Fórum Olavo de CarvalhoArquivo da comunidade do Orkut · 2004–2013

[Off] Michael Jackson morre aos 50 anos

Iniciado por klaicon em 25/06/2009 · 188 mensagens · página 3 de 4

cristina_2#101
Michael Jackson: jordam chandler confessa a farsa
Em 1993, um homem recorreu à Justiça afirmando que Michael Jackson abusou de seu filho, Jordan Chandler, de 13 anos, num caso que se tornou um escândalo de proporções mundiais e que acabou resolvido fora dos tribunais, num acordo que envolveu cerca de US$ 25 milhões. A vida e a carreira de Michael nunca mais foram as mesmas depois disso.
Agora, talvez por remorso depois da morte do astro, Jordan Chandler declarou que tudo não passou de mentiras:
“I never meant to lie and destroy Michael Jackson but my father made me to tell only lies. Now i can’t tell Michael how much i’m sorry and if he will forgive me.
Now for the first time i can’t bare to lie anymore. Michael Jackson didn’t do anything to me, all was my father lies to escape from being poor.”
http://cinemagia.wordpress.com/2009/06/27/jordan-farsa/

Bem, gostaria de acreditar mesmo q este caso e até mesmo as outras acusações são inverídicas.
Se são mesmo, retiro o q disse antes sobre chamá-lo de pedófilo.
Eu tenho verdadeira ojeriza a adultos q se aproveitam de crianças que, ao saber na época destas acusações sobre MJ, peguei uma verdadeira aversão a este cantor q era ícone das crianças e adolescentes. Não quis nem ouvir mais falar sobre ele.
Resta-me apenas abter-me de opinar (viu? não segui o conselho do Prof. Olavo) e que Deus tenha piedade de todos nós.
eric_2#102
qual é o pai que negocia o filho com o criminoso?
antnioluiz#103
Então quer dizer que quando eu comparo os argumentos dos fãs de MJ com os do molusco estou comparando Jackson com Lula?
adilson_2#104
Existe uma diferença, simples porém essencial.

MICHAEL JACKSON FOI LEVADO À JUSTIÇA.

Só isso já diz tudo. Ele foi inocentado das acusações.

---

luiz sequer chegou perto de algum membro do judiciário. nem de advogado precisou. Abafaram, pelo bem da mamata de todo mundo, e pronto.
antnioluiz#105
De novo, onde comparei os dois? Você leu minha resposta ao Eric?
antnioluiz#106
Achei interessante o que o Mateus escreveu aqui:

[url]/Main#CommMsgs.aspx?cmm=55556802&tid=5351315898568977197&na=4[/url]
fernando_10#107
Evan Chandler, o sujeito que acusou Michael Jackson de pedofilia contra seu filho (Jordan Chandler) em 1993 foi processado pelo próprio filho por tentativa de assassinato em 2006.

"defendant struck him on the head from behind with a twelve and one-half pound weight and then sprayed his eyes with mace or pepper spray and tried to choke him"

Se o cara tentou matar seu próprio filho, de que mais ele é capaz?

http://lawlibrary.rutgers.edu/decisions/appellate/a0422-05.opn.html
antnioluiz#108
mariane_2#109
O povo é cruel e inquisitor!!!
/
Michael Jackson foi pioneiro em tudo, até nesse tipo de acusação (injustiça)!!!!
/
Depois desse caso, inúmeros aconteceram... e continuarão acontecendo enquanto o povo for cruel e facilmente influenciável!!!
-
OLHA A CARA DE CRETINO DESSE GORDO SAFADO DA FOTO ACIMA!!! PURA INVEJA!! INVEJA DE SER POBRE, GORDO, BURRO E IMPRESTÁVEL.

AQUI NO BRASIL TEM MUITO GENTE ASSIM!! POR EXEMPLO: ESSE ANTÔNIO LUIZ RIBEIRO!
-
priscila#110
Oh, plis!

Leram o obituário de hoje?

Bom, então comecem a defesa de cada um daqueles.

A tradução disto é a seguinte: se NINGUÉM sabe como PORRA foi o RAIO da vida de cada morto, então neste caso todos os mortos (a não ser bandidos monstruosos, canalhas horrendos, etc) merecem a MESMA compaixão.

Tem nada desse negócio de "idolizar".
"Idolizar" é coisa de orango desatinado, a fim de ocupar o buraco que possui em lugar de cérebro. Não é o caso de ninguém aqui, correto? Ah, tá, que bom.

Então Deus tenha clemência com Michael Jackson assim como com todos os mortos de agora e sempre, AMÉM!!!!!
priscila#111
Pedro, meu querido amigo:

EXISTE uma diferença.

