3) "Isso é absurdo porque são visões em planos diferentes e baseados em princípios totalmente diferentes. "
RESPONDO:
Posso até concordar em parte com essa última. Os exemplos poderiam ser melhores, reconheço. No entanto, o que eu quis dizer é que assim como você pode demonizar as causas dos nossos problemas (terrorismo, relativismo, bolivarianismo etc) um terrorista, por exemplo, pode demonizar o lado de cá, transfornmando-nos aos olhos dele a encranação de Satan ou do Mal.
Ou seja, o primarismo de se atribuir uma causa sobrenatural ao que não tem nada de sobrenatural (que é o que sustento, pois para mim são ações coordenadas contra o estilo de vida da sociedade judaico-cristã ocidental e, consequentemente, anti-americanas) pode aparecer dos dois lados, mas cabe a nós, por sermos a sociedade mais avançada, mais culta etc vigiarmos para não cairmos nessa armadilha maniqueísta.
RESPONDO:
Digamos que eu me equivoquei sobre o que você estava dizendo, mas você há de reconhecer que também não estava sendo muito claro. Até porque este nem é um assunto que tenha detalhes tão importantes, por isso, penso que tanto você como eu escrevemos sem maiores preocupações.
No entanto, a minha pergunta persiste. Qual é, afinal, a sua opinião?, uma vez que eu tentei decifrar os seus coments, mas, burramente, não consegui.
"Dessa forma ele TENTARIA tornar a Terra um inferno. Ocorre que você disse que a grande maioria das pessoas já estão se fechando para a transcendência."
Sim. Isso não é apocalíptico, na medida em que é um processo ainda em execução e passível de retorno. Se não houvesse retorno creio que já estaríamos ferrados. Mas, enfim, o futuro a Deus pertence.
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Convergência ou encadeamento?
Bom... creio que convergência, mas isso é muito minha opinião e baseado em tudo o que foi colocado aqui. Se a transcendência está, digamos, minguada para os homens, resta menos possibilidade de fuga e de caminhos independentes frente ao caos (caso a convergência estoure no caos) ou à homogeneização geral.
Os planos globais de planejamento, seja ele globalista, comunista ou radical islâmico, procuram criar um norte para que todos convirjam. A unidade do mundo é a condição política mais eficaz para que o homem dê as costas para o Absoluto. Se estivéssemos caminhando para o caos não se poderia ter controle sobre a ordem psíquica e espiritual do homem. No caos sempre há os que resistem ao caos e lançam as sementes para a emergência de uma civilização baseada na ordem e na liberdade interior. Vide os monges cristãos que salvaguardaram a sabedoria e o conhecimento, tanto religioso quanto da Grécia antiga, de duas ondas de invasões bárbaras na Europa (sécs V-VI e X-XII).
A princípio a unificação técnica do mundo ajuda na unificação política do mundo. Isso não ocorreria se não houvesse a concentração administrativa dessa técnicas em poucas mãos, como diz o Olavo em relação às grandes empresas de comunicação e à associação de multibilionários com os Estados nacionais (para sufocá-los, claro). Globalização econômica não é sinônimo de globalismo, mas fornece os instrumentos para globalizar tudo o mais, inclusive o pensamento.
1) 'Isso não é apocalíptico, na medida em que é um processo ainda em execução e passível de retorno".
RESPONDO:
Agora você disse algo inteligente, que é o que eu espero sempre de você. Sou obrigado a concordar com essa frase, por considerá-la, honestamente, irrefutável. Por isso eu trocaria "apocalíptico" (que é um termo determinista demais, você tem razão) por "catastrófico" (que é o sentido exato que você deu aos seus argumentos).
2) "Se estivéssemos caminhando para o caos não se poderia ter controle sobre a ordem psíquica e espiritual do homem"
RESPONDO:
Concordo, no entanto o Apocalipse bíblico não é exatamente um caos (no sentido de falta de organização), uma vez que a Besta estaria coordenando as catástrofes e todas as abomináveis carnificinas. A minha preocupação é que as pessoas comecem a se desesperar, acreditando que tudo isso aí é o sinal do final dos tempos, devido a uma interpretação fundamentalista e equivocada da Bíblia.
