Ortodoxia, de G. K. Chesterton. Excelente -- pra silenciar ateus, anticristãos, esotéricos e todos aqueles que crêem que todas as religiões são iguais.
"- Ocidente vs Islã, Paulo Vizentini ... (este estou acabando, e não gostei)."
Fui aluno do Paulo Vizentini em 5 cursos semestrais de Relações Internacionais. Ele é um sujeito erudito e é marxista. Não concordo com 95% das opiniões dele que trm profunda admiração pela via chinesa de desenvolvimento. Enfim, estamos em campos claramente opostos.
Rubem Braga: Um Cigano Fazendeiro do Ar, do jornalista e escritor Marco Antonio de Carvalho, segue a tendência contemporânea, não apenas brasileira, mas internacional, das biografias que se podem dizer profissionais. A expressão habitual para se referir a tais biografias, resultantes de um trabalho sistemático de coleta de informações, de organização e de redação, é "biografia definitiva". Não se pode, porém, afirmar a priori que qualquer coisa seja definitiva. Mas se pode, com certeza, afirmar que algo atingiu maturidade profissional. É o caso do gênero estabelecido da biografia contemporânea - ao mesmo tempo exaustiva, extensiva e bem escrita. O livro possui números portentosos: 267 entrevistas na preparação, dez anos para ser finalizado, 448 páginas - das quais vinte de bibliografia. Felizmente, não possui prefácio.
Felizmente, porque assim o livro se inicia in medias res, "no meio da ação", para usar a expressão da teoria literária. E ação e literatura são, aqui, termos pertinentes: de um lado, porque a longa vida de Rubem Braga teve episódios como o da sua participação na Segunda Guerra, como correspondente (não por acaso, onde o livro começa, num episódio cinematográfico); de outro lado, porque o biografado não é outra coisa senão escritor.
Assim como o xadrez é considerado muita ciência para ser um mero jogo, e jogo demais para ser uma ciência, a crônica é jornalismo demais para ser literatura, e muita literatura para ser somente jornalismo. Partindo desse gênero híbrido, ou melhor, ambivalente (cujo valor tem dois âmbitos), Rubem Braga firmou-se como o maior cronista do país, o criador da crônica moderna e, por fim, o homem que transformou a crônica, para além de sua ambivalência de origem, em literatura.
Se suas crônicas são consideradas "líricas", sua vida foi romanesca. O livro percorre todo o século XX, desde a vinda da família Braga de Portugal até os anos 1990, acompanhando a história conturbada do século e as peripécias do jornalista, cronista e escritor que a segue de perto, da pequena Cacho
da pequena Cachoeiro do Itapemirim para o mundo, passando por Rio de Janeiro, Belo Horizonte, São Paulo, Recife, Porto Alegre, Paris e Havana, entre outras, pelos grandes eventos políticos e por não menores episódios amorosos. A grande vida do autor de pequenos grandes textos numa biografia grandiosa.
Acabei de ler Dubliners, coletânea de contos de James Joyce.
Tirando uns 3 ou 4 contos meio entediantes na metade da obra, é uma leitura estupenda, magnífica.
O último conto (ou uma novella, pois tem umas 30 páginas) "The Dead" é uma obra-prima, fecha o livro com chave de ouro. Espetacular mesmo. A qualidade das metáforas, da narrativa ritmada, dos simbolismos espalhados por todos os cantos e do realismo meio onírico nas últimas páginas é de cair o queixo.
Estou lendo To the Rescue of Art, uma coletânea de artigos de Rudolf Arnheim, o cara era um gênio em descrever a relação entre arte, mente e realidade objetiva.
Lendo ainda uma enciclopédia sobre a Pré-História européia, e o History of Reading, livrinho bem bacana sobre a história dos livros e da leitura.
terminei ontem o " A ideologia do séc XX" do Meira Penna. Simplesmente maravilhoso. Estou procurando algo do Voegelin. Alias, estou com o " Ação Humana" do Mises aqui no meu pc, falta é a froça de vontade pra ler tanta coisa na frente do PC.
- "Cagliostro, el Mago Tenebroso", de Federico Olivan, uma daquelas coisas que acho que só eu leio. Comprei num sebo, semana passada;
- "Conversações com Dmitri e Outras Fantasias", de Agustina Bessa Luís, grande escritora portuguesa;
- "Fernão de Magalhães", de Stefan Zweig, a história da primeira circunavegação;
- "O General do Exército Morto", de Ismail Kadaré, leitura interrompida há um mês e retomada agora, porque me dá uma certa melancolia soturna e eu tenho que intercalar com outras;
- "Interpreter of Maladies", de Jhumpa Lahiri, uma indiana que está fazendo um sucesso danado em NY, e eu trouxe de lá com uma mala de outros, que acabou me custando cem dólares de excesso de peso e eu nem sei se valeu a pena. O dinheiro do excesso, I mean. O livro né ruim, não. Esse eu já acabei.
- "La España Musulmana", calhamaço em dois volumes de Claudio Sánchez-Albornoz, argentino. Sei não, vamos ver, peguei na casa do mano e era de meu pai. Comecei agora.
A mesma bagunça de sempre. Continuo lendo tudo o que me cai na mão. Bom, tudo, não. Mas confesso que não sou disciplinada pra isso, e acho que vou morrer assim mesmo... E leio tudo meio ao mesmo tempo, uma hora um, outra hora outro.
"A Sociedade de Confiança" escrito por Alain Peyrefitte e posfaciado pelo Olavo de Carvalho. Editado pelo Instituto Liberal em 1999. É um livro interessantíssimo. O livro tenta desvendar as teorias de desenvolvimento. A tese dele é que os dados elementares do desenvolvimento são a liberdade, a criatividade, a responsabilidade.
Só me dei bem ao ler os livros recomendados pelo Olavo de Carvalho. Estou extremamente grato por esse filósofo brasileiro.
The Death of common sense: How law is suffocanting america, de Phillip K. Howard
Direitos Humanos: Paradoxo da Civilização, de Sérgio Resende de Barros (eca!)
O paradoxo de Rousseau, de Wanderley Guilherme dos Santos
Eu li o livro do Heitor de Paola O Eixo do Mal Latino-Americano e a Nova Ordem Mundial
Depois li a biografia Doutor Goebbels
Agora estou lendo O Iogue e o Comissário de Arthur Koestler. Confesso que estou achando o livro um pouco difícil em parte devido à escrita um pouco rebuscada de Koestler mas também porque o autor aborda temas que desconheço ou são pouco interessantes para mim.
A temática do iogue e do comissário é que me chamam a atenção. O Olavo utiliza essa figura simbólica no livro O Jardim das Aflições.
O PEREGRINO realmente é indispensável à trajetória espiritual e intelectual.
Atualmente, estou lendo O HOMEM SEM QUALIDADES- Robert Musil. Há um tempo atrás, inclusive, havia uma citação dele no blog do Reinaldo Azevedo.