Como sabemos, o feudalismo morreu na Idade Média. Ao contrário do que a mídia e os livros acadêmios que deturparam a história medieval, a Idade Média assim como o feudalismo foram esplêndidos, se pesquisarmos, descobriremos que havia direito e RESPEITO à propriedade privada, algo que nem o capitalismo atual tem por causa do MST, havia distribuição de renda coerente, artes decentes, moral, amor entre casais... em síntese, era uma época próspera em todos os sentidos, tendo o feudalismo como sustentáculo da verdadeira igualdade social. As pessoas eram queridas pela honestidade e princípios cristãos, já que o clero e, em segundo lugar a nobreza, eram exemplos a serem seguidos.
Desde a Revolução (maçônica) Francesa o cristianismo é rebaixado ao nível de apenas uma superstição e, o culto ao dinheiro foi colocado no lugar na adoração divina.
Por que a Idade Média é deturpada atualmente? A única classificação social medieval era os princípios cristãos, que têm a nobreza como consequência. O dinheiro em si, papel moeda não existia... portanto, não havia litígios. Os gananciosos que sempre controlaram a sociedade, na ânsia de sempre querer mais e mais, resolveram acabar com o que mantém as pessoas na moral e nos bons costumes, deixando o amor ao dinheiro, consumismo e conseqüentemente, a escravização pelos juros prevalecer... e é por isso que a Igreja Católica é tão perseguida até hoje e, a tendência é piorar; as pessoas já estão sendo doutrinadas a serem consumistas, promíscuas, depravadas desde o útero nos dias atuais.
O feudalismo, só funcionava porque era um sistema que era fincado no cristianismo (católico) como exemplo. Hoje é impossível voltar uma monarquia semelhante às medievais, prósperas, justas e cristãs.
E antes de que digam que é impossível viver sem papel-moeda... no feudalismo não havia papel-moeda mas, havia troca de mercadorias, portanto, o capitalismo já existia implicitamente na Idade Média.
Putz, defender feudalismo chega a ser piada. Você com certeza iria querer nascer nobre.
Capitalismo é o melhor sistema para se viver, sem a menor dúvida, assim como o comunismo, o feudalismo caiu pois não um sistema que prestava. O capitalismo é o que até hoje obtem melhores resultados, logo é o sistema que deve ser mantido.
Não sei qual livro é este chamado "Jardim das Aflições", seria do Olavo? Já me recomendaram livros do Jacques LeGoff mas, também nunca li. O que eu escrevi é baseado no que aprendi com as pessoas que pensam semelhante a mim.
(...)
"A contradição resolve-se tão logo entendemos que a dinâmica imperial dos Estados Unidos não provém de causas econômicas, porém intelectuais, culturais e políticas: os Estados Unidos são uma potência imperial porque sua fundação mesma constituiu um revigoramento da idéia imperial; porque o projeto do império leigo que incorpora as concepções iluministas do Estado representou, no instante da fundação da República Americana, a síntese e o resultado das contradições entre o sacerdócio e a aristocracia, que por dois milênios foram o motor da História européia;
porque a fundação dos EUA representa a quarta e provavelmente última tranlatio imperii; porque o surgimento do moderno Estado leigo incorporado no Império Americano é, por essência, um projeto expansivo, revolucionário, modernizante, destinado a reformar o mundo;
porque a Revolução Americana é, enfim, o primeiro passo da revolução mundial que, dando uma "solução final" ao conflito entre a autoridade espiritual e o poder temporal, absorverá no Estado, e aliança com a intelligentzia, toda autoridade espiritual, neutralizando todas as religiões do mundo e instaurando a religião de César.
Perto desse fenômeno gigantesco, a teoria Hobson-Lênin, tanto quanto a teoria da dependência -- sua neta terceiromundana em boa hora renegada por um pai sensato --, não passa de um momento transitório na sucessão de ilusões ideológicas pelas quai a intelligentzia mundial, enganando-se quanto ao seu papel no curso dos eventos, foi arrastada sem se dar conta, e mesmo contra sua intenção, a engrossar a poderosa corrente da Revolução Americana."
Olavo de Carvalho, "O Jardim das Aflições"
"Em primeiro lugar, a religião do Novo Mundo é maçônica. Todos os signatários da Declaração de Independência [dos Estados Unidos] , sem exceção, pertencem a alguma loja maçônica.
(...)
O crescimento da Maçonaria no século XVIII, a Revolução Francesa e o nascimento do Império Americano não marcam assim a extinção do poder aristocrático, mas uma gigantesca reciclagem da casta aristocrática. É essa reciclagem que inaugura propriamente os tempos modernos, o mundo de hoje. Ela define-se pelos seguintes traços:
1° Subtituição das antigas aristocracias de sangue pela nova aristocracia iniciática.
2° Caráter secreto ou pelo menos discreto do novo poder aristocrático.
3° Formidável concentração do poder do dominador, aliada a uma não menos formidável expansão dos direitos nominais do dominado.
Resumindo: aristocracia de facto, democracia de jure -- uma combinação que só se tornou possível pela ampliação do papel desempenhado pelo secreto na vida política e social. É ela mesma que possibilita a evolução muito peculiar da nação norte-americana, onde a ampliação quase caricatural dos direitos populares, dos movimentos de protesto e da cultura da reclamação não abala no mais mínimo que seja o poder das velhas oligarquias, antes o fortalece."
...
"Mas os Estados Unidos são o primeiro país cujos governantes são todos ou quase todos maçons, e onde, não havendo oficialmente religião protegida pelo Estado, a situação de facto é: governo maçônico. E governo maçônico quer dizer o seguinte: todos os conflitos abertos, todas as disputas políticas travadas diante do público, que constituem a pulsação mesma da vida democrática, não são senão a exteriorização de divergências nascidas e elaboradas dentro da Maçonaria. A espuma democrática encobre e disfarça a luta interna no seio de uma nova aristocracia, cuja unidade espiritual repousa nas mãos de um novo sacerdócio."
