Fórum Olavo de CarvalhoArquivo da comunidade do Orkut · 2004–2013

Bilderberg

Iniciado por inocncio em 23/07/2006 · 100 mensagens · página 2 de 2

priscila#51
E aí?
Não vou deixar esse tópico DESPENCAR, não!
Alguém mais tem algum comentário a respeito?????
priscila#52
Cassiano, muito obrigada.

demais amigos: o livro é baixável - ainda não li, e não tenho portanto nrnhuma opinião a respeito dele.
Vamo ver.

Precisa saber inglês, Lu...
Mas, se for bom, prometo que traduzo pra você!!!!!
Me aguarde, abç grande!
priscila#53
Vou ver o que tenho, amigo.
Se vc tiver algum título, não faça cerimonia: manda que eu traduzo, o prazer é meu.
Problema é tempo, mas se vc não se importar em esperar un poquitito, tudo bem!
Bjcas!
inocncio#54
Vejam o que disse David Rockefeller, um dos maiores traidores da história dos Estados Unidos e da Humanidade:

"Independentemente de seu preço a Revolução Chinesa teve um êxito evidente não só na hora de criar uma adiministração mais eficaz e dedicada, mas também na hora de fomentar um moral elevado a um propósito comum [...] a experiência social realizada na China sob o mandato do presidente Mao é um dos êxitos mais importantes da história da humanidade"

Estas são palavras do fundador da comissão trilateral dos Estados Unidos da América e seguramente um dos homens mais importantes na história do Estados Unidos.
O quê os Rockefeller poderiam ganhar com o socialismo? Monopólio. Desde as suas origens essa família sempre praticou políticas monopolistas que alçaram suas empresas ao topo, entre elas a Standard Oil Company. Sob a fachada de múltiplas organizações beneficientes que sustentam famílias em países subdesenvolvidos ou na África esconde-se na verdade uma mega corporação com braços na política dos EUA desde há muito cujo único objetivo é ferir os EUA nos seus mais sólidos pilares: liberdade e autonomia. O objeto do Sr Rockefeller é desarmar os EUA e entregar o comando do futuro exército da ONU à Rússia, nação à qual este e outros traidores vem prestando imensos serviços nos últimos anos.
priscila#55
Se não me engano, foi o próprio que também disse - Não me interessa com que país eu esteja negociando: só me interessa se tal país me paga as faturas em dia.
(Bom, vou conferir se foi mesmo, mas acho provável...)
inocncio#56
Definitivamente esse é um daqueles livros que mudam a vida da gente. Ouso dizer que esse Sr de nome Daniel Estulin superou Olavo em muitas de suas ousadíssimas afirmações. O conteúdo é inacreditavelmente coerente e realista. A quantidade de referências e material coletado é assustador. Quando esse livro sair nos EUA cairá como uma bomba por lá. Não dá para imaginar que tanta coisa imunda foi omitida da opinião pública mundial durante tantos. A nossa liberdade nunca esteve tão ameaçada como agora. Infelizmente são muitos assuntos e muitas revelações aterradoras, mas procurarei dentro do tempo que me dispõe discutir cada uma delas dentro desse espaço. Aconselho fortemente a todos que amam a sua liberdade a comprar esse livro e le-lo o quanto antes.
inocncio#57
Excelente dica Murilo. Vou atrás.
inocncio#58
Este trecho do livro de Estulin me deixou paralisado:
Pág 223
"(...) A Motorola desenvolveu os biochips implatáveis para humanos BT952000(...) O biochip da Motorola mede 7 mm de comprimento e 0,75 mm de largura. Contém um transpoder e uma bateria recarregável de lítio. A bateria é carregada por um circuito termopar ( ou par térmico) com 250 mil componentes eletrônicos em que se produz a voltagem a partir de flutuações da temperatura corporal.
A bateria de lítio é carrega permanentemente a partir da variação de temperatura corporal. A título de anedota, os pesquisadores gastaram 1,5 milhão de dólares dos contribuintes para analisar as duas melhores partes do corpo onde se deveria implantar esse elemento para aproveitar os graus máximos de variação de temperatura. Depois de meses de investigação, determinaram que os dois melhores lugares para implantá-lo seriam, em primeiro lugar, a mão direita e, depois, a testa
inocncio#59
Agora, comparem:

