“Não podemos responder com verdade ao desafio de erradicar a exclusão e a
pobreza, se os pobres seguem sendo objeto, destinatários da ação do
Estado e de outras organizações em um sentido paternalista e
assistencialista, e não sujeitos onde o Estado e a sociedade produzem as
condições sociais que promovem e tutelam seus direitos e lhes PERMITEM SER CONSTRUTORES DE SEU PRÓPRIO DESTINO”
O contexto dessa colocação que observei na rede é deveras preocupante...
Para Bergoglio, “a crise econômico-social e o consequente aumento da pobreza tem suas causas em políticas inspiradas em formas de neoliberalismo que consideram os lucros e as leis de mercado como parâmetros absolutos em detrimento da dignidade das pessoas e dos povos”.
Eu gostaria de tê-lo o original. Saiu no Clarin em primeiro de outubro de 2009.
A concluir, os Jesuítas do RS são progressistas. A Unisinos é um antro de formação marxista, o Vale dos Sinos e Porto Alegre possuem forte influencia do PT e do socialismo.
Quando Feliciano faz parecer que não há nada pior, vem um papa que colaborou com ditadura... E argentino! — Jose de Abreu (,volta e meia em,zehdeabreu)
A Graça Salgueiro postou uma declaração dele que me pareceu confortante...
"Está em jogo a sobrevivência da família: pai, mãe e filhos. Está em jogo a vida de muitas crianças que serão discriminadas de antemão, privando-as do amadurecimento humano que Deus quis que acontecesse com um pai e uma mãe. Está em jogo uma rejeição direta contra a lei de Deus. Não é apenas um projeto legislativo, mas um "movimento" do Pai da Mentira, que visa a confundir e enganar os filhos de Deus". (Do então, Dom Bergoglio, Cardeal Primaz da Argentina)
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Quando Feliciano faz parecer que não há nada pior, vem um papa que colaborou com ditadura... E argentino! — Jose de Abreu (,volta e meia em,zehdeabreu)
Legal ver o que comunistas etão falando... Se falarem mal é pq é bom hahaha
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“Não podemos responder com verdade ao desafio de erradicar a exclusão e a
pobreza, se os pobres seguem sendo objeto, destinatários da ação do
Estado e de outras organizações em um sentido paternalista e
assistencialista, e não sujeitos onde o Estado e a sociedade produzem as
condições sociais que promovem e tutelam seus direitos e lhes PERMITEM SER CONSTRUTORES DE SEU PRÓPRIO DESTINO”
em questão de espectro político, o papa parece ser socialmente conservador e economicamente esquerdista. Normal, a Igreja é assim, sempre condenou o liberalismo político e econômico. O problema é que no último século ela acabou se perdendo em sua posição própria, amarrada que foi por certos clichês ideológicos, mas nada de tão grave assim.
Se querem saber que tipo de homem é o novo Papa, porque não ler quem é católico, tem boa fé e entende? que tal começar pelo Sidney Silveira no http://contraimpugnantes.blogspot.com.br/ ?
A criatura ainda nem fez NADA como Papa, meu Deus do céu: e é DETESTADO por tudo quanto é comunista!
Isso me parece BOM!
Calma, vamos aguardar, pelo menos! Aliás, o Sidney deveria ter notado que ele foi o único cardeal que não assinou o telegrama de congratulações pelo título de "papa emérito" dado a Monsenhor Ratzinger! E que se referiu a Monsenhor, ontem, como "nosso bispo emérito", e NÃO como "nosso papa emérito"!
E, francamente, o que há de ERRADO no que está a seguir:
, “a crise econômico-social e o consequente aumento da pobreza tem suas causas em políticas inspiradas em formas de neoliberalismo que consideram os lucros e as leis de mercado como parâmetros absolutos em detrimento da dignidade das pessoas e dos povos”.
EU, HEIN!
