Vejo a defesa da monarquia costantemente na comunidade. Queria ver argumentos que provem que a monarquia impede de sermos governados por safados da mesma forma.
É um pinguim de geladeira que leva a necessidade formação de um partido (Partido Republicano) só para fazer propaganda da República. Eita pinguinzinho chato esse.
A questão hoje nem é saber se a monarquia vai ou não ser melhor. A questão é de entender que a república já acabou e temos pela frente a ditadura do proletariado.
De mais a mais é só comparar o retrospecto da monarquia com o retrospeco da república no Brasil para termos uma idéia do que podemos esperar. E a monarquia ganha com folgas.
Não sei não, Maria. Tenho que estudar mais para poder falar sobre monarquia. Mas, quanto à república, eu acredito que existem diversas questões a serem analisadas como planejamento familiar, falta de abertura econômica durante o governo militar, etc, etc e etc... Porque, antes de tudo isso, a república também funcionava.
Luiz Henrique... eu concordo com vc - a Monarquia Parlamentarista não irá impedir que os "safados" façam parte da "esfera governante".
O mudaria do sistema atual é que o chefe de Governo ("quem manda mesmo"), será escolhido pelo parlamento - ou seja - talvez fossemos governados por um Arlindo Chinnaglia, um Renan Calheiros, um Severino Cavalcanti...
Sinceramente, não vejo como se pode afirmar que um sistema de governo e de Estado pode trazer mais segurança à população e às "instituições" (ou, no mínimo, à mim hehehe). Com todo respeito e -=sem fazer defesa do regime atual=-, apenas tenho vistos afirmações sem fundamento.
No mais, atrevendo-me a falar sobre o passado de nosso País, nós -=nunca=- vivemos um legítimo regime de Monarquia Parlamentarista; pelo que me lembro (poxa, faz muito tempo que nem leio nada sobre o assunto), sempre se adotou um regime substancialmente centralizado, absolutista, a despeito do rótulo que seja usado.
O Poder Moderador, mencionado pelo colega Uriel, não é uma característica da Monarquia Parlamentarista. Na verdade, já que quem detinha tal poder era o chefe governante, o instituto se tratava de um subterfúgio (introduzido por D. Pedro II, se não me engano) para se governar sem dar ouvidos ao parlamento (ao menos o tenho visto assim); ou seja, mesmo que haja parlamento, as decisões não vinculam o governante - subverte-se o regime que se pretende parlamentarista.
Agora, comparar os regimes vividos em nosso País, tbm não acho correto. Fazendo uma metáfora (em homenagem ao nosso Presidente - que tanto o usa o recurso), seria o mesmo que comparar o Pelé com o Ronaldo Fenômeno, pois ambos jogaram em posições diferentes e em épocas diferentes.
... acho que é isso... ambos têm suas falhas - não vejo como nos livrar dos "safados"... abç...
(...)
"7) Rogerio, muito boa pergunta! O problema do modelo com presidente e primeiro-ministro, eh que persiste a ligacao de ambos com algum partido. pense num jogo de futebol. a cada quatro anos, elegemos o capitao de um dos times para juiz das partidas. eh obvio que ele vai puxar a sardinha pro time dele... As vantagens da monarquia neste caso sao: o juiz eh neutro, nao tem vinculo com nenhum partido e, como eh eleito somente na posse, nao tem interesses imediatistas a defender, como garantir que seu sucessor seja do seu partido; sua atribuicao eh zelar pelo cumprimento da Constituicao e garantir que as regras do jogo politico sejam respeitadas. (...)
Complementando... A separacao de Chefe de Governo e de Estado eh fundamental. Eu nunca entendi, como FHC e Lula, viajando tanto, participando de tantos eventos publicos, tinham tempo de despachar com seus ministros. Alias, Pedro II nunca fez sequer uma viagem ao exterior com dinheiro publico. Quando foi extraditado, fico quase sem um tostao. Seu unico bem, um casarao no Rio de Janeiro, foi confiscado para sede do novo governo republicano, dando origem ao primeiro processo civel da republica que nascia. Esse processo nao foi concluido ate hoje, o dava uma boa indicacao do que estava para acontecer a partir daquele momento...
