Como não enxergar a realidade - Diário do Comércio, 26 de novembro 2007
Mais uma coluna do sr. Carvalho que mira supostos revolucionários que, por sua percepção, ainda grassam e atemorizam os conservadores. Mais um libelo na linha do "perigo" representado pelo nefelibático Foro de São Paulo. O sr. Carvalho escamoteia o fato que já, há muitos anos, não existem revolucionários no ocidente, com a provável exceção de Hugo Chavez. Aquele mesmo que, pasmem, utiliza-se de eleições legítimas, como atestam todos os observadores internacionais, para realizar sua improvável revolução...
É sempre curioso observar os argumentos que a extrema direita usa para desancar a extrema esquerda. Sendo que ambos, apesar de serem ovos da serpente, mal encheriam um fusca nos dias de hoje. Uma completa perda de tempo e um bom espaço desperdiçado pelo filósofo. Claro que sempre com seu texto atraente e de muito fôlego;
O sr. Carvalho está se tornando tão obcecado em sua cruzada contra a "comunistização" da sociedade que não nos poupa diuturnamente de invocar assassinos hipócritas tipo Guevara, Marx e Mao Dzedong (isso mesmo, o sr. Carvalho prefere a grafia inglesa para o nome de Mao Tse-tung, talvez por estar a tempo demais na Virginia). Esta sua cruzada infelizmente não está muito longe do fanatismo de um Plínio Correia de Oliveira, fundador da TFP. E isto deveria preocupar o sr. Olavo, dada sua inteligência e discernimento.
Huahahahahah esse texto do João é sério??? Eleição legítima faz de algum país uma democracia por si só? Hitler também foi eleito democraticamente. Há muito mais em jogo quando se fala em democracia. E o que se precisa para entrar para sua lista de revolucionários? Só com revolta armada?
Aliás, não é improvável nesse caso com Chávez. Ele armou seus partidários, que inclusive abriram fogo contra um protesto estudantil. E se prepara para impedir a vitória do "não" com violência.
O que alguns custam a entender é que não é a figura do revolucionário, ou o pretenso revolucionário da luta armada apenas, mas sim o pensamento revolucionário. Enquanto não distinguir isso, fica complicado conversar.
O pior é que o começo do artigo que ele cita explica a diferença entre mentalidade revolucionária e o que o João chama, de forma rasa, de revolucionário. Aliás, isentando todo os revolucionários (Chávez, pra ele, talvez... ). Aí fica difícil...
E daí que não teve observadores? Eu nem questionei a legitimidade das eleições de Hitler. Pelo contrário. O ponto é justamente que, mesmo sendo legítimas as eleições, isso não torna necessariamente a pessoa um democrata, muito menos o que ele faz com a democracia depois de eleito.
Essa é a desculpa esfarrapada da esquerda. O cara ganha as eleições, dá um golpe, e eles dizem: "ah, mas foi eleito democraticamente...". Lamentável...
Não quis ser indelicado Mateus. Só quis dizer que, muito tempo depois do texto ser publicado não consegui achar nenhum tópico referente a ele na maior comunidade de admiradores do Olavo. Então tive que fazer um. Foi uma crítica em geral e não particular. Lamento.
Ok. Beleza. Só tinha me restado a ironia, porque eu achei bem estranho me acusar de não ler sobre o que eu estou falando. Se notar, eu não sou dos mais "tagarelas" por aqui. Não costumo opinar quando não sei, ou quando a discussão não me apeteceu. Já deve ter notado, como hater ou ex-hater...
Eu não assino o Diário do Comércio. Só costumo ler os artigos quando postam aqui (o que costuma acontecer assim que eles saem), ou depois de ler no JB que eu lembro de ver o do Diário do Comércio.
O sr. Carvalho escamoteia o fato que já, há muitos anos, não existem revolucionários no ocidente, com a provável exceção de Hugo Chavez
Que denominação daríamos então às FARC? Que denominação daríamos então ao Foro de São Paulo, ao "socialismo do PT" apresentado em seu 3º congresso, ao MST e a Pastoral da Terra, ao próprio PT (fundado por revolucionários), ao PC do B (partido maoista) ao PSOL, ao movimento gay, etc.
Bom, isso é só um começo para que nós possamos corrigir a nossa linguagem à "realidade" não-revolucionária desses grupos.
