"Novos Ensaios sobre o Entendimento Humano", uma conversa imaginária entre Leibniz e Locke, escrita pelo primeiro. O cara consegue reunir escolástica, física moderna, literatura barroca e filosofia platônica, revestindo tudo com um caráter marcadamente pessoal. Dá para sentir nitidamente, a cada página, a capacidade explicativa de Leibniz, seu domínio magistral da língua e a famosa benevolência de seu espírito. Recomendo vivamente a quem quiser estudar Filosofia coms eriedade e não gosta daquele estilo obscuro que infelizmente se tornou moda.
- Relendo "The Reign of Quantity and the Signs of the Times", já que meu irmão desaforadamente roubou o meu em francês e eu tive que comprar outro: aliás, verifiquei que não me lembrava mais direito de nada;
- acabei o "The Quantum Enigma", do Wolfgang Smith;
- comecei o "Tragedy & Hope, a History of the World in our Times", do Carroll Quigley, que aliás o Olavo elogiou num recente T.O.;
- last AND least, a correspondência entre os artistas Helio Oiticica e Lígia Clark, que não deixa de ser interessante se for encarada, como eu encaro, como a história de uma fraude num tempo de fraudes - se não premeditada, pelo menos involuntária e não menos fraude por isto.
Na boca pra ler (comprei junto com os outros na http://amazon.com/ num daqueles pacotes que têm desconto e saem mais barato):
- do mesmo Quigley, "The Evolution of Civilizations"e "Anglo-american Establisment";
- e do mesmo Dr. Wolfgang, "Christian Gnosis: From St. Paul to Meister Eckhart".
Estou pensando em começar "As Eras do Mundo", de Schelling, que conheço através de críticos e comentaristas, mas realmente o livro é para pros.
"In man, however, the supramundane principle is no longer
free in its primordial purity, but is bound to another, lesser
principle. This other is itself something which became, and
therefore is by nature unknowing and obscure, and it necessarily
also obscures the higher principle with which it is bound.
To be sure, in that lesser principle there lies a recollection of
all things their original relationships, their becoming, their
significance. But this archetype of things slumbers in the soul
like an obscured and forgotten, even if not completely obliterated,
image. Perhaps it would never awaken again, if the divining
and yearning toward discernment did not lie in that same
dark region. But the higher principle, incessantly besought by
this lower about its elevation, observes that the lower principle
is not added to the higher in order that the latter may remain
fettered by it, but in order that the higher itself may have another
in which it can view itself, represent and become intelligible
to itself."
Leva-se uma vida para compreender o trecho acima. E isso é só a SEGUNDA página.
Como to think of it, o que eu li tinha o título em inglês de "The Civilization of the Renaissance in Italy", será o mesmo? Também tenho os sobre a civilização grega, dele.
Eu sou maluco, então eu leio zilhões de livros ao mesmo tempo. Atualmente os mais interessantes são:
Verdade e Interpretação - Luigi Pareyson.
Verdade como regra das ações - Farias Brito
Al-Qaeda e o que significa ser moderno - John Gray.
O primeiro vai tratar de tema mui pertinente. A diferença entre uma filosofia expressiva e uma filosofia revelativa. A primeira quer se adequar às expressões históricas, a segunda quer através da própria história abrir-se a uma verdade metafísica transcendente. Vale a pena ler com calma.
O segundo leio apenas para conhecer como que se dava o tratamento da filosofia no começo do século 20. O que, e me supreendi, era muito bom. Esse livro pela Ed. do Senado é muito bom.
E o terceiro eu to lendo só porque eu gosto do John Gray desde que li Cachorros de Palha. Não é filosofia, mas comentário. Dizem que ele é filósofo, mas ele é comentarista, e como tal eu gosto do que ele comenta.
Pedro, sobre essa passagem do Schelling, recomendo ler O Livro das Causas. e o comentário sobre ele de Tomás de Aquino, acho que fica mais claro depois disso. Se quiser trocar uma idéia sobre a passagem contacte-me.
Renan, Camus é perturbadoríssimo, você escolheu a palavra CERTA! E me fez relembrá-lo, vou reler.
Estou lendo - ao mesmo tempo, devo ser maluca, também - as "Novelas Ejemplares", de Cervantes; "The Art of Seeing", Aldous Huxley, e um perdido tomozinho - o VII - de uma coleção cujo restante se perdeu nos desvãos do tempo ou nos caminhões de mudança, e que reune as obras de diversos romanos ilustres, como Marco Tulio Cícero, Catão, e com certeza outros, que não sei quais são - me restaram Cícero, que leio no momento, e Catão, que lerei a seguir.
Terminei de ler o "Tratado para a Reforma da Inteligência" que me indicaram como "introdução" à obra prima de Spinoza, "Ética". Esse último consegue ser quase tão chato (e auto-contraditório) quanto o primeiro; os livros foram escritos em latim mas o autor não sabia latim!!! (é mole?), por isso parei de ler ainda na página 18, depois verei.
Comecei a ler "Exposição Sobre o Credo" de Santo Tomás de Aquino. Que diferença!!!, ao contrário do panteísta holandês (que muitos dizem ser um autor metódico e que construiu "um sistema irrefutável"- mas que na minha opinião tinha uma mente tão confusa quanto a da Marilena Chauí!), Tomás de Aquino é um mestre. Inspiradíssimo e inteligentíssimo, Tomás de Aquino construiu uma filosofia sólida e muito bem escrita: clara e objetiva. Nota 10.