Fórum Olavo de CarvalhoArquivo da comunidade do Orkut · 2004–2013

MANIFESTAÇÃO DIA13 DE MAIO,PELA VOLTA DA MONARQUIA

Iniciado por ciro em 21/04/2009 · 58 mensagens · página 1 de 2

ciro#1
Secretaria de Comunicação e Integração Monarquico Nacional - DCI-SP

Informa a Programação da Manifestação Por um Brasil Melhor
Pela Restauração da Monarquia Parlamentarista

Dia 13 de Maio de 2009 - Quarta-feira

As 7h00 Todos devem estar no Diretorio Causa Imperial-SP
As 8h30 Já estaremos presentes no Centro de São Paulo, na praça da sé - em frente a catedral
Ficaremos neste local até as 12h00
As 12h00 iremos em passeata \ caminhada em direção a Prefeitura Municipal
Ficaremos em frente a Prefeitura Municipal até as 17h00
As 17h00 a manifestação sera encerrada.

Se passaram 120 anos desde o Golpe Republicano, não espere mais 120 anos, faça parte desta manifestação.
faça parte da Historia, marcando presença
O Brasil preciso de todos os brasileiros

Não fique parado vendo a Historia passando por você, ficar parado não vai resolver o Brasil.
Pense, reflita e confirme sua presença, marque presença para esse grande acontecimento, o Amanhã depende de você.

Por favor confirme sua presença conosco e faça parte da Historia, garanta um futuro para seus filhos e netos.
Só depende de você.

O Diretorio Causa Imperial-SP esta localizado na Rua do Bosque, 1903 Barra Funda - São Paulo-SP

Anteciosamente, Mário Sérgio
Secretario de Comunicação e integração - DCI-SP
marcioneijr#2
Up!!!
marcos_11#3
Mas, Pedro e João, vcs acham q deve ser engraçado por qual motivo?

Existe uma expectativa de vcs por curiosidade, como, por exemplo, de saber qtas pessoas comparecerão, como será, e coisas q tais?

Ou vcs acham q isso resvala ou pode resvalar p/ o ridículo?

Ou é apenas uma curiosidade sem maiores expectativas?

Na boa e sem provocação, qual é o sentido do engraçado p/ vcs?
marcioneijr#4
Por acaso alguém da família Imperial estará lá no dia?
marcioneijr#5
Para quem não sabe:
http://www.causaimperial.org.br/

O Olavo já falou esses dias sobre D. Bertrand.

http://www.paznocampo.org.br/Blog/Blog_db.asp

Mas tava faltando a galera do contra...
marcioneijr#6
Corrupção é culpa da República, diz príncipehttp://www.causaimperial.org.br/noticias/174.html

Dom Bertran cita Rui Barbosa para definir parlamento: "praça de negócios"
Em pleno século 21, ainda há partidários da monarquia no Brasil. E eles querem fazer este regime - que vigorou até a proclamação da República, em 1889 - voltar a comandar o País. Este é o tema do trabalho de conclusão de curso de sete alunos de publicidade e propaganda do Isca Faculdades.

Os estudantes estão elaborando um documentário sobre a história e a importância da família imperial brasileira. Dentre os 12 bisnetos da princesa Isabel, os alunos entrevistaram o príncipe Dom Bertrand de Orleans Bragança, de 68 anos. Herdeiro do trono, ele fala sobre temas polêmicos e diz que é possível reimplantar a manarquia no Brasil.

Formado pelos alunos Bruna Araújo, Carmen Bonachera, Eduardo Belluzzo, Felipi de Lucca, Fred Dally, Raoni Gracio e Raphael Moraes, o grupo tem intenções de lançar o trabalho em todo o País. "Nosso objetivo é conseguir apoio cultural e financeiro por meio da Lei Rouanet e divulgar o documentário em todo o Brasil", diz Dally.

Na entrevista com o monarquista, os alunos também fizeram perguntas sugeridas pela redação do Jornal de Limeira. Lei trecho da entrevista:

ALUNOS - Para o sr., qual a importância da família imperial na história do Brasil e atualmente?
Dom Bertrand de Orleans e Bragança - Com a vinda da família real para o Brasil, em 1808, nasceram todos os fundamentos absolutos da história da nação necessários para a construção de nossa nacionalidade. Graças à independência que D. Pedro 1º decretou, o país manteve sua integridade numa qualidade admirável, invejada por todos os nossos vizinhos.
marcioneijr#7
ALUNOS - O sr. acha que ainda há espaço para se pensar num regime monárquico?
Dom Bertrand - Com toda certeza, pois é certo que a república fracassou e não há hoje em dia quem tenha a coragem de dizer que ela teve bom resultado no Brasil.

ALUNOS - Como o sr. avalia o alto grau de corrupção nas diversas esferas da política no Brasil?
Dom Bertrand - É fruto do regime republicano. Rui Barbosa, republicano que redigiu o decreto de Proclamação da República, algum tempo depois, vendo o desastre que foi a república, dizia que "na monarquia, o parlamento é uma escola de estadistas, na república transformou-se numa praça de negócios". Não sei o que ele diria se fosse a Brasília hoje em dia.

