OSWIECIM, Polônia (Reuters) - O papa alemão Bento 16 perguntou neste domingo onde Deus estava quando 1,5 milhão de pessoas, a maioria judeus, foram mortas no antigo campo nazista de concentração de Auschwitz.
Falando perto de onde judeus eram levados de trens para câmaras de gás e crematórios, o papa disse ser quase impossível falar neste "lugar de horror", especialmente como um papa alemão.
"Em um lugar como este, as palavras se perdem. No final, só pode haver um aterrador silêncio -- um silêncio que é por si só um franco grito para Deus: Por que, Senhor, você permaneceu em silêncio? Como você pode tolerar tudo isso?", disse ele em discurso em italiano.
"Nosso silêncio se torna, então, uma súplica por perdão e reconciliação, um pedido para Deus nunca deixar isso acontecer de novo", afirmou ele, ao final de sua visita de quatro dias à Polônia.
O complexo de Auschwitz, na Polônia ocupada pelos nazistas era peça-chave na "Solução Final" de Adolf Hitler de exterminar judeus durante a Segunda Guerra Mundial. Seis milhões de judeus foram mortos antes que os Aliados vencessem a Alemanha nazista e liberassem os campos.
29/05/2006 11:20
...
"Quantas perguntas surgem neste lugar! Constantemente surge a mesma interrogante: Onde esteve Deus nesses dias? por que esteve em silêncio? Como pôde permitir este massacre sem fim, este triunfo do mal?", indicou o Papa.
"Não podemos ver claramente o plano misterioso de Deus, só vemos feitos isolados, e nos equivocaríamos ao nos pôr como juizes de Deus e da história. Assim não defenderíamos ao homem mas sim contribuiríamos para a sua perdição. Não, quando tudo está dito e feito, devemos seguir gritando com humildade e insistência a Deus: Levante-te! Não te esqueças da humanidade, tua criatura!", explicou.
"Nosso grito a Deus tem que ser ao mesmo tempo um grito que penetra em nosso mesmo coração para que desperte em nós a presença escondida de Deus, para que o poder que depositou em nossos corações não fique coberto ou sufocado em nós pela lama do egoísmo, pelo medo dos homens, pela indiferença e o oportunismo", acrescentou.
29/05/2006 11:21
Detalhe:
Também não copiei o pronunciamento inteiro, mas apenas a parte que se referia ao silêncio de Deus.
Maiores informações em http://www.acidigital.com/noticia.php?id=6712
texto do primeiro link dos comentários.
Ora, a frase do Papa nada mais é do que um eco cristão da frase de Cristo em sua condição humana na cruz: " Pai, porque me abandonaste"???
O que revelou a provação cristã no mundo e o sentido do martírio transfigurado na tentativa de aproximação entre as duas esferas da realidade humana e divina, levemente separadas pela incapacidade de comunicação entre esses dois mundos.
O que é também muito mais forte, influente e profundo na modernidade ocidental e seu triunfo racionalista do que o estetismo e niilismo nietzschiano expresso na figura da "morte de Deus".
Quando surge a Teoria Freudiana do trauma do "assassinato do pai", como forma do indivíduo adentrar no mundo social, o vazio metafísico que se abriu sobre a formação de inúmeros conceitos, teorias e mesmo de ciências inteiras nos séculos XIX e XX é a prova de que se estivessem escutado o apelo cristão de transcendência, a ciência e mesmo a filosofia não teriam entrado na esquizofrenia que lhe caracterizou neste período histórico e que lhe seria apontada posteriormente por homens como Edmund Husserl.
E o nazismo nada mais foi do que a personificação no âmbito da história da perda deste sentido inicial de mundo, a ruptura com o senso ontológico de verdade e a projeção do niilismo alemão na “Kultur”, a cultura da guerra e da técnica como forma de suprema afirmação humana.
