João, melhor forma é buscar os caracteres da classificação assim como era entendida entre 20-40 dentro das principais esferas de estudo de fenômenos políticos (política, econômica, social, cultural, estética, ética, etc).
Ajuda:dizem que nazismo é de direita
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Se é de direita, é direita revolucionária. Nem um pouco reaccionária. E com só alguns elementos conservadores misturados a outros bem progressistas.
Se é de direita, é direita revolucionária. Nem um pouco reaccionária. E com só alguns elementos conservadores misturados a outros bem progressistas.
Claro, claro. Todo movimento socialista que, em dado momento histórico, abrir luta fratricida contra outras correntes da mesma praga passa a ser "de direita". Critério sublime, esse, hein?
Em verdade, a questão é tão simples que dispensaria, inclusive, a investigação genealógica (donde veio o ideário nazista e os atores do Partido dos Trabalhadores Alemães) e geopolítica (como se portou no cenário de então, quais suas medidas para obter e manter o poder), se não abrirmos mão de um questionamento prévio: o nacional-socialismo era antiliberal e anticonservador. Por que diabos estaria no pólo dedicado ao revezamento desses dois matizes?
Insistindo, porém, em desvelar a genealogia e as políticas do nazismo, não se consegue separá-lo, sem malabarismos, dos feitos socialistas ao leste. Mesmo a retórica empregada era idêntica, e a parceria internacional o reforça.
Assim sendo, por que o senso comum tomou o nazismo como o extremo do liberal-conservadorismo? Pela competência da propaganda soviética, cujo giro de 180 graus em sua relação com a Alemanha em fins de guerra foi legitimamente "obâmico". Os grupos que cantavam o nazismo como o "melhor amigo anti-ocidental" passaram a denunciar nele um instrumento de manutenção da burguesia reacionária - e os livros de História nunca mais seriam os mesmos...
A favor da propaganda, o alinhamento pró-nazi de certa classe média não-socialista e de lideranças ocidentais as quais, por longa data, confiaram à "terceira via" a contenção da expansão comunista internacional. Uma estratégia estúpida, como se viu. Quem admite "um pouco" de totalitarismo deve estar ciente de acatá-lo por inteiro.
Em verdade, a questão é tão simples que dispensaria, inclusive, a investigação genealógica (donde veio o ideário nazista e os atores do Partido dos Trabalhadores Alemães) e geopolítica (como se portou no cenário de então, quais suas medidas para obter e manter o poder), se não abrirmos mão de um questionamento prévio: o nacional-socialismo era antiliberal e anticonservador. Por que diabos estaria no pólo dedicado ao revezamento desses dois matizes?
Insistindo, porém, em desvelar a genealogia e as políticas do nazismo, não se consegue separá-lo, sem malabarismos, dos feitos socialistas ao leste. Mesmo a retórica empregada era idêntica, e a parceria internacional o reforça.
Assim sendo, por que o senso comum tomou o nazismo como o extremo do liberal-conservadorismo? Pela competência da propaganda soviética, cujo giro de 180 graus em sua relação com a Alemanha em fins de guerra foi legitimamente "obâmico". Os grupos que cantavam o nazismo como o "melhor amigo anti-ocidental" passaram a denunciar nele um instrumento de manutenção da burguesia reacionária - e os livros de História nunca mais seriam os mesmos...
A favor da propaganda, o alinhamento pró-nazi de certa classe média não-socialista e de lideranças ocidentais as quais, por longa data, confiaram à "terceira via" a contenção da expansão comunista internacional. Uma estratégia estúpida, como se viu. Quem admite "um pouco" de totalitarismo deve estar ciente de acatá-lo por inteiro.
"se não abrirmos mão de um questionamento prévio: o nacional-socialismo era antiliberal e anticonservador."
Nacional-socialismo naquele avatar era mais "de direita" que o liberalismo e conservadorismo saxão; lembrando claro que tanto nazismo e fascismo tiveram fortes influências tradicionalistas. Essa mania de colocar o critério econômico na frente do político, social, cultural e ético...
Nacional-socialismo naquele avatar era mais "de direita" que o liberalismo e conservadorismo saxão; lembrando claro que tanto nazismo e fascismo tiveram fortes influências tradicionalistas. Essa mania de colocar o critério econômico na frente do político, social, cultural e ético...
Nazismo e um tipo de fascismo, os dois sao S.O.C.I.A.L.I.S.T.A.S, unica diferenca e que fascismo/nazismo, sao nacionalistas. Portanto de extrema esquerda. Nada mais do que isto, nao eh dificel de entender. O progressivismo eh derivado do fascismo, ou seja um fascismo A-LA americana, e o progressivismo e de extrema esquerda tambem.
De "direita" somente o conservadorismo e liberalismo (e esse ultimo nem tanto assim)
De "direita" somente o conservadorismo e liberalismo (e esse ultimo nem tanto assim)
Motivo pelo qual fasi/nazi foi considerado de direita foi porque mussolini e hitler foram temporariamente e estrategicamente contra os movimentos Marxistas da epoca, nao por discordarem da ideologia, mas por simples ganancia pelo poder.
Haviam varios derivados de estrema esquerda...seria como PT contra PSOL, PSOL contra PC do B, e assim por diante.
Haviam varios derivados de estrema esquerda...seria como PT contra PSOL, PSOL contra PC do B, e assim por diante.
"De "direita" somente o conservadorismo e liberalismo (e esse ultimo nem tanto assim)"
Importante frisar que isso no seu universo paralelo, né?
Importante frisar que isso no seu universo paralelo, né?
Simplificando: National-Sozialismus é simplesmente a variante do Socialismo inventada por lideres socialistas apos a primeira guerra mundial, quando ficou claro que a classe trabalhadora era nacionalista, ou seja, estava disposta a lutar por seu pais mais do que por algum movimento internacional. O nome é tipicamente alemao, bem auto-explicativo.
