Em seu discurso na Assembléia, o Patriarca não falou abertamente que a menção ao "código singular", os valores cristãos, não foi inclusa no rascunho da constituição da União Européia a despeito do fato de que representantes da Espanha e Polônia católicas haviam insistido que devessem ser incluídos no documento. O Patriarca russo enfatizou que a lacuna que há hoje em dia entre os direitos humanos e a moral era desastrosa para a Civilização Européia. Ele disse que esta lacuna era agravada pela "aparição de uma nova geração de direitos que contradizem a moralidade e buscam justificar atos imorais com direitos humanos". Alexei II pensa que quando a moralidade não é aplicada para avaliar os atos das autoridades, os problemas sociais se tornam ainda mais insolúveis.
Entretanto, o Patriarca russo revelou uma atitude categórica da Igreja Ortodoxa Russa quanto a paradas gays e minorias sexuais. Alexei II disse que a Igreja Ortodoxa Russa tratava as tentativas de organizar paradas de orgulho gay em Moscou como manipulação e propaganda do pecado. Ele disse que o homossexualismo é uma doença e uma distorção da personalidade humana assim como a cleptomania e perguntou: "Por que não fazemos propaganda da cleptomania?" Mas, ao mesmo tempo, Alexei II acrescentou que sua religião o ensinava a amar os pecadores a despeito dos seus pecados. A comparação do Patriarca entre a homossexualidade e a cleptomania recebeu uma tempestade de aplausos de seus delegados russos enquanto os outros abstiveram-se de comentários demonstrativos sobre a questão.
O Patriarca alertou o Conselho de delegados da Europa de que um rompimento entre os direitos humanos e a moralidade ameaçava a civilização Européia. Continuou enfatizando que as pessoas devem combater o pecado e não os pecadores e respeitar os ensinamentos morais da Bíblia.
Mas o Patriarca russo acrescentou que o governo não deve interferir com a vida privada já que é uma escolha livre do indivíduo ser moral ou imoral.
De acordo com o Patriarca russo, nenhuma ideologia, incluindo a secular, pode ter o monopólio da Europa ou do mundo. E é por isso que ele pensa que a religião não pode ser posta para fora do espaço público. É hora de assumir que pode existir também uma motivação religiosa na esfera pública, disse Alexei II.
Um dos delegados perguntou ao Patriarca qual era sua atitude quanto a pena de morte e Alexei II respondeu que a Igreja sempre defendeu a proteção da vida tanto dos bebês não nascidos quanto dos criminosos. Neste discurso em particular, seu discurso foi altamente emocionado.
Como disse o Patriarca, o progresso tecnológico provê uma nova interpretação dos direitos humanos. Os fiéis possuem sua própria opinião sobre bioética, identificação eletrônica e outros ramos do progresso tecnológico que deixam muitas pessoas ansiosas. O jornal Kommersant cita o Patriarca afirmando que um ser humano deve sempre permanecer um ser humano e não um artigo sob o controle de sistemas eletrônicos sempre a disposição de experimentos.
Os europeus acharam que Alexei II foi mais crítico quando tocou na muito popular religião européia do politicamente correto.
Foi em 2007, na Assembléia Parlamentar do Conselho da Europa. O Patriarca passou um sabão que deixou os secularistas babando de raiva.
Este tópico surgiu de uma digressão deste outro aqui REVOGA��O DA EXCOMUNH�O DOS LEFEBVRIANOS. e foi transferido para não atrapalhar o assunto de lá.
As observações (do Patriarca) levaram o parlamentar britânico Liberal Democrata, David Russel-Johnston a exigir uma explicação sobre a oposição do líder ortodoxo russo contra a parada do "orgulho gay" em Moscou.
"Quando tentativas persistentes foram feitas para realizar uma parada homossexual em Moscou, acreditamos que isso seja propaganda e marketing do pecado," Alexei respondeu perante o Conselho. O Patriarca comparou os atos sexuais homossexuais à cleptomania e perguntou, "Por que, então, ninguém propagandeia a cleptomania enquanto a homossexualidade é propagandeada através de paradas gays?"
