Vaticano critica excomunhão no caso de aborto no Brasil
Para colaborador de Bento 16, decisão de arcebispo de Olinda e Recife em caso de menina de nove anos foi apressada.
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Em artigo publicado pelo jornal da Santa Sé, o Osservatore Romano, neste sábado, o presidente da Academia Pontifícia para a Vida, Monsenhor Rino Fisichella afirma que os médicos que praticaram o aborto na menina de 9 anos, grávida de gêmeos após ter sido estuprada pelo padrasto, não mereciam a excomunhão.
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"São outros que merecem a excomunhão e nosso perdão, não os que lhe permitiram viver e a ajudarão a recuperar a esperança e a confiança, apesar da presença do mal e da maldade de muitos", escreve Monsenhor Rino Fisichella, um dos mais próximos colaboradores do papa Bento 16 e maior autoridade do Vaticano em bioética.
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Na avaliação do prelado, o arcebispo de Recife e Olinda, José Cardoso Sobrinho, foi apressado e deveria ter se preocupado primeiro com a menina.
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"O caso ganhou as páginas dos jornais somente porque o arcebispo de Olinda e Recife se apressou em declarar a excomunhão para os médicos que a ajudaram a interromper a gravidez. Uma história de violência que, infelizmente, teria passado despercebida se não fosse pelo alvoroço e pelas reações provocadas pelo gesto do bispo."
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Segundo Monsenhor Fisichella, o anúncio da excomunhão por parte de D. Jose Cardoso Sobrinho colocou em risco a credibilidade da Igreja Católica.
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"Era mais urgente salvaguardar a vida inocente e trazê-la para um nível de humanidade, coisa em que nós, homens de igreja, devemos ser mestres. Assim não foi e infelizmente a credibilidade de nosso ensinamento está em risco, pois parece insensível e sem misericórdia", escreve o bispo.
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Na avaliação do prelado, a pratica do aborto neste caso não teria sido suficiente para dar um parecer que "pesa como um machado", porque houve uma contraposição entre vida e morte.
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Ele reconhece que, devido à idade e às precárias condições de saúde, a menina corria serio risco de vida por causa da gravidez. E justifica os médicos, que em sua opinião, merecem respeito profissional.
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"Como agir nesses casos? É uma decisão difícil para os médicos e para a própria lei moral. Não é possível dar parecer negativo sem considerar que a escolha de salvar uma vida, sabendo que se coloca em risco uma outra, nunca é fácil. Ninguém chega a uma decisão dessas facilmente, é injusto e ofensivo somente pensar nisso."
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De acordo com o presidente da Academia Pontifícia para a Vida, segundo a moral católica a defesa da vida humana desde sua concepção è um principio imprescindível.
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O aborto não espontâneo sempre foi e continua sendo condenado com a excomunhão, que é automática.
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"Não era, portanto, necessária tanta urgência em dar publicidade e declarar um fato que se atua de forma automática, mas sim um gesto de misericórdia."
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1. Tudo o que o Monsenhor Rino Fisichella disse é opinião. A posição da Igreja é a de sempre.
2. Não foi o bispo que excomungou. Se alguém não entendeu isso até aqui, favor se matar.
3. Quem teve maior caridade nessa história toda foi o do arcebispo, por tentar salvar os gêmeos e por lembrar que a pena eclesiástica para o aborto é a excomunhão. E ele ainda saiu como vilão.
4. O título da matéria é sensacionalista e mal-intencionado.
O aborto não espontâneo sempre foi e continua sendo condenado com a excomunhão, que é automática.
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"Não era, portanto, necessária tanta urgência em dar publicidade e declarar um fato que se atua de forma automática, mas sim um gesto de misericórdia."
Ou seja: A excomunhão é um fato, mas o monsenhor preferia que o Arcebispo não desse publicidade a ela.
O Mais interessante é a forma com que o Clero faz pronunciamentos sobre o ocorrido. Sempre se coloca em uma linguagem a qual se a pessoa ler desatentamente faz parecer que não houve excomunhão. Ao publico leigo é essa idéia mesma que o clero esta tentando passar.
