Fórum Olavo de CarvalhoArquivo da comunidade do Orkut · 2004–2013

Como estudar inglês no Brasil?

Iniciado por daniel_13 em 23/11/2011 · 70 mensagens · página 1 de 2

daniel_13#1
Olá pessoal tudo bem?

Criei esse tópico para pedir ajuda e porque acredito que muitos de vocês também têm essa mesma dúvida: Como estudar inglês no Brasil? Como conseguir pegar, por exemplo, um documentário como 'Why Beauty Matters' do Roger Scranton e entender de cabo a rabo. Como chegar a esse nível de proficiência nessa terra de imbecis?

Conheci a obra Olavo em Agosto de 2010. Nesse mesmo mês baixei todos os True Outspeaks no meu iTunes e comecei a ouvir no meu carro, no caótico trânsito de São Paulo. Esporadicamente, o professor dava dicas de como estudar inglês e como ele aprendeu. Uma dessas dicas que eu guardei é que você aprende traduzindo do inglês para o português, porque você precisa entender o real sentido por trás das palavras, na sua língua natal.

É claro que eu concordo com o mestre Olavo, porém os únicos métodos que vemos por aí são métodos de escolinha infantil, em que você paga 200 paus por mês para um 'teacher' te perguntar como foi seu final de semana na fazenda. E isso me dá no saco!

Eu sei que nessa comunidade deve ter gente que aprendeu sozinho. E eu quero aprender sozinho, sem ter que falar de vaca, porco e de fazenda com esses caras.

Quero ver um documentário e entender, quero ler um livro do G. K. Chesterton e entender o real sentido por trás das palavras, como o mestre falou. Esse é o meu objetivo.

Se alguém tiver algum caminho a me indicar e eu tenho certeza que existem várias pessoas nessa comunidade que sabem como fazer isso, agradeço imensamente.

Um abraço,

Daniel Constantino

Obs.: Não sou parente do Rodrigo Constantino
solideogloria#2
Se não me engano alguém uma vez postou um tópico com algum site ou material.
solideogloria#3
Tinha um CD aqui em casa em que o cara dizia: "S"... "Snake!"; "L"... "Lion!"

Os métodos utilizados aqui são inócuos até para crianças, como você bem disse.
leandro_4#4
Caro,

Creio que algumas dicas são sempre bem vindas e, enquanto aguardo outras, dou as minhas:

1) Existe um curso para computador chamado Rosetta Stone, um programa básico que trabalha com módulos. Os módulos são as línguas várias do planeta e seus níveis. O de inglês tem do nível 1 ao 3. Por que o acho proveitoso? Pois o curso de inglês é dado inteiramente em inglês, com as competências de leitura, escrita, audição, fala e compreenção, todas dadas quase ao mesmo tempo. Para alguém esforçado e disciplinado... vale a pena! E, como todos sabemos, existem uns sites por aí nos quais achamos essas ferramentas disponibilizadas de maneira, digamos, alternativa.

2) Esta dica é de experiência própria: ouça diariamente qualquer coisa em inglês sem outra referência qualquer: nada de legendas, traduções, etc. Basta passar uns 20 minutos ouvindo a língua estrangeira. Veja, quando ouvimos uma outra língua a ouvimos como se fosse um bloco completo de fala, portanto é necessário começar a ouvir para identificar os pedaços, indo das palavras inteiras aos fonemas e inflexões, isso só se pega ouvindo. Relaxe, não tente entender, seu cérebro faz o resto.

3) Pegue o máximo de poesias que conseguir e as... decore! Mas antes de fazer isso dê uma checada no YouTube, ou em similares, para ver se há algum vídeo da poesia declamada. Ouça, decore, declame. Lembre-se: o ritmo, a melodia, o significado... está tudo na poesia.

4) Há músicas do alfabeto cantado no YouTube, ou outros parecidos. Decore a musiquinha, aprenda os fonemas, na lingua inglesa os sons são muito importantes, pois é, por exccelência, uma língua sonora e muitas vezes onomatopéica.