"É uma propaganda que está sendo forçada sobre um povo que está muito distante disto,", acrescentou Alexei.
O Patriarca enfatizou que as pessoas com tais tentações e que praticam atos homossexuais são, ainda assim, amadas pelos cristãos. Elas são, ele disse "pecadores que amamos, embora odiemos seu pecado".
"Mas, ao mesmo tempo, nós, cristãos ortodoxos, não podemos nos afastar do que é ensinado pela Bíblia e pela tradição apostólica da igreja," ele acrescentou. "Ninguém deve tentar forçar a mim ou ao meus irmãos e irmãs na fé a permanecer em silêncio e impedir-nos de utilizar a palavra pecado para algo que é chamado de pecado pela palavra de Deus".
Pois então! É isso. É minha também a alegria desses queridos irmãos cristãos, que têm esta liderança forte, atuante, com a qual eu simpatizo extremamente.
A não-denominada aqui simpatiza com a Igreja Ortodoxa Russa. Embora eu saiba que não é só isso, enfim. Sou muito ignorante pra escolher. Mas simpatizo, simpatizo e fico feliz, e acabou-se. .
Diversos membros do Conselho da Europa, incluindo os representantes russos aplaudiram as observações do Patriarca, provocando um vexame para o Sr. Russel-Johnston. O conselheiro, irado, chamou a analogia do Patriarca entre a cleptomania e o homossexualismo "rídicula" e descartou as observações do Patriarca como meramente tendo "repetido sua posição agressivamente intolerante".
"O que foi lamentável foi várias pessoas terem aplaudido", disse Russell-Johnsto para o International Herald Tribune.
Durante sua fala, o Patriarca falou precisamente sobre tal intolerância contra a moralidade estar levando à destruição da Europa. "Se ignorarmos as normas morais, em última instância ignoramos a liberdade também," disse Alexei. "A moralidade é a liberdade em ação. É a liberdade trazida a esta realidade como resultado de uma escolha responsável, na qual a pessoa humana restringe seu eu pelo bem de si mesma e da sociedade".
"Princípios morais garantem a vitalidade e o crescimento sociais, assim como a unidade da sociedade," acrescentou. "E onde quer que as normas morais sejam trespassadas e declaradas relativas, isto pode solapar toda a visão de mundo dos europeus. Eles podem se aproximar de um momento desastroso quando as nações européias arriscam perder sua identidade cultural e histórica e, em última instância, seu lugar na história."
Na verdade Priscila, não têm mais. Ele faleceu no mês passado e para o fim desse mês devem eleger o novo patriarca russo. O favorito é o Bispo Cirilo, que é responsável pelas Relações Exteriores da Igreja Russa.
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Abaixo, o discurso do Patriarca, mas, infelizmente, sem a parte de respostas aos impertinentes esquerdosos. http://www.coe.int/t/dc/files/pa_session/sept_2007/2…arche_en.asp
Bom, vou ficar confiando que o Bispo Cirilo, ou talvez um outro Bispo, siga o mesmo caminho do Patriarca Alexei II - que Deus o tenha em Sua companhia, como ele fez por merecer.
Meu sincero abraço solidário aos meus irmãos da Igreja Cristã Ortodoxa Russa diante de tão grande perda, que é de toda a Cristandade, com certeza!
A jurisdição é o Patriarcado de Moscou e Toda Rússia, que é uma divisão administrativa da Una, Santa, Católica e Apostólica.
Igreja Russa, Igreja Ortodoxa Russa e demais outros nomes são apenas termos culturais para facilitar a comunicação e para que as pessoas saibam rapidamente ao que estamos nos referindo.
Apenas atualiazando a questão da eleição do Patriarca, foi eleito o Patriarca Cirilo que era o favorito.
O metropolita de Smolenski e Kalininegrado, Kirill, foi eleito 16º Patriarca de Moscovo e de Toda a Rússia da Igreja Ortodoxa, tendo recebido 508 votos dos 701 delegados do Concílio Local.
O outro concorrente ao cargo, o metrolpolita de Kalujski e Kolomenski, Kliment, conseguiu 169 votos. 23 votos foram considerados nulos.
