o negócio só vai terminar mesmo com um dos povos exterminando o outro.
E como essa taxa de mortes não é suficiente para o extermínio, o mais provável é que o negócio não termine nunca.
Isso faz pensar: As vezes, um massacre em larga escala pode ser o mal menor: As bombas atômicas em Hiroshima e Nagasaki foram assassinato no atacado, mas pouparam o restante da população japonesa de uma invasão terrível, onde estimava-se cerca de 10 milhões de mortos só entre civis, pois os militares japoneses planejavam armar mulheres e crianças com lanças de bambu e usá-los contra as tropas aliadas como "milícia". Adicione a estimativa de mortos entre os exércitos beligerantes, o horror de tantos meses a mais de guerra, com a fome e deoenças, e veremos que as bombas talvez tenham sido uma bênção.
A propósito, fala-se muito nos ataques atômicos, mas todo mundo esquece que, vários meses antes, Tókio (cidade muito maior que Nagasaki e Hiroshima juntas) foi bombardeada com napalm e cerca de 70 mil pessoas morreram da pior forma possível: Queimadas. E na época, isso foi considerado por alguns como uma vingança "justa", já que o Japão também havia transformado em cinzas várias cidades chinesas. (Na verdade, Chungking tem o triste recorde de ser a cidade mais bombardeada da história: Recebeu 35 mil toneladas de bombas. A mídia da época tirou horrendas fotografias de pilhas de 3 metros de altura de corpos de homens, mulheres e crianças carbonizadas).
Diante disso, Israel e os terroristas até parecem amadores... mas o lado triste é: Não há vislumbre de um ponto final.
O que defendo aqui é bem claro. Israel tem todo direito de se defender, mas não tem o direito de matar crianças, mesmo que os terroristas dos Hezbollah estejam se escondendo atrás delas. Afinal, o que é tão dificil de entender?
Ademais, vc sugere que o fato de eu me sensibilizar com a morte das crianças árabes indica que eu não ligue para morte das crianças israelenses, tentando forçar uma polarização política que eu deixei bem claro rejeitar no início do tópico.
Gerson, se vc tem uma estratégia, para matar terroristas que se escondem atrás de criança, para fazer uma guerra sem a morte de civis. Entre em contato com o exército de israel. APosto que eles vão querer saber como é. Sugiro tb uma carta para o hezbolah, sugerindo alvos para homens bomba. Alvos que só tenham as pessoas que vc acha que devem morrer numa guerra. Pronto! conflito resolvido.
Os jornais de amanhã vão privilegiar a informação de que os Hezbollah matou 11 israelenses e de que o chefão do grupo terrorista, Hassan Nasrallah, “oferece” a Israel um cessar-fogo. Ou, promete ele, vai atacar Tel-Aviv. Os israelenses, parece, têm pudor de exibir como troféus os corpos de seus mortos, também de suas crianças, mas o terror, não. Eles servem de combustível para a luta. Pois bem, De todo modo, a informação mais importante do dia é outra. Não foram 60 os mortos da vila de Qana, mas 28; não foram 37 as crianças mortas, mas 19. Agora quem atesta é a insuspeita de simpatia por Israel Human Rights Watch. Os números são reconhecidos também pelas autoridades libanesas. Ainda assim, é um acontecimento trágico? É. Mas se o número escandalizou, o escândalo valeria a metade. Se é o princípio que incomoda — a morte de civis —, então que a canalha chore também por Israel e decida quem, nesta guerra, é o agressor. O Ocidente caiu num truque sujo. Eu resistia a condescender com a hipótese de que aqueles civis tivessem sido plantados ali para morrer. Em guerras, afinal, sempre há baixas civis, especialmente quando a covardia terrorista os usa como escudos. Agora, no entanto, começo a duvidar se não houve mesmo a "plantação". Por que não? Eles não fazem a apologia do martírio? Todas as almas e os corpos não pertencem a seu deus? Não é por isso que o suicídio homicida é glorificado? Por que não dispor também da vida alheia?