"Quaisquer que fossem as intenções de seus fundadores, o advento do governo maçônico nas Américas abre uma nova etapa na História do mundo: a era do segredo. Daí por diante, a democratização progressiva das instituições, que é o aspecto mais patente da evolução política mundial, correrá parelha com o aumento incalculável da influência das organizações secretas, sobretudo das organizações estatais secretas do século XX --, que neutralizará os efeitos da democratização para reduzi-la a pouco mais que uma distribuição de doces para aplacar criancinhas zangadas...."
...
"O Estado democrático igualitário é menos uma realidade que uma aparência. A nova sociedade, como todas as anteriores, tem as mesmas duas castas governantes -- sacerdotal e aristocrática, autoridade espiritual e poder temporal -- que existirão aonde quer que seres humanos se aglomerem numa coletividade que seja maior do que uma família; que existirão ora de maneira explícita, consagrada na constituição política nominal, ora de maneira implícita, invisivelmente entretecida na grade de uma constituição que não reconhece a sua existência mas que não pode impedi-las de representar a verdadeira distribuição do poder; que subsistirão como um código secreto no fundo de todas as constituições políticas, sejam democráticas ou oligárquicas, monárquicas ou republicanas, liberais ou socialistas, porque estão imbricadas na constituição ontológica e até mesmo biológica do ser humano e são compatíveis, funcionalmente, com qualquer organização nominal do poder político. Elas são uma "constante do espírito humano", que nenhuma constituição, lei ou decreto, ainda que fundado na vontade da maioria, pode revogar.
Foi por isto mesmo que a sociedade democrática, professando mentirosamente equalizar a distribuição de poder, teve de elitizar-se a um ponto que seria inimaginável para os nossos antepassados. Pos uma coisa é ideologia igualitária, outra coisa é a sociedade igualitária.
Que essa ideologia pudesse transformar-se no instrumento da mais formidável concentração de poder nas mãos de poucos, é menos uma ironia da História do que uma fatalidade inerente à natureza do poder: não podendo eliminar as castas governantes, ocultou-as, aumentando assim o seu poderio. E quando elas ressurgem sob nomes como "burocracia estatal" e intelligentzia, ninguém as reconhece, pois todos crêem que casas só existem na Índia ou no passado medieval.
Nossos contemporâneos, imbuídos da ilusão igualitária, crêem que o mundo caminha para o nivelamento dos direitos, sem se perguntarem se esse objetivo pode ser realizado por outros meios senão a concentração de poder. Essa ilusão torna-os cegos para as realidades mais patentes, entre as quais a da elitização, sem precedentes, dos meios de poder. O imaginário moderno concebe, por exemplo, o senhor feudal como a epítome do poder pessoal discricionário, e não se dá conta que o senhor feudal estava limitado por toda sorte de laços e compromissos de lealdade mútua com seus servos, e que ademais não tinha outros meios de violência senão uns quantos cavaleiros armados de espada, lança, arco e flecha; homem entre homens, era visto por todos no campo e na aldeia, caminhava ou cavalgava ao lado de seu servo, às vezes trazendo-o na garupa, de volta da taberna onde ambos haviam se embriagado, e podia portanto, em caso de grave ofensa, ser atingido, inerme, as campinas imensas onde o grito se perde na distância, por uma lâmina vingadora. Pela foice do camponês. Por uma faca de cozinha.
Em comparação com ele, o homem poderoso de hoje está colocado a uma tal distância dos dominados, que sua posição mais se assemelha à de um deus ante os mortais. Em primeiro lugar, os poderos estão isolados de nós geograficamente: moram em condomínios fechados, cercados de portões eletrônicos, alarmes, guardas armados, matilhas de cães ferozes.
Nao entramos lá. Em segundo lugar, seu tempo vale dinheiro, mais dinheiro do que nós temos; falar com um deles é uma aventura que demanda a travessia de barreiras burocráticas sem fim, meses de espera e a possibilidade de sermos recebidos por um assessor dotado de desculpas infalíveis. Em terceiro, os ocupantes nominais dos grandes cargos nem sempre são os verdadeiros detentores do poder: há fortunas ocultas, potestades ocultas, causas ocultas, e nossos pedidos, nossas imprecações e mesmo nossos tiros arriscam acerta uma fachada inócua, deixando a salvo o verdadeiro destinatário que desconhecemos. Perdemo-nos na trama demasiado complicada das hierarquias sociais modernas, e temos razões para invejar o servo-da-gleba, que ao menos tinha o direito de saber quem mandava nele. Após dois séculos de democracia, igualitarismo, direitos humanos, Estado assistencial, socialismo e progressismo, eis a parte que nos cabe deste latifúndio: os poderosos pairam acima de nós na nuvem áurea de uma intangibilidade divina."
Porque é. Não é uma questão que se possa discutir: os Estados Unidos são a maior nação cristã da história. Mesmo um católico não pode negar um fato tão óbvio; reconhecê-lo é sinal de bom senso e honestidade.
Os Estados Unidos são mais cristãos do que a população polonesa? (mais da metade vai à missa pelo menos uma vez por semana.) É uma população mais cristã do que a da Idade Média Ocidental? Do que a do Império Bizantino? Do que a da autocracia russa? Do que a do Absolutismo espanhol? Do que a da Europa das Cruzadas?
Nenhum servo da gleba medieval viveu tão bem quanto um americano viveu em alguma comunidade em alguma colônia inglesa recém-independente; ora devido às condições materais, ora devido ao ambiente cultural.
