Fórum Olavo de CarvalhoArquivo da comunidade do Orkut · 2004–2013

E... o Rafale ganhou.

Iniciado por peregrino em 07/09/2009 · 100 mensagens · página 1 de 2

peregrino#1
Se é que tem alguma importância, o caça Rafale ganhou o FX2.
.
Um excelente avião, mas de que adianta ter um excelente avião se ele não estará a serviço de um governo que preste.
peregrino#2
gbschmitt#3
Não são sucatões, todavia são os mais caros da concorrência e os de mais cara manutenção. Lembro, que o Rafale é um caça de 4 geração, inferior ao SU-35 (russo) e, também, inferior ao F-35.
bruno_21#4
O russo e o f-35 são de qual geração? O que determina uma "mudança de geração"?
eduardo_11#5
O Rafale tinha que ser comprado mesmo...
1° - O rafale pode ter uma diferença para manutenção mas não se pode o comparar com a manutenção dos Sukhoi... qlq um. Os da Sukhoi foram excluidos nas "semi-finais" por problemas de logistica. Ia ficar mto mais caro para o Brasil

2° - Os F35 não tem nada haver com a briga.

3° - Os F18 e Gripen tem tecnologia norte americana. Os EUA fazem o que querem quando o assunto não lhes agrada. Tal foi que o Brasil não conseguiu exportar os Tucanos para Venezuela pois as helices são fabricadas nos Estados Unidos e eles não disponibilizariam tais para essa venda. Tá certo que eram para Venezuela mas o Brasil, enquanto país, não pode ficar à merce de outro.

4° - O Rafale é um avião de 4ª geração como qlq outro hoje. O unico que pode ser considerado de 5ª geração é o F22 americano. Os Rafale que vem são da classe F3, podem realizar tarefas ar-solo.

5° - Um avião melhor que o Rafale, teoricamente, só se fosse o do projeto PAK-FA que seria de 5ª geração. Seria um acordo entre os BRICs e iria competir diretamente com o F35.

O Rafale era a melhor escolha e o Brasil demorou demais para compra-lo.
bruno_21#6
Me parece que aqui se discute duas coisas distintas. Uma coisa é a política e outra os aspectos técnicos.
gbschmitt#7
Eu não disse que o SU-35 estava na concorrência, apenas referi que ele era superior (o Sukhoi-35BM é intermediário entre os caças de 4 e 5 geração, por isso é chamado de geração 4 ++. Foi descartado devido aos problemas logísticos e a inconfiabilidade dos russos em cumprir os contratos (vide os problemas enfrentados pela Índia com seus blindados e porta aviões adquiridos da Rússia).
Concorriam, na final, do F-X2, com o caça Rafale, o avião da SAAB Gripen NG e o caça F/A-18 Super Hornet americano.
Além do F-22, o F-35 também é um caça de 5 geração, que em breve estará em produção. Os russos convidaram o Brasil para participar, junto com a índia, do desenvolvimento do PAK-FA T-50 (caça de 5ª geração); todavia o Brasil declinou do convite.
Assim, a produção do caça Rafale deve se estender por uns 20 anos, espera-se construir umas 120 cédulas ao todo, não apenas 36. Não vale a pena investir em um avião que já não é top de linha. O Brasil empurrou esse projeto Super Fênix desde 1998, há 11 anos. O que custa pagar um pouco mais para ter algo de mais qualidade? Isso sem na manutenção cara do caça frances... Não é só o comprar, mas o manter operacional.

Por fim, esse papo de transferência de tecnologia é conversa para boi dormir. Tu acha que uma empresa que investiu 28 bilhões de euros com o projeto Rafale, vai, assim, transferir de graça e facilzinho toda a tecnologia por uns 4 bilhões de euros? Não se enganem.
gbschmitt#8
O que determina uma "mudança de geração"?