Cristo com sua frase ecoada agora pelo Papa Bento XVI previu todo o processo de desencantamento do mundo ocasionado pelo fechamento do círculo cósmico e da horizontalidade humana com a divindade, que iria marcar cada vez mais a crescente secularização do mundo presente em todas as ciências dos últimos séculos e precedida pelas lógicas e refutações metafísicas que começam a surgir muito antes, já discretamente, no ideal renascentista e ganhou força definitiva com o projeto iluminista de homem universal.
Neste sentido, não foi Deus que abandonou o homem, foi o homem que abandonou Deus.
A outra frase de Cristo na cruz: “Pai, perdoa-lhes, eles não sabem o que fazem”!!! indica a reintegração do Cristo com o Pai e muito mais do que isso: a reintegração do homem com Deus por intermédio de Cristo e que é o resumo da moral socrática que identifica o conhecimento de um fato com a liberdade para agir sobre o mesmo, e a ignorância da verdade como fonte de erros e do próprio mal.
Curiosa e ironicamente a mesma expressão que Marx utilizou para definir o caráter provocado pela ideologia como estrutura social em seus agentes: “Eles não sabem o que fazem”.
Não é a toa que a perda do senso de verdade por parte dos nazistas e sua substituição ideológica pela promessas de um Fuhrer enlouquecido e esquizofrênico são as bases da banalização do mal diagnosticado pela filosofa Hannah Harendt e sempre lembrado pela Igreja Católica contemporânea.
Bento XVI ao dizer que é impossível proferir palavras relativos ao que foi o nazismo, vai muito além da crítica da razão instrumental de caráter adorniano para quem a impossibilidade da poesia após o holocausto prenunciava o triunfo total da técnica sobre muitas possibilidades humanas, e segue extremamente as sábias pegadas de Dante que retira a linguagem para definir o horror do inferno por ele vislumbrado e que depois é totalmente superado pela reintegração do homem no amor infinito, que move o sol e as altas estrelas. Visão aristotélica do motor imóvel e sentido mesmo de todo o seu projeto de ciência e filosofia.
Esta é a grande diferença.
Incrível, como as duas frases do Cristo na cruz eram uma verdadeira síntese entre o passado, o presente e, sobretudo, o futuro da humanidade pelos próximos séculos.
Mas, querer que um ateu entenda algo desse tipo é querer mesmo demais, e somente o próprio Cristo é capaz de carregar esta cruz...
"Pra vc ateus não passam de um bando de materialistas ignorantes"...
Que é o ateísmo???? senão a autoproclamação de uma impossibilidade de conhecimento e o auto-fechamento numa redoma solipsista e negativista. Uma moda antifilosófica que acompanha a humanidade desde o princípio e que, de tempos em tempo, reaparece com força total.
Que é o ateísmo???? senão a autoproclamação de uma impossibilidade de conhecimento e o auto-fechamento numa redoma solipsista e negativista.
Pq "impossibilidade de conhecimento"? Pela simples não-aceitação de dogmas? O que um teísta conhece mais do que um ateu? Ficar especulando em um sistema apriorista é conhecimento? O não reconhecimento de preceitos metafísicos que não podem ser provadas no mundo material é conhecimento?
“Pq "impossibilidade de conhecimento"? Pela simples não-aceitação de dogmas? O que um teísta conhece mais do que um ateu? Ficar especulando em um sistema apriorista é conhecimento? O não reconhecimento de preceitos metafísicos que não podem ser provadas no mundo material é conhecimento”?
Resposta minha: Todo ateísmo baseia-se no argumento de ignorância de que aquilo que está para além de seu conhecimento não existe.
O teísmo por sua vez é a afirmação de que o homem é capaz de dialogar com mundos superiores e só isso já lhe coloca em vantagem, o teísta termina por conhecer mais do que pseudo-filósofos incapazes de formular uma única lei ou sistema como é o caso do ateísmo e é absolutamente ridículo e um preconceito kantiano não querer tratar o caráter apriorístico da condição divina. Um absurdo lógico sem proporções seria considerar a “hipótese Deus” como a posteriori.