Realmente, não há a mínima condição de debater com gente que acha que a morte de crianças é justificável, que para se sensibilizar com criança A, tem que odiar criança B, e que faz diferença o número de crianças assassinadas. Vou calar-me por aqui.
-A guerra, movida perpetuamente pelo regime, era importante para consumir os produtos do trabalho humano, pois se tal tipo de trabalho for usado na incrementar o padrão de vida, o controle do partido sobre o povo decai, pois a guerra é a base de uma sociedade hierárquica. Logo, a paranóia do regime stalinista tinha uma função clara de mobilizar os recursos nacionais permanente em função da interminável guerra contra o capitalismo, servindo isto de pretexto para a continuidade da ditadura partidária e do domínio absoluto do chefe sobre o todo.
- Havia uma necessidade emocional em acreditar na vitória final do Grande Irmão. Para poder suportar o clima opressivo, as mentes deveriam estar concentradas num perspectiva psicológica otimista.
- A guerra continua tinha a função de garantir a ordem interna do regime. Desta forma Guerra significava Paz.
- Havia sempre três grandes graus na sociedade, o alto, o do meio e o de baixo, e nenhuma mudança afetou um milímetro sequer a desigualdade humana.
- Coletivismo não significa socialismo. Agora a riqueza pertence a uma nova " classe alta" , formada pela burocracia e pelos administradores . O coletivismo assegurou a permanente desigualdade.
- A riqueza não é transmitida de pessoa a pessoa, mas controlada pelo grupo dominante.
- As massas, (os ditos "proles" do livro de Orwell) ganharam liberdade de pensamento porque elas não pensam! O membro do partido não está autorizado a qualquer desvio de pensamento, havendo um treinamento mental para assegurar que isso não ocorra, um treinamento que pode ser sintetizado na concepção do duplo pensar, que faz com que a realidade sempre seja moldada de acordo com a teoria ou com as decisões programáticas do partido.
Tá aí um assunto de gosto duvidoso. O que é o anti-semitismo? Até onde sei, é ódio racial contra pessoas de origem semita, ou, da região do oriente médio - árabes ou judeus. Agora, quem mais odeia os povos do oriente médio que os próprios povos do oriente médio?
É o que sempre vejo em qualuer discussão que envolva a questão judaico-palestina, sempre alguém dispara a quem seja contrário às ações militares de israel que o sujeito que pensa assim é anti-semita. Mas nesse contexto, todo mundo naquele barril de pólvora é anti-semita...
Hezbollywood? Novas Provas São Descobertas, Indicando Que o Desabamento Em Qana Foi Encenado
Era pra ser um final hollywoodiano perfeito para o Hezbollah. Da mesma forma que o bombardeio israelense na vila de Qana em 1996 pôs um fim prematuro à operação israelense "Vinhas da Ira", a continuação, Qana II, poderia mudar de uma vez por todas a direção do atual sucesso de bilheteria israelense, "Operação Mudança de Direção".
Dez anos atrás, a condenação mundial de um foguete errante isralense que atingiu uma instalação civil forçou o então primeiro ministro Shimon Peres a interromper a ofensiva contra bases terroristas.
O cenário também era perfeito: Qana mais uma vez estava sendo usada como base de lançamento de mísseis contra cidades israelenses. As Forças de Defesa de Israel (IDF) relataram que mais de 150 foguetes foram disparados a partir de Qana e região contra civis israelenses, trazendo destruição a Kiryat Shmona, Maalot, Nahariya e Haifa. Era apenas uma questão de tempo até que a Força Aérea israelense viesse fazer uma visita, isolando com precisão alvos dentre os locais usados para lançar foguetes, centros logísticos do Hezbollah e locais de armazenamento de armas.
Na manhã de 30 de julho, de acordo com a IDF, a força aérea veio em três estágios. No primeiro, entre meia-noite e uma da manhã, houve um ataque ao ou perto do prédio que desabou. Houve um segundo ataque contra outros alvos longe do prédio várias horas depois e, então, um terceiro ataque aproximadamente às 7:30 da manhã. Nesse último ataque, o máximo que as bombas chegaram do prédio foi cerca de 460 metros, de acordo com a IDF. No entanto, os primeiros relatos de um prédio que havia desabado só começaram a chegar por volta das 8:00 AM.