Ao que me parece o que tentam fazer é simplesmente utilizar de uma linguagem dupla, aos leigos parecer que não houve excomunhão e aos que conhecem a doutrina fazer parecer em cima do muro fazendo suas palavras soar como "Pode ser que houve excomunhão".
No passado os cristãos eram unidos principalmente pelo amor a cristo e pela doutrina. Hoje o Clero tenta os unir através de artifícios lingüísticos , fazendo com que suas palavras possam ser interpretadas da forma como preferir cada um .
Marcelo disse:"Não foi o bispo que excomungou. Se alguém não entendeu isso até aqui, favor se matar."
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Putz cara!! Que bonito ein?? Sugerindo o suicídio aos colegas de debate. Extremamente cristão de sua parte!!
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Eu fico impressionado com o quanto são mal intencionados esses pseudo-cristãos!!!!!!!
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PQPARIU...
Com todo o respeito: O "favor se matar" era, evidentemente, uma piada. Quem a tomar como solicitação, sugestão ou ordem séria, e ainda acatar, é de fato porque merece... (outra piada, percebeu?)
"É mais a fala de um humanista preocupado com a opinião pública"
Também fiquei com essa impressão. Ele esqueceu que a Igreja tem o dever de "encher o saco", ou seja, falar aquilo que ninguém quer ouvir mas que é verdadeiro. Santo Antônio que o diga.
Mas quantos catolicos atonitos, depois da noticia do Globo, da forma como foi dada! Eu mesma tinha lido hoje online, e pensei nisso...
O que se pode fazer, quanto a este assunto? Nao me preocupo com o arcebispo - uma pessoa de ativa e excelente consciencia, seguro de que faz o certo e o bom. Mas me preocupo por todos os catolicos, sacudidos por um vendaval de la pra ca, e muitos sem saber o que pensar, coitados.
olá, eu sou de são bernardo do campo e acompanho manifestações políticas desde que era adolescente, a greve de 1978 teve assembléias em frente a igreja matriz de sbc, eu estudava no colégio atrás da igreja, quem cedeu o lugar foi o cardeal dom claudio humes, na época arcebispo de santo andré, eu lecionei para o estado por alguns anos, apesar de não ser católica sempre mantive contato com a igreja e muitos dos padres do abc são progressistas, apoiam o mst e pregam a consciência política, somando tudo sempre adorei política, mas parece que no brasil quando tenta-se conscientizar as pessoas é como se andasse um passo para frente e dez para trás, acabei desistindo e vim trabalhar aqui, a internet me colocou de volta a política, parece que tem um imã, pois alguns dos meus contatos dos multiply são extremamentes politizados. sobre movimentos sociais, nunca me envolvi totalmente, mas participei de alguns por convite de amigos ou dos padres, obrigada pelos textos, abraços
´´2. Não foi o bispo que excomungou. Se alguém não entendeu isso até aqui, favor se matar.`` matar-se é um dos pecados mais graves, e sim o bisco ex-comungou...
e antes dos anos 30 a coisa não era assim e se o vaticano não se pronuncuar e a pessoa continuar comungando está tudo bem, creio que Deus entenda os médicos
É a pura verdade! O título da matéria mente sobre o próprio conteúdo! A reportagem não contraria a excomunhão, apenas mostra que o monsenhor critica o bispo por tornar pública a excomunhã de forma rápida... nada mais que o dever!
Ademais, que resportagem vaga e de comentários soltos. Tratando-se da imprensa nacional, é um dever moral desconfiar de qualquer notícia sobre a Igreja Católica! Eu desconfio de TODAS as notícias que aqui são publicadas.
Se a Igreja está decaindo, então é um dever dos católicos (e de todos os cristãos) de protegê-la e reerguê-la. Mas como tu estás cagando para a Igreja (vide o comentário de profunda sabedoria sobre a excomunhão), isso não irá mudar nada para as pessoas que pensam da mesma forma.
