Maria, posso te perguntar uma coisa, que há tempos me ocorreu: você é portuguesa?
Tem uma espécie de luz portucalense, às vezes, naquilo que você escreve!
Eu sempre quis perguntar, mas não quis parecer indiscreta. Esse último scrap me pareceu indicar que sim, e eu não resisti!
O mais impressionante disso é o milagre da migração do sol ocorrido em 13 outubro de 1917, data da última aparição de Fátima.
Estava chovendo no momento. De repente, a chuva parou, todo mundo ficou instantaneamente seco e o sol começou a passear pelo céu. Esse acontecimento está documentado pela imprensa portuguesa, dezenas de milhares de pessoas presenciaram tudo ao vivo e a notícia de espalhou por Portugal e, se não me engano, também pela Espanha.
A própria santa pediu às três crianças que chamassem as pessoas para verem sua última aparição. A coisa foi além da simples aparição. Impressionante!
Pois é né Maria, você veja que a igreja não atendeu à solicitação da Virgem quanto a consagração da Rússia em nome dela. Ainda fizeram pior depois trazendo para dentro da casa de Cristo o inimigo.
Num desses fóruns eu li um maluco declarando que aquilo ali não era a Virgem não, era só um demônio. Vai ver pensaram a mesma coisa.
Tenho em vhs (velho-som baixo) excelente da tv inglesa sobre rússia. Outros documentarios nao gravei. Também excelentes.
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Rasputin foi baleado e envenenado e não morreu... então jogaram-no no rio moscou.
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Meu marido tinha colega (faleceu a pouco) sósia dele, deixava cabelo como o dele e se inspirava nele. E curioso que o rapaz acreditava em reencarnação....
Marcou muito meu marido.....
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Sobre Fátima , comento depois.
há críticas que santuário foi profanado com ritos pagãos em cerimonias ecumênicas, o mesmo em Assis. Eu tinha muita curiosidade de saber o que aconteceria o que aconteceria depois que Irmã Lúcia morresse.
Ou eu estou ficando louco ou ninguém (tirando a Maria) está comentando sobre o teor da mensagem de Fátima e a traição da igreja que fez justamente o oposto do que a Virgem ordenou. Veja que a mensagem inclusive diz que "uma guerra muito pior viria se as instruções da Virgem não fossem cumpridas". E a guerra veio. Milhões de pessoas morreram por isso tanto na Russia como durante a segunda guerra. E ai?
Seria a paralaxe de que tanto fala o Olavo? Todo mundo vê o que não fala e não fala o que pensa?
...sacrificar uma virgem a Toth, para pacificar sua ira, vamos falar do tema do tópico.
Eu já tinha lido um artigo do site O Indivíduo sobre o mesmo assunto. Como ele é de 2000, eu achei melhor relê-lo antes de falar alguma coisa. Ei-lo: http://www.oindividuo.com/convidado/Fatima.htm
Deus deu tudo ao Brasil: terras em abundância, paz, tolerância, água, comida, solo fértil, extensas praias e exuberante natureza. Animais silvestres, recursos minerais abundantes, rios e florestas (a maior de todas). Deus polpou este país de terremotos, enchentes, maremotos, nevascas e furacões.
A despeito disso, o Brasil hoje é uma cópia amplificada da Russia czarista. Não somente porque quer repetir aqui os mesmos equívocos.
Um país materialista que chafurda na miséria espiritual e mental de grande parte da sua gente. Altos índices de criminalidade, baixíssima moral, despojo total contra a vida e os valores, materialismo extremo, covardia total.
E ainda por cima mentiram sobre a consagração da Rússia à Virgem? Pior: ainda trouxeram o inimigo para dentro da casa de Cristo?
Oras, a mentira, o pensamento duplo, amigos, sabemos muito bem, é a linguagem do inimigo, do espírito sujo, Satanás, chamem do que quiserem. Por isso o Brasil está onde está, e o seu destino não será diferente porque Deus fez leis e essas não podem ser quebradas nem por ele mesmo.
Essas mensagens sobre a Rússia são muito interessantes, assim como é interessante o envolvimento da religiosidade na formação do poder e do Estado russos.
Alguém sabe de onde vem essa espécie de senso de predestinação da Rússia? Esse senso é restrito a algum grupo influente no país ou se faz presente no povo russo?