ALUNOS - Como eliminar a corrupção no Brasil?
Dom Bertrand - Esse quadro de corrupção é muito mais o resultado de uma crise moral e até religiosa, do que apenas uma crise social, econômica e política. A monarquia ajudaria a restaurar a moralidade. Ela cria na nação a consciência de que o país é uma grande família.

ALUNOS - Muitos críticos dizem que o quadro político do Brasil é fruto desde a época da colonização. O que o sr. tem a dizer sobre isso?
Dom Bertrand - Não é verdade. Isso não corresponde à realidade histórica. Rui Barbosa diz que de tanto ver triunfar a iniquidade, de prosperar a desonra, crescer as injustiças, a nação tem até vergonha de ser honesta. Essa foi obra da república nos últimos anos. Ninguém nunca acusou dom João 6º de qualquer coisa errada.

http://www.causaimperial.org.br/noticias/174.html
marcioneijr#8
Como se o Brasil fosse o único país que possui projetos de restauração da monarquia.
Um exemplo é a Geórgia que está a um passo de se tornar uma monarquia, pois já puseram fim na questão dinástica com o casamento.
marcos_11#9
Compreendo. Bem, mta gente pensa assim. Acha q é um anacronismo. Espero q vc mude de opinião c/ as msgs q alguns de nós venhamos a colocar.

Qto ao comparecimento e à aparência da manifestação, deve ir pouca gente pq monarquistas não são mto afeitos a manifestações de rua e não tenho a menor idéia de como o evento será apresentado.

Já compareci a mtos eventos monárquicos ou em ambiência monárquica, mas todos em recinto fechado. O último q fui foi o da reabertura da antiga Sé, no Rio, depois da restauração, por ocasião dos festejos dos 200 anos, c/ magnífica missa cantada de autoria do Padre José Maurício Nunes Garcia. Não era um evento político mas respirava-se monarquia.
marcos_11#10
Só ficou faltando dizer se vc acha ridículo por conta das circunstâncias históricas ou pq acha todo regime monárquico ridículo ou outra coisa.
collector#11
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vc disse: "pois quem garante que o tritrineto de d. pedro ii seria um bom governante? pedro i foi? isabel seria?"
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Certamente uma monarquia seria melhor do que os bandidos do PT/PSDB, que alternam o poder na república. É como disse o OdeC ontem, "essa alternância de poder entre PT e PSDB é igual ao que acontecia no tempo da política do café com leite.
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PT e PSDB estão intimamente ligados ao crime organizado e FARC. O único país que combate os revolucionários comunistas é a COLÔMBIA. Todo o resto da América Latina está na mão da esqueda. Para acabar com isso só uma revolução! Quem sabe agora monárquica??
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collector#12
isso é um exemplo de preconceito:
"o maior defeito da cultura brasileira, esse culto aos títulos, ser fruto da monarquia. "
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Não há razão nessa afirmação!
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besmenov#13
Eu ñ sou favorável à volta da monarquia. Mas não o sou por razões práticas. A monarquia exigiria uma nova constituição. Quem a faria? A família real? Haveria Poder Moderador? Há muitas questões que, a meu ver, tornam inviável qquer iniciativa de retorno à monarquia. A política se faz com políticos. Ao mudar o regime de governo, mudariam-se os políticos? Não. Teríamos, caso voltassem os títulos nobiliárquicos, o arquiduque Sarney, por exemplo.
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Ou o Brasil muda na República democrática representativa, ou ñ muda. Achar que mudar o regime de governo vai melhorar o país, para mim, é ilusão.
marcos_11#14
Foram bons os pontos q vc colocou.

Bem, a escravidão era um problema (de fato uma gde chaga p/ a sociedade) q era afeito + à economia q à política. C/ efeito, a monarquia caiu principalmente por causa da abolição.

Procure no Manifesto do Partido Republicano Paulista de 1870 a palavra abolição. Não encontrará. Ademais, não era só o Brasil q tinha escravidão.

Os EUA formaram uma república desde a independência no final do XVIII e não aboliram a escravidão por que?

O atual imperador de direito do Brasil é D. Luiz de Orleans e Bragança, portanto o único habilitado a ocupar legitimamente o trono. Qquer outra hipótese não é séria. Monarquia eletiva, só uma, a do Vativano, por motivos óbvios. Tentaram uma vez na Polônia e foi um desastre.

Qto a herdeiros malucos, o regime tem instrumentos p/ afastá-los do trono.
marcos_11#15
Bom ponto esse tb, Pedro. E, de uma certa forma, vai ao encontro de algo parecido q o Kleber colocou.

Esse apego aos títulos é uma questão cultural e q está mto presente no Brasil. Então, podemos dizer q é algo tão forte q mesmo 120 anos de república não foram capazes de apagar.

