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2 milhões em maior evento da direita em 40 anos

Iniciado por inocncio em 12/10/2007 · 70 mensagens · página 2 de 2

alexandre_9#51
Só vi "artista" esquerdista convidado para fazer esse show!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
alexandre_9#52
E desde quando Gabriel o "deseducador" é "artista" que se chame para um evento como esse.
uriel#53
.

esse evento pode ser usado pela direita. mas a reação contra a CPMF em si não é necessariamente direitista.
pedro_17#54
Oxi, eu soube que só foram 7 mil pessoas ao show.
adermir#55
"Mas o fato é que o imposto já está aprovado, o que ainda não sabemos é quanto ele custará ao Lula."

Não está tão fácil assim de aprovar, pois a resistência no senado existe. Além do mais, há alguns aspectos jurídicos a se pensar (pretendo escrever um artigo a respeito, aviso vocês), referentes ao princípio da anterioridade: um tributo tem que ser aprovado 90 dias antes de sua cobrança, e no exercício anterior. Isso quer dizer que mesmo que seja aprovada agora, a CPMF não poderá mais ser cobrada antes de abril do ano que vem; e se a aprovação só ocorrer em janeiro, então o tributo só poderá ser cobrado em 2.009.
jeov#56
A CPMF é um tributo regressivo (tributa mais quem tem menos capacidade tributária);

CPMF não é regressiva. Um imposto regressivo seria um imposto cuja alíquota é menor quanto maior for o montante a ser taxado. CPMF não é regressiva nem progressiva.

cumulativo (incide várias vezes na cadeia produtiva);

Vários outros impostos são cumulativos

imoral e violador de direitos individuais(implica violação do sigilo bancário);


Aí você levantou uma questão muito interessante

fomentador da informalidade (para sonegá-lo basta transportar dinheiro na cueca...)

Seu argumento é inválido. CPMF é um imposto sobre a movimentação bancária. Se você optar por movimentar seu dinheiro de outra forma, não vai ser taxado - assim como se você preferir montar seu carro em vez de comprá-lo você irá deixar de pagar vários tributos. Isso não é fomentar informalidade

Informe-se melhor, também, sobre a FIESP. É a única entidade relevante que pode influenciar no combate ao esquerdismo dominante (embora muitos empresários caiam no conto da sereia do politicamente correto), porque é quem sofre ao mesmo tempo com o governo, com os bancos e com os sindicatos aparelhados.

Sofre ? Basta dar um crédito especial no BNDES que eles ficam felizes da vida ! Eles só são capazes de bater de frente com o Lulla se ele abrir o país para importações
ricardode#57
O povo vai, assisti aos shows e volta pra casa cantando, alegremente, sem nenhum vínculo com o tema do evento. E continuaram votando no PT se depender disso.
adermir#58
Vamos lá, Jeová:

CPMF não é regressiva. Um imposto regressivo seria um imposto cuja alíquota é menor quanto maior for o montante a ser taxado. CPMF não é regressiva nem progressiva.

Do ponto de vista da alíquota, não é regressiva, já que é igual para todos. Entretanto, o efeito da CPMF é, sim, regressivo, na medida em que incide com mais peso sobre quem tem menor poder aquisitivo e não pode escapar de operar pelo sistema bancário.

Vários outros impostos são cumulativos

Acontece que novos impostos obrigatoriamente têm que obedecer ao princípio da não cumulatividade segundo o artigo 154 da CF. Por esse dispositivo, a União pode instituir outros impostos não previstos, desde que obedecidos os princípios da não cumulatividade e da não bitributacao.
A saída encontrada para fugir dessa restrição foi criar não um imposto, mas uma contribuição (O Imposto sobre movimentações financeiras foi considerado inconstitucional pelo STF), mas por aí há a obrigação, não cumprida, de destinar o valor arrecadado para os fins da contribuição, que no caso é a saúde. Além do mais, “saúde” é uma destinação genérica cuja natureza impõe que seja financiada pela arrecadação de impostos, já que uma contribuição tem, obrigatoriamente que ter destinação específica. Sob esse ponto de vista, a CPMF pode até ser considerada legal, mas moral não é.
adermir#59
Seu argumento é inválido. CPMF é um imposto sobre a movimentação bancária. Se você optar por movimentar seu dinheiro de outra forma, não vai ser taxado - assim como se você preferir montar seu carro em vez de comprá-lo você irá deixar de pagar vários tributos. Isso não é fomentar informalidade

Como já disse acima, não é um imposto. Se fosse, seria inconstitucional. E, de fato, movimentar dinheiro de outra forma não é sonegar, no sentido de promover evasão fiscal, mas sim prática legal elisiva. Acontece que o efeito de afastar atividades econômicas das operações bancárias tem, sim, o efeito de fomentar a economia informal, pois como a operação não terá registro econômico, pode facilmente ser feita também sem registro fiscal.
Fomentar não quer dizer criar, mas sim favorecer. E ela, inegavelmente, favorece a informalidade.

Sofre? Basta dar um crédito especial no BNDES que eles ficam felizes da vida! Eles só são capazes de bater de frente com o Lulla se ele abrir o país para importações.

Dinheiro todo mundo quer. Qual é o problema de obter crédito mais barato? Isso não quer dizer que não estejam sofrendo com a alta carga tributária, altas taxas de juros e pressões políticas que reduzem sua competitividade e capacidade de crescimento. Eu nunca disse que as entidades empresariais são formadas por santos, mas sim que são a alternativa neste momento para combater o supercrescimento do Estado que experimentamos nesse momento. Desqualificá-las não é uma tática muito inteligente.

