Fórum Olavo de CarvalhoArquivo da comunidade do Orkut · 2004–2013

A formação do Anticristo acadêmico

Iniciado por sodr em 25/07/2006 · 84 mensagens · página 1 de 2

sodr#1
Na Europa entre os séculos XI e XIX alguns calculam que morreram em torno de 75 milhões de protestantes, judeus e hereges em geral pela inquisição, principalmente no periodo da reforma

Dezenas de milhões de protestantes e judeus refugiaram-se nas Américas neste período enquanto países como o Brasil no período de emigração européia recebia proporcionalmente baixas quantidades de imigrantes.

A Europa, exceto Alemanha, Inglaterra, parte da Irlanda e alguns pontos isolados, ficou quase vazia de protestantes e ex-católicos que tentavam reinterpretar a religiosidade medieval com todas as suas conhecidas incoerências.

Vazia de reintérpretes teológicos , o quadro ideologico paradigmático da mentalidade teocêntrica representados por aqueles que mantinham a fé cristã sem ser reformada e sem aceitar as reformas propostas por Lutero, Calvino e uma legião de “hereges” , ficou enfraquecido.

Os de idéias seculares, atéias, racionalistas, “iluministas”, naturalistas, antireligiosas, anticristãs, antiteológicas, e helenistas, tomariam conta da Europa facilmente.

Com a revolução industrial e o avanço cientifico, abraçaram seu mascote científico, e dedscobriram na ciência sua forma de marketing politico impondo princípios filosóficos naturalistas que os beneficiariam e recusariam toda e qualquer visão teológica, revelacional, sobrenatural, metafísica como pertencente a realidade por mais que abrissem precedentes a “projetos metafísicos” (Popper)

Fundou-se a partir de então um modelo de pensamento “intelectual” no mundo que hoje norteia todo o conteúdo programático das instituições de Ensino sobretudo ocidentais.

Os grandes argumentos da Grécia horizontal sensorial meio abandonados por ocasião do advento do cristianismo, tambem ressurgia de seu anonimato sob o império romano papal e agora encabeçaria uma revolução no pensamento humano, mergulhando-nos novamente em areópagos, mitologias substitutas e cientificismo como formas de explicação da tão inatingível “verdade”.
luisgustavo_2#2
Eu queria ver esse cálculo. Já ouvi dizer de historiadores anti-católicos que imputaram até 4500 mortes pela inquisição, nestes 8 séculos. 75 milhões é um fenômeno.
sodr#3
Boa Gustavo

Estou pesquisando mais sobre o número
http://www.weirdload.com/inquis.html

alguns calculam em até 100 milhões, não sei se referem-=se a mortes diretas ou indiretas, onde por exemplo, bulas papais moviam exercitos inteiros em busca dos hereges.
gerson#4
Imagina, a inquisição não matou ninguém...
sodr#5
Estou aguardando maiores informações sobre cálculos das mortes na inquisição, mas independente deste numero, o que gostaria de enfatizar é o quadro demográfico intelectual-teológico da europa que em face da emigração em massa e perseguição da inquisição ficou de vazio para silenciado e foi este quadro que precedeu os movimentos intelectuais horizontais europeus que definiriam os principios e as regras que norteariam "todos" campos de ensino, inclusive o teológico
sodr#6
Excelente Roberto! Vou pensar mais nisso
sodr#7
Então poderíamos dizer que o protestantismo deu a liberdade que necessitava a voz horizontal reprimida? E da mesma forma, esta voz encontraria eco na europa vazia daqueles protestantes menos nominais que eram perseguidos ou que se refugiaram para a america do norte?

Qual análise vcs fariam Roberto e demais?
gustavo_15#8
Sodré,

Perguntar não ofende:

1- Vc esta tirando essas informações que tem espalhado pelo orkut (ex. 75 milhôes de mortos pela Inquisição) de onde? Por acaso foi de algum sonho que vc teve?

2- Vc quer chegar exatamente onde? Na conclusão brilhante que a Inquiseção é culpada de todos os males do mundo moderno? Já adianto que não vai ser muito original...

