Fórum Olavo de CarvalhoArquivo da comunidade do Orkut · 2004–2013

A Virgem de Guadalupe: desafio à ciência moderna

Iniciado por gustavo_10 em 11/06/2009 · 79 mensagens · página 2 de 2

fernando_22#51
Ai, ai, ai... esse pessoal não-católico é inesgotável no seu repertório de bobagens...
albertoleopoldo#52
Eis um belo exemplo de embate de cegos. Um protestante querendo impor o literalismo e exclusivismo bíblico a um espírita que nem sequer aceita a Bíblia como divinamente inspirada, e este querendo empurrar goela abaixo ao protestante explicações baseadas em pretensos "fatos científicos e inescapáveis" que não são aceitos senão por espíritas, aliás numa remissão a uma noção de ciência inequivocamente oitocentista e já completamente desacreditada (já nem falo da própria "cientificidade" do mesmerismo e da "teoria dos fluidos" que jamais conquistou a adesão da comunidade científica e já no séc. XIX recebia as mais duras refutações experimentais - sobrevivendo na conta de "científicas'' somente nos círculos espíritas e teosóficos).''
albertoleopoldo#53
TEO põe uma ênfase no porquê da forma das aparições que obscurece a questão sobre o fato das aparições.

O porquê não coloca qualquer dificuldade significativa. Pode-se, mui simplesmente, invocar a justificação dada por Duns Scotus para a Imaculada Conceição: assim convinha, Deus podia, logo assim fez. Muito embora judia de nascimento, Maria, mãe de Cristo, estende sua maternidade a toda a Igreja da qual Ele é cabeça. Nenhuma perplexidade causa que Deus a faça manifestar o caráter universal desta maternidade conferindo-lhe aparência mais próxima àquela com que as pessoas já espontaneamente a representam. Ademais, o corpo de Nossa Senhora, assunta ao céu, é já um corpo glorioso, e não submetido aos mesmos limites somáticos terrenos que experimentamos (e ainda que não o fosse, certamente o poder de Deus não estaria aquém de manifestá-lo de outro modo).

Resta a questão: houve as aparições? Se houve, por que as teria Deus permitido, e feito além disso acompanhar de tão grande número de sinais prodigiosos? Desviar a questão para as razões dos modos de apresentação é desviar o foco do assunto. Além do que - repito - nenhuma genuína dificuldade apresenta.
albertoleopoldo#54
De resto, como o amigo não se presta ao trabalho de ler o tópico indicado, facilitar-lhe-ei as coisas, colando alguns trechos:

Sobre a assunção da Virgem Maria, a questão é simples: ou a Virgem foi assunta ao Céu ou não foi (quer a Bíblia fale disso ou não: tampouco a "morte ordinária" da Virgem Maria é lá afirmada). Ora, todos os testemunhos patrísticos dão fé de que foi. Além do mais, é plenamente compatível com a Sagrada Escritura (pois "o puro não nasce do impuro", e Cristo é o Puro por excelência - antes que alguém venha a falar em "transitividade"), e sendo a Virgem livre da mácula do pecado, encontrava-se ipso facto livre da corrupção da morte.

[A Virgem Santíssima] não ascendeu ao Céu, mas foi assunta, posto que não é Deus e não pode, portanto, elevar-se a si mesma. Mais: a Imaculada Conceição de Maria (que não se identifica a concepção virginal) não se deu por mérito próprio, mas ela foi preservada do pecado por antecipação dos méritos de seu Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo. Maria foi salva por Cristo tanto quanto qualquer outro cristão. A diferença é que, enquanto Cristo é para nós, contaminados do pecado original, remédio, foi para ela vacina. Pois está escrito (Jb 14,4): "Quem fará sair o puro do impuro? Ninguém".
albertoleopoldo#55
A mediação dos santos é uma mediação participada, da mesma forma que o atributo de ser "luz do mundo" e a solidez pétrea de S. Pedro (posto que em sentido estrito somente Cristo é luz do mundo e pedra angular - quem estuda filosofia entende esse conceito: pois mesmo o ser de todas as coisas contingentes só existe enquanto participado pelo Ser em sentido próprio, que é Deus). É uma "mediação" através da única mediação de Cristo, e não oposta a ela, ou sua "concorrente".