Sabe por que existe uma diferença? Porque existe uma transcendência - e quem PERCEBE esta transcendência é MELHOR do que quem não percebe.

Incorreto? Anti-democrático?

😄!

Well, meu queridíssimo amigo: ASSIM É! Assim FOI SEMPRE, e assim SERÁ pelos séculos dos séculos!

Eu sou (TENTO ser!) caridosa e delicada com imbecis - mas não a ponto de admitir que a patetice que querem me impor é VERDADEIRA! Se me dispusesse a fazer tal coisa, meu amigo, estaria me curvando à HIPOCRISIA. Não o farei nunca, você sabe.

Eu não tenho "perguntas irrespondíveis": e sim RESPOSTAS IMPERGUNTÁVEIS.

Esta, meu amigo, é UMA DELAS: como já também disse o Olavo, toda essa parafernália musical NÃO VALE TRÊS COMPASSOS DE BACH!!!!! 😄!
priscila#112
Oh, meu caro amigo! 😄!

"Pobre", meu chapa?
"Negro", meu chapa?

Só falta você me aparecer com "favelado", meu chapa!

*****

Meu patrão, vai fundo.
Tou contigo e não abro.
tm_orkut#113
Preguiça de elaborar mas, a grosso modo:
dividir, em juízos de valor, música erudita e popular é BABAQUICE.
RIP MJ
🙁
tm_orkut#114
Fico só imaginando a festas desse povo "erudito", se "divertindo" ao som de cantos gregorianos...
tm_orkut#115
Alexandre
Gostaria que o Olavo aparecesse mais, ele elevava o nivel dos debates, dava gosto acompanhar. [2]

Diego
e o obvio vira certo na salada de frutas de ideias vagas [2]
(frase antológica)

Priscila
Nossa dimensão humana se expressa completamente, se faz conter inteira na música popular - mesmo na BOA música popular - ou há algo sutil e transcendente nessa dimensão humana que ESCAPA a essa música, para só existir na música de determinados e extraordinários autores, que foram capazes de captar esse sutil e transcendente e transformá-lo em SOM?

A qrande questão do tópico (sua pergunta NÃO é a minha resposta 😛)
tm_orkut#116
A discussão desse tópico é muito interesante pra mim porque remete à minha própria vivência como estudante de música na universidade, qual seja, a experiência de lidar com esse ranço pseudo-erudito que, na minha história, extravasava os lmites da música erudita X música popular e chegava ao ponto de valorizar a música não-tonal em detrimento à tonal!

No mais, acho que vc já falou tudo até o momento...
priscila#117
😄 - Amigo, NÃO É uma patetice pedante, não.

É uma questão muito importante, se você quer saber.
A estética sempre EQUIVALE a uma ética, a um padrão comportamental.

Quando a Igreja Católica sofreu trágica infiltração, a primeira coisa que fizeram foi "popularizar" a missa, alterando um padrão existente - e introduzindo outro, dito "mais popular". E que na verdade HORIZONTALIZOU aquilo que era VERTICAL.

Não há nenhuma intenção de "desmerecer" a música popular: mas há TODA a intenção de dizer que Zeca Pagodinho e Michael Jackson juntos, e mais TODA a música "pop" com eles, não valem somados - parafraseando Olavo novamente - três compassos de Bach, ou de Beethoven, ou de Brahms!

Pode-se gostar de música popular - mas não se pode pretender que ela tenha o mesmo valor artístico de outras coisas. O mundo só tem feito PIORAR, descer ladeira abaixo esteticamente: e essa descida acompanha uma correspondente descida ÉTICA - que igualmente rola ladeira abaixo, aos trambolhões!

Não é pedantismo algum dizer que um quadro de Rembrandt ou de Velazquez SOZINHOS valem todo o conteúdo da melancólica lambuzeira que hoje passa por "arte"! Alguém certa vez me contou que Michel Duchamp, sarcástica criatura, parece que RIA, às gargalhadas, dos imbecis que chamavam de "arte" o que ele fazia!

O pobre e deformado Michael Jackson, coitado, cuja alteração progressiva de aparência dava a idéia de uma lenta e dolorosa morte anunciada, certamente não tinha a intenção de provocar elevação de pensamentos em ninguém...

O que eu combato, então, não é a obra dele, a qual eu pessoalmente acho chatíssima, o que é perfeitamente IRRELEVANTE: e sim a idéia, que eu já li sei lá quantas vezes, de que "morreu o maior artista que o mundo já teve", ou "um dos maiores".

