Livros de história estão sendo manipulados !!
Uma geração de doutrinados Por Márcio Leopoldo Maciel
Ele é um dos maiores sucessos do mercado editorial brasileiro. Em 2007, segundo dados da Revista Época, seus livros alcançaram 10 milhões de exemplares vendidos. De acordo com seu editor, eles são usados por mais de 50 mil professores, tanto em escolas públicas, quanto em escolas privadas. Desde 1998, estimativas do MEC, mais de 20 milhões de estudantes usaram a coleção de livros didáticos. O MEC contribui bastante, só em 2005 adquiriu 3,5 milhões de exemplares. Em 2010 as compras foram modestas, mesmo assim, o MEC gastou 2,5 milhões de reais na compra de 77 mil exemplares do volume único para o Ensino Médio. Parece pouco, mas esses números colocam o título entre os mais comprados em 2010 pelo MEC para o ensino de História. Assim, a dicotomia abaixo é conhecida pela maioria dos estudantes brasileiros.
Antes de ligar o milagre ao santo, vejamos o que o MEC diz sobre um dos livros do autor. No Catálogo do Programa Nacional do Livro para o Ensino Médio de 2008, material que auxilia os professores na escolha dos livros didáticos que serão adotados nas escolas, podemos ler o seguinte:
[a obra] problematiza o conhecimento histórico e valoriza a diversidade de possibilidades interpretativas.
É priorizado o ensino voltado para a formação do aluno como um cidadão autoconsciente e crítico.
Há preocupação com a construção da cidadania.
Embora não haja uma discussão explícita sobre conceitos e noções, alguns deles são empregados de forma adequada ao longo da obra.
Estudei o fundamental com esses livros. Até hoje as imagens me "chocaram", lol.
Mas eu não tinha "consciência política" alguma, na época: só decorava para a prova, lol.
Mesmo assim, ainda lembro-me do capítulo sobre a Idade Média que tinha o título de "Idade das Trevas", em letras garrafais e fundo escuro na página de introdução ao capítulo.
No mais, é um livro muito chamativo para crianças por ter muitas imagens, balõezinhos de "falas" e ser bastante colorido.
O que acho mais engraçado é dizer-se "crítico". Lembro-me de professores com os quais brigava que bradavam aos quatro cantos do colégio e da Terra: "SOU UM GEÓGRAFO CRÍTICO!!!1!1". Para eles, ser crítico é ser "marxista". Quem não o é, não é crítico, é "alienado". Totalmente caricato, lol.
Possíveis incompletudes e equívocos dos discursos sobre a questão da disciplina
RESUMO: Este artigo analisa os discursos produzidos ultimamente por educadores brasileiros preocupados com o tema das relações entre educação, disciplina e transformação social. Indica a existência de dois modelos interpretativos que balizam tais discursos e levanta a hipótese de que o equacionamento do tema nos termos desses dois modelos produziria: a desqualificação e a deslegitimação dos procedimentos ordenacionais indispensáveis, seja à ação humana em geral, seja à ação educativa em particular, tendência à anatematização do exercício de qualquer poder ou autoridade, hipertrofia da soberania do eu e das vontades evanescentes do indivíduo e sacralização dos atos espontâneos privados. Tais discursos vêm inspirando práticas educacionais cujos resultados são antagônicos aos explicitamente almejados por esses educadores: educação falhada, aparentemente aberta e democrática, supostamente indutora de transformação social e do posicionamento crítico, mas, na realidade, alienante, conservadora e inibidora de um espírito moderno de cidadania.