Leiam o artigo "POR QUE NÃO SOU LIBERAL", de autoria de um tal OLAVO DE CARVALHO!!!!! Neste brilhante artigo, o autor explica que o assim chamado liberalismo é meramente um ESTÁGIO do marxismo, pois considera "os lucros e as leis de mercado como parâmetros absolutos em detrimento da dignidade das pessoas e dos povos"!!!!!
"O conservadorismo é a arte de expandir e fortalecer a aplicação dos princípios morais e humanitários tradicionais por meio dos recursos formidáveis criados pela economia de mercado. O liberalismo é a firme decisão de submeter tudo aos critérios do mercado, inclusive os valores morais e humanitários. O conservadorismo é a civilização judaico-cristã elevada à potência da grande economia capitalista consolidada em Estado de direito. O liberalismo é um momento do processo revolucionário que, por meio do capitalismo, acaba dissolvendo no mercado a herança da civilização judaico-cristã e o Estado de direito."
Não há diferença entre se referir a " formas de neoliberalismoque consideram os lucros e as leis de mercado como parâmetros absolutos em detrimento da dignidade das pessoas e dos povos” - e mencionar que "o liberalismo é a firme decisão de submeter tudo aos critérios do mercado, inclusive os valores morais e humanitários".
Se algum comentário pode ser feito, é o de que a segunda frase ainda é mais contundente do que a primeira!
O novo Papa não é, certamente, um liberal - e sim um CONSERVADOR.
E vejo que os liberais teriam preferido um papa que, antes de dizer qualquer outra coisa, berrasse para a platéia reunida na praça de São Pedro: "É A ECONOMIA, ESTÚPIDOS!"
Eu estou muito preocupado. Não me parece não que este Papa seja conservador. Só por que foi frouxamente contra o casamento gay? Isso um progressista também há de ser. Acho que não é essa a característica fundamental de um progressista, talvez apenas de um radical. Aliás, como já apresentei neste tópico, Bergoglio disse que poderia defender a união civil gay, se o movimento pró-casamento gay fosse muito forte.
De resto ele é apresentado por verdadeiros conservadores (já desde muito antes da eleição) como vaidoso, ecumenista, vacilante. Ele parece ser o tipo de Papa que dará prosseguimento ao 'novus ordo' na missa, e temo que diversas conquistas que Bento XVI estava conseguindo fazer se percam com o Francisco I, o demagógico (?) (está bem, é cedo para dizer isso; essa alcunha é só reflexo do temor pelo que tenho me informado nessas horas desde a eleição).
E isso de que os comunas todos estão gritando não é exato. Apenas os radicais e a massa de manobra – e iam gritar mesmo que o Papa aparecesse de rosa e se nomeasse Priscila I, porque essa é a função deles, é uma forma de pressão. Ao que me parece, foi bem recebido por toda ala dita 'moderada' da esquerda, com elogios calorosos até do Hollande, presidente da França, que já se manifestou publicamente com desprezo em relação aos católicos.
E, pior, os conservadores que o conhecem não estão nada satisfeitos com sua escolha.
Enfim, estou cada vez menos confiante em que esse Papa possa dar prosseguimento na caminhada da valorização da cultura, da tradição e da família, como o fez Bento XVI. Parece que Francisco é um Papa moldado pelo CV II.
Rezemos.
É como ser apresentado a uma pessoa e já repudiá-la por todas as fofocas que uns e outros contam a seu respeito. Primeiro, investigue. Você não deixou nem o Papa abrir a boca.
Você compreende que isso faz parte daquele mandamento básico, que nos distingue de todas as outras religiões: amar ao próximo?
Renan, não sei se esse 'você' se refere a mim.
Acho que não, porque tenho certeza de que você sabe ler.
Em todo caso, para deixar claro, eu disse que estou preocupado, e isso por informações dadas por pessoas que reputo sérias, não por fofocas.
E tenho dividido essas preocupações apenas com um ou outro amigo católico conservador e aqui neste tópico, porque parece ser justamente um espaço para o debate entre pessoas sérias, que tentam entender o que está acontecendo - por isso trazemos informações e impressões para serem debatidas. Com os demais, tenho dito palavras de esperança e votos de ótimo papado.
