Cada vez mais me convenço de que vivemos na era dos falsos mártires, das falsas vítimas, como naquele vídeo que postaram aqui na comunidade do garoto que diz que ser ateu no Brasil é como ser católico no inferno. Não só o martírio, mas também a tolerância são os principais alvos dessa banalização obsessiva. Uma colega minha de faculdade me chamou de intolerante e ainda disse que eu era incapaz de ¨pensar outside the box¨ só porque eu lhe disse que não tolero o infanticidio indigena nem com base no principio do ¨relativismo cultural¨.. Duvido que ela mesma tolerasse se visse uma criança sendo enterrada viva na sua frente, mas tudo bem, nem quis debater.
Sinceramente, não entendo muito o porquê desse sentimentalismo público excessivo e na maioria das vezes sem motivo aparente, a ponto de ver perseguição onde claramente não há. No caso dos ateus, já vi homossexuais serem agredidos mas nunca na vida vi um ateu sofrer algum tipo de abuso por ser ateu. Aparentemente, perseguição pra esse garoto do video é o mesmo que ser criticado ou repreendido. Creio que o Roger Scruton pensava nisso também quando escreveu esse artigo que li há algum tempo mas que me veio à tona agora:
http://spectator.org/archives/2009/12/09/totalitarian-sentimentality
O fato é que nesse chororô todo e nesse dramalhão todo que fazem as falsas vítimas, quem sai perdendo mesmo são as vítimas de verdade..