Transcrevo na íntegra uma conversa q tive com um pesquisador, bastante culto.
"Realmente nesse termo direita, ou mais amplamente conservador, há muitas correntes, para chamá-las assim:
Há pessoas que são simplesmente centristas, conservadoras, defendem certos valores básicos e não condescendem com outros;
Há depois a direita um pouco laica e nacionalista, que acha que o valor supremo é a Pátria. Claro que a Pátria é importante, mas não o único valor superior;
"Realmente nesse termo direita, ou mais amplamente conservador, há muitas correntes, para chamá-las assim:
Há pessoas que são simplesmente centristas, conservadoras, defendem certos valores básicos e não condescendem com outros;
Há depois a direita um pouco laica e nacionalista, que acha que o valor supremo é a Pátria. Claro que a Pátria é importante, mas não o único valor superior;
Depois há um certo tipo de direita fascista, ligada às idéias de uma sociedade planificada e muito estatizada como foi o nazismo e o fascismo.
- Mas, nazismo não era socialista?
Sim, isso mesmo! Era um socialismo nacionalista que sempre foi apresentado como direita (a meu ver indevidamente). Aliás,o partido nazista também se chamava Partido dos Trabalhadores (PT).
- Mas, nazismo não era socialista?
Sim, isso mesmo! Era um socialismo nacionalista que sempre foi apresentado como direita (a meu ver indevidamente). Aliás,o partido nazista também se chamava Partido dos Trabalhadores (PT).
Haveria ainda a registrar a direita que defende certos valores morais e religiosos para a sociedade. Essa direita vai de certos conservadores (democrata-cristãos, do estilo do Partido CSU da Baviera), até conservadores religiosos, para chamá-los assim (como por exemplo protestantes americanos, bem anti-esquerda e defensores de valores morais).
Haveria também os monarquistas, que por sua vez têm seus matizes.
Haveria também os monarquistas, que por sua vez têm seus matizes.
E, por fim, haveria o que se chamou outrora de ultramontanismo, às vezes despectivamente. Seria o pensamento político dos católicos que defendem as prerrogativas da Igreja e a influência sadia de seus ensinamentos na organização político-social. Monarquistas, pelo menos em matéria de princípios (uma vez que em certas situações concretas pode não haver condições para uma Monarquia), esse pensamento se opõe frontalmente aos erros revolucionários nascidos, sobretudo, a partir da Revolução Francesa. Por isso também se chamarem de contra-revolucionários. Erros que depois influenciaram a Revolução comunista russa e as outras, e influenciam hoje em dia esses movimentos contestatários que se reunem nos fóruns sociais mundiais.
O nazismo parece inclassificável, mas na dicotomia esquerda-direita ele é muito mais esquerdista do que direitista. Diria que ele é até totalmente extrema-esquerda.
Sobre seu caráter revolucionário existe um mito de que o nazismo é extrema direita porque ele quer conservar o passado, as raízes, a nação, raça, etc. Isso é uma tremenda bobagem. O nazismo se baseia um passado pagão utópico, uma espécie de "paraíso perdido" que tem de ser resgatado no futuro. Ou seja: é a transposição histórica do passado para o futuro. Isso não é uma volta ao passado, mas a reacriação integral da sociedade no futuro segundo o utopia perdida no passado. É revolução pura!!!!
O único aspecto direitista do nazismo é seu apelo nacional e supostamente cultural. Mas volto a dizer: é a cultura pagã, pré-cristã e, claro, anti-cristã. A recriação dessa cultura só é possível através da demolição da tradiação vigente. Mesmo esse aspecto falsamente conservador do nazismo é puramente revolucionário: é necessário demolir uma cultura para criar outra. É a tentativa de remodelar a Alemanha, Europa e mundo segundo o "paraíso perdido" da "raça ariana" sobre os escombros do cristianismo.
Nem falo de sua política econômica. E a aliança com os ricos e alguns conservadores ocorreu da ilusão desses grupos de controlar os nazistas e participar do poder junto com eles. Depois que viram na merda que haviam se metido, os que tentaram sair foram mortos e o resto ficou amarrado aos nazistas.
Soma-se isso ao fanatismo de seus líderes, a loucura pessoal dos mesmos e uma força militar descomunal para remodelar a Terra segundo essas idéias intrinsicamente falsas e absurdas, totalmente desconexas com a realidade, e aí se vê a merda que dá.
Sobre seu caráter revolucionário existe um mito de que o nazismo é extrema direita porque ele quer conservar o passado, as raízes, a nação, raça, etc. Isso é uma tremenda bobagem. O nazismo se baseia um passado pagão utópico, uma espécie de "paraíso perdido" que tem de ser resgatado no futuro. Ou seja: é a transposição histórica do passado para o futuro. Isso não é uma volta ao passado, mas a reacriação integral da sociedade no futuro segundo o utopia perdida no passado. É revolução pura!!!!
O único aspecto direitista do nazismo é seu apelo nacional e supostamente cultural. Mas volto a dizer: é a cultura pagã, pré-cristã e, claro, anti-cristã. A recriação dessa cultura só é possível através da demolição da tradiação vigente. Mesmo esse aspecto falsamente conservador do nazismo é puramente revolucionário: é necessário demolir uma cultura para criar outra. É a tentativa de remodelar a Alemanha, Europa e mundo segundo o "paraíso perdido" da "raça ariana" sobre os escombros do cristianismo.
Nem falo de sua política econômica. E a aliança com os ricos e alguns conservadores ocorreu da ilusão desses grupos de controlar os nazistas e participar do poder junto com eles. Depois que viram na merda que haviam se metido, os que tentaram sair foram mortos e o resto ficou amarrado aos nazistas.