Essas coisas caminham independentemente da questão política. Pegando 2 exemplos de monarquia, Inglaterra e Espanha, vemos q nos 2 casos o apego aos títulos e à pompa da monarquia estão em decadência. Na Espanha mto + q na Inglaterra mas tb na Inglaterra. Depende do grau de laicização da sociedade entre outras coisas, entre outras coisas.

Bom seria se lidássemos c/ isso de molde a tirar a importância do lado negativo q isso tem. Eu sei q vc ñ falou de títulos de nobreza necessariamente, falou num sentido + amplo, mas se os títulos forem dados, ñ pq alguém fez uma doação p/ o Rei (o q, de resto, fazia pte da cultura da época) mas pq notabilizou-se em algum setor do conhecimento, seria interessante. Como um prêmio Nobel não deixa de ser.

Ainda em relação ao 2º parágrafo, é de se notar q, apesar de ser uma república nascida contra a idéia de monarquia, boa pte ds norte americanos sempre quiseram ter a sua família real.
marcos_11#16
Já q o João falou de títulos, vale lembrar q os títulos dados no Império ñ eram hereditários à exceção de 2 (salvo engano).

A monarquia é solução de estabilidade e o Rei (ou Imperador no nosso caso) existe tb, como alguém já definiu, p/ defender a nação do seu governo.

Considerando q a instituição monárquica está acima dos partidos sendo o Imperador o chefe de estado e c/ o desprestígio atual da classe política, seria mto + provável, tendo em vista a argúcia dos príncipes, q títulos fossem dados a cientistas, artistas, empresários e outros + do q a políticos.

E tem outra coisa, João, várias comendas (comendas e prebendas...) são distribuídas a esses políticos e aos piores elementos da sociedade pelas instituições existentes na república. Resquícios do período imperial? Talvez. Mas por que ñ acabaram c/ isso?
marcos_11#17
A restauração monárquica deveria vir acompanhada de uma constituinte.

Qto ao poder moderador, ñ acho q seria um absurdo. Poderia livrar-nos de várias situações vexatórias q os 3 poderes da república estão nos fazendo passar.

Outras monarquias têm instrumentos constitucionais poderosos a disposição do soberano mas são pouquíssimos usados ou mesmo são letra morta.
besmenov#18
Marcos, eu ñ questionei o poder moderador por achá-lo absurdo. Apenas quis saber se haveria ou ñ. O que me preocupa num caso desses é justamente a constituinte. Quem fará esta constituinte? Eis o problema. O Brasil deveria consolidar as instituições democráticas, para o que falta muito ainda. Mas, ainda assim, acho um caminho mais prudente do que uma mudança de regime.
marcos_11#19
Sim, eu compreendi o seu ponto. Eu usei a expressão "absurdo" pq eu mesmo, a princípio, achava isso.

Falei de constituinte pq a restauração só se dará mediante vontade popular, até pq o Imperador ñ aceitaria se fosse de modo diferente. Portanto, faz sentido q seja c/ constituinte.

Mas concordo c/ suas considerações em relação a necessidade da consolidação das instituições democráticas no Brasil. E no meu ponto de vista isso tb é possível na vigência do regime monárquico. Acho q a monarquia pode dar gde contribuição p/ essa consolidação.
andr_10#20
Interessante.
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Eu, embora seja um monarquista, discordo da estratégia do grupo que pretende organizar tal manifestação. Não acho que seja a coisa certa a ser feita, não acho que isso vá trazer resultados positivos, mas torço pelo sucesso de tal grupo, que pelo menos está demonstrando que tem coragem e que querem fazer alguma coisa (coisa tão em falta nos brasileiros, especialmente nos não esquerdistas..
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Quanto às perguntas sobre que tipo de monarquia se propõe, sugiro a leitura desse documento que foi assinado por D. Luiz de Orleans e Bragança em 1991.
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http://www.monarquia.org.br/NOVO/Pdf/propostas.pdf
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E quanto a restauração de monarquia, penso o seguinte ainda: É impossível que ela venha por plebiscito, como quer a esmagadora maioria dos monarquistas que eu conheço. A única chance de se restaurar a monarquia no Brasil vair ocorrer quando os brasileiros perceberem que a constituição de 1988 vale menos que um pedaço de papel higienico sujo e que estamos sendo enganados quando nos dizem que vivemos numa democracia. Quando isso acontecer (e acontecerá um dia), os brasileiros terão que propor outras regras para continuarem a tocar a vida da sociedade, e é para esse momento que os monarquistas devem se preparar.
fillipe#21
Ou o Kleber não entende nada de monarquia e formas modernas de governo, ou então está tentando difamar grosseiramente o regime monárquico.

Comparar um presidente de uma repúplica presidencialista ao monarca de uma monarquia parlamentarista é coisa que eu já na 6a. série teria vergonha de fazer.
marcos_11#22
Suponho ser inevitável q pessoas de todas as correntes de pensamento participem do parlamento.