Já entendi que você não tentou descreveu o Apocalípse, no sentido bíblico, mas não me pareceu esse o caso de outros comentaristas dessa anti-comuna, inclusive nesse tópico. Aliás, para ilustrar o meu ponto de vista, lembro que o próprio professor apresentou uma gravação de um ouvinte do TOS, na qual o mesmo descreve uma "profecia" alarmista sobre o final dos tempos que ele mesmo teria recebido de ninguém menos do que de Deus.
"creio que convergência..."
" Os planos globais de planejamento, seja ele globalista, comunista ou radical islâmico, procuram criar um norte para que todos convirjam."
RESPONDO:
Segundo a Priscila, tudo isso TEM QUE TER algum significado, que ela não sabe bem qual é; e, embora todas essas coisas se ENCADEIEM, ou tragam dentro de si uma certa identidade, na verdade ela não tem certeza de que sejam causa-e-efeito umas das outras.
Portanto, segundo entendi, acho que você quis dizer que nem só convergência e nem só encadeamento, pois seriam fatos sem a mesma origem causal porém convergindo para um mesmo norte, apenas por interesses estratégicos.
Eu respeito o seu pensamento, porém discordo e vejo uma mesma origem: os psicóticos movimentos revolucionários, que pretendem mudar o mundo, sempre , é claro, no intuito de para construir uma sociedade "melhor e "mais justa", ou mesmo "totalmente perfeita" ou utópica.
OdeC vem pesquisando isso para o seu novo livro. Também é evidente que a ONU e a NOM estão nas mãos de Bilderbergs e marxistas, unidos pelos mesmíssimos objetivos; a construção um mundo sem Estados nacionais e com um governo forte e centralizado.
Finalmente, eu fico bobo em observar como algumas pessoas bem intencionadas defendem exatamente o contrário do que OdeC defende, sem ao menos tentar refutar os argumentos do professor, os quais eu só não citei aqui para corroborar a minha argumentação defendendo o ENCADEAMENTOde todos esses fatores, por considerar desnecessário, uma vez que todos aqui conhecem, de cor e salteado, os textos e o pensamento do Olavo
"Portanto, segundo entendi acho que você quis dizer que nem só convergência e nem só encadeamento, uma vez que, para vc, seriam fatos sem a mesma origem causal porém convergindo para um mesmo norte, apenas por interesses estratégicos."
O processo revolucionário, ao que me parece, tende para uma convergência. Aqui tomo convergência apenas o objetivo final do processo. No sentido concreto (deixemos a transcendência de lado), convergência porque o mundo tende a unificar-se numa mentalidade comum, seja ela baseada no mito do progresso, do "Fim da História" (que tem o progresso como carro-chefe), do holismo cósmico, ou seja lá qual merd* mais for. Mesmo que as nações mantenham traços de suas culturas originais, elas trabalharão para a construção de um "novo mundo", mundo esse erguido por uma perspectiva comum, ao que o Olavo define como mentalidade revolucionária.
O Olavo afirma que s mentalidade revolucionária teve inicio de dentro da Igreja Católica através de doutrinas heréticas que, mais tarde, se desmembrariam em diversas doutrinas (como as ideologias modernas). Por mais que variem os conteúdos doutrinários e ideológicos, essas cosmovisões mantém a mesma estrutura de pensamento. Nesse caso, haveria uma origem comum para que todos os eventos convergissem para um final comum.
Independentemente de ser o projeto globalista, comunista ou radical islâmico que ganhe o combate, é a mentalidade revolucionária, em última instância, que triunfará; é o pecado original que, redeterminando o que o bem e o mal segundo a sua arbritrariedade, erguerá um mundo à sua imagem e semelhança.