G.B.
priscila#9
Analisar a Inquisição fora do contexto no qual ela existiu é, mesmo, absurdo - e leva ao espanto de que tal coisa tenha contecido, e uma sensação de horror. Entendo perfeitamente.
Dentro do contexto medieval, no entanto, essa análise é inteiramente diferente. Mesmo. A justiça, a visão do mundo e da vida - tudo era outro.
A mesma coisa acontece quando se analisam as Cruzadas - tanto do ponto de vista Cristão quanto do ponto de vista árabe...
Certamente um homem dessa época que nos analisasse a nós teria o mesmo horror, porque vivemos dentro de um contexto só compreensível para ele através de um esforço intelectual - grande, por sinal.
Enfim, o Glen tem razão. O Gustavo, claro, também: a Inquisição tem sido descontextualizada justamente pra servir de apoio à teoria de que a Cristandade é perversa, e a grande culpada dos males da civilização do ocidente.
O que é uma evidente injustiça, uma óbvia manipulação, e demonstra, no mínimo, desconhecimento do mundo medieval.
sodr#10
Há uma gritante diferença entre os comentarios sobre a inquisição feitos por historiadores antigos e modernos. A impressão que tenho é que parece que existe uma tentativa de maquiar este monstro atualmente.
sodr#11
Rodrigo, bom seria procurarmos mais fontes sobre o comportamento dos cátaros, pois esta descrição parece muito cômoda para se justificar os assassinatos e "justificar" a sua perseguição inquisitoria
sodr#12
Com a promessa de irem diretamente para o Céu, sem passagem pelo purgatório, muitos homens eram exortados pelos inquisidores para guerrearem contra os hereges. No ano de 1209, em Beziers (França), 60 mil foram martirizados; dois anos depois, em Lauvau (França), o governador foi enforcado, sua mulher apedrejada e 400 pessoas queimadas vivas. A carnificina se espalhou por outras cidades e milhares foram mortos. Conta-se que num só dia 100.000 hereges foram vitimados. Depois de acusados, os hereges tinham pouca chance de sobrevivência. Geralmente as vítimas não conheciam seus acusadores, que podiam ser homens, mulheres e até crianças.
sodr#13
O massacre de São Bartolomeu ou a Noite de São Bartolomeu ficou conhecido como "a mais horrível entre as ações diabólicas de todos os séculos". Com a concordância do Papa Gregório XIII, o rei da França, Carlos IX, eliminou em poucos dias milhares de huguenotes. A matança iniciou-se na noite de 24.08.1572, em Paris, e se estendeu a todas as cidades onde se encontravam protestantes. Segundo o Livro "O Grande Conflito", foram martirizados cerca de setenta mil nesse massacre. "Quando a notícia do massacre chegou a Roma, a alegria do clero não teve limites. O cardeal de Lorena recompensou o mensageiro com mil coroas; o canhão de Santo Ângelo reboou em alegre salva; os sinos dobraram em todos os campanários; e o Papa Gregório XIII, acompanhado dos cardeais e outros dignitários eclesiásticos, foi, em longa procissão, à igreja de S.Luís, onde o cardeal de Lorena cantou o Te Deum. Um sacerdote falou "daquele dia tão cheio de felicidade e regozijo, em que o santíssimo padre recebeu a notícia e foi em aparato solene dar graças a Deus e a S.Luís".

