Palavrões ofendem os thin-skinned boys? !
Noffa, que coivva.
E a josta que é todo dia transmitida pela televisão que vocês assistem, não arranha sua pelezinha de bebê? Não dá irritação, não? Brotoeja?
Os abortistas soltos por aí fazendo campanha já devem ter causado desmaios em massa! Imagino as filas na porta dos hospitais e das clínicas, devido à comoção causada pelos defensores do genocídio de embriões! Né não?
Que era mais, além de querer que canalha seja tratado por "vossa excelência", e crimes sejam sempre justificáveis por causa das "circunstâncias"?????
O dia em que vocês entenderem que escória tem que ser tratada como escória, sempre que possível a pontapés, o mundo pode ser que comece a melhorar. Até lá, só vai piorar.
> Eu gosto do Uriel, mas detesto quando ele começa com esse negócio de "morde-e-sopra", ou seja, ficar em cima do muro jogando pedra para os dois lados.
Comportamento errático, próprio dos agentes do caos.
Admitam que o programa é uma merda, porra.
É constrangedor.
E não é só por causa dos palavrões.
Também por causa do tanto que é repetitivo. E sem ritmo, sem foco.
O apresentador também é mau educado e grosseiro com as pessoas que ligam e sem critério - deixa no ar por muito tempo idiotas que nada tem a acrescentar enquanto que interrompe e não deixa fazer direito a pergunta aqueles que ligam com indagações interessantes.
E não é nada "bem humorado". É colérico. Embora seja uma cólera que ocasionalmente provoca o riso no ouvinte. Mas aí é algo análogo a rir de quem leva um tombo, coisa que em si mesma nada tem de alegre, pelo menos não para quem cai.
Você está me lembrando uma empregada que eu tive, uma senhora que durante a época do Carnaval aparecia todo dia com uma cara de tresnoitada com olheira, contando as barbaridades inaguentáveis que tinha passado a noite assistindo. Desligar a televisão pra não ter que aguentar o tal inaguentável, nem pensar.
Não gosta, não assiste, Uriel! ou, se quer "incrementar"o programa, aparece lá, ué!
Nem precisa ser ao vivo: é só mandar um e-mail com alguma sugestão ou pergunta, ORA PORRA!!!!! !
"Admitam que o programa é uma merda, porra." == "Eu digo o que vocês tem que achar desse programa, senão eu chamarei vocês de seguidores-fanáticos-olavetes-estúpidos-irracionais"
CALE A BOCA, URIEL!
Admita você a sua função de agente de desinformação!
Conservadores e tradicionalistas são vocês que defendem a República contra a monarquia, e a maçonaria, a heresia protestante, a judiaria internacional, o sionismo socialismo, o Estado laico, a Revolução Americana (e por que não a francesa também? são irmãs), a pornografia, os neo-cons e a democracia.
o pró-americanismo e defesa do livre-mercado é o máximo de conservadorismo que pode existir na cabeça de vocês.
"o pró-americanismo e defesa do livre-mercado é o máximo de conservadorismo que pode existir na cabeça de vocês. "
Eu acho que isso era estratégia política, de alinhamento de uma nascente direita brasileira, com o que existia de reação ao globalismo (e comunismo internacional, máfia internacional, anti-religião, relativismo). Mas gorou! Os Estados Unidos estão pior que o Brasil, qualquer que seja o caminho percorido no futuro, ele tem de ser o máximo possível sem o erro da "revolução", e isso incluí a rev americana.
Agora, esse ataque à rev americana, ao Jéferson, etc é totalmente desmedido, se tem uma coisa que se confirma sempre é que após o cristianismo, tudo o que foi de satânico criado tem por base uma "heresia cristã", comunismo, fascismo, perenialismo, liberalismo, rev francesa, rev americana, etc
Então não se pode dizer que não existe algo de verdade neles, nem mesmo na rev americana, agora tem de se determinar o grau de verdade e não existe comparação entre rev americana e o globalismo-comunista-fascista de hoje, porra, eles até criaram e mantiveram a sociedade de cristão livres imaginada por São Tomás...
Coisa que o absolutismo Europeu(outra heresia) destruiu.
E não se pode voltar pra quem não está lá, onde se encontrará, um cristianismo(catolicismo) militante, no campo econômico e político...
