Intuição, fé, premonições? Seriam essas experiências apenas produtos do cérebro? Para o neurocientista Mario Beauregard, e a jornalista Denyse O'Leary, as experiências espirituais estão muito além das explicações materialistas. Em 'O cérebro espiritual', os autores refutam as respostas da ciência tradicional, que considera essas ocorrências meros delírios. Além de defender a existência de um estado de consciência mística, no qual seria possível vivenciar aspectos da realidade não acessíveis em outros estados, Beauregard e O´Leary explicam como nossos neurônios atuam durante esse tipo de experiência. Por meio de uma pesquisa com freiras carmelitas, eles apresentam evidências que contestam o pensamento convencional e convidam o leitor a se perguntar se foi Deus que criou o cérebro ou o cérebro que criou Deus.
Encontrei hoje na Livraria da Travessa do Shopping Leblon e ainda não comprei; este será mais um livro que, devido a razões econômicas, terei de ler na livraria hehe - pelo menos, até juntar uma grana.
O autor diz que pertence à uma minoria de neurocientistas que não é materialista. Além disso, ele enumera e dá exemplos de que a explicação materialista é insuficiente para explicar a origem da consciência e do livre-arbítrio, por exemplo.
Folheando encontrei muito material interessante que poderemos utilizar emn debates com ateus e outros orangos.
Apesar de apenas ter iniciado a leitura, decidi divulgar para o pessoal aqui da OdeC, este interessante achado.
Hoje, terminei o segundo capítulo. Estou seguindo o "cronograma" e lendo na livraria até juntar os R$ 50, 00 hehe.
Muito bom.
PS: o detalhe é o seguinte; após um mês (ou mais) matando aula no Seminário de Filosofia, retomei os estudos hoje e, para minha surpresa, a Aula 56 - que estou assistindo- , fala EXATAMENTE do mesmo assunto. Uma incrível sincronicidade.
A existência de um "segundo paradigma", que age em consonância com mecanismos racionais clássicos, já mais ou menos estudados - mas PODE agir SOZINHO - é defendida por MUITOS cientistas de primeiríssima linha, como Wolfgang Smith e Roger Penrose.
A interação da razão e da consciência é não apenas algo admitido, mas algo INDISPENSÁVEL para que se consiga entender e explicar o pensamento humano.
Sempre achei fascinante este assunto, conquanto meu ceticismo por causa de todos os livros de auto-ajuda da linha que pouco li e jamais comprei.
Por gentileza, alguém poderia dar um briefing do livro? Tradução, nº de páginas, capítulos? Estou a fim de comprá-lo pela amazon mesmo. Outra coisa: qual a relação deste ponto com a teologia espírita?
_____________________________________________
Sobre outro assunto: outro dia vi uma entrevista do arqueólogo brasileiro Rodrigo P. Silva, estudioso de arqueologia dos tempos bíblicos e regiões, estudou e trabalhou em vários países como Israel, Jordânia, Brasil, Estados Unidos, Turquia, e que disse que há provas MATERIAIS, e muitos testemunhos fora da bíblia que provam a ressureição de Jesus. Ele está pretendo organizar, junto com outros estudiosos e arqueólogos, um compêndio de informações de vários arqueólogos e colaboradores que colocaram o assunto - embora impossível pela ciência - em pauta MATERIAL.
Quando vi a entrevista fiquei curioso, porém ainda cético. Mas ainda não pesquisei nada sobre o assunto. O que me convidou o interesse foi o fato dele não apresentar qualquer motivo religioso nas observações que fez.
creio que o melhor briefing do livro foi dado pelo próprio Olavo no último TO.
Descrição da editora:
Intuição, fé, premonições? Seriam essas experiências apenas produtos do cérebro? Para o neurocientista Mario Beauregard, Ph.D., e a jornalista Denyse O´Leary, as experiências espirituais estão muito além das explicações materialistas. Em O cérebro espiritual, os autores refutam as respostas da ciência tradicional, que considera essas ocorrências meros delírios. Além de defender a existência de um estado de consciência mística, no qual seria possível vivenciar aspectos da realidade não acessíveis em outros estados, Beauregard e O´Leary explicam como nossos neurônios atuam durante esse tipo de experiência. Por meio de uma pesquisa com freiras carmelitas, eles apresentam evidências que contestam o pensamento convencional e convidam o leitor a se perguntar se foi Deus que criou o cérebro ou o cérebro que criou Deus.