Um dado curioso é q existem monarquistas de esquerda como Ariano Suassuna, Gilberto Velho e José Murilo de Carvalho, por exemplo. O José Murilo de Carvalho tem negado isso ultimamente pelo medo do potrulhamento ideológico e de ter seu nome associado aos príncipes D.Luiz e D. Bertrand.
besmenov#23
Mas concordo c/ suas considerações em relação a necessidade da consolidação das instituições democráticas no Brasil. E no meu ponto de vista isso tb é possível na vigência do regime monárquico. Acho q a monarquia pode dar gde contribuição p/ essa consolidação.
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Está aí um ponto em concordo em partes. Os críticos da monarquia, geralmente, acham que os monarquistas, ou a monarquia, é em essência anti-democrática. Não é. A monarquia vem sendo demonizada há bastante tempo com base apenas nos teóricos da ilustração.
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No caso brasileiro, a perceber como foi dado o golpe que deu início à República, fica claro que ñ havia nenhum clamor popular pela República. Poderíamos ter seguido um caminho político muito mais interessante, ñ fosse aquele golpe. Talvez nós tivéssemos instituições mais sólidas caso houvesse uma reforma na monarquia, e ñ fazendo aquela guerra entre os pequenos círculos que disputavam a paternidade do novo regime.
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Depois da Proclamação da República, qual o momento que podemos chamar de democrático? O pós-Getúlio Vargas? O Pós-Regime militar? É muito pouco.
ciro#24
Ouçamos um contemporaneo dos fatos, o escritor Lima Barreto, mulato ou como se diz atualmente, afrodescendente, e monarquista:

"Esse aspecto da nossa terra para quem analisa o seu estado atual, nasceu-lhe depois da republica. Foi o novo regime que lhe deu tão nojenta feição p/ os seus homens publicos de todos os matizes...Uma rematada tolice que foi a tal de republica. No fundo o que se deu em 15 de novembro foi a queda do partido liberal e a subida do conservador, sobretudo da parte mais retrógrada dele, os escravocratas de quatro costados".
marcos_11#25
Então continuamos concordando em quase tudo.

Aduzo q a monarquia vinha evoluindo e reformas estavam sendo feitas em consonância c/ a mentalidade coeva.

Deixo uma informação q ñ é mto difundida. No final da monarquia a base de eleitores tinha sido alargada c/ a diminuição da exigência mínima de renda. Na monarquia o critério p/ definir quem tinha direito a voto era censitário, isto é, era em função da renda do indivíduo.

Os republicanos, depois do golpe, estabeleceram q o voto pssaria a ser apenas p/ quem fosse alfabetizado. C/ isso diminuiu o número de eleitores. Ou seja, NA REPÚBLICA RECÉM PROCLAMADA, MENOS PESSOAS TINHAM DIREITO AO VOTO Q NO ANTIGO REGIME! Esse foi apenas um dos retrocessos.
ciro#26
O Barão de Cotegipe, logo após a assinatura da Lei Aurea se dirige à Princesa e a desafia: "Redimiste uma raça, mas perdeste o trono Senhora".

A Princesa, punhos cerrados golpeia a mesma mesa sobre a qual sancionara a redentora lei: "Mil tronos eu daria se eu os tivesse, senhor barão"!

Bem a propósito veio a luz uma carta da Princesa Isabel ao Visconde de Santa Vitoria, sócio do Barão de Maua, que vem colocar no mesmo saco os republicanos e os escravocratas - as forças retrógradas do Brasil, que triunfaram em 15 de novembro e governam até hoje.

http://marconegro.blogspot.com/2006/05/polmica-carta…-isabel.html.
besmenov#27
Outro problema que a República trouxe foi justamente o de ñ ter uma base histórica. Movimentos republicanos anteriores ao 15 de noembro foram todos isolados. Quando foi proclamada a República teve-se que criar um passado, os heróis, os símbolos... Daí para se criar mentiras sobre o passado ñ precisou muito. A Proclamação da República foi o ato político mais fake da História. Houve o ato, e depois se seguiu a guerra pela paternidade e pela história da República. Tudo à margem do povão que nem sequer sabia o que era o novo regime.
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Aliás, o mito fundador, a ideia de que vivemos algo novo com base em nós mesmos, a negação e o desprezo pelo passado, que havia no início da República, se assemelha ao que vemos no discurso do seu Lula. São dois momentos em que criamos pessoas que amam odiar a própria história.
renatolaguna#28
Perdoem a minha falta de sensibilidade, mas a monarquia não acabou quando o rei fugiu ? Rei que foge não é rei. Se tivesse ficado e morrido como rei (defendendo o trono), eu até concordaria com a existência de um hipotético trono a ser restaurado.

Monarquia não é um sistema de direitos e deveres, um dos deveres sendo o rei defender o trono até a morte ?

Não vejo como faça sentido voltar à monarquia via proclamação. O direito real não é conquistado pela força ? Ou por alguma combinação de força com mérito extraordinário e aclamação popular ? Se alguém quiser ser rei do brasil, não deveria fazer algo para merecê-lo ? Algo que provasse, no mínimo, que não é um covarde e que tem habilidade de governar ? Tipo um sangrento golpe de Estado ? Uma vitória militar extraordinária, com intervenções divinas e tudo mais ?

