Fórum Olavo de CarvalhoArquivo da comunidade do Orkut · 2004–2013

Eutanasia aprovada na Argentina

Iniciado por eric_2 em 09/05/2012 · 69 mensagens · página 2 de 2

clodoveualves#51
William

Assassinato é assassinato, seja por ação (eutanásia) seja por omissão (a tal da ortonásia). Um médico, qualquer médico, em qualquer país, tem o DEVER sagrado de fazer tudo dentro de seu alcance para remediar as mazelas do paciente/vítima. Remediar NÃO é "acabar" com o sofrimento, é, ao contrário, fazê-lo sofrer, se necessário for, para salvar sua vida. P.ex, os amputamentos sem anestesia.

Se o sujeito hoje está dependente de máquinas para se manter vivo, nada garante que amanhã ele não possa se recuperar, seja por avanços na medicina, seja por recuperação corporal (e aqui, vale ressaltar, EXISTEM CASOS de que sujeitos "clinicamente comprovados" com "morte cerebral" que se recuperam 100%). Agora, pela pouca probabilidade de o sujeito viver não se pode JAMAIS sequer paquerar com a possibilidade de "abreviar seu sofrimento", pois isso tem nome, é eugenia por assassinato.

E se a "possibilidade" acima é considerada, já não se pode criticar o abortamento de anencéfalos, nem o extermínio de "seres fracos", pois tudo está dentro do mesmo saco horrível da eugenia, somente a escala utilizada em um e em outro caso se alteram, não seu fundamento.

E como diz o ditado, depois que a cabeça passa, o resto é consequência.

 
eric_2#52
[url]/Main#Profile?uid=8655450919432363857[/url]:

Futuro êxodo de velhinhos para o Brasil. Aguardem.

 

Eles já migram da Holanda para a Alemanha ...
willian#53
Está aqui a palavra oficial da Igreja, muito bem exposta no catecismo no parágrafo 2278:

2278 A interrupção de procedimentos médicos onerosos, perigosos, extraordinários ou
desproporcionais aos resultados esperados pode ser legítima. É a rejeição da "obstinação
terapêutica". Não se quer dessa maneira provocar a morte; aceita-se não poder impedi-la. As
decisões devem ser tomadas pelo paciente, se tiver a competência e a capacidade para isso;
caso contrário, pelos que têm direitos legais, respeitando sempre a vontade razoável e os
interesses legítimos do paciente.

Se você tem um catecismo em casa, dê uma olhadinha lá do parágrafo 2276 ao 2279, a vai observar que tudo o que eu disse está em plena conformidade com a palavra oficial da Igreja.
clodoveualves#54
[url]/Main#Profile?uid=9181351515889700549[/url]:

Se você tem um catecismo em casa, dê uma olhadinha lá do parágrafo 2276 ao 2279, a vai observar que tudo o que eu disse está em plena conformidade com a palavra oficial da Igreja.
Ai, meu saco. "PODE SER LEGÍTIMA" é uma possibilidade, ó raios, aplicável em raríssimas excessões, em casos específicos. O que você disse não tem nada a ver com a situação apresentada no catecismo. Logo após esta passagem, ele explica o que está implícito: "Não se quer dessa maneira provocar a morte; aceita-se não poder impedi-la." Seria o caso, por exemplo, de um paciente com câncer terminal, onde o tratamento já faz mais mal que a doença, que a intervenção cirurgica é altamente arriscada, e que a melhor maneira de PRESERVAR a integridade física do indivíduo é abstendo-se de fazer procedimentos. São os tais procedimentos médicos ONEROSOS, PERIGOSOS, EXTRAORDINÁRIOS OU DESPROPORCIONAIS. A decisão a ser tomada, pelo médico, paciente ou responsáveis, deve RESPEITAR SEMPRE A VONTADE RAZOÁVEL E OS INTERESSES LEGÍTIMOS DO PACIENTE. Qual risco de danos a sua integridade física corre um sujeito em coma que está estabilizado e vivendo por aparelhos?

De acordo com o catecismo, suicídio é interesse legítimo? De acordo com a medicina, não exaurir as possibilidades de cura antes de "abandonar" o tratamento do paciente é lícito? De acordo com a Lei, não dar socorro ou omitir-se em salvaguardar a vida de outrem, podendo fazê-lo, é lícito?

Veja que um (01) único caso de um paciente em coma há décadas que "retorna" inviabiliza toda e qualquer possibilidade de "desligar os aparelhos": médico existe para salvar, não para matar.