5) É uma dica popular, mas funciona. Decore letras de músicas e as cante com o máximo rigor de pronúncia que conseguir.

Todas as dicas se baseiam num princípio: a matéria bruta de qualquer língua são os sons e suas articulações. Aprenda os sons, os reconheça, identificando essas partículas menores, qualquer coisa pode ser compreendida.

Boa sorte nos estudos!
daniel_13#5
Caro Leandro Diniz muito obrigado!

Vou guardar suas valiosas dicas comigo. Tenho certeza que irão me ajudar muito!

E esse parágrafo, para mim, vale ouro:

"Todas as dicas se baseiam num princípio: a matéria bruta de qualquer
língua são os sons e suas articulações. Aprenda os sons, os reconheça,
identificando essas partículas menores, qualquer coisa pode ser
compreendida."


Novamente, muito obrigado!

Se outras pessoas puderem nos ajudar, agradeço.
daniel_13#6
Soli Deo Gloria Meister,

Vou procurar esse tópico e se eu encontrar eu posto aqui.

Muito Obrigado!
rafael_21#7
Se você já lê em inglês, pega os podcasts do William Lane Craig e fica ouvindo.
rafael_21#8
daniel_13#9
Caro Rafael,

Sim eu leio em inglês e eu não conhecia esse podcast. Pelo títulos parece que ele é excelente!

Muito obrigado pela dica!

Um Abraço
jnatas#10
Daniel,

Para o bem ou para o mal, eu aprendi inglês com esse método de
"escolinha". Não sei qual o seu nível de proficiência, mas uma dica é o
curso da professora Margarita Noyes fortemente indicado pelo professor
Olavo. Eu faço o curso e é excelente, principalmente por envolver muita
literatura. Para quem está começando ou revisando o inglês, uma boa dica
é tentar dominar a estrutura gramátical da lingua, que se comparada com
o português é bem mais simples. Um livro recomendado é o "An
Intermediate English Practice Book" do S. Pit Corder. Ele apresenta uma
pequena explicação ou revisão e é repleto de exercícios.  Pode ser
encontrado na Estante Virtual. Outro livro muito bom, e ao meu ver
indispensável, é o: English Phrasal Verbs In Use - Oxford. Esse trata de
phasal verbs. Seu domínio é o que garantiria uma certa fluência.
Certa...Se você não tem um conhecimento mais amplo da gramática,
acompanhar esses dois lvros com um do Ensino Médio pode ajudar muito.
Esses dois livros eu tenho tanto na versão física quanto em pdf. Se
quiser é só pedir.

Outra dica é você pegar um texto do inglês e realmente traduzir para o português e em seguida fazer a volta.

Na minha experiência de "escolinha", um dos principais fatores a
retardar o progresso dos alunos é a falta de firmeza e constância nos
estudos. Tentar reservar um tempo diário ou periódico para essa tarefa é
fundamental. Outro aspecto, e esse sim de total relevância, é você ter
consciência do que você quer com o idioma. Estudar só por necessidade
profissional é a pior coisa nesse caso. O professor fala que nós devemos amar a língua.

