O Caio Rossi disse no forum Al-Zawiya: "Islam has brought a myriad of innovations, among which the most amazing of all: that of being the first and only religious penal law destined toward the whole humankind, not only a single nation. That constitutes Islam's specific difference, e without that its pretense to be a new and autonomous revelation would lose its strongest argument."
Quer dizer, o islã é a primeira religião que pretende trazer um sistema de leis, capaz de ordenar toda a sociedade e o estado, válido para toda a humanidade. O judaísmo e o hinduísmo fizeram o mesmo, mas somente para um povo ou um território. Essa é a originalidade do islã, sua diferença específica, seu "strongest argument" como disse o Caio Rossi.
Nesse caso, com o fim do califado e a adoção de sistemas legais ocidentais pelos países de maioria muçulmana, devemos concluir que a grande originalidade, e o maior argumento do islã como nova revelação, deixou de ter eficácia? Bom, ainda há países que adotam a shariah, como a Arábia Saudita que adota o wahabismo como doutrina oficial... De qualquer forma, existe algo nos sistemas penal ou civil da shariah que as sociedades ocidentais não possam descobrir ou desenvolver por si mesmas? Alguém pensaria em substituir o direito penal, processual penal, civil, processual civil, e os governos e seus princípios, pelas alternativas da shariah que foi formulada numa sociedade medieval e onde o único meio de avanço é a analogia? Isso é muito precário como argumento.
Nas doutrinas do credo islâmico, também não vemos nada de original. O monoteísmo é comum ao cristianismo e o judaísmo, sendo que o judaísmo adota a mesma perspectiva unitarista e não-encarnacionista. Na teologia racional, a originalidade do islã foi o ocasionalismo de Al Achari e Al Ghazali, que não tem nada que teólogos cristãos não já tivessem pensado, ou depois copiado e integrado facilmente no cristianismo. O motivo central dessa filosofia - a soberania absoluta de Deus a cada instante - já existia no cristianismo.
Agora pensem na ética islâmica e no seu conceito de santidade, encarnado nos "amigos de Deus". Do ponto de vista sapiencial, gnóstico, é ridículo pretender que o islã trouxe algo de novo que não já existisse no hinduísmo, no budismo, no taoísmo, no judaísmo e no próprio cristianismo. E esse lado da mística e da santidade é sempre o mais oculto, inverificável pelas pessoas ordinárias. Quando existe, é um segredo entre o santo e Deus. Já do ponto de vista devocional e das virtudes, o cristianismo traz um S. Francisco de Assis, um São Bento, toda a tradição monástica e mística, etc. Ao contrário do que ocorreu no islã (e ocorre até hoje), não houve no cristianismo tensões entre a espiritualidade e os preceitos comuns da religião. Não que houvesse o tempo todo uma perfeita identidade, mas nada semelhante ao islã ocorreu (com sufis tendo donos de determinadas opiniões e ideais, enquanto teólogos de outras, juristas de mais outras, e etc). É falsa a ideia de que sufis são desinteressados dos preceitos da shariah ou coisa assim, mas negar que sempre houve uma tensão e uma ansiedade por equilíbrio também é falso. Uma das acusações da tradição xiita contra o sunismo é exatamente isso.
Pensem ainda nos mártires do cristianismo, que praticamente foram os responsáveis pelo estabelecimento glorioso da religião no império romano. Nada disso existiu no islã, e a palavra "mártir" para eles significa apenas quem morre em combate na jihad. A grande virtude dos mártires, sinal da graça de Deus, não brilhou no islã como no cristianismo.
http://www.youtube.com/watch?v=B_889oBKkNU
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Esse discurso do Obama quando no seu auge (hoje a sua popularidade estah em baixa e muitos perceberam que ele realmente nao tem super poderes) foi uma boa tentativa de aproximacao com o mundo muculmano, embora o seu discurso estivesse repleto de inverdades e exageros, inclusive quando aponta as maravilhas do Isla (06.58 - 08.10).
Jovens cristãos são baleados ao saírem de cerimônia de casamento
Dois cristãos paquistaneses que foram baleados em um casamento no dia 26 de dezembro por se recusarem a se converter ao islamismo, ainda estão na UTI, mas os médicos estão esperançosos de que eles se recuperem.
Sussurrando, Imran Masih, 21, e Khushi Masih, 24, disseram para o Compass que dois muçulmanos armados atiraram neles depois que desobedeceram a ordens de recitar o credo islâmico, que simboliza a conversão. http://www.portasabertas.org.br/noticias/noticia.asp?ID=5944
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. Pastor ameaçado, igreja destruída e incendiada
Sucedendo diversos incidentes, uma igreja protestante em Tizi Ouzou enfrentou um severo ataque na madrugada de 10 de janeiro. O templo foi invadido, o interior foi destruído e incendiado.
[...]
No dia 26 de dezembro, cerca de 20 muçulmanos formaram uma “barreira humana” em frente ao templo, tentando evitar que os cristãos entrassem para cultuar.
De acordo com o jornal El Watan, da Argélia, muitos gritavam “esse país pertence ao islã, vão orar em outro lugar!”. Um cristão conta que os fanáticos ameaçaram os cristãos para que parassem de se reunir naquele local, senão o pastor e sua família seriam mortos. Não houve nenhuma violência física e a polícia interferiu e tentou acalmar os agressores. http://www.portasabertas.org.br/noticias/noticia.asp?ID=5936
Ex-muçulmanos são atacados e recebem ameaças de morte
A agência de notícias International Christian Concern informou que, no dia 18 de dezembro de 2009, muçulmanos fanáticos em Nutangram, Bengala Ocidental, atacaram os cristãos que haviam se convertido do islamismo e ameaçaram queimá-los vivos se não voltasse para sua religião anterior.
Os fanáticos agrediram verbalmente os membros do Khoda-E- Jamat Ibadat Khana (Centro de adoração/ Igreja para ex-muçulmanos) e também ameaçaram incendiar suas casas.
