Volta do Arena?
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http://www.youtube.com/watch?v=fhbjr0-e1vI
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não é trollagem que nem aquela história do Cons.. mas com uma camiseta do Legião Urbana não se pode ir muito longe...
Pelo que li, e li pouco, a idéia é recriar um partido com os mesmo princípios do Prona, mas espero que sem a espalhafatozisse do Enéas.
O que vejo MUITO nesta comunidade aqui, e olha que pertenço a ela já faz alguns bons anos, é gente - conservadores e liberais - reclamando que não existe direita no país, que faltam partidos de direita, que faltam homens e mulheres de direita nos poderes, etc. E, impressionantemente, quando surge uma nova idéia, uma proposta, uma fagulha de tentativa, para tentar contornar, criar algo novo, diferente, que se assemelhe às idéias conservadoras, vem esta mesma malta para "azedar" a coisa: "Isso não vai dar certo..."; "já começou errado..."; "a menina tem piercing", "camiseta do legião urbana", "tem cara de intelectualóide...", e por aí vai. A árvore de preconceitos cresce em exponencial. Sem nem ao menos antes surgir uma única palavra de apoio à iniciativa de uma jovem que - provavelmente enxerga muito do que nós enxergamos - TOMOU UMA ATITUDE.
Olha, vou ser sincero, na minha juventude eu tinha uma tendência social-democrata, não era muito chegado em comunopatas, mas também tinha pavor de conservadores. Mas eu era jovem e queria participar da política, queria fazer alguma diferença, queria sobretudo melhorar. E e foi com esta cabeça que fui diretor de Centro Acadêmico, participei de congressos estudantis, congresso da UNE, reuniões em universidades, etc. Gostaria, à época, de saber o que sei hoje. De ter a visão que tenho hoje, quando eu tinha vinte anos. Mas este ano vou completar trinta e três anos e, francamente, estou com mais vontade de curtir o crescimento da minha filha, e a minha família, do que me envolver diretamente com política.
No entanto, vendo o preconceito raso de muitos de vocês contra uma iniciativa a qual vocês nem sequer conhecem direito (e não estou comentando especificamente sobre este tópico, mas sobre várias outras idéias que surgem - e o preconceito mesquinho inicial é sempre o mesmo) me deixa realmente cada vez mais desestimulado, desencorajado, desentusiasmado. Parece que, não obstante estarem com o traseiro pregado na cadeira reclamando da política do país, querem malograr até as iniciativas que surgem da direita.
E não adianta vir com aquele papo de "o Olavo disse que tem que primeiro surgir uma intelectualidade, uma cultura, e tals". As coisas sempre começam com um começo. Se depender da ajuda dos conservadores daqui, e talvez eu me inclua dentro dessa, vai ser verdadeiramente um MILAGRE se uma força de direita chegar a obter um naco do poder no país nos próximos trinta anos.
http://veritatis.info/index.php/o-partido
Mas o que deve ser feito é: tirar dela essa ideia de partido e mandar aquelas aulas introdutórias do curso de filosofia do Olavo, a aula Filosofia e seu Inverso, etc. E só.
Nessa questão de política eu já sou macaco velho. Muito antes de conhecer o Olavo e entrar nesta comunidade, muito antes de ser um conservador reclamão, eu tentei também me envolver com esse negócio de militância político-partidária, mais especificamente com grupos monarquistas (que só em orkut tem uns 20 mil simpatizantes) e, por isto, falo com conhecimento de causa: isto não dá certo nas atuais circunstâncias.
O único caminho a ser seguido é aquele proposto pelo Olavo: Fazer voto de abstinência de opiniões (que, confesso, é mais difícil de ser feito que voto de castidade ou de pobreza) por 20 anos, estudar, e só depois aparecer para fazer alguma coisa.
[url]/Main#Profile?uid=1493075356952836882[/url]:
Como vc fez contato com ela? Sou da mesma cidade, mas ainda não consegui manter contato.... Pode me ajudar?