Apocalipse 13:16-18
"Conseguiu que todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e escravos, tivessem um sinal na mão direita e na fronte, e que ninguém pudesse comprar ou vender, se não fosse marcado com o nome da fera ou o número de seu nome. Eis aqui a sabedoria! Quem tiver inteligência, calcule o número da fera, porque é o número de um homem, e esse número é seiscentos e sessenta e seis."
inocncio#60
Grandes corporações e governos estão de olho da tecnologia do futuro. Dinheiro virtual totalmente rastreável. Significa o fim do dinheiro em espécie. Não serão permitidas vendas e compras em que não se utilize o dinheiro do futuro sob pretextos mil, entre eles os de sonegação e terrorismo contra a Nova Ordem Mundial. Todos serão marcados para que possam ser controlados e rastreados pelo governo do futuro.
O grande olho que tudo vê. Alguém se lembra disso?

http://freemasonry.bcy.ca/symbolism/eye.html
inocncio#61
E então é aqui onde voltamos as teorias de conspiração e ao assunto do começo. Parece inevitável fugir disso.
O problema central é que o clube Bilderberg existe de verdade e os fatos mencionados estão acontecendo conforme menciona o autor do livro.
inocncio#62
O símbolo do "olho que tudo vê" sob uma pirâmide é um conhecido símbolo maçônico está na nota de um dólar americano.
inocncio#63
A MONDEX International, o primeiro sistema de cartões inteligentes, está preparado para uma rápida implementação global. Fundado em 1993 pelo NATWEST (o banco pessoal da família real) e com 51% das suas ações possuídas pela MASTERCARD é agora o decidido vencedor dos sistemas de dinheiro vivo eletrônico. Os primeiros países a empregar o MONDEX em âmbito nacional em 1998 foram o Reino Unido, Canadá, Austrália, Nova Zelândia, Israel, Hong Kong, China, Indonésia, Macau, Malásia, Filipinas, Cingapura, Tailândia, Índia, Taiwan e Sri Lanka. Espere nas próximas semanas por anúncios nos EUA e na União Européia. "Esta é a fase final da transformação desse sistema em uma realidade global", disse Robin O'Kelly da Mondex International. "Com o apoio da MasterCard, não há nada que possa impedir a Mondex de se tornar o padrão global." Nota: MON-DEX é uma combinação de duas palavras, monetário e dexter. Webster (um lexicógrafo americano) as define como {monetário - referente a dinheiro} {dexter - pertencendo a ou na mão certa}.
i_orkut_2#64
O dia que a gloriosa revolução socialista mundial triunfar

Essa frase é uma piada... e engraçada!!
inocncio#65
Pois é Isabela. Eu também gostaria que fosse. Mas para essa gente nunca esteve tão perto.
priscila#66
"Não deve passar" é a sua opinião pessoal, não é mesmo,Rafael?
E onde é que cê regula seu achômetro, só pra gente saber?
roberto_10#67
Aqui vão três links, que são textos completos de autores citados por Daniel Stulin no livro que está se disctutindo aqui, e que são de fundamental importância para compreender o Cluber Bilderberg.

http://www.mega.nu/ampp/gary_allen_rocker/index.html
http://reformed-theology.org/html/books/bolshevik_re…n/index.html
http://reactor-core.org/none-dare.html