É claro que Cristo é o único possível mediador entre Deus e o homem, pois este encontra-se infinitamente afastado de Deus, e com o pecado ofende infinitamente a Sua majestade. Não pode, portanto, remir-se por meio de ação de outros homens, mas é preciso que o próprio Deus assuma a natureza humana, elevando-a e resgatando-a por meio do único sacrifício de valor suficiente para lhe saldar a dívida. Ora, santo (humano e unicamente humano) nenhum é Deus, portanto nenhum é capaz de "mediar" diretamente entre o homem e Deus.

Não precisamos considerar a doutrina da "dormição" dos mortos - a passagem do Eclesiastes empregada para justificá-la fala claramente sobre os condenados, conforme se pode confirmar nos Provérbios 9,18 e 15,24, e, por contraste, Isaías 14, 9-10, o que se diz sobre a pregação de Cristo entre os mortos - p.ex. 1Pd 3,19 - e outros episódios como a aparição de Moisés e Elias na Transfiguração - Mt 17,3. Aliás, há uma frequente associação, ao longo de toda a Escritura, do termo "morte" ao conceito de perdição. Lembremos só do célebre trecho da carta aos Romanos 6,23, onde afirma São Paulo que o salário do pecado é a morte. Estaria por acaso se referindo à finitude da alma dos condenados? Decerto que não. Por contraste: "o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus, nosso Senhor". Quererá dizer que só os condenados passam pela corrupção física?
albertoleopoldo#56
A veneração dos santos é um ato de respeito e reverência por aqueles que viveram exemplarmente o Evangelho e mereceram o reconhecimento de bem-aventurados, intercedendo no Céu a Deus, por meio de Cristo, único mediador, pela Igreja militante e padecente cá na Terra, assim como São João no-lo aponta, no Apocalipse (6,9-11, 5,8 e 8,4). A veneração dos santos é um ato de louvor a Deus, pela Graça operada eficazmente em suas vidas, e pelo testemunho da realização de Sua vontade. Trata-se de doutrina aceita desde os tempos apostólicos. Em uma carta datada do segundo século, fala-se, sobre o martírio de São Policarpo (discípulo de São João Evangelista):

"Quanto aos mártires, nós os amamos justamente como discípulos e imitadores do Senhor, por causa da incomparável devoção que tinham para com seu rei e mestre. Pudéssemos nós também ser seus companheiros e condiscípulos!"

e

"pudemos mais tarde recolher seus ossos [de Policarpo], mais preciosos do que pedras preciosas e mais valiosos do que o ouro, para colocá-lo em lugar conveniente. Quando possível, é aí que o Senhor nos permitirá reunir-nos, na alegria e contentamento, para celebrar o aniversário de seu martírio, em memória daqueles que combateram antes de nós, e para exercitar e preparar aqueles que deverão combater no futuro."
albertoleopoldo#57
Vejamos as passagens do Apocalipse, em particular:

8. Quando recebeu o livro, os quatro Animais e os vinte e quatro Anciãos prostraram-se diante do Cordeiro, tendo cada um uma cítara e taças de ouro cheias de perfume (que são as orações dos santos). (cap. 5)

9. Quando abriu o quinto selo, vi debaixo do altar as almas dos homens imolados por causa da palavra de Deus e por causa do testemunho de que eram depositários.
10. E clamavam em alta voz, dizendo: Até quando tu, que és o Senhor, o Santo, o Verdadeiro, ficarás sem fazer justiça e sem vingar o nosso sangue contra os habitantes da terra?
11. Foi então dada a cada um deles uma veste branca, e foi-lhes dito que aguardassem ainda um pouco, até que se completasse o número dos companheiros de serviço e irmãos que estavam com eles para ser mortos. "(cap. 6)