Voltando ao método infantil das escolas de idioma: você tem muita razão
ao criticá-lo. Uma pessoa sozinha pode perfeitamente domar a gramática e
a escrita. Agora quando se refere à fala, eu já não sei como ela
poderia fazer isso. Uma dica seria ouvindo áudio e etc. Outro ponto é
que, como nota-se no seu texto, você não está estudando para ser um mero
turista, porém ter noção das conversas cotidianas e de como conversa a
média da população no dia a dia também é muito importante.
ronaldo_4#11
Acho que aprender um outro idioma é um dom. Eu trabalhei com um rapaz na IBM que falava inglês fluentemente e me disse que aprendeu fazendo curso na cellep, conheci um outro que fez mais de 5 anos de FISK. Na minha opinião, aprender da maneira que o autor do tópico quer, a melhor maneira é ir viver um tempo no pais do qual se deseja aprender o idioma. Eu fiz curso de espanhol me deu uma base, mas só aprendi mesmo quando morei na Colômbia. Agora, eu passei 45 dias nos EUA, entrei numa escolinha em New York, passava 6 horas por dia lá. Havia alunos do Japão, China, Koreia, Paquistão, Turquia, França, Italia, Russia, dos paises da america do sul e central e claro, brasileiros ... Neste caso, uma dica é fugir dos brasileiros e no meu caso dos que falam espanhol também, não da pra evitar 100%. Eu não aprendi falar neste 1 mês de curso, mas por ter contato com pessoas de tantos países e ter professor americano fez toda diferença, melhorou muito meu ouvido, isso é surpreendente, se passasse 6 meses lá, certamente conseguiria entender um documentário do Roger Scranton de cabo a rabo. Esse tipo de experiência não dá pra se ter aqui no Brasil.
athena#12
Eu aprendi inglês no IBEU e foi muito bom lá. Realmente, tem um pouco disso de "escolinha", mas mais nos níveis iniciais. Como você já parece saber algo do idioma, se se matricular em qquer escola não deve mais passar por isso.
jnatas#13
*Poxa, minhas postagens ultimamente parecem versos...
priscila#14
Amigo, gostaria de lhe apresentar a dura verdade: PARE de gastar dinheiro em porcaria e entre para a Cultura Inglesa.

Em três anos você estará falando, escrevendo e lendo em inglês. DECENTEMENTE.

Talvez seja a única coisa de bom que a Coroa Britânica deu ao mundo: mas eis aí uma verdade.

O RESTO não vai te levar aonde você pretende chegar. Desista da academia, esqueça o chope, não compre aquela roupinha imbecil e vá atrás daquilo que você DE FATO considera importante.

Sem mais, meu caro. Eu atualmente perco o MÍNIMO de tempo possível.
andr_15#15
Olha, a dica que eu dou, que me levou a dominar razoavelmente o inglês, em termos puramente autodidatas é:

Pegue aqueles filmes/seriados favoritos, assista-os no áudio original com legenda em português, depois com legenda em inglês, depois vive-versa.

Pegue clássicos no original e numa boa tradução, dependendo do seu nível, comece com os infantis.

Músicas etc, etc.

Depois, se já tiver num nível legal, passe para o lado mais difícil da coisa, tipo entender perfeitamente o documentário do Roger Scruton. Pegue os assuntos que mais te agradam e procure palestras etc, na Youtube, na internet e você vai aprender tanto a língua quanto o assunto da palestra e meio que "sem perceber".

Claro que dica boa mesmo é a da Priscila, essas dicas são macetes pessoais, funcionaram pra mim, não necessariamente funcionarão para você.

Falando nisso, Priscila, 3 anos dura o curso do Cultura? Estou interessado em fazer ano que vem.
priscila#16
NINGUÉM domina uma lingua sem entender a sua SINTAXE: a sintaxe, mais do que qualquer outra coisa, É a língua.

"Atalhos" criam papagaios repetidores, NÃO conhecedores da língua - seja ela qual for.

Vocabulário é algo SUBALTERNO, INFERIOR à sintaxe: é só comprar um dicionário e pronto. Mas a sintaxe é ESSENCIAL, portanto nem tente shortcuts patéticos.

O conselho é absolutamente HONESTO.
priscila#17
Não, o curso da Cultura Inglesa dura muito mais tempo do que isso: eu apenas mencionei o tempo mínimo para que alguém ENTENDA o que É a língua inglesa.

Eu nunca estudei na Cultura Inglesa, a não ser cursos extra-curriculares de tradução simultânea para o português e literatura inglesa; o inglês foi a primeira língua que eu falei e aprendi, e portanto minha situação é outra. Eu precisei aprender foi o PORTUGUÊS. Mas meus filhos estudaram na C.I.: e por isso eu SEI que ali se aprende, de fato, a língua inglesa.

