Fórum Olavo de CarvalhoArquivo da comunidade do Orkut · 2004–2013

Segredo de Brokeback Mountain

Iniciado por pastor em 05/02/2006 · 72 mensagens · página 1 de 2

pastor#1
Quero deixar aqui o meu protesto.
Dirigi-me para ver um novo filme em cartaz (Segredo de Brokeback Mountain), repleto de indicações ao Oscar, segundo me disseram. Fui cheio de expectativas em companhia de minha esposa, no ensejo de ver uma obra que mostrasse algo de construtivo e aproveitável, que tivesse alguma moral, lição de vida ou algo que o valha.
Mas o que vi foi um espetáculo de torpeza e imundície. Passados os primeiros minutos, quando somos brindados com belas paisagens relativamente bem filmadas vemos um casal de cowboys em conjunção carnal dentro de uma barraca, e pior, com ímpeto e lascívia. Ato contínuo eu e minha esposa nos retiramos imediatamente da sala.
Penso que não é tão desnorteada a idéia da volta da censura a este país, pois a arte deve servir para inspirar o engradecimento moral e a apreciação do belo e não para servir de mostruário de uma prática nojenta como se fosse um ato normal. Homossexualismo é doença e não tem como me fazerem engolir que não é assim.
Eu não contra os homossexuais. Penso que em uma sociedade liberal e livre cada um pode ter a opção que quiser, mas para que mostrar isso em uma tela de cinema? Precisa ficar exibindo isso quase às raias da apologia? Qual será o próximo passo? Exibir zoofilia nas telas do cinema?
Peço a todos que lerem meu pequeno tópico que boicotem a bilheteria desse filme para que esses inescrupulosos exibidores aprendam que não se pode nos fazer engolir tudo o que lhes der na telha, que temos respeito próprio.
pastor#2
Meu nome é Pastor Moisés e não "pastrozinho". Exigo um mínimo de respeito.
E não entendi essas frases em inglês
andr_13#3
Pastor: "Penso que não é tão desnorteada a idéia da volta da censura a este país, pois a arte deve servir para inspirar o engradecimento moral e a apreciação do belo e não para servir de mostruário de uma prática nojenta como se fosse um ato normal. Homossexualismo é doença e não tem como me fazerem engolir que não é assim."

Censura? O PC chinês também censurou este filme que tu citaste. No entanto, os DVD´s piratas das produções desta filmagem estavam em circulação no país há mais de uma semana antes da estréia nos cinemas de outros países. E é um dos mais procurados pelo público da grande nação do Oriente.

A exemplo da China, será que devemos criar um orgão de Administração Estatal de Rádio, Cinema e Televisão, responsável por controlar a "moralidade" dos filmes, verificando se são politicamente corretos ou não?

O PT já tentou colocar em prática tal orgão...
pastor#4
Andy, acontece que este filme não merece ser censurado por conta de seu teor político ou algo congênere. Não se trrata de censura política como a que impingiram ao Dr. Olavo.

A minha cisma é contra algo muito mais sério.

Trata-se do teor imoral deste filme. Não sabemos se esses cowboys são republicanos, democratas, liberais ou comunistas, o foco momentaneamente não é este. Antes de tudo eles são homossexuais que são retratados no filme como se fosse uma união tão natural quanto um casal heterossexual. É uma apologia clara que afronta a unidade da família brasileira tradicional. Qual será o próximo passo? Será que temos que esperar que um filme mostre zoofilia e pedofilia como atos naturais para que possamos agir?