"Para o professor Luiz Carlos Faria a sociedade moderna afrouxou no campo dos valores humanos, como honestidade, fidelidade, lealdade, a busca resultados pelo trabalho, pela aplicação, e já está pagando por isso com os rumos errados tomados por muitos jovens, mas a situação ainda pode piorar se não for repensado o papel que cabe à escola e ao que cabe à família na formação dos jovens." http://www.luizdecarvalho.com.br/arquivos/luiz_carlos_farias.htm
A IDÉIA DA UNIVERSIDADE E AS IDÉIAS DAS CLASSES MÉDIAS - Otto Maria Carpeaux
"Ainda uma vez cito Ortega y Gasset: "La peculiarísima brutalidad y la agresiva estupidez con que se comporta un hombre, cuando sabe mucho de una cosa y ignora de raíz todas las demás" (O. C., p. 1291). Eles, porém, os iletrados, têm sempre razão, porque são muitos e ocupam um lugar de elite, esse "proletariado intelectual", sem dinheiro ou com ele, isso não importa. Julgam tudo, e tudo deles depende. Lêem os livros e decidem sobre os sucessos de livraria, criticam os quadros e as exposições, aplaudem e vaiam no teatro e nos concertos, dirigem as correntes das idéias políticas, e tudo isto com a autoridade que o grau acadêmico lhes confere. Em suma, desempenham o papel de elite. São os nouveaux maîtres, os señoritos arrogantes, graduados e violentos; e nós sofremos as conseqüências, amargamente, cruelmente." http://www.olavodecarvalho.org/textos/carp3.htm
Aviso de Alberto Dines & Considerações sobre a universidade - Olavo de Carvalho
"A História mostra, desde logo, que o termo “universidade” é um carimbo genérico aplicado mal e mal a uma pluralidade de coisas distintas, algumas antagônicas. O mais platônico dos essencialistas, espremendo até seu último neurônio, não conseguiria encontrar no céu das formas puras uma idéia capaz de abarcar, ao mesmo tempo, a discere turba volens medieval, sedenta de contemplação teorética, os elegantes institutos de formação de uma casta governante, os núcleos auxiliares para o treinamento de mão-de-obra industrial e as estações redistribuidoras de slogans político-ideológicos – quatro coisas que, ao longo da História, receberam um mesmo nome por motivos que não podem ter sido mais respeitáveis do que o simples desejo de comodidade léxica." http://www.olavodecarvalho.org/textos/dines2.htm
Dois especiais promovidos por Glenn Beck na Fox News sobre doutrinação esquerdista nas escolas americanas. Considero ambos bastante assustadores pelo fato mesmo daquilo dar-se na América, mas nada do que neles é exibido pode ser tido como estranho aos brasileiros.
Os vídeos estão no idioma original e não possuem legendas.
06.05.11 - Mais um especial sobre doutrinação político-ideológica no sistema educacional dos EUA, agora com uma plateia de professores. Glenn Beck está prestando um serviço valiosíssimo à sociedade americana, e creio que se possa aproveitar muito dele no Brasil:
O professor Luiz Carlos Farias da Silva teve destaque na imprensa por ter optado por retirar seus dois filhos da escola para educá-los em casa. O episódio foi parar na Justiça, mas até agora Farias e a mulher, Dayane, vêm colhendo vitórias e a educação dada aos filhos foi avaliada como positiva pelas autoridades educacionais.
Para o professor Luiz Carlos Farias a sociedade moderna afrouxou no campo dos valores humanos, como honestidade, fidelidade, lealdade, a busca resultados pelo trabalho, pela aplicação, e já está pagando por isso com os rumos errados tomados por muitos jovens, mas a situação ainda pode piorar se não for repensado o papel que cabe à escola e ao que cabe à família na formação dos jovens.
O que a família deveria fazer pelos jovens?
LUIZ CARLOS FARIAS DA SILVA - Há estudos bem fundamentados que comprovam que a convivência da criança com o PAI e MÃE biológicos, em famílias estruturadas, com relações duradouras, é fator que predispõe positivamente para uma trajetória favorável de desenvolvimento cognitivo e sócio-comportamental.
O contrário também é verdade?
Sim. Crianças criadas em famílias monoparentais, submetidas a stress, que são levadas muito cedo para a escola, mesmo em condições favoráveis, tendem a não ter uma trajetória de desenvolvimento tão favorável quanto às que passaram a infância protegida em um ambiente que promove a confiança, a segurança e a alegria.