O futuro do conservadorismo econômico, pra sitar só um, estará mais em Von Mises, Lew Rockwell,(e na escolástica, quem sabe)..do que nos pensadores modernistas que o vaticano tem hoje.
Só é ler Pierre Rossano o homem do Vaticano.
Na política, só pra avacalhar vou dizer só isso: Os democratas cristãos!
A verdadeira sabedoriaa alexiana é desconhecer a existência de qualquer conservadorismo não americanófilo.
E a Revolução americana foi conservadora. Olavo dixit.
Alex, onde o farei? aqui? em quantos tópicos? Você pode concordar com essa visão ou não mas a questão é que é burrice tachar de "esquerdista" (como fizeram o Antonio e o Nadir) qualquer posicionamento conservador não anglo-saxão. Todo pensamento conservador e tradicionalista brasileiro, ibérico e latino-americano (por exemplo, o pensamento católico) se pauta pelo combate ao Liberalismo, à maçonaria, republicanos e protestantismo. Isso desde Antonio Conselheiro, passando pelos cristeros do México, a Guerra Civil espanhola etc. Você pode discordar dessa visão e ser um conservador anglo-saxão e filo-americano você próprio. Mas tem de pelo menos reconhecer que essa visão (esse "outro" conservadorismo, latino) existe e historicamente é o único que há no mundo latino. Se querem importar um modelo anglo-saxão de conservadorismo, boa sorte.
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Em toda a História do Brasil e América Latino o Liberalismo não foi mais do que uma sinônimo de conspiração maçônica republicana e anti-clericalismo.
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Agora a idéia de que conservadorismo seja necessariamente sinônimo de americanismo é ridículo. Entendo que existem os conservadores pró-americanos e muitos deles são respeitáveis.
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Mas isso apenas mostra a "guinada" que o mundo deu.
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Os EUA despontou politicamente no mundo como um força progressista, lutando pela democracia, laicismo e contra as forças da Reação (a Coroa espanhola, os impérios europeus e a Igreja Católica). Basta ver as guerras e maquinações dos EUA contra a Espanha (Filipinas, Cuba etc) e o apoio dos americanos a Simon Bolivar, Jose Marti e a Revolução Mexicana etc.
. Antes, na plano internacional, os EUA representavam as forças progressistas e a "esquerda" - e as velhas potências da Europa representavam a direita. Se os EUA hoje são o máximo de direitismo e conservadorismo que vocês conseguem imaginar, isso só mostra o quanto o mundo se deslocou para a esquerda.
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veja por exemplo esse artigo (de um conservador americano que não é americanófilo):
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The Prussian Monarchy Stuff
by William S. Lind
. http://www.lewrockwell.com/lind/lind103.html
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"Of course, like all real conservatives, I am a monarchist. The universe is not a republic. (...)
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"Still, had the Central Powers won in the end, the civilization destruction might not have been so complete. There would have been no Communism, nor a republic in Russia; a victorious Germany would have never tolerated it, and unlike the Western Allies, Germany was positioned geographically to do something about it. Hitler would have remained a non-entity. Prior to World War I, the best major European countries in which to be Jewish were Germany and Austria; Kaiser Wilhelm would never have allowed a Dreyfus Affair in Germany. The vast Jewish communities of Central and Eastern Europe would have held their traditional places in multi-nation-empires, instead of becoming aliens in new nation-states. It should not surprise us that in World War I, American Jews attempted to raise a regiment to fight for Germany.
Even more importantly, the Christian conservatism – more accurately, perhaps, traditionalism – represented by the Central Powers would have been greatly strengthened by their victory. Instead, the fall of the German, Austro-Hungarian and Russian monarchies let the poisons of the French Revolution loose unchecked upon the West, and upon the world. The Marxist historian Arno Mayer is correct in arguing that in 1914, the United States represented (as a republic, with France) the international left, while by 1919 it was organizing the international right. America had not changed; the spectrum had shifted around it.
Criei um tópico parcialmente em resposta a ti, Alex:
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/Main#CommMsgs.aspx?cmm=44668&tid=5272965812120133384&na=4
. Monarquias européias e os EUA
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Saudações cordiais
E qual o problema em chamar o protestantismo de heresia?
Se começar a ter politicamente correto na comunidade me avisem que eu saio.