O que é bogus?
lucas_6#5
Passar as férias fingindo ser um pastor no Orkut... é um pouco triste, não acham?
fbio_6#6
Censura nao ajudará em nada. O correto é a crítica cultural tradicional.
renato_2#7
Pra mim é simples, apesar de ter amigos homosexuais, pouco me interessa o que eles fazem no seu quarto. Quando soube do que se tratava o filme, tomei uma decisão simples, não me interessa. Então não assistirei. Apesar de bogus, ou não, esse pastor deveria saber do que se tratava o filme. Quanto a volta da censura... Sem comentários. A agenda politicamente correta de hollywood não me interessa. Também não gasto 15 reais de ingresso sem me informar sobre o filme antes. Burrice pouca é bobagem.
pastor#8
Caro Silvio, o cartaz do citado filme não indicava que se tratava de um filme sobre homossexuais e quando assim notei que era resolvi me retirar com a minha esposa. Minhas retinas não são lixeiras.
Creio haver limites para projeções de imoralidades. Quem diz que exibir cenas de homossexualismo de forma galmourizada e ainda elevar este filme torpe a indicação a Oscar é dar um aval a essa prática e quem diz que não está sendo desonesto.
bruno_9#9
"Minhas retinas não são lixeiras" é muito bom. Pastor, vc é demais.
luciene#10
'Brokeback Mountain' me surpreendeu pela delicadeza com que a história é narrada. É um filme que ressoa um bom tempo depois que saímos da sala de projeção. Pretendo assistir a ele uma segunda vez.
pedro_11#11
Respeito a opinião do pastor. Mas ele erra quando fala em censura, palavrinha insossa.
E deveria ler minimamente sobre o filme que vai com a esposa. Esse filme está faladíssimo. Deu bobeira quando não prestou atenção. Deve aprender daqui pra frente.

Eu, por exemplo, sou uma pessoa inteligentíssima: antes de gastar minha grana curta num filme, vejo do que se trata (RS). Não vou ver esse filme, pois não gosto de ver homem com homem nem da temática homossexual. Tenho parentes e amigos gays. Mas as vezes tenho que fazer um esforço para lembrar que eles são. O que fazem na vida íntima é assunto deles. Não me dizem nem quero saber. Respeito e quero ser respeitado.
Não gosta do tema igual a mim? Não vá ao filme. Vá ver o dos pinguins. Não existe pinguim veado.
pastor#12
Já disse que nem sempre tenho tempo para ler detalhadamente sobre o filme em cartaz, ademais meus horários de saída são muito variáveis, de forma que não posso na maioria das vezes programar qual filme pretendo ver e já escolhi o filme no guichê da bilheteria perguntando qual o filme de sessão mais próxima.
Claro que dei uma olhada no cartaz, mas ele não dizia nada. Custava tanto assim colocar no cartaz que era um filme "homossexual"? Colocaram apenas: "O amor é uma força da natureza" e não entendi o porquê dessa frase estúpida. A censura algumas vezes é necessária, tanto que ela é usada para restringir adolescentes e crianças de conteúdo violento e sexual agressivo nos cinemas de todo país. O dispositivo já existe a cabe apenas aperfeiçoá-lo.
pedro_11#13
Tenho dois filhos pequenininhos: a menina tem 4 anos e o moleque tem quase 2. Depois de tê-los, acabei ficando meio paizão com qualquer criança. Se algum dia eu for a um filme impróprio para crianças e tiver algum pai ou mãe com crianças por lá eu não fico calado. Educadamente me apresento e aviso que o conteúdo é impróprio para crianças. De repente o cara está desavisado... igual a você no filme dos gays lá...

Nesse ponto concordo com você. Tem que ter um critério. Mas não é exatamente censura. É só para preservar as crianças ( e só para elas). Não é mais criança? Te vira! Aí não tem que ter coisa nenhuma. Nem mesmo aviso de que é filme gay. Não gosta, não vá. Por isso é que vou ver o dos pinguins. Repito: não exite pinguim gay.
pastor#14
Claro que tem que ter um aviso que o filme é gay. Caso tivesse eu não teria me sentado. Concordamos quanto a proteção de nossas crianças e gostaria en passant de elogiar sua determinação em se levantar da cadeira para admoestar esse pai incauto do exemplo. Todavia existem filmes que não devem ser exibidos, independente de quem assista, como filmes de pedofilia por exemplo. Se algúem quiser ser homossexual que o seja, mas que não faça apologia dessa prática. Jovens que assistam a este filme, mesmo que maiores de 18 anos, podem se sentir compelidos a experimentar essa prática já que a vêem embalados num celofone de glamour e belos cenários. Na melhor das hipóteses eu até concederia ao filme ser exibido, mas desde que vista somente por pessoas que já são gays.
Gostaria de elogiar o senhor por manter uma discussão de alto nível e inteligência, ademais por ser um discurso raro no Orkut. Independente de nossas discordâncias agradeço sua índole racional.
lahouse#15
Preconceitos são manifestações exteriores dos valores de uma sociedade. Nada mais do que isto.