Aliás, que eu espero que ele faça um excelente pontificado, e que rezo por isso, já o disse também - e várias vezes - neste tópico.
E, de resto, nem precisaria. É óbvio.
Em tempo: acima escrevi Priscila I. Evidentemente não é nenhuma alusão à nossa Priscila, por quem tenho grande respeito e admiração.
Foi referência à 'rainha do deserto', como o contexto deve ter deixado claro...
Olha, me desculpa, mas essa prudência que você diz ter não está refletida no seu post.
Se eu devo acreditar na sua prudência, então minha sugestão é outra: aprenda a traduzir o mais fidedignamente possível em palavras uma real percepção interna. Isto é, aprenda a escrever.
Se de fato lhe sobrou prudência no juízo, por outro lado lhe faltou prudência no falar.
Olha, suas palavras não são muito gentis. Mas você não me deve nada.
E você deve acreditar no que você achar que deve acreditar.
Se você vê uma raposa e acha que é um elefante, que posso eu fazer?
De resto, minha prudência no falar, - tão pouco cara a ti - pede-me para não dizer o que você deve fazer com sua sugestão.
Não são palavras gentis, claro. São palavras de alerta. Pode não parecer, mas estou querendo te ajudar.
Se tem algo sobre o qual o professor Olavo vive batendo a tecla é a prudência em opinar sobre assuntos que desconhecemos. A coisa fica ainda mais grave quando esse assunto é o Santo Padre recém eleito.
Não me parece que me tenha faltado prudência no falar, já que me reportei a um dado objetivo: as palavras que você usou para descrever seu ponto de vista. Não julguei intenções, não julguei impressões que você deixou, mas suas palavras, objetivamente.
Releia os seus posts e verá que há uma discrepância entre o que você julga pensar e o que você julga dizer.
Pode "não te parecer", Joseph. Não nego este direito a você.
Muitas vezes, a gente tem "impressões" que não vêm de nada, simplesmente surgem. Mas, neste caso, temos que reconhecer, diante de nós mesmos, que é só uma impressão, que provoca uma "simpatia" ou uma "antipatia", que não pode ser levada em conta para se dar uma opinião realmente séria.
Não se pode negar que a corja está toda de siricutico, com coceira esfincteriana.
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. Nome escolhido indica que Igreja terá novo rosto, diz Leonardo Boff
Por Chico Santos – Valor Econômico
Com base na origem do novo papa, na escolha do nome Francisco e na postura do pontífice em sua primeira aparição pública o teólogo e ex-frade franciscano Leonardo Boff, um dos fundadores da teologia da libertação, disse ao ValorPRO, serviço noticioso em tempo real do Valor, que, na sua opinião "a Igreja vai ter um novo rosto porque senão ele não teria escolhido o nome Francisco". Para Boff, dada a importância de São Francisco de Assis como um símbolo de humildade, fraternidade e de amor aos pobres, "Francisco não é um nome, é um programa".
Boff, que pediu desligamento do sacerdócio em 1992 sob ameaça de punição, considerou fundamental que ao aparecer pela primeira vez em público como papa, o cardeal argentino Jorge Bergoglio, agora Francisco, tenha, no seu entendimento, dado "centralidade ao povo e não à hierarquia", deixando que primeiro o povo abençoasse o papa para depois o papa abençoar o povo. Agindo assim, para ele, o papa seguiu "os princípios do Concílio Vaticano II" (1961), conhecido como aquele que liberalizou os princípios conservadores da Igreja Católica.
Sempre se apoiando no simbolismo do nome escolhido pelo novo papa, Boff disse que espera a partir de agora "uma igreja simples, voltada para os pobres, sem espetacularização da fé". Na sua opinião, as primeiras tarefa de Francisco serão de "resgatar a credibilidade da Igreja", desgastada por escândalos como o da pedofilia, e resolver os conflitos da Cúria Romana. O teólogo acha também que Francisco deve descentralizar a gestão da Igreja, dando força ao Sínodo dos Bispos (trianual) e respeitando as características locais da Igreja Católica.