Os preceitos metafísicos possuem demostração e provas formais do ponto de vista lógico.
“A questão anterior era dirigido ao Silvio e ao Glenwood”.
Minha resposta: Daqui a pouco o Gerson vai querer virar o moderador da comunidade e dizer quem pode ou não responder as questões propostas nos tópicos.
“Quem quer que saiba o que é lógica tem a obrigação de saber também que, se a demonstração da existência de Deus pode ser difícil, a da Sua inexistência é absolutamente impossível. Tanto é impossível que nenhum ateu jamais tentou sequer formulá-la. Todos limitam-se a argumentos periféricos e ocasionais, voltados antes a detalhes de doutrina religiosa, perfeitamente discutíveis em si mesmos, do que ao centro inexpugnável da questão”.
"Essa impossibilidade não era desconhecida dos maiores pensadores ateus do passado, que a contornavam sem poder enfrentá-la. A quase totalidade dos que polemizam hoje em favor do ateísmo - e eles ultimamente se multiplicam como ratos de esgoto - não têm o menor pressentimento dela, embora esbarrem nas suas fronteiras a cada instante. A maioria apela em última instância ao argumentum ad ignorantiam, declarando com patética inocência que aquilo que desconhecem não pode existir. Esses são invencíveis na discussão, pois nenhum argumento tem o poder de infundir inteligência no ouvinte que uma sólida aliança da genética com a má educação tornou irremediavelmente estúpido. Sob esse ponto de vista, o ateísmo parece ter um futuro brilhante".
Todo ateísmo baseia-se no argumento de ignorância de que aquilo que está para além de seu conhecimento não existe.
Seu conceito é vago e limitado. Veja um exemplo, eu nunca vi um buraco negro, nem ninguém viu e nem nunca será visto por ninguém, mas posso conceber sua existência, pq há provas matemáticas de sua existência. Do mesmo modo posso conceber a existência de partículas sub-atômicas. E vc pode perguntar: pq então não conceber a existência de deus? Pq o universo, tal qual conhecemos, pode ser concebido sem a figura divina, mas não pode ser concebido sem buracos-negros e partículas sub-atômicas.
O teísmo por sua vez é a afirmação de que o homem é capaz de dialogar com mundos superiores e só isso já lhe coloca em vantagem
Foi a partir desta forma de pensamento que surgiram as crendices mais absurdas, o obscurantismo e outras bobagens.
o teísta termina por conhecer mais do que pseudo-filósofos incapazes de formular uma única lei ou sistema como é o caso do ateísmo
Sinceramente, não entendi. Poderia ilustrar isso com exemplos para que este ateu ignorante entenda?
e é absolutamente ridículo e um preconceito kantiano não querer tratar o caráter apriorístico da condição divina. Um absurdo lógico sem proporções seria considerar a “hipótese Deus” como a posteriori.
Se a idéia de deus deve existir a priori, pq então ela não é nata no ser humano?
Ademais, é um conceito kantiano e não preconceito kantiano.
Os preceitos metafísicos possuem demostração e provas formais do ponto de vista lógico.
Vc questionou meu ceticismo ao eu ter aceitado as palavras do papa como elas foram passadas pela imprensa. Só perguntei qual seria então a verdade dos fatos.
A citação ao ateísmo no tópico foi só uma provocação minha, eu sei que o papa não questionou a existência de deus, mas os acontecimentos e a moral a ser retirada deles.
"Esses são invencíveis na discussão, pois nenhum argumento tem o poder de infundir inteligência no ouvinte que uma sólida aliança da genética com a má educação tornou irremediavelmente estúpido."
Ou seja... Por definição, um ateu já vem burro e ignorante do útero.