Socorro! 😮!
priscila#118
Me lembrei de repente de um episódio que me aconteceu em 1998, numa ida a Paris.
Estava eu embaixo do Arco do Triunfo, ao lado de uma chama perpétua que existe ali. Uma inglesa se aproximou, olhou vagamente a chama e as flores e me perguntou, apontando candidamente: "Is this for Diana?"

Eu dutifully expliquei que aquilo era uma homenagem da França aos seus heróis da Resistência, mortos em defesa da pátria na Segunda Guerra. Ela arregalou os olhos, franziu a testa, disse "oh..." e foi-se embora. Fiquei ali com a minha completa certeza de que ela tinha achado a idéia absurda. Já se fosse "for Diana", faria sentido.

Até hoje aquela inglesa não sabe a sorte que teve de fazer a pergunta a uma brasileira, em vez de a um francês da mesma idade que eu.
tm_orkut#119
Defina "música popular" e "música erudita"...
priscila#120
Meu querido amigo, eu sou uma leoa velhíssima, ante-diluviana, criada dentro do conceito de que nem todo conceito é definível, e nem por isso deixa de ser verdadeiro. Qualidade, por exemplo, é um deles.
Eu não sei te dizer o que é "qualidade", e nem você poderia dizer a MIM o que É - mas eu sei, como você provavelmente também sabe, quando tal coisa está faltando como atributo.

Então eu suponho que seria uma explicação talvez aceitável dizer que a música erudita, ou clássica, possui uma determinada qualidade que a popular não tem, e que nem pretende ter.

O que tem a música de Bach que a música, say, de Michael Jackson NÃO TEM?

Pois é. É essa "coisa" que faz com que eu prefira a música dita "erudita" - palavra, aliás, que eu também não sei definir, pelos mesmos motivos anteriormente expostos. Mas talvez não se trate exatamente de "clássico" ou "erudito" como conceitos opostos ao conceito de "popular".
Eu diria que são coisas DIFERENTES, qualitativamente falando.

Estou aqui imaginando como seria possível comparar a música chamada de "pop" com a música chamada de clássica. Eu só sei que são duas coisas completamente diversas, e que eu acho uma muito boa e a outra uma chatice inenarrável.

É o que eu posso dizer, sem a menor pretensão ou pedantismo - mas com completa sinceridade! 🙂.
priscila#121
Quando eu meio descabidamente citei o episódio da inglesa, foi porque eu claramente NOTO que determinados MOTIVOS, determinadas RAZÕES ligadas à ética são completamente incompreensíveis, a cada dia mais. À ética e à estética, sua irmã gemea mais "exibida".

Há uma ligação entre a estética, que é um PADRÃO visível, com a ética predominante.
É evidente, é óbvio.

A encrenca não está em apreciar Michael Jackson, é claro. A encrenca está em achar que a música de Beethoven não é melhor que aquilo!

Nas comunidades das quais eu participo, li - por exemplo - "morreu o maior artista musical que o mundo já teve". 😮! Ai, caramba! 😄! Dói!

A inglesa achou esquisito que a chama fosse para os heróis da Resistência Francesa, e não acharia esquisito se fosse para homenagear a princesa que morreu em Paris. Uma coisa eu diria que é CLÁSSICA, a outra eu diria que é POP: e aquela inglesa só entendia o POP!

Meu simples cérebro leonino percorre caminhos aparentemente tortuosos - mas que eu percebo como absolutamente LINEARES.
marcos_8#122
Pri, o problema não é de qualidade, e nem de gosto. Música popular (do Michael Jackson às valsas vienenses, não estou fazendo juízo de valor) e Música "erudita", "clássica", ou seja lá como queiram chamar, são coisas diferentes. Servem a propósitos diferentes. Uma é cultura, outra entretenimento.
Essas discussões sempre acabam parecendo com aquelas dúvidas de criança do tipo "compro um sanduíche ou um gibi?", nas quais as únicas coisas que unem os objetos são o gosto do sujeito e o fato de eles custarem mais ou menos a mesma coisa.
elanaine#123
Gostem dele ou não, Michael foi um ícone de uma geração, amado no mundo inteiro porque ajudou a propagar a cultura do American Way of Life que eu tanto admiro e luto para defendê-lo. Foi um cara muito carismático e não é à toa que está sendo o assunto único em todo mundo. Todo mundo fala em Michael Jackson atualmente, pois sentimos falta de alguém com quem crescemos admirando. Michael era inocente, simples, cativante, um verdadeiro mágico que sabia nos entreter com sua criatividade e talento pop.
priscila#124
Sim, Charles: eu não vejo como OBRIGATÓRIO que a música tenha que "estar a serviço" de alguma coisa, ou a pintura, ou qualquer arte.
Não só não vejo como obrigatória como definitivamente acho que NÃO TEM QUE ESTAR!