Houve, portanto, um intervalo não-explicado de 7 a 8 horas entre o momento do ataque de helicóptero e o desabamento do prédio. O General de Brigada Amir Eshel, chefe do quartel-general da Força Aérea, em uma entrevista à imprensa, disse a jornalistas que "o ataque à estrutura na vila de Qana ocorreu entre meia-noite e uma da manhã. A diferença entre a hora do desabamento e a hora do ataque ainda não está clara".
O general Eshel pareceu genuinamente intrigado por essa diferença de tempo. Ele disse, "eu estou dizendo isso com muita cautela, porque ainda não faço idéia do que poderia explicar essa diferença".
A única explicação do exército era que, de alguma forma, poderia haver munição não-explodida do Hezbollah no prédio que detonou horas depois.
"Pode ter sido que, dentro do prédio, coisas que pudessem causar uma explosão estivessem armazenadas, coisas que não eliminamos no ataque e, talvez, coisas que permaneciam ali", o general de brigada Eshel disse.
Eshel afirmou que, apenas dois dias antes, a inteligência militar relatou que aquela área de prédios estava sendo usada pelos terroristas para armazenar ou lançar mísseis. Era um local pouco apropriado para amontoar dezenas de mulheres e crianças.
Há outros mistérios. O telhado do prédio estava intacto. O jornalista Ben Wedeman da CNN notou que havia uma grande cratera ao lado do prédio, mas que o prédio não parecia ter desabado em decorrência do ataque israelense.
Por que razão civis que supostamente teriam se abrigado no porão do prédio não saíram após o ataque à meia-noite? Eles apenas voltaram a dormir e tiveram o azar de esperar que o prédio desabasse de manhã?
O que nós sabemos é que em algum momento após o nascer do sol, uma ligação foi feita para os jornalistas e serviços de emergência para virem para o local. E assim o fizeram.
Apesar de o Hezbollah e seus apologistas estarem afirmando que civis não conseguem fugir livremente dos locais de conflito em decorrência da destruição de estradas e pontes por parte de Israel, os jornalistas e equipes de resgate não tiveram qualquer dificuldade de chegar lá a partir da cidade de Tiro.
As esquipes de resgate libanesas não começaram a evacuar o prédio até o começo da manhã e o fizeram somente após as equipes de filmagem chegarem. A falta de um esforço real de resgate foi explicada dizendo que não havia equipamentos. Não houve cenas de pessoas vivas ou feridas sendo levadas.
Havia muito pouco sangue, Wedeman da CNN notou: todas as vítimas, ele concluiu, pareciam ter morrido enquanto dormiam – dormiam, aparentemente, durante os ribombantes ataques israelenses. Os encarregados do resgates, equipados com câmeras, removiam os corpos todos a partir de um mesmo buraco na estrutura. Não se permitiu que jornalistas chegassem perto do prédio desabado.
Socorristas faziam a filmagem, conforme carregavam as vítimas em macas, ocasionalmente baixando os cobertores para que as câmeras pudessem mostrar os rostos e corpos dos mortos.
No entanto, israelenses já acostumados com cenas de carnificina causadas por terroristas-bomba palestinos e mísseis do Hezbollah notaram intrigados que essas vítimas não pareciam com as suas vítimas. Seus rostos estavam acinzentados. Seus membros pareciam rígidos, em decorrência do rigor mortis. Nenhum dos dois são efeitos que poderiam ter sido causados por um ataque israelense horas antes. Esses corpos pareciam estar mortos há dias.
Espectadores podem chegar a suas próprias conclusões. No entanto, cada vez mais evidências surgem, sugerindo uma outra explicação para o que ocorreu em Qana. O cenário seria de uma armação, em que o tempo entre o ataque inicial israelense próximo ao prédio e os relatos de seu colapso já de manhã teria sido utilizado para "plantar" corpos mortos em ataques anteriores – relatos dos dias anteriores indicavam que a cidade próxima de Tiro estava sendo usada como um necrotério provisório – colocá-los no porão, e então empreender uma "demolição controlada" para falsificar um outro ataque israelense.