Eu já discordei de OdeC em diversas ocasiões, mas, com o tempo, fui vendo que muitas vezes o professor está sendo pedagógico ao invés de "metódico" (detalhista) com o ótimo intuito de nos passar uma parte dos seus conhecimentos.
Por exemplo, ao dizer que Freud, Skinner, Nietzsche ou Marx são bestas e o que cada um deles escreveu é "uma bela merda", ele está, obviamente generalizando. Certamente o professor sabe que , assim como defendia Mário Ferreira dos Santos, devemos buscar o que tem de bom em cada uma dessas "filosofias" (pensamentos), ao invés de descartá-las totalmente.
O que ele quer é nos alertar para não caírmos em armadilhas, absorvendo pensamentos de segunda categoria (filosoficamente falando) antes de ter uma base sólida de Filosofia grega, particularmente de: Sócrates, Platão e Aristóteles. O pensamento desses 3 gênios junto com o dos escolásticos reduzem a pó quase tudo que se tenha escrito antes ou depois deles, mas nem por isso devemos menosprezar totalmente, por exempo, a noção "burguesia alienada" de Marx, de neurose freudiana ou de "espírito de rebanho" de Nietzsche.
Contudo, sobre a origem desse fenômenos todos listados pela Priscila eu sou obrigado a concordar com o professor, uma vez que , com o passar do tempo, vai caindo o véu e a máscara do pensamento revolucionário, que prefere agir sempre, como sabemos, às escondidas, gramscianamente
1) Marcos, muito bom o seu último comentário! Concordo com o que disse o professor.
2) Outra coisa que me chamou a atenção neste tópico foi essa sentença da Priscila:
"E também fiquei refletindo a respeito da dificuldade de se discutir esses temas com essas pessoas – é como se houvesse uma real IMPERMEABILIZAÇÃO de seus processos intelectuais..."
RESPONDO:
Eu também sinto a mesma dificuldade em conversar sobre algum assunto mais sério com a maioria absoluta das pessoas. Mas nem precisa ser sobre bolivarianismo ou NOM. Basta tentar falar sobre Gramsci que , para minha surpresa, NINGUÉM do meu círculo de amigos e familiares (com "bom nível cultural") conhece.
Portanto, as pessoas estão completamente alienadas e o mais surpreendente é que, mesmo aquelas que se consideram bem informadas, que moram na Europa, que tem diploma acadêmico ou estudantes universitários, não fazem idéia do nome do ministro da Educação, por exemplo. Também não tem a menor idéia do que seja o "Programa de Direitos Humanos" do PT e muito menos que o PT tentou, por três vezes em sete anos à frente do governo, criar a censura prévia governamental para a mídia.
O pensamento intuitivo, parte do pressuposto de que há relação. Você pode estar se deixando enganar pela sensação do modo de pensar, ao invés de focar no que está pensando.
Sobre o que foi dito por vcs que hj em dia nao se pode conversar na mesma lingua com as pessoas em volta, que elas nao entendem, que parecem estar meio demenciadas acho que tem a ver com um cardapio maior, digamos assim.
Antes as pessoas experimentavam o estrangeiro qdo iam pra outros lugares distantes. As do mesmo lugar viviam as mesmas coisas ou ao menos sabiam mais ou menos o que as outras viviam. Liam o que tinha no seu pais, escutavam as mesmas coisas noticias, musicas, etc. O saber vinha de autoridades e cada qual estava restrito ao que seu lugar oferecia.
Hj em dia ateh na censurada China experts dizem que todos que entendem de informatica podem furar o cerco chines e acessar facilmente o que bem entendem.
Nao precisa de ninguem perto pra aprender o que quiser.
O Vaticano disse que 'ateh Deus tem seus direitos' e anuncia nesse sabado que vai evangelizar via midia.
O enxadrisra numero um do mundo, o noruegues de 19 anos, disse que aprendeu a jogar soh jogando no c0mputador.
