Nem na ditadura um acordo militar do porte daquele que foi assinado esta semana entre o Brasil e a França foi tão pouco debatido. O locus por excelência dessa omissão foi o Congresso Nacional. O episódio, contrariando as mais histéricas aparências, selou definitivamente, a nulidade da oposição.
Com a cumplicidade do noticiário, o Senado Federal conseguiu mobilizar durante seis meses a opinião pública em torno de seus malfeitos já esquecidos, enquanto em apenas dois dias sem holofotes, sob regime de urgência e por votação simbólica, aprovou autorização de crédito de R$ 25 bilhões para o programa do submarino nuclear e a compra de 50 helicópteros militares.
Não é preciso macaquear estrangeiros para lembrar que um aporte dessa magnitude, cujos primeiros desembolsos sequer estão previstos na proposta orçamentária de 2010, não é aprovado num país que se orgulhe de funcionar sob regras democráticas.
O Brasil de dois ditadores - Getúlio Vargas e Ernesto Geisel - abrigou uma discussão mais plural dos dois tratados que, na opinião de um dos maiores especialistas em história militar do país, o professor João Roberto Martins Filho (Ufscar), se lhe igualam: os acordos com os Estados Unidos, assinado em 1953, e aquele selado com a Alemanha em 1975.
A democracia tinha apenas sete anos quando os comunistas encamparam uma mobilização nacional contra o acordo com os americanos que, além de concessões à soberania nacional, previa o fornecimento de minérios atômicos do subsolo nacional aos Estados Unidos em plena escalada da Guerra Fria.
A campanha, embalada pelos protestos contra o envio de tropas brasileiras à Guerra da Coreia, correu o Brasil e, apesar da dura repressão do governo Vargas, chegou ao Congresso Nacional onde mobilizou os partidos de esquerda contra o PSD e a UDN, aliada ocasional de Vargas em sua fase pró-EUA.
O acordo foi aprovado mas não sem antes passar por debates radicalizados dentro e fora do Congresso. No dia seguinte, a União Nacional dos Estudantes decretou luto nacional. No Brasil de Lula, o acordo com a França foi comemorado em parada militar com a claque de estudantes bestializados pelo ´Fora Sarney´.
Em sua mensagem ao Congresso, Vargas acusara os movimentos contrários ao acordo de espraiarem o comunismo internacional disfarçados de pacifistas. Na era Lula, a omissão nem carece de disfarce.
Duas décadas depois, o acordo com os americanos seria denunciado por Geisel. O Brasil acabaria firmando um tratado nuclear com a Alemanha que permitiria ao Brasil desenvolver a tecnologia do urânio enriquecido.
A polêmica foi tamanha que a Câmara dos Deputados acabaria abrindo uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar as denúncias de que o acordo não havia previsto uma destinação adequada ao lixo atômico nem dado garantias suficientes de que a energia nuclear seria exclusivamente de uso pacífico.
Em ambos os momentos, os militares, ao contrário de hoje, tinham preponderância no debate político. Desta vez, foi um ministro civil quem conduziu o acordo e, munido da estratégia de reaparelhamento das Forças Armadas, selou a supremacia da Defesa sobre as Pastas militares.
Useiro e vezeiro na subjugação do Congresso às conveniências do Executivo, passará aos anais como o primeiro civil a conduzir, sem a legitimidade do debate parlamentar, um acordo militar que redesenha o Brasil na geopolítica mundial.
Ao longo de sua brevíssima tramitação, à qual Jobim compareceu duas vezes sob raras interpelações, levantaram-se suspeitas que não são explicação suficiente para a omissão.
Acusou-se a maior empreiteira nacional, escolhida como parceira da estatal francesa que vai construir o estaleiro dos submarinos, de ter comprado o silêncio das centenas de parlamentares cuja eleição financiou.
Também se levantaram suspeitas sobre uma indústria nacional de helicópteros, em cuja fábrica de Minas serão construídos os helicópteros em parceria com os franceses, que teria zelosamente salvaguardado seus interesses junto a parlamentares da oposição e do governo.