Explicação bem didática: http://www.aereo.jor.br/?p=3372
peregrino#9
O avião em si é ótimo, sem duvida um dos melhores remédios já criados quando se trata de matar gente. Tecnicamente ele está no estado da arte. Se a escolha dependesse de mim eu também escolheria ele, principalmente pensando em entrar no projeto europeu do Neuron, o futuro avião de combate não tripulado europeu. Sempre achei que a melhor escolha era esta, comprar o Rafale de olho no Neuro. E assim pular uma geração, ir da geração 4++, direto para a sexta geração, pulando a quinta, que no meu entender será apenas um hiato na evolução da aviação.
.
A questão é que o combate não se dara no ar, mas sim no solo, nas universidades, empresas, jardins de infância, etc, etc.
.
Mas se no futuro algum outro governante precisar peitar os Chaves, se aparecer alguém melhor, e tiver a coragem de fazer isto. Então o Rafale é um avião plenamente capaz de encarar os SU-30 da Venezuela. E se um dia a Venezuela tiver SU-35, ou mesmo o PAK-FA, ai o Brasil pode quem sabe já ter o Neuron.
bruno_21#10
Schmitt:
Obrigado. Muito bacana o site.

Li isso aqui lá:
"Até agora, avião não tinha vencido nenhuma concorrência internacional

Apesar de vários países terem demonstrado interesse no Rafale, o avião não conseguiu vencer nenhuma concorrência. Em 2002, o Rafale competiu com o Boeing F-15K para o F-X da Coréia do Sul, mas acabou perdendo. Em 2005, o Rafale perdeu novamente para o F-15, na disputa pelo melhor caça para a Real Força Aérea de Singapura.
Em 2006 foi anunciado que a Líbia queria comprar de 13 a 18 Rafales por US$3,4 bilhões, mas o negócio não foi concretizado. Em 2007, o Rafale também participou de uma concorrência no Marrocos, perdendo para o F-16."

O pessoal aqui tá defendendo esse avião, mas não é estranho ter vencido só no Brasil?
(pergunto como leigo, não entendo paçocas disso)
thiagor#11
Foi a melhor opção para o Brasil.

Além de estreitar mais ainda a relação com a França, comprou caças de 4/5 geração com ótimo raio de ação e que atendem perfeitamente as necessidades do país.
thiagor#12
Como apenas a França estava disposta a fazer a transferência de tecnologia, foi a melhor opção. (além dos aspectos que citei acima)

Fora a compra dos submarinos, dos helicópteros e dos caças a França mostrou interesse em comprar futuros aviões de carga que serão produzidos pela Embraer.
bruno_21#13
Mas "transferência de tecnologia" significa exatamente o que? Com isso vamos acabar podendo construir um avião desses sozinhos?
gbschmitt#14
Participo de um fórum internacional de assuntos militares e os franceses estão putos com a compra do KC-390 da Embraer, eis que, eles já encomendaram os A-400Ms, com maior capacidade. Talvez isso tenha pesado na escolha do avião frances.
Por fim, como observou o Bruno, o Rafele perdeu todas concorrências anteriores que disputou e isso pode ser um problema. A ausência de compradores pode significar o cancelamento de futuras versões do Rafale, pois seria demasiadamente caro patrocinar isso. Veja o F-16, o avião entrou em serviço nos anos 70 e ainda está em produção, com várias atualizações.
bruno_21#15
Vi a reportagem no site, mas isso de transferência de tecnologia não me convenceu, não. Pra mim é conversa pra boi dormir. Além disso, a moda hoje é passar o Brasil pra trás. Por que quem é sacaneado por China, Bolívia, Paraguay, etc, não o seria também pela França?
thiagor#16
As relações militares do Brasil com a França são antigas... eles querem firmar esse vinculo com o Brasil. Creio que tudo será feito como está no contrato, não tem porque não ser feito.