Espero que sejam úteis aos que estão pesquisando...
inocncio#68
Jesus foi o maior libertário que existiu? Acredito que sim.
inocncio#69
É inacreditável, mas é fato: a União Soviética é apenas uma Oceânia, uma Eurásia contruida com dinheiro do contribuinte americano !!! É impensável como a URSS venceu a gerra fria destruindo os EUA por dentro, corroendo gradativamente e lentamente as instituições americanas e levando os americanos a abrirem mão das suas liberdades individuais. O 11-S é uma farsa, parte de um esquema de uma série de atos que saíram de dentro do coração do CFR para que os americanos entregassem as suas liberdades. Eu achava que a democracia no Brasil era uma ilusão mas nunca podia imaginar que em plena terra da liberdade o grau de alienação das pessoas fosse tão grande.
inocncio#70
Buda foi um libertário a altura de Cristo? Talvez sim. Porém não existe um anti-Buda mas existe um anti-Cristo. Pq essa dualidade?
roberto_10#71
Creio que é apenas a partir de Cristo que surge uma autêntica dimensão histórica que torna o anticristo possível. Baseio-me em Xavier Zubiri para responder à sua pergunta.
inocncio#72
Mas e Buda, não era um libertário também?
roberto_10#73
A revelação no budismo é especificamente diferente da cristã. A revelação cristã se dá por meio de uma narrativa; o evangelho "é" uma narrativa; ele não é fundamentalmente uma doutrina. O fato de que ele seja uma "história" que deve ser contada, dá a idéia aos filósofos cristãos de uma dimensão "histórica" da realidade que era ignorada pelos antigos. Com o surgimento dessa nova dimensão, surgem também possibilidades inerentes a ela. Possibilidades superiores e inferiores. As possibilidades históricas superiores seriam encarnadas em tipos análogos de Cristo, que são os santos; as possibilidades inferiores seriam a encarnação de análogos do anticristo, até o surgimento da encarnação mesma do mal: o anticristo, o tipo contrário de cristo. Creio que haja uma espécie de antibuda, mas certamente a sua manifestação não se dá em nível histórico.
roberto_10#74
Mais uma coisa: em um livro de Mário Ferreira dos Santos, de que não me lembro agora, ele afirma que o cristianismo é uma religião concreta, no sentido específico que ele costuma dar a esse termo. Por isso, o cristianismo atualiza tudo que há de positivo nas outras revelações. Ele condensa em si o que há de melhor em todas as outras religiões. É a revelação das revelações. Quem se converte ao islamismo, por exemplo, certamente adquire um "status" superior, por fazer parte de uma tradição, no sentido de René Guénon, mas não o "status" máximo, ou seja: o de Filho de Deus. A revelação cristã possibilita àquele que dela participa a filiação divina direta.

