psicologia
No máximo são cursos intensivos de formadores de profissionais na auto-ajuda de botequim.
Ou destruidores efetivos da sanidade mental.
As aulas menos teóricas ( psi social, estágio básico, psi do trabalho) clamam por uma mudança, uma nova "proposta ética". A epígrafe de um texto que a prof. passou, resume muito bem o que tenho visto até agora no curso em geral:
" A psicologia, ou melhor, a única psicologia suportável é uma política(...)
Não existe psicologia, mas uma política do Eu."
Deleuze
Eu faço psicologia na UFRN (que quando eu entrei no curso, em 2008, foi considerado o terceiro melhor curso do país ¬¬" ).
Pelo que andei vendo a psicologia no Brasil é uma grande porcaria mesmo. Vejo que em universidades de outros países, como EUA, Canadá, Inglaterra, e outros da Europa, as coisas não são assim.
Aqui a somente uma doutrinação marxista cultural regada (para não dizer enxarcada) em muito sentimentalismo barato. A profundidade de discussão é da profundidade de um pires; os professores não abre a boca para dizer nada científico, apenas opiniões de uma visão de mundo totalmente distorcida a partir da ideologia que ele escolheu para seguir.
No fim, formam "profissionais" que estão pronto para divulgar e implantar o politicamente correto, onde "tudo é possível e permitido com a única ressalva que o indivíduo deve estar feliz!". Lembrando, é claro, que o psicólogo é "agente de transformação social" (sic) e que por isso deve enfiar toda essa merda na cabeça de todas as pessoas e para isso contamos com a representação social de que psicólogo serve para alguma coisa. Embora saiam todos pronto para rebater a "importância do psicólogo" em todos os lugares possíveis e imagináveis, a argumentação nunca é embasada, parte simplesmente do politicamente correto e de sentimentalismo barato - dizendo de forma clara e cômica: os cursos de psicologia forma quase telenovelistas, prontos a argumentar e convencer o povão de que aquilo que eles não querem que é bom.
Pelo que eu vejo a psicologia não é tomada por gays, mas sim, por pró-gays. E as pessoas que não querem fazer isso ou trancam ou não exercem a profissão depois que se formam.
É bem verdade que o nível, ao menos dos estudantes, tem melhorado muito nos últimos anos, pelo que pude preceber. Um dos poucos com quem consigo conversar sobre Skinner, por exemplo, é um amigo que estudou nos EUA.
Certa vez, fui fazer análise junguiana e, no final das contas, percebi que passava as sessões explicando as idéias dele para a minha jovem analista. Pulei fora, claro.
PS: Para quem se interessa pelo assunto, eu recomendo o livro "Teorias da Personalidade" (2002), de Duane P. Schultz e Sydney Ellen Schultz.
Fiquei curioso, porque voce coloca o Lacan como uma quase fraude?
Lacan poderia falar durante horas sem dizer algo minimamente compreensível para seus ouvintes, e atualmente é considerado por muitos - inclusive o Olavo - como charlatão. Como a psicanálise é vastamente utilizada pela esquerda para propagar suas ideias, a crítica em relação a psicanalistas como Lacan encontra pouquíssimo espaço na mídia.
http://www.olavodecarvalho.org/semana/01262002globo.htm
Freud : estudo crítico da psicanalise - Rudolf Allers
O culto de Jung : origens de um movimento carismático - Richard Noll
Indicações de bons trabalhos sobre psicologia:
Autopiedade neurotica e terapia antiqueixa - Gerald Van den Aardweg
Viktor Frankl
[url]/Main#Profile?uid=3497476489238963114[/url]:Cara, muitos dos termos que Freud utilizava, e que já eram de natureza ambígua, foram deturpados por Lacan e pela corja que veio depois. Não se esqueça que a psicanálise e os psicanalistas, em sua esmagadora maioria, se afilaram às esquerdas. Assim, posso te garantir que já li traduções e traduções de Freud, a maior parte quando cursava psicologia... mas anos após sair, encontrei na net alguns textos que, apesar de serem iguais, pareciam falar de OUTRO assunto.
Gostaria de saber se vale a pena comprar as obras de Freud pelas edições "Standard" (aquela de capa azul, pela Imago), ou se é imprescindível a leitura a partir das novas traduções, direto do alemão, que estão sendo editadas pela Companhia das Letras.
[url]/Main#Profile?uid=3497476489238963114[/url]:Cara, não sei. Lacan pode ter feito o trabalho com as mãos ou influenciado os psicanalistas/tradutores posteriores... De qualquer modo, irei pesquisar alguma tradução decente em português e te retorno.
Então essas edições foram organizadas por Lacan e associados? Não fazia ideia! Fiquei tentar a comprá-la porque as edições Standard eu encontro em preços muito baixos, o que ajuda demais quando já se tem uma lista de livros bem maior do que o dinheiro necessário para comprá-los.