Índice:
Introdução
1 Para uma neurociência espiritual
2 Existe um programa de Deus?
3 Será que o módulo de Deus sequer existe?
4 O estranho caso do capacete de Deus
5 Mente e cérebro são idênticos?
6 Para uma ciência não materialista da mente
7 Quem vive experiências místicas e o que provoca
8 As experiâncias religiosas, espirituais ou místicas mudam vidas?
9 Os estudos carmelitas: uma nova direção?
10 Foi Deus que criou o cérebro ou foi o cérebro que criou Deus?
Notas
Glossário
Bibliografia
Índice remissivo
"O resultado mais marcante do trabalho foi a identificação de pequenas regiões situadas no córtex cerebral posterior cuja remoção causou aumento estatisticamente significativo da espiritualidade dos pacientes.
Quando a remoção de uma região cerebral causa aumento de uma função, os neurocientistas interpretam o resultado atribuindo a essa região um papel inibitório. Isso significa que alguma outra região (ou regiões) produz os “sentimentos oceânicos” a que se refere Freud, mas é normalmente inibida pelo córtex parietal posterior em maior grau em algumas pessoas do que em outras. Nos pacientes, após a cirurgia, a inexistência dessa região inibitória teria provocado o aumento da autotranscendência observado.
Esses resultados mostram que já vão longe os tempos do filósofo francês René Descartes (1596-1650), dualista ferrenho que considerava distintos e independentes os mecanismos da mente e os circuitos funcionais do cérebro. A mente é um produto do cérebro, e a personalidade que caracteriza a mente de cada indivíduo é possivelmente resultado da inter-relação entre a genética e o ambiente (educacional, cultural) na lapidação dos circuitos cerebrais correspondentes."
Para quem se interessou pelo trabalho do Dr. Mário Beauregard, recomendaria também estes outros pesquisadores, que demonstram fartamente a intervenção do lado espiritual no lado material do indivíduo:
Não sei se é do conhecimento de vocês, mas há também muitos congressos que são realizados, todos os anos, em vários países europeus tendo como assunto principal justamente as relações entre a medicina e a espiritualidade:
Agradeço muito pelas informações. Mas não era realmente o que eu esperava do livro. O que foi apresentado eu já vi e li em várias outras teorias, por vários outros livros. No entando pretendo lê-lo oportunamente assim como outros do mesmo tema.
O livro é excelente. Mostra não apenas as pesquisas que mostram que a mente não tem substrato biológico, como denuncia a parcialidade descarada da mídia a favor de cientistas materialistas, chegando ao ponto de divulgar resultados de pesquisas de forma inteiramente deformada para favorecer os ateus.
Li o livro na primeira semana desse ano e agora posso endossar (como se fosse preciso) o que disse o Olavo: não deixem de ler esse livro, é indispensável!
Além de uma vasta revisão bibliográfica sobre o materialismo histórico nas ciências naturais, um “achado" em meio a tantos livros escritos por materialistas (eu mesmo revi muito dos conceitos tidos como "verdades científicas" a partir desse trabalho do Prof. Beauregard, inclusive baixei os papers originais dos seus resultados obtidos junto com o seu aluno de doutorado Vicent Paquette, estou muito interessado na linha de pesquisa do Prof. Beauregard, espero que ele tenha uma vaguinha pra um pós-doc no futuro, hehehe), é exposta ali uma tese muito sólida.
Em linhas gerais, a tese é que não há (e de fato ele demonstra que não há) um "MÓDULO DE DEUS" no cérebro humano, na verdade a experiência mística e espiritual religiosa (EMER) ocupa diversas áreas do cérebro humano no momento mesmo em que ela acontece, descartando a hipótese materialista anterior que pressupunha a existência de uma área específica do cérebro humano responsável por tais fenômenos – o tal MÓDULO DE DEUS, pois bem, está demonstrado que não há essa área específica.