Esse negócio de "imitar sons" NÃO É "saber a língua", lamento muito.
jnatas#18
Ah, não são "shortcuts patéticos". Eu também fiz a Cultura Inglesa e  a
coisa que mais admirei foram as etapas para se aprender a estrutura
gramatical: os pontos a serem estudados, os exercícios, tudo prontinho. A
principal dificuldade para quem estuda sozinho é não ter essas etapas a
seguir. No meu caso, de indispensável na CI foi a parte de conversação ,
ou seja, depois de dominar a base material da lingua, foi saber os SONS
sim.

A CI é uma escola recomendadissíma, mas dizer que é o único ou mais
rápido meio de se aprender é no mínmo exagerado. Para não dizer que é
tolice.
daniel_13#19
Olá Priscila tudo bem?

Como você mencionou acima, o inglês é sua língua nativa, portanto você deve saber o caminho do que tenho pra te perguntar.

Na sua opinião, qual é a MELHOR forma de aprender a Sintaxe do Inglês?

Sou programador de software, e geralmente quem é novo, nos perguntam
qual é o caminho mais fácil pra aprender a programar. E eu sempre
respondo: BCH! - que quer dizer, bunda, cadeira, hora.

Traçando um paralelo, um programa de computador é feito em uma linguagem
que também têm uma sintaxe, porém é uma linguagem estruturada. Os
idiomas como o inglês e o português são linguagens não estruturadas.

Eu acredito que o 'BCH' é o melhor método pra aprender a sintaxe de uma
linguagem de programação, de uma linguagem estruturada. Seria também o
melhor método para aprender a sintaxe do Inglês, uma linguagem não
estruturada?

Muito Obrigado a todos pelas respostas.
rafael_2#20
Endosso o que a Priscila disse. Cultura Inglesa na veia. Fiz o curso todo, do primeiro ao último ciclo, e posso dizer que domino bem o idioma. A Cultura Inglesa se propõe a ensinar o aluno a falar inglês, e é exatamente o que acontece. Muitos cursos por aí não passam de "repetition", onde o aluno vira um papagaio repetidor de frases, talvez um pouco mais do que isto, mas não ensina de fato o que o aluno deve aprender.

O mais curioso é que até hoje escuto gente criticando a Cultura Inglesa, dizendo que ali "eles dão ênfase demais à gramática", como se isto fosse um "defeito" do curso. Ora, se você não domina gramática, você simplesmente não conhece o idioma. Você não se expressa nem entende nada. Gramática é tudo, e apontar isto como se fosse um ponto negativo na Cultura Inglesa é uma destas burrices da vida brasileira.

Para quem está começando, recomendo fortemente o livro English Grammar in Use, Cambridge Univesity Press, obra altamente didática.

No mais, o Youtube tem várias aulas de inglês básico, e para aprender pronúncia é simplesmente perfeito.
paulo_16#21
Eu acredito que o 'BCH' é o melhor método para aprender^^
rafael_2#22
Para quem não tem dinheiro, a Cultura Inglesa tem programa de bolsa de estudos, me parece que de 50%. Evidentemente nem todos conseguem, mas vale a pena tentar.
rafael_2#23
Entre em contato com o curso e explique sua situação. Muita gente consegue a bolsa, não deixe de tentar.

http://www.culturainglesa.net/wps/portal/inicio
lordjmkeynes#24
Cultura Inglesa intensivo dá uns 7 mil por mês, durante um ano. Vale a pena juntar o começo e parcelar o resto, acredite.
orkut_28#25
e ae...!

Cavalheiro, dar-lhe-ei alguma motivação no intuito de edificá-lo e tornar seu caminho menos árduo! Apesar de não falar inglês fluentemente, minha experiência pode te ajudar, então, senta aí.

