058
Rússia e China desafiam OTAN-Estados Unidos
E os eua e a otan estão k gando para Rússia e China, países covardes e capachos, que tiveram a oportunidade de vetar o massacre que os terroristas ianques, francêses e inglêses vem fazendo na Líbia, porém nada fizeram e agora falam bobagens, sabendo que ninguém lhes dará a menor atenção.
O único desafio que eles fazem é mais ou menos esse: "Venham, queremos ver se vocês conseguem enfiar a pica, estamos de quatro, mas queremos ver se vocês tem coragem de enrabar! Se doer, protestaremos!". Isso e nada mais.
E a coalizão maldita vai desturindo o país, que era o mais desenvolvido e com melhor qualidade de vida da África, vai massacrando a população, a pretexto de "salvar civis desarmados", embora todos saibam que esses aí são, na verdade, terroristas fortissimamente armados pela cia, pelos francêses e pelos inglêses, enquando a china se omite e a Rússia vem com voz macia e uma florzinha, dizendo que protesta, mas sem querer ofender os assassinos, porque morre de medo dos ianques.
E os eua e a otan estão k gando para Rússia e China, países covardes e capachos, que tiveram a oportunidade de vetar o massacre que os terroristas ianques, francêses e inglêses vem fazendo na Líbia, porém nada fizeram e agora falam bobagens, sabendo que ninguém lhes dará a menor atenção.
O único desafio que eles fazem é mais ou menos esse: "Venham, queremos ver se vocês conseguem enfiar a pica, estamos de quatro, mas queremos ver se vocês tem coragem de enrabar! Se doer, protestaremos!". Isso e nada mais.
E a coalizão maldita vai desturindo o país, que era o mais desenvolvido e com melhor qualidade de vida da África, vai massacrando a população, a pretexto de "salvar civis desarmados", embora todos saibam que esses aí são, na verdade, terroristas fortissimamente armados pela cia, pelos francêses e pelos inglêses, enquando a china se omite e a Rússia vem com voz macia e uma florzinha, dizendo que protesta, mas sem querer ofender os assassinos, porque morre de medo dos ianques.
Anotado, Arthur.
"30/07/2001
Segundo o ex-assessor especial para assuntos de segurança nacional do presidente Ronald Reagan, Constantine Menges, o pacto de Xangai é a base de uma aliança geoestratégica militar Eurasiana.
O SCO pretende, de acordo com Menges, para varrer a influência dos EUA para fora do coração da Eurásia e, eventualmente, conter e isolar os Estados Unidos, assim como a aliança da OTAN acabou fazendo para a União Soviética e seus aliados do Pacto de Varsóvia.
Menges observou que as nações do Pacto de Xangai já tem uma população combinada de 1,5 bilhões e mão de obra militar convencional de 3,6 milhões de militares. Ele também observou que Irã, Mongólia e Turcomenistão já deixaram claro que querem aderir ao pacto, um desenvolvimento que iria adicionar mais 78 milhões de pessoas ao pacto e aumentar a sua combinado das forças militares para 4,2 milhões de soldados.
Ainda segundo o ex-assessor de Reagan, Putin constriui a aliança de maior alcance militar em 46 anos para combater o poder dos EUA, desde 1955 com o Pacto de Varsóvia. Mas, mesmo assim, Bush classificou Putin, ex-diretor do serviço de segurança interno russo e ex-espião da KGB, um homem digno de sua confiança.
Como Menges apontou em seu artigo no "Washington Post", o Pacto de Xangai foi modelado sobre o Pacto de Varsóvia, porém em uma escala muito maior.
Segundo o ex-assessor especial para assuntos de segurança nacional do presidente Ronald Reagan, Constantine Menges, o pacto de Xangai é a base de uma aliança geoestratégica militar Eurasiana.
O SCO pretende, de acordo com Menges, para varrer a influência dos EUA para fora do coração da Eurásia e, eventualmente, conter e isolar os Estados Unidos, assim como a aliança da OTAN acabou fazendo para a União Soviética e seus aliados do Pacto de Varsóvia.
Menges observou que as nações do Pacto de Xangai já tem uma população combinada de 1,5 bilhões e mão de obra militar convencional de 3,6 milhões de militares. Ele também observou que Irã, Mongólia e Turcomenistão já deixaram claro que querem aderir ao pacto, um desenvolvimento que iria adicionar mais 78 milhões de pessoas ao pacto e aumentar a sua combinado das forças militares para 4,2 milhões de soldados.
Ainda segundo o ex-assessor de Reagan, Putin constriui a aliança de maior alcance militar em 46 anos para combater o poder dos EUA, desde 1955 com o Pacto de Varsóvia. Mas, mesmo assim, Bush classificou Putin, ex-diretor do serviço de segurança interno russo e ex-espião da KGB, um homem digno de sua confiança.
Como Menges apontou em seu artigo no "Washington Post", o Pacto de Xangai foi modelado sobre o Pacto de Varsóvia, porém em uma escala muito maior.
O poderio militar real que a Rússia e a China trazem juntos no Pacto de Xangai é impressionante. O poder militar dos Estados Unidos está diminuindo a cada dia.
Assim, se algum aliado americano for ameaçado e a China ameaçar Taiwan, ao mesmo tempo, os EUA não tem como proteger ou socorrer ambos.
A fria realidade geopolítica - graças ao pacto de Xangai - é que, em pelo menos 11 dos 24 fusos horários do planeta, os Estados Unidos já foram dispensados.
A Coréia do Sul ficará isolada geopoliticamente, porque, além das ameaça chinesa, também não mantém boas relações com o Japão.
Por sofrer restrições da UE, a Turquia, para não ficar isolada será pressionada pela China a mandar embora os 37.000 soldados dos EUA.
Enquanto a maioria da mídia dos EUA minimizou a importância do Pacto de Xangai, não o fizemos. A parceria entre a Rússia e a China tem implicações globais. Isso significa que os interesses econômicos dos EUA e na Ásia Central, já podem ser avaliados como mortos. E, como observou Menges, a ameaça à liderança global dos EUA não termina aí. Na verdade, é apenas o começo."
http://archive.newsmax.com/archives/articles/2001/7/30/61806.shtml
Assim, se algum aliado americano for ameaçado e a China ameaçar Taiwan, ao mesmo tempo, os EUA não tem como proteger ou socorrer ambos.
A fria realidade geopolítica - graças ao pacto de Xangai - é que, em pelo menos 11 dos 24 fusos horários do planeta, os Estados Unidos já foram dispensados.
A Coréia do Sul ficará isolada geopoliticamente, porque, além das ameaça chinesa, também não mantém boas relações com o Japão.
Por sofrer restrições da UE, a Turquia, para não ficar isolada será pressionada pela China a mandar embora os 37.000 soldados dos EUA.
Enquanto a maioria da mídia dos EUA minimizou a importância do Pacto de Xangai, não o fizemos. A parceria entre a Rússia e a China tem implicações globais. Isso significa que os interesses econômicos dos EUA e na Ásia Central, já podem ser avaliados como mortos. E, como observou Menges, a ameaça à liderança global dos EUA não termina aí. Na verdade, é apenas o começo."
http://archive.newsmax.com/archives/articles/2001/7/30/61806.shtml



