Colegas de comunidade,
QUero aqui deixar consignado minha impressão sobre a polêmica havida ño tópico em que o "convidado especial", João Ivo, dissertava sobre Gramsci. É o seguinte: quase todos tinham algum conhecimento sobre o que o convidado iria afirmar, os seus fundamentos e argumentos; mesmo assim nosso moderador fez muito bem em conceder o espaço para o João expor - mesmo ciente que provavelmente não concordariamos com seus postulados -, visto que além de apresentar algo diferente ou esclarecer nossas dúvidas, teriamos oportunidade de mostrar-lhe os equívocos e males da doutrina de Gramsci que eventualmente se apresentassem.
Sinceramente, não vejo muita utilidade em ficarmos debatendo idéias apenas para reafirmar o que entre nós já é sabido - trata-se de hermetismo praticamente estéril -, sendo uma infeliz vantagem do esquerdistas sobre os liberais-conservadores a ânsia de cooptar novos simpatizantes, enquanto nós nos preocupamos mais com nossa própria formação pessoal (é claro que isso é fundamental e condição "sine qua non" para que depois passemos adiante o conhecimento).
Ora, devemos sempre estar dispostos a tentar repassar o que acreditamos ser a verdade para aqueles que discordam de nós. E para isso o fundamental é termos a humildade de ouvir quem queremos que nos ouça. Para mim, desde que não haja má-fé patente em não se aceitar a melhor demonstração lógica, sempre será válido o confronto de idéias, pois se 1% dos opositores se "converter" já será um acréscimo de esperança...
O Prof. Olavo já está nessa empreitada há décadas, então é natural que ele tenha menos paciência hoje em dia. Além disso, suas idéias já estão em livros e outros textos para os interessados. As nossas não, por mais que concordemos com as dele, de forma que precisamos afirmá-las e pô-las à prova sempre que preciso.
É isso, acho que devemos aproveitar todas as chances de confrontar nossas idéias, visando fortalecê-las e, principal e urgentemente, disseminá-las.
Abraço a todos.
Amigos, pra começo de conversa, eu continuo admirando demais a maneira do Luís de conduzir as coisas nessa comunidade. Eu sacaneei mesmo o "fessor", mas foi apenas porque ele estava disparando Ad Hominems e desqualificando o Álvaro (ex-colega de comunidade), e depois tentando gastar onda com o currículo, num bisonho argumento de autoridade pra fugir do debate proposto por ele. Que mostra que era só tentativa de pregação mesmo. Se não queria ouvir, que não soltasse essas.
Mas desde o começo não entrei no tópico e nem na conversa mole do sujeito. Concordo em gênero, número e Grau com o Dr. Glen, e acho que esse pessoal da hater tem que ficar é longe daqui. Pra não ser injusto, me lembro de duas conversas boas que tive com haters. Se não me falha a memória, o moderador Marcus, e o Guilherme (eu acho...). Talvez em um tópico sobre Dostoiévski. Mas eles conversaram numa boa. Em uma época em que a comunidade não estava infestada de haters que só querem tocar o zaralho.
E o fessor ficou com credibilidade negativa depois que falou aquela merda sobre Stalin logo no começo do tópico(mais uma vez, outra pessoa com esse discurso cansado de Stalin ser "apenas um ditador", e não refletir o comunismo). E também pelas declarações dele em outra comunidade, onde dizia que o OdeC e os membros desta comunidade lhe embrulhavam o estômago. Aí, me desculpem, mas essa pose de tolerante e intelectual dele é só farsa mesmo.
Eu não acho que alguém como ele, que gastou tanto tempo da sua vida adorando a doutrinação que recebeu na universidade, e que agora doutrina outros, possa receber algo daqui. Aliás, muitas das suas respostas eram apenas escapismo.
Enfim, respeito totalmente as decisões do Luís, e as respeitaria mesmo que tivesse sido expulso. Mas acho que essa gente não merece um tratamento diferenciado. Ninguém tem palco exclusivo. Se quisesse, devia entrar quieto e lutar pra ser ouvido. Só gera expectativa e não entrega nada.
Eu concordo com a Isa e com o Glen. O circo é lá. Não deviam ter vez por aqui não. Sou mais da política do Reinaldo Azevedo. "Petralha" não posta lá no blog dele. Por mim, esquerdalha anti-Olavo em geral não teria vez aqui. Percebo que de vez em quando adotam algum pra criar e se divertir, acho até saudável, desde que tratados como uma espécie de tamagoshi, aqueles brinquedinhos que a gente dá comida, lição etc. Daí a levar a sério uma pessoa que está numa comunidade com a foto do Olavo fantasiado de palhaço ou de travesti, interessados apenas em chacota... acho que é uma distância que nem a Apolo 13 tem autonomia pra percorrer.