Eu tenho os três catecismos aqui em casa, o Romano, o Maior de São Pio X e o Católico (este, pós CVII), e te asseguro que você deve lê-los como uma obra única, unificando tudo aquilo que é ensinado, e não destacando uma parte do texto para "dar legitimidade" a algo completamente reprovável.


[url]/Main#Profile?uid=9181351515889700549[/url]:
Essa
questão é delicadíssima. Na verdade penso que a priori ninguém deseja
morrer, nenhum suicida deseja de fato a morte. Porém estamos diante de
um fantasma que se chama DOR. Há dores leves suportáveis, porém também
há dores atrozes, insuportáveis, sejam dores físicas ou psíquicas
(depressão por exemplo). É muito fácil teoricamente se posicionar contra
a eutanásia quando se está do lado de fora do processo (se é que me
entendem).


Eu mesmo passei por um processo depressivo gravíssimo,
que me levou diversas vezes a pensar em suicídio. Mas pela graça de
Deus estou me recuperando.

Objetivamente falando , até concordo
que o suicídio e a eutanásia são imorais, mas nem por um milímetro me
acho apto a julgar casos isolados. E é o que temos: apenas casos
isolados !


Quando uma ação como esta se encontra envolta por
processos de DOR intensa, há atenuantes que se não anulam, pelo menos
diminuem consideravelmente a culpabilidade do sujeito!


Por isto deixo os julgamentos para Deus, que conhece nossa psique muito mais do que nós mesmos a conhecemos!

Paz a todos 

POSIÇÃO OFICIAL DA SANTA IGREJA, DA TRADIÇÃO BIMILENAR E CONTEMPORÂNEA, ASSUNTO PACÍFICO ENTRE TRADICIONALISTAS E MODERNISTAS: Suicidas vão para o Inferno. Há casos EXCEPCIONAIS, como conta Santo Cura D'Ars, que narrava a história de um suicida que, ao se jogar da ponte, antes de chegar ao mar e morrer, a Santa Virgem Maria veio em seu socorro, fazendo-o se arrepender de todos os seus erros, INCLUSIVE AQUELE, dando a Remissão dos pecados pelo Ato de Perfeita Contrição e  salvando-o desta forma do Inferno (mas não do Purgatório, que como Santos já afirmaram diversas vezes, só difere do Inferno por ser temporário, enquanto aquele é eterno). Ela fez isso, dizia o Santo, pelo fato de o suicida, uma semana antes, ter levado a mais bela flor de seu belíssimo jardim a seu altar.

ISSO SÓ COMPROVA QUE O SUICÍDIO É O ATO MAIS HEDIONDO QUE O SUJEITO PODE FAZER COM A PRÓPRIA ALMA, SENDO NECESSÁRIA A DIRETA INTERVENÇÃO DA VIRGEM PARA LIVRAR O INDIVÍDUO DO FOGO ETERNO. Leia "Ortodoxia", do Chesterton e veja o que ele fala do assunto, no comparativo Suicidas vs Mártires.

Pergunto: como assim, "não pode julgar"?
 do médico!!! Mengele os apoiaria totalmente em suas posições, tanto as suas quanto as do padre (vai com "p" minúsculo mesmo).

 
clodoveualves#55
[url]/Main#Profile?uid=9181351515889700549[/url]:
Mas eutanásia não é o desligamento dos aparelhos?

Não meu amigo. A ortotanásia significa morte correta, ou seja, a morte pelo seu processo natural. Neste caso o doente já está em processo natural da morte e recebe uma contribuição do médico para que este estado siga seu curso natural. Assim,
ao invés de se prolongar artificialmente o processo de morte
(distanásia), deixa-se que este se desenvolva naturalmente
(ortotanásia).


Já a eutanásia,
etimologicamente falando, significa morte sem dor ou morte suave. Ocorre
quando há uma ação direta de uma pessoa para antecipar o momento da
morte, sendo aplicado algum método ou se tirando outro a fim de antecipar a morte.


A ORTOTANÁSIA é aprovada pela Igreja. Tem um artigo bom do site da canção nova sobre isto, dê uma olhadinha:

http://noticias.cancaonova.com/noticia.php?id=272346

+Paz


Antes de entrar no mérito da questão religiosa, observe que a própria
definição de eutanásia contempla a ortonásia, pois, segundo você, a
eutanásia também pode ser feita com uma ação direta para se tirar "um método" [terapéutico que mantém a pessoa viva] a fim de antecipar a morte.
Mas se você retira a terapia de alguém em estado grave, então você
simplesmente está aceitando o "processo natural de morte", que, se
levado ao extremo, cairia no absurdo de alguém que teve um ferimento
grave morrer porque os médico poderão se abster de controlar a
hemorragia e assim "intervir no processo natural de morte".