A falta de fé mata, ou pelo menos abre as portas para que o Mal entre sem que o Bem reaja, o que dá na mesma: a eliminação do segundo pelo primeiro.
Pelo o pouco que compreendi, parece que a aparição de Fátima num local tão distante da Rússia e a tão pouco tempo das mega-catástrofes que se seguiram eram uma provação de fé para salvar parte da humanidade.
Fico pensando de que forma a fé faria o elo entre a crença na mensagem de Fátima e os acontecimento vindouros. Em outras palavras: de que forma a fé se transmutaria em resoluções objetivas dos fatos futuros.
Foi nesse aspecto que questionei o Olavo sobre o poder da reza no último True Outspeak. Fátima confiou nos homens, mas parece que os homens não confiaram nela. Pagamos o preço.
Estou também pensando aqui com meus botõezinhos se escrevo alguma coisa sobre a desobediência à ordem contida na Carta de Lúcia - porque isso, é claro, é um assunto que se imbrica numa série de considerações, de motivos, de planos.
Mas estou lendo tudo o que vocês escrevem.
The evidence overwhelmingly supports the existence of two documents. One document is the 4 sheets of paper containing 62 lines of text copied from Sister Lucy’s notebook (not written as a letter), which describes a vision seen by the three children of Fatima — it does not contain any words of Our Lady. This text was written down by Sister Lucy on January 3, 1944, transferred to the Holy Office on April 4, 1957, read by Pope John Paul II on July 18, 1981 (but did not move him to consecrate the world to the Immaculate Heart of Mary on June 7, 1981), was stored in the Holy Office, and released by the Vatican on June 26, 2000.
The other document is the 1-page letter containing about 25 lines of Our Lady’s own words. This text was written down by Sister Lucy on or very shortly before January 9, 1944, transferred to the Holy Office on April 16, 1957, read by Pope John Paul II in 1978 (and moved him to consecrate the world to the Immaculate Heart of Mary on June 7, 1981), was stored in the Pope’s apartment by his bedside, and to this day remains unreleased by the Vatican.
E ainda um senhor que levanta a suspeita de que a carta divulgada, embora não apócrifa, teria sido escrita "contra a vontade" do seu autor - ou seja, da própria Irmã Lúcia.
Existe um livro chamado "Fátima nunca mais" escrito por um padre portugues que procura explicar o fenômeno de uma forma natural, como uma invenção maldosa contra o socialismo bondoso.
Nos seminários, a matéria de "Mariologia" é optativa, e nem sempre é oferecida. Mas mesmo quando é oferecida, as visões marianas não são levadas em consideração.
Mas é isso aí! A única voz saudável do século XX foi a de Nossa Senhora: Cuidado com a Rússia e seus erros! Até hoje não foi ouvida!
a origem de tudo que ocorreu na rússia começa lá por 1848, marx, engels, etc. É preciso ir mais fundo nas próprias origens destes dois homens e depois nas próprias origens dos homens que ergueram a revolução de 1917.Só assim compreender-se-á o porque de tantos acontecimentos que vieram a favorecer alvorecer e o crescimento do comunismo internacional e suas intrincadas relações com imprensa e mundo financeiro( bancos é claro). O povo russo nunca foi lá grande coisa, nem nos seus momentos de maior "esplendor" ( se é que se pode dizer isso). A coisa é mais séria e mais grave do que parece. Insisto, oremos.
Apenas para aclarar um aspecto mais técnico, os fiéis não são obrigados a crer e seguir revelações privadas, como a de Fátima (assim como a de Lourdes, do Sagrado Coração de Jesus e etc), mesmo aquelas "autenticadas" pela Igreja. E, antes que digam, isso não é coisa do Vaticano II.
Por outro lado, é óbvio essas revelações privadas "autenticadas", como as que eu citei tem muita importância e seria no mínimo imprudente rechaçá-las apenas por serem privadas.
Já li que Pio XII teria realizado essa consagração. Também João Paulo II já teria feito isso. Também conheço a tese de quem fala que não houve consagração.
Mas não me aprofundei no assunto, portanto me abstenho de comentá-la.
Ó Senhor dos inocentes! Então o povo russo "nunca foi grande coisa?!???!!!
O povo russo e sua alma poética, sua literatura magnífica, seu profundo romantismo?
Então Dostoeivsky, então Gogol, então Solzhenitsyn, Brodsky e Ryzhy, todas as vozes da alma russa assim anuladas?!