Primeira atitude do Lula que pode ser elogiada.
bruno_21#17
Li isto na outra Olavo de Carvalho:

"Brasil e França estão prestes a firmar uma inédita parceria estratégica na área de defesa. Não se trata apenas da compra de aviões, submarinos ou outros equipamentos militares. Os governos de ambos os países negociam a assinatura de um acordo do tipo SOFA (Status of Forces Agreement), pelo qual se eliminarão as exigências legais para o trânsito de militares franceses em território brasileiro. A partir daí, as duas forças ficarão livres de prestar contas às aduanas e os efetivos só poderão ser processados civil ou criminalmente na Justiça de suas respectivas pátrias. Permite ainda a prestação de serviços no outro país, condição básica para convênios que compreendem troca de tecnologia e a visita constante de técnicos.

Mas o estabelecimento de um “Acordo de Status das Forças” também significa a ante-sala para a instalação de bases militares no país signatário. Foi assim, por exemplo, que os Estados Unidos ampliaram sua presença no planeta durante o século 20. Os franceses estão eufóricos, pois tentavam arrancar essa parceria dos brasileiros desde 2005. A caserna, que sempre foi contra e até rejeitou proposta semelhante dos Estados Unidos, cedeu ante a promessa do reaparelhamento."
thiagor#18
Bruno, garanto-lhe que isso é simplesmente impossível e extrapola o limite do absurdo.
thiagor#19
Para o crescimento da indústria bélico e o desenvolvimento de novas tecnologias militares é importante associar-se a outros países. O que não pode de maneira alguma é o Brasil ficar dependente da França ou de qualquer outra Nação. Espero que esse seja apenas um primeiro passo para que o Brasil possa finalmente tornar-se uma grande potência não só militar mas também Mundial.
ayrton#20
Agora, que não dá pra confiar em francês... Isso não dá mesmo! (2)

Eu tenho um carro francês.
gbschmitt#21
O Brasil está sucateado, necessitado, com urgência, modernizar suas Faz. Nossa força aérea é inexistente Bom lembrar que desde 1998 esse projeto está sendo empurrado.
thiagor#22
Aposto em pilotos brasileiros operando F-5's e Mirage 2000's do que em pilotos venezuelanos operando um F-22.
ayrton#23
"Caças melhores existem, mas pra o Brasil tá bom o francês.

Ideologias ou preferências políticas a parte, essa foi a melhor opção."

Eu sou palpiteiro, mas para comprar um caça com tecnologia de ponta, o melhor seria o tariimbado americano (F-38), 20 milhões de dólares mais em conta.
thiagor#24
Mesmo com todo esse descaso com as forças armadas no Brasil, nós podemos dominar qualquer país da América Latina facilmente.
ayrton#25
Equivale do ponto de vista tecnológico ao Rafale, só que mais barato; 60 milhões de dólares.

Os EUA tem 395 Rafales.
ayrton#26
Os EUA ten 395 F-18!
thiagor#27
Não seria nada viável comprar caças sem transferência de tecnologia.
gbschmitt#28
Que transferência de tecnologia haverá?
thiagor#29
O Brasil poderá em breve produzir caças a partir do projeto do Rafale.
gbschmitt#30
O Brasil poderá em breve produzir caças a partir do projeto do Rafale.

Isso não significa transferência de tecnologia. Produzimos Coca Cola, nem por isso temos o segredo da fórmula. Aliás, todos os concorrentes no F-X2 previam a produção do caça no Brasil. A transferência que a França cederá, diz respeito a capacidade de fazermos manutenção e futuros up-grades. Pode, talvez, estar incluído a abertura de código fonte para integração de armas. Os segredos, todos os softwares, etc., isso não será transferido.
gbschmitt#31
Jobim diz a deputados que compra de caças franceses não está fechada

O ministro Nelson Jobim (Defesa) afirmou nesta terça-feira aos líderes partidários da Câmara que o acordo entre Brasil e França para a compra de 36 aviões caça Rafale dos franceses ainda é uma decisão política e não está fechada. Segundo os líderes que acompanharam a reunião, o ministro sinalizou que as negociações com a França ganharam força porque há garantia de transferência de tecnologia.

