Hoje, infelizmente, para cumprir o preceito dominical, participei de uma Missa realizada na forma ordinária do rito latino, o que sempre me desagrada.
Entretanto, uma coisa chamou-me a atenção: a irreverência e vulgaridade das modernas traduções da Bíblia.
No folhetinho que acompanha a Missa, “O Domingo”, de responsabilidade da editora Paulus, consta como Epístola do dia a I de Pedro, cap. 1, vers. 1 a 5, se não me engano, pois esqueci o folhetinho na Igreja. Pois bem, no versículo 4, segundo a tradução da Bíblia da editora “Ave Maria”, lê-se assim: “(...) para uma herança incorruptível, incontaminável e imarcescível (...)”. Na Vulgata Clementina as palavras são basicamente as mesmas: “incorruptibilem, et incontaminatam, et immarcescibilem”.
Acontece que no referido folhetinho “immarcescibilem” é traduzido por “murcho”. Murcho!? Olha, a tradução, em si, nem está errada; realmente “murcho” é uma das opções possíveis. Mas, com o devido respeito, as coisas de Deus merecem ser tratadas, acredito eu, com o máximo de reverência e solenidade. “Murcho”, ao que tudo indica, faz parte do registro vulgar da língua portuguesa, o tipo de linguagem que nós encontramos na rua, no bar, no gibi do homem-aranha, na revista contigo etc. As traduções da Bíblia deveriam, sempre e sempre, utilizar-se do registro culto da língua local, pois é esse registro que mais se adeqüa ao espírito de solenidade, reverência e respeito que nós devemos às coisas divinas.
Infelizmente, esse é apenas um dos sintomas do drama da Igreja no Brasil, qual seja, o rebaixamento da linguagem, dos ritos e das celebrações da Igreja à vulgaridade e ignorância populares. Ao invés de a Igreja atuar – como sempre fez, pois é “Mãe e Mestra” – no sentido do incremento, ainda que modesto e limitado, da cultura popular, da massa, Ela rebaixa-se às aspirações e vulgaridades do povão. Ao invés de a Igreja atuar como um fator civilizatório, ainda que com limitações, Ela acomoda-se, tristemente, à ignorância, modismos e limitações reinantes.
O que vcs acham?
Fernando, concordo plenamente com você. Só te aconselho uma coisa: nunca abra uma das "modernas" traduções protestantes. Você vai passar mal. Há um trecho do Velho Testamento, não lembro exatamente qual, que faz menção a "bebida forte". Pois então, numa dessas versões que circulam por aí, a expressão foi alterada para "cerveja". Se não me engano, é uma denominada "tradução na linguagem de hoje".
Eu, como protestante, do ramo pentecostal, também fico louco quando vejo uma palavra ou mesmo frase distorcida nestas Bíblias, mas uma coisa é certa, xará: não tome todas as versões modernas como comparação. Há algumas que são muito boas, apesar de conterem algum errinho cá ou lá.
Agora, com referência à Bíblia na Linguagem de Hoje, não é somente nós brasileiros que a rejeitamos, os norte-americanos também. Afinal, quem começou com esta palhaçada toda foram alguns apóstatas deles. Eles sim, foram os pais da "criança".
A Bíblia da "Ave Maria", católica, me parece bastante razoável. Mas a Bíblia "NLT - nova linguagem de hoje" é de lascar!
Hugo
Também não sei o motivo. Na edição típica do Missal de Paulo VI de 1970 as saudações, em latim, são Dominus vobiscum, et cum spiritu tuo . Não sei qual é a razão de se traduzir "et cum spiritu tuo" por "ele está no meio de nós". Não seria mais correto "e com o vosso espírito"? Muito estranho. Será que há alguma autorização de Roma nesse sentido para o Brasil? Se sim, qual seria a razão de tal exceção? Não tenho respostas.
Vim a conhecer a tal Bíblia há algum tempo mediante uma reportagem do jornal. Dizia ela que a nova tradução havia surgido do vontade de evangelizar os surfistas, que mostravam reservas para as edições tradicionais. Esqueceu-me o nome da instituição responsável pela besteira, mas uma breve pesquisa no Google retorna vários resultados, vê só:
Realmente certas opções, ainda que defensáveis do ponto de vista da tradução, revelam uma irreverência excessiva da linguagem utilizada. Há uma Bíblia - acho que a "Bíblia de Jerusalém" - que, no Sermão da Montanha, ao invés do tradicional "bem-aventurados", opta pela expressão "felizes". Ou seja, ao invés de "bem-aventurados os que choram" fica "felizes os que choram". Pode não ser um erro, mas, sinceramente, "felizes" é muito coloquial, muito "popular" para a Palavra de Deus. Definitivamente, não gosto, além de não parecer a abordagem correta - falta reverência, respeito.