A votação foi secreta e, para evitar falsificações, os eleitores utilizaram boletins de votos impressos na Casa da Moeda da Rússia e no escrutínio foram utilizadas urnas cedidas pela Comissão Eleitoral Central do país.
Kirill sucede a Alexis II, que foi eleito Patriarca da Igreja Ortodoxa Russa em 1990 e dirigiu a maior confissão religiosa do país até à sua morte, no passado dia 05 de Dezembro.
Kirill, cujo nome laico é Vladimir Gundiaev, dirige há cerca de 20 anos a Secção Internacional do Patriarcado de Moscovo da Igreja Ortodoxa Russa (IOR), cargo que lhe deu grande visibilidade pública não só na Rússia, mas também no mundo, e foi nomeado Patriarca interino a 06 de Dezembro, por decisão do Santo Sínodo, que o nomeou para esse cargo depois da morte do Patriarca Alexis II.
Ordenado sacerdote em 1969, Kirill foi, no ano seguinte, nomeado primeiro-secretário do metropolita da então cidade de Leningrado - hoje São Petersburgo – e, em 1971, representante do patriarcado de Moscovo no Conselho Mundial de Igrejas.
Desde então, Kirill esteve empenhado pessoalmente nas relações exteriores da Igreja Ortodoxa Russa, e mais especialmente nas relações ecuménicas com outras comunidades ortodoxas e cristãs.
Após ter sido bispo de Viborg, foi nomeado, em 1984, arcebispo de Smolensk e, em 1991, de Kaliningrado até chegar a metropolita nesse mesmo ano. Há mais de dez anos é também um dos mais conhecidos clérigos da ortodoxia russa, pela sua participação no programa televisivo semanal "Palavra do Pastor".
Devido aos seus contatos com as demais igrejas cristãs, Kirill tem sido alvo de inúmeros ataques por parte da ala mais conservadora e nacionalista da IOR, que chegou até a acusá-lo de abuso de privilégios, concedidos à igreja Ortodoxa nos anos 1990, nomeadamente de importar cigarros sem pagar impostos.
Conotado com os sectores liberais da Igreja Ortodoxa Russa, o novo Patriarca tentou, na sua campanha eleitoral, apresentar-se como um adversário de reformas, fazendo assim uma vénia aos sectores mais conservadores dessa confissão cristã.
No final do ano passado, o metropolita Kirill manifestou a sua “oposição categórica a qualquer reforma” na IOR, ao observar que nenhum dos candidatos ao cargo de Patriarca não tem o “vírus reformista” e que “uma reforma que destrói valores chama-se heresia”. http://darussia.blogspot.com/2009/01/kirill-eleito-n…rtodoxo.html http://sp.rian.ru/photolents/20090127/119820683.html
Desde que o novo patriarca desça a lingua no gayzismo, e que a Russia continue a ser um baluarte contra a praga gay, eu não me importo com quem dirija a igreja.
Eles inauguraram uma igreja em Cuba sim. Eles buscam utilizar as vias que a Rússia abriu para reafirmar a Igreja. E tomara que consigam mesmo, transformar a cultura cubana de um refugo comunista em um país cristão ortodoxo.
Quanto ao Patriarca Bartolomeu I, é como dizemos para as crianças "Deus tá vendo!"
Mas a coisa é complexa lá. Existem pessoas que estão no partido apenas pró-forma para poderem viver. Existem pessoas que estão na igreja apenas pró-forma para tentar destruí-la.
Ah, sim, e um pouco de realpolitik faz bem também. Russos defenderão interesses russos. Sempre. É o que brasileiros deviam fazer: defender interesses brasileiros.
Só uma nota com uma boa notícia que acabei de receber.
A eleição do novo patriarca da Santa Igreja na Rússia se deu na Catedral de Cristo Salvador.Esta catedral havia sido destruída pelos soviéticos e em seu lugar foi construído um piscinão público. Uma réplica foi construída em terreno próximo e foi lá que se deu a eleiçaõ que contou com bispos de vários países, padres, teólogos e leigos, num total de 700 pessoas.