Essa traficância de interesses, se existiu, não terá sido novidade no Congresso Nacional de Lula, Geisel ou Vargas. O que há de novo é que o Poder Legislativo galgou tamanha desimportância que os interesses contrariados pelo acordo não se deram ao trabalho de mobilizar suas bancadas no Congresso Nacional.
A menos que algum imagine que lobbies da indústria armamentista americana, alemã, russa e sueca possam ter escolhido o deputado Júlio Delgado (PSB-MG) como o único portador de seus queixumes.
Parece mais crível que os interesses contrariados pelo acordo tenham atuado diretamente junto ao Executivo e às Forças Armadas, sem o filtro da Casa que pretende representar a vontade popular.
O deputado Carlos Zarattini (PT-SP), ardoroso defensor do acordo desde o início da legislatura, estranhou a ausência de debates. “Não são parlamentares que se deixem levar por uma viagem, um jantar ou um vinho”, diz, sobre a comitiva de parlamentares que foi à França a convite dos fabricantes beneficiados pelo acordo.
A segurança nacional, avocada pelos governistas, não cola como explicação para a unanimidade. Como toda política de governo, há espaço para controvérsias. A chance desse acordo vir a afirmar o Brasil para fora do eixo da hegemonia americana já seria suficiente para acirrar os ânimos que costumavam se radicalizar no Congresso entre tucanos e petistas em torno da política externa brasileira.
Perdeu-se a chance de um debate sobre as opções e o custo de uma estratégia de defesa para o Brasil. Se o acordo é tudo isso que a propaganda governista se orgulha em difundir - pela transferência de tecnologia e capacidade dissuasória do país do pré-sal - os brasileiros nunca o saberão.
Esse cara tá de brincadeira só pode. Política???? Decisão vai ser politica somente?? Me nego a dar opinião. Ele dá pra tras com a idéia depois de ter afirmado a compra e vem falar "- Não peraí, temos que ver bem. A questão tecnica existe mas o importante mesmo é a estratégia politica." Ué firme outros acordos que teriam menos importância para o país então para fazer a tua moral com os franceses ou americanos. Ele está colocando o jogo politico acima da soberania nacional, que dizer, estão invertidos os principios. O esquema politico agora não é fator resultante da presenvação da soberania. Que cara imbecil. Que cara imbecil. É uma coisa que não tem precedente na história desse mundo. Não é atoa que o Olavo fala que o Lula não é presidente do Brasil. Que desrespeito.
Segundo a última edição a revista Veja, o Comandante da Aeronáutica, Juniti Saito, pediu demissão do cargo na segunda-feira passada por causa das declarações de Lula sobre a aquisição de 36 caças Rafale antes mesmo que a própria Aeronáutica terminasse a análise das propostas. Lula contornou a situação e Saito resolveu ficar.
Se o evento realmente aconteceu isto ainda merece maiores confirmações. No entanto, está claro o mal estar de toda a cúpula do governo com a história do anúncio (depois desmentido) da negociação com a França. Uma semana que poderia não ter existido, mas infelizmente aconteceu.
Do jornal francês Le Monde comentando a nota em que o Brasil garante a compra dos jatos de combate da Dassault, que dependia dessa venda para tirar o pé da cova.
O ministro da Defesa, Nelson Jobim, foi irônico ontem ao comentar a proposta da empresa sueca Saab de oferecer ao Brasil caças Gripen NG pela metade do preço cobrado por franceses e norte-americanos. Jobim destacou que desconhece oficialmente o assunto. “Isto é compra casada? Você compra uma garrafa de cerveja e leva quatro de guaraná?”, ironizou Jobim, ao falar sobre declaração feita na véspera pelo secretário de Estado da Defesa da Suécia, Hakan Jevrell.
Jevrell esteve em Brasília para um encontro com Jobim, que acabou não ocorrendo porque o ministro se sentiu indisposto. O secretário sueco foi recebido pelo comandante da Aeronáutica, Juniti Saito. “Temos um preço muito forte. Na verdade, o Brasil poderia comprar dois Gripen NG pelo preço de um (dos concorrentes)”, assinalou Jevrell, antes da audiência.