"Alguem mencionou que o Imperador receberia o titulo apenas por ter nascido em uma familia privilegiada. Nao eh bem assim... Justamente pelo fato de o presumivel futuro monarca ser conhecido desde o nascimento, toda a educacao necessaria para o exercicio do oficio lhe eh dada desde cedo. No Imperio brasileiro, apos concluir o servico militar (obrigatorio...), o principe era designado regente da provincia do Grao-Para e Maranhao, sob supervisao do Imperador. Com isso, era possivel avaliar o desempenho do, ate entao presumivel, futuro monarca, que o levaria a ser posteriormente aclamado ou nao.
A manutencao da familia imperial nao eh nem de longe a coisa exorbitante que se imagina. Eh ate bem menos dispendiosa que os atuais custos com os Palacios da Republica. Pelo menos, o Estado nao fica com o onus das aposentadorias e pensoes para ex-presidentes e primeiras damas...
Apesar de o cargo ser, em tese, vitalicio e hereditario, a sucessao pode ser quebrada, passando o cargo para o proximo da linha sucessoria ou, ainda, aclamando um Imperador de uma nova dinastia, que conte com apoio popular."
"Em 1889, o povo brasileiro foi traido junto com Pedro II. Ele nao foi derrubado, nao pelo povo, nem pelo partido republicano (que era incrivelmente impopular, conseguindo com muito custo 3 representantes), nem pelos abolicionistas (pois o imperador era um deles...). O foi pelos grandes proprietarios de terras, como vinganca pelo advento da abolicao, e para evitar a reforma agraria pretendida por Pedro II para assentar os escravos libertos. Ciente do caos social que aconteceria (e de fato aconteceu...) com a libertacao de milhares de pessoas sem instrucao e nem lugar para ir, preferia ter adiado a abolicao em um ano, ate que seu plano de reforma agraria, que pretendia assentar as familias de escravos em terras ao longo das novas ferrovias estivesse concluido.
(...)
A Republica brasileira frustrou mesmo a propria abolicao em si. Hoje temos escravidao tanto na forma "classica", em fazendas de cana-de-acucar, muitas delas de politicos conhecidos, quanto uma forma menos visivel, como juros bancarios extorcivos e impostos elevadissimos, sem que o povo tenha acesso aos servicos publicos correspondentes. Trabalhamos tres ou quatro meses para manter o governo em troca de escandalos e impunidade. Considero isso uma forma "ligth" de escravidao..."
[url]/CommMsgs.aspx?cmm=87091&tid=2538194226609557547&na=4&nst=87&nid=87091-2538194226609557547-2539341474653920239[/url]Tarcio Lazaro:
"1) A monarquia esta vencendo na comunidade do OdeC pelos motivos errados. Todos la vem a monarquia com o mesmo estereotipo de "regime natural de direita", o que esta erradissimo. Eles estao apoiando a causa monarquica por desinformacao!" (...) "A separacao de Chefe de Governo e de Estado eh fundamental."
Mas isso foi justamente o que eu disse aqui, logo no começo do tópico:
"Há distinção ente chefe de Estado e chefe de governo e há o Poder Moderador. Quanto menor o Estado e quanto mais divisão de poderes melhor."
Jun 20 Monarquia Parlamentarista. T�, e a�?
Mas eu sou de direita, então eu e todos os outros membros dessa comunidade só podemos estar defendo a monarquia por pura "carolice", olavice ou "pelos motivos errados", mesmo quando usamos argumentos idênticos aos do nosso petista monarquista.
conversa com um amigo português outro dia pela internet, ele defendia uma tese aqui levantada os paises mais dinamico da europa no momento são monarquias, com regimes estaveis, e ele citou a espanha, holanda, reino unido e por ai vai...
numa boa... gosto muito de ler o que se comenta na comunidade, mesmo não compartilhando da opinião dos colegas na maioria das vezes...
neste caso, com a devida lincensa, vejo que o foco da discussão foi esquecido...
Por mais que se seja simpático a determinada corrente, se se tiver em vista a proposta inicial do tópico, não vejo argumentos racionais pelos quais se permita concluir que determinado sistema será mais eficiente que o outro (em impedir que "sejamos governados por canalhas da mesma forma")...
Só de propaganda o governo Lula gasta a incrível fábula de 1 bilhão de reais ao mês.