Mas essa ignorância tem um porém: a realidade dos acontecimentos e da ação divina no mundo continuarão a transcorrer quer o homem ignore isso ou não. Se a humanidade fechar-se à Igreja ela pagará um pesado preço por isso, mesmo que todo mundo vire ateu e finja que as coisas do espírito não exista.
p.s.: gente, nossa comunidade criou o termo "gayzismo". Vamos entrar pra Enciclopédia Britânica!!!
É interessante como em muitos episódios violentos e horrendos, quando a Igreja se pronuncia, ela sai como vilã da história, e os principais autores dos erros saem despercebidos, ou ao menos colocados em segundo plano. É o caso da menina de Pernambuco, que há três anos vinha sofrendo violência sexual por parte de seu padrasto, tendo sido por ele estuprada, do que resultou uma gravidez de gêmeos. A mídia parece querer acentuar mais o pronunciamento de excomunhão do bispo dom José Cardoso Sobrinho do que os procedimentos de estupro e de aborto. O bispo não excomungou ninguém, como foi noticiado. Ele apenas esclareceu a doutrina da Igreja. A excomunhão, para o caso do aborto, é automática para todos os que, com ciência e consciência, intervêm no processo abortivo, quer com a cooperação material ou colaboração moral verdadeiramente influente.
A presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, em nota explicativa, repudia veementemente o ato insano de estupro do padrasto e pede a rigorosa apuração dos fatos, que o culpado seja devidamente punido, de acordo com a justiça. E não concordou, evidentemente, com o desfecho final de eliminar a vida de seres humanos indefesos.
Porque a Igreja defende a vida desde a concepção até a sua morte natural, é tachada de retrógrada, fora de época e ultrapassada. A Igreja entende que nem tudo o que é legal ou normal é justo ou moral, como a legalização do divórcio, do aborto ou da eutanásia. O que pode ser legal pela lei civil pode não ser ético pela lei de Deus, que determina no quinto mandamento: “Não matarás” (Ex. 20,13). O aborto, além de ser uma monstruosidade maior que o estupro, causa um trauma adicional à mulher violentada. A ideia do aborto como alívio para o estupro é uma falsidade que deveria ser banida dos livros de Direito Penal.
O argumento usado pelos abortistas é que a menina-mãe, por causa de sua tenra idade, não poderia levar até o fim a gravidez. Julgou-se o aborto necessário para salvar a vida dela. No caso, a menina não estava prestes a morrer nem o aborto se apresentava como a solução emergente. Uma gravidez como a dela exigiria um acompanhamento adequado. Um fato recente no Peru, de gravidez de uma menina de nove anos, em circunstâncias semelhantes, teve o desfecho do nascimento de um menino com 2,520 quilos e 47 centímetros.
No relativismo, tudo se justifica. Até o mal, a morte de inocentes, se camufla de bem. O absolutismo e as ideologias justificaram a morte de milhares de pessoas que não quiseram aderir a uma ideia política. Os estudiosos do Direito deveriam dizer até onde se pode matar além da legítima defesa. Já se justificou a morte dos “embriões humanos”. O grupo pró-aborto segue sempre procurando brechas na legislação para matar os inocentes sem haver condenação. Falta agora justificar oficialmente esse tipo de assassinato. Diabólico, nisso tudo, é ver o mal como um bem e o bem como um mal.
ormalmente fico isento de falar alguma coisa sobre o assunto para não ser repetitivo, pois acredito que pessoas mais inteligentes que eu poderão falar melhor. Mas tem hora que o saco não agüenta. A paciência vai pro casete.
Vou logo dizendo. O Arcebispo de Olinda, somente com esta atitude de dá a cara a tapa já é um homem de Deus. Este Monsenhor Rino é um servidor do capeta. Quer ele servir a dois senhores
Nesta mesma comunidade foi colado tópicos que esclareceram o que realmente aconteceu.
Vejam: Máxima importância Normalmente fico isento de falar alguma coisa sobre o assunto para não ser repetitivo, pois acredito que pessoas mais inteligentes que eu poderão falar melhor. Mas tem hora que o saco não agüenta. A paciência vai pro casete.