Bom, amigo, fiz contato via facebook. Procurei o nome dela completo no facebook, achei, e solicitei amizade. Aliás, não há problema eu publicar aqui o diálogo:
http://www.facebook.com/milton.xavier.33
Olá,
li na Folha de Caxias que vocês estão com a iniciativa de organizar um
partido de direita, nos moldes da Arena. Achei a idéia ótima! e quero
desejar todo o sucesso. Gostaria também de me disponibilizar para
participar da proposta, colher assinaturas, ajudar no que for preciso.
Sou de Fortaleza. Até.
http://www.facebook.com/ladybaginski
oi
com toda certeza
temos um site com algumas informações que podem ajudar, assim como pra poder subscrever como fundador e tal com a gente
o domínio é provisório, pertence a um guri que já tinha ele antes e cedeu pra esse uso
http://www.facebook.com/milton.xavier.33
Ok.
Vou ler o estatuto e as idéias iniciais. Tenho bastante interesse em
participar como fundador. Obrigado. Vamos mantendo contato.
http://www.facebook.com/ladybaginskivou te adicionar no grupo pra que conheça algumas das outras pessoas também
http://www.facebook.com/milton.xavier.33
blz
Mais preconceitos, Godinho?
De preconceitos contra a direita já estamos cheios de esquerda. Não acha?
Acho que estamos delirando.
Quem quiser esperar 40 anos vai falar sozinho...
Quem quiser agir agora vai falar muita besteira...
Ninguém vai ter suporte.
Nem tanto, nem tão pouco. Ainda acredito que a maioria do povo brasileiro é conservador em muitos pontos. Só precisa de vergonha na cara.
[url]/Main#Profile?uid=804085099025949696[/url]:
Pois bem, Milton.
E bom entrar em contato com a moça, e eu até pensei em fazer isto, porque ela tem boas intenções e ainda tem salvação.
Mas o que deve ser feito é: tirar dela essa ideia de partido e mandar aquelas aulas introdutórias do curso de filosofia do Olavo, a aula Filosofia e seu Inverso, etc. E só.
Nessa questão de política eu já sou macaco velho. Muito antes de conhecer o Olavo e entrar nesta comunidade, muito antes de ser um conservador reclamão, eu tentei também me envolver com esse negócio de militância político-partidária, mais especificamente com grupos monarquistas (que só em orkut tem uns 20 mil simpatizantes) e, por isto, falo com conhecimento de causa: isto não dá certo nas atuais circunstâncias.
O único caminho a ser seguido é aquele proposto pelo Olavo: Fazer voto de abstinência de opiniões (que, confesso, é mais difícil de ser feito que voto de castidade ou de pobreza) por 20 anos, estudar, e só depois aparecer para fazer alguma coisa.
Discordo.
A cultura e as ideologias são circustâncias de causas convergentes. Por vezes aceleradas ou desaceleradas pela política ou pela sociedade. Quando ela já está presente, aparentemente permanentemente, é porque só porque o ´pai do pai do seu pai´ já via algo parecido. Um início um princípio. Na sociedade aceleradora em que vivemos bastam dez, quinze ou vinte anos para se formar uma opinião social coesa. às vezes menos, ainda menos que uma geração.
Mas eu creio que o que o Olavo de Carvalho diz absolutamente não é fazer "abstinência de opinião e ficar trancado estudando " por vinte anos. Não mesmo. O mundo gira todo dia. E todo dia se deve falar, se deve esclarecer, se deve opininar, se deve combater. A esquerda está no poder não porque ficou "estudando" vinte anos. Ela o está porque, enquanto havia alguns estabelecendo a estratégia, havia milhares esbravejando contra o regime. Basta entender que a "contra-cultura" não surgiu nos anos 60, surgiu nos anos 20.