Se existe melhor exemplo pra [raciocício fechado], aí está.
“Seu conceito é vago e limitado. Veja um exemplo, eu nunca vi um buraco negro, nem ninguém viu e nem nunca será visto por ninguém, mas posso conceber sua existência, pq há provas matemáticas de sua existência. Do mesmo modo posso conceber a existência de partículas sub-atômicas. E vc pode perguntar: pq então não conceber a existência de deus? Pq o universo, tal qual conhecemos, pode ser concebido sem a figura divina, mas não pode ser concebido sem buracos-negros e partículas sub-atômicas”.
Resposta: Afastada a realidade divina na concepção do universo tudo não passará de leis mecânicas, estáticas, dinâmicas, probabilísticas em que o acaso misteriosamente conduziria o sentido do universo: seu início, suas várias teleologias e seu destino último. Para acreditar nisso, tem que ser mais cego do que para conceber uma unidade transcendente e fundadora da realidade última: Deus.
Além do mais, trazer a tona princípios da física quântica e da cosmologia de Stephen Hawking, é desconhecer que essas teorias antes promovem um encontro da física moderna com a idéia de Deus do que o contrário.
Voltando mais um pouco no tempo. Todo esforço da física renascentista em descobrir o modelo matemático superior a ordem sensível que inspirou homens como Kepler e Galileu é de origem platônica. Um universo platônico é nada mais do que um universo existente em virtude do Supremo Bem: Deus. A física dinâmica de Newton e o racionalismo cartesiano são igualmente baseados na concepção da causalidade divina no mundo. Etc, etc, etc.
“Foi a partir desta forma de pensamento que surgiram as crendices mais absurdas, o obscurantismo e outras bobagens”.
Resposta:
Puro preconceito, ignorância e bobagem. Pois foi a partir do teísmo que a própria idéia de sociedade humana se desenvolveu e sem este diálogo anterior com a divindade, nenhuma forma política ou social seria possível. Ver: As FORMAS ELEMENTARES DA VIDA RELIGIOSA Emile Durkheim, Editora Martins Fontes. ISBN 533605153.
As três grandes religiões reveladas inspiraram o mundo social possível em que nos movemos e sem o qual não seria possível sua existência.
o teísta termina por conhecer mais do que pseudo-filósofos incapazes de formular uma única lei ou sistema como é o caso do ateísmo
”Sinceramente, não entendi. Poderia ilustrar isso com exemplos para que este ateu ignorante entenda”?
Resposta: Exemplo 1: Enquanto as provas da existência de Deus (Platão, Aristóteles, Anselmo, São Tomás, Descartes, Espinosa e tantos outros) foram formuladas durante os séculos, não se conhece um filósofo de respeito que tenha formulado as provas da inexistência de Deus.
Muitos filósofos ateus, ainda por cima, na hora da morte pediram perdão e que suas obras fossem queimadas. É o caso de um Voltaire e até certo ponto de um Wittgestein.
2. Os teístas – e isso é provado empiricamente com milhões de exemplos – promoveram muito mais o avanço da humanidade do que os ateus.
3. O ateísmo se baseará sempre na ignorância (daquilo que não podemos conhecer) e sempre buscará esta limitação. O teísmo sempre buscará transcender o mundo e buscar mundos e realidades infinitamente maiores.
”e é absolutamente ridículo e um preconceito kantiano não querer tratar o caráter apriorístico da condição divina. Um absurdo lógico sem proporções seria considerar a “hipótese Deus” como a posteriori”.
Ademais, é um conceito kantiano e não preconceito kantiano.
Resposta: Quem disse que a idéia de Deus não é nata??? Você já ouviu falar na história universal da humanidade da existência de alguma sociedade baseada no ateísmo??? A existência de algum povo ateu??? Não vale Cuba e derivados que são oficialmente ateus por causa do comunismo que persegue as religiões. Mas, que, mesmo assim, encontramos multidões de católicos, Judeus, etc...