Exatamente!
No "mundo" que essa gente defende nao haveria espaco sequer para um debate como o daquele topico.
Isso e o argumento supremo para que sigamos o conselho do Caio: 22:26(5 minutes ago) Por mim o tio João já pode levar um pé na bunda e ir brincar com os amiguinhos odiadores do Olavo dele.
O tal de João Ives é um dos mais engraçadinhos da "oficial", vejam:
[url]/CommMsgs.aspx?cmm=87091&tid=2536118376591371162&na=3&nst=11&nid=87091-2536118376591371162-2536122980789333623[/url]
Engraçado, alguém aí escuta o Olavo dar um pigarro mais do que umas 10 vezes no programa? Eu esperaria esse tipo de gracinha de um moleque de quinta série.
E eu aqui tirando uma onda da cara do cidadão e todo mundo querendo levar a sério o "debate". Vocês perderam uma oportunidade única. Enquanto ele esteve aqui eu tirei uma boa onda da cara do "fessor" que escreve "eçe".
Não existe debate com gente que lê Gramsci porque não existe a menor substância de verdade naquela podridão intelectual.
Vem cá gente: um cara que se diz um "estudioso" interesssado no pensamento (seja lá o que seja isso para ele) propondo uma idéia que ele mesmo não segue na vida dele é o que? O cara disse que existe individualmente porque tem "família" (inclusive aparece abraçadinho com a mulher na sua foto do orkut). Oras, o "fessor" sequestrou uma idéia burguesa pois a família é um dos pilares da sociedade burguesa. A nossa sociedade que ele e a trupe dele visam destruir. Sendo ele um individuo que compõe uma família com outra pessoa jamais poderia apregoar o fim da família como faz Gramsci, Marx e outros anões mentais.
Isso afora a idiotice de existir coletivamente feito uma abelha numa colméia. Ele existe das duas formas: individual e coletivamente. Individualmente ele é um burguês que lê Gramsci e procura dar "aulas". Coletivamente ele funciona como uma abelha. A abelha é assim: você mata uma e a outra a substitui sem perdas sensíveis. Não existe um "individuo" numa colméia. Se o cidadão existe coletivamente (como ele afirma) não existe diferença entre ele os semelhantes iguais a ele. Isso a despeito dele existir individualmente também ... rsrs.
Nem vou falar das promessas nunca cumpridas e jamais verificadas pela tal "revolução" que ele promete "ensinando" aos pobres coitados que tem as mentes detonadas por esse lixo.
Mas ele ficou com dor nos dedinhos e o outro ainda veio aqui dizer que era para apagar os posts onde eu tirava um sarro da cara do cidadão. Ora, faça-me o favor.
"Se isso fosse evidente, não só ele como muitas outras pessoas não seriam o que são. A propaganda esquerdista é eficiente, e foi capaz de engajar muita gente que acreditou que essa era a melhor solução política. O próprio Olavo, não se esqueça, foi do partidão. Eu fui petista até a eleição de Luiza Erundina para a prefeitura de São Paulo (não me lembro o ano). A pergunta deve ser refeita, assim: "se eu tenho honestidade intelectual, por que essa pessoa não pode ter?"
Mas estamos falando de genocidio. De toneladas de cadaveres...
Se, apesar disso, o cara ainda acredita em Stalin, Mao, Pot, Che e outras nabas e fica DE ESTOMAGO EMBRULHADO COM O OLAVO... Fica dificil.
Devemos ser muito maus mesmo...
Eu não ia entrar no mérito desse tópico - fui contra ele - mas já que fui citado, além do direito à resposta, vou estender outras considerações, numa linguagem simples.
Méritos para a 2ª e a 3ª postagem, do Renan, nas quais compactuo com o pensamento em tais.
O que muitos NÃO entenderam é que o objetivo NÃO é convencer ninguém a mudar as suas preferências políticas, ou muito menos tentar converter alguém.
Independente de serem adeptos ou não de Gramsci, a intenção do tópico foi de debater a sua ideologia por meio do João Ives, estudioso desse filósofo, além de avaliar os seus conceitos sob pontos de vista técnicos, racionais e objetivos, contrapondo-os até com as vertentes contrárias.