É óbvio que alguns são bastante injustos, como, por exemplo, contra grupos étnicos, que são gerados pelo temor de uma colonização estrangeira.

Agora, vir com este papo idiota de "sou contra todo o tipo de preconceito"?

No mínimo, me reservo o direito de aceitar ou não as pessoas pelas suas ATITUDES! Mesmo porque, por exemplo, algum drogado ou homossexual (não diria exatamente os homossexuais, mas aqueles ativistas que fazem apologia espalhafatosa sobre o assunto) tem o direito de fazerem da vida deles o que bem entendem, e, ao mesmo tempo, querem me privar de fazer o mesmo.

Daqui a pouco começarão a querer que se aceite pedofilia e psicopatias como se fosse algo normal.

Eu, pessoalmente, nunca irei me convencer que é errado este tipo de preconceito.
lahouse#16
Para mim, isto é uma completa inversão de valores.

Os moralmente mais corretos são discriminados, enquanto os depravados são exaltados.
lahouse#17
Se você não sabe, não vai ser depis de uma definição teórica que vai aprender...

Se não concorda com o que eu penso, então mantenha sua opinião e seja feliz.
pedro_11#18
Ontem fui ao cinema com minha mulher. Última sessão, depois que as crianças dormiram. Não, não fui ao filme dos vaqueiros gays. Assistimos Orgulho e Preconceito. Muito bom por sinal. Já tinha lido o livro da Jane Austen há alguns anos. O filme, como sempre, é inferior ao livro, mas isso é normal. Recomendo. Além de ser fiel ao original é uma fantástica reconstituição de época. E que cenários lindíssimos! Valeu a pena.

Quanto ao filme, que bobagem é essa de preconceito? Ora, todos temos os nosssos e temos o direito de tê-los. Enquanto não formos violentos e não infringirmos a lei, enquanto formos civilizados nos nossos preconceitos (sim, meu filho, não são coisas incompatíveis), não tem mal nenhum.

Discordo do pastor, quando diz que tem que avisar que o filme é gay e que não pode passar para jovens. Pois acho que pode. Agora, nada impede que, lá no templo, ele diga aos jovens: - Ô moçada, certos filme são perigosos, pois glamourizam idéias e comportamentos errados, etc e tal. Ou seja, a vacina tem que dar em casa, na igreja, no exemplo... e não censurando (é o termo mesmo) o filme.
pedro_11#19
Só para esclarecer uma coisa, para não discutirmos algo sem sentido:

Certas coisas não podem ser exibidas de jeito nenhum, pois é crime. Por exemplo: um filme com cenas de pedofilia. Isso é cadeia certa pra quem filmou, exibiu, financiou, produziu... sobre até pra mãe da tia do vizinho do diretor.

E cenas com violência contra crianças, tem que ter acompanhamento psicológico e autorização do juizado... não é assim tão fácil.

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Ah, tá passando Oliver Twist (taí uma criança que comeu o pão que o diabo amassou!). Alguém assistiu? Tá bom o filme?
pedro_11#20
Ô Alexandre, perdoe se estou entrando no tema sem ter lido tudo o que foi escrito até agora, especialmente essa sua discussão com o outro lá (questão de tempo). Só quero comentar uma frase sua.
Basta ela, solta mesmo, acho que não perde o sentido. Você disse (copiei e colei, viu?):

"Moralmente correto para você não o é para mim, e não há nada que você possa fazer contra, deve respeitar (...)"