Para comemorar e perpetuar na memória dos povos esse horrendo massacre, por ordem do Papa Gregório XIII foi cunhada uma moeda, onde se via a figura de um anjo com a espada numa mão e, na outra, uma cruz, diante de um grupo de horrorizados huguenotes. Nessa moeda comemorativa lia-se a seguinte inscrição: "UGONOTTORUM STANGES, 1572" ("A MATANÇA DOS HUGUENOTES, 1572"). Em seu livro "OS PIORES ASSASSINOS E HEREGES DA HISTÓRIA", o historiador e pesquisador cearense Jeovah Mendes, à pág. 238, assim registra a fatídica Noite de S.Bartolomeu: "Papa Gregório XIII (Ugo Buoncompagni) (1502-1585) - Em irreprimível ritmo acelerado recrudescia o ódio contra os protestantes em rumo de um trágico desfecho. O cardeal de Lorena, com a aprovação e bênção pontifícia de Gregório XIII, engendrou o mais horrível banho de sangue por motivos religiosos em toda a História da França ou de qualquer nação do mundo. Consumou-se o projeto assassino aos 24 de agosto de 1572, a inqualificável NOITE DE S.BARTOLO
sodr#14
MEU, sendo nesse macabro festival de sangue, morto o impetérrito Coligny, mártir do Evangelho e honra de sua Pátria. Como troféu da bárbara carnificina, a cabeça de Coligny fora remetida ao "sumo pontífice" Gregório XIII (Maurício Lachatre, História dos Papas, vol. IV, pg. 68)".

O Massacre Dos Albigenses

Albigenses eram os nascidos na cidade de Albi, sul da França. Em 1198, por iniciativa do Papa Inocêncio III, foram instituídos "Os Inquisidores da Fé contra os Albigenses". Esses franceses foram considerados "hereges" porque seus ensinos doutrinários não se alinhavam com os da Igreja de Roma. O extermínio começou no ano de 1209 e se estendeu por 20 anos, quando milhares de albigenses pereceram. Fala-se em mais de 20.000 mortos, entre homens, mulheres e crianças.
O Massacre Da Espanha

Tomás de Torquemada (1420-1498), espanhol, padre dominicano, nomeado para cargo de grande-inquisidor pelo Papa Sisto IV, dirigiu as operações do Tribunal do Santo Ofício durante 14 anos. "Celebrizou-se por seu fanatismo religioso e crueldade". De mãos dadas com os reis católicos, promoveu a expulsão dos judeus da Espanha por édito real de 31.03.1492, tendo estes o prazo reduzido de quatro meses para se retirarem do país sem levar dinheiro, ouro ou prata. É acusado de haver condenado à fogueira 10.220 pessoas, e cerca de 100.000 foram encarceradas, banidas ou perderam haveres e fazendas. Tudo em nome da fé católica e da honra de Jesus Cristo.
sodr#15
O Massacre Dos Anabatistas

Grupo religioso iniciado na Inglaterra no século XVI, que defendia o batismo somente de pessoa adulta. Por autorização do Papa Pio V (1566-1572), cem mil foram exterminados.
O Massacre Em Portugal

Diante dos insistentes pedidos de D. João III, o Papa Paulo III introduziu, por bula de 1536, o Tribunal do Santo Ofício em Portugal. As perseguições foram de tal ordem que o comércio e a indústria na Espanha e em Portugal ficaram praticamente paralisados. "As execuções públicas eram conhecidas como autos-de-fé. No começo, funcionaram tribunais da Inquisição nas diversas dioceses de Portugal, mas no século XVI ficaram apenas os de Lisboa, Coimbra e Évora. Depois, somente o da capital do reino, presidido pelo inquisidor-geral. Até 1732, em Portugal, o número de sentenciados atingiu 23.068, dos quais 1.554 condenados à morte. Na torre do Tombo, em Lisboa, estão registrados mais de 36.000 processos". Daí porque os 4.500 processos constantes dos arquivos de terror do Vaticano - Os Arquivos do Santo Ofício - recentemente liberados aos pesquisadores, não contam toda a história da desumana Inquisição.
jliocsar#16
A inquisição em sua época com os poderes que tinha e da forma que era aplicada era a uma das mais profundas formas de se fazer justiça contra o que era considerado pecado. Hoje esta forma não é mais aceitável. No entanto continuam hoje a julgar e condenar com crueldade "medieval" pessoas sem lhes dar a mínima chance de defesa. Contra quem faz isso nos dias atuais, no entanto, não se veêm críticas tão severas como as contra o Tribunal do Santo Ofício. Querer lutar de todas as formas contra a Igreja ou contra os valores que ela representa hodiernamente está muito... na moda.