De ponto de vista da origem do novo papa, Boff comemorou o fato de pela primeira vez o sumo pontífice dos católicos ser originário do Terceiro Mundo (Argentina). "Já era tempo. O Terceiro Mundo reúne 60% dos católicos, enquanto a Europa responde por apenas 24%", enfatizou. O teólogo disse que as igrejas "da periferia" adquiriram características próprias e não são mais "igrejas-espelho da Europa".
Por causa da imagem de simplicidade do novo papa e da perspectiva de opção por um papado simples e não por "uma autoridade faraônica que fica lá em cima", Boff comparou Francisco a um "João XXIII periférico", referência ao papa que liderou a Igreja Católica de 1958 a 1963 e foi responsável pela convocação do Concílio Vaticano II.
Bom, acho que trazermos impressões e notícias não caracteriza aqui nesse espaço nenhuma leviandade, nem falta de prudência. Não estamos dissertando sobre um tema para um público anônimo, nem escrevendo artigos. De fato, a opinião de todos aqui neste tópico é sobre o que desconhecemos muito ou não conhecemos muito bem.
Estamos colhendo informações e impressões. E não me parece que minhas impressões e preocupações – e, ao que parece, de outros aqui na comunidade - sejam absolutamente subjetivas ou vindas do nada: alguns colegas e eu mesmo já trouxemos alguns dados que nos fazem ao menos refletir melhor sobre a ideia de que vem aí um Papa conservador e que vá seguir o caminho trilhado por Bento XVI. Acho importante neste momento trazer à baila tudo o que for possível, no intuito de nos esclarecer ao máximo sobre o fato. Acho que a seriedade da opinião está nessa busca. Opinião realmente séria como algo que possa indicar uma verdade ou ao menos uma opinião calcada em grandes reflexões e leituras, ninguém aqui, me parece, está pronto para dar. Mas o caminho é esse.
Talvez eu tenha dito algo de maneira mais forte - quem sabe é uma espécie de vacina, para que a decepção, se vier, não seja grande demais – e isso possa ter provocado algum mal-entendido. Só que inferir que eu esteja condenando sumariamente o Papa é demais. Aliás, neste tópico quem quiser ver notará que houve uma evolução na minha opinião - justamente pelas coisas que comecei a ler em lugares diversos e de pessoas por quem nutro grande respeito -, que começara bastante otimista e passou a ser de grande preocupação.
Enfim, como já disse em outro ponto deste tópico, independentemente do que possa ser verdade nos fatos e impressões trazidos a respeito de Bergoglio, eu quero crer que o Espírito Santo iluminará Francisco I, e rezo por isso.
2. Sobre a posição da Igreja: dentro do espectro político é conservadora; no econômico também. A questão do problema do liberalismo de mercado é a de ele NÃO ESTAR submetido à Igreja, através de sua normatização moralizante; uma vez tendo isto sido resolvido, NÃO HÁ PROBLEMA ALGUM em adotar os princípios da escola austríaca de economia, por exemplo.
3. O fato dos esquerdinhas estarem fulos da vida com o Papa não quer dizer absolutamente NADA. Ele não odeiam o Papa, eles odeiam a Igreja e tudo que a representa, INCLUSIVE O PAPA.
4. Sobre estarem se referindo ao Papa de maneira pejorativa ou mesmo chamando-o de conservador, vale salientar: se a Marta Suplicy tivesse sido eleita "papisa" (um grande "progresso" aos olhos do mundo: eleição de uma mulher pró-aborto, gayzista, feminista, comunista e a puta que o pariu), ainda assim iriam reclamar de não ter sido eleito um travesti ou um narcotraficante, como o Beira-Mar. O desejo pela destruição da Igreja no coração destas pessoas NÃO TEM LIMITES.
5. Assim, AGORA, não podemos fazer absolutamente NADA senão vasculhar e estudar os escritos do Sumo Pontífice antes de ele ser eleito, para podermos ter algo seguro que sirva de baliza para analisarmos suas ações. Se será um ótimo ou um péssimo Papa, somente o tempo o dirá. Rezemos por ele, pelo Papado (que está ACIMA dele) e por Nossa Igreja.