O uso vastamente documentado desse tipo de imagens forjadas por parte dos palestinos – desde o suposto assassinato de Mohammed Dura em Gaza a cenas em Jenin de "mortos" caindo de padiolas e então subindo de volta sozinhos – levou à criação de um novo gênero cinematográfico, chamado "Pallywood".
Há cada vez mais evidências de que Qana – a continuação é apenas mais um episódio desse gênero, uma variedade que poderia ser chamada de Hezbollywood. O Hezbollah aparentemente aprendeu bem o ofício.
A atual suspensão dos ataques aéreos israelenses supostamente tem a intenção de, entre outras coisas, ser usada para a investigação do que de fato ocorreu em Qana. Espera-se que desta vez haja jornalistas verdadeiros no local e médicos forenses imparciais que tenham a coragem e a inteligência de esmiuçar as anomalias e as contradições, e chegar à verdade soterrada do que realmente aconteceu.
Não faltam vítimas no Líbano e em Israel nesses dias. A partir dessa perspectiva, nesse momento, parece que no caso de Qana, a mídia mundial foi levada a acreditar em uma farsa cruel e colossal empreendida por uma organização terrorista que não se impõe qualquer limite moral no que se refere à exploração do sofrimento e ao ódio contra Israel. No entanto, como de costume, o único lado que se espera que pague o preço por todo o episódio é Israel.
Sim, seria um final hollywoodiano perfeito se tudo terminasse em Qana exatamente como aconteceu dez anos atrás. No entanto, finais perfeitos, assim como crimes perfeitos, raramente ocorrem na vida real.
Os israelenses não poderão investigar esses indícios diretamente. Permanece a questão se homens e mulheres honestos de outras nacionalidades permitirão que essa provável mentira perdure ou se exercerão pressão para a revelação da verdade inconveniente e improvável.
Alan Dershowitz é jurista e professor em Harvard. Vejam o que ele diz:
"Uma analogia com as leis criminais americanas é elucidativa. Se um ladrão de banco utiliza um refém para se proteger enquanto atira nos policiais, esse ladrão é culpado de assassinato caso, numa tentativa de fazê-lo parar, os policiais matem o refém acidentalmente. O mesmo deveria valer para os terroristas que utilizam civis como escudos humanos para atirar seus foguetes. Eles precisam arcar com a responsabilidade legal e moral pelas vítimas civis, mesmo se a causa direta das mortes tiver sido um foguete israelense."
Simples, não? Simples nada. Vá tentar convencer a raça de víboras.
O bacana é que agora, quem não concorda com ele é pq adora ver criança sem cabeça. Mas ainda estou esperando uma argumento dele. Ele criou o tópico, mas só o que ele diz é que matar crianças é insjustificável... Criando uma falsa polêmica. Pq até agora ninguém defendeu a morte de crianças. Eu não acho a morte de crianças justa, mas pra mim a culpa é dos terroristas, pra ele é de Israel.
E ainda quero ver qual é a sugestão dele para israel. Como se defender de terroristas... já sei, eles mandam uma katyusha, israel lança flores.
Eu prefiro o meu plano de vender algum pedaço do brasil pra eles. SE bem que pelo que ando vendo por aqui, eles não ficariam livres de anti-semitismo
...é que os próprios judeus usaram terrorismo no atacado antes da criação do estado de Israel. E quais os alvos? exatamente civis, mulheres e crianças. Sem discriminação. Exatamente os que os palestinos fazem hoje. A história se repete, só mudam delado os atores.