Na esquerda não há nada de novo no front. Desde o século XIX. Eles não "criaram" uma cultura para chegar ao poder. Eles estabeleceram uma estratégia para tomar o poder. Esta estratégia se firmou, prioritariamente, em estabelecer castas e dissociações entre grupos sociais, e a partir aí agregar a todos estes na "luta" política contra um "opressor". Este "opressor" muda sempre, de tempos em tempos, conforme o país, conforme o poder estabelecido, conforme a ocasião. Uma estratégia pobre. Que não funcionou. Se assim o fosse a esquerda já teria chegado ao poder no Brasil em 1989. Então eles fizeram outra estratégia simples: a de se vender ao mercado, a de se vender a sociedade, e, ao mesmo tempo, comprá-la. Deu certo.
Na direita também não há nada de novo. No campo liberal desde o século XVIII. No campo conservador desde sempre. As idéias da direita estão aí desde sempre. E o mundo, a civilização ocidental, progrediram por causa delas, a despeito dos totalitarismos esquerdopatas.
Há muitos professores de direita no país. Há muitos alunos de direita. Há muitos conservadores nas universidades. Sobretudo nas regiões sudeste, centro-oeste e sul. Acontece que estes estão preocupados mais com sua vida do que com a sua futura vida. E, sobretudo, há muitas pessoas que não corcordam com o PT, que não concordam com as posturas autoritárias, exclusivistas, e "rebolucionárias" da pequena patota psicopato-esquerdista.
Em resumo: Não há que se "formar" uma cultura que já existe. Que já está. Desde sempre. No óbvio da maioria. Ela só precisa de um motivo, uma causa. A fim de se movimentar, a fim de se chegar a uma circunstância. E esta circustância tem que ser muito CLARA para todos. Assim como sempre o fez a esquerda: "Um Mundo Melhor".
Que tal uma vida melhor? Mais justa, mais honesta, mais civilizada.
A esquerda só tomou o poder com união. Mas entre si eles vivem em "guerra", até hoje, basta acompanhar qualquer congresso esquerdista, qualquer "cúpula dos povos", qualquer "fórum social mundial". Mas quando é para a resolução, eles se unem em um cloco compacto, contra o "opressor".
Por isso que toda iniciativa assim como esta do pessoal da nova Arena, deve ser sempre valorizada por nós, SEMPRE. São braços, vigas, pequenos, que surgem, de esperança, em um horizonte completamente nefasto. E o que nós estamos fazendo? Ridicularizando os mesmos. Isso é para rir ou para chorar?
Não há que se ensinar NADA a essas pessoas agora. Não a NADA que ensinar a ninguém. A direita já tem por si só o conceito da verdade e da realidade. As pessoas bem educadas também. Elas descobriram por si só caminho da discordância. E isso é o que vale. Não existe um "único caminho a ser seguido"!! Existem vários! Nossa OBRIGAÇÃO é puxar-lhes os braços para cima, a fim de que se levantem! É, quando estas derem um murro, estenderem-mos este braço até que atinjam seu objetivo. Alguém se lembra das aulas do professor do professor Yuri Besmenov? Realizar FORMAÇÃO CULTURA é uma coisa que se pode fazer também depois que se obtem o poder. E não necessariamente é preciso uma coisa para a outra.
É arrogante e desagradável, e muito imaturo, digo eu, querer fazer aos outros que leiam o que você sabe para que o outro obtenha o mesmo objetivo o qual você deseja. É feio, é pusilânime.
A direita está nos nossos corações: é a honestidade, a justiça, o respeito à individualidade, e, sob maneira alguma, obter fins através meios sub-reptícios, covardes, sem honra.
Quero ver a direita no poder. Senão como chefe, ao menos com uma parte substancial do poder. Ao menos como oposição. E não vou lutar contra forças de direita que surjam. Não vou lhes pedir o que ler, o que pensar, ou como pensar. Contra nenhum outro braço da direita. Vou apoiá-los no que acredito, e não vou apoiá-los no que não acredito. Tudo começa pelo início. Nada germina quando se mata a semente.