Todo governo totalitário não poupa esforços em bravatear seus supostos feitos.
Gente... ninguém está a defender sistema nenhum; muito menos o Governo Lula...
Giovani... eu havia lido e entendido o seu ponto de vista; apenas não concordo com os argumentos mencionados, pois eles (ao menos o que tenho visto) partem de afirmações que nem sempres são confirmáveis...
Os argumentos, como o da educação recebida pelo Monarca, na minha opinião, não são "absolutos"; não permitem concluir pela garantia de proteção do cidadão. Vejo que, da mesma forma que o "Poder Judiciário técnico e independente" (que deveríamos ter), trazem apenas uma expectativa de proteção - nada mais.
Por esta razão digo que os argumentos não têm consistência - não se pode afirmar que este ou aquele sistema irá nos defender dos "safados" com maior eficiência que o outro... apenas isto...
Esse Tarcio não está na OdeC nos Odeia? Agora entendo porque fomos tão mal recebidos naquela comunidade "dita" monarquista. Se eles querem uma monarquia "left" é só promover Lula a Conde e Hugo Chavez a Rei da AL. Nem precisa mudar o regime.
Essa monarquia de esquerda tem tudo para ficar um luxo. Dom Lula promovido a Conde. Dom José Dirceu, Visconde. Dom Genuino promovido a Barão. Hugo Chávez, Rei da América Latina. MST promovido a guarda real revolucionária. Brasila transformada num belo castelo rodeado por um imenso fosso cheio de piranhas e só falta a princesa nesse castelo que poderia ser o transexual.
Dr. Glen, esclarece aqui esta sua velha amiga: a Maçonaria de D. Pedro I era, basicamente, a Maçonaria de hoje?
Eu sei que já disse aqui que meu único contato com a Maçonaria vem de saber que meu bisavô Alfredo, homem exemplar, era Maçom - e reconheço que sei muito pouco sobre o assunto, embora tenha lido a respeito.
Mas é que me parece, às vezes, que existem várias interpretações da Maçonaria - ou mesmo, não sei, várias Maçonarias diferentes, tanto no tempo quanto no espaço!
Eu gostaria de saber se é assim, ou se existe UMA Maçonaria principal, mantida sem alterações desde a sua fundação.
Creio que o senhor é a pessoa mais qualificada para me responder, aqui na comunidade, em que pese a minha admiração e respeito por outros amigos, já que o senhor é declaradamente seguidor da Maçonaria - e por isso dirijo ao senhor a minha pergunta!
É claro que esquerdistas se infiltram em todos os movimentos e o monárquico não é exceção. E parte importante do próprio PT apoiaria/apoia a monarquia parlamentarista - a maioria dessas por motivos puramente táticos, é evidente. Eles querem a partidocracia do parlamentarismo, seja republicano ou monárquico.
Pedro,
o Dr. Glenwood e outros maçons provavelmente dirão que a maçonaria como instituição não é de esquerda nem de direita, não é pró-católica nem anti-católica etc.
Porém a "maçonaria em si" não existe, o que existe são os maçons que a compoem. Eu nunca vi a maçonaria tomando um cafezinho ou andando de ônibus; só já vi maçons fazendo-o.
Em vários momentos da História "a maçonaria" (ou seja, parte representativa e influente dos maçons) tomou posições "progressistas" - no bom e mau sentido da palavra - como por exemplo o apoio à causa republicana (lamentavalmente, na minha opinião), o apoio à Independência e ao movimento abolicionista.
Porém a maçonaria brasileira também notoriamente apoiou o "reacionário" movimento de 64 que depôs militarmente o Jango.
Na frança e em outros países latinos (ou seja, católicos) as lideranças maçônicas tem apoiado movimentos "anti-clericais". No entanto, a maçonaria anglo-saxônica tem historicamente se mostrado mais conservadora e "pró-igreja" (talvez devido ao fato de no mundo anglo-saxônico a igreja predominante ser a anglicana e protestante e não a católica).
nos EUA só houve um breve "rompimento" das igrejas protestantes com a maçonaria quando do caso do aprisionamento e assassinato seguido de ocultação de cadáver (em 1826) do capitão William Morgan, traidor e profanador da maçonaria que foi perseguido e veio a desaparecer em circunstâncias misteriosas. Isso abalou a imagem da ordem diante da opinião pública, abalo que culminou na formação (no mesmo ano de 26) e quase ascenção política do partido anti-maçônico (Anti-Masonic Party), aliás o primeiro partido nacional dos EUA.