Por isso mesmo eu disse que ele está a tempo demais nos EUA. Talvez tenha esquecido que, em português, escreve-se Mao Tse-tung. Errado assim.
Se disse que ele está "a tempo demais", então disse errado. Como é que alguém que não sabe grafar corretamente e diferenciar "a" de "há" vai querer corrigir os outros?
E "Mao Tse-tung" não está "em português", no sentido de que esta seja a única grafia aceitável para o nome chinês em nossa língua. A regra que melhor se aplica no caso é a de adotar a grafia que melhor reflita a sonoridade original, ou que respeite a formação dos ideogramas originais, o que tem sido aplicado em outros casos, como por exemplo ao se adotar a grafia "Beijing" ao invés de "Pequim", "Ab'n'sena" ao invés de "Avicena", "Belaruz" no lugar de "Bielo-russia", etc.
E que deveria ser aplicado em "Camerum" no lugar do ridículo "Camarões"...
Outra coisa, prezado "anarfafu"*: o texto diz respeito antes ao conceito de "mentalidade revolucionária" e só aponta os seus espécimes - Marx, Che, etc. - como exemplos de como ela opera. Ao dizer que "não existem revolucionários na América Latina", você está apenas dando mais um exemplo do tipo de inversão com que essa mentalidade opera.
E o fato de você vir a ser um dos primeiros a ir ao paredão não significa grande coisa. Lenin procurou fuzilar primeiro os revolucionários mencheviques, depois o resto, e a primeira providência de Stalin foi liquidar a velha guarda revolucionária para governar sossegado... Ninguém mata mais comunistas do que os próprios comunistas (e isso TAMBÉM faz parte da mentalidade revolucionária!)
Quanto aos revolucionários, referi-me a movimentos revolucionários que foram além da piada previsível. O último, que me lembro, no acidente cristão, foi Granada.
"A regra que melhor se aplica no caso é a de adotar a grafia que melhor reflita a sonoridade original, ou que respeite a formação dos ideogramas originais"
A Globo usa Mao Tse-tung. A Folha também. O Estadão idem. Ah! Esqueci! Segundo o sr. Carvalho eles são comunistas e não contam.
Como piadas, não têm graça nenhuma. E se se referiu a isso não levou em conta o próprio texto que se propôs a criticar. E o fato de serem piadas não os torna menos revolucionários. SEMPRE serão piadas, porque SEMPRE serão marcados pela `negação da realidade. Ou melhor, por sua inversão. E as piadas sempre serão de mau gosto.
Você já viu a história de como a Folha começou a grafar 'Camarões' para o país africano? Desde quando jornais são referência para a gramática?
Minha filha aos 8 anos fazia trabalhos de pesquisa localizando erros de português nesses jornais.
Tu por acaso sabes o que é o movimento revolucionário no trabalho do Olavo? Se soubesse, não teria o absurdo de dizer que não há revolucionários, com a provável exceção de Chavez.
Aplique esse conceito ao mundo atual. Teremos todos os movimentos totalitários, nacionalismos em geral, a jihad islamita e, sob certos aspectos, o próprio conceito de democracia, sem contar outros movimentos mais...
"É sempre curioso observar os argumentos que a extrema direita usa para desancar a extrema esquerda. Sendo que ambos, apesar de serem ovos da serpente, mal encheriam um fusca nos dias de hoje. Uma completa perda de tempo e um bom espaço desperdiçado pelo filósofo. Claro que sempre com seu texto atraente e de muito fôlego;"
Ou seja: Olavo tem apenas retórica para um tema inútil. Um texto "atraente e de muito fôlego" para "perda de tempo". Nem vou comentar a alusão à extrema-direita...
Por que não aproveita e pede para ele escrever livrinhos de ficção?
"A mentalidade revolucionária" --> http://www.olavodecarvalho.org/semana/070813dc.html"Por isso mesmo é preciso enfatizar que o sentido aqui atribuído ao termo “revolução” é ao mesmo tempo mais amplo e mais preciso do que a palavra tem em geral na historiografia e nas ciências sociais presentemente existentes"
Pois é, João.
Suponho que você já deve ter percebido que, antes de criticar o hipotético comprimento do rabo alheio, é sempre bom conferir o tamanho do próprio rabo.