Porém, em dado momento, os ataques gratuitos passaram a surgir numa neblina provocativa, seja por quem não entende do assunto ou por quem é intransigente a algo/alguém que tenha a ousadia de contrariar as suas imposições.
Ao Luís, uma legião de aduladores o rodeia ─ e ele deve perceber isso mas, por elegância, não revela ─ num contra-senso latente, pois ao mesmo tempo em que a sua postura é elogiada, critica-se a existência do tópico. Particularmente, lancei mão dos "elogios públicos", reservando-me à esfera pessoal e discreta.
Os contrários ao debate poderiam muito bem conter-se, mas preferiram deliberar negativamente para tentar destruir o debate ou provocar o João Ives, desqualificando-o, na expectativa de que ele perdesse a sua postura ou reagisse à altura. Porém, a educação e o equilíbrio falaram mais alto.
A instransigência atingiu um ponto tal que a Isabela chegou a ameaçar se desligar da comunidade, caso a vontade dela não fosse atendida.
Quanto mais alguém estuda, mais flexível se torna. Cabe um dito chinês: os idiotas não aprendem nunca; os inteligentes aprendem com as próprias experiências, e os sábios aprendem com as experiências dos outros.
O que irrita o pessoal é ver que somos assistidos de platéia pelos haters sem uma refutação argumentativa. O que sobra naquela comunidade são piadinhas e apelidos novos a cada semana. Como falou um outro aqui, vocês lá parecem aqueles pré-adolescentes que não levam ninguém a sério. Vejo marmanjos com 30 anos na cara lá agindo igual muleques no tópico a respeito do debate, como se estivessem participando de torcida organizada no estádio lotado.
Repito, NÃO VEJO refutações. O máximo que vislumbrei na toca dos haters foram comentários a respeito da realidade e da subjetividade, e só. Em todos os assuntos políticos, são só risadas e palhaçadas infantis. Cheguei a ver um cidadão zombando do "porte físico" do nosso moderador!
É o tipo de coisa que não dá pra respeitar. Me desculpa.
No início ou no meio do tópico, soltei uma leve observação, um tanto ácida, comparando as comunidades. Contudo, parei por ali, logicamente, sem nem tocar no objeto do debate.
Agora, galera, não posso deixar de fazer uma observação. Houve posts quase que "latidos" em direção ao João sem ele ter dado motivo algum pra isso.
Eu sempre condenei e sempre condenarei aquele tipo de algazarra que rola na toca dos haters sem debate, mas, por favor, na primeira vez que uma quase "conversa" séria parece tomar corpo entre as duas comunidades, acho totalmente desnecessário e sem propósito que se ataque contundentemente um hater a ponto de desmotivar muitos outros interessados no tópico, principalmente nesta "comuna" (ops).
A Priscila deu exemplo; se conteve e foi extremamente segura no debate. De outros, já não posso dizer o mesmo.
Estou sem a menor condição de participar desse debate por absoluta falta de tempo, mas acho que esse artigo é bastante didático para o caso em questão.
O, meu Deus! Tem que seguir o conselho do Olavo e mandar um VTNC para comunista que tem a ousadia de vir aqui vender seu (dele) peixe!!!
É pura ilusão querer “converter” barbudo comunista! Comunista não se converte a não ser por ele mesmo! E geralmente ainda novo, quando tem aquele “estalo” na cabeça por acontecimentos e experiências próprias da vida.
Vocês acham mesmo que um marmanjão de 30, 40 anos que ainda é comunista vai largar o comunismo por apenas um debate? Ou que ele vá para casa “pensar” e concluir: - poxa, não é que eles têm razão?
Hehe
Ora, tenha paciência!
Se o sujeito ainda não consegue enxergar o mundo real por seus próprios méritos, não serão nossos textos e idéias que fará o cara se curar da doença odiosa e amoral. Ta parecendo comunidade do PSDB, que quer ser “democrático”, politicamente correto, bonitinho e limpinho, tudo com “boa intenção” e no fundo abre as pernas para os Petistas da vida e só leva trolha...
Então, eu não concordo em deixar essa gente ter espaço aqui! A não ser que a recíproca aconteça, ou seja, se a comunidade de lá deixar agente ir debater lá, automaticamente agente deixa debater aqui! Sem isso, não, de maneira nenhuma! Não pode dar espaço para quem não nos dá. Simples assim.
eu de vez em quando participava da outra comunidade ("hater").