Mas acontece que é INERENTE à arte expressar alguma coisa.
Vai expressar independentemente até do artista: vai porque este é o propósito INERENTE da arte.

O artista não se senta diante do teclado ou da tela vazia e pensa: bom, agora vou compor uma obra-prima para elevar os pensamentos dos outros.

Ele simplesmente FAZ o que FAZ.

Independentemente dele, vai sair ali uma coisa dotada de uma expressão apreensível por outros - ou até por NINGUÉM. Mas que está lá. Aquilo é um específico testemunho que foi dado.

Eu sei que Michael Jackson, como qualquer outro artista popular ou erudito, DISSE alguma coisa. Mas assim como o artista não é obrigado, e nem deve, estar " a serviço" de coisa nenhuma, eu também não sou obrigada a gostar igualmente de qualquer coisa ou achar que cada uma dessas expressões tem o mesmo valor. Seria absurdo achar que o que qualquer um diz me interessa da mesma forma.

A verdade é que cada vez tudo isto é MENOS interessante, mais medíocre, mais bobinho, mais horrorosinho. A ética está muito desmantelada. E a estética vai junto, como não poderia deixar de ser.

Perdão, mas eu JULGO.
E meu julgamento é esse aí, mesmo.
Sem apelação.
priscila#125
Sim, Marcos, eu disse isto, também.

E quanto à tal da "iconização", eu vejo como outro brutal empobrecimento.

Um ícone não CORRESPONDE a nenhuma realidade: e o mal do mundo é estar perdendo o pé na sua ligação com o real.
Que raios é "um ícone"? Uma fantasia imposta cujo significado é uma manipulação, um estereótipo, uma LOGOMARCA.

Isso é que é "um ícone".
Eu nem sou contra a que EXISTAM símbolos - mas a perda da ligação entre o símbolo e seu conteúdo me parece um terror, porque o símbolo esvaziado pode significar qualquer coisa, e alienar as pessoas da realidade.

Michael Jackson NUNCA FOI um símbolo da América, e muito menos do "american way of life" por exemplo. Você PENSA que é, mas não é! Então, tipicamente, eis aí o que pode fazer a tal da "iconização": um estereótipo substituiu uma REALIDADE!

Ou seja: um empobrecimento e uma DISTORÇÃO!
E obviamente um afastamento da realidade.
tm_orkut#126
mas ainda está indefinido.
Pergunto o que diferencia uma música (ou tipo de música) com qualidade de outro sem?
Complexidade? Já vimos que não.
Instrumentação? No.
Virtuosismo? Não.
Especulação artística? Não.
Funcionalidade? Menos ainda.
Enragé? Argh...
Moral/ética? Apesar de sair da seara da música... Tampouco.

É bem difícil, eu diria impossível, diferenciar de maneira correta música popular e erudita e mesmo definir o que caracteriza uma música boa.

Sem contar que muitas vezes esses conceitos se misturam, ou seja, a música de Bach, em sua época, estava carregada de funcionalidade (cerimônias religiosas) e não havia uma audição puramente estética dela, assim como muitas danças de Mozart (o Rei do Pop hehe), valsas românticas, etc. Por outro lado, Hermeto Pascoal, Egberto Gismonti, p. ex., são populares ou eruditos?

Assim como é fácil distinguir a genialidade presente em Cartola, Pixinguinha, Luiz Gonzaga, Tom Jobim, é possível notar simplicidade em um Mozart ou Beethoven.

Se existem dois tipos de música - música boa e música ruim, o que diferencia uma de outra extrapola os limites do tangível, do analisável. Seja com que roupagem estiver. Em suma, há POP bom e ruim, assim como "eruditas" gloriosas e outras deprimentes.

A música de MJ, ao menos até o álbum BAD, está na região das boas.

Ainda tem a questão da música tradicional X música contemporânea, ou seja, MJ é bem tradicionalzinho musicalmente falando, em sua forma, harmonia, melodia. Sua música é baseada num sistema limitado que tem mais de 250 anos de uso e não é à toa que, atualmente, haja uma crise de "inspiração" (termo horrível rsrs) nos que se propõem a criar dentro desse sistema (tonal).

Aí, os que começam a sair desses procedimentos composicionais, são vistos, a princípio, como extravagantes, loucos. A Sagração da Primavera, p. ex., foi vaiada, entre outras tantas. Enquanto o Realismo Soviético acabava definitivamente com a música russa pelo motivo de definir o que era "bom" ao governo comunista.

