"02/12/2011
É Pentágono/OTAN versus BRICS
(...)
Para a Rússia, qualquer intervenção ocidental na Síria é caso
resolvido de não-e-não-e-não absoluto. A única base naval russa em todo o
Mediterrâneo Ocidental está instalada no porto (sírio) de Tartus.
Não por acaso, a Rússia instalou seu sistema de mísseis de defesa
aérea S-300 - dos melhores do mundo, comparável ao Patriot, dos EUA - em
Tartus. E é iminente a atualização para sistema ainda mais sofisticado,
o S-400.
Mais importante: pelo menos 20% do complexo industrial militar russo
enfrentaria crise profunda, no caso de perder seus assíduos clientes
sírios.
Em resumo, seria suicídio, para a OTAN - para nem falar em Israel -
tentar atacar a Síria por mar. A inteligência russa trabalha hoje sobre a
hipótese de o ataque vir via Arábia Saudita. E vários outros países
também sabem, com riqueza de detalhes, dessa estratégia de "Líbia
remix", da OTAN.
(...)
O que temos aí é um terremoto geopolítico. A diplomacia russa coordenou,
com outros países BRICS, um murro tectônico na mesa: não admitiremos
qualquer tipo de nova intervenção dos EUA - seja "humanitária" ou a que
for - no Oriente Médio. Agora, é Pentágono/OTAN versus os BRICS.