Soma-se isso ao fanatismo de seus líderes, a loucura pessoal dos mesmos e uma força militar descomunal para remodelar a Terra segundo essas idéias intrinsicamente falsas e absurdas, totalmente desconexas com a realidade, e aí se vê a merda que dá.
"o partido nazista também se chamava Partido dos Trabalhadores (PT)."
As semelhanças não ficam só por aí: o nosso PT tem muitos traços nazistas (um deles é a propaganda ).
Este governo tem uma máquina de propaganda impressionante.
As semelhanças não ficam só por aí: o nosso PT tem muitos traços nazistas (um deles é a propaganda ).
Este governo tem uma máquina de propaganda impressionante.
Vi um debate numa comunidade, (não me lembro se foi nesta) onde disseram q o regime militar era socialista, pois criaram muitas estatais.
Nesta conversa com o pesquisador, vejam o q ele disse:
Havia entre os militares duas alas: uma verdadeiramente direitista e outra nacional socialista.
A uma certa altura, sobretudo com o General Geisel, esta última ala tomou conta do poder e foram eles os grandes cúmplices da esquerda.
Já notou que o Lula de vez em quando faz elogios ao Geisel?
Li, há um bom tempo atrás um artigo do Delfim (muito ligado a esta ala dos militares) uma afirmação impressionante: nós (regime militar), criámos a figura do Lula, ou seja, ele diz que o Lula foi cria deles. Por isso essa abertura que acabou favorecendo a esquerda.
Nesta conversa com o pesquisador, vejam o q ele disse:
Havia entre os militares duas alas: uma verdadeiramente direitista e outra nacional socialista.
A uma certa altura, sobretudo com o General Geisel, esta última ala tomou conta do poder e foram eles os grandes cúmplices da esquerda.
Já notou que o Lula de vez em quando faz elogios ao Geisel?
Li, há um bom tempo atrás um artigo do Delfim (muito ligado a esta ala dos militares) uma afirmação impressionante: nós (regime militar), criámos a figura do Lula, ou seja, ele diz que o Lula foi cria deles. Por isso essa abertura que acabou favorecendo a esquerda.
Os Liberais afirmam que "quanto mais estatista, mais esquerdista". O critério deles de direitismo é baseado na questão do individualismo versus colectivismo.
Mas isso é estúpido.
Esquerdistas socialistas e social-democratas são progressistas colectivistas.
Os Liberais, por sua vez, são progressistas individualistas.
Reacionários são os conservadores.
E como os conservadores valorizam a família, religião e a comunidade, então eles são um pouco mais colectivistas do que os Liberais. E por isso alguns Liberais afirmam que o conservadorismo é "de esquerda"!
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Se os Liberais são de direita, eles são a direita progressista.
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Mas essas discussões são puramente terminológicas, e se não passarem disso são totalmente estéreis.
Mas isso é estúpido.
Esquerdistas socialistas e social-democratas são progressistas colectivistas.
Os Liberais, por sua vez, são progressistas individualistas.
Reacionários são os conservadores.
E como os conservadores valorizam a família, religião e a comunidade, então eles são um pouco mais colectivistas do que os Liberais. E por isso alguns Liberais afirmam que o conservadorismo é "de esquerda"!
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Se os Liberais são de direita, eles são a direita progressista.
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Mas essas discussões são puramente terminológicas, e se não passarem disso são totalmente estéreis.
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Olavo de Carvalho também às vezes chama fascistas e nazistas de "extrema direita".
Vejam:
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"Na verdade, as únicas três organizações de extrema-direita em ação no Brasil -- o Movimento de Solidariedade Latino-Americana do dr. Enéas Carneiro (filial do movimento internacional do sr. Lyndon LaRouche), a TFP, Tradição, Família e Propriedade, e a Associação Monfort de São Paulo -- me odeiam tanto quanto os esquerdistas e competem com eles na produção de escritos difamatórios contra mim. "
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Ora, o Dr. Eneas não era exatamente um conservador extremo e sim um fascistóide estatista que disse que FHC deveria ter sido fuzilado porque realizou privatizações.
"Em nosso governo, o processo de privatização pára, é detido instantaneamente, e procuraremos o apoio de figuras exponenciais no cenário jurídico para que todas as nossas estatais que foram privatizadas voltem às mãos do Estado soberano brasileiro." (Eneas, em entrevista, 1998)
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http://www.geocities.com/CapitolHill/Senate/4777/
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Portanto o Eneas, colectivista e estatista anti-liberal, era um fascistóide. E mesmo assim o Olavo também se referia a ele como "extrema-direita". É apenas um termo consagrado, ora!
Olavo de Carvalho também às vezes chama fascistas e nazistas de "extrema direita".
Vejam:
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"Na verdade, as únicas três organizações de extrema-direita em ação no Brasil -- o Movimento de Solidariedade Latino-Americana do dr. Enéas Carneiro (filial do movimento internacional do sr. Lyndon LaRouche), a TFP, Tradição, Família e Propriedade, e a Associação Monfort de São Paulo -- me odeiam tanto quanto os esquerdistas e competem com eles na produção de escritos difamatórios contra mim. "
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Ora, o Dr. Eneas não era exatamente um conservador extremo e sim um fascistóide estatista que disse que FHC deveria ter sido fuzilado porque realizou privatizações.
"Em nosso governo, o processo de privatização pára, é detido instantaneamente, e procuraremos o apoio de figuras exponenciais no cenário jurídico para que todas as nossas estatais que foram privatizadas voltem às mãos do Estado soberano brasileiro." (Eneas, em entrevista, 1998)
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http://www.geocities.com/CapitolHill/Senate/4777/
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Portanto o Eneas, colectivista e estatista anti-liberal, era um fascistóide. E mesmo assim o Olavo também se referia a ele como "extrema-direita". É apenas um termo consagrado, ora!
faltou o link:
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"Na edição do dia 2 de setembro de 2002 esse senhor classificou-me como “um dos representantes da extrema-direita brasileira”.
