Meus computadores da clinica NÃO sofreram problema algum.Consultei um idiota antes que me fez fazer "becape" de tudo porque eu iria "perder" arquivos e outras merdas e não aconteceu nenhum PUM!
Vou repetir: "A maioria do sistemas mais antigos, como os feitos em COBOL até fins dos anos 80, iriam SIM colapsar".
Com isto em mente, pergunto: Seu sistema era antigo? Era feito em COBOL, FORTRAN, MUMPS, ADABAS ou outra linguagem ou sistema de arquivamento anterior à micro-informática?
Provavelmente não, pois sistemas que rodavam em micros e em pequenas empresas normalmente já eram feitos em linguagens mais novas, como Clipper, Visual Basic, Delphi, Access ou coisa parecida, e estes realmente NÃO teriam problema algum, pois geralmente ou já tratavam a data com 4 dígitos ou tinham um mecanismo mais inteligente (como o comando SET EPOCH do Clipper que permitia definir o século-base).
Mas, acontece que a maioria dos GRANDES sistemas, os mais importantes, como os de bancos e outras grandes empresas, eram evoluções de sistemas mais antigos, que usavam linguagens mais antigas e sistemas de arquivamento mais antigos, pois a grandes empresas já usavam computadores desde a década de 50 ou 60, e mesmo até o fim da década de 80, faziam-se programas para estas empresas e nestas antigas linguagens usando-se as mesmas velhas técnicas de armazenamento de dados de 20 ou 30 anos antes. E pode ter certeza: Se nada fosse mexido, ia dar uma bela merda na virada do século.
Não que tudo fosse explodir, claro, havia muita FAROFADA da mídia não-especializada (pra variar!!) mas iriam aparecer coisas estranhíssimas como faturas vencidas há 80 anos, pessoas de 20 anos que de repente teriam 120 anos, dívidas com juros bilionários, etc etc etc, ou mesmo sistemas entrando em colapso (dando erro e parando de funcionar), o que por si só seria catastrófico para muitas empresas (Imagine uma financeira perdendo o controle das contas de milhões de clientes).
Vou correr o risco de ser um tanto quanto técnico neste post, mas vou me esforçar para ser o mais claro possível e qualquer dúvida, perguntem.
Como antigamente espaço em disco e memória era caríssimo, usava-se todo recurso para compactar os dados, a fim de que ocupassem o mínimo possível de espaço.
No caso de datas, elas são comumente representadas por dd/mm/aaaa, o que ocuparia 10 bytes (um pra cada caractere, num sistema bem primitivo). Podemos compactar um pouco tirando as barras, e fica ddmmaaaa (8 bytes). Mas podemos compactar mais ainda deixando só 2 dígitos pro ano, ficando ddmmaa (6 bytes), pois é fácil exibir os outros 2 dígitos na tela, relatório ou cálculo interno. (Na verdade, é possível compactar ainda mais, colocando 6 dígitos em apenas 3 bytes, visto que cada byte pode representar valores de 0 a 255, suficiente para 2 dígitos. Programas como WinRar e Winzip usam esta técnica, além de diversas outras, mas isso não vem ao caso)
Me lembro, quando era estagiário em 1989, 1990 que as datas eram compactadas dessa forma (6 dígitos), ou seja, o ano tinha apenas 2 dígitos e ainda havia uma compactação binária interna (Era um campo PICTURE 9(06) COMP-3 ou COMP-4).
Pois bem: Se estamos em 1985 e uma data numa fatura está gravada como 121077 representando 12 de outubro de 1977, o sistema calcula 85 menos 77 para achar quanto tempo a fatura existe, no caso, 8 anos, e depois "cola" o número 19 pra mostrar a data correta na tela ou no papel, ou então soma 1900 a ambas as datas e faz o mesmo cálculo. Até aí, tudo bem.
Mas se estamos em 2000, o sistema ou calcula 00 menos 77, o que dá -77, ou soma 1900 a ambas as data e calcula, o que dá 1823, dependendo de como foi programado. Daí pra frente, pode dar qualquer merda: Na melhor das hipóteses, apenas mostraria uma data absurda, na pior, calcularia um juro bilionário ou abortaria por overflow ao calcular um valor de juros com mais dígitos do que o campo comporta, ou qualquer outra coisa, depende do que é feito com a data.
Pois é: alguém ficou sabendo de alguma empresa afetada? Algum avião que caiu? Algum hospital que entrou em pane?
Meu santo benedito, eu falo grego? Será que é tão difícil de entender uma coisa tão simples?
Não aconteceu nada porque as empresas que tinham sistemas passíveis do problema revisaram TODOS os programas, LINHA POR LINHA e quando foi o caso, converteram os arquivos de dados.
E como já acho que deixei claro, o bug não necessariamente afetava sistemas críticos, ao ponto de fazer aviões caírem, hospitais pararem, ETs invadirem a terra, Jesus Cristo voltar ou bombas atômicas explodirem espontaneamente. Duvido que qualquer uma dessas desgraças aconteceria. Afetava principalmente cálculos com data, e só.
Quanto à aviões, por exemplo, no máximo o sistema de reservas das cias aéreas entraria em colapso, mas aviões caindo, eu duvido (embora aí eu esteja chutando pois não conheço os sistemas dos aviões, mas acho muito improvável)
Pergunte a qualquer programador ou analista que trabalhava com COBOL ou outro sistema mais antigo em uma grande empresa em fins dos anos 90, e provavelmente terá ciência do que eu estou dizendo.
Agora, realmente a mídia destilou uma quantidade impressionante de besteirol nessa época, o que foi motivo de muita risada entre meus colegas. O que não significa que sérios problemas não ocorreriam caso nada fosse feito. Um simples bug num cálculo em um sistema bancário já pode ser um desastre e tanto.
NUNCA deu pau nos pcs d pessoas q eu conheço. hehehe
Nem poderia... Primeiro que o bug não afeta hardware de PCs, só software, segundo que o Windows já trabalhava com datas no formato "por extenso" desde 1990, na época de lançamento do Windows 3.1 (lembram-se dele?)
o aquecimento da Terra e outros planetas está sendo causado pelas cada vez mais frequentes tempestades solares, que são um dos sintomas da morte iminente dessa estrela (o nosso sol).
Ah, mas nunca antes houve a ação humana, efeito estufa... nós vamos matar o sol, gente... hehe Vamos mandar os ecochatos para o abraçarem antes que seja tarde demais.