Fórum Olavo de CarvalhoArquivo da comunidade do Orkut · 2004–2013

Pastor incentiva 900 suicídios em nome de Jesus

Iniciado por sandro_3 em 21/11/2008 · 53 mensagens · página 1 de 2

sandro_3#1
O programa Fantástico neste domingo (23/11/2008) mostrará como aconteceu o SUICÍDIO COLETIVO DE 900 PESSOAS EM NOME DE JESUS... SUICÍDIO COLETIVO INCENTIVADO PELO "PASTOR" "EVANGÉLICO" TIM JONES...
"PASTOR" "EVANGÉLICO" INCENTIVA SUICÍDIO DE 900 PESSOAS EM NOME DE JESUS. TUDO NO FANTÁSTICO DA GLOBO NO DOMINGO DIA 23/11/2008http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL86…CIDARAM.html
massasofrida#2
guiana anos 70
joshenrique#3
Outro dia desses esse caso foi abordado no Discovery Channel.
Programa "Indice da Maldade", um dos melhores do canal.
thiago_7#4
a bíblia considera suicídio o pior dos pecados! único que nçao tem perdão,este comportamento não se espera de um cristão,o pastor não conhece a istória cristã.
fitomarcio#5
onde está escrito que suicidio não tem perdão?
rafael_13#6
Não é Tim, é Jim Jones. E não me consta que fosse um pastor evangélico e sim um lunático que se auto-cultuava. Criou até uma cidade na Guiana com seu nome, Jonestown. O suícidio não foi em nome de Jesus, mas em seu nome, pois estava sendo perseguido pelo governo americano.
rafael_13#7
Começou a argumentação papagaiana do orkut.
joshenrique#8
O Olavo já falou sobre esse cara no TrueOutSpeak.
Segundo o Olavo ele andou pelo Brasil no começo da década de 60 incentivando a guerrilha no campo atravéz de uma rádio localizada em alguma zona rural e patrocinada pelo Ted Kenedy.
Depois da derrubada do Jango ele fugiu do Brasil.
O Olavo se referia à ele como "aquele do suicídio coletivo".
marcos_8#9
Sou muito mais o Tim Tones.
gabriel_13#10
A esses que falaram no livre-exame, respondo que até mesmo no catolicismo há livre-exame, mas é o livre-exame do Vaticano, digamos .
Na minha Igreja também há o livre exame dos meus pastores e bispos e assim por diante.
No fundo, todas as "fés" baseadas na Bíblia possuem livre-exame.

Mas é melhor parar por aqui antes que esse tópico vire catolicos x protestantes.

Abraços, fiquem com Deus,
Gabriel.
rafael_33#11
pelo senhor martinho lutero; quando se estabeleçe a livre inte´pretação da escritura sagrada dá nisso !!
constantor#12
Livre-exame [3]

e também burrice.
albertoleopoldo#13
"A esses que falaram no livre-exame, respondo que até mesmo no catolicismo há livre-exame, mas é o livre-exame do Vaticano, digamos"

Putz. "Livre" exame nos limites estritos da transmissão apostólica, da unanimidade moral dos Santos Padres, de dois milênios de proclamações dogmáticas irrevogáveis, da assistência do Espírito Santo e infalibilidade prometidas por Nosso Senhor Jesus Cristo.

Exame este, aliás, exercido desde antes da fixação do Vaticano como Sé Apostólica.
albertoleopoldo#14
Ah, "livre" exame único e obrigatório a todo aquele que comunga da fé católica, também.
albertoleopoldo#15
Essa de que "o suicídio é o único pecado que não tem perdão" me parece de um exame bem livrinho também.
rafael_13#16
O caso Jim Jones não tem nada com livre-exame. O cara é um lunático que fundou uma seita na qual ele era deus. Isso teria acontecido com ou sem livre-exame( quase um xingamento, do tipo, "neoliberal". Não forcem a barra.
rafael_13#17
era um lunático.
albertoleopoldo#18
Sob a autoridade de um magistério infalível é que não teria acontecido.
tiago_8#19
Os comentários tipo livre exame foram gratuitos e falaciosos. Se eu matar a mãe de algum dos engraçadinhos e falar que foi em nome do Papa ou da Santa Sé vocês vão por a culpa neles? Claro que não!