Os muçulmanos também organizaram um boicote social contra os cristãos, e forçaram todos os comerciantes da região a não vender nada para os cristãos e não permitir que eles tivessem acesso à água. Eles também disseram para que os familiares muçulmanos não permitissem que os parentes cristãos usassem o banheiro. http://www.portasabertas.org.br/noticias/noticia.asp?ID=5928
Iraque: Execução de cristãos continua; governo permanece em silêncio
O segundo ataque contra a comunidade cristã em menos de 24 horas e a indiferença das forças de segurança que não o impediram. Ontem, em Mosul, norte do Iraque, um grupo não identificado atirou em um empresário de 45 anos, Amjad Hamid Abdullahad. No domingo, 17 de janeiro, um cristão de 52 anos, casado, pai de duas meninas, foi assassinado. Fontes na cidade explicam que “o governo responsabiliza os fundamentalistas da al-Qaeda pelos ataques”, mas na verdade a comunidade é vítima de um luta de poder entre os grupos “árabe” e “curdo”.
Um cristão afirma que “a tática é matar os cristãos, porque a mídia não fala sobre isso”. Essa é uma estratégia que planeja “empurrar” os cristãos para a planície de Nínive, contando com o “silêncio e a indiferença do governo e da comunidade internacional”.
Uma fonte na área de Mosul afirma que “os cristãos estão indo embora com medo, e estão fugindo da cidade”. Ele explica que “esses não são criminosos comuns”, mas que por trás deles estão “planos políticos específicos”, que o governo não divulga. Não há mais informações de Bagdá sobre qual é a razão dos ataques a cristãos e a igrejas, mas a fonte está confiante de que o Poder Executivo, o governo de Mosul e a liderança curda têm conhecimento do plano contra a comunidade cristã. http://www.portasabertas.org.br/noticias/noticia.asp?ID=5949
Besteira, Carraro: segundo o Malê, isso tudo não passa de uma jihad de fantasia fruto de um delíro psicopatólogico dos ocidentais decadentes. O bom Islam nada tem a ver com isso.
Nao Fernando, voce tambem nao entendeu, eh a jihad-de-fantasia-fantasma. Obviamente, isso tudo nao tem relacao alguma com o Isla. Eh tudo culpa (um doce pra quem adivinhar) do, do, do.........
Hoje, dia 20 de janeiro, quarta-feira, Geert Wilders vai a julgamento na Holanda por ferir sensibilidades muculmanas, acusado de islamofobia.
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Geert, fundador e lider do PVV, eh um politico famoso, carismatico e controverso, que tem apontado a islamizacao progressiva da Europa e a ameaca da jihad-de-fantasia-fantasma, e hah anos vive sob protecao policial o tempo inteiro.
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Seu documentario Fitna, de somente 14 minutos, causou furor no mundo islamico e no mundo social-democrata-multiculturalista-politicamente-correto.
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Olavo em 2003:
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"E até que ponto uma tradição religiosa, em concorrência com as outras, pode se servir de movimentos ideológicos visceralmente antiespirituais sem ser corrompida e esvaziada pelo manuseio de instrumento tão inapropriado e transformar-se num simulacro de si própria? O Islã esquerdizante e antiamericano de hoje parece menos o Islã tradicional do que aquela espécie de pós-Islã apocalíptico anunciado por Maomé, no qual “as mesquitas estarão vazias de piedade e os doutores da religião serão as piores criaturas sob o céu; viverão alimentando intrigas e cizânias que, no fim, recairão sobre eles mesmos”."
. http://www.olavodecarvalho.org/semana/030426globo.htm
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Aqui o Olavo indicava a ajuda mutua entre a esquerda mundial e os muculmanos, e apontava tambem o risco de intoxicacao para o Isla.
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Jah em 2008: (grifos meus)
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"(as tariqas) Elas não têm grande dificuldade para transmutar em islamização maciça o que começou como “revolução cultural”. E é precisamente o que está acontecendo na Grã-Bretanha. Tempos atrás escrevi que a questão mais decisiva para as décadas vindouras era saber se quem sairia ganhando com a destruição das tradições ocidentais seria o movimento revolucionário ou o Islam. O Islam parece que está ganhando."
. http://www.olavodecarvalho.org/semana/080221dce.html
"Mas a força da invasão islâmica não repousa só na fraqueza do adversário. Há um poder efetivo, “positivo” por assim dizer, intrínseco à mensagem islâmica, que a torna especialmente capacitada a apropriar-se de um corpo civilizacional debilitado pelo niilismo. É que o próprio Islam tem um fundo “niilista”. Mohammed destruindo os ídolos da Kaaba é o advento de um monoteísmo abstrato que varre do planeta os símbolos visíveis do divino e os substitui pelo culto disciplinar do absolutamente invisível. A proibição radical das imagens equivale a uma política de terra-arrasada espiritual onde só o que sobra para atestar a presença divina é o apelo auditivo de um substantivo abstrato (Allah não significa propriamente “Deus”, nome próprio, mas “a divindade”). Nas mesquitas, o equivalente ao altar é o mihrab, um espaço vazio cavado na parede, designando a divindade eternamente ausente e inalcançável. No Islam não existe nem o povo eleito, atestando através da história a continuidade da profecia, o diálogo permanente entre o homem e Deus, nem a Encarnação pela qual o divino habita entre nós como nosso igual e nosso irmão. O ciclo da profecia está encerrado: Deus falou pela última vez a Mohammed e não falará mais até o fim dos tempos. O silêncio só é rompido pelo chamamento dos muezzins no alto das mesquitas, convocando a humanidade a prosternar-se ante o eterno Ausente que, ante a nulidade da Terra, se torna o único Presente. E Deus, segundo o Islam, jamais esteve entre nós: foi apenas uma aparência, ou melhor, uma aparição. Nobre e espiritual o quanto se queira, mas aparição. Lâ-llláha-íla-Allah, “não há deus exceto Deus” – tudo o mais é, a rigor, inexistente. Só existe Deus, inapreensível e incorpóreo – e, do outro lado, o Nada. Num mundo esvaziado pelo niilismo, o Islam se torna a única religião viável."