Por que deveríamos reinstaurar a família do fujão, do capitão que abandonou o próprio navio ? Isso seria rei de verdade ? Eu não estou zoando, mas talvez eu não tenha entendido o que é monarquia.
ciro#29
D. Pedro II podia ter ficado e resistido ao golpe. Preferiu se afastar para evitar derramamento de sangue. Foi uma escolha errada, pois os golpistas assumiram o governo com mãos de ferro e impediram qualquer tentativa de restauração, que aliás não foram poucas. Governaram durante os primeiros anos em permanente estado de sitio e recorreram às armas para manter o estado golpista. Aliás, o próprio comandante em chefe das tropas cariocas era o Floriano Peixoto, que já estava cooptado pelos golpistas. Assim ficou dificil uma reação imediata. O Imperador poderia ter se refugiado em Petropilis, por exemplo, e esperado a chegada das tropas legalistas. Hermes da Fonseca, irmão do Deodoro se comprometeu a deslocar suas tropas desde a Bahia para encabeçar a reação. Não deu tempo, o Imperador foi para o exilio ao amanhecer do dia 16 de novembro. E o Brasil ficou à toa...
O povo, ah, o povo esse assistiu atonito, como bem disse o propagandista republicano, Aristides Lobo.
andr_10#30
"Perdoem a minha falta de sensibilidade, mas a monarquia não acabou quando o rei fugiu ? Rei que foge não é rei. Se tivesse ficado e morrido como rei (defendendo o trono), eu até concordaria com a existência de um hipotético trono a ser restaurado."
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Vamos fazer as devidas correções. Em primeiro lugar o Brasil não tinha rei e sim imperador. Em segundo lugar D. Pedro II, imperador do Brasil não fugiu, e sim foi mandado para o exílio num golpe militar.
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"Não vejo como faça sentido voltar à monarquia via proclamação. O direito real não é conquistado pela força ? Ou por alguma combinação de força com mérito extraordinário e aclamação popular ? Se alguém quiser ser rei do brasil, não deveria fazer algo para merecê-lo ? "
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Não, o tal direito real a que você se refere não é conquistado apenas pela força. O que legitima os Orleans e Bragança como herdeiros do trono do Império do Brasil é a tradição, é o fato de eles serem os herdeiros daqueles que fundaram esse país, daqueles que fundaram Portugal e também daqueles que fundaram os primeiros reinos cristãos.
leo_orkut_6#31
Associar a monarquia ao 13 de maio é ótima idéia. Grande parte dos afrodescendentes tem simpatia pela princesa Isabel e talvez a maioria dos brasileiros. Caso isso se realize todo ano será uma boa propaganda para o monarquismo.
cristina_2#32
Parlamentarismo, sim! Mas à brasileira com Monarca e com Poder Moderador eficaz e paternal.
De Armando Alexandre dos Santos - Artpress - São Paulo - 1992

[img]/orkut/photos/NwAAAFGELKIqXzhESkuLD_dYxdClDxfj1IpnsquR7yKnf9Eo2xkXViuiMkhqLCeDLYOp9-Ksv4SN-g8aWUHHUb2ZvYUAm1T1UJxFRYZFknV2nn0WUdHbN5Ouq78b.jpg[/img]
[url]/orkut/photos/NwAAAFGELKIqXzhESkuLD_dYxdClDxfj1IpnsquR7yKnf9Eo2xkXViuiMkhqLCeDLYOp9-Ksv4SN-g8aWUHHUb2ZvYUAm1T1UJxFRYZFknV2nn0WUdHbN5Ouq78b.jpg[/url]
andr_10#33
"E D. Maria?
Louca... pois quem a impediria de reinar?"

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Mas ela foi impedida de reinar! E assumiu a regência em seu lugar o principe D. João VI. Eu não sei quais eram as regras do reino de Portugal quanto a essa questão, mas a constituição do Império do Brasil dizia:
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"Art. 126. Se o Imperador, por causa física, ou moral, evidentemente reconhecida pela pluralidade de cada uma das câmaras da Assembléia, se impossibilitar para governar, em seu lugar governará, como Regente, o Príncipe Imperial, se for maior de dezoito anos."
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" E Gulherme II da Alemanha, que lançou o país na Guerra de 1914?"
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Caso você não saiba a constituição do Império colocava a responsabilidade de declarar guerra no poder executivo, exercido pelo gabinete de ministros.
andr_10#34
"Na república, pelo menos, as pessoas tem o poder de substituir os dirigentes de 4 em 4 anos. "

Essa afirmação é a que eu considero mais interessante para esse debate. Você se refere a quais pessoas? Quem são esses que tem o poder de substitiur os dirigentes de 4 em 4 anos no Brasil de hoje?
ciro#35
Kléber,