Resposta: É um preconceito kantiano de pessoas que nunca chegaram a conhecer o conceito de Kant.
Obs: Se chegassem a conhecer também não faria muita diferença não.
Os preceitos metafísicos possuem demonstração e provas formais do ponto de vista lógico.
Tais como? (sem usar do apriorismo)
Resposta: Eu posso até fazer as demonstrações lógicas de princípios metafísicos, mas com uma condição: Com a Metafísica de Aristóteles nas mãos, seguindo pari passu o raciocínio do Estagirita
Afastada a realidade divina na concepção do universo tudo não passará de leis mecânicas, estáticas, dinâmicas, probabilísticas em que o acaso misteriosamente conduziria o sentido do universo: seu início, suas várias teleologias e seu destino último. Para acreditar nisso, tem que ser mais cego do que para conceber uma unidade transcendente e fundadora da realidade última: Deus.
Este é um conceito pessoal seu, e não passa disso. Mera retórica que se baseia em um pensamento apriorista. É o mesmo que eu ficar defendendo a existência de conspiração alienígenas aqui e o acusando de cego pro não acreditar em mim.
Puro preconceito, ignorância e bobagem. Pois foi a partir do teísmo que a própria idéia de sociedade humana se desenvolveu e sem este diálogo anterior com a divindade, nenhuma forma política ou social seria possível. Ver: As FORMAS ELEMENTARES DA VIDA RELIGIOSA Emile Durkheim, Editora Martins Fontes. ISBN 533605153.
Esta afirmação é facilmente refutada pela antropologia e pela sociobiologia. Sabemos que a região do cortex cerebral é a responsável pela habilidade de sociabilização do ser humano, e nós temos o maior cortex do reino animal. O ser humano já convivia em sociedade desde seus primórdio, mesmo antes do desenvolvimento de uma linguagem para comunicação. O que ocorreu foi um processo de evolução gradual, o teísmo nada tem a ver com isso
As três grandes religiões reveladas inspiraram o mundo social possível em que nos movemos e sem o qual não seria possível sua existência.
Como já expliquei, o homem convivia em sociedade antes do surgimento das religiões.
No mesmo lugar quando viu seu filho, a cruz e os resultados de seu penoso trabalho em prol da não violencia, do não uso inadequado da força para mudar o ser huumano, repetindo-se quando a carta dos direitos humanos foi promulgada em ampla aceitação em 1948, salvando e amparando bilhões de seres humanos até o dia de hoje.
1: Enquanto as provas da existência de Deus (Platão, Aristóteles, Anselmo, São Tomás, Descartes, Espinosa e tantos outros) foram formuladas durante os séculos, não se conhece um filósofo de respeito que tenha formulado as provas da inexistência de Deus.
Muitos filósofos ateus, ainda por cima, na hora da morte pediram perdão e que suas obras fossem queimadas. É o caso de um Voltaire e até certo ponto de um Wittgestein.
E em que isso os impede de formular leis? Ademais, as provas dos filósofos que vc citou já foram derrubadas faz tempo.
2. Os teístas – e isso é provado empiricamente com milhões de exemplos – promoveram muito mais o avanço da humanidade do que os ateus.
Então pra vc a sociedade é dividida em duas castas: ateus e teístas? Ora, pessoas promovem avanço, sejam elas asiáticas, ocidentais, homens, mulheres, comunistas, capitalistas, pragmáticas, otimistas, etc..
O percentual de ateus é muito pequeno dentro da sociedade, por isso seu raciocínio não procede. Antes de serem ateus ou teístas somo pessoas ativas socialmente. Desculpe, mas este seu argumento foi ridículo.
3. O ateísmo se baseará sempre na ignorância (daquilo que não podemos conhecer) e sempre buscará esta limitação. O teísmo sempre buscará transcender o mundo e buscar mundos e realidades infinitamente maiores.