É evidente que sua análise sobre os méritos - e do orgulho ferido - do cristianismo e do islam não tem o menor respaldo fora de um pequeno meio cristão ansioso por provar seu valor. Mesmo dentro do próprio cristianismo dificilmente um pensamento de segunda grandeza meramente racionalista poderia se comparar à tradição de santidade do cristianismo oriental, ao menos é o que os cristãos ortodoxos dizem. Tomás de Aquino no máximo seria um Averróis, um sábio cuja obra se liquefaz ante a mera presença do jovem Ibn Arabi, então com 15 ou 16 anos. O mesmo vale para o condenado gibelino Dante, com sua inspiração akbariana, segundo Asín Palácios, a quem aliás deveríamos perguntar se, tendo o imperador a primazia sobre o papado, há algum sentido no "laicismo cristão". Ou o próprio Francisco de Assis, que teve sim, conflitos com o papado, dentre outros, e precisou até da intervenção divina para se firmar.
E todos eles medievais... Onde estão os Ahmed al-Alawi's, as Fátima´s Yashruti, os Ramana Maharishi do cristianismo? Onde estão os santos, como se pode conhecer indo a países islâmicos, verdadeiros awlya Allah vivos, não do século 12? Não falo de santos populares designados burocraticamente após sua morte, baseado em boa medida em sentimentalismo ou racionalismo travestido de espiritualidade - esperando pelo "aprofundamento" que irá "desvelar o esoterismo sem véu" do cristianismo - mas sim em ápices de realização sapiencial.
O "ocidente" está pouco se lixando para Francisco de Assis, para São Bernardo ou para Tomás de Aquino. 99% de sua literatura, de seu pensamento, de sua arte e filosofia, é lixo. O que sobrou foi incorporado à "unanimidade" ocidental, que o defende como quem defende uma múmia. A "unidade ocidental" que vc pretende deve ser protegida só revela uma coisa, que os elementos com possibilidades de restauração foram já completamente destruídos, que até mesmo eles querem antes se apropriar do laicismo, do liberalismo, do secular, como sendo próprio de sua tradição, quando na verdade estão sendo engolidos - como cordeiros - por essa decadência, Em sua ganância chamam iluminismo de cristandade, e fazem o pacto que for necessário para manter a miragem de um "ocidente" vivo protegido da alucinação dos jihadistas.
Não há confusão maior do que essa...
Totalitarismo de verdade mesmo, completo, é nazismo e stalinismo, outros exemplos se aproximam mais ou menos disso, seja por se limitarem a meros autoritarismos sem chegar a produzir o controle total da vontade que o conceito de totalitário indica, seja por limitarem-se a nacionalismos incapazes de terem projetos de expansão transnacional por fraqueza política ou opção ideológica. Mesmo assim, continua, no caso desses países, a serem coisas introduzidas de fora, exportadas a partir de seus centros de origem que invariavelmente se localizam no próprio "ocidente".
Os nacionalismos árabes/turcos/etc igualmente não nasceram em terras islâmicas, mas foram importados, levados pelo colonialismo europeu ou assimilados por jovens ricos que foram estudar na Europa e voltaram imbuídos dessas novidades. No "ocidente" isso de modo algum foi necessário, eles nasceram como mato.
E, aliás, já que vc citou, o nacionalismo e o secularismo nasceram também no mundo cristão. Enquanto essas palavras se tornam armas vulgares de acusação, é sempre bom lembrar onde estão as verdadeiras origens do que elas designam.
Se os países islâmicos estão fracos e isso é aventado como motivo para guerras, mais torpes ainda são quaisquer guerras contra eles, pois o conflito entre fortes ainda pode conter algum grau de legitimidade. O ataque de fortes aos fracos é coisa de bárbaros e animais.
Se houve um tema em que o pensamento do professor Olavo provou ainda ter um longo caminho a percorrerfoi justamente quando ele tentou cosntruir sua tese da "conspiração das tariqas", sendo que tentou defender essa tese inclusive na OC do B, quando ficou evidente que era uma completa e subjetiva especulação que se baseava não só na ausência de dados concretos, mas em um conhecimento equivocado do que são tariqas, e entrando inclusive em diversas contradições.
Sei que é bastante arriscado dizer isso aqui na comunidade, mas o tópico está lá, qualquer um pode buscar e confirmar o que está sendo dito, onde esses textos foram completa e definitivamente analisados e refutados.
Se deseja-se utilizar argumentação de autoridade, é melhor escolher outro autor, pois o prof Olavo definitivamente está a anos-luz de ser uma em islam ou em tariqas.
dentro do próprio cristianismo dificilmente um pensamento de segunda grandeza meramente racionalista poderia se comparar à tradição de santidade do cristianismo oriental, ao menos é o que os cristãos ortodoxos dizem. Tomás de Aquino no máximo seria um Averróis, um sábio cuja obra se liquefaz ante a mera presença do jovem Ibn Arabi, então com 15 ou 16 anos.
Averroes e outros racionalistas árabes ensinavam coisas como: a ressurreição corporal é impossível, milagres não podem ocorrer por que a relação causa-e-efeito é necessária e fechada, Deus não conhece as coisas particulares, a revelação apenas traz as verdades da filosofia para o povo simples, o mundo é eterno, etc. Isso é racionalismo de segunda grandeza. É por isso que os teólogos muçulmanos não puderam fazer mais do que declara-los incrédulos.