Enquanto a direita continuar desunida, continuar arrogante, continuar
A esquerda atua no campo cultural/ideológico, é um equívoco deixá-los sozinhos nesta área. Olavo denunciou várias vezes este erro.
Devemos fazer frente e mostrar o que é a direita nos ambientes e momentos oportunos.
Eu parei de ter medo e vergonha de mostrar o que penso.
Ou seja: o povão quer slogan, quer clichê para ficar repetindo que nem papagaio. Se você resolve propor uma pesquisa séria, direto da fonte primária, sem outras esperanças que o encontro da verdade, vai criar um escândalo e será rechaçado como criatura exótica, antissocial e perigosa.
Esta é, portanto, a única arrogância que existe: a arrogância do ignorante palpiteiro que não estuda nem quer estudar nada, e se acha com autoridade para dar pitaco em tudo.
Porque quem estuda, e procura comunicar aos outros o que sabe, faz isto por caridade, o faz impelido por um mandamento divino que, se pudesse, se lhe fosse lícito, descumpriria para o seu próprio conforto.
E eu sinceramente não quero dedicar a minha vida com o tumulto de qualquer militância político-partidária nas atuais circunstâncias. Não pretendo corromper minha alma com ainda mais isto.
http://www.facebook.com/aliancarenovadoranacional?ref=stream
"Aparentemente, nos enrolaram mas noticiaram:"
Estudante lidera movimento para refundar partido do regime militar
Mais de três décadas depois de extinto o bipartidarismo no Brasil, um grupo com representantes em mais de 10 Estados brasileiros quer tirar dos porões do passado a Aliança Nacional Renovadora (Arena), criada em 1965 para sustentar a então incipiente ditadura militar. Mas engana-se quem pensa que o líder dessa iniciativa veste uniforme das Forças Armadas e penteia cabelos brancos. As mais de 150 pessoas comprometidas com o projeto são presididas por Cibele Bumbel Baginski, 22 anos, estudante de Direito na Universidade de Caxias do Sul, na serra gaúcha. A nova Arena, avisa Cibele, responde a um cenário em que a política brasileira está desmoralizada, com 30 siglas em atividade entre as quais "não existe partido de direita".
Aos apressados em reprochar a empreitada, Cibele ensina: o que a Arena professava era uma coisa, e o que os arenistas faziam nas rédeas do País era outra. "No período pós-64, havia a Arena, o MDB (Movimento Democrático Brasileiro) e o governo. O que o governo ou o que os eleitos fizeram são atos dessas pessoas, não dos partidos - porque eles não têm autonomia jurídica para torturar ninguém, censurar ninguém, matar ninguém. Foi o sistema que fez, e não o partido. O partido político faz política, que é outra coisa."
De fato, não foi "política", e sim "Ato Institucional número 5" o nome de batismo da licença jurídica que permitiu ao Estado cassar os direitos dos cidadãos. Se a ordem legal frustrava o combate à militância de esquerda ainda em 1968, o AI-5 calhou como álibi para a censura e o assassinato, práticas em que Cibele não vê o dedo da Arena. "O partido não foi o executor, e com certeza a tortura é uma coisa muito errada, triste e lamentável, qualquer idiota sabe disso, mas o partido, em si, fazia política", sustenta a jovem, reconhecendo que Executivo e Legislativo andavam de mãos dadas: "O que os governantes faziam, eles estavam endossados pela lei para fazer."
Mas Cibele diz que não pretende voltar os olhos para trás. É mirando o futuro que ela juntou os amigos para dar vida nova à Arena. "A História do Brasil - a Revolução de 1964 e outros fatos - deve ser respeitada, mas um partido político não é uma instituição histórica para ficar remoendo fatos do passado. Deve-se respeitá-los, sim, conhecê-los, mas deve-se focar em propostas para mudar o País, que é o que um partido político faz: propor e fazer", ela diz, com a sabedoria de quem foi filiada ao DEM, circulou pelo PP e estudou o PCdoB.