Ontem, ao participar de uma solenidade no Rio de Janeiro, Jobim admitiu a possibilidade de estender o prazo para que França, Suécia e Estados Unidos apresentem as propostas sobre a venda de caças ao Brasil. Estabelecido inicialmente para a próxima segunda-feira, o prazo pode ser ampliado se a Força Aérea Brasileira (FAB) considerar necessário. “Vai depender da Aeronáutica, pois há questões técnicas implicadas”, justificou Jobim.
Na quarta-feira passada, em audiência na Comissão de Relações Exteriores, Jobim chegou a confirmar a preferência política do governo pela proposta da França, enfatizando que a decisão final caberá ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Mas reconheceu que a escolha também será técnica.
NOTA DO BLOG: Lamentável o comentário do ministro. Isto pode ser um indicativo de desdém por qualquer outra proposta que não seja aquela de sua preferência, dando mais um indício de que este é um jogo de cartas marcadas
É escanadaloso como os principais meios de comunicação minimizaram mais essa maracutaia de lula e do pt (letras minúsculas em homenagem a minúsculo percentual de Estela, nas pesquisas): a marmelada na concorrência internacional para a renovação da nossa frota aérea; nada menos do que 36 modernos caças, que representaria mais de 70% da Segurança Nacional (por favor, corrijam-me). Na prática, será toda a nossa esquadrilha de caça.
Por isso, acho que qualquer escolha que não seja a aeronave americana (largamente testada e 30% mais barata) é quase um crime contra a soberania nacional (mais um pra conta do pt).
Compra de material bélico é um assunto totalmente desconhecido da maioria dos brasileiros. Ninguém dá bola pra isso se não houver uma notícia chamativa no Jornal Nacional e afins. Quase todos os jornalistas amam o apedeuta, o que o torna quase inimputável - afinal, elle "nunca sabe de nada".
"Aeronáutica estende prazo para propostas de novos caças
Três empresas estão interessadas: Boeing, Saab e Dassault.
Suécia ofereceu dois caças pelo preço de um na semana passada.
O Comando da Aeronáutica anunciou nesta segunda-feira (21) que estendeu o prazo para o processo de seleção dos novos aviões de caça da Força Aérea. O prazo, que terminava hoje, passou para o dia 2 de outubro, a pedido das empresas concorrentes para que possam melhorar as propostas, segundo a Aeronáutica..."
Dois aviões Rafale da marinha francesa caem no Mar Mediterrâneo
15:36 | 24 de Setembro de 2009
Dois aviões Rafale da marinha francesa caem no Mar Mediterrâneo
PARIS, França (AFP) - Dois aviões Rafale do porta-aviões Charles-de-Gaulle da marinha francesa caíram nesta quinta-feira no Mar Mediterrâneo, e o piloto de um dos aparelhos foi resgatado, anunciou a marinha em comunicado.
"Importantes meios aéreos e náuticos foram imediatamente mobilizados para recuperar os dois pilotos. Um deles já foi resgatado", destacou a marinha.
"As operações continuam para encontrar o segundo piloto", acrescentou.
O acidente ocorreu às 13H00 de Brasília, cerca de 30 km a leste de Perpignan (sul da França), durante um simulacro de missão do qual participavam os dois aparelhos.
O caça Rafale, fabricado pela Dassault, nunca foi exportado, mas é o grande favorito de uma licitação de 36 aparelhos aberta pelo Brasil.
L'hypothèse «la plus probable» pour expliquer le crash de deux Rafale de la Marine nationale en Méditerranée jeudi est «une collision en vol», a indiqué vendredi matin le Sirpa Marine.
Acidente com 2 aviões Rafale matou um piloto e deixou outro ferido com escoriações no rosto e nos olhos, ocoridas no memento da ejeção.
"Le corps de François Duflot, le pilote porté disparu après un accident entre deux avions Rafale le 24 septembre, a été repéré à bord de son appareil dans la nuit à 35 km au large de Perpignan, a indiqué ce matin la Marine nationale."
"Selon le Sirpa-Marine, il s'agit de François Duflot, 45 ans, un pilote qui totalise 5.000 heures de vol. L'autre pilote, qui s'est éjecté et a pu être repêché «sain et sauf», s'appelle Yann Beaufils. Il est âgé de 40 ans et compte 3.000 heures de vol à son actif. Il a une plaie à un oeil et des contusions au visage."