Você já "deu mole"criticando o Olavo por escrever Mao Zedong (é Zedong, e não Tzedong).
"Zedong"ou "Tsé-Tung" são grafias que representam um nome chinês, e não existe um consenso a respeito delas. Nomes chineses não são originalmente grafados em caracteres ocidentais: portanto, a transcrição é fonética. Vale qualquer um dos dois jeitos.
Já o seu "a muito tempo" é erro imperdoável: afinal, trata-se da SUA língua, aquela na qual supostamente você se expressa!!!!!
Mas vamos ao que de fato interessa: você diz que "não existem revolucionários no ocidente"- a não ser, talvez, Hugo Chavez.
Ora, meu chapa - o ocidente está cheio, lotadinho, de revolucionários! Cada Zé Mané ali na esquina, se perguntado, manifestará rapidinho seu monumental desejo de "mudar o mundo" - e "mudar o mundo"é a essência do pensamento revolucionário! Os líderes do movimento revolucionário têm portanto à sua disposição um exército imenso (que naturalmente eles mesmos vêm providenciando há décadas), pronto para ser usado, e que vai se deliciar em obedecer sem piscar às ordens dadas! É por isso mesmo que o orango Chavez quer governar através de plebiscitos!
Já mencionei aqui hoje o conceito de "oclocracia"- o governo das turbas: essa pseudo-democracia, a que funciona através de plebiscitos, tem nome! E eu não sabia! !
Enfim, como você vê, você não fez muito sucesso por aqui, não.
O "sr. Carvalho", o "a muito tempo", o "não existem revolucionários no ocidente" - tudo isso se juntou pra compor um modelito meio trôpego. Não se trata de refutar o "sr. Carvalho"- trata-se de ter um mínimo de condição pra fazer isso.
Tem mais umas coisinhas. Mas prefiro não gastar todos os argumentos assim logo de cara - gosto de esperar pela resposta, primeiro.
Uma questão que sempre me percorreu a cabeça é a seguinte, quando se fala dos líderes atuais de esquerda, e os denotam como revolucionários, como Chavez e Lula, se fala em revolução em qual sentido?? Um retorno ao stalinismo e até mesmo aos moldes de Pol Pot seria praticamente impossível, impraticável. Lula e Chavez têm o mesmo viés ideológico, o marxismo, ambos são de esquerda sendo Chavez, mais combativo, um projeto socialista claro, o PT, apesar do FSP e suas propostas é difícil definir sem sair da especulação. Um historiador Francisco Carlos em um artigo, diz que a democracia liberal não supriu as carências da América Latina, pela visão do povo em um modo geral, o que dá margem a criação de líderes autoritários, não estaríamos assistindo a uma volta do caudilhismo ao invés do comunismo?
Uma questão que sempre me percorreu a cabeça é a seguinte, quando se fala dos líderes atuais de esquerda, e os denotam como revolucionários, como Chavez e Lula, se fala em revolução em qual sentido??
Fala-se em pensamento revolucionário, em estratégia explícita para "mudar o mundo", ou, nos dizeres do FSP, "recuperar na américa o que se perdeu no leste europeu".
Um retorno ao stalinismo e até mesmo aos moldes de Pol Pot seria praticamente impossível, impraticável.
Por que? O que impediria esse acontecimento? Basta criar o contexto certo e a barbárie volta, sim. Uma das maiores ingenuidades que podemos cometer é achar que atingimos um estágio de civilização em que determinadas coisas não podem acontecer. É fácil esquecer a história, e num estado autoritário, o passado é imprevisível...
Lula e Chavez têm o mesmo viés ideológico, o marxismo, ambos são de esquerda sendo Chavez, mais combativo, um projeto socialista claro, o PT, apesar do FSP e suas propostas é difícil definir sem sair da especulação.
Não especule: leia as atas do FSP. Olavo já há muito tempo vem alertando para o comportamento de avestruz que tomou conta dos brasileiros.
Um historiador Francisco Carlos em um artigo, diz que a democracia liberal não supriu as carências da América Latina, pela visão do povo em um modo geral, o que dá margem a criação de líderes autoritários, não estaríamos assistindo a uma volta do caudilhismo ao invés do comunismo?