Já um Sto. Tomás ou um Sto. Agostinho, são antes teólogos do que filósofos. Antes místicos e santos do que filósofos! Um dos pontos centrais da reforma filosófica de Sto. Tomás foi negar que o homem conheça as diretamente as essências das coisas, seja por conhecimento inato ou iluminação divina, colocando assim a razão em seu devido lugar. Nesse ponto ele corrigiu um dos grande perigos do pensamento agostiniano e anselmiano.
A diferença entre o aristotelismo de Sto. Tomás e dos árabes como Averroes, é que o primeiro partia do princípio de que a revelação tem primazia sobre a filosofia, enquanto os racionalistas árabes viam a revelação islâmica como mera expressão popular e acessivel das verdades filosóficas (como mais tarde vão ensinar Giordano Bruno, Spinoza, etc). Tomás de Aquino afirmava o início temporal do mundo, a ressurreição corporal, os milagres e, acima de tudo, a superioridade dos mistérios além da razão, como a encarnação do Verbo.
Então com base em que você chama seu pensamento de "racionalismo de segunda grandeza"? Será que é por que ele desenvolveu demonstrações da existência de Deus? Os acharitas - que moldaram a ortodoxia islâmica - não fazem o mesmo?
Quanto à tradição monástica e mística do oriente, ela é cristã. Logo, não vou discutir isso com você, pois fiz uma comparação entre cristianismo e islã.
O mesmo vale para o condenado gibelino Dante, com sua inspiração akbariana, segundo Asín Palácios, a quem aliás deveríamos perguntar se, tendo o imperador a primazia sobre o papado, há algum sentido no "laicismo cristão". Ou o próprio Francisco de Assis, que teve sim, conflitos com o papado, dentre outros, e precisou até da intervenção divina para se firmar.
Na arte, na ciência, na filosofia... sempre encontramos inspirações de origem islâmica nas obras da cristandade. Havia um "diálogo" entre as tradições judaica, cristã, muçulmana e a própria filosofia grega, durante a Idade Média, mas isso não muda o que estou falando. É óbvio que o sucesso da cristandade não foi devido a ter-se fechado em si mesma, recusando a contribuição, por exemplo, da inteligência grega!
Quanto ao resto, não sei o que supostos conflitos de Francisco de Assis com o papado podem ter de relevante quando digo que Francico é um santo cristão, fruto do evangelho de Jesus e comparo isso aos frutos do islã.
E todos eles medievais... Onde estão os Ahmed al-Alawi's, as Fátima´s Yashruti, os Ramana Maharishi do cristianismo? Onde estão os santos, como se pode conhecer indo a países islâmicos, verdadeiros awlya Allah vivos, não do século 12? Não falo de santos populares designados burocraticamente após sua morte, baseado em boa medida em sentimentalismo ou racionalismo travestido de espiritualidade - esperando pelo "aprofundamento" que irá "desvelar o esoterismo sem véu" do cristianismo - mas sim em ápices de realização sapiencial.
Não é verdade que todos os santos cristãos da idade moderna e contemporânea foram designados "burocraticamente" tais após sua morte. Ou que sejam só sentimentalistas, ou que a única santidade esteja só em ápices de realização sapiencial. Então não tenho que responder a nada disso. Se você trouxer alguma evidência de que os numerosos santos recentes venerados por católicos e ortodoxos encaixam-se nessa sua crítica, então discutirei. Quanto a pessoas vivas, concordo que você não vai achar cristãos dizendo-se santos, ou disputando ser "o selo do ciclo da santidade". Se achar, acho difícil estes serem canonizados um dia.
Os santos cristãos: sofrem o martírio, demonstram virtudes heróicas em momentos de dificuldade, convertem milhares, são acompanhados por milagres sublimes, vivem os "conselhos do evangelho", etc. "Pelos frutos conhecereis", disse Jesus. Já a santidade puramente sapiencial não pode ser identificada senão por critérios que só são válidos para quem já aceitou determinada tradição.
A "unidade ocidental" que vc pretende deve ser protegida só revela uma coisa, que os elementos com possibilidades de restauração foram já completamente destruídos, que até mesmo eles querem antes se apropriar do laicismo, do liberalismo, do secular, como sendo próprio de sua tradição, quando na verdade estão sendo engolidos
Eu não falei em "unidade ocidental", antes enfatizem que no ocidente o cristianismo já está em conflito com o secularismo. Não chamei iluminismo, laicismo, liberalismo, etc de cristãos. Existem alguns elementos das instituições e valores do ocidente, mesmo aparentemente só seculares, que foram mesmo moldados pelo cristianismo e são legítimos dentro do crisianismo. Só isso. E deve-se notar que nós não vamos construir o Reinado social de Jesus Cristo da noite pro dia, nem os muçulmanos vão fundar um califado totalmente baseado na shariah amanhã. Temos que lidar com as possibilidades do momento, e isso não é errado. Errado é o oportunismo de muitos muçulmanos europeus.
Estou bem a par do topico sobre a responsabilidade das tariqas no atual estado de coisas da Europa, mas nem sequer entrei nesse assunto. Ao citar o Olavo, em especial com a parte em negrito marcada por mim, a intencao foi apontar que da alianca entre a esquerda mundial e o Isla, um usando e abusando do outro, o professor disse que o Isla pode estar mais por cima do que por baixo, embora a troca de posicoes, se eh que me entendes!, varia conforme o interesse e disposicao dos dois.
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"Sei que é bastante arriscado dizer isso aqui na comunidade" - ai a ladainha! Esta comunidade nao eh um dos paraisos islamicos aonde a discordancia pode trazer castigos terriveis. Nada como a liberdade de expressao!
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Mais do mesmo:
. 19 de Janeiro - Campo de terroristas muculmanos nos Balcas:
. http://www.worldtribune.com/worldtribune/WTARC/2010/…34_01_19.asp
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No dia 20 de Janeiro na Arabia Saudita: academia de ginastica para mulhers nao eh permitido:
. http://www.google.com/hostednews/afp/article/ALeqM5j…Ejds1A6FPiog
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No dia 19 de Janeiro no Iraque terroristas matam cinco funcionarios de uma agencia de caridade:
. http://www.timesonline.co.uk/tol/news/world/iraq/article6993405.ece
As perguntas do Felipe nao foram a mim dirigidas, mas vamos lah:
. 1 - No caso de um muçulmano apostatar desta religião e se tornar católico, budista, hindu, protestante ou ateu você acha que ele merece a morte?