É uma questão muito mais técnica do que qualquer outra coisa, o avião é bom, uma maquina de guerra formidável, acho que isto não se discute.
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Mas se fosse para comentar algo, acho que o comentário seria que: a questão tem pouca relevância, a verdadeira guerra é a cultural, e nesta o governo brasileiro é membro de tudo que há de pior.
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Na questão da aliança internacional para adquirir o avião, neste ponto não há saida, o Brasil tem que se aliar a alguém de qualquer forma, já que são poucos os paises que produzem um avião como este. Por conta própria é que não há como o Brasil produzir, são décadas e bilhões em investimentos.
Veja que o fator "confiabilidade" é muito importante porque vamos botar 36 ovos na mesma cesta eo Rafale jamais foi exportado, ao passo que os EUA tem quase 400 caças F-18 estão na ativa.
Além da manutenção do avião francês ser bem mais cara, a empresa está à beira da falência.
O fator "tranf. de tecnologia" também parece pesar a favor dos EUA, depois de um nota emitido pela embaixada americana. Acredito que Barak e os democratas vão se dar muito bem com o mula.
Em breve, o governo irá anunciar a maior despesa da história militar do país, a compra de 36 aviões de combate para Força Aérea Brasileira (FAB). A escolha passa primeiro por uma avaliação técnica do Ministério da Defesa. Questão apenas protocolar. Isso porque Lula, quem decide, já manifestou sua preferência. Entre os 3 caças, o americano F-18 Super Hornet, o sueco Gripen NG e o francês Rafale, o presidente quer o último. O mais caro. Quem pagará a conta são os contribuintes. Eles não sabem quanto nem a fabricante Dassault está disposta a dizer.
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Eric Trappier, vice-presidente da Dassault Aviation, fez o possível para contornar a pergunta de http://veja.com/: “Quanto o Rafale irá custar aos brasileiros?”
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No mês passado, surpresos com o anúncio do resultado antes da data - ela já foi adiada 9 vezes - os suecos constrangeram Lula e os franceses. Propuseram vender dois de seus caças pelo preço de um só. A oferta deixou a direção Dassault no desconforto. Até então os franceses saboreavam o apoio que Trappier admite nunca ter recebido - “Nos tocou profundamente” - em concorrência nas quais o Rafale enfrentou pelo mundo afora. E diga-se de passagem, perdeu todas. A Dassault baixou o preço inicial da sua proposta. Agora, garante que a hora de vôo do Rafale custará para a FAB exatamente o mesmo que seus velhos caças Mirage 2000. Quer dizer, 14.000 dólares.
Estima-se que o pacote francês irá custar em torno de 5,5 bilhões de dólares.
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Caça suéco ganha, frances fica em ultimo...
Relatório da FAB aponta preferência por modelo de caça sueco.
O relatório técnico feito pela Força Aérea Brasileira (FAB) sobre os modelos de caças oferecidos ao governo do Brasil pela França, Suécia e EUA, apontou o modelo Gripen NG, da sueca Saab, como a melhor opção de compra. O concorrente francês, Rafaele, fabricado pela Dassault, ficou em terceiro e o F-18 Super Hornet, da Boeing, em segundo. As informações são do jornal Folha de S. Paulo desta terça-feira.
A avaliação teria sido entregue pela FAB ao ministro da Defesa, Nelson Jobim, e contrariaria, tecnicamente, a preferência política do governo brasileiro pelo modelo da França, conforme anunciou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, antes mesmo da conclusão da avaliação feita pela FAB. O preço de US$ 70 milhões (metade do valor pedido pela França, segundo a Saab) e o custo de manutenção teriam sido fatores determinantes para a indicação do modelo sueco, que ainda está em fase de projeto.
CIDADÃO BRASILEIRO ENQUADRA LULLA; PARABÉNS, VINÍCIUS VASCONCELOS!
'MPF abre inquérito para investigar compra de caças
Por Nelia Marquez e Tânia Monteiro, da Agência Estado:
O Ministério Público Federal (MPF) em Brasília instaurou no dia 30 de março inquérito civil público para apurar as negociações em torno da compra dos 36 caças pelo governo brasileiro. A investigação foi pedida pelo procurador José Alfredo de Paula Silva com base em representação do cidadão Vinícius Vasconcelos.