O fato do sujeito ter escolhido se auto-intitular pastor não faz a menor diferença para os evangélicos; o sujeito poderia ter se auto intitulado guru, monge, profeta, califa, o que fosse, continuaria sendo a mesma porcaria que é.. Não é um de nós, não foi salvo, e deu provas disso.

O princípio do livre exame, até onde sei, nunca foi formulado em termos que incitassem ao suicídio em massa. Achar que alguém por livre exame da Bíblia pode encontrar ali razão para isso me deixa com a impressão de que vocês fazem péssimo juízo é da Bíblia mesma. Obviamente nem o livre exame nem a Bíblia são responsáveis pela loucura do homem caído em pecado, ninguém encontrará na escritura razão para fazer uma barbaridade dessa.

Vocês abusam da idéia de causa remota para fazer esse comentariozinho que não tem por intenção elucidar nada. O pior é que isso não me surpreende nem um pouco. A coisa toda é muito triste.
uriel#20
e ainda assim Jones é bom e Moon, "inofensivo"...
thiago_7#21
na bíblia!suicídio é pecado,e a pessoa não tem tempo de se arrepender,mesmo se tiver é algoilógico pois a pessoa toma a decisão irreversível e se arrepende...
e a igreja católica compartilha dessa visão então não é auto exame!
e no judaísmo suicida é enterrado numa área inferior do cemitério e no catolicis,o padre não encomenda compo de suicida.
marcelo_18#22
A Igreja não aprova o suicídio por considerá-lo gravemente contrário à Justiça, a esperança e a caridade, além de ser proibido pelo quinto mandamento. Vide parágrafos 2280, 2281 e 2282 do Catecismo.

No entanto, a visão oficial da Igreja em relação ao suicida é a seguinte, conforme parágrafo 2283 do Catecismo:

"Não se deve desesperar da salvação das pessoas que se mataram. Deus pode, por caminhos que só Ele conhece, dar-lhes ocasião de um arrependimento salutar. A Igreja ora pelas pessoas que atentaram contra a própria vida."
marcos_8#23
Eu cantei a pedra do Tim Tones uns posts atrás; mas é que eu tenho idade para lembrar Sobre o suicídio

Reza a lenda que São João Vianney, grande confessor, atraía muita gente. Grande quantidade de pessoas ia ter com ele e se confessar, e isso gerava grandes filas. Ele estava passando por uma senhora, nessa fila, e disse algo como: "calma, minha filha. Entre a ponte e a água, houve tempo".

Ela era recém viúva e estava desconsolada porque seu marido havia se suicidado jogando-se da ponte.
gabriel_13#24
Putz. "Livre" exame nos limites estritos da transmissão apostólica, da unanimidade moral dos Santos Padres, de dois milênios de proclamações dogmáticas irrevogáveis, da assistência do Espírito Santo e infalibilidade prometidas por Nosso Senhor Jesus Cristo.
Exame este, aliás, exercido desde antes da fixação do Vaticano como Sé Apostólica.


Alberto, considerações vagas podem ser adotadas desse modo por qualquer dos lados. Não interessa se só um grupinho do Vaticano faz o livre exame ou se são todos. Na verdade, o caso do Jim Jones se enquadraria muito mais no "modelo de livre-exame católico" que você alega, do que no protestante, uma vez que o próprio Jim Jones alegava para si autoridade especial sobre aquela comunidade, exatamente como o Vaticano o faz para com os católicos. O que nos remete ao pensamento de que talvez se houvesse livre-exame ali, os 900 suicidios não teriam ocorrido, ou seriam em bem menor número.

Percebem como a coisa pode tomar sentido inverso? Tanto quem lembra do livre-exame quanto quem lembra da falta dele ao analisar este suicidio coletivo está agindo de modo desonesto e sujo. É o típico raciocínio de quem tem cérebro de pardal.
rafael_13#25
o cara era um manipulador, eximio conhecedor das estratégias de manipulação do comportmaneto. Teria levado aquelas pessoas ao suícidio de qualquer jeito, em qualquer época, fosse alegando-se pastor, padre, missionário, ou qualuqer outra coisa.
thiago_7#26
bem, é uma posição da igreja por considerar que a pessoa pode ter algum problema,mas biblicamente a pessoa matou a si mesma e uma vez morta não cabe arrependemento,no mínimo deve se esperar um purgatório bem pesado a ela.
e lembrando que o catecismo não tem valor de doutrina
thiago_7#27
blasfêmia tem perdão sim, basta a pessoa se arrepender em vida!