às vezes alguns dos esquerdistas de lá me tratam polidamente quando debatem comigo e me deixam scraps dizendo que concordam com algumas das coisas que eu afirmei, ou que não concordam mas acham que eu pelo menos tenho bons argumentos que eles reconhecem etc etc.
no mesmo dia, nos tópicos engraçadinhos lá se referem a mim nos termos mais depreciativos possíveis.
é normal. a "atmosfera" é essa. ninguém deve se ofender ou levar a sério isso. vejam em que termos o Suassuna se correspondia com o amigo Corção, por exemplo. Ou o próprio Oswald de Andrade. E vejam como depois o mesmo dizia que todo conservador é um doente, um viado etc.
não é que eles sejam falsos ou fingidos. É que todo esquerdista tem dupla personalidade: uma quando ele interage com você no mano-a-mano, ele sozinho. Outra quando ele está com a "gangue".
Uma multidão não são pessoas, mas um animal enfurecido
e
Chamo-me Legião porque somos muitos.
Em outros palavras, quando eles se juntam em bandos ficam mais engraçadinhos, cínicos e idiotas. Reservadamente podem até ser sensatos e "gente boa" etc.
Olavo, Reinaldo Azevedo e a grande maioria dos não-comunistas já foram algum dia comunistas!!! Isso é básico.
A única maneira de ser um bom anticomunista é conhecer bem o comunismo.
Se a pessoa conhece bem o comunismo é ainda continua comunista é porque realmente sofre de algum desvio ético/moral.
Mas tem que salientar que existem 2 tipos de comunistas, o primeiro é só porque é “bonitinho”, está na moda, alguém falou que era legal e etc... Esses são o que não são comunistas, mas lutam pelo comunismo porque não entende nada de comunismo! (São essas pessoas, a grande maioria que devemos nos focar. Essas tem salvação! Hehe). Agora o outro tipo é o cara que é comunista, sabe bem sobre o comunismo e não larga a utopia. Ou é doente (acredita mesmo) ou sabe da realidade e é mau-caráter.
Bem, ao tempo em que ratifico o que antes anotei, observo o seguinte:
1º O João, por seus títulos, é alguém gabaritado em seu próprio meio acadêmico para fazer a exposição das idéias de Gramsci, fato esse que nos proporcionava uma bela chance de saber mais a respeito, apreciando criticamente a consistência delas.
2º Pelo menos aqui ele se comportou muito cordialmente. Se ele em outras comunidades fazia piadinhas sobre nós, a mim particularmente não importava, pois não queria ser amigo dele, mas apenas que ele continuasse falando sobre Gramsci. Ademais, nem imaginava que dessem tanta atenção para nós nessas tais comunidades "haters", e confesso não ter a menor curiosidade em visitá-las ou vigiá-las.
Particularmente estava achando tudo muito bom, até mesmo porque, como já imaginavamos, estava ficando bem evidente a total falta de fundamento dos postulados gramniscianos e era questão de tempo para que o João ficasse enforcado neles próprios - momento em que ele teria de se posicionar entre a lógica ou sua ideologia: fé naquele 1%, pessoal.
Concordo com o GLEN quanto à indignação que nos ocorre em ver alguém defendendo doutrinas patentemente equivocadas e geradoras de tantas atrocidades. Porém, de outro lado surge a curiosidade de saber a razão disso, quais as falha em seus raciocínios que não conseguem perceber coisas que me parecem tãó claras. Acredito, ingenuamento talvez, que ao apontarmos essas falhas o indivíduo poderá ter suas certezas extremecidas - sendo um ótimo começo. Imaginem se um "Dr." em Gramsci tem um lampejo de lucidez e vê sua fé abalada! hehe... acho que exagerei no sonho agora.
Acho que a melhor solução foi posta pelo Zito: quem não quisesse participar simplesmente que não interferisse, bastava ignorar aquele tópico. O moderador certamente não permitiria qq avanço contra a honra da comunidade ou do Olavo.
No mais, ratifico em especial a importância em aceitarmos os embates de idéias, p n ficarmos só na contemplação da superioridade das nossas: o mundo não melhorará em nada assim.
Ah! Agora li a sua discordância. Vc se esquentou com a comunidade dos "haters". Esquece isso, rapaz. Melhor que vc faz é nem ir lá conferir o que se passa. Acho que até ver Faustão é mais saudável.
Leandro, seu comentário me fez lembrar uma frase do RA:
"O Brasil deve ser um dos poucos países do mundo em que títulos, diplomas e comendas universitários servem como licença para o sujeito dizer bobagens, em vez de lhe conferir mais responsabilidade."