Embora a operação de compra ainda não tenha sido formalizada pelo governo brasileiro, a portaria que instaurou o inquérito considera que a escolha pelos caças franceses já é uma decisão do governo brasileiro “por critério de política externa”.
De acordo com a portaria do MPF, o objeto da investigação é a preferência do governo brasileiro em “escolher o caça francês Rafale, desprezando as concorrentes Gripen (sueco) e super Hornet (norte-americano), cujas propostas tinham preços menores”. Conforme o texto, ao decidir pelos caças franceses, o governo desprezou o “princípio da economicidade”.
A compra dos caças ainda terá de ser submetida ao Conselho de Defesa Nacional, cuja reunião ainda não foi convocada. O ministro da Defesa, Nelson Jobim, terá de apresentar ao colegiado uma exposição de motivos para explicar a opção do governo brasileiro. A apuração do MPF, porém, ainda não foi iniciada porque o procurador que pediu a investigação está em férias.'
Tudo melou no dia 7 de setembro do ano passado quando o Lula anunciou a vitória antecipada do Rafale. Como essa aeronave é a mais cara em todos os quesitos, o governo Brasileiro, para não ser criticado e indagado pela escolha, “reabriu” a concorrência buscando uma redução no preço do Rafale. Tudo não passa de uma palhaçada! O relatório produzido pela FAB indicava o Rafale como a pior opção. O que o governo fez? Reprimiu os generais e disse que a FAB não poderia indicar favorito, mas apenas fazer a porra do laudo técnico. Como o estudo científico vazou para a imprensa, o governo exigiu que nova avaliação fosse feita na tentativa de “melhorar” a posição do caça francês.
Hoje o Lula vive um dilema: Vota no caça francês, o mais caro, e cumpre com a palavra dada ao presidente francês, mas corre o risco de ter que responder por essa escolha; ou escolhe o Gripen ou o F-18, e vê sua imagem manchada no estrangeiro. É por isso que o governo Lula está fazendo de tudo para empurrar a escolha do caça para o próximo ano.
É um belo jato, mas de alto custo de manutenção.
O Brasil já sofre para manter os F-5 operacionais, imagina se o Rafale for o próximo avião de caça da FAB...
Ouvir dizer que se o Brasil não comprar o Rafale,sua produção vai ser encerrada na frança,e ouvi dizer tambêm que a venda de F18 está garantida para o Brasil.
Então, o Super Tucano foi escolhido pela força aérea americana para servir de apoio leve para os soldados. O contrato está enroscado na justiça porque a concorrente americana acha que foi trapaceada na licitação. Estou torcendo pela Embraer.
EUA suspendem contrato de compra de 20 aviões da Embraer
O governo dos Estados Unidos suspendeu temporariamente a compra de 20 aviões militares Super Tucano, da Embraer, depois que uma rival abriu processo no país para contestar o resultado da licitação.
A Força Aérea dos EUA havia concedido o contrato de US$ 355 milhões em 22 de dezembro, mas, cinco dias depois, a Hawker Beechcraft anunciou decisão de contestar a licitação na Justiça, após sua aeronave AT-6 ser excluída da competição.
A Embraer havia divulgado na sexta-feira passada que tinha vencido a licitação para fornecer 20 unidades do A-29 Super Tucano, seu primeiro contrato com a Defesa americana.
"A concorrência e a avaliação de seleção foram justas, abertas e transparentes. A Força Aérea está confiante nos méritos de sua decisão de concessão do contrato e espera que o litígio seja rapidamente resolvido", divulgou em nota John Dorrian, porta-voz da Força Aérea norte-americana.
O contrato, em negociação há um ano, gerou resistências, principalmente entre congressistas do Kansas, Estado-sede da Hawker. Pedidos de investigação internacional para apurar eventual subsídio do Brasil à Embraer chegou a ser cogitado.
A avaliação é que um contrato dessa magnitude (em momento de crise econômica) e um setor tão sensível não podem chegar às mãos de uma empresa estrangeira.