Na catedral está o ícone de "Our Lady Softner of Evil Hearts" (a tradução literal seria, "Nossa Senhora Amolecedora dos Corações Malignos", mas precisaria encontrar uma tradução mais digna e bela).
Pois durante a eleição Nossa Senhora, através de seu ícone, presenteou a igreja russa com mirra que vertia abundantemente do ícone. Que Deus ilumine o novo patriarca!
O discurso é sensacional!! Ele é extremamente prudente e lúcido ao dizer que a questão do pecado não está no pecador, mas no pecado em si! É uma das poucas pessoas que vejo atacar a questão no seu verdadeiro cerne, que é o espírito, e não na conduta moral como inerente do indivíduo.
De quebra ainda critica a intervenção do Estado na vida privada e do avanço da modernidade para ampliar esse controle. Bate no Estado comunista e nos planos da NOM.
Ainda é prudente e firme ao colocar ênfase na proteção da vida, e não em marcar uma posição sobre ser contra ou a favor da pena de morte.
A mensagem dele enfatiza a condição amorosa, e não punitiva, de Deus!
A única coisa que me deixa com um pé atrás é se o homossexualismo pode ser considerado doença. Não tenho opinião sobre a questão, mas não afirmo tal coisa, bem como não afirmo sua plena normalidade.
O homossexualismo não pode ser levado às últimas conseqüências porque levaria à extinção da humanidade. Sua condição deveria ser rompida para permitir por instantes a reprodução humana. Portanto, é, em última instância, anti-natural, o que é diferente de classificar com doença.
Bem, eu desejo longa vida e a bênção de Deus ao Patriarca.
Espero que a aproximação entre as Igrejas do Cristianismo possa existir, dentro do mais profundo entendimento, e sem sacrifício de posições fundamentais para cada uma dessas respeitáveis Igrejas. Seria uma grande alegria podermos todos juntos ajudar no reforço do Cristianismo, unidos neste sincero esforço e no amor a Cristo. Não precisava de mais nada, não. Isto já seria suficientíssimo.
Silvana, com Obama, até os EUA estão embarcando, em suas instituições seculares, no sacrifício de bebês.
E a Rússia, como qualquer país, é um conglomerado de pessoas que são mais ou menos influenciáveis. O ponto é que, estando bem na central do mal do século 20, a Igreja Russa não foi corrompida. Foi quase destruída mesmo. Lá, não tinha essa de ficar colocando companheiros de estrada na Igreja para corromper os fiéis. O lance era bem simples: se vc batizar seu filho morrem vc e ele. E depois tentaram uma igreja estatal que não deu certo. Haviam fiéis que, em pleno inverno russo, iam assistir as liturgias escondidos nos bosques.
Isso significa que, os que sobraram, eram cristãos de primeira linha. E é a isso que se deve o fato de que no fim da URSS menos de um terço se dizia cristão e hoje três quartos se dizem cristãos na Rússia. As pessoas de quem ouvi falar de lá é com absoluto estupor que falam da devoção dos ortodoxos russos.
O desafio deles agora, segundo o patriarca, é exatamente ir além da confissão verbal, além da liturgia aos domingos, restaurar uma verdadeira vida social de igreja. Quando o patriarca falava sobre religião na vida pública não era nada menos que isso.
Agora, a oposição a isso é, nada mais, nada menos, que a FSB, o novo nome da KGB e todo o establishment comunista.
Agora, os ortodoxos russos e a Igreja na Rússia são veemente e vocalmente contra o aborto, como aliás é visto no filme Ostrov. Numa das primeiras cenas, uma menina vai ao monastério em busca da benção do ancião Anatoly para o aborto que pretendia cometer. Ela explica a condição realmente lamentável dela e ele responde com todas as letras e com rispidez que ela estava indo para o inferno e estava querendo arrastá-lo junto.