O ateu não busca limitação nenhuma, seu pragmatismo materialista faz com que se invista em ações com objetivos práticos e reais. Quando vc fica doente, vc procura um médico, não uma igreja.
Vc só tem mostrado preconceito contra ateus até aqui.
"Mas gostaria de deixar mais algumas dúvidas aqui pra que alguém possa comprová-la.
Partindo do conhecimento humano, como e quando, ou em que ponto a neurofisiologia humana se isolou tanto de outros animais na escala evolutiva?
Digo, se as diversas regiões do cérebro são tão bem divididas, em que momento ocorreu tal mutação para que pudesse existir a partir de uma associação difusa de estímulos, tanto externos quanto internos, a fim de resultar em:
- Análise das coordenadas espaciais do corpo
- Área de comprrensão da linguagem
- Área para processamento inicial da linguagem visual
- Área dos nomes dos objetos
- Função interpretativa e de compreensão
- Elaboração de pensamento, prognóstico e desempenho de funções intelectuaos superiores
- Área de raciocínio lógico-matemático dedutivo
- Área de interpretação ético-moral
- Área gnostica
- Áreas interpretativas visuais
- Áreas interpretativas auditivas
Como é possível a combinação desses ter ocorrido no nascimento de um ser pré-humano que possuia todos os pre-requisitos necessário para o desenvolvimento de todas essa funções a partir de um hominídeo que possuia basicamente aspectos instintivos? Se é que esse existia!"
Pergunta enviada por [url]/Profile.aspx?uid=10013143472590341934[/url]
"3. O ateísmo se baseará sempre na ignorância (daquilo que não podemos conhecer) e sempre buscará esta limitação. O teísmo sempre buscará transcender o mundo e buscar mundos e realidades infinitamente maiores".
Quem disse que a idéia de Deus não é nata??? Você já ouviu falar na história universal da humanidade da existência de alguma sociedade baseada no ateísmo??? A existência de algum povo ateu??? Não vale Cuba e derivados que são oficialmente ateus por causa do comunismo que persegue as religiões. Mas, que, mesmo assim, encontramos multidões de católicos, Judeus, etc...
Depende do que vc entende por ateu. O budismo, por exemplo, é considerada uma religião ateísta, pois não há veneração de uma figura equivalente ao deus judaico-cristão. O mesmo ocorre com o Xintoísmo.
Além do que, isto é algo passado culturamente de geração em geração, isso não prova que o teísmo é algo nato, pois se o fosse, qual seria o sentido do meu ateismo?
Eu posso até fazer as demonstrações lógicas de princípios metafísicos, mas com uma condição: Com a Metafísica de Aristóteles nas mãos, seguindo pari passu o raciocínio do Estagirita
Pq a restrição? Tem medo do aposteriorismo? Tem medo do método científico?
Partindo do conhecimento humano, como e quando, ou em que ponto a neurofisiologia humana se isolou tanto de outros animais na escala evolutiva?
Isso já respondido nas outras comunidades, inclusive pela Silvia, da qual vc não se cansa de apanhar.
Digo, se as diversas regiões do cérebro são tão bem divididas, em que momento ocorreu tal mutação para que pudesse existir a partir de uma associação difusa de estímulos, tanto externos quanto internos
Aqui vc já começou com um erro, as regiões do cérebro não são tão bem divididas, pelo contrário, são até difusas, tanto que determinadas tarefas podem acionar várias partes do cérebro ao mesmo tempo.
Afastada a realidade divina na concepção do universo tudo não passará de leis mecânicas, estáticas, dinâmicas, probabilísticas em que o acaso misteriosamente conduziria o sentido do universo: seu início, suas várias teleologias e seu destino último
O acaso "misteriosamente" conduziria? O que tem de misterioso nisso? Pois o "sentido do universo" é função exatamente de tudo isto que vc citou. Sua afirmação não faz sentido, vc apenas embutiu artificialmente o conceito de mistério conforme sua concepção pessoal.