Vou logo dizendo. O Arcebispo de Olinda, somente com esta atitude de dá a cara a tapa já é um homem de Deus. Este Monsenhor Rino é um servidor do capeta. Quer ele servir a dois senhores
Médica Ginecologista Obstetra dá seu parecer sobre o caso da menina de Alagoinha-PE
“Meus amigos:
Todo o fato é terrível – não é isso que está discutindo – porém acho importante fazermos algumas reflexões, pois o aborto não era a única nem a melhor opção:
a) Devem ter usado Cytótec (?) – que tem protocolo muito claro para tratamento de úlceras gástricas – não há experiência suficiente de seu uso em meninas de 9 anos grávidas (mesmo que tenham usado outra droga – sempre se está atirando meio no escuro pois é de se convir que é raro uma gravidez gemelar aos 9 anos) – portanto houve risco na indução do aborto;
b) A menina não corria risco de vida agora – não havia esta pressa nem indicação de intervenção no momento para salvar a sua vida;
c) De onde vem a estatística que ela corria o risco de 90% de morte ou de qualquer outra %? Estatística deve ser registrada em trabalho médico de pesquisa e com amostragem significativa para ter valor;
d) Haveria possibilidade que tivesse parto prematuro ou até aborto – mas, quando espontâneo, o processo é mais simples de menor risco;
e) Se levasse a gravidez pelo menos até 22 semanas (5 meses e meio), teríamos 15 a 20% de chance de sobrevivência para os gêmeos (mesmo que fosse 10% de chance – estaríamos tentando salvar as crianças sem aumento de risco para a mãezinha);
f) Psicologicamente, esta menina foi usada como um trapo pelo homem, destruída como pessoa, percebendo-se marcada inconscientemente como algo sem valor – e por 3 longos anos. Ao experimentar a destruição dos filhos como lixo, o inconsciente registra – “viu, sou lixo e de mim só pode sair lixo”. Sabe-se lá como se fará para recuperar todo esse novelo em sua cabecinha. Por outro lado, imagine-se: ela sentido-se rodeada por atenção, amor, cuidado e experimentado a valorização das crianças que trazia dentro de si – mesmo que analise racional não fosse predominante – poderia estar começando ai o seu resgate como pessoa integra;
Lembrando para os católicos que um Bispo tem jurisdição plena em sua diocese e nem a CNBB ( Conferência Nacional dos Bispos de Bosta) tem jurisdição sobre qualquer diocese. Muito menos um assessor do Papa. Somente o Papa tem jurisdição sobre todas as Igrejas particulares.
"matar-se é um dos pecados mais graves, e sim o bisco ex-comungou... "
Cara, se tu não conseguiu entender: 1) uma piada, e 2) que a excomunhão não foi dada pelo bispo - dado que ela é automática para envolvidos em aborto, segundo lei da Igreja -, então tu perdeu uma oportunidade de não postar.
Copio aqui meu parecer sobre o texto do bispo que escrevi na comunidade Católicos.
Muito é de se estranhar uma notícia dessas sair na publicação do L'Osservatore Romano. Reservo-me o direito de criticá-la, pois trata-se da opinião privada de um bispo que pouco ou nada soube de concreto sobre o que se passou.
Em uma primeira leitura talvez fique a impressão de um bom senso humanitário, de prudência e sã preocupação com o estado da menina. Mas essa visão acaba se comprometendo se analisarmos o texto com um pouco mais de rigor.
Em primeiro lugar, o texto é inconsistente em suas bases, ou seja, o bispo não sabe exatamente do que está falando, ou, se sabe, não consegue expressar seu raciocínio. Por um lado, o bispo reconhece que há na doutrina "princípios dos quais não pode prescindir, mesmo se o quisesse", e que o aborto "sempre foi condenado pela lei moral como um ato intrinsecamente mau" e "constitui uma culpa grave que, quando realizada, exclui automaticamente da comunidade cristã". Em contrapartida, em parágrafos anteriores e posteriores, parece simplesmente ignorar o conhecimento destes princípios mesmos, quando afirma que "Carmen trazia consigo outras vidas inocentes como a sua, não obstante fossem frutos da violência, e foram ceifadas; isso, todavia, não basta para fazer um julgamento que pesa como uma guilhotina" e, ao final, "são outros que merecem a excomunhão e o nosso perdão, não os que lhe permitiram viver e ajudam a recuperar a esperança e a confiança, não obstante a presença do mal e a maldade de muitos".