Na verdade, as únicas três organizações de extrema-direita em ação no Brasil (...) me odeiam tanto quanto os esquerdistas e competem com eles na produção de escritos difamatórios contra mim."
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Carta aberta ao Diário de Notícias de Lisboa
e aos leitores portugueses em geral
.
Petrópolis, RJ, 20 de setembro de 2002
Olavo de Carvalho
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http://www.olavodecarvalho.org/textos/dn_lisboa.htm
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"Na edição do dia 2 de setembro de 2002 esse senhor classificou-me como “um dos representantes da extrema-direita brasileira”.
Na verdade, as únicas três organizações de extrema-direita em ação no Brasil (...) me odeiam tanto quanto os esquerdistas e competem com eles na produção de escritos difamatórios contra mim."
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Carta aberta ao Diário de Notícias de Lisboa
e aos leitores portugueses em geral
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Petrópolis, RJ, 20 de setembro de 2002
Olavo de Carvalho
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http://www.olavodecarvalho.org/textos/dn_lisboa.htm
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"Por fim, tentando desmoralizar as denúncias quanto à participação de Lula no Foro, Maxwell as atribui a um tipo tão pouco confiável quanto ele próprio, o líder de extrema-direita Lyndon La Rouche."
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Mentiras concisas
Olavo de Carvalho
O Globo, 23 de novembro de 2002
.
http://www.olavodecarvalho.org/semana/11232002globo.htm
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=================
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Portanto o próprio Olavo também chama o Dr. Eneas e o LaRouche (dois filo-fascistas) de "extrema-direita".
Não é preciso dar um chilique quando vez se vê alguém a se referir ao nazismo e fascismo como sendo de "extrema-direita". É apenas uma expressão consagrada pelo uso.
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"Por fim, tentando desmoralizar as denúncias quanto à participação de Lula no Foro, Maxwell as atribui a um tipo tão pouco confiável quanto ele próprio, o líder de extrema-direita Lyndon La Rouche."
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Mentiras concisas
Olavo de Carvalho
O Globo, 23 de novembro de 2002
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http://www.olavodecarvalho.org/semana/11232002globo.htm
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Portanto o próprio Olavo também chama o Dr. Eneas e o LaRouche (dois filo-fascistas) de "extrema-direita".
Não é preciso dar um chilique quando vez se vê alguém a se referir ao nazismo e fascismo como sendo de "extrema-direita". É apenas uma expressão consagrada pelo uso.
Em outro artigo o Olavo chama os nazistas e fascistas de "maldito centro" e não de esquerda, admitindo implicitamente que esses movimentos têm características tanto de esquerda quanto de direita.
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"Nazismo e fascismo não são extrema-direita, pela simples razão de que não são direita nenhuma: são o maldito centro, são o meio-caminho andado"
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http://www.olavodecarvalho.org/semana/verdadireita.htm
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A verdadeira direita
Olavo de Carvalho
O Globo, 5 de novembro de 2000
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"Nazismo e fascismo não são extrema-direita, pela simples razão de que não são direita nenhuma: são o maldito centro, são o meio-caminho andado"
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http://www.olavodecarvalho.org/semana/verdadireita.htm
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A verdadeira direita
Olavo de Carvalho
O Globo, 5 de novembro de 2000
Existe uma vertente do fascismo e do nazismo que claramente tem mais características conservadoras e tradicionalistas do que esquerdistas. Me refiro ao chamado "nazismo esotérico" e aos Tradicionalistas evolianos pró-fascistas. Muitos dos que admiram Evola também admiram o fascismo.
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E são indivíduos radicalmente anti-igualitaristas, anti-feministas e que são a favor das Castas, da teocracia, da chamada sociedade "tradicional", da "Tradição" etc.
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Para esses o rótulo de extrema direita é apropriado.
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É bom lembra que extrema direita não é a mesma cousa que direita.
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E são indivíduos radicalmente anti-igualitaristas, anti-feministas e que são a favor das Castas, da teocracia, da chamada sociedade "tradicional", da "Tradição" etc.
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Para esses o rótulo de extrema direita é apropriado.
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É bom lembra que extrema direita não é a mesma cousa que direita.
os Integralistas e linearistas são outro caso interessante. Um Liberal pode querer chamá-los de esquerdistas porque eles são contra as privatizações - mas eles ao mesmo tempo são a favor da família, da Pátria, da Religião e são contra o aborto e a eutanásia e a favor da pena de morte. Então é complicado reduzi-los a "esquerdistas" devido apenas à questão econômica.
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Os Liberais querem reduzir tudo à questão econômica e tamanho do Estado - sendo que um Estado pode ser "grande" (forte ou intervencionista) porém com objetivos diversos dos objetivos dos esquerdistas.
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Os Liberais querem reduzir tudo à questão econômica e tamanho do Estado - sendo que um Estado pode ser "grande" (forte ou intervencionista) porém com objetivos diversos dos objetivos dos esquerdistas.
eu exclui a mensagem porque tinha um link pra outra comunidade,a dos Católicos.
O Nazismo é um regime de estado Totalitário.
Social- nacionalismo. tudo pelo estado. Com economia de mercado.
Diferente do Marxismo que possui uma economia Dirigida.
Para mim é um extremo da Direita.
Diferente também do Liberalismo Classico onde o estado é minimo e o individuo tem mais força. Ao qual participo como idéia de sociedade capaz.
Social- nacionalismo. tudo pelo estado. Com economia de mercado.
Diferente do Marxismo que possui uma economia Dirigida.
Para mim é um extremo da Direita.
Diferente também do Liberalismo Classico onde o estado é minimo e o individuo tem mais força. Ao qual participo como idéia de sociedade capaz.
João, qual livro o Paul Johnson afirmou esta besteira?
