Eu estudo sozinho inglês, acho que falo bem, mas não tenho ninguém para praticar. Será que falo bem mesmo?
Como estudar inglês no Brasil?
Sei... Eu também faço questão de manter meu nacionalismo, porém, é tão tentador querer ser um europeu que as vezes eu me abalo.
Enfim.
Enfim.
Horas a fio de video game, já dão ma bela ajuda.
Olha, eu tenho uma escola de idiomas e leciono inglês há 15 anos. Ter um professor ajuda, mas não é essencial.
Leia MUITO. O Reading é a em geral a habilidade de mais fácil desenvolvimento. Comece com material que te interessa e sempre um pouquinho difícil - não muito, pois isso pode te desestimular, nem muito fácil pois não há avanço. Não procure todas as palavras no dicionário, mas tente entender ao máximo pelo contexto e procure apenas as dúvidas que sejam pertinentes para o entendimento do texto. Ao final de cada leitura, faça duas listas: a das palavras novas e a das palavras importantes (as que você ache que possa vir a usar ou ouvir nos seus estudos).
O Listening também é outra habilidade passiva de desenvolvimento mais rápido. Valem as mesmas regras do Reading. Para ambas as habilidades nós temos um universo de material disponível pela Internet. Youtube, http://ted.com/, etc, etc, etc. Dependendo que como está o seu nível, comece antes colocando as legendas a inglês (o youtube tem esse recurso, não é muito preciso mas já está de bom tamanho) e siga as mesmas regras do Reading.
O Writing e Speaking são habilidades mais ativas, daí o professor se torna interessante. Caso a sua dedicação extra-classe seja constante, uma ou duas aulas de aula particular por semana já resolvem. E você pode tentar fazer amigos em sites como o http://livemocha.com/ : lá você pode ensinar português e praticar inglês com nativos.
É sempre bom ter uma base de gramática para consolidar essas habilidades. A famosa série English Grammar in Use é boa, mas há várias outras opções como as do Michael Vince, da MacMillan e as da Betty Azar (as "Gramáticas Azar"), que são bem interessantes para os alunos estudando por conta própria.
O importante é trazer o inglês para a sua vida. Comece a fazer o máximo de atividades possíveis em inglês, desde mudar a língua do seu celular e computador para o inglês até só ver filmes com legendas e inglês. Viva ao máximo a sua vida em inglês.
Ah, construa um glossário das palavras que são importantes para você (relacionadas a Política, Religião, etc) para os seus estudos específicos. Fique atento não apenas ao significado como também a outros fatores como a categoria gramatical (verbo, substantivo, advérbio, conjunção, etc), e tente criar frases e estruturas em contexto com as palavras que são importantes para você. É MUITO importante rever a mesma palavra 3, 4, 5 vezes para memorizá-la.
O mais curioso é que até hoje escuto gente criticando a Cultura Inglesa, dizendo que ali "eles dão ênfase demais à gramática", como se isto fosse um "defeito" do curso. Ora, se você não domina gramática, você simplesmente não conhece o idioma. Você não se expressa nem entende nada. Gramática é tudo, e apontar isto como se fosse um ponto negativo na Cultura Inglesa é uma destas burrices da vida brasileira.
Quando um adulto aprende, salvo em raríssimas exceções como em imersões totais, ele "arquiva" o novo conhecimento nas partes racionais do cérebro, como se fosse um computador. É quase inevitável. Tornar-se fluente é transpor essas informações para o lado das emoções, juntamente da nossa língua materna. É um processo lento mas possível, e para tal - principalmente para alunos com um alto nível intelectual - alguma gramática é essencial. Ele não consegue ter fluência como uma criança pois seu cérebro já não funciona mais como o de uma criança. Porém não podemos deixar de lado nunca os exercícios lúdicos que auxiliem nesta transposição, que façam com que a língua se torne algo natural. E é interessante explorar todas as habilidades, Reading, Speaking, etc, pois elas se auxiliam mutuamente.
Se a CI tem problemas, eles por exemplo são a inflexibilidade em manter um grande número de alunos em sala de aula, mesmo nas condições em que se encontra o nosso país (discrepância gritante de background educacional entre os alunos), e não a sua abordagem gramatical.