A igreja primitiva era protestante ou católica? Respondendo com honestidade esta pergunta, você saberá se o protestantismo é herege ou não. Esse tipo de comentário/discussão, infelizmente está ficando cada dia mais frequente na comunidade, e sinceramente, me dá vontade de vomitar. É ridículo e lamentável.
"Esse tipo de comentário/discussão, infelizmente está ficando cada dia mais frequente na comunidade, e sinceramente, me dá vontade de vomitar. É ridículo e lamentável. "
Também acho todos os cristãos tem de dar as mãos e cantar canção de roda:
Os Católicos, os protestantes, anglicanos, cátaros, comunistas, gnósticos, libertários, luciferianos, arianos, neo pagãos, ecologistas, etc, etc.
Todos juntos agora, somos todos iguais em nossos erros, viva a livre interpretação das escrituras, viva, viva!
Comunismo em nome do senhor, Calvino e Lúcifer pro ministério da moral, Lênin e Cátaros pro ministério da educação e desportos
Qualquer que seja o sentido que o Houaiss ou qualquer dicionário dá pra heresia, continua sendo desrespeito (pra não dizer coisa pior) chamar o protestantismo de herético.
Não sou herege e tenho certeza disso. Rejeito o rótulo e desafio a quem quer que seja a banir-me do Céu! Quem são vocês pra ter tal "poder"! Chega a ser cômico!
Conheço BEM a Bíblia, esse blá-blá-blá de "livre interpretação" que tentam jogar na nossa cara é conversa pra boi dormir, é coisa de quem não sabe o que está falando e não tem cuidado com as próprias palavras, esquecem-se que darão conta de cada uma delas a Deus!
Tudo isso é a mais pura implicância, ignorância, perseguição, falta de conhecimento, e o falso direito de arrogar pra si a Verdade. Pouco me importa o que pensam, mas o que dizem é inaceitável! É realmente triste ver numa comunidade como essa esse tipo de mentes e pensamentos.
As pessoas falam pelos cotovelos sem saber a vida que as pessoas que servem a Deus de verdade levam, estejam elas sob qual "placa de igreja" estiverem ou não.
Conversa pra boi dormir SIM, assim como esse texto, primaríssimo (também, a fonte, tsc, tsc, digo eu)!
...me aponte o versículo que defende a livre-interpretação.
Onde você leu que eu defendo essa "livre-interpretação" da qual vocês falam? Não sabem nem o que estão falando! Fica parecendo que cada um lê e "analisa" ao seu bel-prazer sem saber o que está fazendo, e isso seria além de tudo, burrice! É subestimar demais a inteligência das pessoas que conhecem a palavra de Deus!
Eu falo de VIDA CRISTÃ, meu caro! A Bíblia, em sua quase totalidade, é clara como água acerca do que quer dizer! A dúvida não está nas cabeças nem nos corações de quem serve a Deus de verdade!
O termo "heresia" é academicamente consagrado. Fala-se em "heresias medievais", heresiarcas e há a heresiologia.
Do ponto de vista da ortodoxia católica é evidente que as diferentes seitas protestantes são hereges (a própria palavra protestantes deriva de "protesto", o que mostra que é algo que se coloca "contra a corrente").
Anàlogamente, do ponto de vista protestante os católicos é que são os hereges [e idólatras, acrescente-se; além de "pagãos disfarçados de cristãos" etc].
Sem frescuras, por favor.
PORQUE VOCES NÃO TOMAR NO CÚ?
O TÓPICO É SOBRE O OLAVO FALAR MUITO OU POUCO PALAVRÕES OU NÃO???
PORRA! TEM UNS BABACAS QUE SE ACHAM " DONOS" DESTA COMUNIDADE E QUEREM ENFIAR GUELA ABAIXO AS SUA "VERDADES" PESSOAIS... E UNICAMENTE PESSOAIS!
VÃO PROCURAR OUTRO PICADEIRO, PORRA!
FODAM-SE!
TÔ SAINDO FORA DESTA MERDA!
ABAIXO ESTA MERDA DE "FORUM" !
VIDA LONGA PARA O OLAVO!
Sidney Silveira
A pedido de amigos, compus hoje esta breve questão disputada sobre o uso de palavrões por parte do filósofo. Depois, certamente, se apresentará ocasião para comentarmos em detalhes o que segue abaixo.