Eu costumo responder esta afirmação assim. Leia somente o Mein Kampf, não precisa mais que isto e veja porque o partido do bigodinho delicado escolheu este nome. Depois disso, de duas uma: ou você não entende o que é direita ou não entende o que é o nazismo.
O negócio é tão simples que chega a ser besta. Deram o nome de Partido Nacional Socialista somente para se diferenciarem dos Socialistas. Como os socialistas tinham uma orientação mais internacional e estavam em alta na época de formação do partido nazi, pretendiam dar uma resposta de orientação mais nacionalista, para mostrar que seriam mais efetivos aos problemas do país na época. O conteúdo é o mesmo, só mudaram um pouco do nome para formar outro partido
Eu costumo responder esta afirmação assim. Leia somente o Mein Kampf, não precisa mais que isto e veja porque o partido do bigodinho delicado escolheu este nome. Depois disso, de duas uma: ou você não entende o que é direita ou não entende o que é o nazismo.
O negócio é tão simples que chega a ser besta. Deram o nome de Partido Nacional Socialista somente para se diferenciarem dos Socialistas. Como os socialistas tinham uma orientação mais internacional e estavam em alta na época de formação do partido nazi, pretendiam dar uma resposta de orientação mais nacionalista, para mostrar que seriam mais efetivos aos problemas do país na época. O conteúdo é o mesmo, só mudaram um pouco do nome para formar outro partido
Exato
Notem os senhores que os discursos do Dr. Eneias eram muito "próximos" de Leonel Brizola, um esquerdista o outro de extrema direita. Ambos nacionalistas, já FHC e Lula não tem essas preocupações com os "interesses nacionais" ou com as fronteiras, ambos sonham com o socialismo além fronteiras, um bloco parecido com a extinta URSS. Quem vai estar no comando se vê depois.
Se alguém vê patriotismo no Lula ou em FHC, enxerga mais que eu. Já em Brizola e Enéias sim ou pelo menos fingiam.
O Fabianismo nos promórdios "previa" o respeito às soberanias nacionais, com o tempo abandonaram esse "princípio".
Responda esfregando os fatos mostrados no vídeo abaixo na cara de quem afirma que nazismo é de direita:
http://www.youtube.com/watch?v=xqGkj-6iF2I&feature=P…0&playnext=1
http://www.youtube.com/watch?v=xqGkj-6iF2I&feature=P…0&playnext=1
João,
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Entendo que utilizar as categorias esquerda-direita sem esclarecer critérios é uma maneira fácil de criar uma confusão das grandes. Por exemplo, nos EUA nós temos os Republicanos (direita) e os Democratas (esquerda). Mas dentro do próprio partido Democrata temos os que estão mais "a direita". É a "direita" da esquerda. Da mesma forma temos o "rinos" dentro do partido Republicano. É a "esquerda" da direita. Um exemplo dessa confusão você encontra aqui: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDG81…SCORDIA.html ;
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Vejo que a briguinha entre os comunistas e nazistas é do mesmo tipo. Utilizando o critério "socialismo" para definir quem é esquerda e direita, os dois estariam na esquerda. Dentro dessa esquerda teriamos outra subdivisão: comunistas na "esquerda" e "nazistas" na direita.
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Pelo que eu vejo o próprio Paul Johnson revisou sua posição. Num artigo intitulado "Quem foi o homem mais direitista da história" publicado na Spectator em 2006 ele afirmou que "Um dos maiores erros da taxonomia política é o de classificar Hitler como de direita". Afirma também que Hitler e Goebbels eram socialistas. Hitler consegue furar as seis regras essenciais de qualquer conservador que se preze. Primeiro: a crença num Deus omnipotente e omnipresente. Segundo: uma moral absoluta como base de qualquer sistema legal. Terceiro: a defesa de um Estado mínimo, quer em extensão, quer em ambição. Quarto: o respeito por poderes tradicionais e tradicionalmente instituídos. Quinto: um certo controle e autocontrole de conduta. Sexto: a procura de um equilíbrio entre o indivíduo e o Estado.
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O Artigo completo está aqui: http://www.spectator.co.uk/archive/features/14940/wh…ruary%202006 ; Ele fala sobre Hitler na página 4.
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Entendo que utilizar as categorias esquerda-direita sem esclarecer critérios é uma maneira fácil de criar uma confusão das grandes. Por exemplo, nos EUA nós temos os Republicanos (direita) e os Democratas (esquerda). Mas dentro do próprio partido Democrata temos os que estão mais "a direita". É a "direita" da esquerda. Da mesma forma temos o "rinos" dentro do partido Republicano. É a "esquerda" da direita. Um exemplo dessa confusão você encontra aqui: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDG81…SCORDIA.html ;
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Vejo que a briguinha entre os comunistas e nazistas é do mesmo tipo. Utilizando o critério "socialismo" para definir quem é esquerda e direita, os dois estariam na esquerda. Dentro dessa esquerda teriamos outra subdivisão: comunistas na "esquerda" e "nazistas" na direita.
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Pelo que eu vejo o próprio Paul Johnson revisou sua posição. Num artigo intitulado "Quem foi o homem mais direitista da história" publicado na Spectator em 2006 ele afirmou que "Um dos maiores erros da taxonomia política é o de classificar Hitler como de direita". Afirma também que Hitler e Goebbels eram socialistas. Hitler consegue furar as seis regras essenciais de qualquer conservador que se preze. Primeiro: a crença num Deus omnipotente e omnipresente. Segundo: uma moral absoluta como base de qualquer sistema legal. Terceiro: a defesa de um Estado mínimo, quer em extensão, quer em ambição. Quarto: o respeito por poderes tradicionais e tradicionalmente instituídos. Quinto: um certo controle e autocontrole de conduta. Sexto: a procura de um equilíbrio entre o indivíduo e o Estado.
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O Artigo completo está aqui: http://www.spectator.co.uk/archive/features/14940/wh…ruary%202006 ; Ele fala sobre Hitler na página 4.