Diga-se, em prol de sua opinião, que a CPMF tem alguns aspectos interessantes, como o fato de ser um tributo não declaratório e de incidência imediata e automática que reduz bastante a burocracia acessória. Mas do jeito como ela existe hoje, é imoral.
adermir#60
inocncio#61
jeov#62
Do ponto de vista da alíquota, não é regressiva, já que é igual para todos. Entretanto, o efeito da CPMF é, sim, regressivo, na medida em que incide com mais peso sobre quem tem menor poder aquisitivo e não pode escapar de operar pelo sistema bancário.

De que a CPMF acaba sendo pior para quem tem menor poder aquisitivo eu não tenho dúvidas. Mas isso acontece com a maior parte dos impostos - senão com todos. Portanto, a ira contra a CPMF continua estranha.

Dinheiro todo mundo quer. Qual é o problema de obter crédito mais barato? Isso não quer dizer que não estejam sofrendo com a alta carga tributária, altas taxas de juros e pressões políticas que reduzem sua competitividade e capacidade de crescimento.


Quando eles obtêm o crédito mais barato, eles estão escapando das altas taxas de juros. Quando eles obtêm isenções fiscais, eles estão escapando da alta carga tributária. Se um governante chegar na FIESP e dizer que quer aumentar a carga tributária pra 60%, mas que vai tratar de fazer a patota da FIESP pagar uma alíquota de apenas 10%, a FIESP vai se pronunciar em favor de tal governante.

A FIESP é mais uma entidade em busca de privilégios.
adermir#63
De que a CPMF acaba sendo pior para quem tem menor poder aquisitivo eu não tenho dúvidas. Mas isso acontece com a maior parte dos impostos - senão com todos. Portanto, a ira contra a CPMF continua estranha.

Na verdade o princípio da progressividade é informador, basicamente, do imposto de renda. Mas o efeito regressivo não acontece com todos os impostos, nem com os principais, como o ICMS e o IPI, que são não cumulativos e têm alíquotas menores para produtos essenciais.
Não se trata de ira contra a CPMF. A ira é contra suas perversões, as quais você mesmo admite. Mas entendo suas razões para gostar dela, e em princípio seria um bom tributo se fosse lapidado e substituísse outros. Do jeito que está, repito, é uma imoralidade. Inclusive por financiar o bolsa voto...
adermir#64
Quando eles obtêm o crédito mais barato, eles estão escapando das altas taxas de juros. Quando eles obtêm isenções fiscais, eles estão escapando da alta carga tributária. Se um governante chegar na FIESP e dizer que quer aumentar a carga tributária pra 60%, mas que vai tratar de fazer a patota da FIESP pagar uma alíquota de apenas 10%, a FIESP vai se pronunciar em favor de tal governante.

Você pode achar o que quiser da Fiesp, mas melhora os argumentos porque esse é ingênuo e inverossímil. Você nem sequer sabe quem é a "patota da Fiesp". Como dizia Einstein, "o homem inventou maneiras de dissolver um átomo mas ainda não sabe como dissolver um preconceito".
E a demanda por obter crédito mais barato e obter isenções fiscais é legítima e beneficia, no caso, setores inteiros, ou seja, todas as empresas de determinada atividade econômica. Onde está o privilégio nisso?
Privilégio é obter vantagens exclusivas em detrimento da concorrência. Isso acontece? É claro que sim. Mas geralmente não é no âmbito das entidades empresariais. Normalmente são negociatas envolvendo empresas, individualmente e homens públicos, para obter contratos governamentais, vantagens legais, vencer concorrências, etc...
jeov#65
E a demanda por obter crédito mais barato e obter isenções fiscais é legítima e beneficia, no caso, setores inteiros, ou seja, todas as empresas de determinada atividade econômica. Onde está o privilégio nisso?

Privilégio de um setor sobre o outro. E outra: isenção fiscal é algo anti-liberal.
jeov#66
Não se trata de ira contra a CPMF. A ira é contra suas perversões, as quais você mesmo admite.

Quem diz "Xô CPMF !" tem ira contra a CPMF, e não contra suas perversões. Eu queria ver a FIESP fazer campanha pela privatização do BNDES. Quando é que começa ?
adermir#67
Privilégio de um setor sobre o outro. E outra: isenção fiscal é algo anti-liberal.

sem comentários...
adermir#68
"O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES, ex-autarquia federal criada pela Lei nº 1.628, de 20 de junho de 1952, foi enquadrado como uma empresa pública federal, com personalidade jurídica de direito privado e patrimônio próprio, pela Lei nº 5.662, de 21 de junho de 1971." (fonte: http://www.bndes.gov.br/)

Cara, existem muitos motivos pelos quais se pode criticar a FIESP. Procure os certos... Fale da falta de combatividade contra a socialização do Brasil, fale da proximidade com os tucanos, da rendição ao politicamente correto, da falta de percepção do projeto revolucionário que está em andamento, enfim, fale mal o quanto quiser. Mas saiba mais do que está falando pra não ser superficial.
jeov#69
sem comentários...

Esse não entende nada de liberalismo...

Cara, existem muitos motivos pelos quais se pode criticar a FIESP. Procure os certos... Fale da falta de combatividade contra a socialização do Brasil, fale da proximidade com os tucanos, da rendição ao politicamente correto, da falta de percepção do projeto revolucionário que está em andamento, enfim, fale mal o quanto quiser. Mas saiba mais do que está falando pra não ser superficial.
O que eu falei explica os motivos de tudo isso.
antnioluiz#70
"Em relação ao Djavan, eu não o estaria endeusando tanto." (2)

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