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O Al Corao eh contraditorio, pois aos mesmo tempo em que manda dar um fim a quem se afastar do Isla, tambem diz que a religiao nao pode ser obrigatoria ou forçada.
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E a sua pergunta Felipe jah incorre em um equivoco: nao eh questao de “achar” que merecem a morte. O que eu acho, o que ele acha, o que voce acha nao muda uma virgula! A questao eh que os maiores estudiosos da lei islamica acham. Os juristas e estudiosos de maior respeito e influencia em toda a historia do Isla entendem que o Isla determina a pena capital para os apostatas.
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Muitos estudiosos se debrucaram, inclusive, sobre o tempo que o apostata teria para se arrepender e voltar atras da decisao. As maiores escolas de jurisprudencia islamica entendem que o apostata deve ser condenado.
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Uma contestacao seria ao que vai acima seria muito bem-vinda para que entremos em detalhes e, bem, possamos ir mais a fundo sobre o tema.
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Ah, veja o caso abaixo. Por mais maluca que essa mulher possa ser, olha o que lhe aguarda caso a Turquia a mande de volta para o Ira:
. http://news.bbc.co.uk/1/hi/8381385.stm
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O individuo ao renunciar publicamente ao Isla tem sua vida em perigo e exemplos disso nao faltam.
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2 - Por que na Arábia Saudita o regime wahabita não permite uma só igreja católica em terras sauditas, se há mesquitas em Roma, Madri, Estocolmo e Copenhague, por exemplo, além de ameaçar os muçulmanos que deixam o Islamismo?
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O nosso erro eh tentar entende-los com os nossos olhos. Ora, se somos tao tolerantes com eles, porque o inverso nao se aplica, nao eh mesmo? Se aos muculmanos lhes eh permitido construir mesquitas e centros de estudo em nossas sociedades, desfrutando de todas as liberdades e direitos, por que nao podemos construir igrejas e templos em paises muculmanos? Quem nao se faz tal pergunta? O problema eh que os lideres muculmanos nao veem a questao dessa maneira e entendem que a propagacao de qualquer outra religiao que nao o Isla em seus territorios eh algo impensavel.
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Quando permitidas as minorias religiosas tem de saber seus lugares e entenderem quem estah no comando, e basicamente, nao pisarem na bola. Isso eh facilmente visto no Paquistao, no Ira, em Bangladesh, na Indonesia, na Malasia, e mundo afora.
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A historia do Isla demonstra que junto com as conquistas, vinha o tratamento diferenciado para as populacoes locais de outras religioes, que acabavam voltando-se ao Isla. Embora tivessem “liberdade” de religiao e estivessem protegidos pelo governo islamico, as dificuldades e os fardos que lhes eram impostos pelos lideres muculmanos certamente promoviam as conversoes: nao-muculmanos eram obrigados a pagar mais taxas, nao podiam ocupar determinados cargos, tinham menos direitos do que muculmanos, eram objeto de diversas proibicoes, etc. Concordo que seculos atras viver em uma situacao assim era comparavelmente melhor do que ser um nao-cristao em determinados momentos na Europa medieval, por exemplo, mas tal nao se aplica aos dias de hoje.
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Veja uma das explicacoes para o fato de paises islamicos nao aceitarem a propagacao de outras religioes. Ah, nao se assuste com as inverdades e a surra que esse senhor dah na logica:
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http://www.youtube.com/watch?v=plyS8sIUjmQ&feature=player_embedded
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E para nos o que eh pura hipocrisia e contradicao, para eles eh estrategia e modo de acao. Quando a Suica resolveu proibir os miranetes, embora mesquitas e centros islamicos por lah nao faltem e a comunidade muculmana seja organizada e tenha seus direitos, a Arabia Saudita tentava inflamar os animos sugerindo um boicote do mundo islamico a Suica.
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A Arabia Saudita nao apenas proibe igrejas e templos, apreende biblias e crucifixos, perseguindo qualquer religiao que nao o Isla. A minoria xiita tambem eh tratada de maneira diferencia pela maioria sunita-wahaabista. Que modelo de sociedade, hein?
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Vou para o trabalho. Responderei as outras duas questoes depois.
Que eh isso Pri, sou soh um palpiteiro chinfrim que se interessa de verdade pelo assunto. E soh!
Eu participo em varias listas de discussoes (em ingles) sobre esse e outros temas e estando hah tanto tempo na Europa tive a possibilidade de ver muita coisa se desenvolvendo.
Bill Whittle Investigates: In Washington, DC radical Islam's influence over our government is growing and access to our national security secrets is part of a much larger strategy. Two whistleblowers have the chilling details.
Watch and comment here: http://pjtv.com/v/2930
Bill Whittle Investigates, Part 2: A former FBI special agent discusses how our government has looked the other way as an Islamic insurrection mounts within our borders.
Watch and comment here: http://pjtv.com/v/2934
Não é necessário "discutir" o monasticismo e misticismo orientais, nem propus isso, nem é surpreendente que vc queira evitar fazê-lo. Primeiro, porque como já disse não vou ensinar cristianismo a cristãos. Segundo,porque é suficiente mostrar que a redução do cristianismo ocidental a uma doutrinação racionalista não é uma crítica "desde fora", mas que existe dentro da própria cristandade. Só que a menos que vc possa categoricamente negar esse dado, evitar a ortodoxia oriental, a pretexto de uma - novamente - abstrata "unidade" - ah, eles são cristãos também, vamos falar de outra coisa - não só não refuta como corrobora o que foi dito. Afinal que a filosofia cristã é racionalista não sei se necessário discutir, isso é óbvio. Que é segunda grandeza no contexto meramente filosófico, e de um orgulho cristão ferido vc pode discutir com quem está interessado nessa questão, uma vez que existiram várias manifestações racionalistas no islam. Entretanto, até mesmo filosoficamente, o fato é que Tomás de Aquino está muitíssimo mais para Averroís do que para Hassan al-Ashari, que aliás, tb é secundário, sendo o papel do kalam defender a ortodoxia, não formá-la. Sendo a revelação corânica completa e estando íntegra, nunca foi dado ao racionalismo qualquer importância além da que lhe era devida.