e essa história de que entra a ponte e a água houve tempo é complicada,se fosse assim a pessoa se arrependia,a punição não evitaria suicídios.
thiago_7#28
dessa não sabia,qualquer blasfêmia?
então muita gente está condenada
thiago_7#29
não quero jular mas suicídio é pecado ,e o arrependemento é em vida.
albertoleopoldo#30
O livre-exame é, sem sombra de dúvida, o principal calcanhar de Aquiles do protestantismo (falo "principal" porque o protestantismo tem tais calcanhares até na testa).

Ora, se é ilegítimo invocar QUALQUER autoridade (por exemplo, a da Igreja) como guia definitivo em matéria de fé, e que justamente tal modelo "autoritário" é que deveria ser o verdadeiro culpado por eventos de tal natureza, então não sei com base em quê se deveria, para começo de história, aceitar a autoridade da Bíblia.

É evidente que não é o livre-exame o culpado imediato do fato (e muito menos de ter o homem caído em pecado, não há razão para tal grandiloqüência), de vez que o caso é aberrante perante a própria moral natural. Mas o fato é que a doutrina do livre-exame abre as portas para isso (lembrando que a Igreja jamais propagou esta ou qualquer outra violação da lei natural - e nem poderia sem afetar o inteiro edifício de sua doutrina).

E a doutrina católica sobre a interpretação das Sagradas Escrituras não se baseia exatamente na unanimidade do exame de todos os "do Vaticano". A coisa é "um tanto" mais rigorosa e mais séria.

Além disso, os propugnadores do protestantismo, conquanto reclamassem para si o direito ao livre-exame (em relação à Sé de Roma), não foram campeões de sua defesa entre as populações que influenciaram e submeteram. Do mesmo princípio do livre-exame é que nasceram muitos dos mais radicais dos sectarismos exclusivistas.
albertoleopoldo#31
"Os comentários tipo livre exame foram gratuitos e falaciosos. Se eu matar a mãe de algum dos engraçadinhos e falar que foi em nome do Papa ou da Santa Sé vocês vão por a culpa neles? Claro que não!"

Vejo mais claramente uma falácia aqui.

Evidentemente, você poderia muito bem alegar que o assassínio fora em nome da Santa Sé, mas a sua alegação seria simplesmente falsa, e facilmente refutável.

Já se você alegasse que levou uns tantos ao suicídio por julgar ter encontrado na Bíblia a justificativa para tal, e encontrado razão suficiente para fazê-lo no princípio do livre exame, seria, convenhamos, muito mais difícil confutá-lo.

Não significa, evidentemente, que o livre-exame é a causa imediata de tê-lo feito (pois o mesmo poderia com facilidade ainda maior levá-lo a defender o oposto), mas sim que o livre exame, talvez sem dolo mas certamente não sem culpa, o permite e facilita.
luciana#32
Aos bispos reunidos em Santo Domingo, em 12/10/92, durante o IV CELAM, o Papa [João Paulo II] disse:

´...recentemente aprovei o Catecismo da Igreja Católica, o melhor dom que a Igreja pôde fazer aos seus Bispos e ao Povo de Deus. Trata´se de um valioso instrumento para a Nova Evangelização onde se compendia toda a doutrina que a Igreja deve ensinar´(DSD,9).

´O Catecismo da Igreja Católica, que aprovei ...é uma exposição da fé da Igreja e da doutrina católica, testemunhadas ou iluminadas pela Sagrada Escritura, pela Tradição apostólica e pelo Magistério da Igreja. [...]Este Catecismo lhes é dado a fim de que sirva como texto de referência, seguro e autêntico, para o ensino da doutrina católica ...
thepriestman#33
"Tim Tones - glória! - Tim Tones!"
caio_3#34
Você só tem o perdão, se pedi-lo de coração, se o quiser.

Logo, quando você suicida você está cometendo um pecado, pois só Deus pode tirar ou dar vidas, então não há possibilidade de você se arrepender do teu pecado, pois estará morto.