Acho que a maior dificuldade de quem estuda sozinho é saber a razoabilidade da própria pronúncia e escrita - até porque se você não souber seu nível de compreensão e leitura ninguém mais vai saber.

Má notícia: como você não tem ninguém para corrigir seus erros é um pouco mais complicado de saber se o que disse ou escreveu faz sentido.

Má notícia²: pode ser difícil achar alguém disposto a te ajudar sem ganhar nada em troca (mas para isso existe Livemocha, Busuu e comunidades orkutianas de interessados em inglês), então você vai ter que fazer amigos (o que é sempre terrível e uma tarefa hercúlea).

Boa notícia: ninguém precisa ser um Henry James para pedir para ir ao banheiro - o que não significa, é claro, que saber contar até dez te permitirá ler Henry James. Não é necessário um grande vocabulário ou domínio da gramática para ser turista e bater papo - a menos que você queira obter um ph.D. (depende de seus objetivos). Pensa na quantidade de pessoas que você conhece e que se preocupa em falar ou escrever bonito, mas, mesmo assim, por algum desígnio misterioso, elas conseguem fazer suas atividades cotidianas sem maiores problemas. Hesitar, procurar palavras, etc., é algo perfeitamente normal, e só pessoas artificiais, demoníacas e pervertidas pedem um café com eloquência. Às vezes, parece difícil entender o que falam em séries, mas lendo as legendas geralmente noto que o que há de diferente é o vocabulário específico de alguma ciência - por isso The Big Bang Theory pode ser complicado para quem não estuda Física (meu caso)-, e as gírias. Esse final de semana aprendi uma nova: 5 inch bunch up; que é aquele efeito visual que aparece no pano da calça e faz parecer que a gente está de pinto duro. Só tento entender gírias, no entanto, para compreender o que dizem, não para sair dizendo-as por aí - não o faço nem em português senão para quebrar a expectativa da plateia e provocar um efeito cômico inesperado e assim todos se deleitarem com isso.

Boa notícia²: um meio para verificar alguma frase que você escreveu num texto e não tem certeza se é legível é a busca com aspas no Google; se ela retornar muitos resultados é provável que a frase exista. Numa conversa informal você pode cometer erros e ainda ser compreendido. Pensa num americano falando enquanto baba e seus olhos ficam ávidos e esbugalhados: "eu querer peitos morena! ! !"; você vai entender, apesar da frase mal construída, que ele está interessado no tráfico sexual brasileiro. Portanto, não se preocupe, a língua é viva(!), a gramática não precisa te assustar (só te matar de vergonha quando você não respeitá-la).

Boa notícia³: há poucos sons da língua inglesa que não existem em português, e ter pronúncia perfeita é praticamente impossível sem ir para o país onde a língua é falada, mas não desespereis! Nunca fiz curso de inglês presencial (só tive aulas na quinta série e no terceiro ano do ensino médio, e só fui ter internet há pouco mais de três anos, ou seja, antes não tinha meios para aprender nada), vou estudando na base da imitação fajuta e leitura de textos sobre fonética. Outro dia gravei a leitura de um poema para uma amiga analisar a pronúncia e ela mostrou até para americanos, e eles gostaram, apesar de uns errinhos e da minha dicção ruim (até em português eu sou uma negação para falar).

Com paciência e disciplina é possível aprender inglês sozinho - e sem precisar ser sodomizado por cursinhos. Só não sou fluente até agora, mesmo tendo começado a estudar há pouco tempo, porque sou preguiçoso.

Por fim, o librivox é um excelente site para entender o inglês falado. Tem milhares de audiobooks gratuitos com texto por lá. Dê uma olhada.
solideogloria#26
Penso que um bom modo de testar e aperfeiçoar sua escrita é postar em fóruns de língua inglesa.

Troque umas idéias lá e com o tempo os convide para uma conversa no skype.