Eu concordo. Acho sotaque irrelevante, honestamente.
Concordo.
E, por favor, não confundam sotaque com pronúncia. Neste vídeo, por exemplo, o palestrante tem um sotaque forte, mas a sua pronúncia é quase perfeita:
Há pequenas variações nos fonemas justamente por conta do sotaque, mas tudo o que ele fala é perfeitamente inteligível e está muito próximo ao que é considerado inglês padrão.
É muito difícil eliminar completamente o sotaque e não consigo imaginar razão nenhuma para tal - a não ser que você seja um professor de idiomas.
O problema do estudo das línguas é a decoração. Se fosse igual matemática seria mais fácil. Eu não sei como os gramáticos conseguem guardar tantas coisas na cabeça.
Pois é, Adam. A gente vive em um mundo com excesso de informação. Somos bombardeados por coisas novas a todo momento e isso satura o nosso cérebro.
Eu estou aprendendo espanhol agora. É a minha terceira língua estrangeira e por mais que seja supostamente fácil, é necessário ter dedicação para não cair no horroroso portunhol. Mas como vou me lembrar do uso dos pronomes ou conjugações verbais se mal consigo me lembrar do que eu almocei hoje? Estou sentido na pele o que os meus alunos passam. A minha saída é a que eu mencionei anteriormente: mudem a tecla SAP da sua vida para a língua que vocês querem aprender. É só vendo a mesma palavra ou estrutura 5, 6, 7 vezes que você irá decorá-la. E não pode ter medo de errar, mais do que em qualquer outra área aqui é o erro que te ajuda a melhorar.
Mesmo nos links do Cardini não encontrei referências para estudo do latim.
Alguém tem?
Alguém tem?
100% de acordo com seus comentários...é realmente uma questao de mudar a tecla SAP da nossa vida e se cercar daquilo que queremos aprender.
Suas sugestoes sao muito boas e diria que sei disso por experiência própria...outra coisa que acabamos descobrindo é que o aprendizado continua sempre, embora haja movimentos mais acentuados e outros mais suaves.
Suas sugestoes sao muito boas e diria que sei disso por experiência própria...outra coisa que acabamos descobrindo é que o aprendizado continua sempre, embora haja movimentos mais acentuados e outros mais suaves.
Eu estudo inglês a 8 meses e já vejo Why Beauty Matters sem legendas. Inglês não é uma língua díficil.
É notavelmente mais fácil que o português - eu me lembro de ter chorado MUITO quando tive que aprender as desinências verbais do português! 😄! E conservei, pela vida afora, o péssimo hábito de usar mais pronomes do que o necessário - o que é horroroso de feio, mas eu não consigo me livrar do "cacoete", um resquício vindo do inglês - em inglês é preciso fazer isso porque justamente não existem as desinências verbais que tornam o uso do pronome facultativo, não obrigatório.
Deve ser díficil aprender um língua latina para quem não nasceu em um país que as fala.
Mas o inglês é um idioma anglo-saxônico "latinizado", não?
Tem influência latina, mas as diferenças são gritantes.
As diferenças para um português ou espanhol.
O inglês como é hoje sofre muita influência de outras línguas, principalmente do latim e depois do francês por causa das relações da Inglaterra com a França no decorrer dos séculos. É quase uma língua-Frankenstein. Tem também influência do espanhol, japonês, entre outras.
Sobre o português: é realmente MUITO difícil ensinar português para estrangeiros. Primeiro porque não é uma língua simples. As estruturas são complexas e irregulares. Segundo porque o português não é uma língua muito conhecida - quanto mais uma pessoa é familiar a uma língua através de filmes, tv, etc, mesmo sem estudá-la, mais fácil será aprender essa língua. Terceiro porque a língua formal é muito, muito diferente da falada nas ruas (em especial aqui no Brasil). e por último há a distância gritante entre os dois tipos principais de português, o brasileiro e o de Portugal.
A sorte é que em geral os meus alunos estrangeiros têm um nível intelectual muito bom, o que facilidade as coisas, e também porque geralmente o português é a segunda, terceira ou mais língua estrangeira que eles estão aprendendo. Em gera quanto mais línguas estrangeiras alguém sabe, mas fácil é aprender uma nova.