Eu legendei o filme todo e relegendei a cena mencionada aqui para vocês verem: http://www.overstream.net/view.php?oid=i0u1u7uvuesz
Cristianismo é uma criação secular. Nenhum pai da Igreja fala de "cristianismo". O que existe é a Igreja. Quando muito falavam de "cristandade" que era o conjunto de povos que se diziam cristãos. Mas sempre houve o consenso de que não é possível que existam "igrejas". Só uma das "igrejas" é o Corpo de Cristo, porque Cristo não possuía vários corpos. *Eu* tenho convicção de que é a Igreja Ortodoxa e penso que os amigos que estão em outras confissões também ali estão por fé análoga. Mas "cristianismo genérico", só se for do Ministério da Saúde do Brasil.
o homossexualismo é uma doença sim, mas o problema é que é uma doença como o egoísmo, a cobiça... é uma doença do espírito e não da psiquê e do corpo. Então, da mesma forma que os seculares nunca conseguem fundamentar seriamente porque ser egoísta é errado - afinal seria o melhor para sobreviver na competição da seleção natural - nunca conseguirão fundamentar o erro de qualquer parassexualismo.
O ponto é que até existem repercussões das doenças do espírito na psiquê e no corpo. Mas como o critério único é se o sujeito consegue socializar-se bem e ser útil a sociedade, não há como criticar seriamente condutas que realmente não afetam esta área. Até a moral é insuficiente porque realmente há homossexuais de muito melhor caráter do que os heterossexuais de mau caráter.
Os sexos são dois modos de atualização do ser humano. Não existe, nem nunca existiu ser humano genérico. Isso desde o paraíso. Deus criou Adão homem. E Eva, mulher. A idéia de um Adão hermafrodita, do qual o lado feminino teria sido tirado não passa de leitura gnóstica. Adão era homem e só homem, antes de Eva. Sendo assim, o homossexual não atualiza em seu comportamento a masculinidade ou feminilidade que lhe é inerente. Se ele faz isso por promiscuidade é mais facilmente reversível. Porém, como o Patriarca Alexei II reparou como muita sabedoria, parece que em alguns casos é realmente um problema do nosso estado de queda, ou seja, é uma doença de origem complexa e que leva à compulsão a relização de uma forma de pecado. No homossexualismo é uma compulsão a um desvio sexual e na cleptomania é uma compulsão ao pecado do roubo.
Por que existem doenças que provocam compulsão a uma forma de pecado? Por que existem cleptomaniácos, parassexuais de toda ordem, psicopatas, etc, etc? Reparem que as discussões sobre estas doenças são muito semelhantes. São genéticas? Sociais? Psicológicas? Alguma coisa na criação? Nunca encontrarão a resposta enquanto não procurarem no lugar certo: no espírito.
D. Damaskinos, até onde sei, só pode ser criticado pelo ecumenismo. E mesmo assim, nem tão pesado. Quem de nós não possui pecados?
Ademais esse é um assunto para o "Apologética Ortodoxa", não para uma comunidade do Olavo de Carvalho. Aqui, qualquer assunto deve ser trazido em face de seus potenciais links com a obra do OdC. Daí falarmos dos trabalhos de guerra cultural do conservadorismo ortodoxo.
Foi anunciado lá (em um concílio) que a Igreja Ortodoxa Russa hoje possui 196 bispos, 30.544 padres e 769 monastérios e conventos. O número de igrejas está crescendo numa proporção de 5 por dia, entre 1,500 e 2,000 por ano, e já está perto de 31.000, o mesmo número de padres.
É notável que o presente número de igrejas seja quase exatamente o mesmo que o número de Novos Mártires e Confessores, que foram canonizados na sempre-crescente lista de santos russo-ortodoxos do século 20. Esta lista continua a crescer e, por fim, com mais profunda pesquisa documental, se espera que se extenda até pelo menos 100.000 registros de santos e suas vidas. Já que, de um modo extraordinário, os números nesta lista parecem correr em paralelo com o número de paróquias, existem aqueles que têm esperança de ver o dia no qual a Igreja russa seja composta de pelo menos 100.000 paróquias, o dobro do número de 1917. É notável que o número de monastérios e conventos já é maior do que em 1917. http://orthodoxengland.org.uk/churchunity.htm
Igreja Russa Responde aos Ateístas Britânicos nos Ônibus de Londres
Na quinta-feira, 29 de janeiro, um produtor da TV russa anunciou que estaria em breve lançando em Londres uma campanha de marketing "HÁ um Deus", com o fim de revidar posters ateístas que foram colocados nos ônibus em janeiro. Os posters dirão, "HÁ um Deus. Não se preocupe. Aproveite a vida!", e aperecerão nos ônibus londrinos em março. Assim disse Alexander Korobko, o diretor da TV por satélite "Russian Hour" baseada em Londres, e um visitante em nossa paróquia.