mas isso já passou. Hoje a maçonaria tem relações cordiais com as igrejas protestantes nos EUA; e, após o Concílio Vaticano II, boas relações com a igreja católia em quase todo mundo - a exceção é a maçonaria francesa, que é uma dissidência ou ordem "cismática", não reconhecida e considerada irregular pela maçonaria "inglesa" - ela aceita ateus e aparentemente está infestada de comunistas
em tempo, que eu saiba, a Obediência Maçônica que inicialmente reconheceu o GOB (Grande Oriente do Brasil) foi o Grande Oriente de França (o hoje "irregular" que é politizado e aceita ateus). Mas foi esse Grande Oriente que reconheceu o GOB. Porém depois o GOB rompeu com o Grande Oriente da França e se ligou à Grande Loja Unida da Inglaterra (a "conservadora"); daí em diante é que a maçonaria brasilieira cresceu mais (porém não sei dizer o ano).
sempre oiço dizer que Niemeyer e outros ateus comunistas são maçons; suponho que pertençam a Lojas reconhecidas pelo Grande Oriente da França, portanto consideradas irregulares no Brasil. Ou seja, não seriam considerados maçons regulares pela maçonaria brasileira (mas o seriam alhures).
Isso explica porque muitas vezes os nossos maçons afirmam que determinados personagens históricos notoriamente maçons na verdade "não era maçons". O que eles querem dizer com isso na verdade é que tais personagens pertenciam a Lojas "espúrias", ou seja, não reconhecidas por este ou aquele Grande Oriente (parece ser o caso de Aleister Crowley, por exemplo).
ou seja, é algo assim como autoridades católicos afirmarem que determinado catolico "não era católico" porque ele era da Igreja Católica do Oriente, por exemplo. Para o "profano" e para o não-católico respectivamente não há diferença alguma, da mesma forma que pra gente aqui no Ocidente xiita e sunita é tudo "a mesma coisa", por serem todos muçulmanos (embora talvez em alguns casos não se reconheçam uns aos outros como tal)
Parece que são hoje apenas, como aliás o próprio nome indica, confrarias de amigos ou "fraternidades" universitárias - Bursch é "companheiro" ou camarada e schaft é confraria, em alemão
(a adesão estudantil a fraternidades é muito mais comum e influente nos EUA). É uma organização "paramaçônica" mas sem ser reconhecida pelo Grande Oriente, embora seja fato que muitos "bucheiros" entraram pra maçonaria. Está mais pra uma associação estudantil secreta que em determinados momentos se politizou (Vargas chegou a invadir as Arcadas - São Francisco - para apreender atas e documentos) - na Alemanha designava grupos estudantis nacionalistas. O Prof. Júlio, de SP, as importou da Alemanha para o Brasil e se tornaram aqui basicamente fraternidades de alunos de Direito.
há quem diga que na Alemanha as Burschenschaft tinham alguma ligação com os famigerados Illuminati da Bavária (do Prof. Adam Weishaupt) - haveria alguma ligação com a Skull and Bones? (outra fraternidade universitária, de Yale).
sei que há/havia várias "buchas", como as Landsmannschaft da Politécnica de SP, a Tugendund de Olinda (faculdade de Direito), a Jugendschaft etc
Paulo de Tarso:
- vai ver que é a essa Irmandade "Satânica" do meio político que o neo-evangélico "Daniel Mastral" (pseudônimo) se refere em seus romances sensacionalistas.. "satânica" devido ao ritual de iniciação no caixão etc.
outro monarquista de esquerda (e socialista cristão não-marxista - "socialismo camponês") é o Suassuna:
"E aqui, para responder ao susto de uma boa senhora que me telefonara espantada de meu aviso no jornal, onde anunciava a conferência de “um comunista”, Ariano Suassuna explicou que era monarquista e que suspeitava que metade da sala o fosse sem saber, ou sem ousar confessar. Acrescentou seu horror ao marxismo que o bom povo do nordeste energicamente repeliu, como o repeliu também o bom povo camponês da Sibéria"