3. Adiantou-se outro anjo e pôs-se junto ao altar, com um turíbulo de ouro na mão. Foram-lhe dados muitos perfumes, para que os oferecesse com as orações de todos os santos no altar de ouro, que está adiante do trono.
4. A fumaça dos perfumes subiu da mão do anjo com as orações dos santos, diante de Deus. (cap. 8)
albertoleopoldo#58
A idéia de que se pode formar uma "doutrina mínima" com base exclusivamente nas Escrituras, e que nenhuma autoridade se lhes pode ladear. Evidentemente, tal doutrina não encontra amparo nas próprias Escrituras, declarando esta, pelo contrário que "Jesus fez ainda muitas outras coisas" que se "fossem escritas uma por uma, creio que nem o mundo inteiro poderia conter os livros que seria preciso escrever" (Jo 21, 25). As epístolas dos apóstolos são escritas para comunidades já estabelecidas, e que portanto já receberam a pregação apostólica.

Nenhuma razão (escritural ou não) é dada pela qual devessem os apóstolos, em suas pregações, restringir-se estritamente ao que se conformaria ao cânone das Escrituras que ainda nem estava pronto. Quando São Paulo se refere à exclusividade do Evangelho por eles pregado, é certo que não se referia aos sinópticos e a João, pois estes não haviam sequer sido escritos, mas à Boa Nova que é o próprio Cristo. Não bastasse isso, há toda a tradição patrística, formada por presbíteros e bispos diretamente ligados aos apóstolos, seus contemporâneos ou continuadores em linha de sucessão, a corroborar doutrinas religiosas não inteira ou explicitamente contidas nas Escrituras, adotadas como verdade perene pela Igreja (no caso de "unanimidade moral" - ou seja: concordância uniforme, não questionada, de tratar-se de doutrina estritamente apostólica). Mas, claro, como não se integraram aos cânones da Escritura, não podem contar como informação confiável acerca da "igreja primitiva" (mesmo quando constituíam testemunho dos mesmos feitores dessa "igreja primitiva").
albertoleopoldo#59
O que leva, aliás, a um questionamento interessante: Por que não foram incluídos no cânone escritural (se alguns eram, inclusive, contemporâneos às Escrituras)? Quem determinou, dentre a multiplicidade de materiais escritos disponíveis sobre Cristo e sua doutrina, aquele que integraria o corpo neotestamentário? (o vetero-testamentário também; os livros excluídos pelos protestantes são citados na Didaqué, em Clemente, em Policarpo - todos nos dois primeiros séculos). Por que razão os protestantes, rejeitando a autoridade da Igreja, vêem-se constrangidos a aceitar a Escritura tal como lhes foi legada por ela?
albertoleopoldo#60
A doutrina da Sola Scriptura não tem fundamento bíblico [das passagens que geralmente usam os protestantes para justificá-la, nenhuma verdadeiramente o faz, mas meramente afirma a sua autoridade infalível, coisa que a Igreja Católica também faz], não recebeu (nem poderia) endosso dos membros da primitiva Igreja [que já existia antes de concluída a redação dos livros do cânon] nem da Tradição Apostólica. As Escrituras são, em matéria doutrinal, seguríssimas e livres de erro, sem dúvida. Mas elas deixam lacunas sobres pontos importantíssimos, que mesmo os defensores das comunhões protestantes não deixam de preencher de alguma maneira. E aliás, que credenciais estes exibiam para a refundamentação da vida da Igreja? Perceba: é possível remontar toda a linha da sucessão episcopal na Igreja Católica até os apóstolos (incluindo, claro, a cátedra do bispo de Roma, o Papa). Mesmo a alguns grupos separados da comunhão com Roma (p.ex. os cismáticos do Oriente, os "vetero"-católicos e mais recentemente os lefèbvristas), a Igreja Católica não pode deixar de reconhecer a validade das ordenações, pois são tributários diretos do investimento apostólico, cujos primeiros casos já se registravam nas Sagradas Escrituras. Preservaram os reformadores a integridade dessa linha de sucessão? Não. Nem sequer se apresentaram como homens de vida santa e exemplar (embora tal esforço tenha vindo a ser realizado posteriormente, em particular desde os puritanos), ou trouxeram em seu favor o testemunho dos milagres. Erasmo, cronista atento do período, observava: com toda a sua pregação, não logravam os reformadores sequer a cura de um burro coxo.
albertoleopoldo#61
Além disso, rebati as seguintes alegações:

- É uma afirmação dogmática da Igreja que presbíteros não podem ser casados (de modo que a referência à sogra de São Pedro - embora à esposa não se faça qualquer referência explícita - e os conselhos de São Paulo a Timóteo seriam a prova escritural do erro doutrinal);
- É proibido comer certos alimentos;
- A Igreja proibia a leitura da Bíblia, e só podia circular a tradução latina;
- O Papa é irrepreensível e nunca pode se enganar no governo da Igreja;
- O Papa reivindica um primado de glória, e um tratamento como o de Deus;
- A Igreja "cobra" indulgências;
- O limbo das crianças é dogma católico;
- A Igreja ensina a "salvação por meio de obras";
- A Igreja ensina que a Virgem Maria salvou-se por seus próprios méritos, independente do sacrifício de Cristo;
- A Igreja presta à Virgem um culto como o de uma "deusa";
- A Igreja acrescenta livremente à sua doutrina ensinamentos diferentes dos que julga encontrar na doutrina dos apóstolos;
- A Igreja Católica "reviu" - ou mudou - alguns de seus conceitos para fazer frente ao protestantismo

E algumas outras. Se tiver disposição e paciência, leia o tópico.

É favor não repetir qualquer uma destas antes de ler o tópico.

Melhor ainda seria tomar as respostas pelo que elas são, e ou bem reconhecer o erro anterior, ou bem criticar a validade e procedência dos argumentos e informações prestadas, em vez de simplesmente prosseguir com uma lista sem fim de acusações que podem mostrar-se tão mal fundamentadas quanto as primeiras.
albertoleopoldo#62
Bom, confesso que trollei. Desculpem-me o abuso. Há certas coisas que não consigo ler. Podemos voltar ao assunto do tópico.
albertoleopoldo#63
Ah, sim. E as suas fontes, por favor?

Decerto também os milagres que sucederam (e sucedem) as aparições também foram forjados. E claramente você tem uma explicação muito razoável para as propriedades do manto de Guadalupe. Por favor, esclareça-nos sobre essas questões.
albertoleopoldo#64
Quem afirma que o que foi visto foi somente o espírito, aliás, é você.
albertoleopoldo#65
A propósito, como todos aqueles personagens bíblicos foram capazes de ver anjos, que são entidades puramente espirituais?
albertoleopoldo#66
Ah, sim, esqueci:

Sobre os "irmãos" de Jesus, não há nenhuma razão para julgar que a interpretação deva ser "filhos da mesma mãe". O Antigo Testamento é repleto de referências a "irmãos" como familiares em geral, até mesmo sogros e genros, como é costume generalizado no Oriente (eu mesmo tenho primos na Índia que me chamam "irmão" - em inglês e não em hindi, que eu não falo). É certo que os Evangelhos, embora escritos em grego, tendiam a preservar hebraísmos. Não há qualquer "demonstração" da não-virgindade de Maria nas Escrituras. E, repito: a Igreja leva a sério o testemunho o testemunho dos Santos Padres, que atestavam em uníssono a perpétua virgindade e grande santidade da mãe de Deus.

Ademais, e Alfeu e Zebedeu? Eram codinomes de José? Ou julga-se que Maria contraiu segundas núpcias também? Tudo isso é doutrina herética da pior espécie.
marcioneijr#67
Ai, ai, ai... esse pessoal não-católico é inesgotável no seu repertório de bobagens...²
ciro#68
Os céticos precisam da prova da existencia do sobrenatural. Mas mesmo quando lhes é oferecida uma prova eles tecem argumentos para refutar o fenomeno. Nossa Senhora, em Fátima, alterou a ordem natural e propiciou a aproximadamente 70.000 pessoas a visão das evoluções do sol no firmamento.
As aparições de Zeitoun, no Egito, foram presenciadas por milhares de pessoas que testemunharam a visão de uma figura luminosa sob o telhado de uma igreja copta, mesmo assim alguns incrédulos tecem teorias inviáveis para refutá-los.
ciro#69
"Dom Vieira de Matos, introdutor do escotismo em Portugal, foi um dos homens que repudiaram abertamente a farsa de Fátima".