Por essa falha da família, as crianças ficam expostas a influências externas negativas?
Os pais não assumem mais. Deixam as crianças à mercê do computador, da TV, vídeo game, depois mandam para a escola, terceirizam a criação das crianças. Recentemente, três cientistas cruzaram dados do registro civil com os do Ministério das Comunicações e descobriram que há uma correlação muito forte entre a entrada das novelas de televisão no interior do País com a mudança comportamental das famílias. Eles descobriram que a chegada das novelas aumentava o número de separações de casais e caía a taxa de fecundidade. Aumentava o número de divórcios e diminuía o de filhos.
"Há indícios muito claros de que um fator que tem importância grande é o fracasso do aprendizado da leitura lá na primeira série. Cientistas fizeram um balanço do estado da educação, com uma análise da teoria e da prática alfabetizadora brasileira. Resumo da ópera: o Brasil está afastado de tudo o que a ciência produziu nos últimos 30 anos a respeito de alfabetização e os modelos usados não deram certo."
Livro didático faz a apologia do erro: exponho a essência da picaretagem teórica e da malvadeza dessa gente
(...)
Gabriel Chalita, que me lê com enorme prazer secreto, vai pensar: “Esse nome me pertence”, enquanto escreve seu 437º volume sobre filosofia criativa, depois de mandar mais uma carta fofa para o padre Fábio de Melo, aquele que canta e encanta
(...)
Uma coisa é explicar por que uma mensagem fora do padrão formal da língua funciona; outra, diferente, é atestar a sua validade como uma variante da língua. Não dá! Português não é inglês, por exemplo. Na nossa língua, os adjetivos têm flexão de gênero e número, e os verbos, de número. Quem dominar com mais eficiência esse instrumental terá vantagens competitivas vida afora. O que esses mestres estão fazendo, sob o pretexto de respeitar o universo do “educando”, como eles dizem, é contribuir para mantê-lo na ignorância.
A menção a leituras informa que a frase reproduzida no título do post não foi pinçada de alguma discurseira de Lula. Mas os autores do livro didático “Por uma vida melhor” decerto se inspiraram na oratória indigente do Exterminador do Plural para a escolha de exemplos que ajudem a ensinar aos alunos do curso fundamental que o s no fim das palavras é tão dispensável quanto um apêndice supurado. Escrever errado está certo e é correto falar errado, sustenta a obra aprovada pelo MEC.
A lição que convida ao extermínio da sinuosa consoante é um dos muitos momentos cafajestes dessa abjeção impressa que louva “a norma popular da língua portuguesa”. Não é preciso aplicar a norma culta a concordâncias, aprendem os estudantes, porque “o fato de haver a palavra os (plural) já indica que se trata de mais de um livro”. Assim, continuam os exemplos, merece 10 em redação quem escrever “Nós pega o peixe”.
E só podem espantar-se com um medonho “Os menino pega o peixe” os elitistas incorrigíveis. “Muita gente diz o que se deve e o que não se deve falar e escrever tomando as regras estabelecidas para norma culta como padrão de correção de todas as formas linguísticas”, lamenta um trecho da obra. Por isso, o estudante que fala errado com bastante fluência “corre o risco de ser vítima de preconceito linguístico”. A isso foram reduzidos pelo país de Lula e Dilma os professores que efetivamente educam: não passam de “preconceituosos linguísticos”.
Livro usado pelo MEC ensina aluno a falar errado
Compartilhe: Twitter
Livro usado pelo Ministério da Educação
Livro didático de língua portuguesa adotado pelo MEC (Ministério da Educação) ensina aluno do ensino fundamental a usar a “norma popular da língua portuguesa”.
O volume Por uma vida melhor, da coleção Viver, aprender, mostra ao aluno que não há necessidade de se seguir a norma culta para a regra da concordância. Os autores usam a frase “os livro ilustrado mais interessante estão emprestado” para exemplificar que, na variedade popular, só “o fato de haver a palavra os (plural) já indica que se trata de mais de um livro”. Em um outro exemplo, os autores mostram que não há nenhum problema em se falar “nós pega o peixe” ou “os menino pega o peixe”.