"O ministro deixou claro que o governo ainda não bateu o martelo sobre a compra dos caças. Portanto, ainda não está decidido. O governo ainda vai fazer uma avaliação mais ampla dessa negociação", disse o líder do PSB na Câmara, Rodrigo Rollemberg (DF).

Na avaliação do deputado, se Estados Unidos e Suécia reforçarem as negociações sobre a questão da troca de tecnologia, há espaço para uma nova
avaliação. "Acredito que pesou a presença do Sarkozy [presidente francês Nicolas Sarkozy] no 7 de setembro para este anúncio, mas na verdade a questão da transferência de tecnologia é que vai pesar", afirmou.

Jobim fez uma apresentação nesta terça-feira aos líderes partidários da Câmara do projeto de reestruturação das Forças Armadas e foi questionado pelo líderes sobre o acordo militar com França.

O governo brasileiro confirmou ontem a negociação com a França. O governo dos dois países divulgaram um comunicado sobre o acordo de cooperação militar entre para a compra de 36 aviões de combate Rafale.

Segundo reportagem da Folha publicada hoje, os valores envolvidos só encontram similares no mundo emergente nos gastos da Índia --que irá comprar US$ 11 bilhões em aviões de combate em breve. Mas os mais de R$ 30
bilhões a serem gastos em 20 anos na compra de submarinos, helicópteros e caças representam cerca de dez dias do gasto militar americano em 2008.
gbschmitt#32
Não deverá haver impacto significativo no gasto militar proporcional ao PIB, hoje na casa dos 1,5%. É compatível com a média de 1,3% da América Latina, mas no caso brasileiro mais de 80% são gastos com salários e pensões. Ainda assim, para fins de comparação, o gasto previsto para o PAC neste ano está em R$ 22 bilhões.

fonte: http://www.defesanet.com.br/md1/fr_br_15.htm
massasofrida#33
é proibido vende-los para o exterior

=
massasofrida#34
e o suporte tecnico? e as armas quem vende?
gbschmitt#35
O F-14, Tomcat, já saiu de serviço na US Navy (acho que foi em 2004). Não tenho certeza, mas o único comprador externo desse avião foi o Irã. O substituto dele foi o F/A-18, que participava da concorrência no F-X2.

O F-15 foi vendido para vários países, como Israel, Japão e, mais recentemente, para a Coréia do Sul. Existe uma versão stealth desse caça, mas até agora não teve compradores. Ver: http://www.aereo.jor.br/?p=4830
gbschmitt#36
Porta-voz da Dassault afirma que empresa espera concluir venda dos Rafale em 2010

A fabricante francesa Dassault espera concluir a venda de 36 aviões Rafale ao Brasil em 2010, informou nesta segunda-feira um porta-voz da empresa, depois da decisão de princípio anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva de adquirir o avião de combate francês, nunca antes exportado.

“Pensamos que as negociações serão finalizadas no próximo ano”, declarou.

O presidente Lula anunciou nesta segunda-feira em Brasília a seu colega francês, Nicolas Sarkozy, em visita oficial de 24 horas, a decisão de princípio de comprar 36 aviões Rafale, elogiando “a amplitude das transferências de tecnologias” consentidas pela França.

“A declaração do presidente Lula significa claramente que o Rafale ganhou a competição”, garantiu o porta-voz da Dassault.

“Haverá negociações técnicas sobre o perímetro da oferta, o avião, a manutenção e o armamento. Elas serão seguidas por discussões financeiras e comerciais e por uma fase de negociação das cláusulas contratuais”, enumerou.

O porta-voz se recusou a confirmar o valor do contrato, avaliado pela presidência francesa em pelo menos cinco bilhões de euros (13,23 bilhões de reais).

A venda seria a primeira para um país estrangeiro do avião construído pela Dassault, após uma longa série de reveses no exterior.