Uma campanha organizada pela Associação Humanista Britânica (BHA) colocou slogans em 800´ônibus que diziam "Provavelmente não há um Deus. Agora, pare de se preocupar e vá aproveitar a vida". A campanha gerou protestos de organizações religiosas e crentes, mas os fiscais de publicidade disseram que não estava em conflito com legislação nenhuma.
"Quem disse que a fé em Deus não permite que aproveitemos a vida?", respondeu Alexander, descrevendo sua surpresa em como a campanha alternativa tinha se desenvolvido. Alexander disse que seu canal assinou um contrato com a CBS Outdoor para colocar posters com os dizeres "HÁ um Deus. Não se preocupe. Aproveite a vida!" em 25 ônibus de dois andares londrinos a partir de 9 de março. Os posters terão o dobro do tamanho dos posters ateístas e terão neles fotografias do Monastério da St. Trindade-S. Sérgio, perto de Moscou. "Estamos vivendo tempos difíceis, com essa crise econômica tendo grande "publicidade".... as pessoas precisam de uma mensagem de afirmação da vida", ele disse, acrescentando que a campanha estava sendo financiada pelo canal.
O Patriarcado de Moscou Conclama o Governo Russo a Condenar o Comunismo e Remover os Memoriais aos Líderes Soviéticos
O Patriarcado de Moscou considera que o presente governo russo deve condenar o velho regime comunista, não apenas em palavras, mas também em atos. Poucos dias antes do mundo Ortodoxo russo comemorar o nonagésimo aniversário do martírio da Família Imperial no dia 17 de julho, este foi o apelo feito pelo Pe. George Riabykh e relatado pela mídia russa. Ele falou enquanto Chefe do Secretariado de Igreja e Sociedade do Departamento de Relações Externas da Igreja Ortodoxa Russa(1). Entrevistado, ele convocou a condenação do comunismo, iniciada em 1990, a ser levada até sua conclusão lógica.
O Pe. George disse que o processo de condenação do comunismo deve prosseguir, que a memória de todas as vítimas da repressão e sua perseverança devem ser honradas, que devem ser construídos memoriais para eles, que os antigos nomes das cidades e ruas devem ser restaurados, que os prédios do governo devem ser resgatados do simbolismo soviético, que monumentos para líderes enxarcados de sangue devem ser removidos das cidades russas e que o mausoléu de Lênim e outros restos de líderes soviéticos devem ser removidos das paredes do Kremlin.
A única exceção seriam os memoriais da Segunda Guerra Mundial, que na verdade celebram o sacrifício patriota e o heroísmo do povo durante o período soviético e não o desastroso sistema soviético, o qual quase perdeu a guerra. Acrescentou que por alguma razão ainda existem aqueles que têm medo de realizar uma análise moral sem ambiguidades sobre o mal do comunismo. Ele disse que essa análise é indispensável e deve ser expressa em público em atos e declarações.
De acordo com o Pe. George, um total reconhecimento governamental do heroísmo espiritual da família imperial e uma condenação do seu assassinato iria frustrar qualquer tentativa de trazer de volta atitudes revolucionárias na consciência nacional.
Ele considerou que o sofrimento e a perseverança da Família Imperial em seguir o mandamentos evangélicos até a morte é um modelo de patriotismo e fé para a Rússia.
Seria um erro não utilizar este modelo na educação da nova geração. Ele acrescentou que: "Se formos lentos para condenar a queda do estado de direito em 1917, então arriscamos ver acontencer tudo de novo, quanto o novo estado de direito".