QUESTÃO DISPUTADA SOBRE O USO DE PALAVRAS TORPES POR PARTE DO FILÓSOFO
(Em um artigo)
Sobre se é lícito ao filósofo, contra adversários maliciosos, argumentar com palavrões ou ditos insultuosos.
Primeira objeção
Entre pessoas que buscam a verdade, mas divergem com relação a determinado tópico (τόπος), a discussão dialética deve dar-se por meio de um tratamento respeitoso, sem palavras de calão, para que a luz da razão natural (lumen rationis naturalis) dos debatedores não se obscureça pelas paixões do apetite irascível e consiga, assim, levar ao ato uma potência que é conatural a todos os homens: a tendência à verdade, radicada no intelecto possível.[1] Mas entre comunistas, por exemplo, não há quem busque de fato a verdade, mas apenas defensores de uma ideologia criminosa — com maior ou menor grau de consciência das primícias de sua atuação e das conseqüências, diretas ou indiretas, que dela decorrem. Logo, parece lícito usar palavras desrespeitosas e de calão numa discussão dialética com comunistas ou com defensores de quaisquer outras ideologias nefastas.
Segunda objeção
Diz Aristóteles no Peri Hermeneias que a palavra escrita é símbolo da palavra falada, e a palavra falada é símbolo das afecções da alma, ou seja: das imagens da realidade que afetam a potência sensitiva interna da imaginação, antes de ser conduzidas à vis cogitativa da alma e, desta, à razão superior que abstrai a verdade dos dados subministrados pelos sentidos. Mas as palavras (escritas ou faladas) usadas pelos comunistas na defesa de suas teses, assim como as dos defensores de quaisquer outras ideologias nefastas travestidas de filosofia, não simbolizam em nenhum grau a realidade, mas representam a negação desta por meio de sofismas ou slogans que visam a seduzir as pessoas e levá-las ao erro. Portanto, eles não podem, propriamente, ser considerados filósofos e, por esta razão, não merecem adentrar o terreno das discussões dialéticas que pressupõem o debate respeitoso aludido na primeira objeção. Logo, o filósofo não está obrigado a usar com eles das palavras vernáculas que expressam os elevados conceitos mentais pelos quais se chega filosoficamente à verdade, mas pode, se quiser, usar palavras de calão.
Terceira objeção
Os defensores do comunismo e de outras ideologias tão ou mais nefastas — como o liberalismo, em seus mais variados matizes — muitas vezes mentem em sua argumentação, e a mentira em si é muitíssimo mais daninha do que o palavrão, já que este último não necessariamente expressa um engano, mas, em geral, apenas retrata um estado de espírito. Assim, por serem contumazes impugnadores da verdade conhecida, estão esses mendazes adversários excluídos da discussão filosófica, pois na melhor das hipóteses se pode conceder que defendem os seus erros com algum grau de ignorância culpável. Logo, por princípio, não é preciso usar de linguagem escorreita no trato com eles, pois, dada a sua leviandade, não são merecedores do respeito hipotecado aos verdadeiros adversários filosóficos, pois estes últimos buscam a verdade, enquanto os comunistas e os defensores de outras ideologias nefastas (como o liberalismo), não.
EM SENTIDO CONTRÁRIO, remetamo-nos ao que diz Aristóteles no Protreptico, por meio de um silogismo disjuntivo: “Ou devemos filosofar, ou não devemos. Se devemos, então devemos [sem problemas]. Mas se não devemos, também devemos para explicar por que não devemos. Logo, devemos filosofar sempre”. Desta conclusão do Filósofo deduz-se que o modo humano de conhecer pressupõe, necessariamente, o uso de argumentos para alcançar a verdade — e tão mais verazes serão esses argumentos quanto menos estiverem contaminados pela exacerbação das paixões do apetite irascível, que normalmente afloram numa discussão aos palavrões. Ademais, na língua insultuosa não se encontra a sabedoria, mas, ao contrário, ela apenas reflete a arrogância e leva a grandes quedas espirituais as pessoas que discutem aos palavrões. Daí dizer a Sagrada Escritura: O prepotente (...) usa de palavras perniciosas (Sl. 51). E ainda: Não terá duração na Terra a má língua (Sl. 139, 12). E mais: A boca do justo produz sabedoria, mas a língua perversa será arrancada (Prov., 10. 31). E por fim: Aquele que profere uma linguagem iníqua não pode fugir de Deus; a Sua justiça vingadora não o deixará escapar (Sab. I, 8); etc.