Aquela extraordinária arquitetura, feita em madeira muitas vezes, peculiar e tão russa, assim desprezada?!
Stravinsky, Prokofiev, Rimsky-Korsakov, todos emudecidos?!
A religião Cristã Ortodoxa, vítima do regime, e o sofrimento de seus fiéis - tudo esquecido?!
Uma coisa é o comunismo, essa monstruosidade que sufoca a consciência - outra, diferentíssima disso, é o povo russo!
Tentei postar aqui a íntegra do Comentário Teológico do então Cardeal Ratzinger sobre o mistério de Fátima, feito no ano 2000; ficou muito extenso, um verdadeiro flood nos moldes daqueles que criticamos na Catia! E em inglês! Preferi apagar e repor apenas o link. Existem vários sites - inclusive do Vaticano, é claro - que reproduzem esse comentário. O do Vaticano deve ter a tradução em português.
O comentário de Ratzinger encontra-se um pouco depois da metade do texto.
Aos que estão interessados nos segredos de Fátima, é indispensável ler todos os textos da página.
Nunca ouvi, nos dois institutos de teologia que já frequentei, uma menção sequer à mensagem de Fátima, ou qualquer outra mensagem de uma aparição mariana (Lourdes, Guadalupe, etc.).
Nunca assisti a uma aula sequer, onde o professor tenha comentado sobre esse assunto.
A única referência, implícita, à mensagem de Fátima que presenciei, foi no Instituto Santo Inácio, no comportamento do Padre Vaz (o filósofo Henrique de Lima Vaz). Ele rezava o terço todos os dias, e nesse horário não atendia ninguém.
Por duas vezes presenciei dois filósofos que vieram conversar com ele (um filósofo da Usp e outro não sei de onde), mas tiveram que ficar esperando, pois ele estava rezando o terço, e nesses momentos, pedia para não ser intenrrompido.
O Padre Vaz deixou de participar de um debate com o Apel e outro com o Rorty, pois o evento estava marcado para o mesmo horário em que ele rezava o terço. Acho que o pessoal da UFMG marcou esse horário de propósito, para não envergonhar nem o Rorty nem o Apel.
Aqui em Portugal, o fato de Ratzinger nunca ter vindo aqui, muito menos em Fátima neste ano que em 13 de maio completou 90 anos das aparições, causaram muitas reações.
Muitos dizem que Ratzinger é um papa que não dá valor á mensagem e quer minimizar ao máximo o marianismo dentro da Igreja Católica.
No mês de maio há a tradição de ir á Fátima á pé de todos os pontos do país.
Os críticos acusam toda esta movimentação á Faátima atual como mero comércio e festa, sendo isso motivo da distância de Ratzinger. Bem o contrário de Karol Wojtyla
rafael,se quiser falar palavrões fale, expresse o que sente, porque se fosse na russia ,principalmente na comunista do sec. xx vc não conseguiria. Mas agora vem aí a china pra ocupar o "lugar vago" deixado pela russia.
tenho também muita simpatia pelos eslavos - e pelos celtas. afinidade etílica talvez..
meu escritores preferidos são eslavos ou celtas - ou judeus. A Rússia teve grandes homens. Suas mulheres são belíssimas, creio que as mais belas da Europa - quiçá do mundo.
mas convenhamos que durante boa parte da História a massa humana russa era composta por camponeses semi-bárbaros e entre eles muitos bêbedos e velhacos, fanfarrões de taberna, mujiques, sádicos açoitadores e uma fauna variada de místicos e seitas.
É o mesmo caso dos irlandeses, que são um povo pelo qual também tenho carinho. Bebem muito, falam alto demais e batem em suas mulheres.
muitos escritores russos como o próprio Dostoievsky falavam desses traços do povo russo e sobre como a alma eslava supostamente gosta de se curvar, de tirania, do chicote.
muito sentimentais mas não eram exatamente um povo muito instruído e educado. É o mesmo caso dos escoceses.
na Europa ocidental era comum pensar no povo russo como "hordas bárbaras" ou "hordas asiáticas". Há um pouco de exagero nisso, é verdade.
os escoceses e irlandeses "viraram o jogo" e progrediram enormemente, chegando a ultrapassar a Inglaterra em muitos aspectos. A Rússia estava decolando também (no czarismo) e provavelmente teria se tornado potência mundial (e aliás o czar era uma espécie de patrono da monarquia no mundo inteiro). mas aí veio a desgraça do bolchevismo.
hoje a Rússia é uma nação envelhecida de mafiosos, burocratas, alcoolatras e prostitutas aborteiras, mulheres escravizadas e exportadas - e grandes partes dela estão se tornando desertos humanos. É triste.
chego a ficar com lágrimas nos olhos.