Qualquer resultado de exame medico ou mesmo as coisas mais recenters sobre qualquer enfermidade qualquer site bom e especializado da de dez a zero em mutos medicos. Um tsunami da vida desbanca o poder da tv de seu pais ao mostrar ao mundo que locals, nesse caso-e em muitos outros, com seus cels e youtube da vida valem mais.
Qualquer um pode fazer seu blog, importar livros, coisas censuradas podem ser acessadas, qualquer musico, streaper, cientista pode revelar ao mundo seus talentos e o cardapio ta imenso.
Cada pessoa compoe seu bouquet como quer e como pode sem precisar que as pesoas em volta compartilhem. Claro que se compartilham menos vao ser mais estrangeiras umas as outras que se compartilhassem.
Ateh as farras ja nao sao compartilhadas com quem ta em volta!
Alguem na tv comentou que perguntou aa filha se fora uma farra a volta da excursao da escola. Imaginou que devia ter sido como eram as voltas de excursao em outros tempos: todo mundo fazendo algazarra, todo mundo ao menos ouvindo as mesmas musicas, rindo das mesmas piadas. A filha disse que foi um silencio legal pois cada um vinha ouvindo seu Ipod. Cada um com sua musica e seus pensamentos.
Se alguem for falar com outra pessoa que leu mesmos autores, que ouve os mesmos TOSs e frequenta mesmas comunidades claro que vao se entender mais facilmente e vao se achar mais afins. Senao tem que fazer como as pessoas faziam com estrangeiros: entender que as palavras teem significados diferentes, entendimento eh difeerente, valores idem, sonhos mais ainda. Nem por isso piores. E esmiucar entendendo que nao vai ser de uma hora pra outra que ele entendera bem ou tera fluencia.
Se por um lado hj em dia as pessoas estejam mais 'diferenciadas' qto quem ta em volta...por outro lado eh facil, facil encontrar seres geniais, fantasticos, que sao 220 plugados na corrente certa: basta achar num facebook ou orkut da vida pessoas que se interessam ou leram mesmos autores, viram mesmos filmes, leram mesmos blogs-ou afins- e pra quem, portanto, nao eh preciso traduzir nada, mesmo que vivam na Korea, ou Finlandia.
Ou perdi algo?
Amigos, estou com problemas técnicos no meu PC, o que me impossiblitará de partcipar mais ativamente dos debates aqui da "OdeC", por um tempo. Vou ter que chamar o técnico de manutenção do meu pré-histórico "computer".
Não posso dialogar com a Mari, por exemplo, que, parece, matou a charada e indica a internet como saída aos que sentem falando com as paredes, nos dias atuais.
No entanto, encontrei um texto de OdeC excelente que, sincronisticamente prece-me se encaixar perfeitamente nos temas aqui expostos:
" Nenhum dos elementos da Nova Ordem Mundial que ele nos apresenta pode ser concebido separadamente. Não se pode controlar administrativamente as emoções humanas sem a ajuda química (as pastilhas de soma), nem habituar as multidões à satisfação bovina de uma auto-hipnose permanente sem controle laboratorial de suas predisposições genéticas; nem, muito menos, fazer tudo isto ao mesmo tempo na escala limitada de um Estado nacional, sem o controle simultâneo de todo o globo terrestre. Mundialismo, controle genético, adestramento comportamental e intoxicação coletiva não são dados soltos para a mente construir com eles uma utopia: são órgãos solidários e inseparáveis de um mesmo e único sistema. Onde quer que apareça um deles, os outros o seguirão, mais cedo ou mais tarde. A lógica deste romance imita e condensa a lógica da História." O
"Uma boa descrição parcial desse estado de coisas encontra-se no livro de Pascal Bernardin, Machiavel Pedagoge ou le Ministère de la Réforme Psychologique (Paris, Éditions Notre-Dame des Grâces, 1998), que analisa as técnicas educacionais hoje padronizadas em todo o mundo sob os auspícios de governos e de prestigiosos organismos internacionais. As conclusões do seu exame são duas. Primeira, a educação das crianças no mundo de hoje despreza a sua formação intelectual e se dedica quase que inteiramente ao adestramento comportamental dos perfeitos cidadãozinhos da Nova Ordem Mundial.