Melhorou bastante o meu inglês.
caesar#27
frequentei dois anos a Wizard...uma merda. É escolinha sim...querem que vc aprenda como se fosse criança..na teoria, vai td muito bem, mas na prática, as provas eram de gramática e ai ferrava...ninguém vem bater um papinho com vc pra te avaliar..ou seja, o método diz uma coisa, mas na prática, avalia de outra forma.
Aprendi na raça..peguei dois livros de gramática e resolvi todos os exercicios.
Isso resolveu bem o problema de ler e traduzir.
Comecei a ouvir televisao, radio, cds, programas..documentários...hoje sou capaz de entender praticamente 100%...posso pegar um documentário e entendo praticamente tudo...
resta ainda a questao de falar...falo em nivel médio-avançado, mas falar é realmente viver em imersao, é usar, praticar...
conclusao...você tem certas competências para trabalhar: ler, ouvir, falar..., mas nao precisa dominar todas de uma vez. Comece com o que é mais prático e acessivel. Com internet e tv a cabo, nao héa limites.
O que precisa na verdade é ter raça e hora-bunda...nao existe esse negócio de aprender do nada..tem que ralar. O legal é quando vc começa a entender...ai vê que valeu a pena.
afrodite#28
oi, Daniel, eu sugiro a revista bilingue Ventura.

tem os textos em português e inglês na mesma página separados por colunas.

para treino e apreciação da Arte, são excelentes!

http://www.ventura-cult.com.br/q2.htm
priscila#29
Eu sei bem que a Cultura Inglesa é cara - quando meus filhos a frequentaram, lembro que era quase o mesmo preço da mensalidade do colégio!

Mas você apende inglês lá: isso eu garanto, exatamente porque meus cinco filhos estudaram lá, e todos têm inglês fluente. Como o inglês foi a primeira língua que eu falei e li e escrevi, eu posso julgar isso, claro. Já outras pessoas que eu conheço, e que fizeram outros cursos mais baratos, jogaram o dinheiro no lixo, porque não falam inglês, não leem inglês e muito menos escrevem em inglês. Então o barato saiu caro!

Mas eu não conheço TODOS os cursos que existem, e só dei a indicação da CI por ter sido exatamente o que eu mesma escolhi para meus filhos, e que me forneceu o resultado que eu queria - ao contrário de outros, que eu vi e vejo outras pessoas escolherem.

O inglês é indispensável, a meu ver: LER na língua inglesa é obrigatório, uma vez que o Brasil traduz pouquíssimos títulos. Eu fico sempre embaraçada quando me pedem sugestões de livros, porque quase NUNCA consigo indicar um título em português - não existem traduções da maioria dos livros de história, de política, de física, de antropologia, de ciência em geral, de arte, etc; enfim, de inúmeras áreas do conhecimento de grande interesse.

A meu ver, o fato de falar inglês sem sotaque é inteiramente irrelevante: eu nunca fiz questão de que meus filhos não tivessem sotaque - desde que a pessoa se expresse razoavelmente, e leia e escreva BEM, a meu ver esta ótimo, é suficiente. E é ISSO que os cursinhos que pipocam por aí não fazem! A ênfase não é nisto: porque aprender gramática é considerado "chato" - mas, SEM ISSO, você NÃO ESTARÁ realmente aprendendo a língua. E a CI ensina a estrutura gramatical da língua inglesa, a sua sintaxe. Não sei como é em TODOS os outros cursos, honestamente: sei é que inúmeras pessoas que eu conheço e que fizeram alguns desses outros cursos não aprenderam inglês como meus filhos aprenderam, e não leem nem escrevem nesta língua a contento.
priscila#30
Na minha opinião, conseguir LER em inglês é um zilhão de vezes mais importante do que saber falar inglês. Sua abordagem é boa.

Se eu tivesse que aprender uma outra língua, hoje, eu me interessaria por LER nela - não em falar nela. Eu gostaria, por exemplo, de aprender grego - mas não faço a menor questão de FALAR grego, muito menos de falar grego "sem sotaque". Eu queria era poder LER textos gregos no original, coisa que não sei!
daniel_13#31
Olá Priscila tudo bem?