Há outros erros crassos no texto. Se no único parágrafo que expressa alguma lucidez o bispo reconhece a incorrência da excomunhão latae sententiae, logo no início ele diz que "o arcebispo de Olinda e Recife se apressou em excomungar os médicos que a ajudaram a interromper a gravidez", a exemplo da massa brasileira que nada conhece da disciplina da Igreja.
A confusão se concentra ainda mais quando o bispo procura defender a postura dos médicos envolvidos e diz que "o respeito devido ao profissionalismo do médico é uma regra que deve envolver todos e não pode consentir chegar a um julgamento negativo sem antes considerar o conflito criado em seu íntimo". Fica a pergunta se o respeito profissional deve envolver também aqueles que consentem em ceifar vidas inocentes, por mais nobre que o fim último aparente ser. Onde foi parar o "princípio imutável do qual não se pode prescindir" aqui? Talvez tal princípio, ao ver deste bispo, não seja o quinto mandamento, mas o respeito humano.
A preocupação com o respeito a tais médicos chega a tal ponto que ele se antecipa dizendo que "Certo, alguns se acostumam a tais situações que e as vivem sem sentimento; nestes casos, porém, a vocação de ser médico é reduzida apenas a uma profissão vivida sem entusiasmo e passivamente. Fazer de um caso um todo, além de incorreto seria injusto". Notaram bem? O "caso" aqui é a reputação dos médicos. Esqueceu-se completamente o ato de que eles foram agentes, que foi o assassinato de duas vidas inocentes. A discussão se deslocou monstruosamente para o domínio da consciência de quem pratica uma abominação, da abominação em si. O que não seria muito diferente de dizer "certo, alguns assassinos se acostumam a tais situações de matança e as vivem sem sentimento".
Além disso, o bispo, tão escrupuloso em defender a dignidade universal (embora compenetrado em um caso específico) dos médicos simplesmente por serem médicos, afirma veementemente que "o médico traz consigo sua história e sua experiência; uma escolha como essa de ter que salvar uma vida, sabendo que coloca em sério risco outra, jamais é vivida com facilidade". Talvez fosse pertinente comunicar ao bispo que o médico que realizou este aborto teve a "dificuldade" de realizá-lo tão logo o grupo satanista e feminista Curumin sequestrou a menina e a levou para a sua clínica. Isso não é apenas uma insensibilidade; pelo contrário, trata-se de uma ferocidade ardente em não perder uma oportunidade de realizar seu ato ritualístico e sacrossanto de abortar crianças. É evidente que tudo o que ocorreu nesse episódio por parte do grupo feminista foi uma militância selvagem em levar a cabo a sua bandeira pró-aborto, e cogitar que o médico envolvido não fosse da mesma laia é de uma ingenuidade atroz.
Por fim, o bispo apela para o sentimentalismo barato e ao juízo de consciência não apenas dos envolvidos, mas de todos que tomaram conhecimento do fato, como eu e você, ao dizer "Carmem (...), a quem devemos olhar fixamente nos olhos sem distrair sequer um minuto, para fazê-la entender o quanto a queremos bem (...) deveria ter sido em primeiro lugar defendida, abraçada, acariciada com doçura para fazê-la sentir que estamos todos com ela; todos, sem exceção". Estabelece, assim, a total impossibilidade em uma pessoa, quem quer que seja, de ser simultaneamente fiel a um princípio da lei da Igreja e se compadecer das dores da principal vítima (como, diga-se, foi o caso de dom José Sobrinho). A dissociação entre os dois comportamentos não apenas é criada artificialmente, como impossibilitada de ser exercida, e já é dada a receita do que se prescindir de antemão: "antes de pensar na excomunhão era necessário e urgente salvaguardar sua vida inocente e recolocá-la num nível de humanidade da qual nós homens de Igreja devemos ser anunciadores e mestres". O que quer que se possa pensar desse raciocínio pernicioso, não muda os fatos de que o único motivo para que alguém tenha "pensado em excomunhão" foi exatamente a salvaguarda não de uma, mas de duas vidas inocentes, estas sim completamente necessitadas de serem "recoloca(das) num nível de humanidade da qual nós homens de Igreja" simplesmente ignoramos.