Lembrado que, finda a primeira guerra mundial, a Liga das Nações conferiu à Inglaterra a administração da Palestina. O movimento sionista mundial, iniciado em 1890, objetivava a criação de um estado judeu e usou vários tipos de pressão contra a Inglaterra para que isso fosse feito, inclusive terrorismo: Na década de 40 vários atentados foram executados contra a população civil, comandados pelo futuro primeiro-ministro israelense, David Ben Gurion e executados por grupos como o Etzel, Irgun e o Stern, além do Haganah (que seria o núcleo formador do futuro exército israelense). O alvo eram os árabes e os ingleses.
O Irgun era conhecido por plantar bombas em praças e mercados. Em 1946, sob o comando do judeu polonês Menahem Beguin, levou a cabo um atentado histórico, matando no hotel King David, em Jerusalém, 91 pessoas e ferindo dezenas de outras. Em 1947, 265 moradores foram mortos na aldeia de Deir Yassin. E assim por diante.
Enfim: Israel afirma estar lutando contra um terrorismo indiscriminado que diz ser condenável, mas já o praticou exatamente tal e qual, em um passado recente. (Não fosse o estado de Israel criado em 1947, talvez tais atentados ocorressem até hoje)
Não estou dizendo que isso dá razão aos palestinos em praticar atentados, pelo contrário: Tanto os palestinos de hoje quanto os proto-israelenses de ontem estão fundamentalmente ERRADOS.
Mas o mais trágido, hipócrita e ridículo de tudo, é um país condenar as mesmas ações das quais já lançou mão no passado: Matança indiscriminada de civis como forma de pressão.
Claro que você não é o vilão, Gerson, de maneira alguma.
Simplesmente, há uma situação de combate unilateral do Hezbollah contra a fronteira de Israel há mais de uma década. Foram sucessivos ataques às fronteiras, dezenas de ataques com mísseis (que também atingem crianças; aliás, que atingem até palestinos), e até hoje nenhuma providência foi tomada, chegando ao extremo limite.
Quando vejo os libaneses que perdem seus filhos a sensação é exatamente a mesma quando vejo um pai israelense em que acontece a mesma coisa. O sentimento é igual.
Infelizmente, não há a menor possibilidade de Israel se defender sem o risco de atingir populações civis. Não era a melhor alternativa. A melhor era o Estado libanês ter intervido, cortando os suprimentos de armas vindos do Irã (via Síria) e reprimindo o Hezbollah. Tudo isso, sem nenhum derramamento de sangue...
No entanto, uma iniciativa mais dura nesse sentido poderia levar à uma reação síria, além do perigo de uma convulsão interna, já que os xiitas são a terceira força do Líbano e desde os anos 90 participam do governo, através do partido moderado Amal (Nabih Berri), que já foi uma milícia anti-americano.
Só que o Líbano preferiu a sentença: "que se danem os israelenses e não nós", deixando o Hezbollah agir livremente (fazer "merda", como disse o presidente Bush). A rigor, todos os combatentes Hezbollah são civis, se escondem entre os civis (porque habitam entre os civis), estão no meio de famílias inocentes. É praticamente impossível qualquer contra-ataque sem atingir civis.
Aí é que entra a batalha propagandística.
Da mesma forma que no Afeganistão, ainda antes dos ataques já se contavam centenas de mortos. Claro, não importava, pois os Estados Unidos ou Israel já estavam pré-definidos como cruéis e exterminadores mesmo antes do início dos combates. No Iraque, a coalizão fez o serviço dela, derrubou Sadam e perdeu milhares de efetivos (como também o antigo exército iraquiano perdeu milhares).
Só que a guerra propagandística transformou os ataques insurgentes em rotina. Seus protagonistas nunca são apanhados, mas se são humilhados na prisão, sempre aparece um Ted Kennedy para defendê-lo. O mesmo se deu em Guantanamo, para melhorar as condições de aprisionamento de os presos cubanos, do outro lado da cerca, sonham em ter...
Não concordo com aqueles ataques vingativos contra aldeias iraquianas, mas não há como negar que são pouco diante da covardia dos ataques terroristas (também contra civis) e inadmissíveis para uma democracia.
Não me importam os números de Qana (ou de Haifa, em comparação), se foram 30 ou 19. Nenhuma dessas crianças estava ali para morrer.