As outras hipóteses materialistas para a existência da mente como função cerebral responsável, portanto, pelas tais EMERs, tais como a da existência de um "gene de Deus", foram refutadas a nível de revisão da bibliografia, na verdade outros autores já demonstraram que tal gene não existe.
Finalizando, o trabalho deve ser lido não somente pela tese proposta e demonstrada pelo Prof. Mario Beauregard, mas também pela extraordinária revisão da literatura feita por ele, ao contrário do que eu imaginava, há sim uma alternativa à ciência materialista, com muita gente séria envolvida e produzindo muita coisa bacana que precisa ser conhecida. Leiam, não poupem esforços em adquirir o livro, mesmo as partes mais técnicas do livro são inteiramente simplificadas e qualquer leigo pode entender.
O meu livro acabou de chegar. Esse e "O Grande Culpado". Nunca se sabe qual será o destino de uma edição contra a putada vermelha. Comprei. Não lerei ainda, mas tá na mão.
Ontem, 16 de setembro, o Globo Repórter falou sobre Experiências de Quase Morte (EQMs), sobre as quais há muita coisa em "O Cérebro Espiritual". Vale a pena assistir.
O que me incomoda profundamente nestas experiências, sao as conclusoes:
os católicos estao dizendo que confirmam o que pensam...
os protestantes americanos estao correndo pra se apropriar dos resultados..pois eles confirmam o que eles dizem....
e na verdade, após anos lendo sobre o assunto, quem acertou em cheio foram os espiritas!!!!
Tudo o que está nos livros espiritas está sendo confirmado ponto por ponto.
peço desculpas àqueles que nao falam francês ou inglês e que estao interessados no assunto ...nao sei colocar legendas...se um dia alguém me ensinar, farei com prazer!
Neste caso um homem conta como foi salvo do inverno (ele teve uma NDE negativa, ou seja, nao viu luzes , mas trevas, pois era alguém completamente desorientado:
Só uma recomendação quanto à edição brasileira d'O Cérebro Espiritual.
Ele está mal traduzido. Existem parágrafos que dizem o contrário do original.
Vou dar um exemplo:
pág.337 da tradução: "A transformação psicoespiritual que muitas vezes se segue às EMERs envolve mudanças nas ideias, emoções, atitudes, crenças fundamentais sobre o eu e o mundo, e no comportamento. O trabalho de Maslow e os de outros pioneiros como James e Hardy têm mostrado que as EMERs em geral se associam a uma transcendência da identidade pessoal e um maior senso da ligação e unidade com os outros e o mundo. Esse processo de autotranscendência ENFRAQUECE nosso eu transcendental ou espiritual."
pág.291 do original: "The psychospiritual transformation that often follows RSMEs can involve changes in thoughts, emotions, attitudes, core beliefs about self and the world, and behaviors. Maslow’s work and that of other pioneers such as James and Hardy has shown that RSMEs are commonly associated with a transcendence of the personal identity and an enhanced sense of connection to and unity with others and the world.9 This process of selftranscendence AWAKENS one to one’s transcendental or spiritual self."
Ou seja, ao invés de traduzir Awakens por "desperta" traduziu por "enfraquece".
Por essas e outras é melhor ler a tradução com muita atenção para ver as incongruências tácitas que algumas passagens mostram.
Por essas e outras é que é melhor não ler traduções quando isto não for absolutamente inevitável. Porque "TRADUTORI, TRADITTORI" é um ditado muito sensato.
E, por gentileza: a ciência tradicional SE OCUPA do "segundo elemento", sim! Eu já devo ter mencionado umas quinhentas vezes o Dr. Wolfgang Smith, que se ocupa disto exaustivamente, assim como Roger Penrose, outro que afirma há anos e anos que os mecanismos ditos CEREBRAIS são inteiramente INSUFICIENTES para explicar a cognição humana. O modelo do cérebro - ou "racional" - é algorítmico, ou seja: não pode GERAR idéias ou pensamentos que NÃO obedecem, e portanto não podem ser "creditadas", a este modelo.