Por sinal, a expressão usada pelo bispo "uma escolha como essa de ter que salvar uma vida, sabendo que coloca em sério risco outra" poderia se aplicar ao parto dos gêmeos (pois nesse caso garantir-se-ia a vida dos filhos, colocando em risco a vida da mãe), mas nunca ao aborto, onde não se coloca simplesmente em risco a vida do filho, mas simplesmente se lhe é tirada.
A questão é saber se ele se pronunciou em nome da Igreja ou em nome dele próprio. Se for a segunda hipótese, deve ser corrido a pontapé de seu cargo o mais rápido possível.
tu é segunda pessoa, volte para a escola...
ea
igreja diz que a excomunhão é automática,mas se ela mesma não excomungar e a pessoa continuar coimungando tudo bem, entendimentos ofciais da igreja mudam
igreja diz que a excomunhão é automática,mas se ela mesma não excomungar e a pessoa continuar coimungando tudo bem, entendimentos ofciais da igreja mudam 😮
O cara não é capaz de articular, em uma frase, nem palavras nem idéias, e ainda tira onda com o outro que usou um gênero sintático perfeitamente aceito na língua informal.
A excomunhao e automatica. O bispo apenas aponta um fato CONSUMADO. Quem nao gostar, desista do Catolicismo.
A condenacao dos assassinos e DEVER dos catolicos. A excomunhao e provocada, e CAUSADA, pela pessoa que cometeu o delito que a provoca, no caso o assassinato de duas criancas inocentes sob o pretexto de "salvar" outra inocente - que NAO ESTAVA em risco de vida coisa nenhuma. E ta acabado. Fim de papo.
E o Vaticano nao criticou PORRA NENHUMA, ao contrario: apoiou, como nao podia deixar de fazer. O resto e manipulacao de jornal brasileiro de quinta categoria.
PS: Estou falando do arcebispo de Olinda e Recife, e claro. Que tem toda a razao.
Mas parece que houve protestos de diversas "autoridades" da Igreja Catolica no Brasil.
Tudo simpatizante da Teologia da Libertacao, tudo caterva, tudo uma corja sem vergonha, abortista e anti-catolica, isso e o que sao. Tudo FDP.
Artigo agressivo de um dos médicos mais renomados do Brasil condena postura da Igreja Católica no caso da menina estuprada em Pernambuco
A polêmica em torno da menina de nove anos, estuprada pelo padrasto, ganhou o capítulo mais lúcido no último dia 14. Em artigo publicado no jornal “Folha de S. Paulo”, o oncologista Dráuzio Varella, um dos médicos mais respeitados do País, resumiu de forma categórica o papel desempenhado por todos os envolvidos no episódio de Recife. Os médicos, que foram excomungados pelo Clero Romano, cumpriram a lei ao “interromper a prenhez gemelar numa criança franzina” e salvaram a vida dela. O estuprador, que não foi punido pelo Clero Romano, fez lembrar o silêncio católico diante dos padres pedófilos. “A política do Vaticano é claríssima: ndisplayimage2ão excomunga estupradores.”
Para Varella, a decisão do arcebispo, que criticou duramente os médicos e os excomungou, é absolutamente coerente com os princípios que regem a Igreja Católica “desde os tempos da Inquisição”. “O arcebispo de Olinda e Recife não cometeu nenhum disparate, agiu em obediência estrita ao Código Penal do Direito Canônico: o cânon 1398 prescreve a excomunhão automática em caso de abortamento.
Por que cobrar a excomunhão do padrasto estuprador, quando os católicos sempre silenciaram diante dos abusos sexuais contra meninos, perpetrados nos cantos das sacristias e dos colégios religiosos? Além da transferência para outras paróquias, qual a sanção aplicada contra os atos criminosos desses padres que nós, ex-alunos de colégios católicos, testemunhamos?”, escreveu o médico.