Seguinte:
Eu conheço uma porção de gente que de vez em quando vem dar uma olhada aqui nesta comunidade. Muitos fazem parte dela, outros não. Já recebi diversos emails de pessoas cujo nome eu não conhecia, mencionando temas que estávamos debatendo aqui. Passei, por isso, a ter sempre em mente a noção de que existe uma "platéia invisível'- composta de haters, como sabemos - mas composta também de "outros", que seja pelo motivo que for não entram - mas silenciosamente assistem.
Muito bem.
Essas pessoas não obrigatoriamente sabem quem foi Gramsci, não obrigatoriamente conhecem filosofia, não obrigatoriamente leem tudo o que o Olavo escreve. No entanto, a influência gramscista - como a influência olaviana - as atinge.
O mais importante num debate desses, então, a meu ver, não é "ganhar"do João, ou do representante lá do gramscismo! Isso é uma bobagem, não tem nenhum interesse, é dar murro em ponta de faca, como dizia meu querido avô.
Pouco me importa que alguém empilhe citações favoráveis (ou desfavoráveis, por falar nisso) ao Gramsci! É pouco, não basta, não resolve!
Mas é legal que alguém (UM ÚNICO alguém, que seja!) saiba que existiu tal peste, e que a peste dizia isto e aquilo, e que a peste inventou isto e aquilo para conseguir isto e aquilo - e, por seu sentido crítico, perceba que a peste era mesmo uma peste, um errado, um malfeitor!
Meu objetivo é simplificar a terminologia, eliminar a citação pedante, retirar as technicalities, arrancar a gordura disfarçadora e mostrar o osso, o maligno osso lá dentro, descarnado e medonho, caraca!
Se os babacas "de lá" acharem que isso é "perder" - danem-se, é assim mesmo, os caras vão eternamente ficar repetindo a mesma coisa, o imbecilíssimo "huauhahauaah"!
Então é isso: pra mim, o importante não é "o debate" exatamente - mas o debate que se passa ATRÁS e ALÉM do debate aqui: inteiramente dentro da mente consciente de alguém que eu não vejo, e não conheço, mas que existe, e está lendo a coisa toda.
Brilhante Priscila! Até porque, acrescento, a doutrina de Gramsci não precisa nem de ser demonstrada como falsa para não funcionar, sendo necessário apenas que a população tome conhecimento dela e de sua aplicação. Isto porque, o princípio da formação da tal "hegemonia" é que ela seja orquestrada pelos intelectuais orgânicos e que as pessoas não percebam que aos poucos o comunismo está se formando. Qualquer indivíduo, por mais pobre intelectualmente que seja, não irá aceitar em ser vítima de uma "lavagem cerebral" ou em viver num mundo sem realidade.
Pois é Caio, segundo o João seria um consenso da Sociologia esse "corte metodológico". Bem, seria ainda mais estranho.
Isso me faz lembrar minha professora de sociologia na faculdade de Direito, em uma das poucas aulas que consegui prestar atenção, em que ela criticava desesperadamente a "Teoria Pura do Direito" de Kelsen justamente por não levar em conta a realidade... heehe Faça o que digo mas não faça o que eu faço?
O maior problema do tópico foi a "convidado especial" que realmente estava SE ACHANDO especial... hehehehe
Certo está o Requião que após quase perder a eleição, limpou o governo desses cientistazinhos políticos com doutoradinhos em qualquer tolice e que não sabem nada!
O João é só mais um, dos que tem ao monte Brasil a fora!
Bem, pessoal, não me parece que o texto do Olavo tenha o escopo de rechaçar qualquer conversa com um esquerdista; na verdade, o que ele demonstra é que nessa conversa será necessário operar com planos diferentes, para além do discurso explícito, no sentido de desmascarar as intencionalidades ocultas pela verborragia. Ora, isso não será possível se não for dada a oportunidade de explicitar do próprio discurso essa mensagem subliminar. Não tenho saco para "debater" com esquerdistas sobre política, mas a vinda de um convidado para expor o pensamento de Gramsci é uma ótima oportunidade de exercitar esse desmascaramento. Nisso estou com a Priscila, mais uma vez. Se podemos desmontar o discurso do rapaz com um cacho de bananas, por que perder a oportunidade? Só porque ele se comporta como uma hiena entre seus pares? E o debate não é para convencê-lo, mas para a platéia invisível que o acompanha.