Os apóstolos também viviam na miséria pelos padrões norte-americanos. O que uma coisa tem a ver com a outra?
Olavo de Carvalho, em uma das mais penetrantes análises em "O Jardim das Aflições".
Aristocracia e Sacerdócio no Império Americano (II)Eis que aqui apresentarei alguns da Sinagoga de Satanás,
que dizem eu são judeus, e não o são, mas mentem
Apocalipse 3:9
Em segundo lugar, os Estados Unidos são uma República protestante. Mas, ao contrário do que aconteceu na Suécia e na Holanda, onde uma corrente – luterana na primeira, calvinista na segunda – toma logo a dianteira para unificar religiosamente o país, o protestantismo norte-americano, sob o impacto do pluralismo democrático, fragmenta-se numa infinidade de seitas que não podem ser reduzidas à unidade de uma hierarquia religiosa que imite a Igreja Católica. E, não havendo unidade religiosa, as diferentes seitas têm de aprender a conviver e a concorrer em pé de igualdade no mesmo território sob a proteção de uma mesma autoridade civil que permanece indiferente às disputas religiosas e eqüidistante de todas as confissões. República protestante vai significar, em última instância: Estado leigo, sem religião oficial. Os Estados Unidos são o primeiro Estado professadamente a-religioso – no sentido etimológico: a-gnóstico – que se conhece na História do mundo.
A revolução que isto representa na estrutura mental da humanidade é tão profunda, tão vasta em suas conseqüências, que perto dela as revoluções seguintes – da França, da Rússia ou da China, para falar só das maiores --, com todo o seu vistoso cortejo de morticínios, de radicalismos ideológicos, de novas modas culturais, de experimentos econômico-administrativos extravagantes, nada mais são que acréscimos periféricos e notas de rodapé. Todas essas revoluções passaram, os Estados que fundaram ruíram com fragor ou derreteram-se melancolicamente, e a parte de seu legado cultural que não se dissipou em fumaça terminou por incorporar-se, sem grandes choques, à corrente dominante: a Revolução Americana.
Ora, qual o legado dessa Revolução no mundo? A democracia? Não pode ser, visto que ela convive perfeitamente bem com as ditaduras, quando lhe interessa, e visto que a subsistência de uma aristocracia maçônica associada de perto a uma oligarquia econômica é um dos pilares mesmos do sistema norte-americano. O capitalismo liberal? Também não, porque o próprio sistema norte-americano, através do assistencialismo estatal, acabou por assimilar várias características da social-democracia. O republicanismo? Não, porque os elementos democráticos e igualitários da ideologia norte-americana que se espalharam pelo mundo puderam, sem traumas, ser incorporados por antigas monarquias tornadas constitucionais, como a Inglaterra, a Dinamarca, a Holanda, a Espanha. Dos vários componentes da ideologia revolucionária norte-americana, o único que foi assimilado integralmente e sem alterações por todos os países do mundo foi o princípio do Estado leigo. Se é verdade que “pelos frutos os conhecereis” ou que as coisas são essência aquilo que enfim se tornam, a Revolução Americana só é democrática, republicana e liberal-capitalista de modo secundário e mais ou menos acidental: em essência, ela é a liquidação do poder político das religiões, a implantação mundial do Estado sem religião oficial.
Que é que isto significa?
Significa, em primeiro lugar, que toda lei religiosa cessa de ter qualquer validade ou obrigatoriedade pública, que o cumprimento ou não de um mandamento religioso passa a ser assunto da esfera privada, que em princípio não pode interferir nos negócios públicos.
Significa, em segundo lugar, que os critérios éticos que presidirão à vida social, tendo de ser extra-religiosos, acabam por ser supra-religiosos, de vez que o Estado, ao colocar-se acima das religiões, se torna o árbitro das suas disputas, e julga sem ser julgado, sem prestar satisfações senão a Deus, encarnando a “vontade popular”: vox populi, vox Dei.
Significa, em terceiro e consequente lugar, a extinção da religião como princípio organizador da conduta humana, de vez que toda obediência a princípios religiosos só é possível na medida em que o Estado a permita e em que não entre em conflito com as leis civis.
Mas essas três conseqüências, somadas, representam, a rigor e a longo prazo, a total desautorização da lei religiosa, a extinção da religião como tal, a criação de um novo tipo de fenômeno espiritual que, circunscrito à vida privada, logo se fundirá indistintamente coma psicoterapia, as técnicas de relaxamento, os clubes de encontro e todos os sucedâneos de “vida interior” que a nova sociedade puder criar para a satisfação privada de seus membros. A vitória da “Teologia Civil” não podia vir sem trazer junto uma “espiritualidade civil”.
(...)O predomínio absoluto da moral civil representa o boicote sistemático de toda transmissão da moral religiosa às novas gerações. A formidável expansão do ateísmo no mundo, bem como o fenômeno das pseudo-religiões que desviam para alvos inócuos ou mesmo prejudiciais os impulsos religiosos que ainda restam na humanidade, jamais teria sido possível sem esta realização da Revolução Americana.
(...)
Mas será, por outro lado, adequado dizer que o Estado norte-americano é leigo, é agnóstico, é indiferente em matéria de religião? Pois não acabamos de ver que é um Estado maçônico? Que a Maçonaria, formando as consciências de seus membros através de ritos e símbolos, exerce rigorosamente a função de direção espiritual? Que a aristocracia maçônica é encimada por uma casta sacerdotal que arbitra em última instância as lutas políticas sem nelas se imiscuir diretamente?
O Estado leigo tem religião, sim. Só que é um esoterismo ao qual não corresponde, no andar de baixo da sociedade, nenhum exoterismo em particular, porque, no novo quadro, a função de exoterismo, ou religião popular, é exercido por toda a pululação de religiões e seitas em disputa.