Para Varella, enquanto a medicina busca a cura, o Clero Romano prega o sofrimento. Caminham em direções opostas. Em comunhão a esse discurso, faz uma homenagem aos médicos de Pernambuco. “Nossa profissão foi criada para aliviar o sofrimento humano; exatamente o que vocês fizeram dentro da lei ao interromper a prenhez gemelar numa criança franzina. (…) Não se deixem abater, é preciso entender as normas da Igreja Católica. Seu compromisso é com a vida depois da morte. Para ela, o sofrimento é purificador”, disse o médico. “É uma cosmovisão antagônica à da medicina. Nenhum de nós daria tal conselho em lugar de analgésicos para alguém com cólica renal. Nosso compromisso profissional é com a vida terrena, o deles, com a eterna. Enquanto nossos pacientes cobram resultados concretos, os fiéis que os seguem precisam antes morrer para ter o direito de fazê-lo.”
E foi além: “Em nota à imprensa a respeito do episódio, afirmou Gianfranco Grieco, chefe do Conselho do Vaticano para a Família: ‘A igreja não pode nunca trair sua posição, que é a de defender a vida, da concepção até seu término natural, mesmo diante de um drama humano tão forte, como o da violência contra uma menina’. Por que não dizer a esse senhor que tal justificativa ofende a inteligência humana: defender a vida da concepção até a morte? Não seja descarado, senhor Grieco, as cadeias estão lotadas de bandidos cruéis e de assassinos da pior espécie que contam com a complacência piedosa da instituição à qual o senhor pertence”, criticou. “Os católicos precisam ver a igreja como ela é, aferrada a sua lógica interna, seus princípios medievais, dogmas e cânones. Embora existam sacerdotes dignos de respeito e admiração, defensores dos anseios das pessoas humildes com as quais convivem, a burocracia hierárquica jamais lhes concederá voz ativa.”
Ele garante que o Clero Romano não evoluirá, não seguirá os passos da humanidade. “A esperança de que a instituição um dia adote posturas condizentes com os apelos sociais é vã; a modernização não virá. É ingenuidade esperar por ela.”
Ao final, traça um diagnóstico assustador da promiscuidade entre o Clero Romano e a maioria das autoridades, isentando apenas o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e o ministro da Saúde, José Gomes Temporão. “Os males que a igreja causa à sociedade em nome de Deus vão muito além da excomunhão de médicos, medida arbitrária de impacto desprezível. O verdadeiro perigo está em sua vocação secular para apoderar-se da maquinária do Estado, por meio do poder intimidatório exercido sobre nossos dirigentes”, afirma Dráuzio Varella. “Quando a igreja condena a camisinha, o aborto, a pílula, as pesquisas com células-tronco ou o divórcio, não se limita a aconselhar os católicos a segui-la, instituição autoritária que é, mobiliza sua força política desproporcional para impor proibições a todos nós.”
lucas, se você é alfabetizado e conhece o português entendeu o que eu disse, a verdade é que você não tem argumentose faz que não entendeu o que eu disse, uma postura intelectualmente desonesta.
e ´´tu`` é segunda pessoa não terceira!não é aceitável não saber conjugar um verbp na segunda pessoa tu
Seja-me permito, finalmente, rogar a Vossa Santidade uma providência especial para proteger o Brasil, o maior país católico do mundo, de uma gravíssima ameaça que paira sobre a Terra de Santa Cruz. Vivemos há quase oito anos sob um governo socialista que tem adotado uma política anticristã na área do direito da família e da vida. O atual governo tem o propósito de introduzir a legalização geral do aborto e da união civil homossexual. Tudo isto está previsto no programa político do Partido dos Trabalhadores, partido do governo. A candidata do governo à presidência da República no próximo ano já fez declarações neste sentido. Apesar da absoluta incompatibilidade de suas propostas políticas, a referida senhora tem exercido nas concentrações carismáticas o ministério de leitora nas missas, em franca campanha política. Com efeito, isto nos desconcerta.