Estude história: todos os movimentos autoritários começam com algo como "a democracia liberal não fez..." como se a democracia liberal não tivesse sido deliberadamente sabotada pelos próprios revolucionários. Quanto à volta do caudilhismo, há diferenças. Os caudilhos eram grandes proprietários rurais que assumiam o poder autocraticamente e com um viés fascista; isso é muito diferente do que se vê hoje em dia. Em comum, só o populismo e a demagogia dos métodos, mas os objetivos estratégicos são bem diferentes. É comunismo, mesmo, meu caro...
O que é estranho, por incrível que isso possa parecer, é que o pensamento do Olavo ainda não é conhecido. Essa comunidade e outras, claro, conhecem, e ainda muitas pessoas por ai. Mas a divulgação das suas idéias é pouca ainda. Escrevo isso porque li mais para cima a questão do Olavo estar "pirando" de tanto ter razão e não ser ouvido. Vejam, na semana passada eu conheci um cara de SP que participou na guerrilha do araguaia. Ele tem uma trajetória parecida com a do Olavo: se envolveu a fundo com a esquerda nos anos 60-70 e depois viu que aquilo era uma falácia. A gente falava da situação política e do atual rumo da universidade. Eu fui meio que reproduzindo algumas das coisas que o Olavo diz em seus escritos, principalmente acerca da USP, Chauí, etc. Logo, ele me disse, "porra [perdoem-me, é assim que ele fala], mas é isso mesmo! Você tem toda a razão". Eu disse que não era eu, que era o Olavo. Ele concordou plenamente com o que seria o longo plano, de décadas, da esquerda revolucionária para chegar ao poder, passando pela imbecilização da universidade e pela tomada dos cargos de primeiro escalão por parte de ex-guerrilheiros. Me contou, algo que eu nem imaginava, que se déssemos uma HK para a Dilma Housef ela saberia atirar direitinho, o mesmo (isso eu sabia) disse do Zé Dirceu.
Essa experiência me fez concluir que falta divulgação, mesmo com internet e artigos em jornal. Creio que o único jeito mesmo seria o Olavo voltar para o Brasil, mas sabemos que isso ele não quer, e talvez mesmo não possa. Mas é isso, há vários "olavos" por aí, que não conhecem o Olavo, haveria que identificá-los e os pôr a par das idéias do filósofo.
Caudilhismo não tem absolutamente nada a ver com fascimo!!! Acho inconcebível campos de trabalho forçado como do Khmer rouge, ou Gulags como o de Stanlin!!
"Do mesmo modo, Mao Dzedong, o santo da devoção do PC do B, estuprou algumas dezenas de camponesas adolescentes para que no futuro não houvesse mais fazendeiros ricos capazes de fazer outro tanto."
Capice?
2. Desrespeitei MINHA língua e mereço morrer por isso.
3. Esse tipo de revolucionário existe mesmo em qualquer esquina. O que não existe é gente articulada e capaz o suficiente de levar a cabo a revolução. Ou você acha mesmo que a esquerda algum dia vai chegar ao poder em um país conservador como o nosso? E se me disser que Lula e seu modelo econômico são de esquerda, eu só posso rir.
4. Nunca foi minha intenção fazer sucesso aqui. Muito pelo contrário. Mas constato, surpreso, que meu tópico já tem 5 dezenas de mensagens.
5. Sinceramente, sua opinião se eu tenho ou não condições de refutar o sr. Carvalho é totalmente irrelevante para mim. Enquanto isso, e enquanto o Luís quiser, eu continuarei a, educadamente, apresentar minhas considerações aqui. O risco de eu convertê-los à minha maneira de pensar é o mesmo de vocês me converterem à sua. Próximo de zero. Mas sempre existe.
Caudilhismo não tem absolutamente nada a ver com fascimo!!! Acho inconcebível campos de trabalho forçado como do Khmer rouge, ou Gulags como o de Stanlin!!
Viés fascista. Getúlio Vargas e Perón, por exemplo, flertaram com o fascismo. Mas de fato as republiquetas de caudilhos são anteriores ao fascismo.
Há diferenças entre os campos do Khmer e os Gulags de Stalin, e convém lembrar que Pol Pot foi derrubado pela ação de um outro regime comunista, o do Vietnã. Mas não é tão inconcebível assim que isso aconteça por aqui. Observe a Venezuela.