Vejam só como tratam as ofensivas de Israel para se defender contra o Hizbollah. Os terroristas e a população que os apóia são santos e o governo israelense é o demônio. Enquanto Israel é atacado tudo bem... quando não se dá a outra face todo o mundo vai contra. Dá pra entender?
sodr#17
Que tal deixarmos de ser católicos ou protestantes ao comentar a historia da inquisição, a inquisição foi um monstro sim, com todas as l-e-t-r-a-s, existem museus ainda hoje testemunhando de seu espirito e farto material principalmente das VÍTIMAS, o horror foi tanto que alem de impulsionar inumerável contingente de imigrantes em busca da liberdade de consciência na américa do norte, de inspirar as duas primeiras leis da constituição americana, de legislar o laicismo, de arrebatar o "eterno" dominio papal, tem criado guerras até o dia de hoje.

Não precisamos ir muito longe para percecber seu espírito, temos a historia dos malditos jesuítas, os ensinos crueis de "São" Inacio Loyola, temos a opus Dei que retrata um pouco daquilo que existiu.
sodr#18
criou os EUA, pois a partir da promessa de liberdade civil e de crença, os EUA atraiu grande numero ded imigrantes europeus sedentos e ameaçados pela falta desta liberdade.

Criou o ateísmo e a repulsa religiosa, pois NADA justificaria tanto este extremo antireligioso que a historia viva e sangrenta dos tribunais do santo oficio ATÉ O DIA DE HOJE
sodr#19
Isso é um fato nítido, claro, perfeitamente demonstrável.

Nada produziu mais assassinatos que isso:

1. Cristãos nas arenas pagãs
2. Judeus massacrando cristãos
3. Judeus massacrados
4. Cruzadas
5. Inquisição
6. Terrorismo

E o povo como boiada sem discecrnimento apóia e segue a onda oficial EM TODOS OS TEMPOS

Falar portanto que um tribunal presente em varios séculos MATOU 100 milhões de pessoas, direta ou iondiretamente por sua influencia, é calcular por BAIXO
sodr#20
A diplomacia entre o Vaticano e os EUA só passa a existir a partir de 1984.

POrque?
sodr#21
Em muitos aspectos, A anglicana "protestante" se parecia mais com a católica
sodr#22
O que tem a ver o massacre de cristãos pelos romanos com o terrorismo atual?

Numa visão marxista nada.

numa visão que enxerga a natureza humana, religiosa, apegada, pagã x cristãos, maomé x ocidente infiel, tudo.
sodr#23
Quem encabeçou a perseguição a cristãos inicialmente desde a cruz, as cruzadas de "Saulo", desde o apedre3jamento de Estevão, movendo a força romana contra cristãos, foram os judeus..depois os pagãos se uniram a matança até o climax em Dioclesiano e a calmaria com a falsa conversão de Constantino
sodr#24
"Então, de acordo com este raciocínio, haveria uma perseguição continuada contra os cristãos desde o século I até os dias de hoje".

Até a falsa converão de Constantino (319) houve perseguiçção contra os cristãos fisicamente.

Depois de Constantino, os cristãos foram comprados pelo poder e fizeram largas concessões conciliatorias com os pagãos

Com o poder nas mãos os cristãos foram se corrompendo obviamente

Depois que Roma cai, ela retorna numa nova versão politico-religiosa-cristã e dá-se inicio a um poder onde o cristianismo essencial é sublevado pela "Igreja", pela noção de fidelidade maior a instituição

Vem algumass crises, separação da ortodoxa, iconoclasta

Vem os primeiros reformadores

Vem a reforma protestante
sodr#25
Liberdade de expressão
sodr#26
A libertação teológica traria resultados diversos na administração de conceitos agora novos na mentalidade sobretudo de protestantes mais abertos a pensar dee forma diferente e a serem audaciosos em novas idéias sem se preocupar com uma unidade.
sodr#27
Dizem que os seculares, ateus, e movimentos horizontais pegaram carona na reforma e guerras protestantes x católicos o que é demonstrado por estarem logo após a reforma. Certamente o primeiro lugar onde o pensamento secularizado teria espaço e liberdade tanto de pensamento como de organização e expressão seria em terras protestantes.