Edições da obra d Freud organizadas por Lacan???
nãaaaaaooooooo!!!!!!!!!!!!
nem repita uma coisa dessas!!!
as edições da imago (a criticada tradução desenvolvimentista brasileira) de encadernação brochura e capa azul são as msmas standard q vinha com capa preta antes. Só q essas são mais acessíveis e sem a nova gramática atualizada, q eu saiba.
alguns termos realmente foram mal traduzidos, mas esses termos são mais do q batidos, como o clássico trieb: pulsão/instinkt/instinto. Essas trapalhadas já são surradas pra qm estuda psicanálise, de modo que não seria errado (pelo menos do caso de Freud), de inverter, de ler antes um comentador do q o próprio autor.
A editora nacional que mais tem me surpreendido em traduções é a L&PM. Algumas traduções são de tirar o chapéu, e eles lançam as obras de Freud com uma tradução diferente da imago (q traduz do ingles, do Ernest Jones)... essas da L&PM, se não estou enganada, são traduzidas DIRETO DO ALEMÃO. [imagem do Orkut]
Quanto ao velho Lacan, ele é outra vertente de releitura de Freud. Releitura q já havia iniciado na escola inglesa e pelas próprias dissidências alemãs. Lacan enqto teórico da psicanálise é fantástico. O seu "retorno a Freud" é sem dúvidas uma enxugagada no q os ingleses transformaram a teoria freudiana. Pra qm quiser ler, não leiam pensando no viés político, pois esse era confuso até para o próprio Lacan. Tentem separar as coisas e divergir depois, se for o caso. Os pós lacanianos é que foram extremamente influenciados pelo marxismo. Alguns espalharam merda por aí, outros, qdo não falam no "social", são pessoas em q se pode extrair mta coisa boa.
Como eu disse, não sei se foi Lacan ou o lacanismo (pos-lacan), mas um fato por mim ignorado e que o Heitor de Paola fez questão de ressaltar no link que postei acima foi que desde de a época da Escola de Frankfurt, já usavam a psicanálise como instrumento de tomada de poder, muitas vezes (e Heitor de Paola é enfático neste ponto) atribuindo um sentido inverso do que Freud aplicava a determinado termo ou sua função dentro da alma (psiqué) do indivíduo. Enfim, faz muito tempo que não estudo psicanálise, mas, via de regra, estou procurando, todos os livros mais importantes, em edições espanholas...
A Imaginação Simbólica - Gilbert Durand
O Livro Negro da Psicanalise. Viver e Pensar Melhor sem Freud - Catherine Meyer Org.
Existence - Rollo May and Ernest Angel [acho que a tradução vai como Psicologia Existencial]
Tornar-se Pessoa - Carl R. Rogers
Um Jeito de Ser - Carl R. Rogers
Teorias de La Motivacion – K. B. Madsen
The Unconscious: Invention or Discovery? A Historical Critical Inquiry - D. B. Klein
Psicologia Social – Jeffrey H. Goldstein
Psychoanalytic Schools from the Beginning to the Present - Dieter Wyss
Thomistic Psychology. A Philosophic Analysis of the Nature of Man - Robert Edward Brennan
La praxis de la psicología y sus niveles epistemológicos según Santo Tomás de Aquino - Martín F. Echavarría
Patosofía – Viktor von Weizsäcker
Atenção e Interpretação – W. R. Bion
Elementos de Psicanálise – W. R. Bion
Terapia do Esquema – Jeffrey E. Young
Remembering – F. C. Bartlett
The Discovery of the Unconscious – Henri F. Ellenberger
Corpo e Alma – Pedro Laín Entralgo
O Grito Primal – Arthur Janov
O Mínimo Eu – Christopher Lasch
há um vídeo mto legal do Lacan em seu seminário, em pleno MAIO DE 68!!! Onde ele estava? ensinando psicanálise. Aí chega um fdp de um jovem revolucionário esculaxando agressivamente os velhinhos presentes no recintto pois estes não eram os intelectuais militantes, mas uma espécie de burocratas. O jovem lesado e deslumbrado com a revolução questiona se a psicanálise era revolucionária. Lacan tentava contornar o bizarro fato dizendo q essa era uma grande questão, deixando o descontrolado sujeito mais bravo ainda. No final ela detona os papéis q estavam na mesa e joga água por tudo.
Na verdade, à grosso modo, a psicanálise freudo-lacaniana está mto mais pra progressista do que pra revolucionária.
A revolução implica em um trabalho de reconfigurar td ou quase td no sujeito, isso jamais foi proposta de Lacan. Isso tá mais pra FOUCAULT, DELEUZE/GUATTARI (esse q se revoltou contra a psicanálise e fundou sua teoria revolucionária). Lacan está mais apoiado em uma espécie de desobstrução, o q não significa absolutamente uma dicotomia entre inconformar ou conformar o sujeito, mas fazer q necessariamente ele se encontre na fenda q se coloca entre o sentido e a vicissitude da realidade.
encontrei com legendas em inglês [imagem do Orkut]
a típica intervenção revolucionária de presidente de DCE, cabeça aberta, mente evoluída, etc...
o camarada tocou o agito no meio da velharada
há a transcrição completa nos seminários publicados, onde Lacan dá uma surra com palavras no cidadão...
http://www.youtube.com/watch?v=iL6rkBSHS4A