Buda certamente foi um análogo de Cristo, mas não o Centro da História. Cristo não é mais uma das muitas encarnações divinas análogas ao Verbo, no sentido de Guénon, mas a Encarnação do Logos mesmo. Desta forma, quem quer que se oponha ao Cristo, tornando-se anticristo, opõe-se não só ao Logos encarnado, mas a tudo ou a todos que Lhe sejam análogos. Como diz o Estulin no livro, o "establishment" não está só contra o cristianismo. Está contra todas as religiões.
roberto_10#75
Essa dimensão histórica de que eu falei foi percebida de forma magistral por Santo Agostinho no livro “A Cidade de Deus”. Ele ensina que só há propriamente sentido histórico porque há uma Cidade de Deus: a tradição cristã, a comunidade dos Santos. Fora disso, há uma mixórdia de eventos sem sentido algum. O rompimento com a tradição cristã tiraria o homem desta dimensão histórica sobrenatural plena de sentido, e o lançaria para uma dimensão inferior, na qual não haveria mais sentido algum. É exatamente o que o “establishment” pretende fazer. Acabar primeiramente com o cristianismo, que dá um sentido sobrenatural aos homens em nível histórico. E depois acabar com todos as outras revelações, tirando-lhe definitivamente o contato com o sobrenatural em qualquer outro nível espiritual superior que seja. Assim, ser anticristo é o mesmo que ser antibuda.
inocncio#76
Apreciou imensamente o seu ponto de vista. Porém, como agnóstico essa interpretação não nos remete a uma visão inteiramente ocidental da questão? Buda também é a base de uma civilização muito mais antiga do que a nossa e de muitas e muitas gerações anteriores ao cristianismo em si. Respeito o seu ponto de vista com relação ao "status" religioso do cristianismo porém não entendo em que ponto resvala a superioridade de uma religião em relação à outra. Ambas pregam basicamente as mesmas coisas porém com matizes diferentes. O budismo crê na reencarnação, o cristianismo não. Há quem garanta que durante o exílio Jesus esteve na Índia. Porém essa é uma visão que ainda carece de comprovações históricas.
inocncio#77
Por isso a minha indagação sobre o ocidentalismo dessa visão.
roberto_10#78
Não é uma questão puramente doutrinária. O cristianismo não é só superior doutrinariamente. Ele é superior porque desvela, para o homem ocidental, uma perspectiva histórica que as outras religiões não puderam desvelar. Há, sem dúvida, uma espécie de unidade transcendental das religiões, mas o cristianismo diferencia-se especificamente pela dimensão histórica que abre. O anticristo atua históricamente porque essa é a dimensão própria do cristianismo. Há uma dimensão espiritual própria do budismo, que certamente não é histórica, ou antes, não a enfatiza tanto quando o cristianismo, pelo fato de este último ser comunicado por meio de uma "narrativa". A diferença específica do cristianismo repousa justamente aí.
inocncio#79
Alguns cientistas atacam essa base histórica do cristianismo alegando que não existem comprovações arqueológicas suficientemente fortes sequer para provar que um dia Cristo tenha existido. Essa, no seu modo de ver, não é uma maneira que essas pessoas "supostamente a serviço da verdade" estão encontrando para tentar minar as bases do cristianismo em favor do darwinismo, ou em resumo: comunismo?
roberto_10#80
Sugiro, para entender o que eu disse, a aula n°09 "Filosofia Patrística e Escolástica" da "História essencial da filosofia", do Olavo de Carvalho. Veja o que ele diz logo no primeiro paragrafo da transcrição da aula "Esse fenômeno da filosofia cristã é, desde o início, marcado por uma série de peculiaridades. A primeira peculiaridade é que a filosofia cristã surge de dentro do cristianismo, o qual evidentemente não surge como uma doutrina, mas como um acontecimento – um acontecimento de escala macroscópica que de repente inaugura as bases de uma nova civilização."
Sugiro, também, a leitura do livro "Naturaleza, Historia y Dios", de Xavier Zubiri http://www.zubiri.org/works/spanishworks/nhd/nhdcontents.htm
a aula nº 16 do Olavo "Xavier Zubiri" e o livro de Northrop Frye, "Codigo dos Códigos, A Bíblia e a literatura".
roberto_10#81
Com relação ao debate do evolucionismo, veja a opinião do Olavo que eu colhi da aula 14, "Idéia versus Realidade", em que ele responde à pergunta de um aluno sobre a questão do Evolucionismo: "[...] Esse debate, até hoje ninguém sabe quem morreu: eu garanto que foi ele, ele garante que fui eu. Quem quer que tenha uma conclusão sobre isso está mentindo, pois, quando aparecem cinqüenta argumentos a favor, aparecem cinqüenta argumentos contra.é que a evolução se tornou um negócio ideológico, é uma espécie de pseudo-religião, então é preciso manter aquilo. Por outro lado, os camaradas que são contra a evolução insistem não na idéia de que não houve evolução, de que não houve nenhuma transformação, mas de que houve uma evolução orientada por um propósito. Há, então, dois debates encavalados, na verdade: o evolucionismo versus o antievolucionismo [...]

O Olavo refere-se também ao problema que existe em provar a teoria da evolução em termos empíricos: "[...]Vamos supor que, se você conseguisse pegar toda a evolução de uma determinada espécie ( e nunca se conseguiu nenhuma, na verdade), com todas as etapas intermediárias, se conseguisse provar aquilo para uma, não estaria provado para as outras."
marcos_12#82
Muito bom o comentário à respeito da pergunta do Salgado quanto o por que da existência de um anticristo e de não a de uma antibuda. Foi exatamente a primeira coisa que pensei antes de ler teu comentário: todo o anticristo é necessariamente contra todas as religiões, já que, em última instância, seu objetivo não é apenas eliminar o Cristianismo, mas o seu elo com o infinito, elo esse aberto por outras religiões.

Porém, deixe ver se eu entendi: a "superioridade" do Cristianismo não se refereria ao fato de que ele possui uma dimensão histórica. Até a aí, tudo bem. Porém, não seria mais correto dizer que ele cria um elo entre o histórico e o a-histórico?? Em outras palavras: abriria uma porta direta desse para aquele mundo??
Do mais, ao que eu saiba, o Islã também faz o mesmo e, de certa forma, todas as religiões verdadeira também o fazem, inclusive o budismo na medida em que a experiência concreta de Buda o levou a propagar sua doutrina.