Precisamente, Fernando. Cumpre lembrar que as primevas traduções da Bíblia no séc. XVI se constituíram na pedra de toque a moldar o desenvolvimento ulterior das línguas européias; assim a tradução de Lutero foi tão decisiva para o alemão, como a de King James para o inglês, etc. De maneira que essas traduções modernosas solapam a enorme significação das velhas, e em troca apresentam malversações das Escrituras Sagradas.
A Bíblia de Jerusalém é assim. Tradução feita em boa parte do hebraico e do grego. E é a que tenho. Hoje penso que fiz essa escolha mais por falta de opção do que por outro motivo.
Concordo com o Fernando quando diz que falta reverência, respeito. Sinto um pouco disso também. Mas não saberia dizer qual Bíblia tem uma tradução consistente e, sobretudo, decente.
Não. Mas quando vc diz que a "melhor tradução" é a do tal João, assim, de modo absoluto, vc só está querendo criar confusão. A tradução do João pode ser a melhor, mas para os protestantes. Vc sabe disso. Não se faça de madalena enganada.
Desculpem a admoestação. Não sou moderador da comunidade e muito menos aspiro tal atribuição, pois exigiria muito de meu intelecto, o qual já que é bastante limitado.
Mas, bem que poderíamos manter este debate num nível de seriedade e sem ataques à este ou àquele grupo cristão. Senão esta comunidade tenderá a se tornar uma Irlanda do Norte informatizada.
Caros amigos, recebam esta advertência no amor de Nosso Senhor Jesus Cristo. O debate está excelente sem ataques pessoais. Por favor.
Eu tenho a Bíblia de Jerusalém. Definitivamente não gosto. Além das traduções duvidosas, tem aquelas notinhas de rodapé de questionável ortodoxia teológica.
Na minha opinião, a melhorzinha das traduções católicas é a "Ave Maria".
Vc é que não está entendo, caro. Como um católico pode considerar a tradução do João a melhor, se nela faltam os Deutero-canônicos?
Há um problema de lógica no seu argumento. Antes de saber se a tradução é boa, é preciso saber se a edição do João é valida, ou seja, se contém todos os livros considerados inspirados pela Santa Igreja. Logo, para um católico, a correção da tradução do João não chega a se colocar, pois a edição é equivocada pela ausência dos Deutero-canônicos.
Os livros Deutero-canônicos que você fala são os que os protestantes consideram como apócrifos, tais como: Judite, Sabedoria, Adições ao Livro de Ester, Tobias, dentre outros?
E sinceramente, estava pensando em comprar uma Bíblia de Jerusalém para estudos. Tem como vocês católicos fazerem um pequeno comparativo entre as duas?
1. How many books does the entire Bible contain?
Seventy-two or seventy-four, depending on the way they are calculated
2. How do we know with certainty that the Bible contains only these books?
We know with certainty that the Bible contains only these books because the number is fixed by the "Canon of the Scriptures."
3. What is meant by the word "Canon"?
"Canon" is a Greek word that means a standard or rule.
4. What is meant by the "Canon of Scriptures"?
Originally, the Canon of Scriptures meant the qualifications required of a book before admittance into the number of recognized inspired writings; now it means the very collection of these books recognized as inspired.
5. Who decides which books belong to the Bible and which do not? The Catholic Church decides.
6. By what authority does the Catholic Church make this decision?By that of Christ, Who has made her the infallible teacher of faith and morals by both the oral and the written word.
7. What special mark was required of a book before its admittance into the collection known as the Bible?
The special mark required was clear proof of its inspiration.
8. By whom was the first list of the books of the Bible drawn up?
Pope Damasus, at the Roman Council of 382 A.D.
9. By what name are those books, whose authenticity was never questioned, known?
They are known as the Proto-Canonical Books.
10. Why are they so called?
They are so called because from the beginning they were recognized as Scriptural; the Greek prefix "proto" has the signification "from the first" or "originally," hence the use of the term "proto-canonical" to describe those books.
11. By what name are the disputed books known?
They are known as the Deutero-Canonical Books.
12. Why are they so called?
They are so called because their recognition as Scriptural came "afterwards"; the Greek word "Deutero" used as a prefix has the signification of "second" or "later."
13. Name the Deutero-Canonical Books.
Tobias, Wisdom, Baruch, Ecclesiasticus, Machabees (I & II), Judith, Esther (Ch X. v. 4 to end), Daniel (Ch. III, vs. 52-93). The Protestants call them "Apocryphal" Books.
14. Why did the Hebrews not admit these books as part of the Bible?
As a whole, the Hebrews stopped admitting these books after the second Century A.D., because they were written in languages other than Hebrew, or were of uncertain authorship.