Bem, não concordo muito com essa frase. Isso significa relativisar a moral. Só que tem coisas que são absolutamente certas e absolutamente erradas. Não falo de coisas pequenas, isso está fora. Falo de certos princípios. Vou no extremo, que com certeza você concorda: matar outra pessoa. É errado e pronto (descontadas as situações limite, claro - se um bandido entrar na minha casa com uma arma ameaçando minha família, se puder, eu mando ele prestar contas com Deus na hora).
Mas aí, os incas sacrificavam seres humanos para seus deuses. Eles estavam moralmente certos? Bem, pra eles, estavam.

Mas se isso ainda existisse hoje? Seria aceitável? Teríamos que respeitar? Esse é só um exemplo. Mas tem outros.
pedro_11#21
Alexandre, eu não preciso ficar falando sobre meus preconceitos. Muito menos pra arranjar emprego. Todo mundo tem os seus. É inevitável. E tenho sim o direito de ter meus preconceitos. Aliás, isso é como dizer: eu tenho o direito de, sei lá, suar. Ora bolas, pode dizer que é ilegal suar, mas como é que vamos deixar de suar?

O problema é quando existe o preconceito e não tem por trás uma base de civilização. Eu não gosto de filmes de temática homossexual nem gosto de ver homens se beijando na boca. Nem por isso vou invadir e quimar o cinema.

Tenho uma amiga (que amo muito) que é gay e vive com outra mulher. Vou lá na casa delas, recebo-as no aniversário dos meus filhos, bebemos juntos e rimos muito. Eu a respeito e ela me respeita. Isso é civilização. Nem por isso acho que ser gay é lindo. MAs acho que a sexualidade é apenas um aspecto do ser humano e não vou deixar de amar minha amiga por causa disso (além disso a cerveja lá é sempre gelada! Rsrs).
Então doutor, deixe-me aqui com os meus preconceitos, que é melhor eu tê-los sendo civilizado do que ir ao outro extremo e querer acabar com todos eles, inaugurando um mundo onde as pessoas não suam.
pedro_11#22
Em tempo, a grafia certa é com Z.
Herrar é umano, permanecer no erro é diabólico.
pastor#23
Pedro, entendo a sua posição, mas não concordo inteiramente com ela. Uma hora você afirma que as obras não podem ser proibidas e depois inclui filmes com pedofilia entre as que deveriam ser proibidas. Você está sendo contraditório. Quer dizer que uma perversão sexual pode e a outra não pode? Temo que você não perceba que essa exibição liberada de filmes gays é uma estratégia escusa, como já disse, de acostumar aos poucos o espectador médio às práticas desviantes. Quando ningúem mais ligar de ver homens se beijando na tela logo farão alguma polêmica com algum passo mais ousado e por aí vai.
Alegaram que eu deveria me limitar a admoestar o homossexualismo apenas no meu templo, que o ensino do erro do homossexual deveria se restringir ao lar, mas isso por si só não basta. Não basta que um pai fale ao filho que maconha é um caminho para a perdição, cabe aos orgãos promotores da ordem pública o combate a esta. Não confunda a defesa dos pilares que sustentam nossa civilização com autoritarismo. Tudo que é demais é veneno, tanto o jugo excessivo de autoridades sobre o indivíduo quanto a libertinagem irrestrita. Pergunta a o pai de um jovem mal-criado atrasado no colégio como ele se arrepende de não ter usado de disciplina para fazer o filho viciado em video-game deixar de jogar e começar a estudar. A vontade própria dele (passar o dia jogando) foi sacrificada para um bem maior (que ele passe de ano).
Eu nunca disse que deveríamos separar as salas de cinema em "para brancos","para negros". Não existe veículo que promova apologia para que a pessoa troque de raça, mas creio que filmes que incitem as pessoas a achar que homossexualismo e drogas são "legais" deveriam ser exibidas apenas para aquelas pessoas que estão mergulhadas neste mundo. Em restaurantes existem divísórias para fumantes e não-fumantes, será que isso é autoritarismo?
pedro_11#24
Prezado Pastor, rapidinho:

Não fui contraditório. Só disse que filme de pedofilia É crime. Dá cadeia. Agora, filme de temática gay (adultos, claro) não é crime. Apenas constatei o lado jurídico.