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João,
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No livro "Tempos modernos" Paul Johnson classifica Hitler, juntamete com Stalin e Mussolini, como "coletivista" (sinônimo de socialista) na página 261.
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Na página 286 ele fala literalmente do socialismo hitlerista. Um socialista de raça em oposição ao socialismo de classes marxista. (Direita x Esquerda)
João,
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No livro "Tempos modernos" Paul Johnson classifica Hitler, juntamete com Stalin e Mussolini, como "coletivista" (sinônimo de socialista) na página 261.
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Na página 286 ele fala literalmente do socialismo hitlerista. Um socialista de raça em oposição ao socialismo de classes marxista. (Direita x Esquerda)
A dicotomia direita/esquerda não dá conta do espectro político.
O nazismo -- assim como os diversos movimentos fascistas -- tem elementos tradicionalmente associados à direita e elementos tradicionalmente associados à esquerda.
O nazismo -- assim como os diversos movimentos fascistas -- tem elementos tradicionalmente associados à direita e elementos tradicionalmente associados à esquerda.
Fascismo e nazismo: socialismo real
Socialismo : socialismo utópico
Socialismo : socialismo utópico
o fascismo não tem o igualitarismo da esquerda socialista.
Leiam esse texto: http://ray-dox.blogspot.com/2006/08/this-article-is-…nternet.html
e depois leiam os textos desse site: http://constitutionalistnc.tripod.com/hitler-leftist/index.html
e depois leiam os textos desse site: http://constitutionalistnc.tripod.com/hitler-leftist/index.html
o fascismo não tem o igualitarismo da esquerda socialista.
Nem o materialismo; nem o progressismo; não é herdeiro do iluminismo; e por aí vai.
Nem o materialismo; nem o progressismo; não é herdeiro do iluminismo; e por aí vai.
Segundo o saudoso Plínio Corrêa, as Revoluções começaram com o protestantismo. Apartir daí, tudo pode ser considerado de esquerda, do pseudoneocons iluminista até o comunismo.
Em qual das ''direitas'' você crê?
Sim, pois pra mim a uníca direita é a tradicional católica romana.
Sim, pois pra mim a uníca direita é a tradicional católica romana.
Se você rejeita Plíneo Corrêa e a TFP, você também rejeita a monarquia dinástica brasileira(ramo de Vassouras) e também a direita católica brasileira(vide Arautos do Evangelho).
"o fascismo não tem o igualitarismo da esquerda socialista.
Nem o materialismo; nem o progressismo; não é herdeiro do iluminismo; e por aí vai."
Está aí uma coisa que eu gostaria de entender. O fascismo auto-proclamado não surgiu com o movimento de Mussolini e Gentile? Não eram estes hegelianos e mesmo herdeiros diretos do marxismo (do qual Gentile se julgava tanto crítico quanto continuador)?
Creio que as bases filosóficas do fascismo "histórico" sejam, sim, herdeiros do iluminismo, do progressismo e mesmo do materialismo (na Alemanha hitlerista isso estava ainda mais evidente). Mas ainda assim há um certo apelo tradicionalista e esotérico, que não só lhe trouxe o apoio de tipos como os evolianos, mas estabeleceu uma certa "comunhão espiritual" com regimes similarmente corporativistas e autoritários, só que mais diretamente ligados ao tradicionalismo, como no chamado "fascismo clerical" (de um Tiso, um Salazar, um Franco ou mesmo um Codreanu, se tomarmos o termo em sentido suficientemente vago). Claro que se trata de uma comunhão imperfeita e mesmo intrinsecamente conflituosa (dados os elementos progressistas/revolucionários e mesmo anti-cristãos e paganizantes de vertentes como a italiana e a alemã - que se revelaram mais afins entre si), e freqüentemente havia um clima de cumplicidade estratégica contra um inimigo comum (como foi o caso das relações de Franco com o nazismo).
O fato de os fascismos italiano e alemão serem tributários do marxismo (e mesmo de certa ajuda política da URSS) não os impede de terem sido conspicuamente anti-comunistas. Mas, ainda que tenham um certo apelo "tradicionalista" (principalmente para os tradicionalistas "pagãos"), também não significa que sejam "conservadores" ou "de direita", como por exemplo tampouco a teologia da libertação o é.
De qualquer modo, a coisa toda é bastante matizada, e a distinção baseada em critérios econômicos (ou mesmo de "liberalismo político" e seu oposto) me parece tosca e falha.
Nem o materialismo; nem o progressismo; não é herdeiro do iluminismo; e por aí vai."
Está aí uma coisa que eu gostaria de entender. O fascismo auto-proclamado não surgiu com o movimento de Mussolini e Gentile? Não eram estes hegelianos e mesmo herdeiros diretos do marxismo (do qual Gentile se julgava tanto crítico quanto continuador)?
Creio que as bases filosóficas do fascismo "histórico" sejam, sim, herdeiros do iluminismo, do progressismo e mesmo do materialismo (na Alemanha hitlerista isso estava ainda mais evidente). Mas ainda assim há um certo apelo tradicionalista e esotérico, que não só lhe trouxe o apoio de tipos como os evolianos, mas estabeleceu uma certa "comunhão espiritual" com regimes similarmente corporativistas e autoritários, só que mais diretamente ligados ao tradicionalismo, como no chamado "fascismo clerical" (de um Tiso, um Salazar, um Franco ou mesmo um Codreanu, se tomarmos o termo em sentido suficientemente vago). Claro que se trata de uma comunhão imperfeita e mesmo intrinsecamente conflituosa (dados os elementos progressistas/revolucionários e mesmo anti-cristãos e paganizantes de vertentes como a italiana e a alemã - que se revelaram mais afins entre si), e freqüentemente havia um clima de cumplicidade estratégica contra um inimigo comum (como foi o caso das relações de Franco com o nazismo).