De acordo com a empresa, a obtenção deste contrato foi possível pelo “forte envolvimento pessoal dos dois chefes de Estado” e pela “atratividade da proposta francesa, especialmente em termos de performances do Rafale e de transferência de tecnologias”.

fonte: http://www.aereo.jor.br/?p=11990
gbschmitt#37
Depois de mal-estar, governo recua de anúncio sobre caças

Ao anunciar antes do esperado a definição do Brasil pelos caças da francesa Dassault, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva provocou constrangimento no seu próprio governo, que teve de recuar ontem, informando que o processo de seleção não está concluído e que o F-18 dos EUA e o Gripen sueco ainda estão na disputa.

O comunicado conjunto de anteontem dizia que Lula e o presidente Nicolas Sarkozy "decidiram fazer do Brasil e da França parceiros estratégicos também no domínio aeronáutico" e anunciava "a decisão" de entrar em negociações para a compra. Em nota ontem à noite, Nelson Jobim (Defesa) corrigiu: "o processo de seleção (...), ainda não encerrado, prosseguirá com negociações junto aos três participantes".

A expectativa é que o negócio acabe sendo fechado com a França, mas só depois que a Dassault abaixar os preços do Rafale -o mais alto entre os concorrentes- e criar condições mais favoráveis de juros. Conforme a Folha apurou, Lula se precipitou no jantar com Sarkozy no domingo à noite e queimou etapas do processo de seleção, o que irritou o Comando da Aeronáutica e deixou Jobim no fogo cruzado.

Tanto que o ministro se recusou a dar entrevista na segunda no Alvorada para explicar um anúncio que é da sua área. Lula delegou a tarefa então para o chanceler Celso Amorim, que confirmou os termos do comunicado conjunto: "O que há é uma decisão de iniciar uma negociação com um fornecedor [a França].
gbschmitt#38
E não há a mesma decisão em relação aos outros dois [EUAe Suécia]". Criada a confusão, o comandante da Aeronáutica, Juniti Saito, reuniu durante todo o dia de ontem seus assessores. Eles se dizem satisfeitos como Rafale, mas não aceitaram o anúncio sem que o processo estivesse concluído. O relatório da FAB sobre as três opções nem sequer foi entregue ainda. Por volta das 15h, Jobim, Saito e o responsável pela seleção se reuniram para acertar um recuo que não confrontasse Defesa e Força Aérea com Planalto e Itamaraty. Na reunião do Conselho Político, Jobim deu uma explicação sobre o processo de escolha, defendendo que "os ritos e os prazos" fossem seguidos à risca para evitar questionamentos judiciais futuros.

Um dado considerado nas reuniões do governo foi que a opção por qualquer um dos três aviões só pode ser anunciada depois do aval do Conselho de Defesa Nacional, presidido por Lula e integrado por Jobim, Amorim, outros ministros e os presidentes do Senado e da Câmara.

Em encontro com líderes partidários, ontem, Jobim já tinha afirmado que o acordo entre Brasil e França para a compra de 36 Rafale ainda não estava fechado, e o que havia era apenas uma "conversa avançada" com os franceses. Questionado se Jobim teria confirmado a compra, o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), foi enfático: "Ao contrário, ele disse que ainda está em negociação".

Ontem, militares e diplomatas fecharam-se para declarações, enquanto afunilava a versão em Brasília de que Lula tomou a decisão do anúncio praticamente sozinho e isso pode atrapalhar a negociação de detalhes, como preços e condições do negócio. Daí o recuo. No caso da compra de quatro submarinos da classe Scorpène, mais a tecnologia para a fabricação de um submarino nacional de propulsão nuclear no Brasil, houve várias etapas de negociação, até ser assinado o contrato em si.
gbschmitt#39
Um dos motivos apontados para Lula ter se precipitado foi a intenção de Sarkozy de adquirir da Embraer brasileira dez unidades da futura aeronave de transporte militar e reabastecimento aéreo KC-390. O avião está em fase de projeto, com financiamento da FAB, e uma promessa de venda externa deverá deslanchá-lo no mercado internacional. As compras dos aviões franceses podem custar R$ 10 bilhões.

fonte: http://www.defesanet.com.br/md1/fr_br_22.htm
ayrton#40
09/09/2009

"EUA dizem concordar com transferência de tecnologia de caças ao Brasil. A medida foi aprovada no último dia 5.