Ao defender o uso da língua popular, os autores afirmam que as regras da norma culta não levam em consideração a chamada língua viva. E destacam em um dos trechos do livro: “Muita gente diz o que se deve e o que não se deve falar e escrever, tomando as regras estabelecidas para norma culta como padrão de correção de todas as formas lingüísticas”.
E mais: segundo os autores, o estudante pode correr o risco “de ser vítima de preconceito linguístico” caso não use a norma culta. O livro da editora Global foi aprovado pelo MEC por meio do Programa Nacional do Livro Didático.
Mais um programa dedicado à temática da doutrinação, agora nas universidades americanas. O melhor de todos os programas de Beck que já vi, e o que se aplica mais diretamente aos estudantes brasileiros. Beck defende a formação autodidata, contesta o academicismo e entrevista estudantes universitários que foram além do lero-lero e passaram a agir em seus meios contra a hegemonia da esquerda:
Acabo de ler a interessante notícia - O Globo, sábado, 14/05 - de que o Programa Nacional do Livro Didático acaba de publicar um opúsculo, já devidamente distribuído a cerca de 500.000 estudantes brasileiros, que pretende fazer a defesa do "uso da língua popular". E mais: "ainda que com incorreções", ou o que até então vinha sendo considerado incorreção.
Por exemplo - transcrevo:
"Posso falar'os livro'?
Resposta: Claro que pode. Mas, dependendo da situação, a pessoa pode ser vítima de preconceito linguístico".
Entenderam? Pois é: agora, depois da oficialização da língua do bugre, se você ousar criticar, por exemplo, a construção bugresca "os pé das mesa da sala ficaro tudo moiado por causo das chuva que entrou pelos teiado furado", saiba que você um preconceituoso. Com certeza regulamentarão devidamente a coisa toda, criando as devidas sanções para os renitentes analfabetofóbicos que teimarem em criticar a "língua popular".
Outros exemplos de perfeita legitimidade gramatical citados são -"nós pega o peixe", e "os menino pega os peixe".
A justificativa é um primor de indecência LESA: "Defendemos um ensino bastante plural, com diferentes práticas de comunicação." A oranga que assina a declaração se chama Heloísa Ramos: provavelmente pós-graduada em alguma sandice e contratada por uma pequena fortuna pra fazer este trabalho. Pelo andar da carruagem, entre as "práticas de comunicação" a ser implementadas estarão a de cheirar os genitais dos semelhantes e a marcação de território via urina e fezes.
E ainda há quem não acredite que essa bagaça aqui está nos estertores convulsionais finais...
Nóis aqui que vos fala tem certeza disso. O que vóis pensa nóis num sabe, mas capáiz de ser a mesma coisa.
Isso é somente o início. Querem valorizar o pluralismo linguístico em detrimento da norma gramatical culta.
.
Em pouco tempo, fecharão a ABL, que, entre seus atributos, tem a missão de defender a língua portuguesa, sob a acusação de preconceito. Alguém duvida?
Já havia postado no tópico que foi apagado, mas vamos cá novamente.
Quando fiz a minha licenciatura, tive que ler muita bobagem, muito mesmo, dentre elas as escritas pelo senhor Bagno.
Segue uma análise que tive que fazer de um dos seus livros.
“Por uma reeducação sociolingüística”
O texto discorre sobre a variação lingüística e suas conseqüências sociais, apontando a origem do conceito do erro em língua e todo o seu reflexo social, colocando a reeducação sociolingüística como ferramenta adequada para a socialização do ensino de língua portuguesa.