Judaísmo e cristianismo, islamismo e budismo tornaram-se aí meras “seitas populares”, ao lado do espiritismo e da teosofia, da New Age e da ufologia, todas niveladas e integradas na grande liturgia da religião civil, umas a contragosto, outras de bom grado, outras ainda sem terem a menor idéia de a quem servem. Acima de todas elas paira, invisível e onipotente, a Religião do Império, perpetuada no culto discreto oficiado por uma nova casta sacerdotal colhida nos escalões superiores da aristocracia maçônica."
Até pouquíssimo tempo atrás nenhum país católico havia legalizado o aborto. Os países protestantes foram pioneiros nisso. O mesmo ocorre com o divórcio.
Essas afirmações sobre impostos, liberdade etc são interessantes - mas que elas têm a ver com ser "o mais cristão"?
Os primeiros colonos eram gnósticos comunistas (Puritanos e Pilgrims) e os Founding Father eram iluministas deístas luciferianos, alguns deles frequentadores do Hell Fire Club e simpatizantes da Revolução Francesa.
minha afirmação de que os servos da gleba medieval não viveram tão bem quanto um colono inglês na América refere-se ao fato de que estes viviam de forma independente, livre e com dignidade numa nação em que não havia um “senhor feudal” ou um rei ou um imperador, tampouco uma “assembléia” que impunha decisões ao povo sem consulta e sem respeito.
Pois é justamente esta a tese que Olavo de Carvalho nega em "O Jardim das Aflições". Segundo ele, a liberdade norte-americana é ilusória, mera aparência em um sistema em que ocorreu uma concentração de poderes como nunca dantes vista. Note que Olavo de Carvalho compara-nos com os servos da gleba da Idade Média, sustentando que deveríamos invejá-los:
Foi por isto mesmo que a sociedade democrática, professando mentirosamente equalizar a distribuição de poder, teve de elitizar-se a um ponto que seria inimaginável para os nossos antepassados. Pos uma coisa é ideologia igualitária, outra coisa é a sociedade igualitária.
Que essa ideologia pudesse transformar-se no instrumento da mais formidável concentração de poder nas mãos de poucos, é menos uma ironia da História do que uma fatalidade inerente à natureza do poder: não podendo eliminar as castas governantes, ocultou-as, aumentando assim o seu poderio. E quando elas ressurgem sob nomes como "burocracia estatal" e intelligentzia, ninguém as reconhece, pois todos crêem que casas só existem na Índia ou no passado medieval.
Nossos contemporâneos, imbuídos da ilusão igualitária, crêem que o mundo caminha para o nivelamento dos direitos, sem se perguntarem se esse objetivo pode ser realizado por outros meios senão a concentração de poder. Essa ilusão torna-os cegos para as realidades mais patentes, entre as quais a da elitização, sem precedentes, dos meios de poder. O imaginário moderno concebe, por exemplo, o senhor feudal como a epítome do poder pessoal discricionário, e não se dá conta que o senhor feudal estava limitado por toda sorte de laços e compromissos de lealdade
mútua com seus servos, e que ademais não tinha outros meios de violência senão uns quantos cavaleiros armados de espada, lança, arco e flecha; homem entre homens, era visto por todos no campo e na aldeia, caminhava ou cavalgava ao lado de seu servo, às vezes trazendo-o na garupa, de volta da taberna onde ambos haviam se embriagado, e podia portanto, em caso de grave ofensa, ser atingido, inerme, as campinas imensas onde o grito se perde na distância, por uma lâmina vingadora. Pela foice do camponês. Por uma faca de cozinha.
Em comparação com ele, o homem poderoso de hoje está colocado a uma tal distância dos dominados, que sua posição mais se assemelha à de um deus ante os mortais. Em primeiro lugar, os poderos estão isolados de nós geograficamente: moram em condomínios fechados, cercados de portões eletrônicos, alarmes, guardas armados, matilhas de cães ferozes.
Nao entramos lá. Em segundo lugar, seu tempo vale dinheiro, mais dinheiro do que nós temos; falar com um deles é uma aventura que demanda a travessia de barreiras burocráticas sem fim, meses de espera e a possibilidade de sermos recebidos por um assessor dotado de desculpas infalíveis. Em terceiro, os ocupantes nominais dos grandes cargos nem sempre são os verdadeiros detentores do poder: há fortunas ocultas, potestades ocultas, causas ocultas, e nossos pedidos, nossas imprecações e mesmo nossos tiros arriscam acerta uma fachada inócua, deixando a salvo o verdadeiro destinatário que desconhecemos. Perdemo-nos na trama demasiado complicada das hierarquias sociais modernas, e temos razões para invejar o servo-da-gleba, que ao menos tinha o direito de saber quem mandava nele. Após dois séculos de democracia, igualitarismo, direitos humanos, Estado assistencial, socialismo e progressismo, eis a parte que nos cabe deste latifúndio: os poderosos pairam acima de nós na nuvem áurea de uma intangibilidade divina.
Os Estados Unidos são uma nação mais cristã que a Polônia, sem dúvida alguma. Não nego que o cristianismo esteja em decadência nos Estados Unidos, especialmente em decorrência das políticas da esquerda implementadas fortemente desde Roosevelt.
Meu caro, você mesmo concordou que os poloneses têm uma frequência maior à Igreja do que os norte-americanos. Mais, eles são católicos, e os norte-americanos, protestantes. Gostaria de saber que critério você usa para dizer que os norte-americanos são "mais cristãos" do que os poloneses. Comento dois pontos de sua resposta:
1) No entanto, o que percebemos nos Estados Unidos – e é o que não acontece na Polônia – é o crescimento da quantidade de cristãos, especialmente através do crescimento dos evangélicos: em 1976, os evangélicos eram 34% da população; em 1999, alcançaram 46% da população.