RESPOSTA. Duas coisas devem considerar-se, como preâmbulo à resposta a esta questão. A primeira é que o bem e a perfeição do intelecto humano consistem em conhecer a verdade, como afirma Santo Tomás na Suma Contra os Gentios (I, 1, 3). Portanto, sendo a verdade o bem (e o fim) do intelecto, a ela devem ordenar-se todos os raciocínios que compomos ou dividimos fazendo uso da potência intelectiva, assim como todas as discussões em que estejamos envolvidos. A segunda é que a esse bem do intelecto humano que é a verdade não se chega sem que haja uma causa instrumental extrínseca — no caso, o mestre. Pois, como diz Santo Tomás no livro Sobre a Verdade (q. 11, art. 2. resp.), embora possamos conhecer sozinhos muitas coisas graças à luz da razão natural dada por Deus a todos os homens, nem por isso podemos dizer que somos mestres de nós mesmos, pois quando alguém adquire a ciência por si mesmo, ainda assim a tem apenas em seus princípios comuns aplicados a algo específico e limitado — mas não em relação aos conhecimentos mais abstratos e superiores, para os quais é preciso haver uma causa instrumental exterior que incuta o hábito da ciência na alma daquele que busca a verdade.
Pressupostas estas duas coisas (ou seja: que todos tendemos à verdade; e que, para alcançá-la em sentido pleno, precisamos de um mestre), deve-se dizer que, numa discussão contra adversários maliciosos, é absolutamente ilícito e contraproducente para o filósofo fazer uso de palavrões ou de expressões insultuosas, e isto por algumas razões. Aduzamos somente duas, pois nos bastam. A primeira delas é que o ofício do sábio (officium sapientis) consiste em uma dupla função: ordenar as coisas aos fins que lhes são próprios e combater os erros, conforme acentua Santo Tomás no começo da Suma Contra os Gentios (I, 1). Ora, sendo o comunismo e quaisquer ideologias tão ou mais funestas (como o liberalismo) um erro tremendo, mais do que nunca cabe ao filósofo usar dos seus melhores instrumentos para refutá-las de forma apodíctica e, assim, tentar conduzir os seus adeptos à clara visão da verdade — o que não se faz por insultos nem com palavrões.
.Na prática, se o filósofo começa a xingar os seus adversários que estão em erro, com isto acaba por engolfá-los mais e mais no erro em que estão, pois os induz a responder iradamente na mesma medida, sem raciocinar, dado que uma das precondições para a razão alcançar a verdade reside no fato de que não esteja obliterada por vícios mentais [2] que, na prática, são grandemente estimulados pela linguagem torpe. Assim, ainda que o adversário seja um “demônio”, não se deve baixar o nível da linguagem na denúncia de suas argúcias sofísticas, pois para o filósofo basta refutá-las.
Deve-se também aduzir o seguinte fato, considerando a malícia dos adversários comunistas (e também liberais) e a natureza nefanda dos seus erros: é impossível, nesta vida, o homem estar definitivamente obstinado no mal. Bem o demonstra o Angélico no livro Sobre a Verdade (Q. 24, art. 11, resp.), onde diz: “A obstinação implica certa firmeza no pecado, em virtude da qual o pecador não consegue sair de sua situação. Pois bem, o fato de que um pecador não consiga abandonar o pecado pode entender-se num duplo sentido: em primeiro lugar, em razão de as suas forças não serem suficientes para que ele se liberte do pecado, e neste sentido se diz de todo aquele que cai em pecado mortal que não pode voltar [sozinho] à retidão. Mas esta firmeza no pecado não basta para dizer que alguém esteja propriamente obstinado. Noutro sentido, se diz que alguém está firme no pecado porque não consegue cooperar para sair dele”.