O fato de os fascismos italiano e alemão serem tributários do marxismo (e mesmo de certa ajuda política da URSS) não os impede de terem sido conspicuamente anti-comunistas. Mas, ainda que tenham um certo apelo "tradicionalista" (principalmente para os tradicionalistas "pagãos"), também não significa que sejam "conservadores" ou "de direita", como por exemplo tampouco a teologia da libertação o é.
De qualquer modo, a coisa toda é bastante matizada, e a distinção baseada em critérios econômicos (ou mesmo de "liberalismo político" e seu oposto) me parece tosca e falha.
...
Mussolini é um socialista que abandonou o barco.
Eu considero os facismos revolucionários. Mais especificamente, restauradores. Ou seja, revolucionários mas nao progressistas. O fascismo é fortemente anti-iluminista, característica que não é comprometida pelo fato de um ou outro nome importante desse posicionamento ter se envolvido com ideais de esquerda em algum momento de sua carreira política.
De qualquer forma, eu não penso que o fascismo se reduza nem à direita nem à esquerda, pelo menos não da maneira como geralmente se constrói o espectro político. Existiram também vários facismos. Desde o neo-pagão nacional-socalismo até a Guarda de Ferro romena nem tudo é anti-cristianismo, por exemplo.
E houve muitas alianças de tradicionalistas e conservadores com movimentos fascistas e pró-fascistas, na Romênia, na França, na Espanha e até mesmo na Alemanha. Claro que se pode falar de um inimigo comum. Mas o inimigo comum era, nitidamente, a esquerda socialista. E convém lembrar que URSS e EUA também se uniram contra um inimigo comum na II GM: o nazi-fascismo.
Mussolini é um socialista que abandonou o barco.
Eu considero os facismos revolucionários. Mais especificamente, restauradores. Ou seja, revolucionários mas nao progressistas. O fascismo é fortemente anti-iluminista, característica que não é comprometida pelo fato de um ou outro nome importante desse posicionamento ter se envolvido com ideais de esquerda em algum momento de sua carreira política.
De qualquer forma, eu não penso que o fascismo se reduza nem à direita nem à esquerda, pelo menos não da maneira como geralmente se constrói o espectro político. Existiram também vários facismos. Desde o neo-pagão nacional-socalismo até a Guarda de Ferro romena nem tudo é anti-cristianismo, por exemplo.
E houve muitas alianças de tradicionalistas e conservadores com movimentos fascistas e pró-fascistas, na Romênia, na França, na Espanha e até mesmo na Alemanha. Claro que se pode falar de um inimigo comum. Mas o inimigo comum era, nitidamente, a esquerda socialista. E convém lembrar que URSS e EUA também se uniram contra um inimigo comum na II GM: o nazi-fascismo.
Certo, André.
Mas então Mussolini não se classifica como fascista?
E o fascismo alemão não é revolucionário?
Do fato de ter havido alianças entre tradicionalistas e fascistas (especialmente quando mais por razões estratégicas do que de comunhão espiritual), não se segue que haja identidade ou mesmo convergência de propósitos.
Muitos católicos italianos também se uniram aos comunistas contra os fascistas.
Eu creio que deveria haver termos distintos para designar o fascismo revolucionário (que leva a responsabilidade pela origem do vocábulo) e o "fascismo" contra-revolucionário e filo-tradicionalista (cristão).
Isso eliminaria um monte de mal-entendidos (creio).
Mas então Mussolini não se classifica como fascista?
E o fascismo alemão não é revolucionário?
Do fato de ter havido alianças entre tradicionalistas e fascistas (especialmente quando mais por razões estratégicas do que de comunhão espiritual), não se segue que haja identidade ou mesmo convergência de propósitos.
Muitos católicos italianos também se uniram aos comunistas contra os fascistas.
Eu creio que deveria haver termos distintos para designar o fascismo revolucionário (que leva a responsabilidade pela origem do vocábulo) e o "fascismo" contra-revolucionário e filo-tradicionalista (cristão).
Isso eliminaria um monte de mal-entendidos (creio).
Correção:
Quando falo em revolucionário (sobre o nazismo), não tenho em mente "restaurador", mas proponente de uma ruptura, e aparentado ao iluminismo e ao bolchevismo.
Quando falo em revolucionário (sobre o nazismo), não tenho em mente "restaurador", mas proponente de uma ruptura, e aparentado ao iluminismo e ao bolchevismo.
...
Alberto,
O fascismo é revolucionário, no sentido de ser restaurador. Quer dizer, advoga uma revolução contra a sociedade progressista. A dicotomia direita e esquerda baseada no critério "revolução" é apropriada somente até certo ponto. Até o ponto em que a sociedade seja liberal e os movimentos que querem derrubá-la pela força possuam um ideário pré-iluminista.
Realmente, não sei se é necessária uma nova terminologia para separar os movimentos fascistas tendo por critério o cristianismo.
Há uma linha comum, e o restante se liga a especificidades regionais ou particularidades de sub-ramos do próprio fascismo. Por exemplo, muita coisa no nazismo se explica por características singulares da própria Alemanha (tese do Sonderweg).
Alberto,
O fascismo é revolucionário, no sentido de ser restaurador. Quer dizer, advoga uma revolução contra a sociedade progressista. A dicotomia direita e esquerda baseada no critério "revolução" é apropriada somente até certo ponto. Até o ponto em que a sociedade seja liberal e os movimentos que querem derrubá-la pela força possuam um ideário pré-iluminista.
Realmente, não sei se é necessária uma nova terminologia para separar os movimentos fascistas tendo por critério o cristianismo.
Há uma linha comum, e o restante se liga a especificidades regionais ou particularidades de sub-ramos do próprio fascismo. Por exemplo, muita coisa no nazismo se explica por características singulares da própria Alemanha (tese do Sonderweg).