Infelizmente o nível dos meus alunos brasileiros de inglês está cada vez mais baixo. Antes eram apenas os de classe mais baixa, já agora a burrice está se espalhando. Eu diria que a maioria deles tem português intermediário. Como ensinar uma língua estrangeira para alguém que mal sabe a própria?
"Como estudar inglês no Brasil? Como conseguir pegar, por exemplo, um documentário como 'Why Beauty Matters' do Roger Scranton e entender de cabo a rabo."
Posso falar da minha experiência: Assistindo a documentários.
Comece com documentários com uma narração que dê para acompanhar facilmente, usando bons fones de ouvido para ouvir claramente os fonemas. Quando não entender um trecho, volte o video. Depois vá evoluindo para narrações mais complexas, entrevistas, notícias, filmes, etc. Se não entender nada de um documentário ou entrevista, não insista, tente um mais fácil.
E ler bastante, claro. É interessante às vezes ler em voz alta, para sentir como se juntam as palavras de uma frase. Lendo um livro que te interessa, às vezes em voz alta, tentando seguir o ritmo da língua, acho que ajuda bastante.
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Priscila diz:
"Esquece o sotaque, Adam - o Eça de Queirós é que estava CERTO, quando dizia que todo mundo deveria falar TODAS as outras línguas aprendidas, que não fossem a sua própria, com um sotaque orgulhosamente carregado, para deixar claro quem a pessoa de fato era."
Concordo totalmente.
Acho que uma das coisas que complicam o ensino de Inglês no Brasil é essa obsessão com o sotaque.
Parece que os professores dedicam horas e horas a ensinar a falar um "th" perfeitamente. Supostamente para que vc jamais seja confundido com um habitante do terceiro mundo, ou coisa assim.
E o essencial mesmo, que é a compreensão e a conversação, se perde completamente.
Posso falar da minha experiência: Assistindo a documentários.
Comece com documentários com uma narração que dê para acompanhar facilmente, usando bons fones de ouvido para ouvir claramente os fonemas. Quando não entender um trecho, volte o video. Depois vá evoluindo para narrações mais complexas, entrevistas, notícias, filmes, etc. Se não entender nada de um documentário ou entrevista, não insista, tente um mais fácil.
E ler bastante, claro. É interessante às vezes ler em voz alta, para sentir como se juntam as palavras de uma frase. Lendo um livro que te interessa, às vezes em voz alta, tentando seguir o ritmo da língua, acho que ajuda bastante.
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Priscila diz:
"Esquece o sotaque, Adam - o Eça de Queirós é que estava CERTO, quando dizia que todo mundo deveria falar TODAS as outras línguas aprendidas, que não fossem a sua própria, com um sotaque orgulhosamente carregado, para deixar claro quem a pessoa de fato era."
Concordo totalmente.
Acho que uma das coisas que complicam o ensino de Inglês no Brasil é essa obsessão com o sotaque.
Parece que os professores dedicam horas e horas a ensinar a falar um "th" perfeitamente. Supostamente para que vc jamais seja confundido com um habitante do terceiro mundo, ou coisa assim.
E o essencial mesmo, que é a compreensão e a conversação, se perde completamente.
[url]/Main#Profile?uid=9730586694478014434[/url]:
Assistir filmes, documentários, séries etc. em inglês com legenda em inglês, é isso? Se for, em qual nível (iniciante, intermediário, avançado)?
Grato!
Aleksander, algo que eu acho muito bom e vejo pouca gente falando são livros de histórias por níveis, que acompanham o áudio. Eles começam do básico, com um vocabulário com 200 palavras, e vão aumentando o nível até chegar a um vocabulário de 2000 palavras. São historinhas bobinhas, iguais aquelas que se conta para criança, o importante é que você se familiariza com a leitura e com o áudio. Essa semana mesmo eu comprei dois desses que estavam em promoção no extra: http://www.extra.com.br/livros/LivrosdeEnsinodeLingu…ecoCrescente
eu peguei dois dessa coleção, pois foi os únicos que eu tive certeza que havia o áudio disponível para acompanhar a o livro: http://www.extra.com.br/livros/LivrosdeEnsinodeLingu…n-_-vitrine1
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