"mas convenhamos que durante boa parte da História a massa humana russa era composta por camponeses semi-bárbaros e entre eles muitos bêbedos e velhacos, fanfarrões de taberna, mujiques, sádicos açoitadores e uma fauna variada de místicos e seitas."
Tudo bem, Uriel, se você convier que no resto da Europa, durante a mesma época, a massa humana era composta por... "camponeses semi-bárbaros e entre eles muitos bêbedos e velhacos, fanfarrões de taberna, mujiques, sádicos açoitadores e uma fauna variada de místicos e seitas".
De fato, João Paulo II era mais mariano que Bento XVI é, mas não há nada demais nisso. Primeiro, porque obviamente cada papa tem características próprias. Como exemplo, enquanto João Paulo II era mais mariano, Bento XVI dá muito mais importância à liturgia e trabalha muito mais para a valorização da liturgia (tanto no rito de Paulo VI quanto no de São Pio V) que João Paulo II.
Em segundo lugar, João Paulo II era consagrado à Nossa Senhora pelo método de São Luis Maria Grignon de Montfort. Não apenas era consagrado como sabia praticamente de cor o livro em que esse santo expõe a consagração, o "Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem". Obviamente, tudo isso refletiu no seu pontificado.
Bento XVI nada tem contra a mensagem de Fátima e sua opinião sobre ela pode ser encontrada no comentário que fez enquanto ainda era cardeal no link para o site do Vaticano que eu postei alguns dias atrás. O motivo pelo qual não foi à Fátima para o aniversário de 90 anos da primeira aparição de Maria Santíssima é bastante simples: Tinha acabado de voltar do Brasil, onde abriu o V Celam.
Apenas um pequeno comentário:
Sem entrar no mérito se houve ou não a consagração da Rússia pedida por Maria Santíssima, queria fazer duas colocações:
A consagração da Rússia ao Imaculado Coração de Maria não é um ato mágico depois do qual o comunismo como que desapareceria rapidamente e a terra estaria próxima de virar um paraíso. O que seria da consagração se as pessoas não fizerem penitência e se converterem como pediu a Virgem? A mensagem de Fátima não é apenas para o clero católico, mas para todas as pessoas do mundo, sem exceção.
Levando isso em conta, acho que as pessoas que estão postando neste tópico, sejam católicas ou não, devem, antes de acusarem a Igreja de não ter feito a consagração, refletirem se estão atendendo ao chamado de Nossa Senhora de Fátima.
Então sua família é abençoada, Maria. Também rezo o terço todos os dias e sou testemunha dos imensos benefícios espirituais que isso traz.
Quiçá a divulgação desse tópico traga benefícios também e faça com que os membros desta comunidade, obedecendo a Virgem, fazem penitância e se convertam.
Apocalipse 22:18 Eu, a todo aquele que ouve as palavras da profecia deste livro, testifico: Se alguém lhes fizer qualquer acréscimo, Deus lhe acrescentará os flagelos escritos neste livro;
Gálatas 1:8 Mas, ainda que nós ou mesmo um anjo vindo do céu vos pregue evangelho que vá além do que vos temos pregado, seja anátema.
A profecia que Deus deixou para as outras nações é a seguinte:
Joel 3:2 congregarei todas as nações e as farei descer ao vale de Josafá; e ali entrarei em juízo contra elas por causa do meu povo e da minha herança, Israel, a quem elas espalharam por entre os povos, repartindo a minha terra entre si.
Marcelo, se a Igreja Católica Romana endossa as aparições em Fátima como milagre verdadeiro, a atitude de João XXIII e de Paulo VI foi desconcertante.
Não há muito como fugir disso.
A devoção a Maria é necessária, como também teria sido necessário obedecer profundamente ao que foi pedido numa aparição caracterizada como milagrosa. Estou falando estritamente dentro de um ponto de vista que se prende à lógica dos fatos.
Um milagre é UM MILAGRE, se me permite a ênfase.
Eu li que a aparição em Fátima não é um dogma católico - e, assim, preciso perguntar: se a Igreja diz que determinado fato foi um milagre, duvidar deste julgamento é considerado o quê? Uma questão secundária, opcional?