E um comentário, essa redução racional pode ser vista na própria confusa idéia, segundo a qual basta incluir pressupostos filosóficos que envolvam "revelação", "sobrenatural", "iluminação divina", para ter algo mais do que um discurso, como se não fosse completamente banal pessoas falarem de iluminação como se soubessem realmente o que é isso. A realização não se dá em discursos sobre iluminação, mas em pessoas iluminadas.
Minha pergunta ao final foi justamente onde estão essas pessoas, e referindo-se claramente ao cristianismo romano. Onde afinal essa questão deveria ser colocada, em uma comunidade budhista? Em uma dos "santos dos últimos dias"?, Não deveria ser difícil de responder, se eles existem, onde estão, quem são, ou talvez sejam algo "secreto" (algo que eu até aceitaria, embora não desse muito crédito). Mas vc já disse que além de não falar sobre a opinião oriental, tb não precisa falar delas, Não tem que responder a perguntas para as quais não há respostas. O que isso parece confirmar, no caso do cristianismo romano, pelo visto, é que a "a santidade puramente sapiencial[/]" não pode ser identificada segundo critério algum. Mas há um outro ponto que foi mencionado:
Quanto a pessoas vivas, concordo que você não vai achar cristãos dizendo-se santos, ou disputando ser "o selo do ciclo da santidade". Se achar, acho difícil estes serem canonizados um dia.[/;i]
Esse merece ficar em destaque. não há santos vivos, exatamente conforme declarado (e curiosamente, eu havia pensado em alguns nomes). Cristãos não disputam selos da santidade, preferem disputar o selo do papa, que é quem diz quem é santo ou não. Após a morte dos mesmos, geralmente.
Agora, se quiser, vc pode abrir na OC do B um tópico comparando o tomismo (basta este pelo que entendo, já que é visto como o ápice do pensamento filosófico cristão) com as formulações racionalistas islâmicas, e então eu discuto com vc. Aqui não pq não considero território adequado. Para começo de conversa, parece claro que seu conhecimento de falsafah é quase exclusivamente limitado a Averróis, e me arrisco a dizer que filtrado por fontes cristãs.
Na arte, na ciência, na filosofia... sempre encontramos inspirações de origem islâmica nas obras da cristandade. Havia um "diálogo" entre as tradições judaica, cristã, muçulmana e a própria filosofia grega, durante a Idade Média, mas isso não muda o que estou falando.
Vou até deixar destacado. Esse é um reconhecimento de algo que deveria ser evidente... O "ocidente" não é só "judaico, cristão, grego, romano (na verdade já uma mescla destes)", ele é formado também pelo influxo do islam. O islam não é portanto algo estranho ao mesmo, como querem verder a vocês. Muito bom!
Claro que concordo com, aliás.
Vc devia avisar aos secularistas que eles não são seculares de verdade, que são "cristãos enrustidos", só "aparentemente seculares", que na verdade o conflito do secularismo com o cristianismo é um conflito entre irmãos cristãos, e que os muçulmanos são intrusos nessa família, Veja só, é feita uma crítica a respeito sobre como a própria atitude cristã colabora para sua queda, e a resposta é que é exatamente "isso mesmo". É apenas "uma adaptação".
Essa é a situação dos "cristãos' atuais... são seculares, mas o secularismo está em conflito com o cristianismo, E ainda, depois de uma declaração tão explícita, reclamam quando se diz que essas mazelas todas nasceram no mundo cristão. O cristianismo ocidental atual definitivamente tem um sério problema de identidade. A questão é clara. O secularismo não é cristão. Não é ter um setor denominado "secular" ou qualquer outra superficialidade desse tipo que criará qualquer conexão entre eles. É indigno, é humilhante, é diabólico conentar-se com um nome para forjar um vínculo inexistente cujo único resultado é amortecer as consciências cristãs. É óbvio, é claro, é evidente, que, tendo surgido no seio do cristianismo, essa inversão se daria tomando como base uma instituição cristã, ora!!
Claro, pode-se retrucar que é de um secularismo cristão ordenado socialmente. E que diferença isso faz? Os cristãos não são capazes de reconhecer os limites entre eles, ficam na bruma dos nomes e da esperança de que exista alguma antiga instituição medieval, ou algum papa que abra um precedente para esclarecer as coisas, e para se agarrarem com unhas e dentes pensando que homônimos são gêmeos. Até no próprio Olavo isso é visível.
Qualquer que seja a ancestral instituição cristã de onde se tomou um ou outro conceito moderno, ela está perdida para vocês, está cercada e tem novos donos, e são estes que vocês estão defendendo ao protegerem o "ocidente".
Mas isso tudo é muito complicado, talvez seja mais fácil catar mais algumas notícias para fazer outra listinha.
Essas categorias são péssimas aproximações, não correspondem em nada ao modo como os muçulmanos pensam a si mesmos, e passam longa dos conflitos próprios ao islam, com exceção dos mais periféricos.
Me parece q, tudo que preocupa vc - pois suas questões são variações sobre esse mesmo tema - é a pena para a apostasia, correto? Vou responder.