Então como pode haver salvação? Se for assim, me esbaldarei em pecados, farras, bebedeiras, sexo, assasinatos, roubos, quando eu morrer, depois de morto eu pedirei perdão no meu juízo e serei salvo! facil não?
thiago_7#35
diogo, simplesmente o catecismo não é parte da doutrina católica ele é a opinião do papa mas não é nenhuma determinação nem dogma!
thiago_7#36
guiherme,claro , contra o espírito santo,mas ainda assim um ex-satanista que se converteu deve ter cometido várias destas blafêmeas
leandro_13#37
Bem colocado o termo "evangélico" entre aspas, porque Jim Jones podia ter sido pastor, usar a Bíblia, proclamar curas de Jesus, etc., mas sua pregação é extremamente oposta aos fundamentos da crença cristã evangélica.

Pode ser chamado evangélico a quem crê em reencarnação?
Pior que isso: a alguém que crê ser a própria reencarnação de Jesus Cristo?

Por que era assim que Jim Jones se proclamava, e aceitava ser reencarnação de Cristo e de outros personagens que ele admirava, como Vladimir Lenin.
Eu não chamaria de espírita, porque o que seu sobre o espiritismo kardecista também considera impossível uma nova encarnação de Cristo na Terra.

Jim Jones era um pastor gnóstico (e não evangélico). Era esquerdista e tinha ligações políticas com o partido democrata. Secretamente, também tinha relações com agentes soviéticos e era simpatizante da Rússia comunista.
Seu "Tempo do Povo" era uma simbiose entre práticas mágicas comuns a vários cultos na Califórnia, uma roupagem de reverendo episcopal e a exacerbação de uma pregação voltada para pobres e negros, em estilo muito mais claramente político-religioso do que espiritual.

Deu no que deu...
leandro_13#38
Por isso,
acho bem improfícua essa alegação de "livre exame" no caso de Jim Jones.
Tem tanto de Lutero quanto de Winstanley ou Mably no imbrólio político-religioso que ele criou, sob as benção do establishment democrata-homossexual de San Francisco, CA, e a proteção secreta da KGB.

Procurem referências sobre um livro que foi lançado há dois anos sobre os vínculos entre Jim Jones e a KGB. Ou esperem o Olavo de Carvalho falar disso...

Quando eu era comunista, já ouvi uma versão soviética que contradizia a versão de assassinato coletivo, e culpava a CIA por um pretenso massacre, ocultado pela mídia norte-americana e com a "conivência" do governo "títere dos imperialistas" na Guiana.

Portanto,
o livre exame envolvido na questão Jim Jones tem tanto a ver com milhões de outros níveis livres exames que houve em todo mundo, em qualquer época, com ou sem ligação com o cristianismo, desde as santidades indígenas até o "livre exame" do frei Leonardo Boff (que, a meu ver, tem muito mais semelhança com Jim Jones do que Lutero ou algum pastor evangélico do passado ou do presente).
leandro_13#39
Caio,

Acho muito improvável que o reverendo Moon tenha tido qualquer proximidade com Jim Jones, devido ao fato do primeiro ser um notório anticomunista, enquanto que o segundo sempre foi muito próximo à esquerda e até mesmo a elementos soviéticos.

O máximo de aproximação é o fato da auto-divinização de ambos...

Quanto a Falun, é bem mais provável uma proximidade com interesses do grupo Moon, embora não vínculo, e sim uma abertura jornalística a um grupo religioso (que sei lá o que defende) que é perseguido pelo governo da China Popular.
gabriel_13#40
Antes d´eu comentar os escritos de Alberto, deixem-me repetir uma coisa: o suicidio coletivo de Jim Jones não aconteceria caso houvesse livre-exame de fato naquela comunidade. O fato de não haver livre-exame ali é que permite a conclusão de duas coisas:

1. Culpar ou achar ligações entre o livre-exame pelo ocorrido é pura desonestidade intelectual;
2. Jim Jones não era pastor nem aqui nem na China;
3. Aquela não era uma comunidade protestante ou evangélica, como queiram.

Assim, passarei a comentar o que disse Alberto.

O livre-exame é, sem sombra de dúvida, o principal calcanhar de Aquiles do protestantismo

Eu vejo o livre-exame como uma das maiores virtudes e um dos pontos mais fortes do protestantismo. 99% dos convertidos que conheço e que vieram do catolicismo alegam justamente isso: vieram por causa do livre-exame, por achar que o Catolicismo não é compatível com as doutrinas bíblicas, e que a Bíblia é uma autoridade de fé maior do que qualquer outra, em qualquer aspecto.