Caro Clodoveu, fazendo um OFF-TOPIC necessário, há um princípio que vem da filosofia chinesa que afirma que "uma coisa, estendida além do seu limite, se transforma no seu contrário".
Este princípio não é religioso e nem tem nada a ver com religião: é meramente metafísico, uma "visão de mundo", por assim dizer.
Por exemplo, a HONRA é um conceito bom, desejável: mas, se "inflado" para além de seu limite, se transforma no orgulho arrogante, que traz a DESONRA.
Da mesma forma, se o mesmo conceito for "encolhido" para aquém do seu limite, torna-se a humildade abjeta, servil e pusilânime, que TAMBÉM é a DESONRA.
Manter-se no "caminho do meio", portanto, é o que se QUER: mas isto não só não é fácil - como é DIFICÍLIMO!!!!!
Eu vou invocar PAULO DE TARSO, para que este extraordinário homem, que tanto fez pelo Cristianismo, me AJUDE, através de suas palavras inspiradas, a explicar melhor esta questão.
Só um momentinho, porque eu preciso me ater aos textos das Epístolas, e prefiro tê-las à mão, pra não me enganar nem em uma vírgula.
é o Bento sim, ele na verdade está apresentando cada um, ficou estranho parecendo que o estão ignorando, mas na verdade ele falava o nome de cada um para o presidente alemão! abraçoss
Obrigado pela dica, não havia visto esse tópico escondido.
Eu havia imaginado que fosse algum protocolo/burocracia social, porque vê-se claramente que algum(ns) iniciou o movimento de estender a mão mas se restringiu e voltou à posição inicial.
Bom, amigo Calrão, na verdade trata-se de um protocolo: primeiro, o presidente apresenta autoridades ao papa, e essas autoridades cumprimentam o papa (a quem estão sendo apresentados) mas não cumprimentam o presidente (que os está apresentando).
Em seguida, é o papa quem apresenta autoridades (desta vez eclesiásticas) ao presidente; e da mesma forma o protocolo manda que essas autoridades cumprimentem apenas a pessoa à qual estão sendo apresentadas, ou seja, o presidente - e não cumprimentem o apresentador, no caso o papa.
Tudo isto é uma formalidade, um protocolo - que o papa não seguiu ao pé da letra, já que estendeu a mão àqueles que estava APRESENTANDO ao presidente.
Mas - a MIM, pelo menos, assim parece - seguir o protocolo é em negócio MENOR do que ser amável, delicado e gentil: portanto, se um senhor me surge com a mão estendida, a não ser que se trate de um canalha que eu sei que é canalha e não merece o cumprimento, eu RETRIBUO este cumprimento e mando o protocolo às FAVAS..
Mas há quem pense que "protocolo é protocolo, e "mais vale a forma do que o conteúdo".
Paciência, meu caro. Não há o que possa ser feito, quanto a isso...
Segundo consta aí, e eu não fui confirmar na fonte indicada, um porta-voz do Vaticano explicou a situação, e é basicamente isso que você disse, as pessoas que teriam cumprimentado o Papa são as que não viajaram com ele, mas haviam se reunido a ele ali naquele momento, por isso cumprimentaram-no equivocadamente.
Pessoalmente acho que embora conheçam o protocolo, e respeitem-no, é possível que tenham entendido que o Papa, já idoso, havia se equivocado e os estava cumprimentando, e não quiseram deixá-lo "no vácuo".
Em sua Epístola aos Romanos, capítulo 3 versículo 21, Paulo fala da justiça de Deus vir DA FÉ, e não DA LEI:
"Porque julgamos que o homem é justificado pela fé, sem as observâncias da lei. Ou Deus só o é dos judeus? Não é também Deus dos gentios? Sim, Ele o é também dos gentios. Porque não há mais que um só Deus, o qual justificará pela fé os circuncisos e, também pela fé, os incircuncisos.
Destruímos então a lei, pela fé? De modo algum. Pelo contrário, damos-lhe toda a sua força."