Errado, Ricardo. A proporção de cristãos nos EUA caiu em dez por cento nos últimos anos, segundo algumas estatísticas. Não conheço pesquisa em que esta proporção cresça: http://www.adherents.com/rel_USA.html#gallup
2) Além disso, André, ainda ressalto que os cristãos americanos ergueram instituições que garantiram liberdade e construíram um ambiente cultural que favoreceu a liberdade política e religiosa do homem. Os poloneses nunca foram capazes de fazer isso.
Segundo o Olavo n'O Jardim das Aflições, o regime norte-americano significa governo maçônica, religião de césar e, portanto, anti-cristianismo:
Os Estados Unidos são o primeiro Estado professadamente a-religioso – no sentido etimológico: a-gnóstico – que se conhece na História do mundo.
A revolução que isto representa na estrutura mental da humanidade é tão profunda, tão vasta em suas conseqüências, que perto dela as revoluções seguintes – da França, da Rússia ou da China, para falar só das maiores --, com todo o seu vistoso cortejo de morticínios, de radicalismos ideológicos, de novas modas culturais, de experimentos econômico-administrativos extravagantes,
nada mais são que acréscimos periféricos e notas de rodapé. Todas essas revoluções passaram, os Estados que fundaram ruíram com fragor ou derreteram-se melancolicamente, e a parte de seu legado cultural que não se dissipou em fumaça terminou por incorporar-se, sem grandes choques, à corrente dominante: a Revolução Americana.
Os poleneses não terem instituído nada parecido pesa a favor deles, pelo visto. Afinal, não contribuíram para uma transformação tão profunda na mentalidade humana que deixa as revoluções chinesa, russa e francesa no chinelo.
Acho que você deveria estudar mais o Absolutismo para entender que ele foi também conseqüência da revolução de valores que se iniciou durante o período medieval culminando na Revolução Francesa.
Falo da população espanhola durante o Absolutismo. Aqui você se torna flagrantemente incoerente. Consideras o Absolutismo espanhol uma "revolução de valores"? Que dizer então de Thomas Jefferson! Lembre-se, não perguntei se a prática cristã da Espanha absolutista tinha ou não falhas. Mas sim se poderia-se dizer que os EUA é uma população mais cristã do que a que vivia na Espanha dos séculos XVI e XVII, por exemplo. O seu argumento, baseado em uma suposta "revolução de valores", joga contra você e os EUA.
Questionável....Os servos medievais de uma forma muito geral não entendiam bem o que era a Santíssima Trindade, por exemplo.
Não vejo nada de questionável. Toda a vida da Idade Média girava em torno dos valores cristãos. A civilização se entendia como "Cristandade Latina". A Igreja era o centro da vida intelectual, cultural, social e política. Em comparação a isto, os EUA giram em torno de valores iluministas e liberais (condenados pela Igreja, lembre-se).
Os camponeses medievais talvez não entendessem a Santíssima Trindade. Mas os norte-americanos atuais tampouco a entendem.
E volto a salientar: apenas quem viveu nos Estados Unidos é capaz de entender que os americanos são o povo mais cristão da história
Ricardo, com todo respeito, isto é de uma bobagem sem fim. Os EUA não são sequer a população mais cristã do mundo atual. Uma Polônia, uma Sérvia, uma Romênia, uma Grécia são povos ainda hoje muito mais religiosos.
E acreditar que os EUA possuem a população mais cristã da História, que o maior país liberal e iluminista da História, uma sociedade tremendamente secularizada, tem uma população mais cristã do que a medieval, do que a bizantina, do que a da Espanha de Carlos V e Filipe II, do que os francos cruzadistas etc., é de uma ingenuidade sem tamanho.
a diferença de abordagem entre "O Jardim das Aflições" e o TO é indiscutível. Basta que você, além de ler a minha postagem sobre a "essência dos EUA", não pare no parágrafo que postou no tópico, mais continue mais alguns adiante, em que se diz que o regime norte-americano vem corroendo, e vai terminar por corroer, o restante dos princípios cristãos da população.
Aliás, nesse mesmo capítulo, perto do fim do livro, diz o Olavo de Carvalho:
Mas ainda é verdade que, muito da resistência espiritual norte-americana se perde em histerismos ultraconservadores e em arreganhos nacionalistas -- às vezes vagamente fascistas -- que não têm nenhum sentido no novo quadro a não ser mostrar que, dentro do corpo americano, ainda subsiste a contradição entre Império e nação -- contradição em que o leitor não terá dificuldade de reconhecer um resíduo da ideologia dos impérios coloniais. E, finalmente, é triste verdade que muito dessa resistência se inspira no apego a exclusivismos religiosos de cunho fundamentalista, que só servem pra gerar desconfiança nos crentes das várias religiões e fomentar, pela divisão, o ateísmo oficial do Império.
Não há problema algum em mudar de idéia. E há idéias no TO que não batem com "O Jardim das Aflições". Que, repito, é um livro que considero magnífico.
Essas afirmações sobre impostos, liberdade etc são interessantes - mas que elas têm a ver com ser "o mais cristão"?
Os primeiros colonos eram gnósticos comunistas (Puritanos e Pilgrims) e os Founding Father eram iluministas deístas luciferianos, alguns deles frequentadores do Hell Fire Club e simpatizantes da Revolução Francesa. [2]
Você não me respondeu diretamente, caro; n'O Jardim das Aflições, o americanismo (ideologia, instituições, regime) é ou não a expressão da religião de César, inimiga da religião, anticristã, imperialista, da qual todas grandes as revoluções da era contemporânea são apenas estágios e "notas de rodapé"?