(1) N.T. O então chefe do Departamento de Relações Externas da Igreja Ortodoxa Russa, é o recém-entronado Patriarca Cirilo I. http://orthodoxengland.org.uk/communism.htm
"O número de igrejas está crescendo numa proporção de 5 por dia, entre 1,500 e 2,000 por ano, e já está perto de 31.000, o mesmo número de padres."
Que notícia boa. A igreja ortodoxa é maravilhosa mesmo. Queria morar na Rússia.. rsrsrs
E sobre a notícia dos ônibus com slogans ateístas, que coisa maravlhosa que a igreja ortodoxa faça essa contra-ofensiva. Mostra que nem tudo está perdido no cristianismo apesar que se fosse o islã já teriam destruído os ônibus se dissesse "não há um Alá, aproveita a vida" rsrsrs
A call to believe in God placed on London buses
A counter campaign against the British atheist "bus adverts" was launched in front of the Diocesan Cathedral. The posters with the slogan "There IS God, Believe! Don't worry and enjoy life!" appeared on the London buses together with an image of the domes of the Holy Trinity-St. Sergius Lavra. The first such bus departed en route to the streets of London in the presence of Bishop Elisey, clergy of the Cathedral of Dormition and All Saints, representatives of other Churches, the sponsors of the campaign, representatives of the Russian community, parishioners and media.
The campaign was organised by Mr. Alexander Korobko, the Director of the TV channel "Russian Hour" and was blessed by Bishop Elisey. It is intended as a response to the posters that appeared on London Transport, sponsored by the British Humanist Association. In January the slogan "There is probably no God, now stop worrying and enjoy your life" was advertised on some 800 London buses.
Vladyka Elisey appealed to the English public to be careful with atheistic slogans. "We remember very well the times when atheism in the Soviet Union was compulsory, when anti-God ideology was imposed on people and led to the repression and deaths of thousands of clergymen and laity".
"It is much easier for believers to enjoy life in the most difficult circumstances", - added Bishop Elisey. He explained that it was his suggestion to include the word "Believe!" in the slogan.
Twenty-five buses with the call to believe in God will be running in London over the next few weeks.
Eu procurei "conservadorismo russo" no Google e não achei nada. Concluo portanto que não existe. O autor desse tópico deve ser um farsante. (procurei também "conservadorismo eslavo" e não achei nada!
Bomba explode em estátua de Lênin em São Petersburgo
São Petersburgo (Rússia), 1º abr (EFE).- Uma bomba explodiu hoje na estátua do ex-líder soviético Vladimir Lênin, no centro de São Petersburgo, sem deixar vítimas, informou o Ministério para Situações de Emergência da Rússia.
"Perto das 4h30 (21h30, Brasília) aconteceu uma explosão que causou danos na estátua de Lênin", disse hoje um porta-voz do Ministério, citado pela agência de notícias local "Interfax".
A Polícia informou que a bomba tinha uma potência equivalente a 300 gramas de TNT e que deixou um buraco de cerca de 1 metro de diâmetro na base da estátua.
Fabio,
O Olavo mencionou, num recente T.O., a infiltração do Islam na Igreja Ortodoxa Russa.
A crítica é rigorosamente pertinente, como é pertinente a crítica feita ao Catolicismo, que foi infiltrado pelo comunismo. Ambas as críticas são obviamente necessárias, mesmo obrigatórias. Eu gostaria de saber qual é a postura dos membros da Igreja Ortodoxa Russa a respeito disto.
Priscila, ele mencionou en passant. Eu escrevi para ele pedindo detalhes sobre isso, e ele não respondeu.
Até que ele diga as fontes dessa informação e os detalhes da coisa, não tenho nem como ter opinião sobre.
A rigor, tem gente mal intencionada de toda parte se infiltrando em tudo que é bom. Sabemos, por exemplo que o Patriarca de Constantinopla Melatius IV trabalhava bem de perto, e provavelmente para, elites européias da época, principalmente para a elite britânica através do clero anglicano e alguns contatos na maçonaria. Esse sujeito criou dois grandes problemas para a Santa Igreja: a questão do calendário e um "papismo" oriental.