Segunda: as técnicas usadas para esse fim pouco têm a ver com o que que se denominava tradicionalmente “pedagogia”, mas se constituem essencialmente de manipulação pavloviana. Que isso ocorra simultaneamente a experimentos de clonagem humana, à formulação de uma ética padronizada para abolir todas as diferenças culturais e religiosas, à instauração de um poder médico global incumbido de receitar e vetar condutas a pretexto de higiene e saúde, à criação de tribunais mundiais para impor à toda a humanidade o direito penal de Wells, Bouvard e Pécuchet -- nada disso é coincidência, nada disso é síntese mental de dados esparsos. É a unidade de um sistema de erros, cujas sementes Aldous Huxley identificou em 1931 e cujo crescimento ultrapassou, em velocidade, os seus mais sombrios diagnósticos"
O mesmo texto também traz uma descrição da superioridade do pensamento "intuitivo" (ou apreensão direta) sobre o "racional" e "lógico" (apreensão simbólica ou indireta), assunto, inclusive da aula número 15 do Seminário de Filosofia, a qual, coincidentemente(?), eu estava assistindo, quando encontrei o texto, pouco antes de detectar um problema técnico no meu computador:
'Segundo Zubiri, não existe aquela coisa kantiana de dados sensíveis brutos, caóticos, colhidos pelo corpo e sintetizados na mente segundo padrões a priori. A percepção humana é, inerentemente, percepção intelectiva ou, na fórmula zubiriana, “inteligência senciente”. Isto tapava, de um só golpe, o abismo que três século de idealismo filosófico haviam cavado entre conhecimento e realidade. “Realidade”, diz Zubiri, é o aspecto formal que o ser oferece à percepção humana. Não há uma “coisa em si” a ser apreendida para além da percepção, porque, precisamente, o que o ser oferece à nossa percepção é o seu “em si” e nada mais, ou, como diria Zubiri, aquilo que ele é “de suyo”, de seu, de próprio, de real.'
"Não posso dialogar com a Mari, por exemplo, que, parece, matou a charada e indica a internet como saída aos que sentem falando com as paredes, nos dias atuais."
Nao, eu nenhum momento disse isso embora nao me preocupe vc nao ter entendido nada e muito menos nao dialogar comigo.
O que eu disse eh, 1- o que antes o que as pessoas aprendiam liam, estudavam, ouviam dependia do que tinha em volta, poucos livros, poucas revistas especializadas, poucos filmes feitos por ano. Tudo que chegava aa maioria das pessoas tinha relacao com o lougar em que viviam, com sua escola. Nao tinha como debater com gente com mesmo interesse e ateh mais tarimbada como tem hj. Nao tinha nem como saber qu certas coisas, ideias, livros, debates, publicacoes existiam. Ateh pra consultar especialistas elas estavam meio que dependentes de quem tinha em volta de seu lugar-lugarejo ou nao.
Isso a internet desbancou. Ateh na censurada China como dizem experts em informatica de grandes empresas.
O outro ponto eh que antes as pessoas compartilhavam esse muito menor volume de coisas com quem estava em volta, logo, obvio, a linguagem era comum, digamos assim. Hj em dia as pessoas debatem com pessoas que moram em outros lugares, nao sao de seu rol, como por exemplo nesse papo aqui. E nao debatem necessariamente com seu vizinho ou com familiares. Pra um vizinho ou familiar entender essa comunidade vai demandar mais tempo do que um que leu Olavo e outros autores que Olavo leu, ou ouviu TOSs, ou leu as cronicas do jornal. Com esses ha que ter mesma paciencia e compreensao que antes se tinha com estrangeiros, es decir, alguem que nao tinha mesmas referencias.