Acabei enviando o acima sem ler o seu último post. É isso mesmo, o fascismo é restaurador.
Mas repara, procurar elementos do socialismo no fascismo -- e encontrá-los -- não implica que o fascismo seja progressista. O fascismo não é um meio-conservadorismo e também não é um meio-socialismo. É uma outra coisa que pode ter elementos de ambos os campos sem se reduzir a nenhum deles.
Falei disso aqui:
.
[[url]/Main#CommMsgs.aspx?cmm=42033749&tid=5241059608375318221&kw=pericorese&na=2&nst=114[/url]]
Mas repara, procurar elementos do socialismo no fascismo -- e encontrá-los -- não implica que o fascismo seja progressista. O fascismo não é um meio-conservadorismo e também não é um meio-socialismo. É uma outra coisa que pode ter elementos de ambos os campos sem se reduzir a nenhum deles.
Falei disso aqui:
.
[[url]/Main#CommMsgs.aspx?cmm=42033749&tid=5241059608375318221&kw=pericorese&na=2&nst=114[/url]]
O nazismo advoga uma tal revolução contra a sociedade progressista (e seria, portanto, uma espécie de reacionarismo violento), ou somente contra a ala específica da socialista dentro desse mesmo progressismo (se a divisão for lícita)?
Eu tendo a concordar com o comentário de Marcos:
"Sobre seu caráter revolucionário existe um mito de que o nazismo é extrema direita porque ele quer conservar o passado, as raízes, a nação, raça, etc. Isso é uma tremenda bobagem. O nazismo se baseia um passado pagão utópico, uma espécie de "paraíso perdido" que tem de ser resgatado no futuro. Ou seja: é a transposição histórica do passado para o futuro. Isso não é uma volta ao passado, mas a reacriação integral da sociedade no futuro segundo o utopia perdida no passado. É revolução pura!!!!"
Além disso, há uma clara influência do evolucionismo, de uma certa ideologia tecnicista e do próprio materialismo marxista na sua formação (sem falar numa certa estética modernista). Até que ponto um tal regime poderia ser dito "de restauração"?
Eu tendo a concordar com o comentário de Marcos:
"Sobre seu caráter revolucionário existe um mito de que o nazismo é extrema direita porque ele quer conservar o passado, as raízes, a nação, raça, etc. Isso é uma tremenda bobagem. O nazismo se baseia um passado pagão utópico, uma espécie de "paraíso perdido" que tem de ser resgatado no futuro. Ou seja: é a transposição histórica do passado para o futuro. Isso não é uma volta ao passado, mas a reacriação integral da sociedade no futuro segundo o utopia perdida no passado. É revolução pura!!!!"
Além disso, há uma clara influência do evolucionismo, de uma certa ideologia tecnicista e do próprio materialismo marxista na sua formação (sem falar numa certa estética modernista). Até que ponto um tal regime poderia ser dito "de restauração"?
O nazismo advogava uma reação violenta contra a sociedade iluminista; nao apenas o socialismo, mas os valores liberais, democráticos, igualitaristas etc. que nascem da França eram vistos como inimigos.
O comentário do Marcos não é ruim, só que cai no lugar comum de reparar que o nazismo (ou o fascismo de forma geral) é revolucionário mesmo. Nenhum movimento restaurador quer "conservar", já que parte da premissa de que não há muito o que manter. E, claro, desde que se queira restaurar, algum conceito de paraíso perdido há de se ter, seja ela a Idade Média Cristã, o Império Romano, o ideal bizantino, ou o Reich alemão.
Há nessa visão coisas em comum com socialistas utópicos do início do XIX, alguma influência do romantismo (Hitler chamava o nazismo de 'romantismo de aço') etc. O problema é reduzir estas influências a um lado do espectro político como se o fato de ser revolucionário fosse sinônimo de "ser de esquerda". Não é tão simples assim.
O comentário do Marcos não é ruim, só que cai no lugar comum de reparar que o nazismo (ou o fascismo de forma geral) é revolucionário mesmo. Nenhum movimento restaurador quer "conservar", já que parte da premissa de que não há muito o que manter. E, claro, desde que se queira restaurar, algum conceito de paraíso perdido há de se ter, seja ela a Idade Média Cristã, o Império Romano, o ideal bizantino, ou o Reich alemão.
Há nessa visão coisas em comum com socialistas utópicos do início do XIX, alguma influência do romantismo (Hitler chamava o nazismo de 'romantismo de aço') etc. O problema é reduzir estas influências a um lado do espectro político como se o fato de ser revolucionário fosse sinônimo de "ser de esquerda". Não é tão simples assim.
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Além disso, há uma clara influência do evolucionismo, de uma certa ideologia tecnicista e do próprio materialismo marxista na sua formação (sem falar numa certa estética modernista). Até que ponto um tal regime poderia ser dito "de restauração"?
Não vejo influência do materialismo marxista no nazismo propriamente dito. Quanto ao evolucionismo, estava mais associado a uma metafísica da história e da raça, e ao apego a um mito de origem, do que ao darwinismo. Mas sua pergunta está meio solta. Depende do que se queira restaurar. Claro que Hitler, ou Mussolini, não tinham lá muitos compromissos com a civilização cristã ocidental.
Além disso, há uma clara influência do evolucionismo, de uma certa ideologia tecnicista e do próprio materialismo marxista na sua formação (sem falar numa certa estética modernista). Até que ponto um tal regime poderia ser dito "de restauração"?
Não vejo influência do materialismo marxista no nazismo propriamente dito. Quanto ao evolucionismo, estava mais associado a uma metafísica da história e da raça, e ao apego a um mito de origem, do que ao darwinismo. Mas sua pergunta está meio solta. Depende do que se queira restaurar. Claro que Hitler, ou Mussolini, não tinham lá muitos compromissos com a civilização cristã ocidental.