O erro em língua possui as mesmas raízes das outras concepções de certo e errado que circulam em nossa sociedade. O erro lingüístico nasceu da necessidade de se normatizar a língua grega, ou seja, padronizá-la. Na perspectiva das ciências da linguagem, não existe erro na língua. A gramática tradicional nesse contexto é tida como uma instituição filosófica e carregada de preconceitos sociais, portanto, não avançou em compasso com as outras ciências, todas essas se reciclaram e reviram seus conceitos ao longo do tempo. É na gramática tradicional que a noção de erro surge paralelo à um fenômeno chamado de tradição da queixa, onde se considera que a língua portuguesa segue para um fim absoluto, um caminho sem volta. Nesse contexto a sociolingüística vem nos dizer que nada na língua é por acaso, todas as variações e mudanças que sofre uma língua são produtos socioculturais, processos naturais de reconstrução e que merecem atenção. A partir desse ponto a sociolingüística redefine conceitos e tenta acabar com preconceitos que regem o certo e ou errado do dia-a-dia em línguas.
A posição social passa a ser vista como um divisor de águas, de um lado os falantes prestigiados, os que falam certo. Do outro os falantes das classes menos favorecidas, os que falam errado. A solução parece ser a reeducação sociolingüística, essa proposta pedagógica da variação lingüística defende a idéia da introdução das conquistas das ciências da linguagem, mas, ao mesmo tempo, as dinâmicas sociais e culturais que envolvem a língua. É preciso que alunos e professores sejam reeducados, aos alunos mostra-lhes que eles sabem falar sua língua materna, mas também mostrar-lhes que existem formas diferentes de utilizá-la, dando a esse aluno condições de passar pelo processo de letramento mesmo respeitando sua diversidade lingüística. Quanto ao professor é preciso que este abandone idéias arcaicas e preconceituosas sobre a língua que se trás do senso comum e incorpore uma maneira democrática todos os novos recursos didáticos e que também seja capaz de reconhecer as necessidades de cada aluno e nos mais diversos contextos sociais.
Já sabia dessa sacanagem faz tempo. Há cerca de um ano mais ou menos, eu assisti a uma entrevista na qual alguns meliantes travestidos de intelectuais ou de educadores (eram provavelmente os autores do livro) defendiam a tese de que expressar-se de maneira grotesca e ignorante seria também correto. Para tanto, chegaram até a defender, em plena TV aberta, o uso do termo "bicicreta" ao invés de "bicicleta".
Durante meses, procurei vídeos ou transcrições da entrevista, mas foi em vão; acho que abafaram, esperando a publicação do livro - assim, os autores e a editora já teriam garantido a sua "verbinha", independentemente da polêmica que isso causaria. É mais um caso escandaloso que exemplifica a farra com o dinheiro do contribuinte.
Do ponto de vista educacional, a publicação dessa merda é ainda mais grave, mas, no entanto, não deixa de fazer algum sentido, analisando sob a perspectiva dos petralhas: É muito mais difícil educar o povo do que tentar oficializar a igonrância.
Isso me lembra um TO recente em que o Olavão falou que o idioma é um dos principais fatores de identidade de um povo, que a sua deterioração mostra o que acontece com a própria sociedade. Isto faz todo sentido com os esforços dos esquerdistas em destruir o idioma nacional, já que é mais uma coisa que a atrapalha os esforços deles para implementar seu projeto autoritário.
Dos 65 países examinados no Programa Internacional de Avaliação de Alunos de 2009, o Brasil ficou em 53º lugar em leitura e 57% em matemática. É verdade que ainda não conseguimos alcançar potências como Trinidad e Tobago, Cazaquistão e Azerbaijão, mas em compensação nenhum país está tão preocupado com a felicidade da humanidade quanto nós.
Como explicou Paulo Freire, educar tem pouco a ver com ensinar a ler e escrever; é antes de tudo preparar o cidadão para que ele seja transbordante de consciência social e eleitor entusiasmado da esquerda, tipo predominante nas salas de aula desde que os pedagogos sepultaram a idéia opressora de que a escola deve ensinar português e matemática e banalidades afins, tornando o aluno capaz de ler e contar e razoavelmente apto a andar com as próprias pernas.
(...)