A arte é livre.
son_orkut#127
Olá!

Gostaria de contribuir com a discussão em torna da música de MJ com um texto que traduzi. Trata-se de "Differences in Taste" de Mortimer Adler, bem apropriado para esta comunidade.

Proponho a leitura do texto e o debate sobre a música de MJ nos termos deste texto.

até mais!

http://www.mediafire.com/?riztnom1l25
ricardo_12#128
Gostem dele ou não, Michael foi um ícone de uma geração, amado no mundo inteiro porque ajudou a propagar a cultura do American Way of Life que eu tanto admiro e luto para defendê-lo. Foi um cara muito carismático e não é à toa que está sendo o assunto único em todo mundo. Todo mundo fala em Michael Jackson atualmente, pois sentimos falta de alguém com quem crescemos admirando. Michael era inocente, simples, cativante, um verdadeiro mágico que sabia nos entreter com sua criatividade e talento pop. [1]
priscila#129
Tom, você está endossando o que eu disse: que, embora você não possa definir O QUÊ há de diferente, você SABE que falta uma coisa à música de Michael Jackson e Zeeca Pagodinho que NÃO FALTA à música de Bach e Beethoven. Ou, em outras palavras, que a música de Bach e Beethoven TEM uma coisa que a de Michael Jackson e Zeca Pagodinho NÃO TEM!

Quem não consegue perceber isso é SURDO ou LESO!

E a coisa que falta se chama QUALIDADE, embora eu não vá fazer questão de que este NOME seja aceito pelos adversários, porque senão eu não acabo essa discussão NUNCA. Eu aqui não estou debatendo apenas um nome, e sim uma REALIDADE INEGÁVEL que está além e acima de qualquer nome dado a ela.
marcos_8#130
Eu até concordo com você. Mas se você reparar, a minha definição de música popular e "clássica" (implícitas, tudo bem) não é exatamente a mesma do tópico.
Mas eu estou sem tempo de explicar com cuidado, e simplesmente reafirmar que popular = entretenimento e clássica = arte é jogar mais uma tautologia no tópico. 😛
Eu só reafirmo que isso não é juízo de valor, eu gosto muito de música popular.
son_orkut#131
Pedro:
"O que seu texto diz já foi falado aqui, e na verdade a discussão começou exatamente nos termos dele".


Como vc dever ter lido, o texto não é meu. Apenas a tradução é minha. Em nenhum momento a discussão ocorreu nos termos do texto. Tanto os seus argumentos como os de seus oponentes são subjetivos.

Vc endossa uma posição referencialista para a música. O Miguel é claramente um defensor da música absoluta. É um problema insolúvel, porque as duas coisas são verdadeiras. Mas a questão não está aí. Está em saber se a música do MJ é tão boa quanto à de Bach (só para usar o compositor mais citado aqui).

Ora, Adler diz: "Para reconhecer excelência em uma peça de música, é necessário possuir algum conhecimento da arte de compor música. Se a um indivíduo falta tal conhecimento, certamente tudo o que ele pode dizer é se gosta ou não da música. O indivíduo, que insiste que isso é tudo o que ele ou alguém mais pode dizer, está simplesmente confessando sua própria ignorância sobre música. Ele não deveria, em sua ignorância, negar aos outros o direito de fazer julgamentos objetivos."

Então, o que temos que fazer aqui é analisar (do ponto de vista composicional) uma canção do MJ e uma peça de Bach ( uma ária, talvez, que tem similaridade com a canção) e compararmos os resultados. Só aí estaríamos conversando nos termos texto de Adler.

Espero a sugestão de qual canção do MJ e qual peça de Bach vamos discutir para comerçarmos um debate sério...

até mais a todos
priscila#132
Não há como definir qualidade. Não há como exprimir o conceito, a não ser dizendo que
qualidade é o atributo do que é verdadeiramente bom.

Aí você possivelmente vai querer que eu defina "bom" - e eu direi que bom é o que é NATURALMENTE entendido como BOM. E como não é algo "relativo", não caberá numa "definição", que é uma "contingência".

Quando uma coisa é ABSOLUTA - e isso inclui qualquer conceito que se RELACIONE, que DEPENDA de um conceito absoluto, como no caso do conceito de "qualidade", que se relaciona diretamente e depende diretamente do conceito de BOM - você não pode pretender CONTER o conceito numa definição, porque a mera tentativa de fazer isso RELATIVIZA o conceito, que é absoluto.

E, consequentemente, o DESTRÓI.

Isto é um PRINCÍPIO LÓGICO.
priscila#133
" É BOM sepultar Polinices porque é NATURALMENTE BOM."