Mas esta expressão reprimida e expressa a partir da liberdade de pensamento concedida na alemanha, inglaterra e outros pontos libertados da inquisição, encontraria eco tanto na frança como em toda a europa vazia de reintérpretes da religião (reformadores).
gustavo_15#28
"O renascimento não foi só dos valores clássicos, mas também dos valores cristãos. Cristianísmo e catolicísmo medieval são automaticamente excludentes."

Toda vez que eu leio uma besteira como essa eu fico imaginando como falar é facil...
gustavo_15#29
Sodré,

Eu ainda estou esperando os 75 milhões de mortos pela Inquisição ou, em contrapartida, que vc pare de espalhar asneiras pelo orkut.

G.B.

PS: Quando mais asneira eu vejo um protestante falar mais eu percebo a falta que o Papa faz na vida de um cristão.
sodr#30
Oh Gustavo, que pena que não vou poder te dar o censo do numero de mortos, a carteira de identidade deles e o estado civil das vitimas, apenas uma conta matematica muito subjetiva
renato_2#31
Então tá. Vc na verdade não disse nada, acho que nem criou esse tópico Sodré. Sua intenção é só jogar titica no ventilador.
sodr#32
Creio que o fator que mais beneficiou o naturalismo-ateista que hoje norteia o ensino acadêmico, foi a justa e prevideente separação da Igreja-Estado encabeçada pelos protestantes com a finalidade de se não repetir a monstruosidade do poder civil e religioso juntos.
gustavo_15#33
Rafael,

Quem descartou algumas centenas de anos de cristianismo em nome de "teorias na moda" foi vc e não eu. Mas, esse tipo de atitude arrogante era esperado... A essência do anti-catolicismo é o "umbigocentrismo", é o sujeito que se acha o centro do universo e prejeta todos os defeitos do mundo ( principalmente os dele) na Igreja.

G.B.
gustavo_15#34
Mais um emocionante capitulo da "História do Mundo e do Cristianismo segundo Sodré".

Sodré, exatamente onde os protestantes encabeçaram a separação entre a Igreja e o Estado?

G.B.

PS: Quanto as tais contas, coloca subjetivo nisso, heim? Provavelmente a Inquisição matava duas, três ou até quatro vezes a mesma pessoa - por mês-para chegar perto dos 75 milhões.
sodr#35
Pessoal, vamos tentar ser analiticos e menos apegados religiosamente

Cinco vetores destaco na formação da mentalidade naturalista-atéia que norteia o ensino atual:

1. Extremismo do catolicismo medieval
2. Extremismo da reação anti-religiosa com fartas justificativas
3. Reforma protestante
4. Formação do Estado Laico por interesses protestantes e seculares
5. O Facil Dominio secular na europa devastada de reintérpretes teológicos

Estes vetores e outros (....)resultaram na formação atual
gustavo_15#36
Roberto,

É só ler Voltaire para perceber que o iluminismo já existia nos paises protestantes, justamente pq ali não existia mais cristianismo!!!

G.B.
sodr#37
A iniciativa concreta de separação Estado-Igreja teve experiencia nas colonias americanas onde se verificou que o modelo não laico corrompia tanto a igreja quanto o Estado.

Mas o processo dee laicização foi bem amplo, desde os tempos em que se dividia poder temporal do poder espiritual.

Foi após a reforma que a laicização encontrou forte apoio e interesse em separar de vez Igreja do Estado e na frança como nos paises colonizados por paises católicos, a licismo tomou forma de irreligiosidade.
gustavo_15#38
Rafael,

Agora vc se superou... O final da Idade Media se deve ao protestantismo!? hahahahaha

Acima eu falava que o que falta aos protestantes é um Papa... Mas, seu ultimo comentário deixou claro que além do papa vc precisa de um professor de história mesmo. Alias, no seu colégio o professor de história ministrava as aulas em javanês, não? Só isso explica...