Sempre tinha, assim como na edição de março/abril do Jornal da UFC tem mais um panegírico do educador-ídolo: "Católico e marxista, Paulo Freire estimula a escola a buscar a excelência no processo ensino-aprendizagem, levando em conta a fidelidade ao sonho de formar sujeitos históricos comprometidos com a felicidade de toda a humanidade", diz a resenha.
Desde que o método freiriano tornou-se único e obrigatório, a façanha intelectual dos jovens brasileiros tem sido a assombrosa desenvoltura com que eles avançam em direção aos mais burros do mundo. E daí? Eu é que não vou estragar a alegria da raça humana. Acho que devemos seguir no caminho da educação como ferramenta de transformação social, conforme as lições do teórico da estupidez induzida para fins políticos."
MEC não vai recolher livro com erros
O governo federal não mede esforços na sua missão de destruir o que ainda resta do país. Agora, o MEC, que supostamente deveria se preocupar com a qualidade da educação, vai permitir que uma cartilha com erros de português continue sendo utilizada.
O livro, da professora Heloísa Ramos, troca os conceitos de "certo e errado" por "inadequado e adequado" e traz pérolas como por exemplo dizer que é "certo em certos contextos" dizer frases como "nós pega o peixe".
A professora diz que é possível falar "os livro"; "os menino pega o peixe", advertindo que em certos contextos a pessoa pode ser vítima de "preconceito linguístico" (agora corrigir erros de português num aluno é preconceito).
Como o Olavo já disse, um país precisa basicamente prezar a alta cultura, a religião e o idioma.
Para meu grande espanto, dois excelentes comentários - por Alexandre Garcia e pelo professor Sérgio Nogueira - foram veículados, hoje, no telejornal Bom Dia Brasil a respeito do afamado livro didático analfabetizador e das teorias que nele se ocultam. Seguem os links para os vídeos e transcrições:
Segundo MEC, aval ao livro que admite uso de linguagem oral com erros para estabelecer comunicação partiu de comissão de docentes potiguares
BRASÍLIA
Uma comissão formada por professores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) aprovou o livro Por uma Vida Melhor, da Coleção Viver e Aprender.
O livro, que chegou a 484.1.195 alunos de todo o País, defende que a forma de falar não precisa necessariamente seguir a norma culta. "Você pode estar se perguntando: "Mas eu posso falar os livro?". Claro que pode", diz um trecho.
Por uma Vida Melhor, de autoria de Heloísa Ramos, afirma que o uso da língua popular - ainda que com seus erros gramaticais - é válido na tentativa de estabelecer comunicação. O livro lembra que, caso deixem de usar a norma culta, os alunos podem sofrer "preconceito linguístico". "Fique atento porque, dependendo da situação, você corre o risco de ser vítima de preconceito linguístico. Muita gente diz o que se deve e o que não se deve falar e escrever, tomando as regras estabelecidas para a norma culta como padrão de correção de todas as formas linguísticas."
A coisa é bem pior que todos estão pensando. A linguagem é ferramenta de pensamento, de acesso e troca de conhecimento. Atacando o idioma, esse pessoal está minado potencialidades por atacado, bloqueando o florescimento da inteligência nos alunos e a possibilidade desses indivíduos emergirem do meio medíocre que estão atolados. Toda a conversa de democracia, combate a preconceito, é mera desculpa para aplicar o VENENO. Não ha boa fé!
A coisa é diabólica. A luta que estamos presenciando, tem dimenoes metafísicas.
Há pouco, dona Heloísa Ramos, a autora do livro “Por Uma Vida Melhor” — que não é de aconselhamento matrimonial, mas de língua portuguesa — concedia uma entrevista à rádio CBN. Tio Rei é ligadão, hehe… Sempre com um olho no peixe e outro no gato. Disse coisas espantosas, assustadoras mesmo. Tentando justificar as barbaridades contidas em seu livro — entre elas, afirma que o estudante deve dominar as normas culta e inculta da língua e escolher a mais adequada; logo, o erro pode ser melhor do que o acerto a depender do caso —, disse que, muitas vezes, existe um preconceito sexista contra a norma. E citou caso de estudantes que lhe teriam confessado que, caso falem corretamente nas comunidades onde moram, ficarão com fama de “homoafetivos” — ou “veados”, como se diria nessas áreas preconceituosas
(...)