A Embaixada dos Estados Unidos no Brasil emitiu nota nesta quarta-feira (9) em que diz que no governo norte-americano vai transferir a tecnologia do caça F/A-18 Super Hornet ao Brasil, além de aprovar a montagem dos aviões em território brasileiro..."

http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,MUL1297670-…+BRASIL.html
gbschmitt#41
presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu abrir negociação para a compra de 36 caças Rafale, da empresa francesa Dassault, antes de receber o relatório da Força Aérea Brasileira (FAB) sobre as propostas dos três concorrentes que disputam o negócio milionário. Segundo a Aeronáutica, a previsão é que o documento com o ranking das empresas que disputam o negócio seja entregue a Lula pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim, só no fim deste mês. No parecer, técnicos da FAB apontarão vantagens e desvantagens de cada proposta e informarão ao presidente qual projeto seria melhor para os militares brasileiros.

- O relatório não foi entregue ao presidente. O processo de licitação ainda está em aberto - disse um oficial do comando da Aeronáutica.

Três empresas participam da licitação. Além da Dassault, estão na disputa o sueca Gripen e o caça americano F18. Segunda-feira, após o desfile do Sete de Setembro, Lula se reuniu com o presidente da França, Nicolas Sarkozy, e anunciou a abertura de negociações com a Dassault para a compra dos aviões de combate. Anteontem, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, que esteve com Sarkozy no camarote de Lula durante o desfile, não deixou dúvidas sobre a escolha do governo brasileiro.

- Se a licitação acabou? Não sei. Não vou entrar em aspectos legais. Há uma decisão de iniciar negociação com um fornecedor, e não há a mesma decisão em relação aos demais.

Jobim: questão não está fechada

Em nota divulgada ontem à noite, o ministro da Defesa ratificou o interesse pela oferta da Dassault, mas afirmou que o governo não fechou questão sobre o assunto. Segundo ele, o presidente da França prometeu oferecer "preços competitivos e razoáveis". A oferta foi feita, segundo a nota, dia 6. Lula e Sarkozy jantaram nesse dia.
gbschmitt#42
A nota de Jobim afirma, no entanto, que o processo de compra não foi encerrado. "Diante desse fato novo, o processo de seleção do Projeto FX-2, conduzido pelo Comando da Aeronáutica, ainda não encerrado, prosseguirá com negociações junto aos três participantes, onde serão aprofundadas e, eventualmente, redefinidas as propostas apresentadas", sustenta Jobim.

Antes da divulgação da nota, Jobim explicou a líderes partidários a decisão anunciada. A explanação de Jobim foi feita após apresentação da Estratégia Nacional de Defesa e do projeto de lei complementar do Executivo para dar mais poder ao Ministério da Defesa. Segundo o líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves (RN), faltam apenas alguns detalhes para que a negociação com a França seja concluída.

- Está bem encaminhado com a França, mas o Jobim disse que tem que haver estudo do detalhamento técnico e financeiro da proposta. Mais financeiro, sobre vantagens, enfim, um exame mais cuidadoso. A tendência é que o negócio se concretize - disse.

Aos deputados, Jobim teria dito que a escolha teria sido feita porque a França vai repassar tecnologia para o Brasil, o que os EUA não estariam dispostos a fazer. O encontro do ministro da Defesa com os líderes aconteceu na casa do presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP). PSDB, DEM e PPS, convidados, não compareceram.