Como você mencionou acima, o inglês é sua língua nativa, portanto você deve saber o caminho do que tenho pra te perguntar.

Na sua opinião, qual é a MELHOR forma de aprender a Sintaxe do Inglês?

Sou programador de software, e geralmente quem é novo, nos perguntam
qual é o caminho mais fácil pra aprender a programar. E eu sempre
respondo: BCH! - que quer dizer, bunda, cadeira, hora.

Traçando um paralelo, um programa de computador é feito em uma linguagem
que também têm uma sintaxe, porém é uma linguagem estruturada. Os
idiomas como o inglês e o português são linguagens não estruturadas.

Eu acredito que o 'BCH' é o melhor método pra aprender a sintaxe de uma
linguagem de programação, de uma linguagem estruturada. Seria também o
melhor método para aprender a sintaxe do Inglês, uma linguagem não
estruturada?

Muito Obrigado a todos pelas respostas.
ronaldo_4#32
Comparado com Alumini, Cellep e Seven, Cultura inglesa não é cara não ....
papaimenudo#33
Olá pessoal,

Também estou interessado em aprender a ler corretamente em inglês. Alguém poderia me indicar uma boa gramática bilingue? e também um bom dicionário?
priscila#34
Eu não entendo XONGAs de programação de computadores, amigo: bom, enfim, sendo velhota e pré-Windows, os meus primeiros computadores eram parcialmente programados por mim, e eu fui uma aplicada usuária de programas como o "Carta Certa" e o "Quattra" - anterior ao lendário "Lotus 123".

Segundo o meu filho mais velho, um gênio neste âmbito, a sintaxe dos computadores é a LÓGICA racionalmente PURA: não a inteligência humana, mas a parte racional dela.

Daí que o conceito de "inteligência artificial" é um OXÍMORO, uma contradição em si: um computador usa apenas a parte racional da inteligência - o que é muito POUCO, considerando-se o TODO.

Mas é basicamente isto: quando eu também me interessei em aprender esta linguagem, o conselho que o meu filho me deu foi este - "Mãe, vá estudar LÓGICA." Por isto eu te digo que a sintaxe da linguagem dos computadores é o "if-then" - ou seja, a lógica racional.
priscila#35
PS: a sintaxe das linguagens naturais NÃO É meramente lógica.

Não é lógica - mas sim inteligente.

O que é algo inteiramente diverso de meramente racional.

E muito MAIOR, é claro.
henrique_8#36
http://main#Profile?uid=10345334204690191458, tentei seguir os links que vc postou mas não abrem. Vc pode revê-los? Grato.
gabrielnunes#37
Uma coisa eu tenho certeza. FISK, inglês e espanhol não é na FISK. Pelo menos a franquia da FISK que eu frequentei durante algum tempo era ridícula em termos de qualidade de ensino, com um professor muito despreparado. Era tão ruim quanto o inglês que se "aprende" em escola pública.

Você precisa atentar para esse fator das franquias. Talvez existam boas franquias da FISK, porém, essa instituição não consegue manter-se regular em todas as suas unidades. Existem também as pequenas instituições que sempre estão perto de casa, mas tem que dar sorte de encontrar alguma que seja regular e ofereça um bom ensino com gramática, conversação, etc. Em suma, é sempre jogar no escuro.