De qualquer modo, a estratégia mais bem sucedida no Brasil não é a da revolução armada, mas da aplicação da estratégia gramsciana de buscar hegemonia nos aparelhos ideológicos do estado, o que num primeiro momento dispensa a existência de gulags; mas, como disse o Olavo, muda a vaselina mas a piroca é a mesma...
. Esse tipo de revolucionário existe mesmo em qualquer esquina. O que não existe é gente articulada e capaz o suficiente de levar a cabo a revolução. Ou você acha mesmo que a esquerda algum dia vai chegar ao poder em um país conservador como o nosso? E se me disser que Lula e seu modelo econômico são de esquerda, eu só posso rir.
Já estava demorando para os caras começaram a dizer que lula não é de esquerda. A esquerda é um lugar hipotético e nirvânico, um pós revolução, algo só concebível quando existir o "novo homem" que será retirado, como fênix, das cinzas da ordem burguesa decadente. Não é isso?
Outra característica da mentalidade revolucionária é essa, de jogar no colo do inimigo os próprios pecados. Agora, lula é de direita...
Quanto ao riso, você já manifestou pendor para piadas sem graça, mesmo...
Não vim a essa comunidade por que você são de direita. Para isso, existem outras bem melhores e mais elaboradas. Eu vim aqui por que você são entreguistas.
A frustração pequeno-burguesa levou-os a uma baixa auto-estima como brasileiros. Isso leva-os a preferir qualquer coisa americana, às vezes até europeia, a nosso país. Já que eles são melhores que nós, por que não entregar-lhes o país, não é mesmo?
Tenho muita saudade da boa e velha direita nacionalista. Gente como Plínio Salgado, integralista, mas que tinha amor pelo país. Gente que honrava os milhares de mortos que desenharam nossas fronteiras com sangue. Gente como Bento Gonçalves, que quando recebeu oferta do governo argentino para ajudá-lo em sua campanha contra o império, respondeu que se algum argentino ousasse pisar em solo brasileiro ele se uniria aos imperiais para escorraçá-los. Ou Floriano Peixoto que, enquanto era bombardeado por Saldanha da Gama no palácio do Catete, recebeu uma carta de uma esquadra americana, fundeada na costa do Rio de Janeiro, perguntando como seriam recebidos em terra. Floriano respondeu: "a bala".
Pelo o menos, o sr. Carvalho teve coerência e se mudou para a Virgínia. E vocês? Quando vão para lá?
Não pensem que nacionalismo é uma coisa assim tão sem pé nem cabeça. Um dos ídolos do sr. Carvalho chama-se Bill O'Reilly, comentarista da FoxNews. Todos os dias ele termina seu programa com um quadro "Pinheads and Patriots". É calro que os pinheads sempre são da esquerda e os patriots sempre são da direita. Ele acha importante defender seu povo e seu país de ameaças externas.
A frustração pequeno-burguesa levou-os a uma baixa auto-estima como brasileiros. Isso leva-os a preferir qualquer coisa americana, às vezes até europeia, a nosso país. Já que eles são melhores que nós, por que não entregar-lhes o país, não é mesmo?
Aliás, ouvi o Mangabeira falar ultimamente em nova classe "pequeno-burguesa" surgindo no país (e o mais engraçado é que ele não parece falar pejorativamente).
No começo da Revolução Russa, os anarquistas já moíam os socialistas autoritários marxistas (perdão pelo pleonasmo, inevitável) por proferirem tantas vezes esse termo.
A frustração pequeno-burguesa levou-os a uma baixa auto-estima como brasileiros. Isso leva-os a preferir qualquer coisa americana, às vezes até europeia, a nosso país. Já que eles são melhores que nós, por que não entregar-lhes o país, não é mesmo?
Como bem diz o ditado: o nacionalismo é o último refúgio dos canalhas.
A inversão da realidade é a marca registrada do típico pensamento esquerdista.
Falando em patriotismo, eu gosto. Pátria, por exemplo, é o único valor conservador qua ainda segura a França de pé.
Por isso mesmo sou "traidor da América Latina" e não do Brasil. Traidor do Brasil é quem quer entregar a nossa soberania ao comando de uma entidade alienígena aos interesses do país e a sua soberania. Não jurei fidelidade à bandeira da América Latina. Não sou cidadão latino americano. Sou cidadão brasileiro e jurei fidelidade à bandeira do meu país, não à de Cuba ou à do Foro de São Paulo.