G.B.
sodr#39
O Laicismo era interessante aos protestantes por previdencia e era SUPER interessante aos seculares..fora que detinha fartos argumentos históricos e atualíssimos em favor de seu cumprimento, visiveis a católicos, protestantes e seculares.

Em alguns paises protestantes o laicismo tomaria forma de prudencia, divisão de atributos, mas na frança e em paises mais ausentes de reformadores protestantes, assumiu forma de antireligiosissismo.

estou certo?

pode corrigir..rs
gustavo_15#40
Sodré,

Um tempo atras eu li um artigo interessante explicando que até hj existe a possibilidade que algum Estado subvencione uma religião especifica nos EUA... O problema é que eu não vou ter tempo de explicar detalhadamente agora como e porque isso é possivel.

É bom lembrar tbm que a maioria dos Estados modernos com religião oficial é protestante: Holanda, Suécia, Inglaterra (não lembro o resto de memória tbm)... Na Europa nem a Espanha é oficiamente católica mais, ainda que exista a possibilidade juridica de se subvencionar o catolicismo (coisa que o PP estava fazendo ensinando catolicismo nas escolas).

G.B.
sodr#41
http://www.humanitas.cl/biblioteca/articulos/d0339/index.htm

El proceso de laicización, que cubre todos los campos y alcanza su vértice con el Iluminismo del siglo XVIII y la Revolución Francesa, desemboca en el siglo XIX en el inmanentismo absoluto, es decir, la negación de Dios como Ser trascendente y de todo vínculo de la realidad humana con Dios y la religión, que se convierte en “asunto privado”: el hombre ocupa el lugar de Dios, llegando a ser el punto de referencia y la medida de toda realidad. Como señala K. Marx, “el hombre es para el hombre el ser supremo”, tanto en calidad de ser individual como social, es decir el hombre como Humanidad (Comte), como sociedad (Marx), como Estado (Hegel). Así, con L. Feuerbach, la teología se vuelve antropología; con A. Comte, el positivismo materialista llega a ser la ”religión de la Humanidad”, mientras el cientificismo agnóstico ocupa el lugar de la metafísica y F. Nietzsche proclama “la muerte de Dios”. De ese modo, el proceso de laicización culmina en la irreligión y la lucha contra la Iglesia y el cristianismo.

* * *

Un país donde la laicización adquirió un carácter violentamente antirreligioso y anticristiano fue Francia, especialmente en dos períodos de su historia. Después de exhortar Voltaire a los franceses a écraser l’infâme (¡el infâme es el cristianismo!), la Revolución Francesa, inicialmente con la Constitución civil del clero y la consiguiente persecución feroz contra el clero “refractario”; luego con la abolición del calendario cristiano y por tanto el domingo y las fiestas religiosas; y por último con los cultos de la Diosa Razón y el Ser Supremo, lleva a cabo una obra de descristianización radical, la primera en la historia del cristianismo.
sodr#42
Para instaurar este reino de la irreligión, se utilizaron dos medios: la laicización de la escuela y la separación de la Iglesia y el Estado. El padre de la “escuela laica” fue J. Ferry, positivista y masón, cuyo objetivo –como confiaba él mismo a J. Jaurès- era “organizar una humanidad sin Dios”. Con todo, si bien la escuela laica se implementó rápidamente, con las leyes de 1882 y 1886, se requirió más tiempo para la separación de la Iglesia y el Estado. Así, se esperaron tiempos suficientemente maduros, y el fenómeno tuvo lugar en los primeros años del siglo XX, en 1904-05. E. Combes, autor de la ley de separación junto con P. Waldeck-Rousseau, la visualizaba como “el período natural y lógico del avance requerido hacia una sociedad laica, liberada de toda sujeción clerical”. En este aspecto, coincidía con A. Ranc, para el cual la separación era puramente “un medio”, mientras el objetivo era “la total secularización del Estado, el fin del poder de la Iglesia” (De Naurois, Laïcité, en Encyclopaedia Universalis, vol. 9, París, 1980, 743-747).