A pena para a apostasia é a morte, isso não sou eu quem digo, mas tem uma longa justificativa nas fontes reveladas e no pensamentos dos sábios. Não se coloca uma questão religiosa em termos tão banais e sentimentais como achar que fulano merece isso. Em primeiro lugar tem a ver com a aceitação de uma verdade, gostemos ou não dela, e, além disso, envolve questões técnicas de jurisprudência.
Mas respondendo sua pergunta, sim, acho que merece. Merece porque sabe que essa é a pena, e é muçulmano porque quer. Se vc me dissesse se alguém que não sabia que a pena capital se aplicava à apostasia e deixou o isla, merece morrer, aí eu consideraria, porque de fato não seria justo omitir essa consequência de um convertido. Mas hoje em dia, e em parte graças à fixação dos cristãos com a "propagação do islam", ninguém se converte "inocentemente". Se aceitar essa regra é muito duro para vc, é muito simples, não se converta. Se tem dúvidas, não se converta. Não fazemos questão de borboletas de religião.
Ou então essa pessoa deve ser expulsa de terras muçulmanas e ir viver com os Ahl Kitab, se é isso que quer, e não retornar mais, e ficar na dela. Isso é tb previsto na Shariah, mas o sensacionalismo cristão geralmente não a menciona.
Mas se vc fala de ex-muçulmanos que se tornam missionários, para levar ao inferno outras almas, ou que saem para estudar, já que conhecem os costumes e o pensamento de sua terra, para se tornarem odiosos pregadores do cristianismo, esses tem mais é que sofrer a penas capital mesmo, e ainda mais, agradecer porque estamos dando a eles a oportunidade de se tornarem "mártires". Isso aliás, ocorria na Idade média, um camarada, um padre, ou outro, se convertia ao Islam depois com o objetivo de alcançar o martírio declarava publicamente sua apostasia. Com todo respeito, é coisa de doente!
Mas falando sério, estou na comunidade há muito tempo, e sei como funcionam as coisas aqui, conheço mais ou menos os limites da expressão permitida, e observei diversas expulsões, com frequência por motivos irrelevantes, e uma ou duas vezes de pessoas que nem sequer estavam discutindo, mas apenas por fazerem algum comentário.
Além disso, já fui expulso de comunidades cristãs, para onde tinha ido a convite, e sei como é a dinâmica doa ânimos, e como funciona o mecanismo de provocação crescente até que se encontrem pretextos para espulsão, o que inclusive já vimos aqui recentemente.
Quem acompanha a moderação de comunidades muçulmanas, deve ter visto muçulmanos se revoltarem por terem sido advertidos por agredirem cristãos, talvez já tenham visto queixas sobre como os "muçulmanos não são unidos".
Posso não ter prestado atenção, mas nunca vi isso sendo feito aqui.
Então, ok pelo seu "tranquilizador" comentário, mas eu o dispenso, prefiro confiar na experiência.
E eu acho que as pessoas devem assumir a responsabilidade pelo mal que praticam.
Se não crê na revelação corânica, não se converta, é muito simples. Apenas vc me fez uma pergunta e eu respondi. Se quiser obedecer à ONU e seguir a cartilha politicamente correta, obedeça, isso é problema seu, não meu.
Quando analisamos a apostasia nos nao podemos deixar de fora a questao do problema do mito da superiodade islamica, permeado em seus textos sagrados, tendo na rapida expansao e poderio inicial sua legitimacao.
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Agora o duro eh ouvir desonestos dizerem que a apostasia, afinal, eh justa vez que ser muculmano implica em saber as consequencias dessa apostasia, como se todos os muculmanos escolhessem o Isla por pura e livre vontade. Ora, o caso eh justamente o oposto. Como ser livre para aceitar ou nao tal "verdade" na maioria das sociedades islamicas se tal religiao vem determinada desde o berco?
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Novamente: nao existe liberdade para aceitar a tal "verdade" nessas sociedades. Quem nasce muculmano nao pode deixar o Isla. Isso eh aceitar uma verdade? Claro que nao! Eh justamente a imposicao de algo. Eh uma obrigacao para a maioria dos muculmanos, e ai daquele que ouse renuncia-la, ai daquele que ouse desobedece-la! Ou isso, ou a morte. Enfim, como podem ver, nada como os entendimentos da religiao da Paz!
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E pensar que aqueles que faltam com a honestidade preferem dar piruetas e vir com o costumeiro bla bla bla.
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E este topico, como nao podia deixar de ser, tenta mostrar as consequencias da doutrina islamica de guerra (representada pela jihad).
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Mais um pouco da jihad-de-fantasia-fantasma:
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22 de Janeiro: Indian airports on hijack alert
. http://news.bbc.co.uk/1/hi/world/south_asia/8473937.stm
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21 de Janeiro: Estupro na Arabia Saudita? O criminoso sai livre enquanto a vitima recebe 100 chibatadas
. http://www.abs-cbnnews.com/pinoy-migration/01/21/10/…ed-ofw-saudi
Cristianismo e islã não divergem nessa questão. Resumidamente, a postura de ambas as religiões é a seguinte: os infiéis podem ter sua religião e não devem ser incomodados, por uma questão de tolerância, não de direito ao erro; ninguém deve abraçar a religião compulsoriamente; aquele que já abraçou a religião, no entanto, entra na jurisdição dela e está sujeito às suas penas. A função dessas penas, como ocorreram na Inquisição ou na jurisprudência islâmica, é impedir que o erro se espalhe através de um indivíduo que deixou a religião.
Por exemplo, a Inquisição não tinha jurisdição sobre os infiéis (judeus e muçulmanos), mas somente sobre os hereges (aqueles que aceitaram uma vez a jurisdição da Igreja, mas resolveram desobedecê-la).
Já o moderno e secular "direito de crer no que quiser" é invenção sem fundamento algum, seja revelado ou não. Claro que, na prática, é essa invenção que tem permitido a membros de várias religiões se instalarem em países cujas origens estão em outra religião (por exemplo, muçulmanos na Espanha). Mas não significa que alguém seja obrigado a reconhecer essa ideia como um direito natural.