Sobre a questão do livre-exame ser ou não o calcanhar de Aquiles no que tange à defesa do protestantismo ante o catolicismo - ignorando aqui a questão das conversões, onde o livre-exame se mostra com o Calcanhar de Aquiles do catolicismo e não do protestantismo - discutiremos a seguir, conforme for respondendo o que você disser.

Ora, se é ilegítimo invocar QUALQUER autoridade (por exemplo, a da Igreja) como guia definitivo em matéria de fé, e que justamente tal modelo "autoritário" é que deveria ser o verdadeiro culpado por eventos de tal natureza, então não sei com base em quê se deveria, para começo de história, aceitar a autoridade da Bíblia.

Esse argumento dos católicos, de fato, é muito poderoso, especialmente contra evangélicos sem grande estudo - a maioria. Mas já fora respondido por Calvino com grande sucesso ainda no tempo da Reforma - desconheço se Lutero abordou ou não essa questão de forma profunda.
gabriel_13#41
Mas o maior problema com esse argumento católico é que ele, empregado assim, isoladamente, é uma grande falácia. Explico resumidamente.

Se é necessária a invocação de alguma autoridade - termos usados pelo Alberto - para legitimar o que se está na Bíblia, então quem legitimará tal autoridade? Afinal, há de se concordar que não é porque qualquer um que se levante e se apresente como autoridade que automaticamente devemos aceitar só porque é necessária a invocação de alguma autoridade, não é mesmo?

Aprofundando um pouco essa argumentação, vejo que muitos católicos acabam caindo na falácia do argumento circular. Usam a Biblia para justificar a autoridade da Igreja e usam a autoridade da Igreja para justificar a Bíblia. Nem é necessário dizer que quando o católico adota essa postura - e eu disse que muitos a adotam, mas não todos, graças a Deus - o debate se encerra imediatamente, a menos que tente reconstruir sua argumentação começando por reconhecer a invalidez da anterior - coisa que o orgulho na maioria das vezes impede. E nisso mostram que não são, de fato, cristãs - defendem o que defendem não por amor à Cristo ou à Verdade, mas por amor a si mesmos.

Mas, voltando ao tema central, um protestante responderia ao argumento católico indagando: se é necessária uma autoridade, quem garante que esta seja a Igreja Católica e não a Igreja Batista?

Mas o maior erro que o protestante cometeria - e que o próprio Alberto cometeu por desconhecer o protestantismo - é pensar que para o protestante não há autoridade nenhuma por trás da Bíblia.

A autoridade há, e está centrada na figura dos apóstolos e também - pasmem - na tradição HISTÓRICA da Igreja, nos escritos de muitos dos pais da fé, como por exemplo, Inácio de Antioquia, que já colocava os apóstolos em superioridade aos bispos ao dizer que Pedro e Paulo eram apóstolos, mas ele era um mero pecador.

Esse, dentre vários outros exemplos que eu poderia citar, mostra que desde sempre o cristianismo viu nos apóstolos - e não nos bispos - seu fundamento.
gabriel_13#42
Assim, é da autoridade dos apóstolos - e não dos bispos da que depois se passou a chamar Igreja Romana - é onde nós, protestantes, tiramos a autoridade suprema em relação à Bíblia Sagrada, inclusive o seu canon.

Mas então o católico objeta: Como saber o que os apóstolos disseram sem a tradição?

A pergunta é tão invalida quanto a indagação de um protestante que dissesse: como você sabe que a tradição nos é uma fonte confiável, se é pela tradição que conhecemos o canon e o canon apoia a tradição e autoridade da igreja, que por sua vez se apoia na tradição mesma?

Reparem que o católico vê a incoerência protestante por um prisma parecido com o que o protestante vê a incoerência católica.

Desse modo, penso que os católicos, em sua maioria, desconhecem completamente como os protestantes vêem a sua fé - e digo que isso é recíproco por parte dos protestantes - e resolver a questão da autoridade, livre-exame, canonicidade, etc, é muito mais difícil e árduo - se é que é possível - do que meramente apelar para qualquer tradição ou autoridade de qualquer Igreja.