Não acho que o Gerson tenha se mostrado anti-semita aqui nesse tópico, apesar desse sentimento estar aflorando nessa época em dezenas de lugares. Mas volto a repetir, se não dá para justificar Qana, também não é possível condenar.
Em 2005, Israel também desferiu pesados bombardeios sobre toda a população palestina. Os mais pesados que já sei viu desde 1948!
Mas era o bombardeio de flores que pediram aqui, se retirando de Gaza e expulsando judeus até de suas sinagogas.
O que conseguiram em troca?
Conseguiram que os palestinos elegessem em massa o Hamas, que exige a destruição total de Israel, além de também queimar bandeiras dos Estados Unidos e da União Européia (de onde tira, aliás, seu aporte financeiro).
Pergunto, Gerson: que incentivo recente Israel tem para agir como exijem que aja?
É realmente muito confuso tentar entender a cabeça de um cético- relativista-socialista como o Gérson. É justamente essa a finalidade. Lembra do Abelardo Barbosa? "Eu não vim aqui para explicar, vim para confundir". É mais ou menos por ai.
Ele não vei nem pra explicar, nem pra confundir. Veio pra encher o saco. Não diz nada. E agora é uma vítima. Tadinha da gastrite dele. A história do morro carioca então... Já foi explicado um monte de vezes. Mas, ou ele não lê, ou leu e não entendeu. Mas o mais provável é que ele seja só um chato mesmo.
É fato que os grupos judeus do período pré-Israel utilizaram de práticas terroristas, seja como alvos militares ou civis, e a própria criação do Estado de Israel foi acelerado após um grande atentado contra oficiais ingleses em um hotel em Jerusalém.
No entanto, é errado que o movimento sionista tivesse projetado o terrorismo já em 1890, e que o incluísse como parte de seu ideário. Os judeus não foram para lá, para isso....
O terrorismo judeu só surgiu em um momento em que já tinham se iniciado os pogroms liderados pelo mufti Haji Amin, em 1920, e estava claro que os árabes não consentiam mais em uma infiltração judaica que até então era pacífica e consentida, sob a tutela dos otomanos e depois dos britânicos.
Dia Jabotinski, em 1923:
"Enquanto existir uma mínima esperança de que possam expulsar-nos, eles (os árabes) não negociarão essa esperanças, nem por palavras doces nem por presentes agradáveis, porque eles não são bandidos e sim uma nação, talvez debilitada mas ainda vivente (,,,). Só quando não se percebe nenhuma fenda na muralha de ferro, só então os grupos extremos perdem seu poder e a liderança para grupos moderados. Só então esses grupos moderados chegam a nós para propor conscessões mútuas. E só então os moderados poderão sugerir propostas para comprometer-se em questões práticas como garantias contra a expulsão, a igualdade e a autonomia nacional. Sou otimista de que eles terminarão nos oferecendo tais garantias e que ambos os povos, como bons vizinhos, poderão então viver em paz".
Essas garantias tornaram-se possíveis em 1948, com a instauração do Estado de Israel, originalmente judeu, mas na prática multirracial e democrático. Mais que isso, também garantias para um estado árabe, que se tornaria a Palestina, inviabilizada unicamente por causa do radicalismo palestino e as interferência do nacionalismo nasserista na região.
Mesmo assim, os palestinos desprezaram sempre todas essas garantias, sempre procurando atrair para sua causa a solidariedade islâmica, os radicais de diversos países e até mesmo a esquerda do Ocidente.
Como vimos, em Qana, nada me deixa surpreso. Há um setor da mídia e da arte interessado em produzir sucessivas Guernicas.
Hoje sabemos que foi a explosão de um paiol provocada por aviões italianos, e não um bombardeio pesado com fins de extermínio ou terrorismo.
Mesmo assim, horas depois, já estava Picasso com uma grande tourada inacabada, a qual achou por bem imortalizar como a representação de um ato recente.
Hoje, Qana assemelha-se em falsidade a Guernica ou Jenin...