A partir daí, Santo Tomás afirma que a obstinação perfeita existe apenas nos demônios, cuja inteligência está tão fixada no mal que quaisquer dos seus movimentos volitivos e intelectivos implicam em si o engano, a malícia, e, portanto, o pecado. No caso do homem, por pior que seja a situação moral e intelectual em que esteja, a sua obstinação é imperfeita, na medida em que sempre há débeis e episódicos movimentos em direção ao bem da inteligência, que é a verdade. Portanto, ainda que os adversários comunistas e liberais estejam em tal situação dramática (na qual, teologicamente, só se pode esperar por uma moção superabundante da graça divina), cabe ao filósofo, mais do que nunca, tentar fazê-los recuperar o senso comum, que é precondição para a verdade vir à luz. Se não conseguir, ele não deve insultá-los com xingamentos ou coisas assim, pois isto literalmente faria com que eles se obstinassem mais e mais em sua posição, como a experiência o demonstra de forma eloqüente.
EM RESPOSTA À PRIMEIRA OBJEÇÃO, deve-se dizer que, do fato de os comunistas (e também os liberais) não buscarem a verdade em sentido próprio — pois são meros ideólogos em busca de argumentos com aparência de verdade —, não se deduz, logicamente, que seja lícito usar para com eles palavrões ou insultos. Trata-se de um enorme salto lógico, típico do pensamento erístico, entre as premissas maior e menor e a conclusão do silogismo: aquelas definitivamente não conduzem a esta. Ademais, do fato de termos de usar de palavras respeitosas para com quem busca a verdade não se deduz que só devamos usá-las neste caso.
EM RESPOSTA À SEGUNDA OBJEÇÃO, deve-se dizer que ela comete o mesmo raciocínio vicioso, no seguinte ponto: do fato de tais contendores não serem propriamente filósofos não se deduz que não devamos usar para com eles da mesma linguagem respeitosa implicada na discussão verdadeiramente filosófica.
EM RESPOSTA À TERCEIRA OBJEÇÃO, façamos menção a Santo Agostinho, que nos lembra o seguinte: nem todos os que dizem uma coisa falsa mentem (Sobre a Mentira, I, cap. 3), mas apenas aqueles que, tendo uma determinada coisa na mente, expressam outra contrária com o intuito de não revelar a verdade. Sendo assim, pressupor que todos os comunistas e liberais mentem é cometer o grave pecado de julgamento de intenção. Além do mais, ainda nos casos em que a mentira se torne de tal forma patente (e que, portanto, não cometamos o julgamento de intenção ao atribuí-la a outrem), disto não se deduz (nem se justifica) que tenhamos de responder a ela com insultos e palavrões, entre outras coisas pelas razões apresentadas no corpus.
[1] Em linhas gerais, Aristóteles conceituara o “intelecto possível” (ou “passível”: o noûs pathetikós) como potência do intelecto para atualizar todos os inteligíveis. Trata-se da pura e simples capacidade que possui cada ser humano, individualmente, de atualizar toda a sorte de conhecimentos.
[2] Aduzamos, à guisa de exemplo, a ira e a contumélia.
Ao analisar palavras consideradas ofensivas, pode-se medir valores de uma sociedade
Quem nunca chamou alguém de “filho da p...” mesmo sem conhecer a mãe do sujeito? Muitas vezes, a resposta automática às emoções é verbalizada na forma de palavrões. A questão não se resume à falta de educação. De Françoise Rebelais à Bíblia, de artistas a senadores da República, dificilmente alguém consegue evitar.
Essa linguagem “sem filtro” aproxima gênios de indivíduos comuns. Por esse motivo, é usada por grandes autores e intelectuais para exprimir emoções em modo não convencional, mas eficaz, assim como eu e você os usamos em nosso dia a dia. Essas palavras servem para ligar conceitos da sensibilidade popular ou para representar de forma direta e livre aspectos da alma humana.
Autor do livro Parolacce – Perché le Diciamo, que Cosa Significano, Queli Effeti Hanno (Palavrões – Por que Dizemos, o que Significam e que Efeitos têm, em tradução livre), o jornalista e linguista italiano Vito Tartamella decidiu investigar esse modo particular de expressão e produziu uma espécie de manual dos palavrões.
– O que mais me apaixonou foi descobrir que os palavrões comprometem muitos campos do saber: linguística, psicologia, direito, literatura, neurologia, cinema – afirma.