15. Did the Hebrews ever formally rejected these books?
On the contrary, even if they did not accept these books as part of the Bible, they were always held in the greatest reverence by the Hebrews.
16. Under what guidance does the Church declare which books are canonical and which are not?Under the guidance of the Holy Ghost.
17. How do we know that she has this guidance?We know that she has this guidance because Christ promised assistance to His Church until the end of times [Matthew 28:20].
18. Has the Church made use of human means in drawing up the Canon of Scriptures?
Yes; she investigated carefully whether the doctrine taught in the book was in harmony with Tradition and whether the book was of apostolic origin.
1. Who were the translators of the Old Testament?
The translators of the Old Testament were Jewish scholars well acquainted with both the Hebrew and the Greek languages.
2. By what name is this translation known?
It is known as the Septuagint Version.
3. Why is it called by that name?
It is called by that name because it was commonly supposed that seventy scholars were employed in the work of translating.
4. Was it known by any other name besides that of the Septuagint?
It was known as the Alexandrian Version to distinguish it from the Hebrew or Palestinian Version.
5. Why was it known as the "Alexandrian Bible?"
Because this translation was made in Alexandria, Egypt, which had the biggest and most vibrant Jewish community outside of Israel.
6. Is there any other difference between the Septuagint and the Palestinian version, besides their language?
Several; The Septuagint contains more books than the Palestinian version and is about three hundred years older. The Palestinian Version originated approximately around 106 A.D. and is different from the Hebrew texts that were the basis for the Septuagint translation.
7. Why does the Septuagint have more books than the Palestinian version?
The translators had a well-founded belief that these books were inspired.
8. Were these added books accepted by the Hebrews?
Yes, but only up until 106 A.D., when the Palestinian, known also as the pharisaic version, became the norm.
9. Was the Septuagint Version much in use in Our Lord's time? It was used not only by the Greek-speaking Jews but also by the Palestinian Jews; Our Lord and the Apostles frequently quoted it.
10. Did this Greek translation of the Bible help to spread Christianity?
It helped very much, because Gentiles, particularly the Greek philosophers, had read it, and had knowledge of the prophecies referring to the Messiah, with the result that when St. Paul preached to them, many converts were made.
1 - A melhor tradução em língua portuguesa, atualmente, é a da Bíblia de Jerusalém, 2a edição. Apesar do "felizes".
2 - A tradução da editora Ave Maria é muito ruim.
3 - A tradução do João de Almeida não é ruim, mas os textos escolhidos são péssimos. Ao contrário do que o Adriano falou, as cópias do novo testamento não se dividem em dois grupos, mas em vários.
3.1 - O "texto recebido" é muito ruim, é o pior que existe. Surgiu no século XVI por obra de Erasmo de Roterdão. Ele usou um número limitado de manuscritos (uns 3, sendo que hoje já se conhece mais de 300). Algumas partes do apocalipse estavam faltando, aí ele traduziu do latim para o grego! É esse o texto que João de Almeida traduziu!
3.2 - Algumas partes dos evangelhos estavam confusas (caligrafia incompreensível), nesse caso, Erasmo seguia a vulgata e traduzia do latim para o grego!
3.3 - Mesmo com as revisões posteriores, o "texto recebido" continua sendo o pior. Nenhum lingüísta sério usa essa coletânea.
3.4 - A tradução do João de Almeida do antigo testamento não é das melhores.
4 - Outra tradução boa é a que foi realizada em conjunto pela editora vozes e editora santuário, conhecida como "Bíblia do pão".
Fernando, existia uma versão, online e gratuita, desta versão. Eu consegui baixar o Gênesis e imprimir, mas retiraram da internet e eu acho que não tenho mais no computador .
Bancando a Polianna: colegas, há males que vêm para bem. A gente lê um monte de versões, em várias línguas, e se protege contra erros em alguma versão
Essa fase das traduções em "linguagem de hoje" está sendo superada, ao menos nas igrejas evangélicas, onde a maioria acabou mesmo permanecendo nas versões ARC e ARA. A NVI é lida só no púlpito, porque muitos pastores acham mais correta.
A TLH foi criada para ser uma edição ecumênica entre católicos e protestantes litúrgicos, mas trouxe aberrações que não foram aceitas por ambos.
Eram distorções bem mais graves que o uso de termos mal traduzidos, mas até versículos inteiros que foram suprimidos.
Até em casa, a TLH foi aposentada e compramos uma novíssima ARC, mas meu sonho de consumo ainda é a ACF.
Fico feliz que exista essa preocupação também entre os católicos, e possibilite um retorno triunfal à versões dogmáticas.