Me enquadro exatamente neste perfil descrito por Priscila e Adernir, pois não sou competente para discutir o assunto mas entendê-lo sim. Desde o primeiro momento percebi a estratégia da Priscila e pergunto se o rapaz terá coragem ou será ingênuo o bastante para se expor e se eforcar na corda que estão dando a ele... Peço autorização para "colar/copiar" em outras comunidades os debates deste e de outros tópicos. Abraços.
Disseram-me que alguém está levantando uma discussão sobre Antonio Gramsci na comunidade “Olavo de Carvalho”. Não li as mensagens, mas, qualquer que seja o caso, o assunto ali é totalmente descabido. A comunidade existe para discutir o meu pensamento, para o qual Gramsci não é uma referência nem próxima nem distante. No curso das minhas aulas, não me lembro de haver jamais recomendado a leitura desse autor, cujo proveito pedagógico seria nulo, e que só tem algum interesse dentro de uma perspectiva de estudos especializados sobre estratégia comunista. Gramsci jamais se interessou senão por um único assunto: Como o Partido Comunista deveria agir para chegar ao poder? Quem sabe lê-lo percebe que é disso que ele está falando, de maneira mais ou menos cifrada, mesmo quando parece estar discutindo a poesia de Petrarca ou literatura infantil. Recomendei muito a sua leitura a líderes políticos, a empresários, a comentaristas de mídia e a oficiais de inteligência. Nunca aos meus alunos, porque meus cursos não se destinam a formar militantes. Estou ocupado é com a formação geral da inteligência dos estudantes, para a qual a contribuição de Gramci seria nula ou negativa. Aliás, uma das causas do descalabro intelectual brasileiro é justamente o fato de que o estudante, logo que entra na faculdade, recebe uma overdose de autores secundários, escolhidos exclusivamente pela importância tática que têm, no momento, para os movimentos políticos para os quais seus professores querem cooptá-lo. Isso deforma a sua mente de maneira irremediável, falseando o senso das proporções na visão que ele terá da história do pensamento. É uma espécie de hipnose incapacitante, da qual jamais vi alguém se recuperar. Não recomendei Gramsci, pela mesma razão de não ter recomendado nenhum estrategista de direita: seria o mesmo que praticar a manipulação gramsciana às avessas.
Não sou sem-vergonha o bastante para usar meus alunos dessa maneira. Esses estudos devem ficar para depois da formação intelectual básica, caso contrário o estudante jamais verá as coisas com o tamanho real que têm. Reconheço a boa vontade e o exemplo de civilidade que o Luís Filidis deu ao aceitar a discussão, mas acho que esta deveria ficar para outra comunidade. Não faltam macacas de auditório de Antonio Gramsci – algumas delas profissionais bem remuneradas -- para abrir uma ou várias dessas comunidades.
Na mensagem que enviei não havia a menor crítica ao moderador da comunidade, que considero exemplar sob todos os aspectos possíveis. Se alguém a interpretou assim, é porque a malícia torpe é tudo o que sobra quando morre a inteligência.
Bem, neste caso, o João (ou quem seja) que proponha a discussão em outro lugar, como por exemplo na comunidade dele, o que seria muito mais lógico, evidentemente.
Pessoalmente, não tenho a menor intenção de ir - antes que me entendam mal e resolvam me convidar.
Discuto não exatamente Gramsci, mas o gramscismo como método em diversos lugares - uma vez que é verdade que Gramsci só tem interesse pela tática que representa, e que é usada em larga escala e com crescente sucesso. No entanto, sei perfeitamente que esses debates são feitos em ambiente diferente do de uma comunidade no orkut.
Com sinceridade, a exposição minuciosa desta estratégia é que era o meu objetivo aqui - porque concordo que além dela não existe mais nada! Levar a discussão para qualquer outro lado serviria, de certa forma, para invalidar ou enfraquecer a idéia de que atrás de toda a filosofia da criatura só existe uma única coisa - a mencionada tática.
O problema é que o gramscismo não pode ser discutido nos mesmos círculos em que se discute Gramsci - exatamente porque nesses círculos existe uma barreira montada para exibír Gramsci como "filósofo importantíssimo pelas melhores razões" - e não como o sujeito que dedicou seu tempo basicamente a montar uma tática para que o comunismo chegasse e se instalasse no poder, como você bem diz.
É difícil avaliar o que em última análise seria discutido num debate como o que aconteceu aqui, concordo: o risco de que a coisa descambasse para debater Gramsci como filósofo, e não o gramscismo como tática, talvez fosse mesmo excessivo - você tem mais experiência!
Vamos, então, continuar como antes desse episódio acontecer.
Um abraço!