Ah, não, espera aí. Já que saímos da pauta do tópico, deixa eu adentrar em águas mais caudalosas e compartilhar isso aqui, pra saber qual posicionamento deve ser adotado diante disso aqui:
"Essa bem-aventurança é somente para os circuncisos, ou também para os incircuncisos? Dizemos, com efeito, que a fé foi imputada a Abraão em conta de justiça. Pois quando lhe foi ela imputada [essa justiça divina]? Depois ou antes de sua circuncisão? Não depois, mas antes de ele ser circuncidado. Depois é que recebeu o sinal da circuncisão, como selo da justiça que tinha obtido pela fé, antes de ser circuncidado. E assim se tornou o pai de todos os incircuncisos que creem, a fim de que também a esses seja imputada a justiça."
Portanto, meu caríssimo amigo, é OBRIGATÓRIO entender que a tolerância não é sinônimo de "ecumenismo", e que a justiça divina, da qual fala Paulo, o extraordinário Paulo, SE ESTENDE, em virtude da FÉ, mesmo aos que não seguem a lei, assim como àqueles que a SEGUEM!
É verdade que os abjetos inimigos PERVERTERAM o sentido desta explicação tão clara e luminosa para usá-la como pretexto para dizer que "tanto faz" seguir a lei ou não seguí-la, e que "todas as religiões são a mesma".
Mas não foi ISSO que Paulo disse, como ele também NÃO DISSE que a lei é "superior à fé"!
Eu digo, meu caro amigo: seguir o caminho do meio, o que é moral e está perfeitamente em seu limite moral, não apenas não é fácil: é DIFICÍLIMO!
Mas, convenhamos, ninguém disse que seria fácil, não é mesmo? (:-))-!!!!!
Que as extraordinárias palavras de São Paulo, nesta igualmente extraordinária carta dirigida aos romanos - carta que é tão atual HOJE quanto no dia em que foi escrita - iluminem o caminho dos católicos, é o meu sincero desejo.
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Sem dúvida que o ecumenismo é uma perversão, pois pretende convencer a nós todos de que "dá tudo no mesmo", o que é absurdo e ERRADO!
Por outro lado, a intolerância representa o completo OPOSTO de um princípio cristão, pois o Cristianismo PREGA a tolerância!!!!!
Calma lá, Priscila. Vamos com calma que o assunto é delicado.
Ponto A: Você já leu o sermão do Cardeal Pie de Poitiers? Se não, deixo o link. A verdade é por si mesma intolerante, pois NÃO TOLERA a afirmativa contrária que a contradiz. Dizer que 2+2=4 é o mesmo que afirmar que o resultado de 2+2 é diferente de todo não-4.
Assim é com a Igreja Católica: ser católico significa SABER que somente ESTA IGREJA vem de Deus, e que SOMENTE por esta Igreja se vai a Deus, e que, portanto, tudo referente à Igreja, PRINCIPALMENTE NO TOCANTE À DOUTRINA, AOS RITOS E À TRADIÇÃO devem ser preservados sob risco até da própria morte.
Ponto B: A INTOLERÂNCIA DOUTRINAL não implica nem valida, muito menos induz à intolerância civil. Ora, Jesus nos ensinou a ir e pregar Sua doutrina (coisa que pode ser feita por apologistas leigos ou sacerdotes), mas caso esta fosse ignorada, que o apologista virasse as costas e fosse embora, tendo o cuidado de ao sair bater os sapatos para daquela maldita terra não levar nem a poeira. Isto porque a Igreja ensina que a CULPA é personalíssima, assim, ninguém pode ser culpado pelos erros dos outros; e se o sujeito SABE da verdade e a IGNORA (seja por falta de humildade, por ira, por luxúria etc), o culpado é ELE, e como tal ELE deve viver sua vida. Para você ter ideia, os três votos mais importantes para o católico são os votos de pobreza, obediência e castidade. Mas NENHUM destes três deve ser IMPOSTO À FORÇA, pois caso isto ocorresse, mais mal faria do que bem.