Antígona, Sófocles.
priscila#134
Son,

Com toda a sua boa-vontade, não há nenhuma coisa diversa do NATURALMENTE BOM como entendido por nós que possa definir o BOM.

O BOM é um conceito que existe na CONSCIÊNCIA humana, não na RACIONALIDADE humana.

É um conceito ABSOLUTO - todos os conceitos advindos da CONSCIÊNCIA São, por definição, ABSOLUTOS, porque a CONSCIÊNCIA é ABSOLUTA ela mesmo.

Não é, portanto, MENSURÁVEL.

O que será medido é um monte de outras coisas, não "A QUALIDADE".

Lamento, mas ASSIM É.
priscila#135
Pedro, o que você chama de "valor da arte" é rigorosamente uma valiação de BOM ou de não-BOM feita por uma capacidade humana não localizável e não racional. Mas absoluta e que EXISTE. Só deixa de existir no caso de ter sido voluntariamente anulada.

Não levo em conta mais coisa alguma além desta absoluta certeza, a de que consciência EXISTE ou NÃO EXISTE, repito - pois é absoluta e não relativa, e pode portanto NÃO EXISTIR, mas não pode "existir mais" nem "existir menos".

Ou se ENTENDE que uma determinada coisa é BOA (ou não-BOA), ou não se entende xongas e acabou a discussão.

A ÚNICA COISA impossível é querer "determinar", por qualquer parâmetro racional, o "motivo" de uma coisa ser BOA ou não. É BOA quando é NATURALMENTE BOA.

A discussão É importante, é claro: trata-se da ÚNICA discussão REALMENTE IMPORTANTE, na verdade.
son_orkut#136
Cara Priscila,

Respeito suas argumentações e concordo em parte com elas. Porém, minha proposta não é mensurar a QUALIDADE ou o BELO ou o BOM em uma obra de arte. Uso que fiz da palavra "boa" talvez tenha traído um pouco o que eu que eu quis dizer.

Minha proposta é análise da técnica composicional de uma peça de MJ e de uma do Bach. E verificar então, quem tem a melhor técnica. Ora, para o MJ ser chamado de gênio da música, ele deve ter um técnica tão formidável quanto a de Bach. Concorda?

Se não é possível uma comparação entre duas coisas criadas por seres humanos (portanto não naturais), nada mais é possível. E Shakespeare é a mesma coisa que Paulo Coelho.

Eu tenho certeza que o MJ não é gênio coisa nenhuma da música. E isso é extremamente fácil de demonstrar. O que não significa que ele não tenha valor. Pode ter algum valor social, emocional, comunicativo, etc. Mas, musicalmente não tem valor algum!
tm_orkut#137
Bach X Michael Jackson?????

kkkkkkkkkkkkkkk
😮

meio complicado...
son_orkut#138
"Essa comparação veio da ironia do Miguel, que resolveu ofender a todos dizendo que quem acha que Michael Jackson tem talento é porque não entende nada de música."

Caro Pedro, se esta é a questão, então ponho fim nos meus argumentos. Porque talento é impossível de ser medido. Talvez nem exista! Se mudarmos a palvra talento para capacidade musical. Sim,MJ tinha capacidade musical. Se mudarmos para habilidade musical. Sim, ele tinha habilidade musical. Basta ver os vídeos, escutar as gravações, etc. Ele canta afinado, ritmicamente corrento, expressa-se com desenvoltura, etc, etc, etc.

Mas nada disso faz dele um gênio da música.

Vou tentar esboçar algum tipo de "definição" de música clássica. Música clássica é uma Tradição de Arte Ocidental. É uma Tradição,ficanda na herança grega, na qual os compositores se colocam em diálogo entre si. Tudo o que vai ocorrendo nesta Tradição é resposta a problemas musicais anteriores. Muito do que Schumann compôs, por exemplo, era uma resposta a Bach e a Beethoven.

Para simplesmente ouvir e gostar de música clássica, não é necessário nenhum conhecimento. Contudo, para entendê-la e extrair dela percepções indescritíveis (por mais paradoxal que seja) é necessário muito estudo e anos e anos de escuta incansável.
tm_orkut#139
O pessoal aqui tá meio radical: ou MJ é um gênio da música ocidental ou não tem valor musical algum!

E aí passam a querer compará-lo com Bach (!) e a dizer que "quem vê valor musical em MJ não entende nada de música"... tsk, tsk...

Repito que MJ tem valor musical sim! Por sua criatividade, composições bem elaboradas, formalmente equilibradas, swing, técnica vocal, excelência como bailarino, produções bem cuidadas, contribuições à linguagem do videoclip, músicos e produtores que o acompanharam, etc.