TEO:
Que referencia vc tem a respeito desse repudio por parte de D. Manuel Vieira de Matos?
albertoleopoldo#70
Ciro,

o "melhor" argumento de que se valem (ou pelo menos o favorito) é o da probabilidade.

Richard Dawkins (Desvendando o Arco-Íris), p.ex., "refuta" o milagre de Fátima afirmando que, para que fosse considerado verdadeiro, ter-se-ia que recorrer a explicações muito mais complicadas do que as que seriam necessárias para caracterizá-lo como uma fraude. E ainda afirma que não são os céticos que devem mostrar como a fraude seria possível, e sim os crentes que deveriam mostrar o contrário.

Ora, mas um milagre é, por definição algo de sumamente improvável. Basicamente, parte-se do pressuposto de que milagres não são possíveis (sob a premissa ainda mais bisonha de que tudo quanto existe deve ser conseqüência provável de eventos igualmente prováveis) para se concluir que milagres não existem.

E ainda vêm com essa de colocar o ônus da prova em quem afirma a existência de milagres. Ora, sendo um milagre por definição um evento que escapa à ordem da natureza, uma prova definitiva só poderia ser uma prova negativa - como ''este fenômeno não decorre de nenhuma lei da natureza''. Mas nem sequer sabemos quais são as leis da natureza, já que as leis científicas não são senão aproximações hipotéticas (e necessariamente permanecem assim, já que sua validação depende da comprovação de instâncias singulares). Só podemos afirmar metafisicamente um determinismo naturalista ou um universo aberto à intervenção externa. Mas não pode haver prova científica - seja lá o que se entenda por isso - para qualquer um dos dois. Pode-se, sim, argumentar em prol de um ou de outro por meio de uma combinação de evidência indutiva e argumento metafísico, e aqui o ônus não recai preferencialmente sobre nenhuma das partes. Mas o cientificista se encontrará em maus bocados, por causa da sua repulsa à metafísica.
rafael_23#71
"Bernadette Soubirous viu uma atriz francesa, que fez os ensaios das aparições em Paris."

A atriz francesa, que não tinha o que fazer, realizou alguns ensaios em Paris e viajou durante muitas horas para uma cidadezinha de quatro mil habitantes para importunar uma garota boba. Era conhecedora de técnicas radiestésicas, e assim descobriu onde uma fonte d’água iria jorrar. Também era praticante da arte do “envultamento”, e conseguia ser vista apenas pela pobre da Bernadette naquele local, ainda que outras pessoas estivessem presentes. Como se não bastasse, deveria possuir algum conhecimento alquímico, e conhecia uma substância secreta com potentíssimas propriedades curativas que, ao ser despejada na fonte, ali permaneceria efetiva durante muitas e muitas décadas.

Creio que os médicos que acompanharam alguns dos casos inexplicáveis de cura no local, como o Dr. Carrel, achariam a idéia dos milagres algo bem mais plausível...
julio_4#72
Alguem sabe o que as diversas aparicoes de 'Maria' falam do final dos tempos?

Foram quantas aparicoes?

Coloquei o aspas pois sou crente e nao acredito no endeusamento de Maria (rainha dos céus*?). Ela era uma crente em Jesus, morreu e esta na Gloria junto com os outros crentes salvos.

*Rainha dos Céus é um dos nomes de Maria para os católicos, certo?
Faça uma pesquisa na http://www.bibliaonline.com.br/ pelo nome "rainha dos ceus"....
fernando_22#73
Para os interessados:

"What is a miracle?" by Olavo de Carvalho

http://www.voegelinview.com/what-is-a-miracle.html
rafael_23#74
“Coloquei o aspas pois sou crente e nao acredito no endeusamento de Maria (rainha dos céus*?).”