Na Câmara, o líder do DEM, Ronaldo Caiado (GO), acusou o governo de encerrar a concorrência bilionária sem qualquer transparência:

- Não sabemos sequer os termos do contrato. Será que haverá mesmo transferência de tecnologia? O preço é mesmo competitivo? Todas essas perguntas continuam em aberto.
gbschmitt#43
fonte: http://www.defesanet.com.br/md1/fr_br_21.htm

Pra resumir: o Brasil não é um país sério!
roberio#44
E os milicos assistindo de camarote.

Em tempo, como bem falou um amigo logo atráz; Cuidado com esse Sarkozy, esse sujeito tem pretenções muito além mar, me parece perigoso.
gbschmitt#45
Caças vão criar 6 mil empregos. Na França.

Diretor-geral internacional da francesa Dassault, fabricante dos trinta e seis aviões de combate Rafale que o Brasil vai comprar no acordo assinado com o presidente Nicolas Sarkozy, Eric Trappier comemorou antecipadamente, num blog do jornal Libération, a criação de seis mil empregos na França, no mínimo: além da Dassault, estarão envolvidas na fabricação dos caças outras empresas francesas.

Detalhou também parte do acordo, de R$15 bilhões, calculando cerca de nove meses para sua conclusão. Diz que foi “decisiva” no acordo a participação do presidente Lula, lembrando que a Dassault, nos últimos oito anos de discussão da compra dos caças, tornou-se acionista minoritária da Embraer.

Quanto aos Rafale, adiantou que “oferecemos a implantação de uma linha de montagem ao Brasil; da parte da França não há restrições de transferência de tecnologia ou de fabricantes. A Embraer é uma grande indústria, mas a escolha final cabe aos brasileiros”. O diretor da Dassault revelou que não se discutiu o que o Brasil fabricará, “porque exige pesados investimentos”, mas estimou que na França serão criados no mínimo seis mil novos empregos, sem contar com aqueles que serão criados nas demais indústrias francesas. “No Brasil fala-se de três mil (empregos)”.

fonte: http://www.aereo.jor.br/?p=12082
gbschmitt#46
General diz que tem "juízo" para não entrar na discussão sobre compra de caças franceses

O general do Exército e ex-comandante militar da Amazônia, Augusto Heleno, evitou fazer hoje (9) qualquer comentário sobre a possível compra pelo governo de 36 caças franceses para reforçar a defesa nacional do país. Provocado por senadores da Comissão de Ciência e Tecnologia, onde participou de audiência pública sobre o Sistema de Ciência e Tecnologia do Exército, o oficial afirmou que tinha "juízo" suficiente para não entrar nessa polêmica.

" Não vou entrar nessa área. O brigadeiro Saito (Juniti Saito, Comandante da Aeronáutica) terá o maior prazer de vir aqui e explicar. Eu não tenho conhecimento para isso e tenho juízo."

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, confirmou ao presidente da Comissão de Relações Exteriores, Eduardo Azeredo (PSDB-MG), presença na próxima quarta-feira (16) para explicar pessoalmente a questão dos caças franceses.

Apesar de evitar qualquer comentário sobre a aquisição das aeronaves, o general Augusto Heleno, atualmente chefe do Departamento de Ciência e Tecnologia do Exército, destacou a necessidade de investimentos na formação profissional dos militares que vão operar qualquer aparelho militar adquirido pelo governo.

Ele citou, por exemplo, a compra pelo Brasil dos helicópteros militares, fundamentais para deslocamentos rápidos, na Amazônia, por exemplo. Nesse caso específico, o general argumentou a necessidade de junto com a compra de equipamentos sofisticados o governo garantir a presença de profissionais capacitados para treinar os soldados que irão operá-los.