Ponto C: 1. Contudo, a relação entre os pontos A, a intolerância doutrinal, e B, a tolerância civil, gera um grande problema para o católico: o que fazer em um mundo dominado pelo mal? Resposta: o ECUMENISMO CATÓLICO, o DIÁLOGO INTERRELIGIOSO com o objetivo EXPLÍCITO de conversão, não de NIVELAMENTO, não de IGUALITARISMO. O ecumenismo, compreendido desta maneira, não é em mal de maneira alguma, foi graças a ele que a Europa foi convertida. Para uma maior fundamentação, peço que atente para o princípio da CARIDADE cristã: ora, o ato caridoso é todo aquele que AJUDA o seu semelhante, podendo apresentar-se muitas vezes como a ACUSAÇÃO DO ERRO no qual o indivíduo envereda. E, para um católico, não existe nada mais caridoso do que tentar livrar seus semelhantes do inferno, logo, temos aí a motivação do diálogo interreligioso para a CONVERSÃO dos pagãos, hereges, infiéis etc.
2. Ocorre que o NEO-ecumenismo prega que TODAS AS RELIGIÕES são igualmente boas, igualmente provenientes de Deus, podem igualmente levar-nos a Ele etc. Ora, isto é o EXATO OPOSTO do Ecumenismo cristão, é um falseamento da Caridade Cristã e uma perversão da Humildade Cristã.
Concluindo: Para maiores informações, peço que leia o texto do Sidney Silveira que linkei em minha mensagem anterior. Vou deixar aqui também o link para o famoso texto do sermão do Cardeal Pie de Poitiers, leitura RECOMENDADÍSSIMA. Infelizmente, minha cara amiga Leoa, o que há não é um "extrapolamento" das coisas, mas uma REINVENÇÃO delas, decepadas daquilo que lhes dava razão de ser: o Amor de Cristo.
Caro Carlrão, essas águas aí não são "mais caudalosas"- são muito MENOS.
Dirigem-se à tosca massa de manobra, que não sabe nada, não entende nada, cai em qualquer tapeação e é empurrada pra lá e pra cá como gravetinhos em um maremoto.
Eu sei lá o quanto o Vaticano gastou nisso ou naquilo: sei que HOUVE uma invasão, e o que nos INTERESSA é acabar com ela e dar um chute no rabo dos invasores, que realmente fizeram o diabo a quatro.
[url]/Main#Profile?uid=13503374250472808363[/url]:
Sim, Clodoveu, meu caro amigo: eu SEI disso tudo aí.
Só esstou advertindo para que NINGUÉM se esqueça das extraordinárias palavras - da EXPLICAÇÃO - de São Paulo.
Porque é muito FÁCIL esquecer delas, e transformar a justa NOÇÃO - que ele tão bem define - em intolerância...
Por isto se faz necessária a distinção entre intolerância doutrinal com tolerância civil. Ademais, e aqui fica para aqueles que não sabem, os que estão fora da Igreja por alguma impossibilidade de nela entrar, seja político-geográfica, seja ignorância intransponível, existe a possibilidade de Salvação, Sim!, pelo Batismo de Vontade. Agora, se ao sujeito é dada todas as possibilidades de se converter e ele simplesmente as ignora, ele JÁ FEZ SUA ESCOLHA.
E isto vale TANTO para protestantes QUANTO para os católicos liberais de nossa época: até hoje, nas diversas discussões que tive, JAMAIS encontrei ninguém com um domínio mediano do CATECISMO, que deveria ser o Bê-Á-Bá do católico.
Para encerrar este ponto, deixo uma imagem do Bom Bispo, que com sua voz tranquila emitia palavras CLARÍSSIMAS, tal qual lhe foi ensinado a fazer: Sim, Sim;Não, Não.
A imputação da Justiça Divina vem pela FÉ, não pela LEI.
É a FÉ que vai DECIDIR, em suma, quem merece ou não esta Divina Justiça...
"Com efeito, não foi em virtude da lei que a promessa de herdar o mundo foi feita a Abraão e a sua posteridade, mas em razão da justiça da fé.