Se analisarmos as causas de ações terroristas, de qualquer época, nação ou facção, notamos o seguinte: Quase sempre são motivadas por um grupo sem capacidade de mobilizar forças regulares potentes o suficiente para enfrentar ou pressionar de forma direta um inimigo.
Quando tais ações são feitas contra objetivos puramente militares, chamamos isso de guerrilha, quando é indiscriminado, chamamos de terrorismo.
Antes da criação de Israel, o movimento sionista obviamente não dispunha de um exército, muito menos uma base. Daí, parte do movimento (pois provavelmente muitos talvez não concordassem com a prática) decidiram usar de terrorismo. Aliás, os atentados contra os ingleses explicam em parte a grande má-vontade da Inglaterra para com o novo estado, bem como o embargo de armas imposto a Israel por quase todos os países do mundo (A maior parte das armas do novo país foi comprada no mercado negro, a preços exorbitantes, inclusive aviões de combate).
O que estou querendo dizer é: Quando a coisa realmente aperta, os escrúpulos morais vão para o ralo e o assassinato indiscriminado é usado em tudo que é canto. E não vejo porque um ataque terrorista é mais abominável do que por exemplo, qualquer ataque aéreo feito na segunda guerra mundial contra qualquer cidade. Alguns podem dizer que "Ah, mas era uma guerra", mas e daí? Guerras deveriam ser travadas entre forças militares inimigas, certo? Um estado de guerra dá a qualquer um o direito de assassinar civis, mulheres e crianças, que não tinham a mínima possibilidade de defesa?
Nunca ouvi falar desta versão do caso de Guernica, e olha que tenho trocentas fontes aqui. Agradeceria se citasse fontes dessa informação, que me parece a princípio bem improvável: Teria que ser um paiol absurdamente grande para arrasar uma cidade como ocorreu.
O que se sabe, das informações retiradas dos próprios registros alemães no pós-guerra, é que:
-O ataque durou cerca de duas horas, terminando por volta das sete e meia da noite,
-Foram usadas 7 toneladas de bombas, em três sequências:
1) A primeira leva de bombardeiros Henkel 111 com bombas de alto explosivo,
2) A segunda leva de transportes Junkers 52 adaptados para bombardeiros com mais bombas de alto explosivo,
3) A terceira leva de Junkers 52 com bombas incendiárias
-Cerca de 2500 pessoas morreram,
Na época, houve grande confusão: Os alemães negaram que haviam sido os responsáveis, os nacionalistas diziam nem saber do ocorrido, os italianos diziam que nenhum avião seu estava sequer perto da cidade, alguns diziam ser obra de terroristas que haviam dinamitado os prédios para levantar a opnião mundial contra os alemães e etc.
O que se apurou nos registros alemães é exatamente o que está descrito acima, e é que consta em obras como "A legião Condor e a Guerra na Espanha", de Peter Estolb, além de estudo minucioso feito por Herbert Southworth do evento em questão.
De qualquer forma, Guernica foi apenas uma das cidades atacadas de forma indiscriminada, e sua fama deve-se realmente parte pela obra de Picasso: As vilas de Durango e Ochandiano também foram atacadas, com a morte de 848 civis. Nenhuma tinha qualquer alvo militar. Barcelona sofreu ataque de aviões Italianos que ignoraram completamente qualquer alvo militar e por isso milhares morreram. (aviões Junkers Ju-87 Stuka dos alemães tb atacaram Barcelona, mas desta vez um objetivo militar legítimo, as instalações portuárias e docas).
É claro que houve um bombardeio sobre Guernica (como você citou, com números). A questão está nas dimensões da tragédia e nos eventos que levaram à destruição (por incêndio) da maior parte da cidade e a morte de grande parte dos seus habitantes.
Observe que já houve, nos dias seguintes ao ataque, uma intensa guerra de versões sobre o que aconteceu em Guernica, variando o número de mortos entre algumas centenas (segundo os fascistas, que também culpavam os bascos pelo massacre e não eles mesmos) e quase 10 mil mortos (segundo os comunistas), mais que a própria população total do povoado.