Mais de 50 milhões de estadunidenses – um recorde para o país –, mais outros que o apóiam votando pelo candidato opositor, que assumiu teses similares, delegaram a George Bush a legitimidade interna para intensificar sua política de militarização dos conflitos mundiais. A declaração de estado de sítio e o novo massacre em Faluja inauguram o segundo mandato de Bush em grande estilo, revelando o que o mundo pode esperar dos próximos quatro anos de governo norte-americano.
Se o cálculo é de 100 mil iraquianos mortos desde a invasão do país pelas tropas anglo-americanas, podemos prever não menos de outros 500 mil mortos, além dos feridos, desalojados, órfãos e viúvas, vítimas da destruição de casas, de cidades, de locais religiosos, de tudo o que represente a identidade de um povo que se busca extinguir. Este é o governo e a guerra que a opinião pública estadunidense escolheu – o que supõe seja a tranqüilidade e a proteção para suas vidas cotidianas e a destruição e o massacre para os que resistem a seus projetos imperiais.
Essa doutrina belicista se corresponde com duas outras: o liberalismo econômico e o fundamentalismo de costumes. Tropas de destruição no Iraque, missões econômicas pelo mundo afora e núcleos religiosos fundamentalistas por todo o país. Esse é o contingente que coloca em prática o redesenho do mundo que a maior potencia bélica da história pretende realizar.
Essa coalizão mortífera tem encontrado resistências, de diferentes tipos e intensidades, que pretendem construir uma frente de luta por soluções pacíficas e negociadas para os conflitos mundiais. Um frente que freie essa ofensiva estadunidense em Faluja, que com este “exemplo” de uma vontade de não se deter diante de nenhum obstáculo quer fazer cumprir o que acreditam ser sua “missão civilizatória” em todo o mundo.
O Brasil precisa assumir a liderança nessa luta. Não basta lutar para acabar com a fome no mundo. É preciso lutar para terminar com essa brutal máquina de produção de fome, de miséria, de sofrimento, de mortes, de destruição, que são as políticas belicistas.
Que o Brasil lance um apelo à formação de uma frente pela guerra zero, pela violência zero, pelos bombardeios zero. Sem isso, não haverá o fim da fome no mundo. Se conseguirmos o guerra zero, teremos os recursos, dedicados hoje pelas grandes potencias mundiais – as mesmas que ocupam os postos permanentes e com direito de veto no Conselho de Segurança da ONU – à produção de armamentos, para combater a fome e reconstruir todos os desastres produzidos pelas políticas de guerra.
O cansativo é que a retórica é sempre embalsamada por uma pseudo-amabilidade e encharcada em uma tina profunda de hipocrisia e populismo. É a tentação da argumentação fácil, a tentação de jogar para uma torcida débil e manipulável. Acabar (por decreto, como é praxe nos coletivistas) com a fome no mundo com o uso dos orçamentos militares é tão cretino quanto imbecil. E a anta ainda faz alusão ao programa fome zero (um dos maiores balões de ensaio da história petista) e conclama o Brasil (logo o Brasil) a liderar essa “luta”!?
Em que $#%^&* o Brasil opina? Vai fazer o que, declarar guerra aos EUA?
Fico abismado com essa impressao de que o brasileiro medio tem de que as potencias mundiais de verdade levam o Brasil a serio. O Brasil e' a piada do mundo, vide este tipo de texto. E' sempre assim, o Lula vai aa Europa e imediatamente quer ensinar a Alemanha a fazer justica social e combater a fome e os EUA a fazer democracia. So' mesmo o protocolo e a etiqueta impede os lideres mundiais de rir na cara do nosso querido presidente.
...Não basta vontade apenas do presidente e do ministro, é preciso uma vontade coletiva para exercer essas funções de combate ao crime organizado”, afirmou. “Como o Zeca Pagodinho diria, essa gente que vocês querem pegar tem bala na agulha. Ou como o Ratinho diria, tem café no bule”, acrescentou o presidente...
Depois que o Lula disse isso lá fora, dá pra esperar de tudo. Será que o Sader redigiu este discurso ?
Fico imaginando a tradução simultânea:
"Like Zeca Little Pagode would say, these people you wanna catch has bullet on the needle. Or like little mouse would say, they have coffe on the pan"...
Queria ver a cara dos gringos, não entendendo nada, mas fazendo cara de que entendeu.
As palavras do sr. Emir Sader são tão podres e escrotas que elas sequer servem para reserva de adubo do terreno baldio em frente à minha casa.
Essa história de que a Guerra no Iraque matou 100 mil pessoas não é verdade. Eles estão somando as potenciais vítimas de um país com infraestrutura arrasada, problemas de abastecimento, saúde e probreza (problemas que, enquanto a ONU fazia o embargo comercial, foi profundamente agravado pela família de Saddam com sua fortuna estimada em mais de 2 bilhões de dólares!!!). Podemos, então, dizer que a crise econômica de 1999 no Brasil matou tantas milhares de pessoas por falta de recursos do Estado e etc, para, com isso, colocar o FH e todo o governo de seu mandato em Bangu 2! Um absurdo!!!!!!
Os 100 mil mortos seriam exatamente aqueles que o sr. Sader afirmam ser os 500 mil, sendo que ainda por cima ele restringe a mortandade entre feridos, desalojados, órfãos e viúvas. Coitados. Além de já terem sido condenados à morte por Sader, o Iraque está com um grave problema demográfico.
Também acho que o Brasil deveria fazer uma campanha mundial. Uma campanha para mandar o sr. Sader pra Antártida!