O que não dá para aguentar é esse ranço pseudo-intelectual (incrivelmente semelhante aos esquerdistas, acreditem, os argumentos mudam mas as motivações são as mesmas), ese pedantismo.
son_orkut#140
"mas se você está seriamente propondo comparar técnica composicional entre Michael Jackson e Bach, me desculpe, mas ou você está debochando ou não entendeu absolutamente nada da discussão e que ninguém aqui propôs tal comparação."

Bem, apenas queria provar que o MJ não tem nada de genialidade musical. Não estou debochando e fui Eu quem propôs tal comparação. Por que Bach? Porque ele foi o mais citado. Poderia ser outro! Mas tem que ser um mestre! Só possível aprender verdadeiramente de verdadeiros mestres.

Não creio que técnica composicional é tudo, mas é quase tudo!! Eu não disse que o problema era insolúvel quanto a técnica. Eu me referia a ao debate música referencialista x música absoluta. Cuidado! Não diga coisas que eu não disse! Ok?
son_orkut#141
Tom,

Se minha tentativa de comparar Bach é tão boba, porque vc diz que a música do MJ é formalmente equilibrada?? O que ser formalmente equilibrado? De onde aprendemos isso? A meu ver da Tradição musical ocidental. Dos mestres, entre eles, Bach.

Escute Thriller. Acabei de escutar 3 vezes, para ser justo com o cara. Há acesso de redundância. A unidade está garantida. Mas a variedade acabou. Praticamente só há repetição. Isso é equilíbrio formal??
tm_orkut#142
Pode ter algum valor social, emocional, comunicativo, etc. Mas, musicalmente não tem valor algum!

Sim, ele tinha habilidade musical. Basta ver os vídeos, escutar as gravações, etc. Ele canta afinado, ritmicamente corrento, expressa-se com desenvoltura, etc, etc, etc.


Então, para vc, mesmo a pessoa tendo talento, "capacidade musical" e "habilidade musical", mesmo assim, ela pode musicalmente não ter valor algum?

Música clássica é uma Tradição de Arte Ocidental.
OK.

É uma Tradição,ficanda na herança grega,
A que aspectos da "herança grega" vc se refere? Às pesquisas de Pitágoras sobre série harmônica? Aos modos?
Porque se for só a esses aspectos a música popular também bebe nessa fonte. Há algum outro que não me ocorre no momento?

na qual os compositores se colocam em diálogo entre si. Tudo o que vai ocorrendo nesta Tradição é resposta a problemas musicais anteriores.
Ocorre um diálogo porque é música escrita, estudada, onde, em épocas anteriores ao advento da gravação, era a única maneira de se ter um registro, então óbvio que os músicos e compositores teram esse diálogo.
Mas isso não filtra a música popular tampouco.
Quando os Beatles inserem loops em "A day in the life", eles não estão dialogando com essa tradição? Os musicais da Brodway não dialogam com a tradição operística, assim como os videoclips?
tm_orkut#143
Praticamente só há repetição. Isso é equilíbrio formal??

Não, mas também não é "falta de".
tm_orkut#144
*terão esse diálogo
*Broadway
*Há algum outro que não me ocorre no momento?
R: Eu estava restrito a parâmetros técicos, portanto não estou falando das discussões estéticas e filosóficas (que seria outro aspecto da herança grega possível).
tm_orkut#145
Acabei de ler a sua tradução e concordo em parte com ela.
É muito mais fácil perceber fatores objetivos que proporcionam a construção de uma boa mesa, a fabricação de um bom vinho e mesmo a análise de uma obra literária, pois estas tratam do que é palpável. Na música, por ser arte abstrata, é muito mais complicado determinar "o que faz essa música ser boa"!
Mesmo conhecendo os procedimentos técnico-composicionais, não há uma fórmula que determine o bom do não-bom.
Variedade, equilíbrio, inovação, nada disso se aplica de maneira absoluta. Muito menos o uso de determinados procedimentos harmônicos ou formais, sextas napolitanas, modulações, cadências de engano, contrapontos de quarta espécie, etc.
Em música, às vezes algo extremamente simples é genial! E a genialidade está em justamente traduzir essa simplicidade de maneira eficiente, assim como uma das grandes alegrias da vida está em enxergar isso!
tm_orkut#146
Como é a vida, não? Cheia de ironias. O melhor tópico do orkut sobre a morte de MJ está na comunidade OdeC!😄
eugenio#147
Alysson quebrou a pau. Disse tudo que eu pensava a respeito, mas não tinha capacidade de colocar de forma clara em palavra. Parabéns.