Para os moralistas de plantão, vale ressaltar que palavrões são formas línguísticas ímpares para se expressar uma emoção. Isso porque, no cérebro, o turpilóquio (denominação para as expressões obscenas) funciona como um tipo de sistema de alarme que vigia o hemisfério direito, responsável pelo pensamento emotivo e onde são arquivados os palavrões.
A pesquisa sobre a área cerebral que controla o turpilóquio nasceu com os estudos neurológicos sobre afasia (perda da fala): foi observado que alguns pacientes que perderam a capacidade de falar devido a uma doença ou trauma cerebral mantiveram intacta a capacidade de praguejar.
Os palavrões, assim, seriam uma espécie de lado B do pensamento. E a atitude de xingar alguém ou expressar um sentimento em uma expressão curta traz muitos significados.
Uma ofensa dita no trânsito ou o cumprimento a um amigo com uma palavra chula pode dizer muito sobre o indivíduo e a sociedade em que ele vive.
Um estudo da Escola de Psicologia da Universidade de Keele, na Inglaterra, constatou que falar palavrões pode ajudar a diminuir a sensação de dor física. No estudo, liderado pelo psicólogo Richard Stephens, 64 voluntários colocaram suas mãos em baldes de água cheios de gelo, enquanto falavam um palavrão escolhido por eles. Em seguida, os mesmos voluntários deveriam repetir a experiência, mas, em vez de dizer palavrões, deveriam escolher uma palavra normalmente usada para descrever uma mesa. Enquanto falavam palavrões, os voluntários suportaram a dor por 40 segundos a mais, em média, além de sentirem menos dor. O que está claro é que xingar provoca não só uma resposta emocional, mas também uma resposta física.
indignação .
A bem da verdade , alguem precisava fazer isso na cara de Lula e de sua corja .
Eu pessoalmente , preferiria , dizer TUDO ISSO aos eleitores do Lula , analfabetos, mentecaptos, energumenos , ratazanas .
No grupo de oração que eu frequento já ouvi várias vezes que as pessoas colocam o respeito humano acima de valores fundamentais da fé e do respeito à Cristo e à Igreja.
Conheci o Olavo pelos vídeos do youtube, onde a edição dos mesmos dá ênfase aos palavrões. Eu achei muito legal seu jeitão que não me causou estranheza nenhuma. Acho que assim a mensagem do Olavo escorrega pra dentro do cérebro que nem um quiabo. Lembro daquele TO que alguém o acusou de ter um estilo "melífluo" ao que ele respondeu: "melífluo é o caralho". Muito bom...
Eu nem me divirto -bom, alguns sao impagaveis, veem com a expressao e momento certos!- e nem me choco, mas acho alguns palavroes sao chuuuuulos tanto na palavra como n conteudo. Eu evito propagandear pra meus conhecidos por causa deles.
Acho que palavrao acaba por chamar a atencao de seres-'mulekes'- que achariam Olavo so caretao nao fosse esse linguajar. Mas nem acho que Olavo faca isso com essa intencao. Eh o jeito dele, so.
E, obvio, isso 'arranha' soh um pouco a coisa boa que vem no 'pacote' dele: clareza e integridade e coragem, etc. Tem alguma coisa inarranhavel por tras....que ficaria melhor sem os palavroes vulgares. Os palavroes dao um certo quê surpreendente ao pensador.
(Do mesmo jeito que dancar funk so arranha um pouco muitas mulheres brasileiras. Tem algo inarranhavel por tras em muitas delas--bons valores e bons sentimentos, familia, etc. Elas apenas ficariam melhor sem a coisa vulgar do funk.)
Nos livros e nos artigos de jornal. Mas o True Outspeak é um instrumento de massificação das idéias dele, dirigido aos não-iniciados, e a imagem que ele acaba passando não é das melhores. Muita gente vê o Olavo como um Alborghetti melhorado, com conteúdo. Mas ainda assim como um Alborghetti. Se não moderar o tom, não vai conseguir fazer com que as pessoas venham a se interessar mais a fundo pelo que ele fala. As pessoas vão rir, vão falar que o "o cara é foda" e vão continuar suas vidinhas.
Acho que os xingamentos e confrontos abertos ele poderia deixar pra tropa de choque dele - afinal, militante é pra isso mesmo. Ele se postaria melhor como a mente difusora da teoria, enérgico, mordaz, veemente, mas conservando a "liturgia do cargo", digamos assim.