A pergunta que fica é: de acordo com qual escala se define o que é uma pessoa em "curso natural de morte" e uma pessoa "recuperável"?

A notícia que você vincula da CNBB (como se aquele antro fosse
referência católica para alguma coisa) é a de uma mulher que após 17
anos em coma, teve sua alimentação e hidratação suspensas e "morreu"
naturalmente. Meu filho, qualquer pessoa que não se alimente nem se
hidrate, "morre naturalmente".

Outra pergunta: é lícito a um bebê prematuro, que não tem consciência
nem meios de se alimentar nem de protestar pela falta de alimentos,
negar seu alimento para este "morrer naturalmente"?

Mais: e os casos de pessoas que "acordam" depois de 30 anos em coma? Deveriam ter seus aparelhos desligados também?

"Assim,
ao invés de se prolongar artificialmente o processo de morte
(distanásia), deixa-se que este se desenvolva naturalmente
(ortotanásia)."


Como
assim, jararé? Vejamos o que nos diz o tal padre na reportagem que você postou:

"O problema moral está na
eutanásia porque é também chamada de homicídio assistido, ou seja, há
uma ação direta do paciente ou de outra pessoa para antecipar o momento
da morte. A passagem da distanásia para eutanásia, às vezes, é muito
confusa, mas é uma questão da consciência do médico
. A distanásia é
quando a morte é iminente, porém você sustenta a pessoa por aparelhagem
.
Já no caso da eutanásia, a morte não era iminente e o paciente pode
viver por muitos anos, e uma ação direta é aplicada que antecipa o
momento da morte. Na distanásia, você permite a pessoa morrer quando se
desliga a aparelhagem, ao passo que na eutanásia o momento da morte é
antecipado.
"


Intelígentíssimo, tanto este padre quanto você, William. Quer dizer que
um sujeito que tem uma embolia pulmonar e que tem de ficar ligado a um
respirador artificial para não morrer, embora consciente, pode ter seus
aparelhos desligados sem que isso seja um suicídio ou homicídio, pois
acho que o senhor concorda que sem respirar ninguem vive, logo, a morte é
iminente e inevitável, prolongável somente por aparelhos, assim, não
poderia se falar em eutanasia, mas ortonásia!!!! Mas que beleza!!!

Não, William, suas concepções de Eutanásia, Ortonásia e Distanásia são
completamente contrários ao que ensina a Santa Madre Igreja, ao que
prega a ciencia médica e ao que a moral e a consciência que nos faz
humanos nos dita. E as do tal padre também, infelizmente.


E digo mais: tome cuidado ao falar "em nome da Igreja", pois esta é uma
enorme responsabilidade que nenhum de nós está apto a sustentar. Se você
fala algo, que seja a exata repetição do Magistério, sem adicionar, sem
subtrair, sem modificar NADA.

Por fim, mas que beleza, hein!, dar ao médico o super poder de decidir
quem vai viver e quem vai morrer!!!, pois, por ser uma questão muito
confusa, é uma questão essencialmente da consciência
willian#56
O problema moral está na eutanásia porque é também chamada de homicídio assistido, ou seja, há uma ação direta do paciente ou de outra pessoa para antecipar o momento da morte. A passagem da distanásia para eutanásia, às vezes, é muito confusa, mas é uma questão da consciência do médico. A distanásia é quando a morte é iminente, porém você sustenta a pessoa por aparelhagem. Já no caso da eutanásia, a morte não era iminente e o paciente pode viver por muitos anos, e uma ação direta é aplicada que antecipa o momento da morte. Na distanásia, você permite a pessoa morrer quando se desliga a aparelhagem, ao passo que na eutanásia o momento da morte é antecipado.
willian#57
Quanto à distanásia, não há nenhum problema, objetivamente falando, de se prolongar o momento da morte. A pessoa pode até ser mantida nos aparelhos por um período e se você for desligar os aparelhos, desde que não seja uma ação direta para provocar a morte da pessoa, também não há nenhum problema ético ou moral nisto. É um prolongamento do momento da morte, ou seja, a morte é iminente, vai acontecer. E o que acontece? A pessoa é ligada aos aparelhos, sendo prolongado o momento da morte. Você não está prolongando a vida, mas o momento da morte. Então, ao se desligar o aparelho, a eutanásia não está sendo provocada, porque a morte iria acontecer do mesmo jeito, mas não aconteceu ao se manter a pessoa na aparelhagem.
willian#58
Outro fato importante de salientar é a posição da Igreja Católica, que se coloca claramente contra a distanásia e em prol da ortotanásia. A morte do papa João Paulo II, em 2005, é um exemplo conhecido da prática. O sumo pontífice afirmou que não desejava mais estender o tratamento e sua vontade foi respeitada.
willian#59
clodoveualves#60
[url]/Main#Profile?uid=9181351515889700549[/url]:
http://noticias.cancaonova.com/noticia.php?id=272346
Você leu o que eu escrevi? Tratei exatamente disto
[url]/Main#Profile?uid=9181351515889700549[/url]:
Outro fato importante de salientar é a posição da Igreja Católica, que se coloca claramente contra a distanásia e em prol da ortotanásia. A morte do papa João Paulo II, em 2005, é um exemplo conhecido da prática. O sumo pontífice afirmou que não desejava mais estender o tratamento e sua vontade foi respeitada.