Então, você julga o Kur'an quer dizer, você se acha com a capacidade de afirmar que o Sagrado Kur'an é um "simples livro"? Sendo assim, posso dizer que outros livros, que apresentam alegorias bíblicas, também são simples?
Prezado Felipe,
Em primeiro lugar, quais razões, levariam um ocidental, como você, a cometer, uma tremenda insensatez, como a proposta, quero dizer viajar a qualquer país, predominantemente islâmico e, escarnecer desta religião? Por outro lado, com que propósito você faria isto? Quem sabe para figurar no “Guinness Book”? A não ser, é claro, que você estivesse levantando a bandeira de alguma variação da jihad: católica, cristã, umbandista, evangélica ou, chafurdando os anais da história, querendo reviver os “gloriosos dias dos soldados de Jesus e suas caricatas cruzadas”. Posso te garantir que a reação local seria, em igual proporção, àquela aplicada à minha pessoa, caso eu resolvesse atear fogo na bíblia em plena Praça de São Pedro, no Vaticano, em Roma. É provável que a reação fosse idêntica a dos católicos ensandecidos, aqui em São Paulo, quando aquele energúmeno pastor evangélico chutou a imagem de Nossa Senhora Aparecida. No entanto, eu jamais pensaria em ir até Roma para queimar uma Bíblia. Confesso que iria para absorver toda a cultura que me fosse possível, seja ela de que origem eclesiástica for. Quanto à lista de nomes que você citou, só conheço aquele idiota que escreveu os tais “Versos Satânicos” e, na mesma linha dos meus questionamentos anteriores, teço o de agora: quais as razões que o levaram a escrever aquela sandice? Dinheiro, of course!!!
Felipe,
Aponte-me uma única religião que escarneça de Jesus, o Cristo aqui no Ocidente e, mesmo no Oriente. Seria, por exemplo, a umbanda, os evangélicos, os budistas, os judeus, os muçulmanos? Caso eu esteja enganado, todas estas religiões o reconhecem, o respeitam e o aceitam como profeta. Garanto-lhe que os blasfemos não são assassinados aqui no Ocidente, por conta dos desvairados fanáticos, simplesmente por estarmos em um estado laico, onde religião e estado encontram-se quase que harmoniosamente separados. Perfeita, mas, totalmente dúbia e tendenciosa sua segunda resposta: “você só não faria porque correria o risco de ser executado”. Se não fosse por esta única razão, certamente, você talvez até, passearia pelas ruas de Ryad chutando o Kur’an, certo? Apenas para satisfazer o seu ego, o seu instinto católico, o seu ódio contra tudo aquilo que lhe possa representar a mais ínfima ameaça à sua religião. Na seqüência, você corrobora o que eu acabo de escrever: “mas, quem faz, deveria ter o direito de ter liberdade de fazer isto”. Isto, o que? Escarnecer gratuitamente de um credo, da religião que hoje reúne mais de um bilhão de pessoas em todo o mundo? Quer dizer que escarnecer gratuitamente de outra religião que não seja a sua, é demonstração de “civilidade cristã”? Você me garante que eu posso cuspir na cruz no meio da Praça de São Pedro, no Vaticano, em Roma e receber apenas uma admoestação nos moldes da “civilidade cristã”? Que liberdade de culto você defende para os afegãos, para os sauditas, para os iranianos, para os somalis, para os sudaneses, catarianos, mauritanos, iemenitas e paquistaneses? Seria a mesma liberdade que a Igreja Católica defende para aqueles que não seguem suas liturgias? Você como pessoa desembaraçada, deve saber que os escravos negros traficados para o Brasil, jamais gozaram de qualquer tipo de liberdade de culto por parte da Igreja Católica.
Tanto isso é verdade que, para poderem manter viva sua memória e sua cultura foram obrigados a fundir divindades africanas e católicas como única forma de poderem cultuar seus deuses. O resultado é a descaracterização completa de uma riquíssima cultura trazida pelos grilhões, transformada em um caldeirão inexplicável de crenças. Encontramos em um terreiro de umbanda imagens de Jesus, São Jorge e Nossa Senhora Aparecida dividindo espaço com Iemanjá, Preto Velho e outras divindades. Bastante brandas as penas praticadas pelos países cristãos: indignação, horror e, no máximo, ostracismo. Perceba que existe, até mesmo, em suas palavras, um ódio que vai crescendo sutilmente partindo da indignação até o ostracismo. Ostracismo, nos dias de hoje? Volto a afirmar que a pena orbita estas opções porque vivemos em uma sociedade laica, do contrário, outras penas estariam disponíveis. E já que você falou em fatwa seria interessante saber que elas não representam apenas “o lado negro do islamismo”.
“Mauritânia decreta fatwa contra mutilação genital feminina
LAURENT PRIEUR E ABDOULAYE MASSALATCHI - REUTERS
NOUAKCHOTT - As iniciativas para erradicar a tradição da circuncisão genital feminina na África Ocidental ganharam força com uma fatwa contra a prática na Mauritânia e sanções em Níger contra as mães que obrigam suas filhas a segui-la.” http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,mau…499988,0.htm
Tem também a a história do motorista que pegou a moça e a deixou na porta do cemitério, e ela disse a ele para ir na casa da mãe receber o dinheiro da corrida. Quando chegou lá, descobriu que a filha da mulher já tinha morrido cinco anos antes...
Vc quer dizer que largar o Islamismo é um mal? Agora o que se converte ao Islã faz um bem?
É evidente! A religião frente a Deus é o Islam, creia quem quiser, descreia quem quiser.
A questão da liberdade religiosa é inerente a todo ser humano. Não dá pra aceitar que um simples livro - Corão - seja mais importante do que o direito humano de crer naquilo que preferir.
Então pelo jeito o ser humano pode crer naquilo que preferir, a menos que ele prefira crer que o corão seja mais importante que isso...