Como não quero iniciar aqui uma discussão teológica, prefiro parar por aqui ao invés de tentar justificar a visão protestante. Prossigamos!
gabriel_13#43
É evidente que não é o livre-exame o culpado imediato do fato (e muito menos de ter o homem caído em pecado, não há razão para tal grandiloqüência), de vez que o caso é aberrante perante a própria moral natural. Mas o fato é que a doutrina do livre-exame abre as portas para isso

Como eu disse, o que menos havia na comunidade de Jones era livre-exame. E ademais, esse tipo de argumentação "o livre exame abre as portas para isso" é tão inválida quanto eu disser "o cristianismo abre as portas para isso" ou "se isso vem do livre-exame pós-reforma, e, se a reforma nasceu de dentro do catolicismo, logo, o catolicismo é quem abre as portas para isso". Ou seja, Alberto, é tudo falácia pura. Apoiar-se em causas remotas - que sequer sabemos se são causas mesmo - para justificar o que alguns disseram no inicio do tópico é algo por si mesmo absurdo e desonesto. E essas coisas sempre acontecem quando um engraçadinho tenta provocar o outro lado quando a conversa nada tem a ver com a questão em disputa.

Além disso, os propugnadores do protestantismo, conquanto reclamassem para si o direito ao livre-exame (em relação à Sé de Roma), não foram campeões de sua defesa entre as populações que influenciaram e submeteram.

Não vamos generalizar. É claro que protestantes cometeram crimes horrendos, assim como católicos. Mas toda generalização é burra. Se houveram protestantes que abandonaram o livre-exame quando tomaram o poder, tal não é argumento válido nem contra os protestantes, nem contra o livre-exame, mas somente uma falácia.

Um abraço a todos, fiquem com Deus,
Gabriel.
joo_orkut_3#44
Poxa Caio... que coisa mais triste esse teu último post! Me diz uma das coisas que o vaticano prega e que os protestantes discordam, que se encontra na bíblia católica e não na protestante.

Eu evito participar dessas discussões, pq nunca levam a nada, apenas geram discórdia e duelos de argumentações, mas pô, um tópico que não tinha nada a ver com "Católicos x protestantes" até que vem uns zé mané afirmar "culpa do livre exame" e começam a vomitar um monte de provocações e ofensas. Poxa! Que ridículo isso, ainda mais nessa comunidade!

Leiam e releiam o post do Gabriel, ele é ótimo. E, por favor, vamo parar com essa história de "fulano é Marxista, beltrano é esquerdista, etc". Parece aluno de colégio chamando o coleguinha de platelminto qdo aprende essa palavra na aula de biologia...
rafael_33#45
Qualquer historiador sabe que sem Lutero não teria havido a profusão de divisões no meio protestante tal como ouve ; é evidente que o princípio do livre exame levou a uma anarquia espiritual jamais vista na história do cristianismo; ela correspondia na e´poca da reforma a uma rejeição da autoridade da igreja frente a autoridade da escritura ; porém mesmo os reformadores tiveram que estabelecer uma autoridade eclesiástica para garantir uma certa coesão doutrinal - caso tanto de luteranos como de calvinistas que estabeleceram confissões de fé ,regras portanto da interpretação bíblica para estas denominações.
Em segundo lugar é preciso perceber que a Igreja é que é a '' coluna e sustentáculo da verdade '' segundo São Paulo em Tessalonissences e não a Escritura; foi a Igreja mesma quem definiu o canôn das escrituras; tal canon nao se encontra nas escrituras
Em terceiro lugar a questão de fundo é : quem tem autoridade para interpretar a Bíblia - aqueles que se autointitulam profetas ou iluminados ou os Bispos que em Comunhão com o Papa sucessor de Pedro receberam um encargo de pastorear o rebanho de Cristo ? Pois é evidente que há uma continuidade historica na hierarquia episcopal católica que podemos remontar facilmente aos apóstolos!!
Porém o mesmo não ocorre nas seitas protestantes !!!
O protestantismo é filho do antropocentrismo , pai do liberalismo e do secularismo
rafael_33#46
sobre a crise trazida pelo protestantismo a cultura ocidental
Durante dois mil anos a Igreja teve o monopólio, no Ocidente, da autoridade espiritual. Desde o meio de século passado, entretanto, essa situação mudou, pois apareceram muitas correntes, entidades e organizações que, reconhecendo a existência de um Deus ou de um sentido geral da existência, arrogam-se o direito de interpretar seus desígnios melhor do que a Igreja Católica. Esse fato disseminou entre as populações ocidentais o individualismo religioso, de modo que hoje praticamente todo mundo crê que interpretar a vontade de Deus é matéria de foro íntimo de cada um, sem nenhuma obediência a critérios fixos, dogmas, regras ou disciplinas externas.
Aberto o primeiro precedente pelo protestantismo, a Declaração da Independência norte-americana estabeleceu formalmente o «direito inato» de cada ser humano cultuar a Deus «como bem entendesse», o que não significa apenas reconhecer o direito à existência de muitas religiões, mas o direito de cada indivíduo interpretá-las segundo seu próprio subjetivismo, e independentemente de qualquer preparo, conhecimento anterior ou qualificação moral e intelectual.
O leitor de hoje, acostumado a esse fenômeno, talvez não se dê conta do seu caráter absolutamente excepcional e espantoso. Em todas as épocas e lugares, a religação do homem com sua fonte metafísica foi sempre um empreendimento coletivo, que reunia pessoas e grupos divergentes no reconhecimento comum de um sentido único da existência. [content suppressed]
uriel#47
"Acho muito improvável que o reverendo Moon tenha tido qualquer proximidade com Jim Jones, devido ao fato do primeiro ser um notório anticomunista, enquanto que o segundo sempre foi muito próximo à esquerda e até mesmo a elementos soviéticos."