No Globo Online, Heloísa teve um chilique. Reclamou que todo mundo dá pitaco em educação. Afirmou que isso é coisa para especialistas… Ah, bom!
(...)
Conhece, professora Heloísa, a expressão bem popular “Uma Ova!”? Então… Uma ova! Vai ter de se explicar, sim!
Eu quero ver é o sr Nunzio Briguglio provar que os 400 assassinatos tiveram motivações dessa natureza: simples fato de terem orientação sexual diferente da maioria.
Essa gente é doente, eles crêem nas mentiras que eles mesmos inventam, isso é doença!
"A força da vocação no desenvolvimento das pessoas e dos povos", de Joaci Goés.
. Link do livro inteiro em PDF:http://joacigoes.com.br/Textos/vocacao.pdf
.
O recurso frequente ao argumento da falta de tempo para aprender tanta coisa, da escassez de meios ou de motivação econômica, vem a calhar quando o professor tem consciência de suas limitações pessoais para desempenhar, a contento, uma profissão
que exige vocação sacerdotal e alma de estadista. Ainda que a remuneração do professor seja um aspecto da maior importância, a verdade é que sua preparação, com a abrangência requerida, depende da prioridade que ele mesmo e a sociedade deem a ela. É imperativo, portanto, universalizar a habilitação do professor, os já em exercício e os novos, para um magistério voltado para permitir a cada aluno o aproveitamento de suas potencialidades (...)
O ponto de vista que sustenta ser satisfatória a remuneração atual apóia-se em pesquisas recentes, segundo as quais a remuneração do professor brasileiro é relativamente superior à de muitas categorias profissionais, bem como supera, relativamente, a remuneração de muitos países desenvolvidos, conforme sustenta o economista Gustavo ioschpe, em bem documentado artigo na revista Veja, sob o sugestivo título “professor não é coitado”. segundo dados colhidos da sinopse estatística do ensino superior, as matrículas na área da educação, em 2001, somavam 653 mil alunos, subindo, em 2005, para 904 mil, correspondendo a 20% do total da população acadêmica do país, superando administração e direito, com, respectivamente, 704 mil e 565 mil alunos. Em apenas quatro anos, portanto, registrou-se o crescimento de 40% nas matrículas voltadas para a educação. Refletindo essa supremacia preferencial, os educadores lideravam numericamente no mercado de trabalho, com 2,9 milhões em todo o Brasil.
Diante de tais números, pergunta ioschpe: se o magistério é vítima de tanto vilipêndio, com salários baixos e sobrecarga desumana de trabalho, com salas superlotadas, como explicar que tanta gente queira ser professor? Tratar-se-ia de um exército de masoquistas e de desinformados? A conclusão, segundo sustenta o economista, é que as condições de trabalho dos profissionais do ensino são bem melhores do que se propala. De acordo com o perfil dos professores Brasileiros, produzido pela Unesco, 58,5% têm apenas um emprego, 32,2% respondem por trabalhos em dois locais e somente 9% têm mais de dois empregos. Quanto à carga horária de trabalho, 31% ministram entre uma e vinte horas de aulas semanais; 54% dão entre vinte e uma e quarenta horas de aulas por semana, ficando os remanescentes 13,8% com mais de quarenta horas de trabalho hebdomadário.
Não seria pelo trabalho realizado fora das salas de aula que se poderia medir as penas do professor, uma vez que médicos, advogados, engenheiros e tantos outros profissionais liberais também, rotineiramente, levam trabalho para casa.
(...)
Como se vê, a lengalenga populista do professor coitadinho, que atribui ao Estado a responsabilidade exclusiva pelo mau desempenho escolar, não encontra respaldo na realidade dos fatos, diagnóstico que é de crucial importância para que possamos fazer da educação a primeira das prioridades, como fator de peso incomparável e insubstituível no processo de alavancagem do nosso desenvolvimento.