Segundo "O Jardim das aflições", a religião de César, em sua nova expressão, é o Estado norte-americano, na forma de seu regime, instituições e ideologia:
Ora, qual o legado dessa Revolução [a Americana] no mundo? A democracia? Não pode ser, visto que ela convive perfeitamente bem com as ditaduras, quando lhe interessa, e visto que a subsistência de uma aristocracia maçônica associada de perto a uma oligarquia econômica é um dos pilares mesmos do sistema norte-americano. O capitalismo liberal? Também não, porque o próprio sistema norte-americano, através do assistencialismo estatal, acabou por assimilar várias características da social-democracia. O republicanismo? Não, porque os elementos democráticos e igualitários da ideologia norte-americana que se espalharam pelo mundo puderam, sem traumas, ser incorporados por antigas monarquias tornadas constitucionais, como a Inglaterra, a Dinamarca, a Holanda, a Espanha. Dos vários componentes da ideologia revolucionária norte-americana, o único que foi assimilado integralmente e sem alterações por todos os países do mundo foi o princípio do Estado leigo. Se é verdade que “pelos frutos os conhecereis” ou que as coisas são essência aquilo que enfim se tornam, a Revolução Americana só é democrática, republicana e liberal-capitalista de modo secundário e mais ou menos acidental: em essência, ela é a liquidação do poder político das religiões, a implantação mundial do Estado sem religião oficial.
(...)
Mas essas três conseqüências, somadas, representam, a rigor e a longo prazo, a total desautorização da lei religiosa, a extinção da religião como tal, a criação de um novo tipo de fenômeno espiritual que, circunscrito à vida privada, logo se fundirá indistintamente coma psicoterapia, as técnicas de relaxamento, os clubes de encontro e todos os sucedâneos de “vida interior” que a nova sociedade puder criar para a satisfação privada de seus membros....
Você ainda acredita que a população norte-americana, uma mitura de cultura evangélica e liberalismo (ambos condenado pela Igreja Romana), girando em torno de fundações iluministas (que é condenado pela Igreja Romana), espalhando o laicismo e o ateísmo pelo mundo (segundo OdeC n'O Jardim das Aflições), cuja elite é maçônica, é mais cristã do que a população da Europa medieval, do império bizantino, da Espanha de Carlos V e Filipe II etc.? É mais cristã do que a população polonesa, sérvia, grega etc. atual?
Seria melhor você parar de discordar apenas por discordar, e ler "O Jardim das Aflições". Também não digo isto para te criticar, mas simplesmente porque você está negando o texto que está bem na sua frente. OdeC pode até ter mudado de idéia a esse respeito. Direito dele. Mas você parece fechar os olhos para essa realidade:
1) A Idade Média e os últimos resquícios do feudalismo morreram na Revolução Francesa, e não na Revolução Americana. Segundo Olavo de Carvalho, está revolução "é um caso especial" para os padrões históricos das últimos revoluções.Ora, qual o legado dessa Revolução [a Americana] no mundo? A democracia? Não pode ser, visto que ela convive perfeitamente bem com as ditaduras, quando lhe interessa, e visto que a subsistência de uma aristocracia maçônica associada de perto a uma oligarquia econômica é um dos pilares mesmos do sistema norte-americano. O capitalismo liberal? Também não, porque o próprio sistema norte-americano, através do assistencialismo estatal, acabou por assimilar várias características da social-democracia. O republicanismo? Não, porque os elementos democráticos e igualitários da ideologia norte-americana que se espalharam pelo mundo puderam, sem traumas, ser incorporados por antigas monarquias tornadas constitucionais, como a Inglaterra, a Dinamarca, a Holanda, a Espanha. Dos vários componentes da ideologia revolucionária norte-americana, o único que foi assimilado integralmente e sem alterações por todos os países do mundo foi o princípio do Estado leigo. Se é verdade que “pelos frutos os conhecereis” ou que as coisas são essência aquilo que enfim se tornam, a Revolução Americana só é democrática, republicana e liberal-capitalista de modo secundário e mais ou menos acidental: em essência, ela é a liquidação do poder político das religiões, a implantação mundial do Estado sem religião oficial.
Os Estados Unidos são o primeiro Estado professadamente a-religioso – no sentido etimológico: a-gnóstico – que se conhece na História do mundo.
A revolução que isto representa na estrutura mental da humanidade é tão profunda, tão vasta em suas conseqüências, que perto dela as revoluções seguintes – da França, da Rússia ou da China, para falar só das maiores --, com todo o seu vistoso cortejo de morticínios, de radicalismos ideológicos, de novas modas culturais, de experimentos econômico-administrativos extravagantes, nada mais são que acréscimos periféricos e notas de rodapé. Todas essas revoluções passaram, os Estados que fundaram ruíram com fragor ou derreteram-se melancolicamente, e a parte de seu legado cultural que não se dissipou em fumaça terminou por incorporar-se, sem grandes choques, à corrente dominante: a Revolução Americana.
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Ora, o único lugar do mundo onde os ideais iluministas foram realizados na máxima extensão possível das faculdades humanas foram os Estados Unidos da América. A Revolução Francesa, um morticínio inútil, foi seguida por quase um século de vaivéns e a França só se estabilizou coo uma república democrática por volta de 1870, quando os Estados Unidos já haviam se tornado uma grande potência.
De que me adianta você me citar artigos posteriores do Olavo de Carvalho se o que está se dizendo é justamente que há uma descontinuidade entre "O Jardim das Aflições" e posicionamentos posteriores?
2) O seu conhecimento sobre a maçonaria americana é minúsculo. Você não entende a formação da maçonaria e muito menos as suas variantes, principalmente aquela que vigorou nos Estados Unidos...Você precisa entender o que foi a maçonaria americana antes de alardear para todos os lados o que você não sabe.