Santa ingenuidade!!
rafael_33#48
Santa ingenuidade!! [2]
albertoleopoldo#49
Ai, ai...
Ainda vou abrir outro tópico para falar de "livre exame", e mostrar, aliás, como há uma linha direta entre tal princípio e o surgimento das diversas ideologias revolucionárias que têm assolado a Europa desde então.

O fato é que Gabriel usou uma porção de vezes o termo "falácia", mas não apontou claramente nenhuma. Entendo que você usa um argumento ad hominem (que, por favor, nada tem a ver com argumento ad personam, i.e., que se baseia na desqualificação pessoal do oponente!), para mostrar uma suposta incoerência da posição católica, mas cuja "constatação" só pode ser uma questão de má informação.

A autoridade da Igreja é baseada não somente em documento escrito (a Bíblia), como na transmissão da legislatura, e em diversos sinais sensíveis (como acontece, aliás, com qualquer autoridade, mesmo mundana, legítima).

Confiar em Calvino como autoridade em Patrologia é praticamente a mesma coisa que confiar em Maurício de Souza como autoridade em Literatura. O trecho de Santo Inácio, bispo de Antioquia, deve ser a conclusão da sua epístola aos romanos:

"Tudo isto não vos ordeno como Pedro e Paulo; eles eram apóstolos, eu, um condenado; eles livres, eu servo".

Acontece que o magistério epistolar de S. Pedro e S. Paulo (como apóstolos) era universal, e por isso gozava de autoridade sobre os fiéis de quaisquer comunidades. Sto. Inácio, como bispo de Antioquia, escrevia para uma comunidade fora da sua área de jurisdição como bispo.

Em tempo: os bispos nada mais são do que SUCESSORES dos apóstolos (por isso a eficácia sacramental é válida quando há uma linha direta de sucessão apostólica, justamente através do episcopado). Apenas acontece que, cessado o período apostólico, cessa o período de inspiração direta do Espírito Santo (e portanto finaliza-se o registro da Revelação), mantendo-se o período de assistência (prometido por N. S. Jesus Cristo, que estaria com Sua Igreja todos os dias até o fim dos tempos).
albertoleopoldo#50
O mesmo Inácio de Antioquia, em sua epístola aos trálios, escreve:

"Sem bispo, sem sacerdotes e sem diáconos não há igreja".

Na epístola aos filadelfos:

"O bispo, os sacerdotes e os diáconos foram designados no pensamento de Jesus Cristo, que segundo a Sua vontade os estabeleceu e confirmou no Espírito Santo".

E na ep. aos Esmirneanos:

"Sem o Bispo, ninguém faça nada que diga respeito à Igreja. [...] Quem respeita o Bispo é respeitado por Deus; quem faz algo ocultamente a ele, serve ao diabo."

Gabriel, rezo pela sua conversão.

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