Eu sou católico e também não. Mas sei que ela é "bendita entre as mulheres" e proclamada “bem-aventurada” por “todas as gerações”. Ainda, “ela é rainha dos céus, pois o próprio anjo entra em sua casa e a saúda, gesto este que apenas os subordinados tinham com os seus senhores”.
http://www.veritatis.com.br/article/351

“Ela era uma crente em Jesus, morreu e esta na Gloria junto com os outros crentes salvos.”

Mas esta suposta morte não está narrada na Bíblia. Em que então se baseia sua afirmação?
albertoleopoldo#75
1. Nenhum católico crê no endeusamento de Maria.

2. Julio faz uma insistência totalmente irrazoável sobre uma pretensa necessidade de que, para que se possa atribuir um nome a qualquer conceito religioso com legitimidade, seria preciso que o mesmo nome se encontrasse na Bíblia. Já falei mil vezes que o católico, aceitando a Bíblia inteira (inclusive os livros cortados pelos protestantes) como fonte seguríssima e infalível de doutrina, não subscreve a tese da sua exclusividade. A Revelação, segundo entendemos, não é a Bíblia, mas o próprio Jesus Cristo. A Bíblia é um veículo da Revelação, mas, como criatura, não pode suplantar o próprio Verbo feito carne. E é a própria Bíblia (evangelho de São João, 21, 25) que nos informa de que o mundo inteiro não bastaria para conter os livros que se precisaria escrever sobre as ações de Cristo que não foram lá relatadas, e que dificilmente se poderia considerar como inúteis ou irrelevantes. Os mesmos livros do Novo Testamento foram escritos para comunidades cristas já formadas à base da transmissão apostólica. Etc. etc. etc.

3. Na verdade, a Tradição afirma que Nossa Senhora, de fato, morreu - não por necessidade, dado que não atingida pelo pecado, mas para seguir o exemplo de seu Filho. Ter-se-ia tratado, contudo, de uma morte serena - tradicionalmente referida como uma dormição - após a qual foi ressurrecta e assunta de corpo e alma ao Céu. Não há, entretanto, qualquer proclamação dogmática explícita a esse respeito: o que se sabe como matéria de fé é que ela foi assunta de corpo e alma para a glória, tendo ou não morrido antes.
albertoleopoldo#76
Pois é, Rafael. Também pensei nisso.

Será que todas as testemunhas das aparições da Virgem eram tão ingênuas e míopes que não conseguiam distinguir uma aparição miraculosa de uma pantomima de atriz?
ari_orkut#77
Depois de zooms e outras tentativas, não consegui tirar um nada de crível da imagem.
gustavo_15#78

Segundo, as aparições nada mais são do que invenção da Igreja Católica para explorar a fé alheia, e de estratagema das coroas espanhola e portuguesa em conchavo com o papado pra perpetrar seu domínio no Novo Mundo.


Esse tipo de propaganda imbecil eu só tinha visto até hj nos livros de história patrocinados por protestantes...

Vendo agora "ao vivo" e sem a citação da fonte, eu só posso presumir que o cara de concha que escreveu isso é um "Lord", protestante e maçom, que vive em algum castelo medieval no interior da Escócia e tem interesse pessoal nas terras dos malvados Reis de Espanha e Portugal. ( uma pausa para rir)

Mas, pensem comigo, o lorpa manteve o rei de Portugal vivo até 1917 ( Deo Gratia)!!! E ainda colocou a aparição de Lourdes na conta dos Reis Espanhois e Portugueses. ( imaginem se a sucessão de 1701 tivesse dado certo e a França realmente fizesse parte do Império?)

A sério: o melhor da mentira e da calunia contra a Igreja Católica é quando ela vira anedota na boca de certas pessoas que a repetem.
filipe_6#79
Entrevista com Michele Di Ruberto, subsecretário da Congregação para as Causas dos Santos. Com quais procedimentos um fato extraordinário é reconhecido como milagre pela Igreja. E por que ainda hoje é necessário nas causas de beatificação e de canonização.
http://www.30giorni.it/br/articolo.asp?id=3784

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