Um tem que ser (e é!) proibido. O outro não é e não tem como ser proibido, mas tem uma classificação (pela faixa etária). Completou 18 anos, não tem jeito, entra onde quiser. Isso é a lei. Se é certo ou não, aí são outros 500. Chame o seu deputado e dê um uns tapas pra ele trabalhar direito em Brasília.

Seguinte: Entendo sua motivação perfeitamente. Mas a acho demasiado rígida e impraticável pelo lado jurídico (não, não sou advogado). É que não tem como impedir de existir filme gay, nem também de sexo explícito. Não tem como impedir sua exibição em qualquer local, desde que obedecendo as normas e a classifcação.

Mas o que pode ser feito é usar as armas da mobilização, perfeitamente válidas e muito eficazes (que o diga o próprio movimento gay).

Exemplifico: Se o Pastor tem uma lanchonete familiar, com clientela idem,e vê dois caras namorando numa das mesas e diz educadamente para eles se retirarem, sabe o que pode acontecer? Eles juntam um récua de militantes gays e vão se beijar na boca na frente da lanchonete e sai na televisão dizendo que o Pastorzão aí é preconceituoso e nazista. Dá um balacobaco doido, fique sabendo. Isso é mobilização.

Então veja, se esses caras fazem isso e acabam conseguindo direitos suplementares (é só ler os jornais), então uma causa (presumivelmente) muito mais consistente e que ecoa muito mais fundo na alma da população e das famílias, que é a defesa de um ambiente saudável para os jovens, ou qualquer outra coisa semelhante, igualmente meritória, ia ter um apoio ainda mais firme. Só que dentro da lei, por pressão legítima de opinião e esclarecimento...
O que não dá é ir contra a liberdade dos caras (mesmo se estejam moralmente errados).
pedro_11#25
Só pra terminar:
Esse é o preço da democracia.
pastor#26
Você fala que um TEM QUE ser crime e o outro não. Está julgando de forma diferente dois desvios sexuais.
Claro que você pode alegar que no caso dos homossexuais eles estão usando do livre arbítrio, enquanto que a pedofilia é um abuso contra uma criança. Mas e se caso a criança que foi abusada ir ao Tribunal e falar que quis essa prática? Nem assim eu a veria de forma menos nefasta.
Então suponho que as drogas devam ser todas liberadas já que dizem respeito a uma liberdade pessoal? Pena não ser assim. As pessoas drogadas saem de seu estado mental normal e podem agredir outras pessoas. Os homossexuais não chegam a agredir as outras pessoas, quero dizer... até chegam ([url]/CommMsgs.aspx?cmm=89482&tid=2425686828147591754&start=1[/url]) mas o mal maior feito por eles é de forma indireta, estimulando a disseminação de doenças e a não formação de famílias, famílias que em última instância são um dos poucos relicários de transmissão de princípios morais no mundo. Daqui a pouco não teremos mais filhos sendo gerados por um homem e uma mulher já que todos serão gays festivos e sim produzidos pelo Estado que assim controlará melhor todos nós. é a própria materialização do mundo escrito por Huxley.

Por outro lado fico grato pelo exemplo do restaurante, pois também concordo com você o quanto o politicamente correto pode estragar a livre disposição de nossas próprias propriedades. Percebo que possuis bom-senso, peço apenas que atente para que hoje eles manipulam a mídia para sentar em seu restaurante e amanhã agarrará seus filhos usando se possível a mídia.
Um forte abraço do seu amigo de sempre
Pastor Moisés
pastor#27
Silvio, obrigado pelo link.
Gostei dessa parte:
" O que Ang Lee fez foi um filme de Lasse Hälstrom, um filme em que coisas repulsivas são mostradas como se fossem lindas: primeiro, você pode ser adúltero, desde que também seja gay. E, segundo, um monte de cenas de machos se beijando, que só hão de agradar a quem jogar naquele time. "

E depois ainda estranham quando digo que o filme deveria ser destinado apenas aos gays
Além disso o que eu não acho justo é algúem comprar um pacote de biscoitos, este pacote estar podre e não poder pedir o dinheiro de volta, como eu quis fazer em relação ao filme.
pedro_11#28
Finalizando por hoje:

Taí Pastor, uma coisa que você poderia ter feito, até para marcar posiçao, enquanto seu deputado (depois dos tapas que lhe sugeri) nã muda democraticamente a lei. Dar uma bronca no cinema e exigir seu dinheiro de volta.