Para acreditar nisso, tem que ser mais cego do que para conceber uma unidade transcendente e fundadora da realidade última: Deus.
Note o imperativo "tem que ser" mais cego. Note que vc fechou a questão baseado em pura opinião.
De fato, as evidências dizem exatamente o contrário: Não há unidade transcendente alguma, exceto nas nossas cabeças. O sol era um Deus para os egípicios, o vento era um espírito para os Sioux.
O ateísmo se baseará sempre na ignorância (daquilo que não podemos conhecer) e sempre buscará esta limitação.
A propósito, parece-me que o argumento da ignorância é usado de forma muito irresponsável, como uma panacéia.
Usamo-lo tanto para o que é desconhecido porém perfeitamente possível, como para o que é desconhecido porém escandalosamente improvável.
Se eu disser que tenho um cachorro seria razoável vc duvidar nisso? Creio que não. Seria mais razoável vc afirmar "Não sei se vc tem um cachorro". E se eu disser que tenho um cachorro falante voador de 3 cabeças? Vc afirmaria que "Não sabe" apenas para manter uma acadêmica coerência lógica ou coisa que o valha? Soa-me ridículo.
O teísmo sempre buscará transcender o mundo e buscar mundos e realidades infinitamente maiores".
Essa concepção de realidade é um tanto quanto elástica...
Com uma afirmação dessas, passamos um cheque em branco para qualquer devaneio.
“Quem quer que saiba o que é lógica tem a obrigação de saber também que, se a demonstração da existência de Deus pode ser difícil, a da Sua inexistência é absolutamente impossível. Tanto é impossível que nenhum ateu jamais tentou sequer formulá-la. Todos limitam-se a argumentos periféricos e ocasionais, voltados antes a detalhes de doutrina religiosa, perfeitamente discutíveis em si mesmos, do que ao centro inexpugnável da questão”.
A demonstração da existência de Deus é impossível, e não difícil como diz Olavo (ele próprio está longe de algum dia ter demonstrado isso). Já a prova da inexistência, diz Olavo, essa é impossível. Transferir o ônus da prova a quem não aceita a existência de algo que não foi provado é pura retórica barata das mais infantis.
Na esperança de discutir filosoficamente com quem é capaz disso e não fuja para contrateses que nunca serão provadas nem sequer demonstradas passo a responder ao Marco.
“Sua afirmação não faz sentido, vc apenas embutiu artificialmente o conceito de mistério conforme sua concepção pessoal”.
“Note o imperativo "tem que ser" mais cego. Note que vc fechou a questão baseado em pura opinião”.
Minha resposta: Ora, a episteme filosófica nada mais é do que uma opinião apodítica baseado numa premissa universal e lógica. Criticar minha opinião apenas pelo fato de eu expressá-la é que não faz sentido. Criticar minha subjetividade conceitual de indivíduo pensante também não é caminho bom para que estabeleçamos a intersubjetividade típica da atividade científica e o método dialético típico das discussões filosóficas.
“A propósito, parece-me que o argumento da ignorância é usado de forma muito irresponsável, como uma panacéia”.
”Usamo-lo tanto para o que é desconhecido porém perfeitamente possível, como para o que é desconhecido porém escandalosamente improvável’.
Minha resposta: Concordo totalmente com você, Marco. O argumento de ignorância é realmente irresponsável seja para que tipo de realidade deseje tratar – realidade existente ou inexistente - .
Mas afirmo que o argumento ateísta é sempre baseado na ignorância e na evocação de uma limitação do conhecimento. Tire o argumento de ignorância do ateísmo e veja só o que sobra.
O argumento teísta, por si só, já é a abertura para uma possibilidade. Para a aplicação da razão ou fé em uma realidade superior.