A questão do calendário é que a Santa Igreja sempre e em toda parte utilizou o calendário cristão que era o mesmo da época de Cristo e do primeiro e segundo milênio até o tal patriarca. Então, para agradar seus aliados ocidentais, o patriarca resolveu instituir em Constantinopla o calendário civil. Oras, é uma bobagem, dado que várias religiões vivem o calendário civil e os seus calendários religiosos sem problemas. Mas isso causou muitas divisões, especialmente na Grécia, primeiramente pela natural e justa resistência a uma medida absolutamente política e depois pelos grupos de zelotes que, julgando-se os últimos cristãos do mundo, separaram-se da Igreja com o fim de manter o calendário cristão.
Quanto ao papismo oriental, a idéia de Constantinopla ser uma liderança da Igreja Ortodoxa de forma semelhante ao que Roma é para os latinos é absolutamente exógena à eclesiologia Ortodoxa. Porém Melatius IV criou uma doutrina em base numa interpretação espúria de um cânom, de que Constantinopla teria jurisdição sobre toda a Ortodoxia "na diáspora", o que implica, todos na Europa ocidental, nas Américas, e alguns pontos da Ásia e Oceania. Incentivou assim a desunião e se intrometeu nas missões realizadas por outros bispos.
Então, veja que, quando o Olavo revelar quem, quando, onde e a prova, isso será uma valiosa contribuição que não será renegada.
E aproveitando o embalo, um comentário sobre a infiltração da KGB.
A primeira coisa a ter em mente é que o controle absoluto da KGB sobre a Igreja na Rússia era uma informação que o próprio governo comunista dava com tons de triunfalismo: "Vejam, a revolução conseguiu derrotar a Igreja". Ou seja, como tudo que vem de comunista era desinformação. Eles nunca tiveram esse controle absoluto. Eles colocava o nome de pessoas pias e santas na lista dos colaboradores e deixavam "vazar" com o fim único de desmoralizar essas pessoas frente à comunidade cristã. Outras vezes puniam os bons hierarcas através de punições ao seu rebanho e não a eles diretamente. Outras vezes forçavam delações que os hierarcas davam de forma limitada para preservar a maioria.
Isso sem contar a imensa quantidade de pessoas que faziam parte da "Igreja nas catacumbas" da Rússia, econtrando-se secretamente todo domingo, não raro, e mesmo nos invernos mais severos, ao ar livre em bosques fora das cidades, para assistir ofícios de matinas e Liturgia, o que significava ficar na neve das 5:30 da manhã até quase meio-dia. E ainda correndo o risco de serem cercados e fuzilados
Essa atual renascença da ortodoxia na Rússia, com a inauguração de 5 paróquias por dia em média não seria de modo algum possível se não fosse sustentada em toda uma cristandade "subterrânea" que apenas aos poucos conseguiu se reorganizar e vir à tona.
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Quanto aos "colaboradores" a maioria era como eu disse, assim listada a revelia, e dentre os hierarcas que de fato colaboraram o fizeram em meio a grandes dores e mágoas. A prova maior foi o quanto foram vocais em seu arrependimento e ações públicas tão logo o fardo foi-lhes retirado das costas. Ainda hoje, são grandes combatentes do comunismo por lá, em pensamentos, palavras e ações.
A questão é, portanto, de tratar do perdão. Temos que admirar os mártires, mas não podemos exigir martírio.
Eu MESMA vejo que os cristãos ortodoxos que conheço estão parecendo adotar uma posição muito próxima ao Islam, ou muito próxima ao pensamento de René Guénon (homem que pessoalmente considero extraordinário, mas de cujo pensamento hoje discordo fundamentalmente, como absolutamente EQUIVOCADO) e de outros.
Eu gostaria que você me dissesse se você (e outros membros da Igreja Ortodoxa) também fazem a mesma crítica, ou não.
Como perguntar a um católico se a minha crítica a respeito da infiltração comunista na Igreja Católica também é feita por ele, ou outros católicos.
Eu evidentemente vou chegar a uma conclusão própria, que pode ou não coincidir com outras, mas eu gostaria realmente de ter mais opiniões, ou subsídios.