Citando a história até recente, já houve homems muito patriotas na história do Brasil, por exemplo.
D Pedro I, o autor do grito de independência, foi posto para correr do país debaixo de uma onda de "nacionalismo ferido".
Também foi debaixo de uma onda de "nacionalismo ferido" que D Pedro II, disparado o melhor homem público que já existiu e provavelmente existirá no Brasil, foi tirado daqui a pontapés pelos nossos "patriotas" republicanos. Não existe paralelo equivalente ao de D Pedro II na história do Brasil. Somente quem leu a sua biografia sabe do nível de patriotismo, de entrega total ao dever, da humildade franciscana e da moralidade que existia naquele homem. Ainda bem que sobrou a biografia. Pelo menos essa não caiu nas mãos dos nossos revizionistas patrióticos.
Eu sei que ele era um "boboca", um "sonso", um "molão". "Qualquer um que estudou" sabe disso no Brasil. Mas tinha o defeito de ser patriota. Sua filha, Isabel, conseguiu o feito de impor respeito pela beleza. Era "feia como a peste". Vai ver assustou os escravagistas.
Até recentemente, nos anos 60, tivemos grandes patriotas financiados pelo ouro de Moscou querendo implantar no Brasil um regime mais nacionalista que o então em vigor. Foram brecados por "traidores" a serviço do "império americano". E se ainda existe algum resquício de integridade nacional e soberania isso deve-se a esses mesmos "traidores da pátria", que passados mais de 40 anos ainda contam com mais popularidade que o atual "presidente nacionalista".
Mas claro, tomar uma Coca-cola faz de mim um traidor muito maior que muita gente que ajuda a acabar com a soberania nacional entregando vastas porções da Amazônia ao interesse de ONGs e da ONU.
Achei gozado o João criticar justamente um texto de caráter mais geral e interessante do ponto de vista da filosofia política. Esse artigo foi justamente um retorno ao modo mais interessante de falar a respeito de comunistas, ilumnistas, socialistas e outros bichos. Gostei muito da maneira como o Olavo introduziu no Brasil um símbolo que descreve adequadamente tal categoria de gente por conta de sua mentalidade doentia. Prefiro isso do que as denúncias específicas dos sinais e sintomas da desordem revolucionária da alma, embora tais denúncias sejam necessárias e urgentes. Este tipo de raciocínio está muito além da capacidade de comunistas que sequer desvendaram o hegelianismo totalitário de Marx, mal disfarçado por um materialismo que só serve para deixar seu público aleijado espiritualmente.
Ao que parece você está querendo dar um puxão de orelhas nos membros da comunidade e apresenta algumas opiniões que merecem alguma consideração. Muito do que se discute aqui eu reconheço não ter nível para discutir, de modo que me abstenho de fazer comentários via post. Naquilo que você escreveu e eu pude entender é que O C e a comunidade perde tempo em denunciar antigos revolucionários, tal como Mao, Marx, Castro, et caterva. Não sei se você está correto e Olavo errado, mas dentro de minhas possibilidades eu vejo hoje com maior preocupação é a revolução socialista explorando a via cultural, e aí sim implantando a conta gotas uma ideologia única e incostetável. Eu sou do tipo que não temo a revolução socialista clássica em tempos moderno, como está tentando fazer, embora de forma caricatural, Hugo Chaves. O Maior perigo ao meu ver é o socialismo fabiano que veio em substituição ao socialismo marxista.
De minha parte eu prefiro sempre combater um revolucionário armado de fuzil que um revolucionário armado de caneta e com poderes de baixar leis restritivas as liberdades e tornando todo mundo refém do Estado. Essa camisa de força não mata como o antigo paredón, mas escraviza e tira a liberdade da mesma forma que os antigos regimes socialistas.
Essa deveria ser a preocupação de um ati-comunista, mas que tem merecido apenas a atenção dos capitalistas defensores do livre mercado. O comunismo só avança pelo Estado, dentro dele nunca fora dele. Isso Olavo sabe, isso Olavo já disse. Querem combater o comunismo, o socialismo, o fabianismo e congêneres, tal como fascismo e a tirania. Restrinja-se os poderes do Estado sobre o cidadão. E o que se vê hoje?... U super Estado o potencial para crescer muito mais.