Na verdade, depois dos conceitos apresentados pelo Alysson, a discussão entre Miguel e Pedro se mostrou totalmente sem sentido.
priscila#148
Atenção, Pedro: o atributo humano chamado CONSCIÊNCIA não pode ser categorizado como RACIONAL porque racional é um conceito RELATIVO, MENSURÁVEL - e consciência é ABSOLUTA - IMENSURÁVEL, portanto.

O atributo da racionalidade NÃO É um atributo apenas HUMANO: está presente em outras espécies, apenas em grau menor. Também entre humanos ele não se distribui uniformemente - e certamente há pessoas MAIS ou MENOS dotadas de racionalidade.

O atributo que eu chamo de CONSCIÊNCIA é EXCLUSIVAMENTE HUMANO, não estando presente em NENHUMA outra espécie. Trata-se, portanto, de uma diferença QUALITATIVA entre o homem e todas as outras espécies.

A interação entre a racionalidade e a consciência resulta no que denominamos "ïnteligência".

A consciência, sendo ABSOLUTA, OU existe OU não existe. Não é possível que exista em "graus intermediários". É como "estar vivo", outro atributo ABSOLUTO: OU se ESTÁ OU não se está vivo.

Um humano com a consciência ANULADA é apenas um primata mais racional que os outros, es NÃO SE DISTINGUE DOS OUTROS PRIMATAS SENÃO QUANTITATIVAMENTE.

A diferença entre um primata muito racional para outro logo atrás dele no quesito "racionalidade" é como a que existe entre um chimpanzé e um sagui, por exemplo: uma diferença QUANTITATIVA.

Já a diferença que existe entre um humano consciente e um cuja consciência esteja anulada é QUALITATIVA , e não pode ser "medida", é claro. E é A MESMA que existe entre o mencionado humano e um macaco qualquer.

Pode-se chamar isto de "mudança de estado", que expressa a mesma coisa que "diferença qualitativa".

Então preste atenção porque eu NÃO uso o termo "NÃO-RACIONAL" no sentido de "com pouca racionalidade", ou "com nenhuma racionalidade".

"NÃO RACIONAL"como estou usando, não é a mesma coisa que "IRRACIONAL".
Sua interpretação do termo contém um erro crasso de entendimento.

Quando eu digo NÃO RACIONAL, estou me referindo a um atributo cuja natureza é DIVERSA, é OUTRA, é DIFERENTE da da racionalidade.
priscila#149
A música clásica não é superior "porque" NADA, amigo.
Não é superior porque é mais complexa, não é superior porque é mais original, não é superior por coisíssima alguma dessas aí que você menciona. SSupor tal coisa seria RELATIVIZAR, seria submeter a um critério QUANTITATIVO aquilo que, por ser de natureza ABSOLUTA, não pode ser JAMAIS quantificado - porque QUANTIFICAR é a MESMA COISA que RELATIVIZAR! 🙂

É óbvio, é claro, é LUMINOSAMENTE EVIDENTE, que só se pode QUANTIFICAR uma coisa por COMPARÁ-LA a outra, a UM PADRÃO, a uma GRADAÇÃO. É por efetuarmos uma comparação de uma determinada coisa EM RELAÇÃO a outra, que se mede seja lá o que for MENSURÁVEL!

Uma COMPARAÇÃO, por conseguinte, é OBRIGATORIAMENTE uma RELATIVIZAÇÃO!

Mas há determinadas coisas que não são mensuráveis, porque são ABSOLUTAS.
Eu citei o exemplo do ëstar vivo", do atributo "estar vivo". Obviamente, é imbecil querer compoarar um vivente com outro pra determinar qual estaria "mais"vivo, né mesmo? Seria uma patetice ÍMPAR! Ou o atributo EXISTE OU o atributo NÃO EXISTE, cacilda! 😄!

Então a música de Beethoven e Bach NÃO PODE ser comparada à de Michael Jackson e Zeca Pagodinho não porque seja "mais complexa" ou "mais original"- e sim porque possui um atributo qualitativo de natureza ABSOLUTA que a coloca numa categoria QUALITATIVAMENTE DIVERSA - tornando as duas coisas INCOMPARÁVEIS!

Nome do atributo? NÃO SEI , e não faz a menor diferença que ele tenha nome ou não, embora faça TODA a diferença entender que ele EXISTE!

Tenho dito. 😄!
eugenio#150
hehehehe 😄

Bolo de chocolate é bolo de chocolate, empadão é empadão e bolo de ameixa é bolo é ameixa.

Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.

Sem mais.

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