E foi justamente munida de amizades com comunistas que a estudante teria descoberto, entre familiares de vítimas, o sentimento de que a Lei da Anistia quitou as dívidas da ditadura. "Conversei com um senhor que teve um parente sequestrado na época. Ele estava indignado - ele é de um partido de esquerda, aliás - e me disse o seguinte: 'Tudo que eu quero é que deixem o meu parente morto em paz para que eu possa rezar por ele. Eu não quero arrancar dinheiro do governo para enriquecer às custas dos cofres públicos, eu quero paz.' E, realmente, alguém assim quer paz, não quer ficar fazendo mídia às custas de quem morreu, sofreu e teve a sua história triste. Eles querem tranquilidade."
Como Arena alguma patrocina autoritarismo que não esteja previsto em lei, o alento de rezar no sossego de casa serve também aos saudosos de coturno: "Respeitamos a Constituição Federal de 1988, assim como a antiga Arena respeitava a Constituição da época." A nova Arena não está interessada em romper com a ordem democrática, mas em resgatar valores como o nacionalismo e o conservadorismo.
"A Arena de agora não é a recuperação daquele partido. Eu, por exemplo, não vivi naquela época. Tem muita gente nova. É um movimento dinâmico que resgata valores de conservadorismo, nacionalismo e tecnoprogressismo", afirma Cibele, anunciando mecanismos de consulta popular e de democracia interna: "Temos tópicos no programa que preveem pesquisas para ver o que a população realmente acha que vai ser mais eficiente - questões de maioridade, penas, aprimoramento do sistema educativo, desenvolvimento de tecnologias em várias áreas. É um programa amplo e, ao mesmo tempo, bem sintético, porque a Arena de agora, assim como a antiga, se fores reparar, é uma aliança de várias tendências diferentes."
Brasil sem direita
Para Cibele, a Arena vem suprir a vacância de uma representação de direita em um contexto de pragmatismo ideológico. "Eu diria que, entre os que estão por aí, não existe partido de direita. Existem centristas, um tanto governistas, na sua maior parte social-democratas (como o PSDB) ou liberais (como era o PFL, hoje Democratas, e o PP). O perfil do nosso partido não é focado no liberalismo. Como programa, a gente não defende o Estado mínimo nem o Estado máximo, porque o Estado máximo seria implantar uma ditadura aos moldes comunistas e marxistas, e o Estado mínimo seria simplesmente criar um anarquismo", ela pondera, exaltando a moderação como virtude própria do conservador.
Sem citar nomes, a jovem confirma ter sido procurada por políticos e militares. "Há assim, vamos dizer, pessoas interessadas que atuam no meio militar. Conversei com um general aposentado que me falou ser maravilhosa essa organização dos jovens. O pessoal mais velho tem restrições para participar, até mesmo por motivos de saúde, mas há interessados."
Ainda que o site provisório da legenda conclame a participação de militares e servidores públicos, Cibele rechaça abrir portas a toda a velha guarda arenista. "O (deputado federal Paulo) Maluf (PP) é o tipo de pessoa que eu gostaria de ver muito longe da Arena. Não é o tipo de pessoa adequada, que tenha o perfil de querer ser diferente de todo esse interessismo, dessa situação no Brasil. Uma pessoa procurada por 'n' crimes não tem o menor currículo para estar num partido que se propõe a ser honesto. Tem que fazer política, e não politicagem."
A líder da nova Arena não recua ao tratar de temas controversos, embora se preocupe com o arejamento das opiniões dentro do partido em assuntos como o aborto. "Estamos defendendo a conscientização ao controle de natalidade, mas isso não é um tema pacificado. Tenho uma opinião até complicada de expor porque, na posição em que estou, vou influenciar a opinião dos outros."