Chamava o gerente e diria: - Seu cinema me enganou. É um filme que insultou minha família e você fez uma propaganda enganosa. Me devolva meu dinehiro ou lhe processo.

Ele lhe devolveria e ainda ficaria com medo de continuar exibindo aquele filme, que deixou um moço tão fino como você com tanta raiva...

Era isso que eu estava dizendo. Manda ver.
pedro_11#29
Desculpe a ignorancia:
- Que diabo é Bogus?
Essa eu não entendi.
lahouse#30
Essa quantidade de insultos foi porque eu falei que tenho preconceitos contra homosexuais?

Considero o homossexualismo como um desvio comportamental, se preferir, uma tara, e, desta forma, podemos, sim compará-la a outros tipos de distúrbios, como a pedofilia, por exemplo.

A moral não é de cada um não senhor. A moral é um conjunto de valores consagrados por uma determinada sociedade.

Se você é gay e se sentiu ofendido, problema seu. Não postei nada te ofendendo pessoalmente. Agora, me reservo o direito de aceitar ou não as pessoas em minha convivência de acordo com os meus critérios pessoais. Você pode ter os seus, e não querer nenhum amigo hétero, por exemplo.

Agora, é injusto algumas pessoas (vamos dizer viciados em drogas, para que você não confunda e ache que é pessoal contra ti)poderem fazer TUDO o que desejarem e nos sobrar apenas o DEVER de aceitá-las.

Eu me reservo o direito de pensar com minha própria cabeça. E não ficar decorando slogans como você nas suas passeatas panfletárias.

Repito... PRECONCEITO, no sentido que a gente usa, não é concluir sem saber, mas segregar por determinados aspectos que você ache relevante, minimizando outros. TODAS as pessoas tem coisas boas e ruins dentro de si. Mas você gosta de algumas e de outras não.

Pare, portanto, de ser idiota, pois preconceitos TODOS temos, e você demonstrou ter contra gente que não aceita a babaquice do "politicamente correto".
lahouse#31
Só pra demonstrar o que eu disse, ó magnânimo Alexandre, responda a pergunta com sinceridade:

Se você chegar para alguém e mandar ele "tomar no cu" ou chamá-lo de "viado", espera que ele venha e te agradeça? Ou ele vai ficar ofendido? Porque?
pastor#32
Penso que o monstro azul deve ter uma bola de cristal que tudo responde a priori sobre a vida de outras pessoas.
Chamo-me Moisés, tenho dois filhos, sou pastor. Reservo-me no entanto ao direito de resguardar minha privacidade de pessoas estranhas como esse monstro azul, ademais porque já sofri ameaças de morte de pessoas da comunidade "Metaleiros são marginais sim!" e não cometeria a insensatez de expor minha família para satisfazer um capricho infeliz de algúem que queira saber algo sobre mim. Não entendo o quer conversando comigo ao telefone quando poderia fazer aqui.

Concordo com o amigo acima. Se eu não quero que um homossexual, por exemplo, ligue para minha casa e converse comigo por 5 minutos tenho o direito de ver esta minha preferência respeitada.
lahouse#33
Não, ALexandre...

Se você se sente, mesmo que levemente ofendido, você também tem preconcieto, apesar de querer não demonstrar. E me pareceu que tem.

Quanto ao "vai estudar", só se for para concluir um doutorado.

E você? já acabou o ensino médio?
lahouse#34
Só para constar...

Eu apenas me utilizei de palavra chulas para que você entendesse com maior facilidade, de forma didática, a fim de fazê-lo confessar seus preconceitos. Obsreve suas respostas e veja se não estão impregnadas deste teor.