A sua visão é republicana, e como tal personalista. Os reis são tão humanos quanto os seus suditos, pois feitos do mesmo barro, a imagem e semelhança de Deus, nem mais nem menos. Ouça o que dizia João Mendes Jr a respeito da forma de governo:
"O mal não está nos homens; o mal está na instituição. Os republicanos não são mais angélicos nem menos humanos que os monarquistas, tem as mesmas tendencias, os mesmos vicios a mesma educação e pertencem à mesma raça. Ressucitem os Andrada, os Itaboraí, os Rio Branco, os Caxias, os Nabuco e outros notáveis do Império; ponha-os a governar sob a forma republicana e o quadro se reproduziria identico. Figurem o Marechal Deodoro, Prudente de Morais, Campos Sales governando com a forma monarquica, como chefes de gabinete; eles levantariam o nivel moral e politico do Brasil, porque encontrariam nas molas do sistema a resistencia a quaisquer possiveis erros".
ciro#36
Por conseguinte eu penso que até o Lula agiria com mais prudencia e menos destempero verbal se atuasse como 1º ministro sob a forma monarquica de governo.
renatolaguna#37
"Vamos fazer as devidas correções. Em primeiro lugar o Brasil não tinha rei e sim imperador. Em segundo lugar D. Pedro II, imperador do Brasil não fugiu, e sim foi mandado para o exílio num golpe militar."

A primeira correção eu aceito, por não saber o que significa. A segunda correção não responde a esta questão: o imperador tinha ou não tinha o dever de defender seu trono até a morte ? Por que ele não tentou ao menos voltar ao Brasil, como o imperador republicano Napoleão ?

"O que legitima os Orleans e Bragança como herdeiros do trono do Império do Brasil é a tradição, é o fato de eles serem os herdeiros daqueles que fundaram esse país, daqueles que fundaram Portugal e também daqueles que fundaram os primeiros reinos cristãos. "

A tradição foi interrompida. Não me foi "tradizida" uma monarquia pelos meus pais e avós, mas uma república. A República é tradicional agora.

Quanto ao fato de se herdar o trono, isto transfere a questão para o passado, onde aparece uma conquista inicial do direito de reinar via força ou mérito extraordinário. A conquista inicial de poder é válida, mas como se pode herdar um direito que foi jogado fora e perdido ?

Se a família imperial tem virtudes especiais que lhes dão o direito de reinar, que eles usem-nas para conquistar o poder de volta. Na situação atual, eu diria que Fidel Castro tem mais direito de ser rei do Brasil (provocação gratuita).
andr_10#38
"A segunda correção não responde a esta questão: o imperador tinha ou não tinha o dever de defender seu trono até a morte ? Por que ele não tentou ao menos voltar ao Brasil, como o imperador republicano Napoleão ?"
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Não, o imperador não tinha o dever de defender o seu trono, e sim o dever de defender o Brasil. Ele até que pensou em voltar, se não me engano logo que começou a primeira crise republicana com o golpe do Marechal Deodoro que fechou o congresso. Não me lembro exatamente porque isso não foi para frente, mas o fato é que o imperador iria falacer algumas semanas depois. De todo modo, o imperador dizia sempre que se o país o chamasse, ele voltaria. O que os monarquistas fazem é justamente a constatação de que, como a república é incompatível com o Brasil, é necessário chamar o imperador de volta.
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"A tradição foi interrompida. Não me foi "tradizida" uma monarquia pelos meus pais e avós, mas uma república. A República é tradicional agora."
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Qual república é tradicional? Primeiro tivemos a república do estado de sítio, a república café com leite. Depois é a república do Vargas, seguida pela república populista. Depois é a dos militares. E agora é essa outra daí, a república socialista. Cada fundador da nova república cria a sua nova constituição, revolucionando completamente as regras do jogo e, para se legitimar, passa a falar mal de todas as repúblicas anteriores e do próprio país de uma forma geral. Onde é que tem tradição nisso dai? República tradicional é como os EUA, que mantem os mesmos princípios há séculos e seguem assim de forma razoavelemente estável.
andr_10#39
"Quanto ao fato de se herdar o trono, isto transfere a questão para o passado, onde aparece uma conquista inicial do direito de reinar via força ou mérito extraordinário. A conquista inicial de poder é válida, mas como se pode herdar um direito que foi jogado fora e perdido ?"
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Vou tratar a questão por um outro ponto de vista então. Eu vejo que a cultura política do povo brasileiro é totalmente contrária à forma republicana de governo. Percebo que a monarquia é a melhor forma de governo para o Brasil, que já foi um Império há pouco tempo atrás. Daí eu quero restaurar o Império, e consigo a oportunidade para fazer isso. O que eu faço então: chamo de volta o chefe da casa imperial e pronto.

Não há necessidade de que esse tal direito de herdar exista ou não.

A família imperial não é herdeira do trono do Brasil porque tem virtudes especiais. É que é simplesmente ela que consegue reunir os monarquistas desde que a república foi proclamada, de modo que é simplesmente impossível que uma vez que se fale de restauração monarquica no Brasil não se siga a linha de sucessão da nossa família imperial.