[...]
Logo, é pela fé que alguém se torna herdeiro. Portanto, gratuitamente; e a promessa é assegurada a toda a posteridade de Abraão, não somente aos que procedem da lei, mas também aos que possuem a fé de Abraão, que é pai de todos nós. Em verdade, está escrito: Eu te constituí pai de muitas nações (Gen., 17,5) portanto, Abraão é nosso pai diante dos olhos Daquele em que acreditou, o Deus que dá vida aos mortos e chama à existência as coisas que estão no nada."
Bem, meu caro: as palavras que eu transcrevo não são minhas - mas de Paulo de Tarso, em sua Epístola aos Romanos.
Qualquer um pode ir lá e lê-las: elas NÃO SÃO uma "defesa ao ecumenismo", que é com certeza uma praga: mas são uma extraordinária defesa de que a salvação - a imputação da Justiça Divina - não vem da lei, mas DA FÉ.
Pois, se ASSIM É, como posso eu dizer, por exemplo, que aquela pessoa que é protestante, pelo fato de ser protestante, "tem uma fé menor que a minha", pelo fato de eu ser católica?!
E como poderia, então, eu afirmar que "ela está condenada, enquanto eu estarei salva"?????
Eu NÃO POSSO dizer isso, meu caro amigo... Eu não OUSARIA, de modo algum, dizer isso!
Não estou, com isso, äbrindo mão"da minha lei, daquela que eu sigo, ou querendo dizer que "qualquer lei é a mesma coisa". De modo ALGUM!
Apenas penso que devemos nos aproximar de nossos semelhantes DENTRO deste princípio, o de que a FÉ é o fundamental, e a lei apenas a SELA, a torna manifesta.
Por isso eu não gosto de brigas entre vertentes do Cristianismo aqui, meu caro amigo: e quero crer que o Olavo também pensa assim... Porque eu veria, a cada "debate", este princípio ser violado, e teria que ficar aqui defendendo-o de más-interpretações - de um lado os ecumenistas, do outro os intolerantes.
AMBOS estão errados, meu caro amigo.
O caminho correto não é nem um nem outro, e sim aquele que São Paulo tão bem explicou.
Priscila, creio que o problema é você estar desvinculando a Fé da Igreja, e tomando esta por Lei. Ora, a Igreja é Lei, mas é muito mais Fé. A Tradição é prova disto. E que fé pode haver dentro do protestantismo, uma hidra de mil cabeças que vive a devorar-se a si própria, fazendo com que mais e mais seitas se proliferem?
[url]/Main#Profile?uid=6503056086750393025[/url]:
Ah, não, espera aí. Já que saímos da pauta do tópico, deixa eu adentrar em águas mais caudalosas e compartilhar isso aqui, pra saber qual posicionamento deve ser adotado diante disso aqui:
Acompanhei a primeira missa do Papa Francisco.
Uma homilia que até uma criança entenderia!
Caminhar. Edificar. Confessar.
Caminhar na luz e na presença do Senhor.
Edificar com pedras ungidas pelo Espírito Santo, tendo Cristo como a pedra angular.
Confessar, quem não confessa Cristo confessa a mundanidade. (neste trecho falou com força e rigorosidade, saindo do tom sereno e pacífico que lhe é característico).
Este Papa será um benção para o mundo, irá restaurar uma essência que se perdeu. Acredito.
é o Bento sim, ele na verdade está apresentando cada um, ficou estranho parecendo que o estão ignorando, mas na verdade ele falava o nome de cada um para o presidente alemão! abraçoss
Caramba, são bispos da Alemanha, um Padre que eu frequentava tinha me falado isso e não tinha acreditado, achava que era exagero, dele, bom isso é resultado da frouxidão da hierarquia.
E é lógico que estão ignorando ele, falar que esqueceram de dar a mão para o Papa é piada.Tem bispo que até se afasta e outro que coloca as duas mão no peito, tem uns que não cumprimentam mas fazem gesto com a cabeça.