Nada mais fiz do que expor os meus preconceitos. Não vou sair por aí caçando os que eu não gosto. Agora, a autocrítica sempre é benvinda. Releia seus posts e veja se, mesmo me chamando várias vezes de burro, você não foi conduzido a se contrapor.
luciene#35
A quem indicou o texto de Pedro Sette Câmara, no site O Indivíduo, apenas uma observação: para quem se diz "movido por uma boa relação de anos com o diretor Ang Lee", o colunista se mostra estranhamente desinformado a respeito da carreira deste diretor, que foi muito elogiado, anos atrás, por seu fime "Banquete de Casamento", cuja história gira em torno de um casal composto por dois homens.

Brokeback Mountain é um filme muito bom. Claro que há os que não gostam, como em qualquer filme. Mas basear as críticas ao filme por conta de mostrar o amor entre dois homens é extrapolar o campo de cinema e ficar limitado à homofobia.
luisgustavo_2#36
Luciene, veja bem, não existe casal formado por dois homens. Dois homens formam um dupla. Se voce comprar um casal de canários, e receber dois machos, tenho certeza que não vai aceitar.
pedro_11#37
Luciene, quero comentar sua frase (copiei e colei):

"(...) basear as críticas ao filme por conta de mostrar o amor entre dois homens é extrapolar o campo de cinema e ficar limitado à homofobia (...)"

Bem, no meu caso, não fiz exatamente uma crítica. Simplesmente não posso criticar o filme, pois não o assisti (apesar de já saber o samba enredo todinho, pois li depois sobre). E não o assisti por causa da temática, que não me interessa. Tem mil filmes em cartaz, o tempo é pouco e tenho que escolher 1. Entre Orgulho e Preconceito (baseado no livro da Jane Austen, que eu adoro!) e esses dos vaqueiros gays, optei pelo primeiro.

Homofobia? Bem, não é bem fobia. Não tenho fobia de gays. Apenas é uma temática que não me interessa nem um pouco. Não pago entrada cara para ter o desconforto de ver homens se agarrando. Uma estória de amor? Pode ser, mas tem tanta estória de amor tão mais bonita e tão melhor contada (vejam - e leiam! - Orgulho e Preconceito)e ainda por cima entre homem e mulher, que não me atrai de forma alguma ver contada nas telas esse "amor" homossexual. Acaba sendo uma glamourização do mundo gay. Mesmo que o filme seja bem feito (Alguns dizem que é).Mas bem feito por bem feito...

Preconceito? Talvez. Mas tenho direito de tê-los, como já afirmei.
pedro_11#38
Palavra mágica: CIVILIZAÇÃO!

è o remédio para todas as brigas insolúveis.
renato_2#39
Não tenho preconceitos. Odeio a todos com a mesma intensidade.
pedro_11#40
KKKKKK
Essa foi boa.
Já tinha lido ou ouvido, mas não sei onde.
Quase tão boa quanto a seguinte, de Mencken:

Nunca superestime a decência da espécie humana.

KKKK
edu_orkut_3#41
Eu naun entendo pq esse filme homo tem q ter cenas de sexo,,, é mais q óbvio q foi pra ser fofocado(e naun pra ser refletido),,, nenhum filme sério hoje em dia tem mostrado cenas de sexo
luciene#42
Luis, vou ter de discordar com você. Não posso dizer que não existe casal formado por dois homens, porque conheço, pessoalmente, quatro. E, como eles, existem vários outros. É um dado da realidade. Quanto aos canários, meu pai tinha um. Eu nunca teria. Não gosto de pássaros engaiolados.

Pedro, em pelo menos uma coisa concordamos: Orgulho e Preconceito é uma delícia de ler. É um dos meus livros favoritos e certamente meu preferido da Austen. Os outros de que gosto mais são Emma e Persuasion. Vou ver esta versão da história, embora acredite que eles sempre deixam a ironia da autora de fora do roteiro, o que é uma pena.

Agora, não é porque meu livro favorito da literatura inglesa é 'Wuthering Heights' (O Morro dos Ventos Uivantes), que gira em torno do amor conturbado entre um homem e uma mulher, que eu não posso gostar muito de um filme que gira em torno do amor atribulado em dois homens. Uma coisa não exclui a outra. Mas, claro, ninguém é obrigado a ver filme algum.

