Em nenhum momento argumentei que a Bélgica é exemplo de anarco-capitalismo, mas sim que não é necessário um órgão centralizador para manter um país funcionando.
Enquanto existir um estado, cidadãos produtivos vão ser saqueados contra a sua vontade por uma organização corrupta e blindada de qualquer responsabilidade.
E não me venham com o papinho de que o povo julga, a sociedade julga, pois até hoje ainda não me lembro de um político sequer que foi condenado e preso. Aquela safada do DEM aparece em vídeo com uma sacola de $, e o que acontece ? É julgada pela mesma classe dela, que a libera de qualquer responsabilidade.
Qualquer serviço fornecido pelo estado pode ser fornecido de maneira muito mais eficiente e competitiva em um mercado onde agentes competem pelos consumidores finais.
A moral altruísta de que algum homem é responsável pela vida de outro destruiu a sociedade moderna. Criou um sentimento de "direito" nos mais pobres, como se outros fossem eternamente responsáveis pelas suas vidas.
George Soros deu uma entrevista onde argumenta que deve existir um tesouro central na europa, para tomar decisões fiscais e controlar a política monetária de todo o continente.
Vamos acreditar cada vez mais nos anjos estatais que nos protegem e são necessários para o mundo. Agora me digam quem pode demitir o senhor Rompuy.
Resumindo, tudo se resumiria à força (no caso, poder econômico)... como tanto a lei quanto o Estado são organização social da Força, ambos acabariam ressurgindo de qualquer forma.
Não entendi o motivo de se usar uma ilha como exemplo, se estamos falando de realidade vamos falar de países como uma população distinta e grande.
Em um país, e não um microcosmo somente para seu exemplo, não existiria somente um provedor de segurança, mas diversos agentes com diversos preços atendendo diferentes camadas da sociedade.
Tome o seguinte exemplo, que não é meu mas é muito bom: Miguel contrata os serviços de proteção da agencia “A”, e Pedro, seu vizinho, os serviços da agencia de proteção “B”. A agencia “A” se compromete por contrato proteger Miguel das agressões de outros indivíduos em troca de um prêmio anual, e a agência “B” se compromete a proteger Pedro das agressões de outros indivíduos em troca, igualmente, de uma tarifa. Agora, suponhamos que surja um conflito entre ambos os vizinhos: Miguel acusa Pedro de roubar suas jóias. O que haveria de acontecer ? Uma guerra entre as duas companhias, responderiam algumas pessoas. Miguel iria se socorrer em sua agencia para que possa recuperar suas jóias, e Pedro iria pedir ajuda a sua agência para que proteja Miguel de sua companhia. Deste modo, todos os conflitos entre clientes de diferentes agências seriam resolvidos a tiros, e o anarcocapitalismo derivará em uma anarquia hobbesiana.
Porém, por que assumir que as empresas resolveriam de forma violenta todos os conflitos que surgissem entre os seus clientes? As guerras são caras, e as empresas buscam maximizar seus benefícios, não seus gastos. É conveniente resolver de forma violenta todos os conflitos com as demais agências, ou chegar a um acordo e estabelecer mecanismos para revolver aquela questão de uma forma amigável? Assim, as agencias “A” e “B” poderiam acordar que os conflitos entre seus clientes fossem resolvidos por um tribunal determinado e comprometendo-se a acatar os seus veredictos. O conflito entre Miguel e Pedro seria levado a um tribunal privado. Em caso de se manifestar no sentido de ir contra Pedro, a agencia de Miguel o deteria e o obrigaria a restituir as jóias e o valor da restituição sem que a agência do primeiro faça nada para impedi-lo.
O Estado monopoliza o uso da força em um determinado território. Um monopolista não tem incentivos para melhorar a qualidade de seus serviços nem para reduzir seus preços, pois não tem competidores. Se somente eu posso oferecer serviços de limpeza, por exemplo, não esperem que eu cobre pouco nem que limpe sua casa com cuidado. Por que deveria fazê-lo? Eu tenho o monopólio da limpeza, e você não poderá recorrer a mais ninguém.
No caso dos monopólios públicos em que a força nos obriga a paga-los (impostos), além de não terem incentivo algum para nos oferecer serviços de qualidade, o Estado pode aumentar o preço que quiser aos beneficiários em forma de confiscação.
Como não existe mercado, fica impossível precificar estes serviços prestados, e o estado pode muito bem "cobrar" quanto achar necessário.
Pelo fato de não existirem bens públicos, ruas e avenidas iriam funcionar de maneira muito mais eficiente, pois os proprietários das vias se beneficiariam cada vez mais com contratos publicitários por exemplo, portanto precisariam do maior número de pessoas em suas vias mas de maneira ordenada e eficiente.
Uma agência como essa seria excluída do mercado facilmente pela competição. Ela não teria verbas para continuar sendo autoritária pois os outros players do mercado tirariam recursos dela e fariam aporte em outras dispostas a proteger suas propriedades.
As agencias de proteção (empresas dedicadas a proteger os indivíduos das agressões externas) teriam incentivos a prover o melhor serviço ao menor preço possível, e captar assim mais clientes. A emergência de preços e a possibilidade de testes entre esta e outras agencias permitiria que estas agências questionassem seus recursos do modo mais eficiente possível.
Em primeiro lugar, a agencia que iria proteger os indivíduos tidos por agressores perderiam toda a sua reputação em uma sociedade livre, convertendo-se assim em agencia protetiva de agressores. Os clientes não criminosos tenderiam a abandoná-la, por não quererem ficar vinculados a ladrões e assassinos. E, os clientes honrados, também dela se retirariam, pelo mesmo motivo.
Com base em qual experimentações históricas está baseado isso?
É só na base das regrinhas de mercado (futurologia) ou algo do tipo já aconteceu na face da Terra?