Instituições como Cultura Inglesa e Yázigi, por exemplo, conseguem manter o alto nível em qualquer uma de suas unidades (não sei se o modelo é o de franquias adotado há muito tempo pela FISK, acho que não). Enfim, acho que dei minha contribuição a respeito dessas três instituições que falei.
caesar#38
interessante sua forma de ver...de maneira auto-didata sempre comecei com a leitura...moro no canada francês e antes de vir para cá eu lia muito bem em francês...mas sao realmente competências diferentes...aprender a falar exigiu outro tipo de abordagem!
Concordo que para se apropriar da cultura de uma lingua, ler é essencial!
henrique_8#39
Valeu cardini, agora sim!
priscila#40
O francês, que eu estudei no colégio que frequentei depois dos sete anos (era um colégio de freiras francesas) já me custou muito mais a aprender - mas a sintaxe do francês é a mesma do português - então, por este lado, a dificuldade é muito menor.
lordjmkeynes#41
O problema do estudo das línguas é a decoração. Se fosse igual matemática seria mais fácil. Eu não sei como os gramáticos conseguem guardar tantas coisas na cabeça.
rorschach_2#42
Jogando esse jogo aqui. kkk

http://www.elderscrolls.com/skyrim
leonardo_15#43
É preciso aprender a voar. Tal fase é sempre incômoda, envolvendo a repetição de fórmulas clássicas que nos recordam as séries iniciais - porque o iniciante numa arte qualquer encontra-se, queira ou não, em situação análoga ao estreante dos bancos escolares. Não há escapatória.

Daí em diante, tudo se resume a uma palavra: imersão. Leituras, filmes, músicas, jogos na língua ambicionada conduzem a lenta e gradual adaptação ao universo idiomático e à cultura que traz correspondência.
rmulo_2#44
Minha dica é o curso que estou fazendo com o Nilton Ribeiro. Ele conseguiu fluência no inglês praticamente de forma autodidata, e ensina com um método excelente, vale a pena conferir.
Acessem o site dele: http://niltonribeirospot.blogspot.com/
Como moro em Aracaju e ele em Curitiba, temos nossas aulas via Skype.
lordjmkeynes#45
Eu já falo inglês, porém, com um sotaque ridículo. Meu sonho era falar inglês com sotaque britânico, acho lindo o inglês britânico. O americano é muito enrolado.
afrodite#46
http://www.clcidiomas.com.br/curso_ingles_imediato.asp

é um método de Aprendizagem Acelerativa.
srtaanglica#47
alguém sabe se esses cursos rápidos, tipo wise up e you movie são bons?
priscila#48
Esquece o sotaque, Adam - o Eça de Queirós é que estava CERTO, quando dizia que todo mundo deveria falar TODAS as outras línguas aprendidas, que não fossem a sua própria, com um sotaque orgulhosamente carregado, para deixar claro quem a pessoa de fato era. 😄!

Eu concordo. Acho sotaque irrelevante, honestamente.

Não faço o mínima questão de falar inglês como um britânico, e acho até que resisto a isso. 😄! O inglês que aprendi em criança era britânico, e até hoje eu escrevo, p. ex., "colour", e não "color", como os americanos. Mas dane-se o sotaque: eu QUERO que saibam que eu sou brasileira, e não ser confundida com uma súdita da Coroa Britânica.

Uma das coisas que mais me aborreceu na vida foi ter sido chamada de "brasileira não-típica": alguma coisa em mim se enfureceu, embora eu tenha que reconhecer que a pessoa observou corretamente! Olha que coisa esquisita, isso que eu senti! Eu reconheço, claro, que é despropositado! E, no entanto, é verdade... 🙂!
priscila#49
A propósito, e como curiosidade: o que você vê como "sotaque britânico" é o sotaque dos britânicos CULTOS - o que se fala na maioria da população é um bocado diferente. Este fenômeno NÃO acontece com a mesma intensidade nos EUA: nos EUA, tirando gírias específicas usadas por determinados grupos, você entende qualquer um; NÃO é assim na Inglaterra.

O "cockney" londrino, por exemplo, é feio pra cacete... E ele invade muitas áreas. Os famigerados "dropped haitches" - a eliminação da letra "h" quando sua pronúncia é aspirada - são uma prática muito horrorosinha. 🙂.

Sem contar que torna a língua difícil de ser entendida.
silvio#50
alguém sabe um bom livro de gramática?

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