E eu não creio que meu post tenha sido direcionado especificamente a você. Ele apenas exprime minha idéia a respeito de cinema e homofobia. Na verdade, foi direcionado ao artigo do jornalista de 'O Indivíduo'.

De resto, leiamos Austen e as irmãs Brontë, sempre.
pedro_11#43
Luciene,

Com certeza concordamos em muitas coisas mais...

Que bom que gosta de Jane Austen. Ela é uma maravilha, não é? Que inteligência em transformar enredos simples em algo grandioso. E que senso de humor sofisticado, carregado de ironia fina. É uma deliciosa leitura.

Quanto ao tema aqui, acho que cansei. Já disse o que tinha de dizer sobre esse filme. Alem disso, não odeio gays. Respeito as pessoas homossexuais e condeno qualquer injusta discriminação em relação a elas (essa frase é a mesma que o Papa utilizou outro dia num documento oficial).

Todavia, não posso deixar de dizer que o comportamento homossexual se trata de um comportamento desordenado, sinal de imaturidade afetiva séria, além de que os atos homossexuais são intrinsecamente contrários à natureza.

Abraço.
luisgustavo_2#44
Voce conhece quatro duplas, não adianta teimar. Acredite em mim, casal é um par composto de macho e femea, homem e mulher, está no dicionário...
luciene#45
Pois é, Pedro. Concordamos também neste certo cansaço. Ando pelo orkut desde o início de 2004 (há os momentos pré e pós-orkutcídio...) e já tive conversas semelhantes em tópicos diferentes, onde quase tudo o que leio e o que escrevo é repetido.

Como você, resumo o que penso para que possa me desobrigar de voltar ao assunto (por enquanto, porque parece interminável): a já infame idéia de fixação em estágio de desenvolvimento, que fazia com que pessoas homossexuais fossem vistas como imaturas, já foi há muito superada, assim como a idéia de fins do século XIX segundo a qual mulheres que sentiam prazer nas relações sexuais tinham tendências criminosas. Homens e mulheres que se apaixonam e se sentem atraídos por pessoas do mesmo sexo não são fundamentalmente diferente de pessoas que se apaixonam e se sentem atraídos por pessoas de sexo diferente.

"Contrário à natureza"... Usar roupas é contrário à natureza. Viajar de avião é contrário à natureza. O celibato a que os padres ( e o papa...) católicos se submetem é contrário à natureza.

Tantos problemas e infelicidades são causados por conta desta forma de pensar. Uma pena.
pedro_11#46
Luciene,
É um prazer falar com você.
Mas realmente estou cansado do tema e estou com muito problemas aqui para resolver. Não estou podendo me concentrar em debates.
Tenho que entregar um projeto que está me trazendo muitas cãs novas. O leite dos meninos urge!
Abraço.
ithamar#47
Sou a favor da liberdade total de expressão com classificação.
Os filmes deveriam ter um aviso sobre o conteudo e nenhuma censura.
Eu mesmo tem coisas que não gosto de ver como humor escatologico ou violento.
Existem comédias de censura livre até recomendadas para crianças com conteudo que eu não gosto.
Me ofendo assistindo três patetas, mas não vou reclamar de quem acha graça, eu não gosto é um problema meu e tenho o direito de ser respeitado por isso.

Um filme deveria ter aviso de cenas gays, conteudo polemico, nudes, humor negro e por ai vai.
Ninguém é obrigado a ver o que não gosta e é bom ser tão avisado do que assiste como do que come.
luisgustavo_2#48
http://www.decentfilms.com/

Do ponto de vista católico, já aviso.
luisgustavo_2#49
pastor#50
Ithamar, acredito que se uma obra pode conturbar a ordem social deve ser banida. Existe sim a liberdade de expressão, mas ela não deve ser um álibi para prliferação do movimento nazista por exemplo.

Ao menos concordamos que esse filme deveria ter uma tarja explicitando ser um filme homossexual. Esse deliberado desrespeito ao direito de sabermos no cartaz do que se trata o filme é passível de ser denunciado aos orgãos de defesa do consumidor!

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