É isso que eu quero dizer. O ateísmo não faz a humanidade evoluir porque ele mesmo não evolui. Será sempre a negatividade universal e movido mesmo por uma evocação da impossibilidade. O Teísmo transforma o mundo em virtude de sua busca racional e filosófica (ou mesmo pela fé) pelas realidades superiores.
Só este argumento me autoriza a tratá-lo como imbecil,presunçoso e analfabeto em filosofia.
Hum, partindo para xingamentos? Mas que tal fundamentá-los? Vc fala suas bobagens e depois me xinga por não acatá-las. Os argumentos que vc chama de "provas" da existência de deus já foram suplantadas, e se vc não aceita isso o analfabeto em filosofia aqui é vc.
Não vou nem pedir as provas do que você está dizendo porque sei que você é um mentiroso que não possui contratese alguma para sustentar sua opinião.
Páre com esta história de contratese, isso já tá ficando ridículo, quer dizer que pra eu não aceitar um argumento que considero falho eu tenho que apresentar uma contratese à ele. Por favor Álvaro, venha para o século XXI...
Não vou dizer,cadê suas provas???...
Você vai fazer exatamente o que sempre fez na comunidade... mentir, sofismar...
Onde foi que eu menti aqui, meu caro? Isso já está ficando ridículo, só sabe acusar, mas contra-argumentar que é bom, nada.
A discussão está encerrada para mim... você não merece que alguém lhe proponha uma dicussão filosófica.
Não vou pedir que demostre porque você vai sofismar alucinadamente.
E fala isso com a maior cara de pau diante Santo Anselmo, São Tomás, Descartes, Espinosa...
Como se não tivesse a responsabilidade de contra-argumentar...
Tipo: As provas foram refutadas por fulano e fulaninho... a tese é limitada do ponto de vista... tais filósofos são ótimas contrateses por... o argumento é ilógico por... devido ao argumento cartesiano a consequência é... tal filosofia nega as anteriores por...
Achava que você pudesse aprender alguma coisa aqui na comunidade. Vejo que não adianta falar em educação de quem não quer se educar.
É loucura querer propor uma discussão filosófica com quem não possui o mínimo referencial para isso.
Loucura.
Não adianta querer discutir filosoficamente com vocé. É melhor falar com uma porta, com um ganso, com um pato.
Mas afirmo que o argumento ateísta é sempre baseado na ignorância e na evocação de uma limitação do conhecimento. Tire o argumento de ignorância do ateísmo e veja só o que sobra.
Discordo, Álvaro. Sobra muita, mas muita coisa. Sobram todas as ciências. Só a física já é um universo extraordinariamente imenso, rico, dinâmico e borbulhante. Idem para a biologia, astronomia, matemática, etc etc. Para cada resposta encontrada, surgem novas e fascinantes perguntas. Aliás, sobra tanta coisa que hoje somos obrigados a especializarmo-nos, e muitas vezes a sub-especializarmo-nos, tão vasto é o campo que nos sobra.
Portanto, não vejo limitação de conhecimento aí. Muito pelo contrário.
O argumento teísta, por si só, já é a abertura para uma possibilidade. Para a aplicação da razão ou fé em uma realidade superior.
Não tenho como discordar, apenas considero pessoalmente uma via muito complicada pois entramos no terreno camaleônico da pura subjetividade (por mais racional que seja). É um terreno propício à auto-ilusão e para a construção de castelos de areia. Conceitos como "realidade superior", por exemplo, são tão caleidoscópicos que escapam a qualquer definição.
Minha visão, portanto seria: A via ateísta já é vasta, rica e complexa o suficiente. A questão de limitar o conhecimento seria mais uma questão higiênica, a fim de evitar excesso de devaneios febris. Nada impede que tais limites sejam continuamente expandidos, que afinal, é o que sempre ocorre em ciência de tempos em tempos, mas com uma ancoragem mais sólida e confiável.