A infalibilidade papal (que se aplica ao reconhecimento de um milagre) sendo um dogma, como é possível que seja aceitável para a Igreja que um fiel não creia no milagre, uma vez que fazer isso significa ao mesmo tempo negar o dogma da infalibilidade?
Eu de fato acho vocês aqui mais qualificados pra me dar esta resposta do que outros Católicos que conheço.
E continuando: como eu mencionei antes, é um fato público e notório que a Igreja Católica sofre uma infiltração comunista, não só no Brasil como no mundo inteiro.
É considerado ofensivo, por parte dos Católicos aqui presentes, comentar este fato?
A pergunta é, naturalmente, completamente sincera - eu estou MESMO perguntando.
Vai ver a igreja está esperando que todos nós façamos a nossa parte primeiro para que ela faça a dela depois. São os fiéis protegendo os pastores.
Acho que a igreja consagrou sim a Rússia, mas não da forma que a virgem esperava.
Claro, de nada adiantaria consagrar a Rússia à virgem. As coisas aconteceriam independentemente do que o Espírito Santo dissesse. Afinal de contas quem o Espírito Santo pensa que é para ensinar aos doutores desse mundo o que deve e o que não deve ser feito? Vai ver o Espírito Santo não tem esse conhecimento todo que os doutores lá tem.
No comentário teológico que você mesma postou em inglês, e que eu postei em português, o cardeal Ratzinger explica o que é uma revelação privada. Sugiro a leitura desse ponto antes de futuros comentários.
A devoção à Maria é necessária sim e já existia bem antes de Fátima. Por outro lado, se você mesma fala a respeito dessa necessidade, antes de cobrar alguma coisa dos outros, deve obedecer à Virgem de Fátima.
Respondendo à sua pergunta, não, não é ofensivo perguntar sobre a infiltração comunista na Igreja. É óbvio que ela existe e, ao que me consta, nem eu, o Pedro ou o David negamos isso.
O problema é a avassaladora onda anti-Igreja que assola esta comunidade há pouco mais de um mês, vinda, quase sempre, de não-católicos que querem ensinar à Igreja o que ela deve fazer e deixar de fazer.
Nesse último mês vocês estão deixando Janer Cristaldo e Rodrigo Constantino no chinelo quando o assunto é criticar a Igreja.
Já rezei o terço sem os mistérios luminosos, mas há um bom tempo rezo estes também e os considero de grande valia.
Mas, não há problema com quem prefere não os rezar. Os Mistérios Luminosos foram uma sugestão de João Paulo II e ele mesmo disse que, apesar de encorajar que estes também sejam rezados, quem quiser não precisa utilizá-los.
Nenhuma revelação particular precisa de assentimento de Fé, por exemplo; Fátima, Lourdes, Santa Brígida, Santa Catarina de Sena, etc, e qual o motivo? A Revelação se fechou com a morte do último Apóstolo, por isso nada mais pode ser adicionado, conseqüentemente, a Igreja trata com muito cuidado tudo aquilo que traga algo de novo, justamente para não diminuir a grande Revelação, não fazendo parte do depósito da fé. Só é dogma aquilo que é definido infalivelmente ou então num Concílio, nunca uma aparição seria de teor dogmático. Por exemplo, a beatificação é pautada num milagre, mas ninguém é obrigado a acreditar que fulano de tal é Beato, entretanto, já a canonização, é infalível, não pode ser contrariada.
Sinceramente, eu demorei para aparecer nesse tópico porque estava analisando o caminhar da carruagem, como Marcelo disse, falam tanto de Fátima, mas por acaso alguém honra seu Imaculado Coração, visita suas imagens, comunga nos primeiros sábados, reza o terço e faz penitência? Se a resposta foi não, então não levam em consideração os ensinamentos de Nossa Senhora, ou melhor, só aquilo que convém, que além de falar dos erros da Rússia que "aniquilariam" nações, pediu ao mundo isso que disse como forma de reparar as suas dores, os homens que ultrajam a Igreja e vivem no erro, só assim, por fim, o Imaculado Coração reinará.
Marcelo, a última coisa que eu sou na vida é anti-Católica. Aliás, não posso ser acusada de ser "anti" religião nenhuma, de forma nenhuma e de maneira nenhuma! Repudio a comparação com os ateus Constantino e Janer, e lembro a você que briguei com ambos mais do que muitos católicos, defendendo exatamente a Religião em geral, o Cristianismo em particular e a Igreja Católica Romana em mais particular ainda de seu ataque.