Portanto, me parece que não se poderia falar em superioridade cristã na medida em que as outras religiões relatam fatos verdadeiros experimentados por seus fundadores, ainda que o Cristianismo seja fundamentalmente diferente pelo o que disseste à respeito da narrativa, da experiência singular e de sua cosmovisão.
roberto_10#83
Há uma outra aula em que o Olavo fala sobre essa questão da veracidade histórica do Cristianismo. Vou procurá-la e copiar o trecho em que ele põe a questão.
roberto_10#84
Não sou eu quem penso assim, estou refletindo o que o Olavo falou acerca disso numa aula. Ele diz que o indivíduo que se converte para o Islam cai ontologicamente. Passa de um "status" de filho de Deus para um de escravo. É uma tradição válida, com certeza, mas com um estatuto ontológico menor que o do cristianismo. O leque de possibilidades que o cristianismo abre para ser atualizado é muito maior do que o do islam. Dentro deste leque de possibilidades aberto pelo cristianismo está a possibilidade da liberdade plena do indivíduo, que não há na tradição islâmica.

Vou procurar o trecho em que ele fala sobre isso e vou copiar aqui para você ver.
inocncio#85
Essa questão histórica ao meu ver é exatamente um dos pontos autos do Budismo. Existem registros históricos incríveis para nós ocidentais na Índia. O elo do budismo com a história da civilização humana é ao meu ver um dos pontos altos da sua doutrina. Exatamente isso que a "Teosofia" do novo governo mundial tenta buscar porém falha ao interpretar erroneamente muitos fatos relacionados à história indu e mais especificamente sobre o cristianismo (que ela tenta destruir).
marcos_12#86
Tranqüilo, não disse que a idéia era tua. Obrigado pelos esclarecimentos!
priscila#87
Sem dúvida. O status do indivíduo no Islã, em que pese meu profundíssimo repeito por essa religião, não é o mesmo da proposta Católica. Para um islamita, Deus é um terrível Senhor. Para um judeu, um Mestre severo. Só no Catolicismo Deus é o Pai que nos ama.
(Digo isso porque meus avós & bisavós foram uma mistura interessante: islâmicos, judeus, e católicos romanos - o que me deu acesso, desde pequena, às três tradições, e é assim que as vejo).
Mais uma vez, Olavo tem razão.
roberto_10#88
Olavo afirma, na aula 14 “Idéia versus Realidade” pág. 50, que há “[...]uma guerra de civilizações há séculos[...]”. Ele está se referindo ao embate entre a filosofia Ocidental de Santo Tomás de Aquino e a Oriental de Averróis e o tipo de sociedade que daí resulta. Depois, referindo-se à sociedade judaico-cristã diz que “[...] criou este direito, mais aquele, mais aquele. [...]”. Em contrapartida, afirma que a sociedade Islâmica é aquela que “[...] toma todos esses direitos, mas devolve um senso de ser normal[...]; senso de ser normal que vem sendo tirado da sociedade cristã nos últimos séculos em virtude do socialismo e do comunismo. Embora o islam devolva este senso perdido de normalidade, ela “[...] é uma normalidade diminuída, pois a condição do muçulmano é uma condição extremamente baixa. Você vai perder suas prerrogativas de judeu e de cristão, que Deus já tinha aberto, e agora não vai ser nem povo eleito e muito menos filho de Deus: vai ser abed, quer dizer, povo escravo.
roberto_10#89
É isso aí, Priscila, o Olavo mais uma vez tem razão.
inocncio#90
Talvez o islã esteja mais relacionado aos planos dos Bilderberg do que a Teosofia. Pouquíssima gente sequer já ouviu falar em Teosofia um dia. Acho que nesse ponto Olavo deve estar desinformado ou mal informado.
priscila#91
Não acho, Salgado, que Bilderberg (o símbolo que "Bilderberg" representa) tenha qualquer coisa a ver com reais (no sentido de verdadeiros) fundamentos de qualquer uma das três grandes religiões monoteístas.
Posso estar enganada, mas é o que penso.
priscila#92
E, exatamente por sua SUPERIORIDADE ontológica, o Cristianismo é o inimigo a ser MAIS combatido. É possível - é até estratégico - que alguém se alie a um inimigo menos importante (ou perigoso) para vencer um inimigo mais importante comum... A "quebra" da aliança viria depois.
Nesse sentido, o Islã é utilizado a torto e a direito como arma contra o Cristianismo - deixo a ressalva que isso acontece porque, exatamente por seu menor status ontológico (mencionado acima pelo Roberto) - é mais simples que se manobre o Islã do que se manobre o Cristianismo, a pedra sem fendas. Embora, como é evidente, isso não deixe de ser tentado, mesmo DENTRO da Igreja Católica Romana.
priscila#93
E, amigo Salgado, não é preciso que as pessoas saibam o que é Teosofia. Não é preciso que as pessoas saibam nada, francamente.
Quanto menos souberem, aliás, mais facilmente serão convencidas - ou, eventualmente, e conforme as circunstâncias, desconvencidas...
inocncio#94
Mais detalhes sobre a quinquagézima segunda reunião Bildeberg em Otawa.