"Deterioração da saúde

Após sua saúde ficar crítica na quinta-feira, uma multidão passou a
fazer vigília na Praça São Pedro rezando pelo homem considerado por
alguns católicos como "João Paulo, o Grande".


A saúde do Pontífice foi se deteriorando na última década e neste ano
piorou muito. Sofrendo de Mal de Parkinson, o papa viu sua voz se
transformar em um sussurro rouco.


João Paulo II foi internado duas vezes em um hospital em fevereiro e
teve de ser submetido a uma traqueostomia. Ele nunca recuperou sua força
após a operação e, por duas vezes, não conseguiu falar à multidão na
Praça de São Pedro.


Na quarta-feira, os médicos inseriram um tubo de alimentação em seu
estômago, na tentativa de lhe dar um pouco mais de energia. Um dia
depois, ele desenvolveu uma infecção urinária e uma febre alta que logo
levaram a problemas no coração, falência dos rins e uma intermitente
inconsciência.


O conclave para eleger um novo papa vai começar entre 15 a 20 dias, com
quase 120 cardeais do mundo reunindo-se na Capela Sistina do Vaticano
para escolher um sucessor.
"
Fonte: http://noticias.terra.com.br/mundo/mortedopapa/inter…os+anos.html

Desculpa, mas vou me repetir:

Ai, meu saco. "PODE SER
LEGÍTIMA" é uma possibilidade, ó raios, aplicável em raríssimas
excessões, em casos específicos. O que você disse não tem nada a ver com
a situação apresentada no catecismo. Logo após esta passagem, ele
explica o que está implícito: "Não se quer dessa maneira provocar a morte; aceita-se não poder impedi-la." Seria
o caso, por exemplo, de um paciente com câncer terminal, onde o
tratamento já faz mais mal que a doença, que a intervenção cirurgica é
altamente arriscada, e que a melhor maneira de PRESERVAR a integridade
física do indivíduo é abstendo-se de fazer procedimentos. São os tais
procedimentos médicos ONEROSOS, PERIGOSOS, EXTRAORDINÁRIOS OU DESPROPORCIONAIS. A decisão a ser tomada, pelo médico, paciente ou responsáveis, deve RESPEITAR SEMPRE A VONTADE RAZOÁVEL E OS INTERESSES LEGÍTIMOS
DO PACIENTE. Qual risco de danos a sua integridade física corre um
sujeito em coma que está estabilizado e vivendo por aparelhos?
willian#61

http://www.vatican.va/roman_curia/congregations/cfai…asia_po.html


Se não há outros remédios, é lícito com o acordo do doente, recorrer aos meios de que dispõe a medicina mais avançada, mesmo que eles estejam ainda em fase experimental e não seja isenta de alguns riscos a sua aplicação. Aceitando-os, o doente poderá dar também provas de generosidade ao serviço da humanidade.

É também permitido interromper a aplicação de tais meios, quando os resultados não correspondem às esperanças neles depositadas. Mas, para uma tal decisão, ter-se-á em conta o justo desejo do doente e da família, como também o parecer de médicos verdadeiramente competentes;

são estes, na realidade, que estão em melhores condições do que ninguém, para poderem julgar se o investimento de instrumentos e de pessoal é desproporcionado com os resultados previsíveis, e se as técnicas postas em acção impõem ao paciente sofrimentos ou contrariedades sem proporção com os benefícios que delas pode receber.