Não penso que a Igreja Católica ganhe - ao contrário, acho que perde monumentalmente - se seus fiéis não enxergam sua contaminação, ou, enxergando, não a discutem.
Simpatizo com o Papa Ratzinger, mas nem ele tem o poder de desfazer o feito - e, nas palavras do Arcebispo Emérito Bertone, Secretário da Congregação para a Doutrina da Fé, do Vaticano,
"Segundo apontamentos do Arquivo, no dia 17 de Agosto de 1959 e de acordo com Sua Eminência o Cardeal Alfredo Ottaviani, o Comissário do Santo Ofício, Padre Pierre Paul Philippe OP, levou a João XXIII o envelope com a terceira parte do « segredo de Fátima ». Sua Santidade, « depois de alguma hesitação », disse: « Aguardemos. Rezarei. Far-lhe-ei saber o que decidi ».
Na realidade, a decisão do Papa João XXIII foi enviar de novo o envelope selado para o Santo Ofício e não revelar a terceira parte do « segredo ».
Paulo VI leu o conteúdo com o Substituto da Secretaria de Estado, Sua Ex.cia http://rev.ma/ D. Ângelo Dell'Acqua, a 27 de Março de 1965, e mandou novamente o envelope para o Arquivo do Santo Ofício, com a decisão de não publicar o texto. "
Eu, particularmente, já disse aqui inúmeras vezes que a essência do Cristianismo está nas palavras de Jesus Cristo - e, embora a doutrina seja muito importante, ela é e será sempre secundária a essas palavras. Sequer sei se pensar assim faria de mim, se fosse Católica, ou Protestante, ou Ortodoxa - uma herege do ponto de vista dessas tão respeitáveis Igrejas - mas eu penso como penso, e garanto a você que é diferente do que pensa o Janer e do que pensa o Constantino!
Pedro, data venia: A devoção a Maria é importantíssima, e eu suponho que faça parte da obrigação e da alegria íntima de todo católico manifestar da forma que lhe for mais verdadeira essa devoção. No entanto, mesmo as mais evidentes práticas devocionais precisam ser estimuladas, constantemente - e eu diria que particularmente, no caso de alguma coisa extraordinária ter se passado que justifique esse especial estímulo.
Se o conteúdo da mensagem de Fátima era que a devoção Mariana ajudaria o mundo, e em especial a Rússia, a vencer o Mal - por que Sua Santidade o Papa Roncalli assim não declarou a seu rebanho, quando leu a mensagem?
Mais espantoso me parece que ele não o tenha feito, já que não havia ali nenhuma revelação apocalíptica ou assustadora - e sim uma exortação a que os fiéis se dedicassem com o máximo afinco a uma devoção que já era parte de sua prática, e querida a seu coração!
O "Aguardemos. Rezarei. Far-lhe-ei saber o que decidi", seguido de silêncio, me parece completamente incompreensível.
Não confunda as bolas, a devoção mariana é essencial para a fé cristã, lembrando que alguns dogmas da Igreja são mariológicos, o fato das revelações particulares não obrigarem assentimento de fé, em nada diminui a importância da Santa Virgem Maria na vida dos católicos.
Nossa Senhora de Fátima revelou três segredos, o último, a visão do Bispo de Branco, o Papa, sendo assassinado no alto de uma colina, foi o único que ficou guardado até o ao 2000, o resto da mensagem sempre esteve aberto ao conhecimento, justamente porque estimulava a piedade e devoção. A parte que fala da Rússia, também era de conhecimento público, tanto é que Pio XI e Venerável Pio XII fizeram uma "consagração" (eu realmente não sei se seria válida), no deste último ainda foi em rádio, para que todos ouvissem.
A questão é que como se trata de revelação particular, tem espaço para essas interpretações, por isso que a Igreja nunca obrigou a aceitação em nenhuma aparição. Mesmo dizendo como deve ser compreendida, cada um pode vivenciar de uma forma diferente, como é visível nesse tópico.
(Priscila, se puder não chame os Papas de "Papa Ratzinger", "Papa Roncali", é um tanto desrespeitoso, e pior, é coisa da teologia da libertação, adoram fazer isso, hehehehe)