"De repente eu compro esses helicópteros mas quem vai operá-los?", questionou o militar. Ele afirmou que não adianta comprar as aeronaves, caso não se faça a preparação devida o que demanda tempo. Augusto Heleno destacou as dificuldades enfrentadas pelos militares venezuelanos para operar os caças russos Sukhoi-30, de avançada tecnologia.
gbschmitt#47
O preparo das Forças Armadas brasileiras para enfrentar qualquer tentativa de invasão estrangeira na Amazônia foi outro tema tratado pelo general. Ele reconheceu que existe uma defasagem tecnológica brasileira em relação a outros países mas destacou o preparo dos militares que atuam na região.

"Nós temos os melhores combatentes de selva do mundo. A tecnologia funciona até entrar na selva. A partir dali a conversa é outra", afirmou.

O general lamentou o alto índice de evasão de profissionais brasileiros especializados na área de desenvolvimento tecnológico, perdidos para a iniciativa privada internacional. Segundo ele, após a formação em instituições de ensino superior militares como o Instituto de Tecnologia da Aeronáutica (ITA), por exemplo, esses profissionais deixam a carreira desmotivados pelos salários e falta de investimentos.

Os recursos orçamentários previstos para aplicação neste ano na área de Ciência e Tecnologia do Exército foi o motivo da audiência pública na comissão do Senado. Em 2009, a previsão do governo é aplicar R$ 80 milhões no setor.

fonte: http://www.defesanet.com.br/md1/fr_br_26.htm
gbschmitt#48
Amorim nega que presidente tenha errado sobre escolha do Rafale

O anúncio antecipado do governo Luiz Inácio Lula da Silva de sua preferência pela compra dos caças Rafale, da companhia francesa Dassault, foi a resposta aos compromissos do próprio presidente da França, Nicolas Sarkozy, de transferência “irrestrita” de tecnologia. Não se tratou de um “erro” do governo, do ponto de vista do ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim. Conforme explicou, também pesaram as garantias de Sarkozy de fixar um preço compatível com os de venda dos Rafale às Forças Armadas francesas e de reservar o mercado latino-americano para a futura produção dessas aeronaves pela Embraer.

“Isso não só apareceu na oferta técnica, mas também foi referendado pelo próprio presidente Sarkozy”, afirmou Amorim, referindo-se a uma carta do líder francês, elaborada no início da madrugada do dia 7 de setembro, que permitiu o anúncio do governo no início da tarde.

“Houve uma decisão de preferência nítida pela proposta francesa. Mas as formalidades da licitação, que têm de ser seguidas, são outra coisa”, completou, deixando em aberto a possibilidade de a negociação entre o Brasil e a França não ser concluída a bom termo e de serem retomada as ofertas de venda dos caças Gripen, da sueca Saab, e dos F-18 Super Hornet, da americana Boeing.

A carta pessoal de Sarkozy foi o resultado de uma queixa do presidente Lula, durante o jantar que ofereceu no Palácio da Alvorada no domingo passado, ao “preço absurdo” que constava da proposta da Dassault. Diante do risco de retornar a Paris sem um compromisso para viabilizar comercialmente os Rafale - produto estigmatizado pelo fracasso de todas as negociações de venda ao exterior -, Sarkozy concordou em registrar sigilosamente as ofertas adicionais.
gbschmitt#49
Além de determinar o início das negociações com a Dassault, o texto trouxe o compromisso de compra, pela França, de dez aviões de transporte militar KC-390, que está sendo projetado pela Embraer como uma das opções para a substituição dos americanos Hercules.

fonte: http://www.aereo.jor.br/?p=12834
gbschmitt#50
O Rafale, entre os concorrentes do F-X2, parece ser a aeronave mais capaz. Todavia, é um caça caro e de cara manutenção. Querem padronizar o Rafale, adquirindo outras células para substituir os demais aviões de combate da FAB, logo, além dos 36 caça, espera-se comprar mais unidades... Totalizando 120 (especulam). Hoje a FAB já não consegue manter suas aeronaves operacionais, não há grana pra manutenção e compra de combustível, imagina, então, com o Rafale, aeronave de cara manutenção.

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