Não há versão que se compare a Bíblia King James, versão esta que já foi instrumento de evangelização e ensino nas mãos de grandes teólogos nos últimos quatro séculos, é reconhecida também pela nobreza da sua linguagem e continua sendo a mais lida e amada em todo o mundo.
A tradução do rei James não é boa. Mas é considerada um clássico da lingua inglesa, é muito bem escrita.
Já a versão atualizada e corrigida da mesma é ruim nos dois sentidos. Ela nem corrige os pontos mais importantes além de estragar o belo ingles da primeira verção.
Eu tenho a versão original, e de fato é a mais bonita tradução que já li, apesar dos erros.
***
*NVI = Nova Versão Internacional
Não conheço. Conheço a traduçao ecumênica (TEC). É razoável. Muito boa em alguns aspectos. Conheço vários evangélicos que a utilizam para estudo.
*TLH = Tradução na Linguagem de Hoje
É a pior coisa que já li na vida
*ARC = Almeida Revista e Corrigida
*ARA = Almeida Revista e Atualizada
*ACF = Almeida Corrigida e Fiel
Eu só tenho a 2a (ARA) Cheia de erros, como já comentei.
E as outras duas? São melhores? Quais as diferenças?
NAVARRA, segunda-feira, 31 de março de 2008 (http://zenit.org/).- Doze especialistas internacionais analisarão a atualidade da Bíblia no XXIX Simpósio Internacional de Teologia que será celebrado na Universidade de Navarra entre os dias 2 e 4 de abril.
Os especialistas convocados refletirão desde diferentes óticas, como a sociologia, as ciências da linguagem, a teologia e a história, com o fim de mostrar as chaves de racionalidade dos Textos Sagrados[...]
Vicente Balaguer, professor e presidente da XXIX edição do simpósio, considera que «os temas que a Bíblia propõe são muito atuais, e por isso, interessa indagar acerca de onde reside o segredo de sua eficácia. A Bíblia é o livro que melhor responde às questões que mais nos interessam: De onde viemos? O que é a vida? Onde se encontra e como conseguir a felicidade plena?».
«A Bíblia não é um livro a mais; é o best-seller absoluto na história da humanidade. De nenhum outro se fizeram mais edições, traduções, nem venderam tantos exemplares», agregou.
«A palavra de Deus recebida e proclamada na Igreja» é o tema a ser discutido por especialistas como Antonio Pitta, da Universidade Pontifícia Lateranense, Roma; Olivier-Thomas Venard, Escola Bíblica e Arqueológica Francesa, Jerusalém; e o arcebispo de Pamplona e bispo de Tudela, Dom Francisco Pérez, durante este simpósio da Faculdade de Teologia.
No ato de abertura, intervirá o reitor da Universidade, Angel J. Gómez-Montoro; o decano da Faculdade de Teologia, José Ramón Villar; e Vicente Balaguer.
O tema, segundo afirma este professor, foi escolhido porque «os temas sobre Jesus Cristo ou sobre a Bíblia sempre são atuais». Para Balaguer, o simpósio se ocupará de estudar «como e por que alguns textos literários, os da Bíblia, são reconhecidos na Igreja como testemunho da Palavra de Deus, e sobre o modo em que esses textos configuram a vida de tantos cristãos».
Vc é que não está entendo, caro. Como um católico pode considerar a tradução do João a melhor, se nela faltam os Deutero-canônicos?"""
Todas as biblias protestantes faltam os deutero canonicos. Joao Ferreira de almeida era so um tradutor. Ele nao excluia ou incluia livro nenhum
PS: NAo existiam esses livros no canon do povo que possuia a autoridade sobre o AT. "O povo Hebreu"
Há um problema de lógica no seu argumento. Antes de saber se a tradução é boa, é preciso saber se a edição do João é valida, ou seja, se contém todos os livros considerados inspirados pela Santa Igreja.""""
A chamada "Santa Igreja" nao tinha autoridade para definir o canon do AT, pois o mesmo ja estava formado.
PS: O cannon do NT é comum a catolicos e protestantes
Logo, para um católico, a correção da tradução do João não chega a se colocar, pois a edição é equivocada pela ausência dos Deutero-canônicos.""""
Ainda bem que Joao Ferreira de Almeida ja morreu, pra nao ouvir uma dessas.
Formador de CANON. kkkkk
6. By what authority does the Catholic Church make this decision?
By that of Christ, Who has made her the infallible teacher of faith and morals by both the oral and the written word.
Perguntas?
Pq esssa autoridade se estenderia ao canon ja existente do AT?
Em que passagem JEsus disse que existiria um dia , uma igreja em roma(Jesus nunca pisou la) e que nesse local se definiria um novo cannon para os livros do at?
Jesus revelou alguma profecia sobre ROma?