A formação de uma dinastia reinante é algo um tanto quanto traumático... basta ver o que ocorreu na França com Napoleão. Como temos herdeiros de uma dinastia cujos ancestrais são muto bem conhecidos dos brasileiros de hoje, e já sabemos da superioridade da forma monárquica, é com eles mesmo que fazer o negócio caso não queiramos jogar o país numa bagunça maior ainda.
marcosleonardi#40
Tanto Dom Luiz quanto Dom Bertrand e Dom Antônio tem o conhecimento e a moral necessárias para reinar. Mas temo que num hipotético plebiscito em que seja celebrado a volta da monarquia, o pessoal dê um jeito de colocar aquele Dom Joãozinho...

Então é importe que em toda manifestação pró-monarquia esteja claro o apoio ao dito "ramo de vassouras"
cristina_2#41
Tanto Dom Luiz quanto Dom Bertrand e Dom Antônio tem o conhecimento e a moral necessárias para reinar. [2]
marcioneijr#42
Tanto Dom Luiz quanto Dom Bertrand e Dom Antônio tem o conhecimento e a moral necessárias para reinar.³
E sem contar, que os filhos de Dom Antônio já estão sendo bem preparados para reinar.
renatolaguna#43
"Tanto Dom Luiz quanto Dom Bertrand e Dom Antônio têm o conhecimento e a moral necessárias para reinar." - vários

Então que eles venham e reinem, oras.

Que mobilizem seus exércitos e venham lutar para tirar o poder dos usurpadores. Vamos ver quem ganha.
fabio_7#44
Eu gosto bastante dos pronunciamentos de D. Bertrand. Entretanto o aspecto jurídico está realmente do lado petropolitano.

E também acho que D. Pedro II, ou a Princesa Isabel poderiam ter tido uma atitude mais firme para resgatar o Brasil das mãos dos usurpadores.

Na prática, quem conseguir despertar a população para a causa monárquica é que terá o seu "ramo" no trono.

Como eu disse na comunidade do ramo de Petrópolis, manifestações públicas a favor do conservadorismo são o maior trunfo para a monarquia e qualquer associação com o "progressismo" de esquerda é tiro no pé, é querer que o inimigo seja aliado.

Um dos grandes problemas na imagem pública de D. Luís e D. Bertrand é que eles são associados na mente das pessoas exclusivamente e principalmente à TFP. Até se fosse o caso de ter uma imagem primariamente religiosa, seria mais importante comunicar uma associação primária à igreja romana e apenas secundariamente a qualquer grupo ou ordem dentro dela. Além disso, é necessário também que seja comunicada uma visão mais ampla, relacionada às questões culturais e sociais. O problema não é dar destaque "aos pobres" mas que a única forma de lidar com a questão no "ar" seja a socialista. O conservadorismo, que é muito mais humano que a cruel e fria esquerda, não só tem idéias neste campo como são vastamente mais eficientes *e* caridosas.

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Quanto a questão de um governante não escolhido, temos que reiterar sempre que a restauração monárquica não é uma restauração do absolutismo. O imperador existirá com uma constituição, um chefe de governo, um parlamento e um judiciário que atuam todos como pesos e contrapesos entre si.

A *enorme* vantagem de o Chefe de Estado ser hereditário é que o Estado fica mais imune aos políticos. Não interessa a Família Imperial, mesmo que ela fosse apenas egoísta, deixar que os políticos aparelhem o Estado com seus partidos. Isso representaria uma perda de poder para eles.
fabio_7#45
A descentralização do Poder de Estado do Poder Executivo é uma sacada extremamente genial. É a centralização destes dois poderes em uma só pessoa que permite que todos os governantes, o senhor Lula inclusive, possam fazer de gato e sapato o país.

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Eu acredito que existem duas reformas institucionais que são o reflexo e a complementaridade do trabalho de resgate da intelectualidade que o Olavo vem fazendo: a restauração monárquica e a instauração de um federalismo pleno no Brasil com o devido príncipio de subsidiaridade. Os próprios Joaquim Nabuco e Ruy Barbosa viram que o império não continuaria sem uma verdadeira federação. O primeiro tentou até o fim alcançar este magno objetivo enquanto o segundo apoiou os republicanos apenas porque estes lhe prometeram a federação e qual não foi sua surpresa ao ver que eles deram uma formalidade de federalismo apenas para centralizar ainda mais o poder. Ruy Barbosa se arrependeu amargante depois.

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eugenio#46
Putz, tá tudo errado...

Manifestação é a última coisa a ser feita, dentro de uma série de etapas que esse dito movimento deveria pretender realizar.

Não sou monarquista, mas fazer uma manifestação em praça pública a favor da monarquia e o cúmulo da vergonha alheia.

Primeiro vem a mídia, internet, blogs, campanhas de marketing viral, apoio financeiro e patrocínio de interessados e formação de think tanks ou institutos de pesquisa e estudos. Quando já houvesse entre o público-alvo geral uma certa idéia positiva a respeito do movimento, ai sim, uma manifestação defendendo uma idéia específica, com apoio monarquista.