http://www.noticiasdaamadora.com.pt/nad/artigo.php?aid=8223
roberto_10#95
Muito interessante isso que você falou sobre a estratégia de unir-se para combater um inimigo comum. Só tenho uma dúvida; na aula "Idéia versus Realidade" o Olavo, na pág. 47, respondendo a uma pergunta do aluno, diz "O Islã está contaminado pelo comunismo, mas na verdade ele não foi afetado por nada do comunismo, está usando-o. Durante um tempo, ele foi usado, mas agora o está usando, e mantém sua unidade. E está não somente em expansão quantitativa, no sentido de alguns ocidentais se converterem a isso, mas é também um fenômeno de massa.[...]". Não sei quando a aula foi gravada. Será que ele mudou de opinião de lá para cá? Sim, porque pelo que eu entendi do que você falou, seria o comunismo lançando mão do islã para acabar com o inimigo comum que seria o cristianismo. É isso mesmo?
roberto_10#96
Desculpe, Priscila, o post anterior era para você. Esqueci-me de pôr o seu nome lá.
inocncio#97
É isso mesmo. Acredito exatamente nisso. Não somente do cristianismo mas também de todas as demais religiões que pregam a liberdade do ser humano como o judaismo e o budismo.
priscila#98
Sim, é isso mesmo o que eu quis dizer.
A jihad é uma idéia religiosa absolutamente adequada pra ser utilizada em qualquer luta: basta que se identifique ao máximo o inimigo religioso com qualquer outro inimigo. Do ponto de vista do verdadeiro Islã, da forma como me foi ensinado por minha bisavó andaluza, a jihad é uma atitude de defesa da fé, jamais uma atitude de ataque ou de opressão. Ela entendia a jihad como um cristão - decente - entende as cruzadas (e com muito melhor razão): uma coisa a ser vista à luz dos tempos, a ser analisada num outro contexto e num outro conjunto de circunstâncias, que graças a Alá tinham mudado!
Mas, voltando: Penso que o comunismo ateu não ia deixar passar uma boquinha dessas, tão apropriada para ser usada em sua luta contra o código moral e ético da civilização judaico-cristã... Daí a gradual infiltração desse comunismo dentro do Islã, sob a égide de uma idéia que me irrita profundamente - a de "fundamentalismo", uma palavra manipulada exatamente pra associar o Islã - e só o Islã - para sempre à dita guerra.
Esse não é o Islã que pessoalmente conheço: ao contrário, o que eu conheço é uma religião de fato menos sofisticada (pra usar um termo laico) que o Cristianismo e o Judaísmo, mas preocupada igualmente com a convivência amiga entre os povos do Livro, a quem manda respeitar e tratar como irmãos.
Me lembro de ter lido um artigo do Olavo de Carvalho a esse respeito, denunciando publicamente a manipulação do termo que tanto me revoltava - e da alegria que tive ao ver que alguém tão conhecido e respeitado finalmente aparecia pra levantar a voz em nome da justiça e da verdade...
Caso você tenha material do Olavo a respeito do assunto, ficaria gratíssima se me enviasse algum link!
E, embora eu não seja Islamita, termino com o la ilaha illa Allah em memória da bisa querida (Alá é o único Deus= existe um único Deus). Abçs!
E, ah, eu também vivo me esquecendo de endereçar as postagens! Não se preocupe, entendi que era pra mim!
priscila#99
Viu? Esqueci igualmente de dizer que a postagem era pra você, Roberto! Pode uma coisa dessas?????
priscila#100
Ô, Glen, até encabulei...
Obrigada, grande abraço, amigo!

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