Discordo completamente dos colegas que postaram acima, pois tudo depende do enfoque que se dê ao tema: para mim, a questão da educação é prioridade número um para o nosso belo e iletrado país.
Vejam, por exemplo, o caso da Coréia do Sul, um país que se por um lado não tem o nosso gigantismo (que dificulta qualquer ação nesse sentido em larga escala), por outro também não conta com as nossas incontáveis riquezas naturais, nem com uma economia do tamanho da brasileira.
Isso posto, a valente Coréia capitalista estava alguns degraus atrás do Brasil na escala de desenvolvimento até a década de 80, porém, ao PRIORIZAR a educação, o país ultrapassou o país de Macunaíma e Tiririca, com isso reduzindo a praticament e zero o índice de homicídios e a quase zero o de delitos comuns, por exemplo.
Notem que como parte do plano educacional sul-coreano, a valorização das profissão de professor foi fator fundamental 9embora não tenha sido o único, pois também houve um controle de qualidade, aumento da carga horária, criação de aulas extras para minimizar as dúvidas etc).
Finalmente, cabe lembrar que a representação sindical só existe (ou só tem força) em países de regime democrático - ou vocês já ouviram falar em greve de professores na China ou em Cuba?
Note que eu não dei a minha opinião sobre o assunto - porque não tenho uma -, nem propus a resolução do problema educacional brasileiro - porque não sou eu quem vai resolver o desastre da educação brasileira -, apenas postei dados que tornam essa discussão de que "a remuneração dos professores no Brasil influi decisivamente na qualidade do ensino, isto é, os professores não ganham o bastante do Todo-Poderoso-Estado!!!" evidentemente esquizofrênica. Isto está fora de cogitação. Ganham sim, e têm benefícios exclusivos. Segundo os dados, é certo que a MAIORIA dos professores, ao menos, não ganha pouco tendo em vista o salário menor de outras profissões, o subdesenvolvimento do páis e os benefícios exclusivos do magistério. Ao passo que muitos professores "formados" não têm sequer a cultura superior mínima para lecionar o que quer que seja. Se trata de uma encrenca infernal.
Certíssimo o que dizes; no livro La Sociedad Desescolarizada, Ivan Illich, já tinha demonstrado que não interessa quanta verba fosse destinada às crianças nas escolas -- montantes altíssimos -- o desenvolvimento daquelas em ambiente mais propício [idas a museus, viagens ao exterior, casas abarrotadas de livros, mais cultos] sempre era maior que das outras que iam para casa e tinham de ficar sozinhas, enquantos os pais se viravam em três turnos de trabalhos, ficando com avós e protradas defronte a televisão.
Isso nunca vai mudar, certo!
A regressão vai até a idéia de Comenius, que ao Escrever seu Didática Magna o engrandece com o subtítulo: Tratado Universal de Ensinar Tudo a Todos. Sabe quando isso será realizado? Nunca.
Infelizmente é um dado da realidade, não dá para educar todo mundo, com a mesma qualidade, em todos os momentos.
Se as atribuições de um professor fossem relacionadas apenas ao ensino até que a questão do salário não seria tanto problema.
A questão é que as atribuições de um professor hoje em dia englobam as de fisioterapeuta, fonoaudiólogo, psicólogo, psiquiatra, terapeuta ocupacional, babá, garçon, enfermeiro, etc., que não se restringem somente ao aluno, mas que se estendem também à família do dito cujo.
Ninguém mais tem respeito pelo professor, proíbiram-no de ensinar, agora ele tem apenas que mediar, levar em consideração o que o aluno sabe.(mesmo que este aluno tenha apenas 2 anos de idade)
Afinal, como dizem os teóricos (idolatrados salve, salve!): Ninguém ensina ninguém, todos constroem o conhecimento mutuamente.
Enfim, pela quantidade de atribuições, até que o salário poderia ser um pouco melhor, não acham??:)