O recato é menor quando vem à baila o Bolsa-Família: "Os programas assistencialistas são ridículos. O que tu vês é uma mãe tendo uma penca de filhos e recebendo R$ 50 para dar comida para cada um. Tu achas que ela consegue alimentar um filho com R$ 50 um mês inteiro? Garanto que não. Com meu irmão aqui em casa, gasto bem mais que R$ 50 para alimentá-lo no mês", revela, preocupada também com o ócio dos beneficiários: "Daqui a pouco a criatura vai achar que é mais fácil ganhar bolsa do governo que trabalhar. O que o governo tem que fazer para distribuir renda é capacitar as pessoas e dar emprego para elas."
Sobre a Copa do Mundo de 2014, Cibele encontra no deputado federal Romário (PSB-RJ) um discurso a ser seguido. A estudante apoia uma petição que pretende enviar o evento para a Inglaterra. "A Copa no Brasil vai ser, depois de Brasília, o maior roubo ao contribuinte que tu vais ver na História. O Romário disse, e ele entende do assunto por ter sido jogador: 'manda essa Copa embora, vai ser uma roubalheira'. Não consegui conversar com ele a respeito do partido, e até gostaria de convidá-lo no futuro, mas enfim, a questão da Copa é que estão fazendo tudo em cima da hora e, daqui a pouco, vão dizer que não há prazo para fazer licitação - e, sem licitação, como é que tu vais controlar quanto dinheiro foi roubado?", ela pergunta.
Repelir a Copa vem também por coerência com a cartilha nacionalista, já que o evento estaria orientado para "os gringos virem aqui se divertir". "Porque o pobre não vai ver a Copa, o pobre não vai ter dinheiro para isso", antecipa, apontando problemas irresolvidos no País, como a falta de computadores na escola do irmão e a superlotação das UTIs.
Demonstrando conviver em harmonia com divergências, Cibele reconhece os méritos de dar a cara a tapa por suas convicções. "Simbolicamente, algumas pessoas vão remeter à época. Tu podes observar que vai acontecer uma coisa: as pessoas ou vão simpatizar muito ou não vão gostar, como amigos meus de partidos de esquerda que disseram 'bah, isso é terrível, tu podias ter inventado outra coisa'. É que nem sushi - ou tu gostas ou tu não gostas. É importante ter aquela sinceridade de dizer 'olha, eu acredito nisso, e não naquilo' e não precisar ficar agradando todo mundo com um discurso hipócrita. Tentar ser legal com todo mundo é estar mentindo. Ser sincero é uma coisa que ninguém faz hoje na política, e a gente precisa disso."
http://noticias.terra.com.br/eleicoes/2012/noticias/…militar.html
Já vejo diversos posts e comentários da esquerdalha sobre isso no facebook, descendo a lenha nestes "concervadores".
Hoje não faz o menor sentido uma "volta da ARENA" simplesmente porque o regime militar, o governo revolucionário, não existe mais. E, cá pra nós, a sua hipotética volta não é algo desejável.
A ARENA não era essa caricatura medonha que a esquerda costuma pintá-la, mas também não é o melhor exemplo de partido conservador; ela foi situação em um regime autoritário durante 14 anos e não se firmou como um partido de massas, não impediu a ascensão da esquerda, e acabou colaborando com a criação e o fortalecimento de oligarquias regionais.
A topiaria e podas dos ramos indesejados vem depois.
[url]/Main#Profile?uid=9563481480154150954[/url]:Sim Maria, concordo quando diz que as coisas não acontecem da noite pro dia. Você não pode ser esquerdista até Março e então resolver virar direitista e entrar na política poucos meses depois, estas coisas levam tempo.
É por isso que esse país virou um feudo esquerdista, o público direitista tem que entender que as coisas não acontecem da noite pro dia é preciso passar por todas as etapas do processo sem queimar nenhuma.
Desejo sorte ao pessoal de Caxias do Sul, sobretudo a jovem Cibele Baginsk, que eles possam dentro de suas limitações superar todos os obstaculos nesse empreitada, sobretudo o preconceito que vem principalmente de segmentos da direita brasileira.