Não seja tão humilde. O seu conhcimento sobre a maçonaria americana não é menos minúsculo que o meu. De qualquer forma, conhecendo pouco ou muito a maçonaria norte-americana, eu não afirmei em lugar algum que ela é dominada por um anti-cristianismo rasteiro, e sim que ela substitui a Igreja na modelagem do imaginário de sua elite.
Sei também que: "English Freemasonry in 1723 was in no way Christian; it was rationalist, vaguely deistic and secretly gnostic. The latter source of inspiration is still active, but it had encountered the conservative, traditional spirit of England. Most English Freemasons were men who were scarcely concerned with philosophical or metaphysical preoccupations. The revolutionary and anti-Christian inspiration which constituted the essence of contemporary Freemasonry everywhere, encountered a veiled and instinctive resistance in English Masons. The pact which Freemasonry tacitly concluded with the Protestant monarchy, to fight against Catholicism, which it considered its principal enemy, contributed to restrain the revolutionary tendencies of English Freemasonry, whereas they developed freely in Europe and South America, and rather more timidly in the United States. In short, the revolutionary virus in Freemasonry is more or less inactive in England, where Freemasonry is more an excuse for social reunion than an organisation claiming to remake the world.” (Vicomte Léon de Poncins, Freemasonry and the Vatican, London: Britons Publishing Company, 1968, p. 116.)
The first power in the West clearly to see the threat of Masonry to both Church and State was the Catholic Church. Catholicism made no radical distinction between English and French Masonry. In 1738 Masonry of all kinds was condemned by Pope Clement XII in 1738, in 1751 - by Benedict XIV, in 1821 – by Pius VII, in 1825 – by Leo XII, in 1829 – by Pius VIII, in 1832 and 1839 – by Gregory XVI, in 1846, 1864, 1865, 1873 and 1876 – by Pius IX, and in 1884 – by Leo XIII. The latter’s bull, Humanum Genus declared of the Freemasons: “Their ultimate has been brought into existence by Christianity, and to replace it by another in aim is to uproot completely the whole religious and political order of the world, which harmony with their way of thinking. This will mean that the foundation and the laws of the new structure of society will be drawn from pure Naturalism.”
The bull went on: “In the sphere of politics, the Naturalists lay down that all men have the same rights and that all are equal and alike in every respect; that everyone is by nature free and independent; that no one has the right to exercise authority over another; that it is an act of violence to demand of men obedience to any authority not emanating from themselves. All power is, therefore, in the free people. Those who exercise authority do so either by the mandate or the permission of the people, so that, when the popular will changes, rulers of States may lawfully be deposed even against their will. The source of all rights and civic duties is held to reside either in the multitude or in the ruling power in the State, provided that it has been constituted according to the new principles. They hold also that the State should not acknowledge God and that, out of the various forms of religion, there is no reason why one should be preferred to another. According to them, all should be on the same level.”
Again, in his Encyclical of 19th March, 1902, Leo XIII wrote: “Freemasonry is the personification of the Revolution; it constitutes a sort of society in reverse whose aim is to exercise an occult overlordship upon society as we know it, and whose sole raison d’être consists in waging war against God and his Church.”
Sei também que um escritor judeu parisiense escrevia no século XIX [La Vérité Israélite (The Israelite Truth), 1861, vol. 5, p. 74; De Poncins, op. cit., pp. 75-76]:
The spirit of Freemasonry is that of Judaism in its most fundamental beliefs; its ideas are Judaic, its language is Judaic, its very organisation, almost, is Judaic. Whenever I approach the sanctuary where the Masonic order accomplishes its works, I hear the name of Solomon ringing everywhere, and echoes of Israel. Those symbolic columns are the columns of the Temple where each Hiram’s workmen received their wages; they enshrine his revered name. The whole Masonic tradition takes me back to that great epoch when the Jewish monarch, fulfilling David’s promises, raised up to the God of Abraham, Isaac and Jacob, a religious monument worthy of the creator of Heaven and earth – a tradition symbolised by powerful images which have spread outside the limits of Palestine to the whole world, but which still bear the indelible imprint of their origin.
That Temple which must be built, since the sanctuary in Jerusalem has perished, the secret edifice at which all Masons on earth labour with one mind, with a word of command and secret rallying-points – it is the moral sanctuary, the divine asylum wherein all men who have been reconciled will re-unite one day in holy and fraternal Agapes; it is the social order which shall no longer know fratricidal wars, nor castes, nor pariahs, and where the human race will recognise and proclaim anew its original oneness. That is the work on which every initiate pledges his devotion and undertakes to lay his stone, a sublime work which has been carried on for
Masonry recognizes only natural religion, and, in explaining the ritual of the knight of the sun (28th degree of Masonry), Clavdel directly says that ‘the aim of the knights of the sun is to establish natural religion on the ruins of the religions established on the basis of Revelation.
It goes without saying that Masonry also rejects original sin and its redemption. ‘Moral and religious errors, and especially that fateful belief in the natural sinfulness of man, constitute the cause of all the evil works of man. In fact man was born good and it is only institutions that are bad’, teaches the Masonic journal Le Globe. The Mason Pulevi, while sketching the aims of Masonry in his Parisian lodge, cries out: ‘Let there be no more talk of redemption. Man has never fallen: on the contrary, he has only been constantly ascending.’