Isso demora anos, quando não décadas. Que causa ingrata pra se lutar. Mas vejo que os participantes tem bons argumentos e intenções. Desejo boa sorte.
antoniocesar#47
A Monarquia dos Braganças que existiu no Brasil se suicidou.Sou pró-monarquia,mas o liberalismo avançado,a má organização dos poderes,os problemas eleitorais,a traição de D.Pedro II com a questão maçonica,a intransigência na Guerra do Paraguai entre outras coisas,fizeram este Regime digno de indignação.

Os monarquistas não podem cerrar os olhos para o que foi o Império Brasileiro,não que a República seja melhor,isto não faz parte da discussão,mas é inegável que a experiência monárquica nas terras tupiniquins não foi um regime Conservador,dentro da ortodoxia política do catolicismo,que o Império deveria ser um bastião.
marcosleonardi#48
"Eu o Principe Dom Pedro de Alcantara Luiz Philippe Maria Gastão Miguel Gabriel Raphael Gonzaga de Orleans e Bragança, tendo maduramente reflectido, resolvi renunciar ao direito que pela Constituição do Imperio do Brazil promulgada a 25 de Março de 1824 me compete à Corôa do mesmo Paiz. Declaro pois que por minha muito livre e espontanea vontade d’elle desisto pela presente e renuncio, não só por mim, como por todos e cada um dos meus descendentes, a todo e qualquer direito que a dita Constituição nos confere á Corôa e Throno Brazileiros, o qual passará ás linhas que se seguirem á minha conforme a ordem de successão estabelecida pelo Art. 117. Perante Deus prometto por mim e meus descendentes manter a presente declaração."

http://www.monarquia.org.br/NOVO/causamonarquica/aqu…nastica.html

Fábio, porque achas que o "ramo" de petrópolis tem direito de jure ao trono do Brasil? acredita que o que aconteceu se caracteriza coação? o próprio Dom Joãzinho não teria "largado de mão" a reivindicação ao trono, falando que a questão teria morrido junto com Dom Pedro Gastão?
Pergunto pra ti porque sou um tanto ignorante sobre os argumentos dos petropolitanos, porque até agora o que eu li mais foi "tem que ser o ramo de Petrópolis pois eles tem a ver com o povo" ou coisas do tipo
fabio_7#49
Marcos,

A minha opinião pouco importa pois não tenho saber jurídico para tanto. Entretanto,
existem pelo menos dois pareceres jurídicos evidentemente emitidos por juristas e que examinam a questão e que sugerem que se a coisa pudesse ser levada a uma corte competente, o ramo petropolitano teria ganho de causa. Eles avaliam tudo sob diversos ângulos jurídicos e, portanto, como leigo, confio na opinião destas autoridades abalizadas.

Além disso, existe um outro fator que também me convence do aspecto jurídico da coisa, pois também, enquanto leigo, me limito a observar quem entende do assunto. E ninguém entende do assunto mais do que as dinastias européias, estejam no trono ou não. E as famílias reais européias, quando tem de tratar com a família imperial brasileira, tratam com o ramo petropolitano diretamente e em primeiro lugar. E eu duvido que alguém entenda mais disso do que as próprias famílias européias, que afinal acabam sendo tios, primos e parentes de 2o grau deles, além de conhecerem as regras e normas dos direitos dinásticos.

Se autoridades jurídicas brasileiras tem parecer favorável a Petrópolis, se as dinastias aparentadas os reconhecem, *para mim*, enquanto leigo, o aspecto jurídico da coisa está fechado.

Entretanto, afinizo-me ideologicamente mais com D. Bertrand. O fato é que eles é que tem que se entender sobre esse assunto e, infelizmente, até mesmo D. Antônio, do ramo de Vassouras, parece aberto a um acordo e D. Luís e D. Bertrand é que estiveram irredutíveis por exemplo no plesbiscito.

Uma solução possível, talvez fosse, além de um acordo entre os lados da família, um documento escrito entre eles no qual essa coisa da ideologia fosse discutida às claras. O pessoal petropolitano é refratário à TFP, não a Igreja. O pessoal vassourense poderia deixar a TFP e mesmo grupos organizados mais tradicionalistas de lado exigindo igualmente o afastamento dos monarquistas das causas esquerdistas, sociais, progressistas dentro e fora da Igreja. Seria um acordo de real isonomia ideológica.
fabio_7#50
Para maiores detalhes da defesa petropolitana de seus direitos, recomendo o tópico [url]/CommMsgs.aspx?cmm=14827194&tid=2515313952301122868[/url] da comunidade deles e que vale ser visitada:
[url]/Main#Community.aspx?cmm=14827194[/url]

A Astrid, grande defensora do ramo petropolitano, tem vários documentos interessantes nos álbuns dela:

Papas e Reis:
[url]/Main#Album.aspx?uid=17829826439677777275&aid=1239485445[/url]

Imagens escaneadas do parecer jurídico pró-petrópolis:
[url]/Main#Album.aspx?uid=17829826439677777275&aid=1232912340[/url]

Vale a pena conferir todo esse material.

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