— É sempre lícito contentar-se com os meios normais que a medicina pode proporcionar. Não se pode, portanto, impor a ninguém a obrigação de recorrer a uma técnica que, embora já em uso, ainda não está isenta de perigos ou é demasiado onerosa. Recusá-la não equivale a um suicídio; significa, antes, aceitação da condição humana, preocupação de evitar pôr em acção um dispositivo médico desproporcionado com os resultados que se podem esperar, enfim, vontade de não impor obrigações demasiado pesadas à família ou à colectividade.

— Na iminência de uma morte inevitável, apesar dos meios usados, é lícito em consciência tomar a decisão de renunciar a tratamentos que dariam somente um prolongamento precário e penoso da vida, sem contudo, interromper os cuidados normais devidos ao doente em casos semelhantes. Por isso, o médico não tem motivos para se angustiar, como se não tivesse prestado assistência a uma pessoa em perigo.

http://www.vatican.va/roman_curia/congregations/cfai…asia_po.html

clodoveualves#62
William

Você está tentando me contrariar trazendo recortes e situações que apenas comprovam aquilo que eu falei, aquilo que fala o catecismo e a Doutrina da Santa Madre. Leia o que eu escrevi.
clodoveualves#63
E tudo isso que você está trazendo é completamente diferente de  um
paciente recusar algum tratamento ou este lhe ser negado, ou, ainda,
diferente de "desligar os aparelhos"!

Não é possível que você não veja a diferença!
willian#64
É claro que eu vejo a diferença: a minha posição sobre isto é a mesma que você está alegando, que por sua vez é a mesma que a Igreja alega.
Acho que estamos discutindo atoa. Pois nós dois estamos (pelo menos agora) em plena concordância um com o outro.
clodoveualves#65
Vou tentar "criar" uma situação para ilustrar as diferentes posições:
1º.
Um paciente com câncer terminal, após ser submetido a todos os
tratamentos, e em grave estado de saúde pode licitamente, ou a sua
família, se a ele for impossível tomar tal decisão, ou ainda o médico,
se na impossibilidades de outros, interromper o tratamento quando este o
submete a DEMASIADO RISCO, TRÁS POUQUÍSSIMA OU NENHUMA MELHORA, QUANDO
OS MEIOS PARA TRATÁ-LO ESTÃO ABSOLUTAMENTE FORA DE ALCANCE  ou A
APLICAÇÃO DE TERAPIA AGRAVA O ESTADO DE SAÚDE DO PACIENTE -- por
exemplo, se o sujeito está com as plaquetas baixíssimas, não há como
operá-lo sem grandes riscos, logo, a omissão do tratamento é lícita.

2º.
Um paciente em coma, mas completamente estabilizado, sem nenhuma grave
enfermidade, sem nenhuma outra deficiencia que não a cognitiva (em
muitos casos questionável, pois há aqueles que ao "retornarem" contam
que estavam o tempo todo conscientes -- também conhecida como síndrome
do escafandro) e a dependencia motora e alimentícia. NESTE CASO NÃO É
LÍCITO O DESLIGAMENTO DE APARELHOS, ou, como disse o padre, NÃO É LÍCITO DAR UMA CONTRIBUIÇÃO para a consecução da morte do indivíduo ( Neste caso o doente já está em processo natural da morte e recebe uma contribuição do médico para que este estado siga seu curso natural) .

No segundo caso, há ainda
diversos outros tidos como "mais graves", tais como os de "morte
cerebral", todos absolutamente negligenciados.

Uma coisa é não poder impedir a morte por ação ou omissão, outra é CAUSÁ-LA POR AÇÃO OU OMISSÃO.

Leia
o que eu escrevi e os destaques aos seus textos e aos do padre e veja
que as duas posições são absolutamente contrárias entre si.
willian#66
o que eu escrevi e os destaques aos seus textos e aos do padre e veja 
que as duas posições são absolutamente contrárias entre si.

Sim, e eu assumo que me equivoquei, não por má intenção, mas me equivoquei por ignorância. E me submeto as tuas colocações.

+Paz
clodoveualves#67
[url]/Main#Profile?uid=9181351515889700549[/url]:
o que eu escrevi e os destaques aos seus textos e aos do padre e veja 
que as duas posições são absolutamente contrárias entre si.

Sim, e eu assumo que me equivoquei, não por má intenção, mas me equivoquei por ignorância. E me submeto as tuas colocações.

+Paz
Puts, não precisa tanto. [imagem do Orkut]
jeferson_3#68
Uma petição levantada pelo Instituto Plínio Corrêa na forma de um abaixo-assinado contra alguns pontos do anteprojeto do novo código penal, como a descriminalização do aborto e a revisão do problema da eutanásia:

http://www.ipco.org.br/home/peticao-ao-senado?origem=13
fortunatta#69

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