E veja o que diz o maçon americano Albert Pike:
To the crowd we must say: we worship a God, but it is the God one adores without superstition. To you, Sovereign Grand Inspectors General, we say this, that you may repeat it to the brethren of the 32nd, 31st and 30th degrees: all of us initiates of the high degrees should maintain the Masonic religion in the purity of the Luciferian doctrine. If Lucifer were not God, would Adonai, the God of the Christians, whose deeds prove his cruelty, perfidy and hatred of man, his barbarism and repulsion for science, would Adonai and his priests calumniate him? Yes, Lucifer is God, and unfortunately Adonai is also God… religious philosophy in its purity and youth consists in the belief in Lucifer, the equal of Adonai
(Pike, in A.C. de la Rive, La Femme et l’Enfant dans la Franc-Maçonnerie Universelle (The Womand and the Child in Universal Freemasonry), p. 588)
Não é muito, eu sei. Mas já é o suficiente para perceber o caráter neopagão e gnóstico por trás dos rituais maçônicos.
Infelizmente isso é lamentável porque impossibilita qualquer debate a respeito das influências ideológicas vigentes nas Treze Colônicas e nos líderes pós-1776.
Os iluministas founding fathers misturavam liberalismo lockeano (que visava fundamentar a REVOLUÇÃO inglesa), racionalismo, estoicismo, deísmo naturalista e imaginário maçônico.
http://www.economist.com/daily/chartgallery/displays…_id=11998481RELIGION has always played an important role in American politics. But a new survey by the Pew Research Center suggests that a narrow majority of Americans now think that churches and other religious organisations should keep quiet when it comes to social and political matters. Most notable is the sharp increase since 2004 in Republicans who believe that churches should keep out of politics. This shift in opinion may represent frustration and disillusionment among social conservatives rather than a genuine desire for a political system free of religious influence.
Será que alguém acredita que essa discussão sobre a expulsão da religião da esfera pública poderia ser PENSADA na Espanha do século XVI? Na Idade Média? Durante o Império Bizantino? Na autocracia russa medieval e moderna?
Nestas sociedades, a existência disto aqui seria possível?
A "população mais cristã da História" é majoritariamente favorável ao abortismo:
Change in Pro-Life Vs. Pro-Abortion over the last 5 years
"With respect to the abortion issue, would you consider yourself to be pro-choice or pro-life?"
Pro-life rose from 33% to 43%
Pro-choice declined from 56% to 48%
Source: Gallop Poll as reported in the New York Times, 1/21/01
Batam no peito, brazucas! A população brasileira é majoritariamente contrária ao aborto. Já no "maior país cristão da História", mais de um milhão e trezentos mil abortos foram realizados em 2000 (mais de dois por cento de todas as mulheres entre quinze e quarenta nove anos abortaram então).
Esse desrespeito pela vida humana deixa Saddam Hussein no chinelo!
Os artigos do Olavo que você citou são pós-Jardim e só reforçam o que o André diz sobre a mudança de posicionamento do Olavo. Mudar de posicionamento não é pecado.
Sobre a Maçonaria americana, há duas cousas importantes a se dizer:
1) o caso do assassinato ou desaparecimento do Capitão Morgan
2) Albert Pike
O resto Evola já disse.
E Guenon.
Outra observação: a maçonaria, desde o caso Morgan acima citado, vem perdendo influência nos EUA sem parar. Foi fundamental na fundação do império americano, mas quem fundou os EUA do pós-guerra foi a Skull and Bones, que moldou a CIA e o "governo secreto".
Sobre o anti-cristianismo da Skull and Bones e Bohemian Grove, acredito que não é preciso dizer nada.
O luciferianismo maçônico ali evoluiu para o satanismo explícito de Hell Fire Club.
"É claro que a "religião de César" tomou seu aspecto final no Estado laico americano, isto é inegável. No entanto era algo que já estava se desenvolvendo, não nasceu ali com os "Founding Fathers" de uma hora para outra"
"A restauração da Monarquia não será um assunto local, será um fenômeno mundial...As repúblicas e democracias terminarão, comunismo e socialismo uma coisa do passado..." (Mais a Respeito do Grande Monarca, por Yves Dupont, World Trends #41, Agosto de 1974)
"Em todas as épocas os homens têm sido divinamente instruídos em matérias expedientes para a salvação dos eleitos...e em todas as épocas houveram pessoas possuídas pelo espírito da profecia, não para o propósito de anunciar novas doutrinas, mas para dirigir ações humanas." (-São Tomás de Aquino: Summa: 2:2:174: Res. et ad 3)
"Sua espada será movida pelo poder Divino......" (Rudolph Gekner, Século XVII)
"E uma voz virá dos céus: 'Eis aqueles a quem eu escolhi'" (p.e. o Grande Monarca e o Santo Papa) (Premol, Século V)
"Um Rei Franco governará um dia o Império Romano inteiro". (Santo Agostinho, Século V)
"O sexto período (de tempo) começará com o poderoso Monarca". (Ven. B. Holzhauser, Século XVII)
"Os bons triunfarão quando o retorno do Rei for anunciado". (Cura de Ars, Século XIX)
"Ele virá da Flor-de-Lis..." (Antiga profecia saxônica)
"... um Rei da Casa dos Lírios..." (São Cataldo, Século V)
"Ele deverá recuperar a Coroa dos Lírios....." (São César, Século V)
"A Flor Branca novamente toma posse do Trono da França." (Santa Hildegarda, Abadessa Alemã, Século XII)
"Ele deverá herdar a Coroa da Flor-de-Lis" (Bispo Ageda, Século XII)
Ele deverá destruir as seitas judaicas e maometanas." (Santa Brígida)
"Ele invadirá a Grécia e será feito Rei dela." (Cataldo, Século V)
" ... em outro lugar, conduzirá a estranha raça arábica." (Nostradamus)
"O Grande Monarca ... conquistará o Oriente (Médio)." (Pareus, Século XVII)
"Chipre, os Turcos e os Bárbaros ele subjugará." (Cataldo, Século V)
"A Águia também invadirá os países maometanos." (Santa Brígida, Século XIV)