Logo, antes qdo alguem falava obvio que todos que tavam em volta tinham mais nocao do que queria dizer, nao soh porque se relacionavam mais como tambem porque o cardapio era menor e coimum a todos.
E outras coisas mais que coloquei desse topico e apenas em relacao a essa sensacao de que os que estao em volta nao falam mesma lingua e estao mais dementes que no passado.
Infelizmente não tenho tempo, por esses dias, de ler este tópico que, ao que parece, tomou um rumo bastante interessante. Restringir-me-ei a um breve testemunho que, se interessar a alguém (beh, duvido), retomarei pelo final da semana.
Quando saí do Brasil (e estou a falar de menos de seis meses atrás, embora tudo já me pareça mui distante), encontrava-me profundamente desiludido com a academia e a vida intelectual. Parecia-me que o destino de quem se recusa a encarar a verdade como uma convenção utilitarista seria análogo ao do ermitão que se encrusta em uma caverna com seus livros, na companhia tão só de uma lanterna.
Devo dizer que nem mesmo em minhas melhores esperanças pensaria em encontrar aqui - uma Igreja tão surpreendentemente íntegra; - uma Universidade tão digna do título. Ainda há amigos da sabedoria no mundo, e com um pensamento muito mais vibrante do que se poderia supor. Dos pré-socráticos a Aristóteles, o saber antigo ainda vive e não abandonará tão cedo as cátedras milenares. Nem tudo são flores, é certo, mas se posso transmitir-lhes algo, que seja a certeza de que não estamos sozinhos e nem fadados à reclusão impessoal de textos em redes sociais.
1- Haveria uma convergência casual ou um encadeamento de diversos acontecimentos?
2- A sensação de isolamento que alguns de nós podem sentir ao tentar falar desses assuntos, aparentemente impreceptíveis (ou sem importância) para a maioria das outras pessoas, como, por exemplo, a NOM e o relativismo.
Portanto:
1- O texto que indiquei do Olavo serve como apoio para o ponto que defendi, desde o início, nesse debate: o encadeamento.
2- O mesmo texto também comenta como a alienação da maioria das pessoas foi propositalmente calculada, segundo OdeC, através do sistema educacional, produzindo, assim, pessoas sem formação intelectual adequada e defensores de uma NOM.
Cá estou com o meu ruidoso computador (que está tremendo tal qual um terremoto) a digitar de algum ponto para me comunicar com você que está em algum outro lugar, provavelmente, distante. Isso prova que, apesar da sensação de solidão devido à alienação das pessoas, a internet pode servir como um "remédio" ou "antídoto" para esse isolamento intelectual (2).
Portanto, minha cara, eu estou CONCORDANDO com você quando digo que "matou a charada" , pelo menos no que diz respeito a esse isolamento intelectual descrito pela Priscila. Não houve nenhuma ironia da minha parte. Lamento se me expressei mal.
Na verdade, o link que indiquei e os trechos que publiquei referem-se a dois textos e não a um. Esses textos são homônimos de livros de Aldous Huxley:
1- "Admirável Mundo Novo"
2- "A Ilha"
Com eu havia dito antes (ver link abaixo), para manipular os "inocentes úteis" e transformá-los em massa de manobra, basta um conhecimento básico das funções psicológicas dos seres humanos para que se efetue esse controle social. Também disse que Skinner demonstrou como a maioria (mas não todos) os seres humanos são tão manipuláveis quanto cobaias, através da recompensa positiva (reforçamento). Em "Admirável Mundo Novo", OdeC não fala das teorias de Skinner, mas das de Pavlov (principal influência nas teorias de Skinner).
Relativismo, New Age (religião "ecumênica"), prazer sexual ilimitado, alienação, controle da mídia, lavagem cerebral, mensagens subliminares etc, ou seja, quase todos os temas listados pela Priscila, estão presentes nesses dois estudos. Grande Olavo!