* * *

El proceso de laicización, que en Francia condujo a la “escuela laica” y a la “separación de la Iglesia y el Estado”, adoptó formas de irreligiosidad y anticlericalismo en España entre 1868 y 1876, en Portugal entre 1908 y 1917, y en varios Estados de Latinoamérica, especialmente en México durante la primera mitad del siglo XX. También en Italia se produjo un proceso de profunda laicización, en la segunda mitad del siglo XIX, por obra de los gobiernos liberales, apoyados por la masonería. En cambio, en Estados Unidos, la separación entre los Estados y las diversas confesiones religiosas se inspiró desde sus comienzos en el principio de la tolerancia y no adoptó formas de irreligiosidad y anticlericalismo: únicamente se prohibieron las subvenciones públicas a los cultos y actividades religiosas en la primera enmienda de la Constitución federal.
sodr#43
Apesar de grandes diferenças, o laicismo assumiu formas de irreligiosissismo tanto em países protestantes como em católicos.
gustavo_15#44
Sodré,

Vc esta completamente errado. Nos paises católicos houve uma reação intensa e organizada contra as mentiras do iluminismo. Nos países protestantes não, simplesmente pq não existia mais cristianismo por aquelas bandas. O que existiam era seitas em guerra e um numero cada vez maior de pessoas guiadas por gnosticismos ou coisas piores.

Desse modo, vc distorce a história ao falar que o cristianismo sobreviveu nos paises protestantes, pq não sobreviveu. A reforma mesmo não durou 100 anos, e o que se vê de lá para cá são os protestantes chegando cada vez mais ao fim do poço, dando lugar a essas seitas malucas que nós vemos por ai. E o que vem ocupando o lugar do cristianismo nos paises protestantes é o iluminismo e a modernidade.

G.B.
gustavo_15#45
Não foi o protestantismo, mas a falta de cristianismo... Ou de elementos basicos do cristianismo nele. Isso fica bem claro quando percebe-se que os americanos - após massacrarem os padres católicos de Maryland- passaram a ter mais medo da seita do outro que da Igreja Católica. Alias, as piores guerras de religião ocorreram nos paises protestantes, entre eles mesmos, que entre católicos e protestantes. A história da Inglaterra e dos EUA é cheia de seitas e de massacres entre elas e chega a ser engraçado que nenhum protestante lembre disso quando quer discutir "crueldade em nome de Deus".
leandro_3#46
A inquisição nesta período se comportava muito como uma medida de controle sanitarista e político social.
Vide: A fabricação da Loucura, uma comparação entre a psiquiatria moderna e a inquisição.
75 milhões é um número sem respaudo lógico. Conflitos muitos maiores em beligerância como a 2ª guerra mundial mataram muito menos.
Acredito que todo o ambiente de reforma foi propício ao surgimento de todos os tipos de movimentos anti-clericais, dentre eles o iluminismo.
Talvez Max Weber possa elucidar mais este assunto em sua obra sobre a ética protestante e o início do capitalismo.
priscila#47
Não desiste, tá?
Você é indispensável - sua análise é clara e lógica.
sodr#48
Qual a sua opinião Roberto?
sodr#49
1. Na américa do Norte demorou mais para que o Estado chegasse a um grau de dominio e se tornasse antireligioso

2. Nos países protestantes o laicismo não se caracterizou tanto como anticristianismo, na alemanha por exemplo, o Estado controla o pagamento de clérigos hoje.

3. O Ensino sob o regime do laicismo, passou a ser antireligioso na metodologia materialista de abordagem em geral

4. Os resultados estatisticos sobre a opção religiosa da europa, ou melhor, antireligiosa, revelam um quadro deficiente quanto a fé, a mesma europa que elegeu seus ícones que seriam exportados para as colonias e para grande parte do mundo.
sodr#50
A mesma europa que perdeu "hereges" pela imigração, perseguição, morte e censura

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